quarta-feira, outubro 31, 2007

Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares-5ª Parte

Legenda-"Um grupo de filarmónicos junto à quinta dos Freixos, em Colares "

OS 116 anos da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares

Terminamos hoje esta sequência de posts,(5) com alguns apontamentos sobre a Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares. Banda que em 1926, se tornou independente da Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares, seguindo cada uma das instituições o seu caminho, até aos dias de hoje.

Com o fim do pesadelo em que se tornou a construção da nova sede, a Banda dos Bombeiros de Colares regressou à sua velha sede, onde se encontra ainda, continuando a aspirar por um novo e digno espaço.


Dia 1 de Novembro 2007 a Banda comemora o seu 116º aniversário da sua fundação .


A histórica sede da Banda

Datas históricas da vida da Banda:

-1 de Janeiro de 1890
Constituição dos primeiros Corpos gerentes da Sociedade Phylarmónica e distribuição dos instrumentos aos 48 músicos fundadores.


-12 de Julho de 1891
Assembleia Geral Extraordinária da Associação Bombeiros Voluntários de Colares, aprovando a criação de uma Banda de Música, formada pelos sócios da instituição, para acompanhar o Corpo de Bombeiros.


-Em 28 de Novembro de 1926
Assembleia Geral aprovou os estatutos da banda dos Bombeiros Voluntários de Colares, e no parágrafo 2º ficou estabelecido que a «festa do seu aniversário é no dia primeiro de Novembro de cada ano e a sua fundação data do dia um de Novembro de 1891».Os mesmos estatutos passam a conferir personalidade jurídica à Banda, tornando-a assim inequivocamente independente da Associação da Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares

A Banda dos Bombeiros de Colares na Praia das Maçãs em Setembro de 2007

Calendário das comemorações- aqui

Post relacionados:
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.1ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.2ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.-3ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.-4ª Parte -pressionar

-Página sobre a Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares-pressionar

Nota:
Fontes utilizadas neste trabalho:
-"Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares-1891-1991" de António Caruna
-"Jornal de Sintra"
-Entrevistas a habitantes de Colares
-Foto e legenda, do grupo de filarmónicos, retirada da obra de António Caruna

terça-feira, outubro 30, 2007

Alta tensão no Concelho de Sintra VI


Supremo Tribunal obriga REN de novo a desligar linha de muito alta tensão
O Supremo Tribunal Administrativo (STA) voltou a recusar a admissão do recurso da Redes Energéticas Nacionais (REN) contra a decisão do Tribunal Central Administrativo do Sul (TCAS), que mandou desligar a linha de muito alta tensão Fanhões-Trajouce.
REN à espera de uma decisão irrevogável...
A REN decidiu no início deste mês manter a linha em funcionamento até receber uma decisão do recurso que interpôs junto do Tribunal Constitucional.
-A Junta de Freguesia de Monte Abraão interpôs também uma acção, que prossegue dia 23 de Novembro.
Post relacionado:
- Alta tensão no Concelho de Sintra V-pressionar

A visita de William Beckford ao Convento dos Capuchos em 1787

Fotos de António Passaporte do Arq.fotográfico da CML

“Tinhamos em perpectiva um longo passeio, e por isso não pude demorar-me metade do tempo que desejava naquele alto e apartado monte.Descendo por uma sofrível estrada, que serpeia entre os rochedos em muitas curvas irregulares, percorremos algumas milhas de um estreito planalto, sobre a crista de montes bravios e ermos, até ao convento de Cortiça, que corresponde exactamente à primeira vista que lhe lançámos,`a pintura que fazemos no nosso espírito da habitação de Robison Crusué.”

William Beckford em 1787
A Corte da rainha D.Maria I

220 anos depois....

Em 2007 , passados 220 anos da estadia de Willian Beckford em Sintra, os muitos visitantes que ocorrem àquele local do Parque Natural Sintra Cascais,tem à sua espera esta "agradável" imagem à chegada ao Convento dos Capuchos.





segunda-feira, outubro 29, 2007

Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.-4ª Parte

Após os grandiosos festejos da inauguração da Sede-Nova da Banda dos Bombeiros Volutários de Colares em 7 de Julho de 1945, vieram as tormentas.

-António Caruna explica as razões, no seu livro “Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares 1891-1991”- "O serviço da dívida, constituído por pesados juros, sobretudo com empréstimos contraídos junto da Caixa Geral de Depósitos, a vencer em datas inexoráveis, constituiu encargo tão grande que, nem os recursos da colectividade nem o esforço pessoal de Alberto Totta, conseguiu aguentar por muito tempo.Aconteceu o inevitável: a Caixa Geral de Depósitos , vencidos e não cumpridos os pagamentos de juros e amortizações nos prazos devidos, decidiu tomar posse da Sede da Banda para se ressarcir do dinheiro da dívida."

A tomada de posse do edificio por parte da CGD aconteceu em 28 de Agosto de 1948, sómente 3 anos após a inauguração...

A viagem possivel ao interior da Sede da Banda dos Bombeiros de Colares
Plateia

Próscenio

Salão Nobre

Átrio
Em 22 de novembro de 1959, Arlete Reis escreve no Jornal de Sintra ,”passámos em frente áquele malfadado edifício que foi a nova Sede da Banda, em saudosos tempos, e porque sonhar é fácil, errou no nosso espírito a recordação das luzes brilhantes através das cortinas graciosamente dispostas, pares dançando ao som de boas orquestras, sessões de cinema, as récitas do tempo de Tavarede e da fábrica Simões, automóveis de luxo esperando os seus ocupantes...E sonhávamos ainda, quando um inopinado zurrar (que infelizmente não são únicos, pois há outra espécie que é prejudicial), sugando o chão, ao lado de uma camioneta velha,ervas cobrindo parte da parede e saindo da porta principal duas sacas para carregar os sobreditos burros. Na entrada para a patinagem, vedada com canas, crescem mais ervas e consta-nos que a casa está transformada em armazém de ervas para ervanária , de batatas, etc..."

E a demolição acontece nos anos 70, após venda do imóvel em hasta pública,foi posteriormente construído um muro mesmo á beira da estrada, delimitando o terreno que ainda hoje existe ,sómente com uma pequena habitação.

Posts relacionados:

-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.1ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.2ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.-3ª Parte-pressionar

Notas: As fotos da antiga sede , estão publicadas em "Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares , 1891-1991 ,da autoria de A Granja .
Fonte utilizadas:
-Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares , 1891-1991 -Cem anos de Cultura e Recreio de António Caruna
-Jornal de Sintra

domingo, outubro 28, 2007

COLLARES

«Tomou esta Villa o nome de Collares provavelmente por estar assentada sobre dois collos ou collinas sobranceiros á varsea.»

Cintra Pinturesca-1838
Visconde de Jerumenha

sábado, outubro 27, 2007

Mariza na Quinta da Regaleira



Senhor Monge-Mariza

«A Quinta da Regaleira com os seus jardins, poços, grutas e capela, sugere,pois, fortemente, um percurso iniciático (simbólico ou real) que une, de um modo coerente e evolutivo, os diversos locais simbólicos e míticos nela presentes, na perpectiva da Iniciação aos Mistérios em geral e de diversas iniciações esotéricas em particular: todas as que seguem esse “arquétipo”, isto é, o de um caminho que vai das trevas à luz

José Manuel Anes
Os Jardins Iniciáticos da Quinta da Regaleira

sexta-feira, outubro 26, 2007

Chalet da Condessa d´Edla e o Palácio de Monserrate com planos de recuperação

A PSML, obteve um financiamento de 1,6 milhões de euros através de uma candidatura a um fundo da EFTA, (protocolo assinado em Setembro),destinados a recuperar dois dos mais degradados edifícios históricos de Sintra: o Palácio de Monserrate e o Chalet da Condessa D'Edla.

Segundo o vereador Lacerda Tavares, vogal do C.A. da PSML e actual Provedor da Misericórdia de Sintra em declarações aos Jornais digitais “Alvor de Sintra” e “ O Correio.com” afirmou que as obras de restauro começam de imediato no Palácio de Monserrate e a recuperação do Chalet da Condessa no início da Primavera de 2008.
Fazendo parte de um grupo de cidadãos preocupados com o estado de degradação em que se encontram vários edifícios históricos em Sintra , é com satisfação que ouvimos as palavras do vereador Lacerda Tavares prometer estes prazos para início das obras . Prometendo da nossa parte o acompanhamento e toda a atenção dos próximos passos deste programa de recuperação.
Post relacionado:

-Colocar o Chalet da Condessa d´Edla no mapa do Parque da Pena II-pressionar

quinta-feira, outubro 25, 2007

Nomeação

Rio das Maçãs ,nomeado desta vez pelo José Matias, do Blogue Trans-atlântico, para o seu círculo de blogues amigos.
Distinção que muito agradeço, e que é mais um incentivo para continuar e ser cada vez mais exigente nesta missão na blogosfera.

quarta-feira, outubro 24, 2007

Ricas impunidades em Colares

Jornal Público de 24-10-2007

Colares é novamente notícia na imprensa, por motivos que não são prestigiantes.
Desta vez e mais uma vez , o Comendador Justino é notícia por ter um singular entendimento de que é a lei , e não mostrar grande sensibilidade em relação à preservação do património de Colares.

Depois de construir uma mansão com uma volumetria três vezes superior ao projecto inicial ,com a obra em “embargos” permanentes por parte de "fiscais" da CMS, tem tentado ao longo dos últimos anos ganhar a causa por via judicial, através de constantes recursos judiciais. Encontrando-se neste momento com a intimação de demolição, processo judicial que segue os seus trâmites (muito lentos...) e curiosamente sempre com o actual presidente da autarquia Fernando Seara,(PSD) e a anterior lider autárquica ,Edite Estrela (PS) a assobiarem para o lado...

A instalação de uma vedação metálica sem licença camarária na Quinta do Pombeiro em Colares...
Hoje o "Jornal Público "faz notícia com mais uma tropelia deste senhor, que passo a transcrever um excerto:
A Câmara vai pedir mandato judicial para fiscalizar quinta

“O vereador Lino Ramos despachou favoravelmente uma proposta para que seja solicitado um mandado judicial para verificar a legalidade das construções levadas a cabo por João Justino na Quinta do Pombeiro. Disso deu conta o director da fiscalização municipal, Moisés Afonso, revelando que foi levantado um auto de contra-ordenações por obras sem licença."Está tudo feito com autorização do tribunal", alegou João Justino, recusando que a câmara possa remover a vedação: "Vai deitar abaixo? Então tinha que deitar abaixo metade de Portugal." O comendador construiu uma mansão na quinta, com quase o triplo da área de 578 m2 que lhe havia sido autorizado. O ministro do Ambiente assinou uma ordem de demolição, mas a decisão está suspensa pelo Tribunal Administrativo de Sintra. João Justino acusou a vizinha de lhe perturbar o sossego: "Ela faz ali casamentos sem licença. Quando quiser, fecho aquilo." Susana Ribeiro explicou que aguarda, desde 2002, que a câmara licencie os eventos que promove "para recuperar a casa"."Pensa que tenho medo da câmara? O país precisa de mim!", afirmou Justino, que aos 76 anos administra a empresa Galucho. E quando se lhe apontou a falta de licenças para as obras, retorquiu: "Estava tudo a cair e pus aquilo em condições."
Luis Filipe Sebastião
Post relacionado:
-A Mansão de Colares e o Juiz do Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra -pressionar

A mansão do comendador, construída ilegalmente , em zona protegida do Parque Natural Sintra Cascais.




terça-feira, outubro 23, 2007

Apontamentos sobre a antiga sede da banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.-3ª Parte

Uma banda dos Bombeiros Voluntários de Colares que não está ligada aos Bombeiros. Uma enorme sede construída em 1945, inaugurada pelo então Presidente da República, Marechal Carmona e de seguida demolida! - algumas curiosidades ligadas a uma instituição criada em 1 de Novembro de 1891,e que muito cedo se separou da colectividade mãe, os Bombeiros Voluntários de Colares. Ambas colectividades ainda hoje em plena actividade. E chegou o a 7 de Julho de 1945, dia da inauguração do majestoso edificío da nova sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares, que o "Jornal de Sintra" de 15-07-1945, descreve assim:

O momento solene da inauguração da nova sede da Banda de Colares

“O dia de sábado-nem de «encomenda».Sol a pino.Céu turqueza.Aragem branda.Clima retemperante-beneficiado, ainda, com as odorâncias abençoadas dos prados, dos vergeis, dos pomares de Colares-vestido amorosamente na inigualável dalmástica primaveril de seu verde eterno...
(...)
-Efectivamente ás 17 horas precisas surge o carro da Presidência, dêle saindo, alegre e sorridente o senhor General Carmona que é alvo de uma quentissima e eloquente manifestação de saudar.
A banda toca «A Portuguesa».Os bombeiros perfilam-se em continência. O mesmo fazem os atletas dos clubes. As bandeiras erguem-se ao alto, em boas-vindas ao mais alto magistrado da Nação.O povo dá palmas e solta «vivas».Surgem flores, em mãos de gentis raparigas-para o General Carmona e para sua bondosa esposa que o acompanha - «vive», e «sente», como nós todos vivemos e sentimos a sinceridade expontânea daquele inesquecivel momento de «inteira saúde espiritual» que o bom povo de Colares a Suas Excelências mais uma vez prodigalizava.”
Legenda: Frontal da nova sede da Banda de Colares:azulejos majestosos do pintor de arte Mário Reis; escudo de Colares, em pedra cinzenta da Várzea, trabalho maravilhoso do escultor José Fonseca.(J.S: de 14-02-1941)
Em 2 de Abril de 1944 o "Jornal de Sintra"" publicou o seguinte sobre a construção da nova Sede da Banda do Bombeiros de Colares:
"Paralelamente creou-se e fundou-se a nova sede da Banda de Colares; junto ao rio, na Várzea, edificou-se um monumental edifício com salões para conferências, exposições, palestras, concêrtos e tudo o mais que se torne necessário ao civismo do burgo. Obra de fôlego, do mestre Júlio da Fonseca, tem um amplo teatro com plateia e galerias para cêrca de quinhentos espectadores; cabine de cinema e máquina sonora, bar rink de patinagem, amplo parque de arvoredo frondoso com um pomar característico e regional.Está nos acabamentos de pintura e decoração e preste a inaugurar-se.Estes adornos serão completados com dois retratos a óleo de Alfredo Keil e de João Arroio, os dois musicógrafos portugueses que se inspiraram no bucolismo edénico de Colares. Um panneaux, no tôpo da galeria, mostrará aos Colarejos a carta foral de D. Manuel I. Os azulejos do frontal e estas reconstituições são tudo obra de Mestre Mário Reis; os gêssos e as modelações de Mestre Meireles.Chegamos ao fim dêste doce calvário e, para melhor cúpula do edifício, encarregou-se o escultor, Mestre José da Fonseca, de trabalhar em pedra cinzenta da Várzea, o orgulhoso escudo de Colares, que encima todo o vastíssimo edifício, advertindo os seus naturais de que está ali a verdadeira Casa do Povo de Colares".

Legenda: Á noite - A luminiosidade de uma Grande Obra Social...
Mais tarde esta sede agora inaugurada teria um fim inglório, que obrigaria a Banda do Bombeiros de Colares a regressar para a sua antiga e modesta sede.
Continua

Posts relacionados:
-Apontamentos sobre a antiga sede da banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.
2ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.1ª Parte-pressionar


Alta tensão no Concelho de Sintra V

De uma notícia de hoje no "Diário de Notícias":

Greve de fome contra alta tensão no Parlamento
"Nove proprietários de Vale Fuzeiros, em Silves, e uma deputada municipal do Bloco de Esquerda de Sintra iniciam hoje uma greve de fome contra as linhas de muito alta tensão da Rede Eléctrica Nacional (REN). O protesto começa ao início da tarde junto à Assembleia da República e prolonga-se até amanhã, dia em que assumirá um âmbito nacional, com uma concentração no mesmo local."
Post relacionado:

segunda-feira, outubro 22, 2007

OLHAR SINTRA


Cintra, onde as Naiades escondidas
Nas fontes, vão fugindo ao doce laço,
Onde Amor as enreda brandamente.
Nas águas acendendo fogo ardente.


«Os lusíadas» Luis Vaz de Camões

domingo, outubro 21, 2007

Nomeação para a "Corrente da Amizade"

Em Setembro o blogue "Ceolino's"”, nomeou para a “Corrente da Amizade”o "Rio das Maçãs" .Na altura estávamos de férias e só agora mencionamos esse facto . Agradecemos mais esta nomeação, embora não cumprindo as suas regras, pelo motivo de só agora divulgarmos esta simpática escolha.





sábado, outubro 20, 2007

Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares II

Uma banda dos Bombeiros Voluntários de Colares que não está ligada aos Bombeiros. Uma enorme sede construída em 1945, inaugurada pelo então Presidente da República, Marechal Carmona e de seguida, demolida! - algumas curiosidades ligadas a uma instituição criada em 1 de Novembro de 1891 e que muito cedo se separou da colectividade mãe, os Bombeiros Voluntários de Colares. Ambas colectividades ainda hoje em plena actividade. A construção da nova sede, iniciou-se,” os caboucos cresceram e mutiplicam-se em paredes mestras, os auxilios, os dias de trabalho as ofertas centuplicaram-se a grandiosa mocidade do Grupo “A casa”, o seu jazz, a nossa vélhinha Banda a colaboração fraternal do “Sport União Sintrense”, a recolha de madeiras, as percentagens dos músicos, tudo –num labor de abelha-tem vindo junto de nós num crescendo apoteótico notável”( Jornal de Sintra 26-3-1944)

“Como havia mais um bocado de terreno comprado em Novembro de 1939 e pelo qual se entregaram 500 escudos de sinal, vamos pagar o resto e fazer a escritura e o registo...”J.S. de 26-3-1944

E assim nasceu o registo de transmissão da propriedade efectuada no Registo Predial de Sintra ,com a data de 24 de Junho de 1943.
Em que era mencionado que:
“Um pomar de caroço denominado o «O Redondo» no sitío da Abreja freguesia de Colares confronta ao norte com o Rio das Maçãs, António José Cosme e herdeiros de Dona Inocência, do sul com a Banda dos Bombeiros Voluntários, nascente com a mesma poente com os herdeiros de Casimiro Lúcio da Silva que está inscrito na matriz sob o artigo trinta e cinco."

Também a contribuição de de dois anónimos beneméritos denominados "Pai "e "Filho" que terão oferecido o imóvel e garantiam financiamento durante o primeiro ano dos juros bancários acrescido de um por cento...

A "Liga Regionalista" , partido politico apoiante do regime de então ,era a apoiante principal desta obra assim como teve a participação em uma série de obras marcantes ainda hoje na região.

Continua.

Post relacionado:
-Apontamentos sobre a antiga sede da banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.-1ªParte-pressionar
Nota-Imagens publicadas no "Jornal de Sintra" em 26-3-1944

sexta-feira, outubro 19, 2007

Alta tensão no Concelho de Sintra IV

Acção principal contra linhas de muito alta tensão teve início hoje de manhã no tribunal de Sintra

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra iniciou hoje a audiência da acção que a autarquia de Monte Abraão moveu contra a Rede Eléctrica Nacional para que desligue a linha de muito alta tensão que percorre o concelho.(percurso entre Fanhões e Trajouce, no Concelho de Sintra).

A Junta de Freguesia de Monte Abraão (Queluz) recorreu então para o Tribunal Central Administrativo do Sul que obrigou a REN a desligar a linha de muito alta tensão que liga Fanhões a Trajouce. A REN recorreu desta decisão para o Supremo Tribunal Administrativo, que manteve a decisão da instância anterior, de obrigar ao desligamento da linha.

Hoje a REN, na audiência, apresentou estudos que pretendem provar que não existe perigo para a saúde, a passagem aérea da linha de muito alta tensão em zonas habitacionais. Fátima campos,(Presidente da Junta de Freguesia de Monte Abraão, que lidera a contestação), pediu tempo para analisar o relatório apresentado, e afirmou que aqueles resultados foram testados com a linha a funcionar a 25% da sua capacidade de transporte, e pretendia que os testes a efectuar fossem feitos com a linha a funcionar a 100%.

A Presidente da Junta de Freguesia de Monte Abraão, criticou de novo a Câmara Municipal de Sintra pela seu alheamento na constestação da instalação da linha de muito alta tensão.

A próxima sessão, ficou marcada para o próximo mês de Novembro.
Post relacionado:
-Alta tensão no Concelho de Sintra III-pressionar

quinta-feira, outubro 18, 2007

AZENHAS DO MAR

Imagens das Azenhas do Mar, na última Terça-Feira
Texto sobre as Azenhas do Mar,encontrado aqui .

-Ao encontrar todo o casario branco a crescer pela encosta, sabemos seguramente que estamos nas Azenhas do Mar. Uma combinação de casas tipicas esculpidas nas arribas que se debruçam no oceano.Situada num dos vales mais pitorescos da serra de Sintra, as Azenhas do Mar são um destino turístico para muitos dos visitantes.Desde a soberba vista que proporciona sobre o horizonte, com um mar a perder de vista, até ás ruas sinuosas que permitem um espirito explorador, não se pode deixar de apreciar as suas piscinas naturais escavadas nas arribas rochosas .

quarta-feira, outubro 17, 2007

O artista da terra

Reprodução de uma gravura antiga com o Mosteiro de N.ªSrª da Pena-prova cromogénea digital 180x233,8cm
José Saramago 2007 prova cromogénea digital 180x275cm

Vik Muniz, artista brasileiro que esculpe fotos com terra para depois as voltar a fotografar.
“A obra de Vik Muniz possui um lugar muito importante na fotografia recente porque foge do contexto da fotografia em sentido estrito para se afirmar no campo mais lato da arte comtemporânea e, nesta, na questão da relação entre imagem e o seu processo critico.”
Albano Silva Pereira
Director do Centro de Artes Visuais
A exposição deste artista de 17 de Outubro a 16 de Dezembro, no Museu da Electricidade-Central Tejo, Av. Brasília, Lisboa.

terça-feira, outubro 16, 2007

Memória de Adriano

Homenagem em 9 de Abril de 2007 ,a Adriano Correia de Oliveira, encontrada aqui, na data do 65º aniversário do seu nascimento.

Canção com lágrimas


Eu canto para ti um mês de giestas
Um mês de morte e crescimento ó meu amigo
Como um cristal partindo-se plangente
No fundo da memória perturbada
.
Eu canto para ti um mês onde começa a mágoa
E um coração poisado sobre a tua ausência
Eu canto um mês com lágrimas e sol o grave mês
Em que os mortos amados batem à porta do poema
.
Porque tu me disseste quem me dera em Lisboa
Quem me dera em Maio depois morreste
Com Lisboa tão longe ó meu irmão tão breve
Que nunca mais acenderás no meu o teu cigarro
.
Eu canto para ti Lisboa à tua espera
Teu nome escrito com ternura sobre as águas
E o teu retrato em cada rua onde não passas
Trazendo no sorriso a flor do mês de Maio
.
Porque tu me disseste quem me dera em Maio
Porque te vi morrer eu canto para ti
Lisboa e o sol Lisboa com lágrimas
Lisboa a tua espera ó meu irmão tão breve
Eu canto para ti Lisboa à tua espera...


Letra: Manuel Alegre
Música: António Portugal
.
Adriano Correia de Oliveira nasceu em Avintes a 9 de Abril de 1942 onde faleceu a 16 de Outubro de 1982.

segunda-feira, outubro 15, 2007

Apontamentos sobre a antiga sede da banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.

Jornal de Sintra de 13-3-1939 -Lançamento da 1ª pedra para a nova sede

A nova sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares -1ª Parte

Uma banda dos Bombeiros Voluntários de Colares que não está ligada aos Bombeiros. Uma enorme sede construída em 1945, inaugurada pelo então Presidente da República, Marechal Carmona e de seguida, demolida! - algumas curiosidades ligadas a uma instituição criada em 1 de Novembro de 1891,e que muito cedo se separou da colectividade mãe, os Bombeiros Voluntários de Colares. Ambas colectividades ainda hoje em plena actividade.

Em 13 de Agosto de 1939, o “Jornal de Sintra” noticiava o lançamento da primeira pedra, para a construção de uma nova sede para a Banda dos Bombeiros de Colares, ideia lançada pouco tempo antes com o apoio do povo de Colares.
“Houve estreia de fardamentos novos, nesse dia, e descerramento de retratos”, adiantava o "Jornal de Sintra”.
Nessa noticia mencionava-se o grupo de impulsionadores daquela inovadora obra,”Luis J. dos Santos,Joaquim Borges,Carlos Dias,Carlos da Luz,José de Sousa e João Fontes Pereira de Melo”.

Foto do "Jornal de Sintra" de 15-07-1945
O terreno tinha sido adquirido, os caboucos abertos, e era o inicio da construção da “Casa do Povo de Colares”como era denominada na altura.O lançamento da primeira pedra faz-se ao som do hino da “Maria da Fonte” tocada pela Banda dos Bombeiros de Colares, com a presença de altas autoridades da época, da Comissão Pró-sede,e de numerosa assistência.

Fotos do "Jornal de Sintra" de 15 de Julho de 1945

Continua.

domingo, outubro 14, 2007

Alta tensão no Concelho de Sintra III

O Supremo Tribunal de Justiça deu provimento às pretensões da Junta de Freguesia de Monte Abraão e mandou desligar a Linha aérea de Muito Alta Tensão (MAT), entre Fanhões e Trajouce.

Em Agosto, o Tribunal Central Administrativo do Sul já havia dado provimento a uma providência cautelar interposta pela Junta de Freguesia de Monte Abraão, que considerava que a "simples implantação dos apoios (torres)" é susceptível de lesar o direito da população a "um ambiente sadio e equilibrado por se tratar de um equipamento de enorme altura".

Em declarações à TSF a Presidente da Junta de Freguesia, Fátima Campos, considerou tratar-se de uma grande vitória, e que de agora em diante a REN terá que respeitar a saúde pública, salientando que esta foi a questão central do processo que a Junta moveu.

A tardia e lenta reacção da Câmara Municipal de Sintra

Em 11 de Outubro, Carlos Albuquerque (Assessor de Fernando Seara) confirmou que a autarquia já assumiu estar "disponível para comparticipar o processo de enterramento de parte da linha".

Segundo afirmou ao Diário de Noticias "O projecto poderá ser acelerado se daí resultar uma real diminuição dos riscos", disse no debate. Outro cenário em análise é "a hipótese de desdobrar a tensão da linha MAT", solução que "implicaria construir subestações à entrada do concelho e instalar várias linhas de menor tensão (60kW)." Ao desdobrar a tensão, "a opção subterrânea teria menos custos", apontou. O assessor de Fernando Seara garantiu "existirem provas da troca contínua de e-mails com a REN". Apesar disso, reconheceu, "objectivamente, não existe um ofício assinado pelo presidente" em resposta aos pedidos de parecer à empresa sobre o traçado.

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-Alta tensão no Concelho de Sintra II-pressionar
-Alta Tensão no Concelho de Sintra- pressionar

sábado, outubro 13, 2007

Parque da Pena, Património da Humanidade

Fonte dos Passarinhos
Parque da Pena
Em colaboração com o Barão de Eschwege e o Barão de Kessler, D. Fernando II (reg.1853-1855) vai definir também o plano e projecto do Parque que viria a envolver o Palácio da Pena. Aproveitando o terreno acidentado, a fertilidade do solo e a singularidade climática da serra, manda plantar um imenso arvoredo, originário de regiões distantes, enquadrando, bem ao gosto romântico da época, ruínas, pavilhões e pequenas construções para criar ambientes diversos e cenários de inigualável beleza natural.A intervenção botânica na serra foi de grande envergadura, já que a imagem profundamente arborizada da serra de Sintra, que hoje conhecemos não correspondia, de modo algum, à realidade na segunda metade do século XIX. Além de espécies florestais europeias, foram introduzidas muitas outras originárias de regiões distantes. Foi o caso das sequóias e túias da América do Norte, das araucárias do Brasil e da Austrália, das criptomérias do Japão e dos cedros do Líbano. Construiu-se assim, um ambiente natural de rara beleza e de enorme importância científica que, seguramente muito contribuiu para a classificação de Sintra, pela Unesco como Património da Humanidade




Em 1869, D. Fernando II casa com Elise Hensler, Condessa d' Edla (n.1839-m.1929). A sua segunda esposa iria ser a sua mais fiel colaboradora no processo de arborização e embelezamento do Parque da Pena e tapadas anexas. Partilhando o mesmo gosto pela natureza que o monarca, Elise Hensler vai contribuir para o enriquecimento dos jardins, quer através da plantação da Feteira da Condessa, quer introduzindo espécies raras provenientes da América do Norte, onde vivera parte da sua juventude. Para terem uma residência separada do Palácio, D. Fernando II e a Condessa mandaram edificar o Chalet, edifício hoje parcialmente destruído, que preconizou o gosto pela construção de chalets em Sintra e no Estoril. Em 1885, D. Fernando deixa em testamento, para além de outras propriedades, todo o Parque e o Palácio da Pena à sua segunda esposa. Perante a violenta reacção da opinião pública ao testamento, a condessa acabaria por vender ao Estado em 1889, todas estas propriedades.


Em negativo
O estado degradado da estufa
Regime de protecção
O Palácio Nacional da Pena foi classificado como Monumento Nacional, em 1910.O Parque da Pena está actualmente abrangido pela "paisagem cultural de Sintra", incluída na lista de Património Mundial da Unesco.
Texto dos PSML



sexta-feira, outubro 12, 2007

O cisne branco do lago do Parque da Pena



Parque da Pena
Ambiente natural de rara beleza e importância científica, o Parque é notável como projecto paisagístico de transformação de uma Serra, à data escalvada, num arboreto integrando diversos jardins históricos.
Ocupa cerca de oitenta e cinco hectares que beneficiam de especiais condições geológicas e climáticas.
(texto de um folheto dos PSML sobre o Parque e o Palácio da Pena)