terça-feira, julho 31, 2007

Estranhas obras na área do Parque Natural Sintra Cascais

PARQUE NATURAL SINTRA CASCAIS

O Decreto-Lei n.º 8/94, de 11 de Março, criou o Parque Natural de Sintra - Cascais considerando que a faixa litoral de Cascais à foz do Falcão, no extremo nordeste do concelho de Sintra, zona de grande sensibilidade pelas suas características geomorfológicas, florísticas e paisagísticas, estava sujeita a intensa pressão urbana e consequente degradação carecendo de intervenções apropriadas. Parte da Área integra a Lista de Sítios do Património Mundial na categoria de “Paisagem Cultural”.

Depois da saga da Mansão do Comendador em Colares, construída nos últimos anos sob embargos camarários em área protegida do PNSC, encontramos actualmente outra obra em remodelação que não dignifica o local. Local esse onde alguém (?) decidiu perpetuar a sua veia artística, criando ali mais um atentado ao bom gosto - a denominada “Cascata de Almoçageme”.

Mais à frente saindo das Azenhas do Mar a caminho de Fontanelas, outro atentado à paisagem:
Um parque (?) de merendas, com um enorme impacto ambiental e de gosto mais do que duvidoso. Mármores,cores garridas e muitos azulejos...também em área protegida do Parque Natural Sintra Cascais.

Será que estes conceitos estéticos enriquecem o litoral Sintrense?



-Saber mais sobre o PNSC-pressionar


O ELÉCTRICO Nº1

O eléctrico nº1,um exemplar de 1903 de carroçaria aberta com lanternim, com a capacidade de 44 lugares(32 sentados e 12 em pé) de novo em actividade, depois de uma paragem de 5 anos.
Nas imagens o nº1, na passagem pelo Mucifal a caminho de Sintra.

-Fabricado pela J.G. Brill, Company, de Filadélfia, em 1903, foi restaurado em 1979 e assegurou o percurso no troço entre o Banzão e a Praia das Maçãs de 1980 a 1985.
Nota:
Dados recolhidos de “Eléctricos de Sintra um percurso centenário” de Júlio Cardoso e Valdemar Alves
Post relacionado:
-Os 103 anos do Eléctrico da Praia das Maçãs-pressionar

domingo, julho 29, 2007

Feira ao Largo em Colares

Decorreu como previsto em Colares a habitual feira de velharias, objectos de colecção, livros, produtos biológicos, e artesanato denominada “Feira ao Largo”,e na altura da nossa presença,talvez pelo calor que se fazia sentir os frequentadores também eles se encontravam ao largo...





sexta-feira, julho 27, 2007

A Mansão de Colares e o Juiz do Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra

O "Jornal Público", de hoje em artigo da autoria de José António Cerejo, informa que o processo de demolição de parte da mansão do comendador Justino em Colares, foi suspensa por um Juiz do Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra, fundamentando-se no facto de estar pendente na CMS um projecto em que é pedida a legalização das obras...

-O porta-voz da CMS, considerou segundo o Jornal Público que “que a decisão do parque (PNSC), sendo vinculativa e inapelável, dispensava a câmara de uma decisão final sobre o projecto de alterações.”
Qual será o próximo episódio da “Mansão do Comendador”?

1ª hipótese-A Câmara Municipal de Sintra toma posição?
2ª hipótese- A direcção do PNSC , é demitida?
3ª hipótese-O ministro do ambiente é vítima da próxima remodelação governo?
4ªhipótese- Uma grande festa de inauguração da Mansão do Comendador com convites às forças vivas da região?

Memórias recentes

Desapareceu ofício sobre palacete de antigo Presidente de Sintra Desapareceu um pedido de orientação remetido em 2004 pelo Parque Natural Sintra-Cascais (PNSC) à Secretaria de Estado do Ambiente e que solicitava indicações sobre a tentativa de legalização de um palacete construído em Colares pelo antigo Presidente da Câmara de Sintra, João Justino.( Segunda-feira, 12 de junho de 2006 ) in Alvor de Sintra

Jornal Público de 16/01/2007

« Cumpridas todas as formalidades legais prévias, Nunes Correia (Ministro do Ambiente), deu agora o último passo, concedendo ao dono do prédio 120 dias para cumprir a ordem de demolição.Caso contrário, avançará o PNSC, que o fará "a expensas do proprietário procedendo, se necessário, à tomada de posse administrativa do imóvel enquanto medida de tutela da legalidade urbanística."»

Afirmações do Ministro do ambiente na SIC em 15 de Novembro de 2006


Post relacionados:
-A Mansão do Comendador-pressionar
-A SIC esteve cá-pressionar
-A Mansão do comendador,o IPPAR,o PNSC,o ICN,a CMS e o Estado de Direito-pressionar




Postal de Sintra

Envolvências

Nota: Foto tirada hoje -Local: Em frente ao Centro Cultural Olga Cadaval

quinta-feira, julho 26, 2007

Castelo dos Mouros

Monte da lua ao entardecer

As primeiras provas documentais e vestígios arqueológicos datam o Castelo dos Mouros e o povoado ali existente da época muçulmana (séc. VIII / IX), embora haja vestígios de uma fundação anterior.Em 1093, D. Afonso VI, rei de Leão, conquista Sintra aos árabes. No entanto, a sua posse vai alternar, entre mouros e cristãos, até à conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques, em 1147, altura em que o castelo se entregará voluntária e definitivamente aos portugueses. Este monarca, vai, em 1154, conceder carta de foral à vila de Sintra. Dessa época, é também a construção da Igreja românica de S. Pedro de Canaferrim, junto ao castelo, que manteve culto até meados do século XV.Mais do que um carácter defensivo, esta fortificação tinha, como outras espalhadas pelo termo da cidade de Lisboa, uma função sobretudo de vigilância e de alerta em caso da aproximação do inimigo.Com o contínuo avanço da reconquista para sul, o Castelo dos Mouros perdeu a sua importância estratégica, acabando por ser totalmente abandonado durante a segunda dinastia. Nos finais de Quatrocentos, apenas habitavam o sítio do castelo alguns judeus, segregados do resto da comunidade por ordem régia e que acabariam por sair após o decreto de expulsão de 1496. À ruína devida à passagem do tempo, juntou-se a destruição provocada pelo Terramoto de 1755.Em 1839, D. Fernando II (reg. 1853-1855) aforava a velha fortaleza e procedia ao seu restauro integral. O castelo foi reconstituído na sua feição actual: os panos da muralha foram reparados e consolidados, o recinto foi objecto de uma reflorestação intensa e abriram-se vias de acesso que facilitassem a ligação entre a vila e a serra. Também as ruínas da Igreja de S. Pedro de Canaferrim, bem como os vestígios de frescos que a cobriam e que ainda hoje podemos admirar, seriam objecto da atenção de D. Fernando II, que de acordo com o espírito romântico de Oitocentos, integraria a igreja medieval e a área do Castelo no cenário envolvente do Palácio e Parque da Pena.
Texto retirado da página dos Parques de Sintra Monte da Lua-PSML

quarta-feira, julho 25, 2007

Roteiro Queiroseano de Sintra

De um texto da Câmara Municipal de Sintra:

ROTEIRO QUEIROSIANO

O "Roteiro Queirosiano" é um serviço prestado às mais diversas entidades que venham a Sintra em demanda da ambiência oitocentista desta vila cortesã, atmosfera essa que o grande prosador Eça de Queirós utilizou como palco de partes de acção de Alves e Companhia, A Correspondência de Fradique Mendes e, sobretudo, de O Primo Basílio, A Tragédia da Rua das Flores e Os Maias.É sobre a última obra citada que o Roteiro, particularmente, incide, proporcionando ao visitante um passeio no Centro Histórico da Vila Velha (antigo Passeio Público), tendo como destino final Seteais, num caminhar tipicamente romântico, temperado por uma arquitectura natural e humana ímpares.
Cascata dos Pisões (Foto:PedroMacieira)
Carlos da Maia conduz-nos na busca do seu amor impossível - a Maria Eduarda do " passo de Deusa maravilhosamente bem feito (...) dos cabelos doirados (...) dos olhos escuros e profundos". O Maestro Cruges, por seu turno, desperta-nos o interesse pela Sintra das queijadas e da manteiga fresca, dos passeios clássicos à Pena, à Fonte dos Amores, à Várzea de Colares, para nela barquejar.Pelo caminho, o recordar da Vila Velha, com o seu mercado e três dos seus hotéis: «O Nunes» "das pandegas fáceis", o «Vitor» funcionando também como uma espécie de Casino, e o «Lawrence», o mais antigo da Península Ibérica e o mais requintado de Sintra.

O antigo Hotel Nunes (colecção Valdemar Alves)
Por fim, a Estrada de Colares, com a água da Cascata dos Pisões, o musgo dos muros que a ladeiam, e os palácios e jardins das belas quintas; o encontro com Alencar, o poeta ultra-romântico, a lembrar os "mil ais" soltados no Penedo da Saudade, envolto nas suas lendas de moiras e cruzados, e escondido pelo Palácio de Seteais. E é na rampa, para lá do arco que une os dois corpos do Palácio, que podemos observar um belo quadro retratado por Eça, numa das mais belas passagens da sua obra:"No vão do arco, como dentro de uma pesada moldura de pedra, brilhava, à luz rica da tarde, um quadro maravilhoso, de uma composição quase fantástica, como a ilustração de uma bela lenda de cavalaria e de amor, Era no primeiro plano o terreno, deserto e verdejante, todo salpicado de botões amarelos; ao fundo, o renque cerrado de antigas árvores, com hera nos troncos, fazendo ao longo da grade uma muralha de folhagem reluzente; e, emergindo abruptamente dessa copada linha de bosque assoalhado, subia no pleno resplendor do dia, destacando vigorosamente num relevo nítido sobre o fundo do céu azul-claro, o cume airoso da serra, toda a cor de violeta-escura, coroada pelo Palácio da Pena, romântico e solitário no alto, com o seu parque sombrio aos pés, a torre esbelta perdida no ar, e as cúpulas brilhando ao sol como se fossem feitas de ouro (...)".


Foto:PedroMacieira


Hotel Victor (Foto PedroMacieira)




terça-feira, julho 24, 2007

Arte pública ou desleixo no centro histórico de Sintra?



Em Julho de 2005 o artista plástico Leonel Moura apresentou uma instalação, (?) que passava por embrulhar 4 edifícios,em pleno centro histórico em estado de ruínas propriedade municipal. Hoje 24 de Julho de 2007 a situação é o que as fotos demonstram. Isto acontece na Vila Velha de Sintra, Património Mundial!!!
Não é necessário mais nenhum comentário.

segunda-feira, julho 23, 2007

Passeio de William Beckford a Colares

Gravura antiga da Quinta Maziotti -Colares

Correspondência de William Beckford-1787

(...)
Jantámos numa asseada e excelente pousada, situada no centro da vila de Sintra. A rainha concedeu ultimamente ao marquês esta casa e um largo tracto de terreno contíguo, e das suas janelas e loggias vêem-se em baixo fundos barrancos e abruptas quebradas cobertas de bosques e matas, entremeadas de pedras musgosas e vetustos castanheiros.

Apenas baixou o sol fomos para Colares, onde passeámos num terraço pertencente ao senhor Laroche, negociante francês, que deu provas de bom gosto na disposição da sua casa.

Grupos de pinheiros e castanheiros, rompendo das fendas dos rochedos, e elevando-se uns acima dos outros a uma altura considerável, dão a Colares a aparência de uma aldeia dos Alpes; e ao longo do caminho inúmeras fontes à sombra de sobreiros e copados limoeiros, rebentam dos muros desmoronados e caem em tanques de pedra.


Quinta Maziotti-Colares

Um favorito servidor do falecido rei, que tem nestes sítios uma grande propriedade, convidou-nos com toda a civilidade e delicadez em visitá-la.

Julguei que entrava nos jardins de Alcínoo! Curvavam-se literalmente os ramos com o peso dos frutos, e o mais leve abalo alastrava o chão de ameixas, laranjas e damascos.Orgulha-se esta quinta de possuir uma grande cascata artificial, com tritões e golfinhos jorrando torrentes de água; mas eu não lhe prestei metade da atenção que o seu dono desejava, e , acolhendo-me à sombra das árvores do pomar, festejei as maçãs douradas e as purpúreas ameixas, que estavam caindo em abundância à roda de mim. (...)

William Beckford 1787

Nota:
Extracto de um texto retirado de: "A corte da Rainha D.Maria I -Correspondência de William Beckford-1787"


domingo, julho 22, 2007

Mistério de uma noite de Pentecostes-Quinta da Regaleira


Sugestão para este Domingo:

Folia!
Mistério de uma noite de Pentecostes
Quinta da Regaleira - Sintra
de 5 de Julho a 8 de Setembro
5ª a Sáb.: 22h Dom.: 20h


«A noite abre-se em luz. Nocturno cantado em voz de árvore, de atento mocho. Vozes muitas que anseiam paz. Vozes do mundo, no mundo... Folia nos ilumina, folia nos inflama! Flama de cor a romper solidão, a romper surdos gritos. Dos caminhos da Terra surgem homens e mulheres que sentiram uma voz que chama, em chama. Arde-lhes no peito. É o tempo? Os portões abrem-se, a mansão tem muitas portas, luz habita os salões e ri do serão... Esta a luz que vestirão. Homens e mulheres da Terra, convidados para a festa da Luz, convidados em mistério.» Rui Mário

Bilhetes: € 16 à venda no local, Lojas Fnac, Bliss, Lojas Viagens ABREU, Livraria Bulhosa Oeiras Parque
http://www.ticketline.pt/ http://www.plateia.pt/
Reservas: 219 106 650 (informações) 707 234 234

sábado, julho 21, 2007

De Sintra ao Oceano

Imagens históricas do centenário eléctrico da "Companhia Cintra ao Oceano",designação da empresa que geriu os eléctricos da Praia das Maçãs entre 1904 a 1914, e que antecedeu a “Companhia Sintra Atlântico”( 1914 a 1975)
Fotos de autor não identificado, do Arquivo fotográfico da CML

sexta-feira, julho 20, 2007

D.Pedro I e as vinhas de Colares

Pergaminho de 1362

D. Pedro I quita a Afonso Domingues, seu almoxarife na vila de Sintra, o pagamento do quarto relativo a uma vinha que este tinha no reguengo de Colares.(D.Pedro I,Rei de Portugal, 1357-1367 )
Documento retirado do Arquivo Histórico da CML

Foto :Alagamares

Fonte:AML-AH, Chancelaria Régia, Livro II de D. Dinis, D. Afonso IV e D. Pedro I, doc. 32.
Arquivo Histórico da Câmara Municipal de Lisboa

quinta-feira, julho 19, 2007

William Beckford e Colares

19 de Outubro de 1787

(...)
O Vale de Colares é uma fonte de perene distracção. Descobri muitas veredas que através de matas de castanheiros e pomares nos levam a uns sítios acidentados e verdejantes, onde os loureiros bravos e as moitas de limoeiros pendem livremente sobre a margem pedregosa de um pequeno rio, e deixam cair na corrente as sua flores e os seus frutos. Podeis andar milhas a cavalo ao longo das margens deste delicioso rio, surpreendendo infinitas perspectivas de matos floridos, por entre os troncos dos choupos e das nogueiras. A paisagem é realmente elísia, como a que os poetas inventaram para morada dos espíritos bem-aventurados.(...)

William Beckford
Várzea de Colares-postal antigo

Fonte:A Corte da Rainha D.Maria I -Correspondência de William Beckford ,1787

quarta-feira, julho 18, 2007

O Centro de Ciência Viva de Sintra vai assinalar a chegada do Homem à Lua

O Centro de Ciência Viva de Sintra vai assinalar a chegada do Homem à Lua (20 de Julho de 1969), no próximo dia 19 de Julho, com o lançamento de foguetões (garrafas de coca-cola devidamente "caracterizadas"), apenas com ar e água.

Será, também, realizada uma palestra sobre o tema num planetário insuflável. Para participar nesta actividade basta que as pessoas adquiram um bilhete para a exposição.

Texto da Câmara Municipal de Sintra

"Este é um pequeno passo para um homem, mas um salto gigantesco para a humanidade"
Neil Armstrong

-Saber mais sobre a Apolo 11-aqui

terça-feira, julho 17, 2007

Sinais de Sintra ou a falta deles...

A visão do condutor que desce a Rua João de Deus
O sinal de sentido proibido ,que dependendo do ângulo de visão do condutor do veículo, que desce a Rua João de Deus fica encoberto pelo sinal de sentido obrigatório à direita.

Ao cuidado da Câmara Municipal de Sintra

Desrespeito de regras de trânsito, ou sinalização deficiente?

Quem de automóvel vem do Largo do Morais, e desce para a estação da CP de Sintra a Rua João de Deus passando o posto da GNR, e com a antiga prisão de Sintra à esquerda, tem devido a um sinal de sentido obrigatório de voltar à direita; mas o que aconteceu hoje, e das outras vezes que vivi esta situação, (encontrar-me frente a frente com um carro fora de mão) resulta de um desrespeito de regras de trânsito. Os condutores transgressores, ( normalmente estrangeiros) não reparam nos sinais de sentido obrigatório e de sentido proibido junto à estação e seguem em frente até ao cruzamento em frente ao edificio da Câmara Municipal de Sintra .Testemunhas locais asseguraram-me que está sempre a acontecer, e pessoalmente confirmo esse facto por contabilizar dois sustos vividos com carros fora de mão(o último hoje ás 20H00) e de ter assistido a várias passagens de veículos seguindo em frente não respeitando a sinalização de sentido proibido.


O local do desrespeito dos sinais de trânsito

Estes casos que vivi e testemunhei, e que me foi confirmado a sua frequência por moradores locais, não deixam dúvidas que a sinalização é deficiente.Será necessário colocar uma sinalização que avise quem desce a Rua João de Deus que não pode seguir em frente, bastante antes do cruzamento, talvez em frente ao posto da GNR. E mudar a posição do sinal de sentido proibido, que em alguns momentos conforme o ângulo de visão do condutor , fica encoberto pelo sinal de sentido obrigatório á direita.
Sinal II

Outro sinal da deficiente sinalética nesta Sintra património da Humanidade, é que seja necessário alguém afixar cartazes nas árvores a indicar o sentido a seguir para se chegar ao Centro histórico...(foto tirada hoje ás 20H30 ) no cruzamento junto á estação da CP , na Rua João de Deus.

Espero que esta sugestão de alteração do posicionamento dos sinais de trânsito,tenha algum efeito e permita evitar situações de acidente eminente e com consequências mais graves do que as que foram vividas por mim. E já agora talvez indicar com uma placa a quem sai da estação da CP, qual o sentido para chegar ao Centro Histórico.








segunda-feira, julho 16, 2007

Adega Visconde de Salreu um novo espaço cultural em Colares

Jornal da Região-Sintra de 10 a 16 de Julho de 2007


Segundo notícia do "Jornal da Região de Sintra", a partir deste momento Colares tem um novo pólo cultural, a Adega Visconde de Salreu que acolhe até ao mês de Outubro, a Exposição de “Alfredo Keil em Sintra 100 anos depois”. Informa o Jornal da Região que será na Adega Visconde de Salreu o local das comemorações do Centenário da Região Demarcada de Colares em 2008. Esta notícia, é positiva para Colares, no momento em que um dos poucos vestígios de cultura (Galeria de Arte), foi substituída pela Remax, e que um aspecto de abandono assolou a Várzea de Colares, a Adega Visconde de Salreu, será de facto um óptimo espaço para eventos e poderá colocar Colares no roteiro cultural de Sintra.

Nova escola profissional em Colares

A abertura em Setembro no início do novo ano lectivo da Escola Profissional, Alda Brandão Vasconcelos legada pelo Dr. Brandão de Vasconcelos a Colares, depois de um longo processo de abandono é outra nota positiva que irá ajudar a dinamizar Colares.

Post relacionado:

-O Estado do legado do Dr.Brandão Vasconcelos a Colares-pressionar


sábado, julho 14, 2007

Alfredo Keil em Colares 100 anos depois.

-Sugestão para o fim de semana

Uma visita à exposição que está patente na Adega Visconde de Salreu em Colares, sobre a multifacetada obra de Alfredo Keil.

Alfredo Keil que viveu e dedicou uma parte da sua vida a pintar Sintra, compositor entre muitas obras, do Hino Nacional “A Portuguesa”, de várias Óperas, escritor, poeta e fotógrafo.
Villa Guida e Capela , na Praia das Maçãs, desenho de Alfredo Keil
Seguinte horário: de terça a quinta-feira e domingo, das 11H00 às 19H00; sexta-feira e sábado, das 10H00 às 23H00. Encerra à segunda-feira.

Pintura de Alfredo Keil
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sexta-feira, julho 13, 2007

O mistério do nome da estrada velha de Colares II

Viagem toponímica entre Colares e a Vila Velha de Sintra

Curiosidades Sintrenses.

A existência da estrada velha de Colares, em plena serra de Sintra que tem duas (ou três!)designações toponímicas,é uma curiosidade que vamos tentar ajudar a explicar.No seu início tem a designação de Rua Barbosa du Bocage , e no seu término em Colares designa-se por Estrada Nova da Rainha.

Esta estrada construída pelo Marquês de Pombal, teve uma grande importância nas ligações entre Colares e a Vila de Sintra. As razões que levaram a alteração em um troço da estrada da designação original, não está clara, alguns consideram que terá sido motivado para aproveitamento eleitoral, outra explicação é ter sido considerado que a parte urbana deveria ter uma designação diferente da zona suburbana.
O início da Estrada com a designação Rua Barbosa du Bocage na Vila Velha no Largo Dr.Carlos França.

Placa toponímica na Quinta da Regaleira

Ponto onde surge a designação Estrada Nova da Rainha no limite da área da Freguesia de S.Martinho



Chegada a Colares da Estrada Nova da Rainha

O início ou o fim da Estrada Nova da Rainha...
A designação de "Rua Barbosa du Bocage" que se inicia no Largo Dr.Carlos França na Vila de Sintra não será o poeta Setubalense, que aliás não tem nenhuma ligação a Sintra que se saiba, mas o curioso é que a designação é atribuída a um seu sobrinho José Vicente Barbosa du Bocage (1823-1907), politico influente, catedrático, foi Ministro da Marinha, do Ultramar e dos Negócios Estrangeiros, cargo que ocupava na data do ultimato Inglês de 1891.(Edite Estrela, em” Nomes de Sintra.....que valem mais que simples palavras”).
José Vicente Barbosa du Bocage, que como o seu famoso familiar não terá nada a ver com Sintra.

Da viagem Toponímica, chegámos a meio do percurso e descobrimos o ponto em que a estrada Nacional 375, muda de nome. No limite da área de intervenção da freguesia de S.Martinho, a estrada começa a ter a denominação original “Estrada Nova da Rainha”, que irá terminar em Colares.
Estrada de Monserrate ?


Outra curiosidade, é que o Boletim Cultural, publicação da Câmara Municipal de Sintra (Julho 2007), localiza o Parque de Monserrate na:
ESTRADA DE MONSERRATE
271O-405 SINTRA.
Parque de Monserrate, que está incluído no troço da Estrada nacional 375, com a designação “Rua Barbosa du Bocage”, não existindo a designação “Estrada de Monserrate” .

A Designação “Barbosa du Bocage” , como existe em todas as placas toponímicas , não mencionando a quem pertence o apelido, será então uma homenagem a toda a familia....

Penso que não ficaremos por aqui com este tema....



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