quinta-feira, novembro 30, 2006

O DEBATE DE SINTRA

A mesa sem Fernando Seara (foto:Pedro Macieira)

Decorreu ontem no Centro Cultural Olga Cadaval em Sintra um importante, debate promovido pelo Diário de Notícias e pela TSF sobre as acessibilidades do Concelho, em que estiveram presentes , o Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações Mário Lino ,o Vereador João Soares, o Vereador Luis Duque, a Comissão de Utentes do IC19, Adelina Machado e representante da Comissão de Utentes da Linha de Sintra Rui Ramos e o Presidente da Câmara de Sintra , Fernando Seara com um atraso significativo, o debate foi moderado por Carlos Andrade.

Com grande presença de público, predominantemente autarcas e ex-autarcas das Juntas de Freguesia do Concelho que colocaram algumas das questões que afectam a mobilidade e o desenvolvimento do Concelho, sendo a tónica principal não só o IC19, mas sim os acessos interiores ao IC19, e a circulação caótica dentro das localidades do Concelho.

A mesa com Fernando Seara (Foto:Pedro Macieira)

IC16 e IC30 duas importantes obras que permitirão o descongestionamento do IC19,
só estarão prontos em 2010, segundo Mário Lino, também a Cril só estará completa em 2009, mas o próprio Ministro referiu que ele era um optimista.....

O Presidente Fernando Seara , ouviu as queixas dos participantes não apresentando qualquer solução para os diversos problemas levantados, o Vereador Luis Duque na altura substituindo o Presidente Fernando Seara, traçou um quadro de obras viárias do Concelho que pareceram ultrapassar o optimista mais exagerado.....

O Ministro Mário Lino ficou de resolver os problemas relacionados com o autismo da REFER, em relação a parques de estacionamento fechados, o caso da estação de Mira-Sintra, (que depois de milhões de euros gastos não serve para nada)e de Algueirão Mem-Martins, e pretende ter o problema do túnel do Rossio pronto até ao final do próximo ano.

Conclusão :
Os Utentes do IC19 irão ter obras até 2009, e só também nessa altura se tudo correr bem é que a Cril ficará completa, aguardarão pelo fim das obras do IC16 e IC30 em 2010, segundo o Ministro Mário Lino, não se falou na revisão do PDM,nem quando se fará a nova estação do Cacém. Carlos Andrade abriu o debate com a seguinte pergunta:
-Será que o martírio do IC19, pode ter fim?

–Depois deste debate a resposta, sendo realista é não !

quarta-feira, novembro 29, 2006

DEBATE SOBRE ACESSIBILIDADES NO CONCELHO DE SINTRA


Hoje quarta-feira ás 21H15m, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, organizado pela TSF e Diário de Notícias ,debate público sobre acessibilidades do Concelho de Sintra,com a presença do Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, Presidente da Câmara de Sintra Fernando Seara,Vereador da Câmara de Sintra João Soares ,Comissão de Utentes do IC19 e Comissão de Utentes da Linha de Sintra

terça-feira, novembro 28, 2006

A Comissão de Utentes do IC 19, e a inauguração da terceira via

O "novo" IC19, segunda-feira, 16H00 -(Foto:Pedro Macieira)

No jornal digital "Alvor de Sintra":
A porta-voz da Comissão, Adelina Machado, reconheceu que o alargamento do IC19 para três faixas, que ontem abriu no troço Queluz-Cacém era "uma obra sonhada pelos munícipes de Sintra há 20 anos", mas frisou que "está longe de estar acabada".
"Fiquei surpreendida com a pressa de inaugurar este troço", afirmou, assinalando que ainda há troços da via com apenas duas faixas e que na parte hoje aberta "as margens ainda estão por fazer".


Arons de Carvalho e o IC19

Hoje no "Diário de Notícias "em artigo, sobre trocar Sintra por Lisboa, Arons de Carvalho, deputado do PS, ex-secretário de Estado da Comunicação social no Governo do Engº Guterres, que trocou Carnide por Nafarros , faz alguns comentários sobre as acessibilidades de Sintra, o D.N. refere que:
Como tem horários desfasados da maior parte dos que optaram por viver na Linha de Sintra, o deputado do PS diz que percorre a distância que o separa de casa ao Parlamento em 20 ou 25 minutos. "É claro que se sair da Assembleia às 18.00 para regressar, ou se quiser estar em Lisboa às 9 ou às 10 da manhã já sei que vou enfrentar os engarrafamentos no IC 19.”

Ora o problema é que maioria dos utilizadores do IC19 que vivem na linha de Sintra ,ou tem que usar o malfadado IC19 tem horários ditos normais, e com esses horários, nunca terão o prazer de encontrar nas filas intermináveis o deputado do PS, partido da ex-presidente da Câmara de Sintra , Edite Estrela (que já não vive no Concelho de Sintra, mas em Bruxelas ) que deixou o problema do IC19, por resolver.

-Ler a notícia integral no Alvor de Sintra-pressionar
-Ler a notícia integral no Diário de Noticias-pressionar

segunda-feira, novembro 27, 2006

O "Alargamento" do IC19 ou uma inauguração para o boneco.....

Imagem -SIC Notícias

Não é todos os dias que uma zona de engarrafamento, passa a zona alargada,com engarrafamento e é inaugurada com pompa e circunstância pelo Primeiro Ministro, Ministro e Presidente da Câmara de Sintra . A zona alargada, (hoje inaugurada)que nem chega ao Cacém, possibilita uma fila parada, agora durante um pequeno percurso em três vias........



O engarrafamento pós-inauguração em três vias (16H00)(Fotos:Pedro Macieira)

Ver Notícia Jornal Público-Alargamento do IC19 vai ser inaugurado hoje -pressionar

domingo, novembro 26, 2006

A Quinta da Sarrazola no jornal "Público"

Sábado o jornal “Público”, pela pena de José António Cerejo, publica uma notícia, sobre a Quinta da Sarrazola, assunto que o “Rio das Maçãs” abordou recentemente.

Ver- Post relacionado no Rio das Maçãs

O “Público” adianta que o acordo efectuado entre o Ministério da Agricultura e a empresa que se dedica à formação profissional, é um “ contrato de comodato celebrado entre o ministério e a Cenintel é válido por 30 anos, dispensa o pagamento de qualquer renda e privilegia a criação de cursos nos sectores da produção agrícola com tradição na região,caso da vitivinicultura , fruticultura e floricultura”.

O articulista menciona o facto de a Cenintel apostar na “associação de lógicas de exploração turística em espaço rural, nas vertentes da restauração, hotelaria e preservação das artes tradicionais.” E adianta que a" Cenintel tem uma recente experiência na medida em que criou no Entroncamento, nas instalações do antigo centro de formação da CP, uma escola profissional com cursos de hotelaria e restauração.”

sábado, novembro 25, 2006

Sintra esteve ontem em Alerta Vermelho

Sintra sob a intempérie (Foto:Pedro Macieira)

Ontem todo o Concelho de Sintra esteve com Alerta vermelho,Colares foi muito atingido com a intempérie, aqui ficam algumas imagens do Rio das Maçãs, que teve ontem todo o dia um caudal, que mesmo para para a época não é normal, chegando a transbordar durante a tarde de ontem provocando o caos na Várzea de Colares, facto excelentemente reportado em imagens pelo Blog , "Noticias da minha Freguesia" do qual retirámos uma foto expressiva do anormal acontecimento.
O Rio das Maçãs às 9H00 de Sexta-feira (Foto:Pedro Macieira)
Foto retirada da excelente foto-reportagem de "Noticias da Minha Freguesia" (Foto:Vitalino Cara d'Anjo)
O Rio das Maçãs, hoje 9H00 (Foto:Pedro Macieira)

sexta-feira, novembro 24, 2006

Curiosidades de Sintra antiga II

A escola construída pelo pai do primeiro Presidente da Câmara de Sintra, que tem o nome do seu patrono, Domingos José de Morais
Domingos José de Morais;nasceu em Areosa (Viana do Castelo) no dia 2 de Novembro de 1846 e faleceu em Lisboa a 28 de Novembro de 1903.começando a trabalhar muito novo, aos catorze anos, conseguiu quatro anos , depois estabelecer-se por conta própria.Com o resultado do seu trabalho conseguiu arranjar grande fortuna e passou a proteger confrarias e irmandades,contribuindo com avultados donativos para instituições de caridade,protegendo ainda a Associação de escolas Móveis. (Fonte:José Alfredo Azevedo)
O Largo Fernando Formigal de Morais conhecido como Largo do Morais,mesmo ao lado da Escola.

A história da velha praça de touros, contada por José Alfredo da Costa Azevedo.

“Entre as Ruas Barros Queirós, Ulisses Alves, Capitão Mário Pimentel e traseiras dos prédios da Avenida Heliodoro Salgado, onde foi construído o mercado actual da Estefânia existiu uma praça de touros, construída antes de 1878,(...).foi demolida após a implantação da República, por ordem do Presidente do Município, Fernando Formigal de Morais, com a intenção de fazer uma melhor.Mas, o Formigal de Morais, aborreceu-se com o cargo (e isso acontece a muita gente boa),abandonou-o e a praça de touros nunca mais se construiu.”
Obras de José Alfredo da Costa Azevedo-Bairros de Sintra.

Fotos:Pedro Macieira

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Curiosidades de Sintra antiga-pressionar

quinta-feira, novembro 23, 2006

Curiosidades de Sintra antiga

Fotografias publicadas na "Ilustração Portuguesa" em 1909 , durante a inauguração da casa ,de Fernando Formigal de Morais, que viria a ser o primeiro Presidente da Câmara de Sintra, após a implantação da República em 5 de Outubro de 1910.

A legenda da fotografia explica que "As novas construcções de Cintra, começam também a adquirir um certo caracter de elegancia.Damos hoje a photografia da casa do sr. Fernando Formigal de Moraes, recentemente construida na Variante da Estephania, cuja capella foi benzida a semana passada pelo sr. Arcebispo de Mytilene" (Cliché de Novaes).

Os Morais

Fernando Formigal de Morais,era filho de Domingos José de Morais benemérito Sintrense tendo construído a expensas suas uma escola, ainda hoje fazendo parte do património de Sintra, que tem o seu nome, também Fernando Formigal de Morais tem ao lado da escola um largo com o seu nome,conhecido pelas gentes de Sintra como o largo do Morais .Nessa escola existia uma banda de música denominada também como a “Banda da escola do Morais” ,formada pelos seus jovens alunos, que se estreou em 24 de Junho de 1911.


Fonte:Obras de José Alfredo da Costa Azevedo, e Ilustração Portuguesa

quarta-feira, novembro 22, 2006

Historial (não exaustivo) do processo para instalação de uma linha de Muito Alta Tensão no Concelho de Sintra.






-O processo da construção da linha de Muita Alta Tensão, que irá atravessar algumas freguesias de Sintra, começou por ser contestada pelas populações das áreas abrangidas.
-É criado um movimento popular de contestação da obra, englobando associações ambientalistas.

-Uma comissão de moradores de S.Marcos apresenta uma petição na Assembleia da República chamando a atenção dos perigos para as populações da instalação da linha aérea de muito Alta tensão.
-A Junta de Freguesia de Agualva, avança com uma providência cautelar, com vista à suspensão das obras.
-Assembleia de freguesia de Rio de Mouro, em 26 de Outubro rejeita por unanimidade o projecto de instalação da linha de Muito Alta Tensão, entre Famões e Trajouce.
-Em Novembro, Fernando Seara Presidente da Câmara Municipal de Sintra, em Assembleia Municipal declara que “não iria permitir que as obras avançassem”, entretanto nessa mesma tarde a REN, avança com as obras......na instalação da linha entre o Alto da Mira e Trajouce , nas freguesias de Belas.
-Em 15 de Novembro o Tribunal de Sintra ordena a suspensão das obras para a construção da linha de Muito Alta Tensão na sequência da providência cautelar interposta pela Junta de freguesia de Agualva.
-Também a Câmara Municipal de Sintra manda parar as obras por falta de licença.
- Apesar do embargo a REN continua com bom ritmo as obras.
- Em 21 de Novembro por despacho Ministerial do Ministro da economia, as obras são retomada , alegando que “seria gravemente prejudicial para o interesse público”.


Até agora o movimento que contesta a obra, incluindo a autarquia e Juntas de Freguesia das áreas mais afectadas pela instalação da linha, , não tem saído vitoriosos nos seus objectivos, mas este processo que integrou várias associações ambientalistas e que pretende prosseguir na sua luta até à suspensão da instalação da linha aérea, demonstra para já que as populações estão atentas e participativas nos assuntos das suas comunidades.

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terça-feira, novembro 21, 2006

O estado do legado do Dr.António Brandão Vasconcelos a Colares

Num país em que o Estado vive normalmente com cortes orçamentais , especialmente nas áreas da educação , existirem instalações modelares para a actividade pedagógica, depois de grande investimento por parte do próprio Estado (Ministério da Agricultura) em 1998, e depois deixar completamente ao abandono, sem qualquer uso e permitir que esse património seja completamente vandalizado, é uma história escandalosa (sem responsáveis, com é hábito), que aconteceu nesta Sintra, aqui mesmo em Colares.

A quinta da Sarrazola em Colares, foi deixada em legado ao Estado,por testamento pelo Dr.António Brandão de Vasconcelos e sua esposa,para que ali fosse construído uma “escola agrícola que servisse os filhos e filhas da região dos vinhos de Colares”, médico e grande benemérito da região de Colares e de Sintra,fundador do Sindicato Agrícola da Região de Colares, e primeiro Presidente da Adega Regional de Colares, faleceu em 14 de Janeiro de 1934.

Até finais dos anos 60 funcionou naquele espaço (Escola de Pomicultura D.Alda Madureira)cursos de técnicas agrícolas, para rapazes e cursos de puericultura, artesanato, e culinária para as raparigas.Mais tarde a escola por falta de alunos fechou.A partir de 1975 foi tentado por um grupo de habitantes da freguesia reactivar o projecto mantendo o espírito do legado.Após várias peripécias ao longos dos anos passando pela degradação do local, e por obras avultadas de recuperação do imóvel, até à vandalização das instalações, que é a situação que encontra hoje, aconteceu de tudo, sem que a vontade do benemérito tivesse sido cumprida.

No sentido de fazer cumprir a vontade expressa no testamento pelo Dr.Brandão de Vasconcelos é criada uma associação “Pró-Colares”, que ao longo dos anos tem feito vários projectos às entidades governamentais, para aquela quinta.

Entretanto uma notícia do Jornal da Região Sintra de 14 de Novembro , com o título “Colares; Luz ao fundo da Quinta da Sarrazola-Escola Profissional abre portas em 2007”,pode talvez trazer para a luz do dia uma possível solução para aquele espaço.
Segundo o JRSintra:”A recuperação do espaço vai ser assumido pela Cenintel (...) que é detida por duas entidades, uma dela a Cooptécnica/Escola Profissional Gustave Eiffel, sediada na Venda Nova e com um polo na cidade de Queluz”.Quanto ás intenções para aquele local, a directora da Cenintel adianta que pretende “respeitar o legado do espaço que foi doado no sentido do funcionamento de uma escola na área da agricultura, mas vamos tentar explorar também outras áreas no domínio da floresta ambiente e turismo rural.”, embora adiante que ,”não está definido o número de cursos.estamos neste momento num processo junto do Ministério da Educação para formalizar as acções de formação , que darão equivalência ao 12ºano e deverão estar disponíveis no próximo ano lectivo.”

Não tendo conhecimento da opinião da associação “Pró- Colares”, nem conhecimento do valor pedagógico da Cenintel, aqui fica a notícia, aguardando mais desenvolvimentos.Também aqui neste processo,a Câmara Municipal de Sintra , e o Ministério da Agricultura não ficam bem na fotografia.

Nota:Foto do interior do imóvel -"Jornal de Sintra"

Foto de Dr Brandão Vasconcelos -"Sintra Regional"

segunda-feira, novembro 20, 2006

Inaugurado o Centro de Ciência Viva de Sintra

(Foto Pedro Macieira)

A antiga garagem dos Carros eléctricos ,na Ribeira de Sintra construída em 1901, renasceu. Embelezada por uma reconstrução estéticamente interessante, e utilizando materiais idênticos aos do edifício antigo. É neste centenário edifício , que já foi uma central eléctrica ,que nasceu o novo Centro da Ciência Viva, inaugurado hoje.

Com um núcleo independente do edifício antigo, onde estão os conteúdos relacionados com a água, também inclui um Cyber Café (com acesso gratuito à Internet) e respectiva cozinha, um laboratório e gabinetes do secretariado.

O corpo humano, a água e as artes circenses são as três áreas temáticas das exposições interactivas do Centro de Ciência Viva de Sintra incluído na rede de 12 Centros de Ciência Viva de todo o País.

O Centro Ciência Viva de Sintra é uma iniciativa da Ciência Viva e da Câmara Municipal de Sintra, com a colaboração da Faculdade de Engenharia da Universidade Católica Portuguesa.


Link relacionado :
Página da Câmara Municipal de Sintra , sobre o Centro de Ciência Viva

Produção de vinho de Colares em 2006 superior a 2005

A produção de vinho de Colares em 2006 é superior a 2005 em cerca de 10%, considera José António Vicente Paulo-Presidente da Adega Regional de Colares em artigo que assina no Jornal de Sintra: -”Assim será possível à Adega Regional de Colares colocar no mercado um número aproximado de 55.000 garrafas de vinho da região,destas 18.000 terão direito à denominação de origem Colares, 15.000 serão Regional Estremadura e as restantes serão vinho de mesa sem direito a designação.”

Fonte: Jornal de Sintra de 10/11 /2006

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A Fundação de Oriente e o vinho de Colares-pressionar

domingo, novembro 19, 2006

O Chalet da Condessa d'Edla e Sintra-Debate.

Estado actual do Chalet da Condessa (Foto:Alagamares)

Como o Rio das Maçãs anunciou, realizou-se no passado dia 17 de Novembro, organizado pela ALAGAMARES, um debate sobre estado em que se encontra o Chalet da Condessa d’Edla, após o incêndio de 1999, que deixou aquele imóvel classificado, parcialmente destruído,sem que as entidades responsáveis pelo Parque da Pena tenham tomado as medidas necessárias para o recuperar.
Este encontro foi um encontro de vontades, de forma a organizar alguma pressão para que a entidade que administra o Parque da Pena,a empresa pública Parques de Sintra- Monte da Lua, tome medidas de forma a que aquele espaço histórico não se perca de forma definitiva.

Links relacionados:
Missão Chalet da Condessa
Notícia do debate-Página da "Alagamares"

sexta-feira, novembro 17, 2006

Tribunal de Sintra trava instalação da linha de muito alta tensão

O tribunal de Sintra ordenou a suspensão dos trabalhos para instalação da linha de muito alta tensão que vai atravessar o Concelho de Sintra, derivado de uma providência cautelar interposta pela Junta de Freguesia de Agualva.Também a Câmara Municipal de Sintra embargou as obras, por não existir licença.
Por despacho do Ministério da Economia e Inovação de 16 de Agosto passado "foi concedida licença de estabelecimento para a construção da linha aérea a 220 quilovolts Fanhões-Trajouce", refere a REN.

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quinta-feira, novembro 16, 2006

REUNIÃO/DEBATE

- reunião de vontades, para pressionar a resolução de mais uma caso escandaloso.
Missão 'Chalet da Condessa' (Em Galamares, dia 17.11.2006, às 21h)De entre o património ao abandono absoluto em Sintra, Património Mundial, ressalta de forma chocante o chalet romântico de D. Fernando II e sua segunda esposa, Elise Hensler, condessa d'Edla, escondido na mata da Pena.Entendendo um grupo de cidadãos que se torna necessário agir de forma construtiva e propulsora no sentido do restauro dum património que é de todos, vimos convocar os cidadãos cultores da Memória para uma reunião/debate sobre este tema nas Caves de S. Martinho, em Galamares, dia 17 de Novembro, pelas 21h, aí se vindo a assentar sobre as formas de, enquanto sociedade civil, desperta e preocupada, actuar na busca dum final feliz para o Chalet da Condessa de Edla.

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-Missão Chalet da Condessa III-pressionar

-Missão Chalet da Condessa-ALAGAMARES-pressionar

-A Condessa d'Edla-pressionar

-Memória descritiva do Chalet da Condessa-pressionar

quarta-feira, novembro 15, 2006

A SIC esteve cá....

SIC Jornal das 13 horas
Palavra de Ministro

Para ver notícia completa aceder à SIC On-line-pressionar

Links relacionados sobre a notícia da demolição da mansão em Colares:

-Notícia no "Notícias da minha Freguesia-pressionar
-Notícia no "Alagablogue"-pressionar
-Notícia no "Colares entre o Mar e a Serra"-pressionar
-Notícia no "Jornal de Negócios"-pressionar
-Notícia no "Alvor de Sintra" -pressionar
-Notícia no "Público"-pressionar-pressionar

terça-feira, novembro 14, 2006

A mansão do Comendador, o IPPAR, o PNSC o ICN a CMS, e o Estado de Direito.

(Foto:Pedro Macieira)

Mais um capítulo, do longo processo que faz deste caso um exemplo, da falta de autoridade do Estado e da confluência de estranhos interesses partidários e autárquicos, que permitiram ao arrepio de todas as regras e legislação existente, construir ilegalmente um palacete em pleno Parque Natural .
Hoje mais de 5 anos desde o início das obras e dos diversos embargos, decisões judiciais de implusão,recursos e “distracções” das entidades que deviam velar pelo cumprimento da lei, do assobiar para o ar da autarquia , tanto na liderança do PS, de Edite Estrela, como já na vigência do PSD, de Fernando Seara (2ºmandato), este escandaloso caso, continua a aguardar desfecho.

Segundo o jornal “Público” de hoje em artigo assinado por José António Cerejo , relata que foi rejeitado o último recurso judicial no Supremo Tribunal Administrativo ,do ex-autarca de Sintra ,João Justino, e assim o "Ministério do Ambiente vai mandar demolir a maior parte da mansão construída ilegalmente".O acordão do Pleno do Supremo Tribunal Adminstrativo,de 4 de Julho negou provimento ao segundo recurso, o ultimo possível com que João Justino pretenderia anular o despacho da Secretaria de Estado do Ordenamento, que mandava em 2002 iniciar o processo de demolição da mansão.

Vamos aguardar aplicação das decisões judiciais, e continuar atento aos próximos episódios.

Posts relacionados-Colares , património da Humanidade?-pressionar
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segunda-feira, novembro 13, 2006

Sintra:Falta de comparência.

Noticía o Jornal "Alvor de Sintra":

"Autoridades Metropolitanas de Transportes: Governo marcou falta à Autarquia de Sintra "

"As autoridades metropolitanas de transportes deverão começar a funcionar em 2007, revelou ontem a secretária de Estado dos Transportes, que pretende entregar a proposta de lei no Parlamento até ao final do primeiro trimestre do próximo ano.
(...)Na reunião, que decorreu no auditório do Metropolitano de Lisboa, estiveram presentes autarcas de 16 dos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa, com a ausência de Sintra e Sesimbra."


Notícia completa no Jornal digital "Alvor de Sintra" de 10/11/2006
(Fotos:Pedro Macieira)

sábado, novembro 11, 2006

O Hospital Amadora-Sintra e o erário público

No momento em que em Portugal ser doente, deficiente, ou reformado é ver o seu orçamento agravado devido aos encargos com a saúde , em nome de uma melhor “justiça social", (segundo justifica o governo PS), existem na área da Saúde negócios , como o do Hospital Amadora –Sintra ,que é um exemplo de como esbanjar recursos do érario público , sempre com a justificação de um melhor equilíbrio e eficiência de recursos humanos e financeiros.

O “Diário de Noticias” publica hoje um editorial assinado por Eduardo Dâmaso, que trata exactamente de um caso em que nos últimos 10 anos os interesse de um grupo privado e do Ministério da Saúde parecem coincidentes.Lesar os cofres do Estado.

Nota adicional:
O Ministério Público arquivou a investigação e concluiu que os gestores foram negligentes mas não tiveram intenção de beneficiar o grupo Mello, que gere o hospital.


O Amadora-Sintra

A história do primeiro contrato celebrado entre o Estado e um grupo privado, no caso o Mello Saúde, que entregava a este a gestão de um hospital do Serviço Nacional de Saúde, o Amadora-Sintra, ficará como um monumento ao que não deve ser feito nas agora tão discutidas parcerias público-privado.
Trata-se de uma mixórdia jurídica com graves responsabilidades de decisores políticos que tutelaram a Saúde nestes dez anos e que começou no último Governo de Cavaco Silva, passou pelos de António Guterres e aterrou no de Durão Barroso, sempre com intervenções governamentais polémicas ou mesmo de legalidade profundamente duvidosa.
No final, os gestores e funcionários da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo - o mexilhão do costume - emergiram como o único rosto da responsabilidade estatal ante a justiça, foram deixados cair de forma indecorosa pelo Estado, ou seja, pelos governos, que nem apoio jurídico lhes deram, o erário público foi obrigado por um tribunal arbitral previsto no contrato mas de nomeação política a pagar mais uns milhões aos Mello, o Tribunal de Contas e a Inspecção-Geral da Saúde foram ridicularizados e ainda há-de haver quem ache que pôr isto tudo em causa é preconceito ideológico contra o sector privado...
Tudo começou, torto, em 1995, com a minuta do contrato a ser assinada por Cavaco Silva, em Julho, e o Tribunal de Contas a validá-la dois dias antes das eleições que o PS viria a ganhar, em Outubro. O Governo do PS não contestou e fazê-lo seria já difícil, dada a validade jurídica da minuta. Seis anos depois, foi posta em causa pela Inspecção-Geral de Finanças a transferência de dinheiros do Estado para o hospital porque se detectaram pagamentos em duplicado por erro de contas ou por atendimentos a utentes nunca realizados. O então ministro da Saúde, Correia de Campos, demoliu o relatório e a partir daí nunca mais acabou a embrulhada que culminou com o ex-ministro Luís Filipe Pereira, também alto quadro do Grupo Mello antes de ir para o Governo, a sancionar as conclusões do tribunal arbitral.
O Ministério Público (MP) arquivou agora um processo-crime relacionado com o mesmo e que basicamente visava os mais de vinte ex-gestores da ARS a quem era pedida a devolução de uma verba aproximada de 70 milhões de euros. Em síntese, o MP considerou ter havido um "completo desleixo" e negligência na fiscalização e execução do contrato, mas põe o dedo na ferida, ainda que não o refira explicitamente: os sucessivos governos não exigiram nem deram os meios técnicos e humanos necessários para o acompanhamento de um contrato inédito que requeria do Estado uma fiscalização activa e não uma completa omissão. Ou seja, em matéria de malbaratar recursos financeiros públicos, este caso foi um festim!
Eduardo Dâmaso

sexta-feira, novembro 10, 2006

A lenda de São Martinho no “metro”


O jornal “metro” de hoje revela uma história para mim completamente desconhecida a lenda de S.Martinho. Como amanhã é sábado.... e dia de S.Martinho, uma tradição que tem resistido ao tempo e ás crises....e com espírito de serviço público fica a transcrição:

“Martinho era um soldado romano ,valente e valoroso, que regressava de Itália para a sua terra em França.Na viagem, cruzou-se com um mendigo que tremia de frio, devido à chuva que caía com intensidade. Sentindo piedade daquela alma que lhe pedia esmola,Martinho não hesitou em partilhar a sua capa militar. Pegou na espada e cortou a capa ao meio.Quando se preparava para seguir viagem, a chuva parou de cair, as nuvens fugiram e o sol começou a brilhar.Assim ficou durante três dias.Diz-se que foi recompensa divina. A tradição mantém-se e por isso se fala no verão de S.Martinho, para lembrar que as boas acções não se devem esquecer.A ligação de S.Martinho e deste episódio às castanhas faz-se porque, quer a morte do Santo, quer a lenda,terão ocorrido em Novembro, a época das castanhas e da prova do vinho novo.”
metro

Nota:Transcrição do artigo do Jornal "metro" da autoria de Rita S.Gomes e Paula Gonçalves

Ver todas as edicões do "metro" internacionais-pressionar

quinta-feira, novembro 09, 2006

A vida sinuosa do eléctrico da Praia das Maçãs

Uma imagem rara, o eléctrico nas Azenhas do Mar

A linha de carros eléctricos, hoje com um percurso entre Sintra (Estefânia) e a Praia das Maçãs, sofreu ao longos dos seu já 102 anos de vida, alguns precalços, com algumas interrupções no seu serviço.
Hoje felizmente o eléctrico parece estar revigorado (novas instalações na Ribeira de Sintra), e é com grande prazer que o vemos percorrer o seu percurso enriquecendo com a sua passagem toda esta região, deixando em todos nós o sentimento de ali estar de facto um museu vivo, e que nos transporta para uma época já distante.Durante a 2ª grande guerra o eléctrico era o único meio de transporte, e que sem interrupções na exploração, foi o transporte de mercadorias de Colares para Sintra destacando-se o famoso vinho de Colares.

Postal do início do Séc XX com o eléctrico na Praia das Maçãs















A 10 de Julho de 1904. (segundo outros testemunhos 3 de Abril de 1904)a Praia das Maçãs ficou ligada a Sintra(Estação dos C.F.) por meio de carros eléctricos, já em 31 de Março desse ano o eléctrico tinha chegado até Colares.Mais tarde os eléctricos passaram a ter como terminal as Azenhas do Mar. (31 de Janeiro de 1930).
Em 1953 o eléctrico passou a funcionar durante os meses de verão como forma de exploração , em 1954 os eléctricos entre a Praia das Maçãs e as Azenhas do Mar deixaram de funcionar.A ligação entre Sintra e a Praia das Maçãs foi interrompida em 1974, por um longo período, só reactivado em 1997, no percurso entre a Praia das maçãs e a Ribeira de Sintra, e só em 2004 o eléctrico regressou a Sintra.

Nota:Em 1958 , o eléctrico circulou pela última vez até á Vila Velha
*-As actualizações do texto a verde são contribuições de um visitante deste blog.

Nota:imagem do eléctrico nas Azenhas do Mar, retirada de " O vinho de Colares " ( edição de 1938)

quarta-feira, novembro 08, 2006

MISSÃO:CHALET da CONDESSA III

Registos ao longo do tempo...

"Correio de Sintra" de 14 de Agosto de 1898
Notícia de " se ter declarado fogo perto do Chalet da Condessa, o qual foi apagado pelo pessoal do parque da Pena.Nele morreu carbonizado Severo Ferreira trabalhador do parque e possível causador do fogo.O enterro foi pago pela Condessa d’Edla".(Elisa Hensler ),cantora de ópera, de origem suiça-alemã nasceu, em 22 de Maio de 1836 , e morreu em Lisboa, em 21 de Maio de 1929.

“É lindo o enorme parque;e quem uma vez viu os seu lagos, as sua fontes, o chalet da Condessa d’Edla,etc.,não mais esquece de tantas maravilhas da natureza, a par com as da arte.”
in:Guia doViajante em Portugal e suas Colonias em África (Empreza Nacional de Navegação) editado em 1907

(...) Uma paixão por Sintra
Ainda hoje existe o eucalipto Oblíqua plantado por D.Fernando e pela Condessa D’Edla, no dia do casamento.Em pleno Parque da Pena, este eucalipto é, apenas , um símbolo da arborização da Serra de Sintra, sonhada por ambos.
(...)Mas a presença da Condessa d’Edla no Parque da Pena fica, sobretudo, marcada pela construção da Casa do Regalo, mais conhecida pelo Chalet da Condessa.Por ela desenhado e mandado construir, o chalet é uma vivenda com dois pisos, de planta simétrica, com uma varanda que acompanha todo o segundo piso.Exterior e interiores caracterizam um gosto uma época, que combinam as formas mais tradicionais com a arte do passado.(...)
Sintra Regional ,Nº1 ,Maio de 2004
“Elise Hensler Condessa d’Edla “ autoria de Catarina Duarte


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