segunda-feira, abril 30, 2007

Thinking blogger award II


Thinking Blogger Awards

Renomeado pelo blog amigo “Fases da Lua Cheia”, como um dos blogs que fazem pensar,o que muito agradeço.

Sendo o "Fases da lua cheia", agora, e o "Fases da lua", anteriormente, um dos blogs que visito diariamente e que me tem servido de exemplo. Pelo seu ritmo de edição, e pela sua coerência de conteúdos,uma das razões para que esta distinção seja um grande estímulo para a continuação do trabalho de divulgação de Sintra e das suas gentes, através da blogosfera.

Agora terei que nomear 5 dos blogs que cabem nesta categoria. Os critérios para a nomeação foram diversos ; considerei essencialmente o conteúdo, a coerência, o sentido estético, e inovador dos blogs que melhor conheço.

Assim nomeio os seguintes blogs, pedindo desculpa pelos que não nomeei, e que com as suas visitas e os seus comentários tem apoiado o “Rio das Maçãs”:

Trans-Atlântico

Sítio da Saudade

Escuta o teu coração

Bairro do Amor

Corpo Alado


-Post da primeira nomeação para os "Thinking blogger awards"-pressionar

Regras de nomeação-pressionar

domingo, abril 29, 2007

Sintra, terra de eleição de Manuel Roque Gameiro

«Paisagem » gouache, 1925 -Manuel Roque Gameiro

“Sintra era a sua paixão.E tão grande que, para a reter sempre nos olhos, acabou por aqui comprar uma propriedade aos pés da serra, onde passava, dizia os melhores momentos da sua vida sofredora.”

"Jornal de Sintra", de 3 de Setembro de 1944

Manuel Roque Gameiro, era filho de Alfredo Roque Gameiro, nasceu em Lisboa em 1892, e faleceu, também em Lisboa em 1944. Foi distinguido pela Sociedade Nacional de Belas Artes, autor de vários trabalhos em gravura e caricatura, tendo colaborado nos jornais «O Xulão», «A Capital», suplemento «O Século», o «O Riso», «Noticias Ilustrado» e outros.

Uma grande iniciativa do Jornal de Sintra foi a 1ª exposição de Artistas Sintrenses inaugurada em 14 de Setembro de 1943, participaram vários artistas entre os quais Manuel Roque Gameiro, com desenhos a lápis de cor.

Manuel Roque Gameiro participou ainda na II Exposição de artistas Sintrenses (1944)“embora sem o chamarem, e ele próprio foi colocar os seus quadros, cheio de alegria sincera por, mais uma vez, ser útil à sua terra eleita”-escrevia no "Jornal de Sintra" , Rio Dez, em 3 de Setembro de 1944,num artigo de homenagem a Manuel Roque Gameiro quando da sua morte.

Posts relacionados:
-Sintra nas aguarelas de Alfredo Roque Gameiro-pressionar
-A tribo dos pincéis-pressionar
Notas:
Fotografia e reprodução de "Paisagem", retiradas da "Tribo dos Pincéis"

sábado, abril 28, 2007

Serra de Sintra


Um jardim do paraíso terreal,
Que Salomão mandou aqui
A um rei de Portugal!...
Gil Vicente

sexta-feira, abril 27, 2007

Sintra, nas aguarelas de Alfredo Roque Gameiro

Almoçageme
Eugaria
-Alfredo Roque Gameiro 1864-1934

«Entendíamo-nos muito bem. Aproveitávamos domingos ou feriados para percorrer arredores de Lisboa ou regiões do Alentejo, porquanto o pouco tempo livre que tínhamos e o meio individual de transporte de que dispúnhamos — que eram as bicicletas — não nos permitiam ir mais longe. Mas as nossas vidas prenderam-nos para sempre à capital e foi assim que o meu grande Companheiro acabou por ser o poeta que nas suas aguarelas melhor soube cantar e... cantarolar os encantos e os recantos da nossa amada Lisboa antiga.
Perdoe-se-me não ter sabido apagar mais a minha pessoa nos entrelaços desta pequena silva ditada pela saudade!»

in catálogo da exposição do 1.° centenário do nascimento do artista

Raul Lino

Auto-retrato
Alfredo Roque Gameiro (Minde, 4 de Abril de 1864 - Lisboa, 5 de Agosto de 1935) foi um pintor português, especializado na arte da aguarela.
Estudou na Academia Nacional das Belas Artes, onde foi aluno de Manuel de Macedo, J. Simões de Almeida e Henrique Casanova. Frequentou também a Escola de Artes e Ofícios de Leipzig, como bolsista do governo português, onde estudou litografia com Ludwig Nieper. De regresso a Portugal, em 1886, dirigiu a Companhia Nacional Editora e em 1894 foi nomeado como professor na Escola Industrial do Príncipe Real. Também existe uma escola chamada Escola Roque Gameiro na Amadora.
Retirado da Wikipédia

Helena Roque Gameiro 1895-1984

Alfredo Roque Gameiro deixou uma descendência de artistas plásticos,Helena Roque Gameiro sua filha , retratou assim as Azenhas do mar
Azenhas do mar

Saber mais sobre Roque Gameiro-pressionar
Notas:
Todas as reproduções foram retiradas da página "A Tribo dos Pincéis" dedicada à familia Roque Gameiro


quinta-feira, abril 26, 2007

QUEIJADAS DE SINTRA VI

FÁBRICA DAS QUEIJADAS FINAS ALFREDO JANUÁRIO GOMES

A fábrica das queijadas Alfredo Januário Gomes ,situava-se num edifício mais ou menos a meio da Volta do Duche (nº 22) e que foi demolido por altura do alargamento desta artéria em 1959.

Alfredo Januário Gomes faleceu a 16-3-1935 tendo o negócio continuado sob administração da viúva por mais alguns anos.

Em 17-7-1949 nesta antiga fabrica, abriu um novo estabelecimento comercial, o Bar-Restaurante "Sintra-Parque" que depois fechou passado alguns anos.

Com nova gerência abriu novamente com o nome de Pensão-Restaurante "Nova Lisboa", que durou até 1958/59.

O edifício da direita na foto, onde existiu a fábrica de queijadas "Alfredo Januário Gomes ", demolido em 1959.





Nota de José Alfredo Azevedo, relativamente ao local da fábrica:
-Na Volta do Duche, na loja do prédio junto à Azinhaga da Sardinha (primitivo traçado)e que foi demolida em 1960 para alargamento da artéria.
-Agradecimento a Valdemar Alves, pela cedência das imagens e dos dados históricos sobre as Queijadas Alfredo Januário Gomes.

Post relacionados:
-Queijadas de Sintra I-Queijadas da Sapa 1ª parte-pressionar
-Queijadas de Sintra II-Queijadas da Sapa 2ª parte-pressionar
-Queijadas de Sintra III-FÁBRICA de «QUEIJADAS DO GREGÓRIO» 1ªPARTE-pressionar
-Queijadas de Sintra IV-FÁBRICA de «QUEIJADAS DO GREGÓRIO» 2ª PARTE--pressionar
-Queijadas de Sintra V-Fábrica de queijadas finas «A Mathilde»-pressionar

quarta-feira, abril 25, 2007

José Alfredo Azevedo, e o 25 de Abril


Escrevia José Alfredo Azevedo, no dia 11 de Maio de 1974, o 2º número publicado do “Jornal de Sintra” após a queda da regime de Marcelo Caetano:
" Caminhava para os meus 18 anos quando o fascismo se instalou em Portugal.Caira sobre o País um noite escura, negra, que se prolongou por 48 anos.
Essa longa noite tenebrosa acentuou-se de tal maneira ao longo dos tempos, que chegou ao ponto de ficarmos isolados.Dos outros países, que viviam em democracia, já não se divisavam os recortes maravilhosos da nossa costa atlântica nem se avistavam as nossa fronteiras terrestres.

Estávamos «ORGULHOSAMENTE-SÓS», na frase desgraçada- foram tantas-desse sinistro Salazar-o homem que se manteve no Poder por algumas décadas espezinhando um povo, escudado numa PIDE que é hoje umas das mais horrendas recordações do governo fascista, que nos espezinhou durante quase meio século, reduzindo-nos à triste condição de escravos.”(...)

Saber mais sobre José Alfredo Azevedo -pressionar

terça-feira, abril 24, 2007

25 de Abril de 1974


O primeiro número do "Jornal de Sintra" depois do 25 de Abril de 1974
IMAGENS DO PRIMEIRO 1º DE MAIO EM LIBERDADE
Imagens inéditas,de um dos momentos mais participado do P.R.E.C, "Processo Revolucionário em Curso", o primeiro 1º de Maio em liberdade.








HOMENAGEM


De um Editorial de Vicente Jorge Silva no Jornal “Público” em 25 de Abril de 1994:

“Melhor que ninguém, Salgueiro Maia representou a pureza e a simplicidade do gesto libertador do 25 de Abril.Ele foi o herói quase anónimo da revolução, aquele que nunca conheceu os previlégios do poder e a quem o poder fez pagar, com a solidão e o ostracismo, o preço da inocência.O capitão que cercou com as suas tropas o que restava da ditadura - e que simbolicamente ,a derrubou – nada exigiu em troca .Com isso suscitou a desconfiança dos que se atropelavam para tomar de assalto os postos politicos de comando.”

O capitão Salgueiro Maia morreu em 1992, e neste 25 de Abril vai ser homenageado ,pela Câmara Municipal de Santarém que aprovou , por unanimidade, a atribuição póstuma da medalha de ouro da cidade , pela sua participação no 25 de Abril.
Saber mais sobre Salgueiro Maia -pressionar
Nota:
Fotos de PedroMacieira ,excepto as de Salgueiro Maia
de autor.Eduardo Gageiro






segunda-feira, abril 23, 2007

Vistas de Colares

Uma vista do Palácio da Pena, através da parte superior do portão da Quinta da Fonte Velha, que em 1778 fazia parte de um morgadio que englobava as quintas da Urca da Serra,(Prazo da Rainha),Fieis de Deus ou da Porta(actual Quinta Mazziotti),Costa do Lago, Conde,Espogueiro e Pombeiras.

O morgadio foi herdado por José Dias,(filho de Bento Dias Pereira Chaves, sargento-mor em Colares) que lhe introduziu alguns melhoramentos. Foi nesta altura que a propriedade tomou a designação de Quinta de José Dias.

( Texto retirado de” Colares” de Maria Teresa Caetano)

domingo, abril 22, 2007

Considerações (lúcidas) sobre a Paisagem Cultural de Sintra


Hoje no Jornal "Público" José Cardim Ribeiro , assina um artigo com o título”Sete breves considerações sobre a Paisagem Cultural de Sintra”, a propósito das comemorações em Monserrate, do Dia das Paisagens Culturais e Monumentos da Natureza ( 18 de Abril de 2007).

O estado actual do Chalet da Condessa (foto:Alagamares)


Do texto salientamos estes dois pontos:

5." Chama-se ainda a especial atenção para os imóveis patrimoniais em risco iminente de destruição total irreversivel.Neste âmbito, evidencia-se o tristemente célebre caso do Chalet da Condessa, no Parque da Pena, cujos próprios desmoronamentos contém inúmeras peças de valor que deveriam ser urgentemente recolhidas e recuperadas-designadamente troços de pintura parietal e azulejos."

7".Um dos princípios base das classificações da UNESCO tem a ver com o desejável interesse salutar aproximação entre a população e os bens classificados no seu território, repectivo usufruto e gestão.O profundo esquecimento deste princípio constitui um dos maiores desvios da PCS.
...
Actualmente, Paisagem Cultural de Sintra e sintrenses estão de costas viradas uns para os outros, podendo mesmo dizer-se que existe por parte da população uma certa antipatia por aquilo que é hoje, na realidade ,a PCS(é obvio que a gratuitidade das manhãs de domingo, nos monumentos e parques geridos pela PSML, iniciativa meramente simbóloica, em nada altera a lamentável situação subsistente).Permanecem, no âmbito da PCS, espaços que os sintrenses sempre consideraram públicos e como seus:o mais importante, neste aspecto, é o Castelo dos Mouros, que efectivamente deveria ser de novo- como sempre ao longo dos séculos-franqueado à população sintrense."


Castelo dos Mouros (Postal antigo)


-José Cardim Ribeiro elaborou grande parte do projecto de Candidatura de Sintra a Património Mundial,e é membro do ICOMOS.Mais tarde afastou-se do Conselho Académico para o Património Mundial desiludido com o que estava a contecer em Sintra.Actualmente é Director do MASMO, Museu Arqueológico de S.Miguel de Odrinhas.



sábado, abril 21, 2007

O último telegrama

Na sequência de vários post publicados,que tentaram ajudar a refrescar as memórias,de um tempo passado, fica hoje terminado este conjunto de apontamentos .A proximidade do 25 de Abril, era (foi)a meta para uma alteração profunda de um país triste e fechado sobre si mesmo e em que a palavra proibido vivia no meio de nós.

A Guerra 1961-1974

Emboscada

Muitos pais , irmãos ,mulheres, e filhos receberam este telegrama, esses não podem esquecer que houve uma guerra.

Os números de uma guerra
pressionar imagem para ampliar
A censura

Lista de alguns autores proibidos pelo regime que foi derrubado em 25 de Abril de 1974.

Autores de língua francesa:
Rabelais,Guy de Maupassant, Charles baudelaire, Collete,Elsa triolet,Simone Beauvoir,André Maulraux,Aragon,Françoise Sagan,Roger Peyrefitte,roger Vailland, Claude Roy, Viollete Leduc,Joseph Kesse, Simone Weil,Paul Elard ,André Breton...

Autores de língua norte-americana:
John Steibeck, Constatin Simonov,Erkine Caldwell, Fiodor Gladkov , John dos Passos

Autores brasileiros:
Graciano Ramos, Alvaro Lins,Eduardo Portela, Jorge Amado

Língua castelhana:
Manuel Azña,Marcelino Domingo, Luis Araquistan.

Autores de língua portuguesa:
Aquilino Ribeiro,Miguel Torga,Manuel da Fonseca, Manuel Alegre,José Cardoso Pires, Vergilio Ferreira,Castro Soromenho,Orlando Costa, Urbano Tavares Rodrigues, Luis Pacheco, helberto Helder, Fiama Hasse Pais Brandão, Raúl Proença F.Ramos da Costa, Francisco Salgado Zenha, Padre José Felicidade Alves, Carvalhão Duarte, António Borges Coelho,José Bacelar,Agostinho da Silva, Homem Cristo,Rolão Preto,Alberto Monsarraz, Hipólito Raposo, Alfredo Pimenta.

Fonte:Comissão do Livro Negro sobre o regime fascista ,ed.Presidência do Concelho de Ministros
Hoje , 33 anos depois da data em que a liberdade de expressão e pensamento se tornou uma realidade, vemos manifestações públicas saudosistas de um passado que se julgava enterrado no tempo.

Talvez porque as memórias são curtas, talvez porque o pós 25 de Abril não deu referências suficientes às gerações que já nasceram em liberdade, talvez porque os anseios e expectativas existentes com a mudança, não foram satisfeitas.
Post relacionados:
-As eleições em Portugal em 1942 I-pressionar
-As eleições e a Legião Portuguesa II-pressionar
-Uma País fardado III-pressionar
Notas:
Imagens retiradas de "Guerra Colonial -angola-Guiné-Moçambique" ed.Diário de Noticias

Thinking blogger awards

O ZM do Blog ‘ Arrumário’ teve a gentileza de nomear o Rio das Maçãs para os “Thinking bloggers award”. Esta atribuição em cadeia obriga-me segundo as regras, a nomear 5 dos blogs dos que diariamente visito. Sem menosprezar aqueles que na blogosfera têm uma maior proximidade e colaboração com o meu trabalho no Rio das Maçãs, e após algumas hesitações, aqui ficam os escolhidos:

sexta-feira, abril 20, 2007

Sintra a oitava Maravilha do Mundo!



Sintra é a oitava maravilha do mundo, montanha
Única em toda terra, sobre cujos flancos se amontoam
Todas as riquezas da vegetação oriental !


Armand Dayot

quinta-feira, abril 19, 2007

QUEIJADAS DE SINTRA V

FÁBRICA DE QUEIJADAS FINAS MATHILDE
A Fábrica de queijadas Mathilde a seguir à Sapa, é a marca mais antiga, não se conhece exactamente a data em que terá surgido, mas em 1850, já existem provas da sua existência, a sua actividade terminou em 1974.

Foto do edifício da antiga fábrica
Como a Sapa, esta marca começou também em Ranholas, foi fundada por Matilde Soares Ribeiro* , e aí continuou até à chegada do caminho de ferro a Sintra, nessa altura foi construído o prédio que ainda hoje existe, no nª6 da Avenida Miguel Bombarda, muito próximo das estação da CP.
Conta José Alfredo Azevedo , que “quando o Rei D.Fernando II passava em Ranholas, apeava-se com toda a comitiva e iam comer as deliciosas queijadas, acabando sempre, na retirada, por abraçar a já famosa Matilde.O mesmo acontecia com D.Manuel II..
A predilecção que o Rei-Artista tinha por esta marca era tal que ofereceu à fabricante um carimbo metálico com o nome «Mathilde», que era vincado na parte exterior do fundo de cada queijada.”

Anúncio publicado no "Jornal de Sintra" em 1942

Documento de 1953
Por morte de Matilde Soares Ribeiro, em 3 de Abril de 1925, o fabrico continuou com as filhas .Emília e Maria Vitória que já trabalhavam com a mãe.Após o falecimento de Maria Vitória em 30 de Agosto de 1958, a quota passou para seu sobrinho Manuel Soares Barreto, que continuou a fábrica com Emilia, sua mãe, até ao seu falecimento em 1968, a partir dessa data continuou sozinho o negócio de família até 1974, altura em que a fábrica encerrou definitivamente .

O edifício onde existiu a fábrica de queijadas Mathilde, numa visão diurna e nocturna (Foto:PedroMacieira)

*Matilde Soares Ribeiro, segundo José Alfredo Azevedo ou Matilde das Dores Ribeiro segundo Eduardo Frutuoso Gaio.

Post relacionados:-Queijadas de Sintra -Queijadas da Sapa 1ª parte-pressionar
-Queijadas de Sintra -Queijadas da Sapa 2ª parte-pressionar
-Queijadas de Sintra III-FÁBRICA de «QUEIJADAS DO GREGÓRIO» 1ªPARTE-pressionar
-Queijadas de Sintra IV-FÁBRICA de «QUEIJADAS DO GREGÓRIO» 2ªPARTE_pressionar
-Agradecimentos a Valdemar Alves pela cedência de documentação.
Fontes consultadas:
-Queijadas de Sintra” de Raquel Moreira
-Obras de José Alfredo Azevedo
-Foto:PedroMacieira




quarta-feira, abril 18, 2007

Dia Internacional dos Museus e Sítios



PENA: SALA DOS VEADOS REABRE COM EXPOSIÇÃO

No Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que se assinala a 18 de Abril, o Palácio Nacional da Pena vai reabrir ao público a Sala dos Veados com a exposição temporária “A Pena – de Convento a Palácio”, integrada no percurso normal de visita.
Esta mostra procura ilustrar de forma iconográfica as imagens geradoras da Pena como lugar de peregrinação (até ao séc. XVIII), e depois, mais tarde, de vivência estival da Família Real Portuguesa (séc. XIX até 1910).
Ao instalar a exposição na Sala dos Veados, o visitante poderá saborear de novo este espaço, depois de cinco anos de encerramento, que constitui o projecto inacabado de uma Sala de armas que o tempo não deixou concluir.
A exposição estará patente até 15 de Julho e pode ser visitada todos os dias, das 10H00 às 17H00, excepto às segundas-feiras, nos dias 1 de Maio e 29 de Junho.
texto:
CM Sintra

O Chalet da Condessa e o Palácio da Pena
Texto retirado do Guia do Viajante em Portugal e suas colónias em África
Empresa Nacional de Navegação -1907


Palácio da Pena


"O Palácio da Pena foi primitivamente um convento da Ordem de S.Jeronymo fundado em 1503, por El-Rei D.Manuel, em memória do tempo que alli passou, esperando a frota de Vasco da Gama, no regresso da India.Era esse convento uma espécie de prisão, para onde eram mandaddos os frades d’aquella Ordem, quando comettiam faltas.Da architectura godo-arabica, está construido em um dos mais elevados cabeços da seea.
Foi em 1841, que D.Fernando, avô do actual monarcha, mandou transformar o convento em palácio, reedificando uma parte do edificio que tinha sido attingida pelo terramoto de 1755.
Em 1843, acabou-se a construcção da bella torre do relogio, que tem mostrador em cada uma das faces.
O palácio possue bellas muralhas ameias,torres,ponte levadiça, parque, um formosisimo lago, e a linda Fonte dos Passarinhos, de agua crystalina, muito leve e fresca.
Das torres, avista-se o Oceano, Berlengas,montanhas do Alentejo e Estremadura, Mafra,Collares,Lisboa, rio Tejo e outras povoações.
...
Sobre uns rochedos, existe a figura colossal de um cavalleiro, trajando a moda medieval; no escudo tem as armas do Barão e Eechwege, do engenheiro que construiu as reaes obras de Cintra. É essa figura conhecida pelos nomes de Estatua do Penedo,estatua de Vasco da Gama ou o Gigante.
Ao sul vê-se a Cruz Alta, na parte mais elevada da Serra. Na base d’essa cruz, estão gravados uns versos, já um tanto apagados pelo tempo. Ao occidente, fica o Cabo da Roca, que pode considerar-se o prolongamento e a terminação occidental das rochas que forma a Serra de Cintra.
É lindo o enorme parque; e quem uma vez viu os seus lagos, as sua fontes o Chalet da Condessa d’Edla, etc, não mais se esquece de tantas maravilha da natureza a para com as de arte."


Notas:

Foto:PedroMacieira

Postal :Reprodução do Chalet de Mme Henseler -aut.Januário Correia ,Museu de Arte Contemporânea

terça-feira, abril 17, 2007

Pequenas histórias de Sintra Património Mundial da Humanidade...

A Casa da Gandarinha, que se encontra na estrada para Vila velha, a 500 metros do Palácio de Valenças, foi deixada em testamento pela Viscondessa de Gandarinha a uma obra católica de protecção a raparigas com problemas e sem família e nela funcionou até 1974, um internato.A partir dessa data deixou de funcionar e foi votada ao abandono.Há cerca de 7 anos, na altura do segundo mandato de Edite Estrela na Câmara de Sintra, o imóvel foi vendido a um privado, com o objectivo de o transformar em hotel.

E começaram as obras.Fizeram grandes escavações nas traseiras, construíram uma muralha de cimento armado, cortaram árvores, etc.Só que a família da Viscondessa de Gandarinha, (Pinto Leite), ao ter conhecimento da venda do imóvel, recorreu ao tribunal e impugnou a venda, e as obras terão sido embargadas até hoje.....

Ultimamente alguns movimentos,na obra poderão indiciar uma qualquer alteração da situação, (temendo estar a ser de um optimismo exagerado), seria bom para Sintra que este problema se resolva antes que o imóvel caia por causas naturais....



Fotos sem comentários de PedroMacieira

Um pouco mais em baixo, mesmo em frente ao Palácio de Valenças,ao lado do Museu do Brinquedo, uma outra obra, outro embargo, outra vergonha. A Estalagem Bristol, obra que foi embargada depois de a autarquia permitir que o edifício fosse quase totalmente demolido, e hoje em plena Vila Velha de Sintra temos cadáveres de edifícios sem intervenção,ou embargados à espera que o tempo resolva o que os responsáveis por este património não resolvem.


segunda-feira, abril 16, 2007

Rio das Maçãs/Ribeira de Colares

Uma notícia do Jornal de Sintra de 15 de Outubro de 1939, chamava a atenção para os aspectos ambientais que já nessa altura afectava o Rio de Colares/Rio das Maçãs, onde teria deixado de haver cardumes de peixes, devido a produtos tóxicos que no rio eram lançados.
Hoje já não existirão os tais cardumes de peixes, mas existem formosos patos que com os seus filhotes , alegram a Várzea de Colares.
Rio de Colares
É do dominio público que no pitoresco Rio de Colares existiu peixe aos cardumes, ainda não há muito tempo. E que o mesmo presentemente, escasseia. Informam-nos uns devotados amadores de pesca à linha com mágoa, que a causa dessa escassez é nada mais, nada menos, do que a falta de escrúpulo de mãos criminosas, que ludibriando a vigilância das autoridades, lançam no Rio produtos tóxicos.
Pedem-se urgentes providências, ás autoridades locais, nomeadamente ao nosso amigo sr. Tenente Manuel Borrêgo, brioso comandante da secção da GNR e ao cantoneiro do mesmo Rio,sr.António Caetano Baptista.
É absolutamente necessário vigiar com mais frequência o curso do pitoresco Rio de Colares, nomeadamente a zona entre Galamares e Praia; e ver se é possivel «caçar» os criminosos que tal brutalidade cometem.
Por hoje ficámos cientes duma coisa: que seremos imediatamente atendidos pelas entidades a que nos dirigimos com aquele entusiasmo próprio de quem não gosta nem pode admitir maldades como aquelas que deram lugar a este reparo.Num dos próximos números publicaremos um artigo, enquanto ao aproveitamento turístico do Rio de Colares.
No "Jornal de Sintra "de 15-10-1939



Fotos:PedroMacieira




domingo, abril 15, 2007

15 de ABRIL DE 1860

Efeméride , dos 146 anos passados sobre a estreia em Portugal de uma cantora de ópera que quase se tornou Rainha ,oportunamente lembrada no blog “Para os lados de Sintra…”

Programa de "Um Baile de Máscaras" de 15 de Abril de 1860

Faz hoje 147 anos que Helise Fredericke Hensler, se estreou no S.Carlos em 15 de Abril de 1860, numa nova versão da ópera “ Um Baile de Máscaras”, de Giuseppe Verdi.
Mais tarde Helise, casar-se-ia, com D.Fernando II, adquirindo o título de Condessa d’Edla.A D.Fernando II, e á Condessa d’Edla, se deve o magnifico Parque da Pena, onde se insere o Palácio da Pena, também ele mandado construir por D.Fernando II, e o Chalet da Condessa, destruído por um incêndio em 1999, e ainda hoje à espera de reconstrução, aguardando uma qualquer verba para esse fim...

Condessa d'Edla
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