sexta-feira, novembro 30, 2007

Luzes Natalícias em Colares


Também a Várzea de Colares tem mais luz com a chegada da época natalícia, a noite tem agora mais cor.



quinta-feira, novembro 29, 2007

O vale de Colares

Pastagem de Outono na Quinta do Vinagre em Colares

“O vale de Colares é para mim uma fonte de perene distracção.Descobri muitas veredas, que através de matas de castanheiros e pomares nos levam a uns sítios acidentados e verdejantes, onde os loureiros bravos e as moitas de limoeiros pendem livremente sobre a margem pedregosa de um pequeno rio, e deixam cair na corrente as suas flores e os seus frutos. Podeis andar milhas a cavalo ao longo das margens deste delicioso rio, surpreendendo infinitas perpectivas de matos floridos por entre os troncos dos choupos e das nogueiras.A paisagem é realmente elísia, como a que os poetas inventaram para morada dos espíritos bem-aventurados.”

19 de Outubro de 1787
William Beckford

Fonte: William Beckford, A corte da Rainha D.Maria I

quarta-feira, novembro 28, 2007

Colocar o Chalet da Condessa d’Edla de novo no mapa do Parque da Pena

Na última reunião do grupo de cidadãos que apoia o restauro do Chalet da Condessa d’Edla, que decorreu no passado dia 13 na Escola Profissional Alda Brandão, em Colares,( assunto já referido no “Rio das Maçãs” em 15 de Novembro último), foi decidido solicitar aos PSML, o reconhecimento deste grupo, com o objectivo de melhor acompanhamento do processo de restauro,com inicío aprazado para a próxima Primavera.

Aguardando algum sinal por parte da PSML, sobre a pretensão deste grupo de cidadãos, seria interessante que os PSML voltassem a colocar no mapa que é entregue aos visitantes do Palácio e do Parque da Pena - o Chalet da Condessa, como primeiro passo para o conhecimento público daquela parte do Parque cuja informação aos visitantes foi indevidamente apagada.

O estado actual do Chalet da Condessa


O mapa incompleto do Parque da Pena
Alguns locais que o mapa não indica(aproveitando a informação do blogue Serra de Sintra) :
O Chalet da Condessa e os jardins adjacentes, a Abegoaria, as Estufas da Feteira da Condessa, a belíssima ponte e as construções adjacentes (também na Feteira), o Alto do Chá e as construções que nele se situam, o Lago de Cascais (não muito longe do Lago da Preta)...
O mapa distribuído aos visitantes do Parque e Palácio da Pena




terça-feira, novembro 27, 2007

Luzes Natalícias em Sintra

A Vila Velha tem mais luz
Com a proximidade do Natal, Sintra fica mais iluminada e o Centro Histórico ganha novas cores ao anoitecer.
O Largo do Palácio da Vila , tem agora uma enorme árvore de Natal de 15 metros e com 5 mil pequenas lâmpadas de baixo consumo, que permitirão vestir de várias tonalidades de luz aquele histórico local até 7 de Janeiro.

segunda-feira, novembro 26, 2007

O Royal Hotel Bellevue e o Eléctrico da Praia da Maçãs

Legenda:Postal de 1910 representando a Praia das Maçãs com o Royal Hotel Bellevue dominante ao alto.
A importância dos eléctricos, nesta pequena memória sobre o antigo Royal Hotel Bellevue da Praia das Maçãs, destruído por um violento incêndio em 1921.
No jornal "Voz de Sintra" de 17 de Novembro de 1921 :

“Registou-se um pavoroso incêndio no Royal Hotel Bellevue, ficando o edificío praticamente destruído.(...)
Com autorização e até convite do Sr.Garcia, o eléctrico levou não só os bombeiros e o seu material como até os populares que ali se encontravam.”

Também José Alfredo Azevedo, refere a destruição do Hotel Royal Bellevue, e o facto de “a bomba de picota, que os bombeiros possuiam, ser transportada numa vagoneta atrelada a um carro eléctrico, o transporte mais rápido daquele tempo, conduzido pelo chefe de movimento da Sintra Atlãntico, Cândido do Souto, que transportou, também os bombeiros tendo feito o percurso no tempo de 25 minutos, o que foi um recorde.”


Imagem de 1908-Um grupo de convidados para uma festa de anos no Hotel Bellevue, oferecida pela Duquesa de Palmela, tranportados num eléctrico “reservado”.

Fontes:Obras de José Alfredo AzevedoIII
-Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares 1890-1990-de António Caruna



domingo, novembro 25, 2007

Respirar o ar de Sintra


Sintra é talvez mais bela que sublime, mais grotesca do que bela, e todavia nunca em minha vida contemplei quadro algum que mais apto fosse a encher o espectador de prazer e admiração... Respirar o ar de Sintra é, por si só, um prazer inefável.

Robert Southey




sábado, novembro 24, 2007

Muito alta tensão - a luta continua!


Pela importância do que está em causa, e para que fique registado o esforço de uma Junta de Freguesia em prol dos interesses dos seus cidadãos, aqui fica um texto publicado na Página da Junta de Freguesia de Monte Abraão.

"Terrorismo" com selo do Estado

1- Ponderação, sentidos de bem e interesse público e análise não impressionável pela força dos contendores nas decisões dos Tribunais, nas suas várias instâncias.

2- Total irresponsabilidade e postura "terrorista" da Rede Eléctrica Nacional (REN), que tem o seu expoente máximo no não cumprimento da (s) deliberação (ões) judicial (ais).


3- Confrangedor naufrágio do Presidente da Câmara Municipal de Sintra em todo o processo: ultrapassado pelos acontecimentos e acossado pela sua própria inércia e desinteresse no tratamento desta questão, o Presidente da Câmara enreda-se em justificações pífias, explicações contraditórias e propostas patéticas.

Desde Julho – e da então decisão do Tribunal Central Administrativo do Sul de ordenar a suspensão da corrente eléctrica da linha de muito alta tensão – que o processo foi objecto de mais duas decisões de Tribunal competente, em resposta aos recursos apresentados pela REN.

E as duas decisões – ambas em sede de Supremo Tribunal Administrativo, uma do Juiz –Relator, outra do colectivo de Juízes (Pleno) – foram no mesmo sentido, favoráveis às posições defendidas pela Junta de Freguesia de Monte Abraão e pela esmagadora maioria das pessoas (munícipes e não munícipes de Sintra): mandar desligar "a corrente" da linha de muito alta tensão, confirmando o seu potencial carácter nocivo.

Deste modo, são três as decisões que dão razão ao nosso ponto de vista. Todas de instâncias sucessivamente superiores, que contrariam e evidenciam a frágil argumentação do indeferimento (por parte do Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra) das três providências cautelares por nós interpostas e que desencadearam todo este processo. As duas últimas deliberações (do Supremo Tribunal Administrativo) respondiam já a recursos da REN, que mais pareceram manobras dilatórias para adiar o desligar da linha (isto porque cada recurso implicava efeitos suspensivos sobre a decisão).

A polémica tomou, entretanto, proporções nacionais – felizmente, uma vez que alertou consciências e veio dar força a esta causa e a outras, semelhantes, que pareciam esmagadas pela percepção da desigualdade entre as partes.
Em termos de balanço, no presente, e de concreto, temos uma decisão judicial que não é mais passível de recurso ou, pelo menos, dos instrumentais efeitos suspensivos que este sempre implica; uma opinião pública conhecedora dos argumentos das duas partes e claramente a favor da suspensão da linha aérea de muito alta tensão e, pasme-se, essa mesma linha a continuar a funcionar, como se nada tivesse acontecido.

Este último ponto é gravíssimo. Gravíssimo porque constitui um crime por parte da REN. Um crime - Crime de Desobediência Qualificada, punível com pena de prisão até 2 anos e multa até 240 dias (artigo 348º, nº 2 do Código Penal) - que atenta contra um dos pilares da sociedade democrática (o poder judicial) e contra a vontade da esmagadora maioria das pessoas. E ainda mais grave porque é cometido por uma empresa de capitais públicos (de resto, os recursos foram interpostos em conjunto pela REN e pelo Ministério da Economia), por isso uma empresa com uma responsabilidade social acrescida. A REN comete o crime de desobediência qualificada, por incumprimento da decisão judicial, desde o primeiro dia subsequente à referida decisão, ou seja, desde o dia 2 de Outubro.

Porque é uma empresa que tem tutela do Estado, leia-se Governo;
Porque o Governo de Portugal é liderado pelo secretário-geral do meu partido (PS) e a REN tem na sua composição e matriz programática uma estreita ligação ao PS;
Usarei dos instrumentos legítimos – como cidadã, militante do PS e autarca – ao meu alcance para romper a impunidade, prepotência e desrespeito da REN e fazer cumprir as regras básicas de funcionamento de um Estado de Direito. Saberei questionar quem de direito sobre a tutela e respectiva responsabilidade política deste caso.

A postura terrorista da REN – usando todos os expedientes para suspender qualquer decisão até ao fim do julgamento da primeira acção por nós interposta – terá na Junta de Freguesia de Monte Abraão (e nas instituições/associações/entidades verdadeiramente empenhadas), em todos os munícipes dos concelhos afectados pela linha e nos cidadãos que connosco estão nesta causa a devida resposta, ou seja, a persistência e esclarecimento que esta matéria exige.

Maria de Fátima Campos Presidente JF Monte Abraão

- Terça-feira, 23 de Outubro de 2007

sexta-feira, novembro 23, 2007

Postal de Colares

“Espalhou-se na Várzea, no Mucifal, em São João da Lampas, no Penedo, que em Inglaterra os papéis velhos valiam ouro e que a mãe do inglês de Beldroega andava a comprar os que houvesse por estas bandas.(...)

Apareceram também curiosidades de interesse mais local: meio quilo de etiquetas Reserva de 1955, do Jorge da Silva, por colar- ainda azuis, insistia o saloio que as trouxe e reparava que , o preço pedido por estas e outras memorabilia não tem explicação: uma velhinha queria impingir por 375$00, com recibo, ou 220$00 sem , uma redacção feita, dizia ela, pelo Dr.José Cutileiro no seu segundo ano de francês, intitulada La joi de vivre.

Estive quase a comprá-la, mas o Carlinhos, num assomo de civismo, convenceu-me a não fomentar o mercado paralelo de redacções.”

Texto de José Cutileiro em Bilhetes de Colares de A.B.Kotter (1993-98)


quinta-feira, novembro 22, 2007

Recantos do litoral Sintrense

Adega Regional de Colares

O Triângulo das Dunas

Colares,povoação que já foi sede de concelho,domina uma das mais belas zonas da região de Sintra, onde se destacam o Rio das Maçãs, em cujas margens se cultivam os deliciosos frutos de Colares, e o planalto arenoso que se estende até ao litoral em dunas estratificadas.

É neste terrenos de areia que frutifica a famosa casta Ramisco, responsável por um dos vinhos mais delicados e apetecidos de Portugal.Mas se estes já eram motivos suficientes para uma visita à região, outros há que completam e dignificam ainda mais a paisagem.

Assim, vale a pena um olhar à igreja Paroquial de Colares, um salto à misteriosa Ermida de São Mamede em Janas, de curiosa planta circular e deambular pelas ruas de Fontanelas e Gouveia, aldeias em verso ainda de características rurais, com uma arquitectura popular predominante.
Texto encontrado no Sintra Cultura (Novembro 2007) edição da CMS


Colares,eléctrico e Rio das Maçãs




quarta-feira, novembro 21, 2007

CAPELA CIRCULAR DE S. MAMEDE DE JANAS

Ergue-se a 600 metros da vila de Janas, numa colina, e sendo precedida de amplo átrio. O terreno envolvente é de grande interesse arqueológico, pois ali têm sido recolhidos numerosos materiais romanos.

Desconhece-se a data da sua construção, mas é provável que remonte a meados ou finais do século XVI. Supõe-se ter sido erigida sobre as estruturas de um templo romano, dedicado a Diana, explicando-se assim a espécie de "podium" que conserva no interior.

Igreja rural de planta circular, com alpendre saloio, em volta, é centro de antiquíssima romaria que inclui a tradicional benção do gado sob a protecção de S. Mamede. Dos dois lados do altar, pendem de grades ex-votos de cera representando animais domésticos, ali depositados aquando da romaria. A relação entre actual Santo protector e Diana (ambos protectores de animais) e a proximidade das datas de romaria a São Mamede e festividades de Diana é indiscutível. Até alguns anos os animais entravam na capela, tal como outrora em certos santuários de Diana.A sua característica particular é a estrutura e planemetria singularizando-a entre as igrejas portuguesas de planta singular.
Texto encontrado -aqui



Visconde de Jerumenha, em 1838 em "Cintra Pinturesca" referia que "Jannas que talvez tomou o nome de algum templo consagrado ao Deus Janus, além de outros sitios destes termos",
admitindo a hipótese de aqui ter existido um templo dedicado a Janus (facto que explicaria também o topónimo Janas)

terça-feira, novembro 20, 2007

Meteorologia

Vila de Sintra com neve ,foto (não datada)de António Passaporte do Arquivo Fotográfico da CML
Agora que o tempo mudou, e que o frio e a chuva chegou em força, uma imagem rara da Vila de Sintra coberta de neve nos anos 50(1954?) , a marcar o início de um novo período meteorológico.
O estado do tempo de hoje encontrado aqui

segunda-feira, novembro 19, 2007

Inauguração do pronto-socorro Studebaker, dos Bombeiros Voluntários de Colares

O Largo Dr.Carlos França no dia da inauguração do novo pronto-socorro

No “Jornal de Sintra” de 2 de Abril de 1950

-“O dia do passado domingo foi o que se chama um dia grande para a mui nobre Vila de Colares, em geral e para a sua digna e veneranda corporação dos bombeiros voluntários de Colares, em particular.(...)

(...)perante uma multidão compacta de povo de todas as categorias sociais, em que predominava a cintilação dos capacetes metálicos dos bombeiros, a nova viatura, cerca das 15H30 horas surgiu no largo da República, vermelha como uma papoila imponente como uma rajada de sol doirado a silvar estridentemente.”


Cerimónia de inauguração do pronto-socorro Studebaker

O auto-tanque-pronto-socorro Studebaker construído em 1950, na fábrica dos Cinco Irmão Unidos,na Malveira, em desfile no “Círio do Lítoral Colarense” em Junho de 2006 na Várzea de Colares.
Fontes:
- Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares 1890-1990 de António Caruna
- Jornal de Sintra



domingo, novembro 18, 2007

Quinta da Penha Verde

Na estrada que vai para Colares passando por Seteais e Monserrate,(anteriormente denominada Estrada Nova da Rainha)situa-se a Quinta da Penha Verde e a Quinta da Fonte dos Cedros, ligadas por uma pequena ponte.

-Criada por D.João de Castro , 4º Vice-Rei da India, em terreno que lhe foi dado por D.Manuel I , e mais tarde acrescentada por mais um pedaço que lhe deu D.João III, o Alto de Santa Catarina.

-“Por baixo do monte em que está situada esta quinta (Penha Verde), fica o sítio da Boiça, onde pelo terramoto de 1755, rebentou uma grande nascente de água, a qual juntando-se com a que vem da Sardinha e do Lourel, se vai lançar no Rio das Maçãs, que vai desaguar ao mar, depois de fertilizar com as suas águas o Vale de Colares”.
Sintra Pinturesca-1838-Visconde de de Jerumenha

-A Quinta da Penha Verde é referenciada por Eça de Queirós em “O Primo Basílio”, que localizava “as sestas quentes”, do protagonista “nas sombras da Penha Verde, ouvindo o rumor fresco e gotejante das águas que vão de pedra em pedra”.

-A Quinta da Penha Verde é Monumento Nacional, conforme decreto-lei nº39175, de 17 de Abril de 1953




sábado, novembro 17, 2007

Um teleférico para o Palácio da Pena?

Em dezembro de 2006, publicámos um post sobre “Ascensores,funiculares e teleféricos para o Palácio da Pena, nos inícios do século XX”,neste momento e após uma proposta da CDU sobre o mesmo tema e de forma a fazer de algum modo um enquadramento do tema voltamos a publicar parcialmente o mesmo texto.

Notícia do Diário de Lisboa de 27/9/1949
Ascensores,funiculares e teleféricos para o Palácio da Pena, nos inícios do século XX

Projectos para a construção de um teleférico, ou funiculares, para o Palácio da Pena, foram vários e começaram a surgir desde o início do séc.XX, o primeiro terá sido em 1910 para a construção de ascensores, felizmente já nesse tempo houve o bom senso das autoridades da época de não dar andamento a essas propostas, com o argumentos como de que “ colocar carris e cremalheira e cabos aéreos exigindo o corte de árvores e arbustos seria uma grande barbaridade.(...) Uma vez que o Parque da Pena, constitui (...)um dos arboretos mais valiosos do Mundo.” Ou se fosse aprovado a instalação de um funicular , existiria a “ depreciação do Parque, pois sendo um jardim botânico florestal de colecções e exemplares raros e valiosos, exige uma fiscalização muito rigorosa e para o que possui um regulamento de policia...”, o sublinhado foi retirado de uma exposição enviada ao Ministro da Agricultura e Obras Públicas, em 1949, pelo então Director Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas, José Almeida de Mendia.
Fonte: "O Palácio da Pena -Turismo Cultural num Palácio Nacional" de Alexandre Garcia da Fonseca
Notícia do "Jornal da Região Sintra"de 13/11/2007
Proposta da CDU


Segundo o "Jornal da Região" desta semana uma nova proposta sobre este tipo de acesso ao Palácio da Pena foi avançada pela CDU. A proposta tem o objectivo de revitalizar o centro histórico de Sintra, além de adopção de medidas ao nível dos transportes, circulação e estacionamento, com destaque para uma proposta de implantação de um teleférico entre S.Pedro (Ramalhão) e o Palácio da Pena. O acesso proposto não seria a partir do Vale do Rio do Porto (Vila Velha)como foi equacionado no passado, adiantando que “aquela encosta está cheia de eucaliptos e de acácias, além de uma série de antenas, e o teleférico permitiria interligar vários transportes e aliviar a pressão automóvel no centro histórico”.
Esta proposta vem propor uma solução que deverá ser devidamente estudada, nos seus efeitos ambientais ,integrando-a na discussão em aberto sobre o grave problema da circulação e estacionamento automóvel de Sintra.
Posts relacionados:
-Ascensores e funiculares e teleféricos-pressionar
-Falta de estacionamento automóvel em Sintra-pressionar
-O vale da Raposa e silo-pressionar



sexta-feira, novembro 16, 2007

Imagens de Sintra



Legenda:Praia Grande ,Rio das Maçãs,Colares,Sintra/Estefânea
"Elevada a Paisagem Cultural do Património da Humanidade durante a 19ª Sessão do Comitè da UNESCO, ocorrida em Paris a 6 de Dezembro de 1995, Sintra é um imenso livro aberto cheio de imagens do Passado, emolduradas numa natureza fascinante."
-Retirado de uma edição da CMS, "Sintra património mundial" ,2004

quinta-feira, novembro 15, 2007

Reconstrução do Chalet da Condessa d'Edla

Reunião do grupo pró-restauro

Decorreu no dia 13 de Novembro na Escola Profissional Alda Brandão de Vasconcelos,em Colares,mais uma reunião do grupo cívico pró-restauro do Chalet da Condessa d’Edla,causa que desde 2006 a Alagamares e outros cidadãos abraçaram e cujo desenvolvimento têm vindo a acompanhar.Deferido que foi um financiamento do Financial Mechanism Office do EEE em 30 de Maio de 2007, decorrem trabalhos preparatórios no local,os quais já pudemos observar e aguarda-se pois pelo efectivo início das obras.

Algumas questões contudo devem ser esclarecidas:

-a verba é suficiente para todo o restauro ou é parcial?

-quem executa e fiscaliza o projecto da recuperação?

-está a ser tido em conta o trabalho de recolha que a Escola de Recuperação do Património de Sintra executou em 1999?

-a filosofia da intervenção passa por uma recuperação simples ou pela musealização do espaço?

-e os jardins e anexos envolventes?

-porque não um espaço dedicado ao Romantismo em Sintra?

Estas e outras questões pretende a comissão ver esclarecidas,indo solicitar ao abrigo do direito á informação e participação dos interessados nas decisões administrativas que lhe seja facultada informação detalhada sobre o processo e seu cronograma,bem como agendar iniciativas culturais e visitas durante todo o ano de 2008,em programa a ultimar brevemente.Todos não são demais no exercicio da cidadania activa,e assim a Alagamares e o grupo de cidadãos envolvido irá alargar a base de participação a outras associações culturais,bem como activar um fórum de participação no seu site da internet http://www.alagamares.net/ .Sendo que a lógica de conjunto de todo o Parque da Pena e os seus diversos edifícios deve prevalecer.O grupo pretende ser um colaborador activo neste processo,não sendo demais todos os que se queiram disponibilizar para o direito/dever de exercer a cidadania plena,na óptica do direito á fruição dos bens culturais.



Foto Alagamares

terça-feira, novembro 13, 2007

Outono no Parque da Pena

«As campinas retalhadas»
Cerrados bosques no centro,
Mimosos vales por dentro,
Fóra as serras penduradas;
Muitas águas prateadas,
Sempre verde a espessura,
Zefiro sempre em doçura,
Mil Satiros mil Silvanos,
Brandas ninfas , seus enganos,
«São de Sintra a formosura».


José Manuel da Câmara em «Espelho» 1935


O lago do cisne

Garça Real à beira do lago


segunda-feira, novembro 12, 2007

Reunião sobre a recuperação do Chalet da Condessa d'Edla


A Comissão pró-restauro do Chalet da Condessa d'Edla,constituída o ano passado,sob a égide da Alagamares,promove uma reunião de trabalho alargada dia 13 pelas 21h,na Escola Profissional Alda Brandão de Vasconcelos,em Colares,frente á Escola da Sarrazola.Compareça e dê o seu contributo cívico e técnico.Só os sintrenses podem sentir e melhorar Sintra.Abster-se de ter opinião é o mesmo que passar nas coisas como figurante,e nós queremos ser e somos actores deste microcosmos que é nosso!

Estudo de recuperação do Chalet, datado de 1996.Alçado leste


Post relacionado:

-Colocar o Chalet da Condessa no mapa do Parque da Pena-pressionar


Nota: Gravura do estudo do alçado do Chalet, encontrado em "Condessa d'Edla" de Teresa Rebelo

sábado, novembro 10, 2007

O Parque da Pena no Second Life

O portal do jornal “Expresso” tem um espaço dedicado á second life,( O Second Life também abreviado por SL) é um ambiente virtual e tridimensional que simula em alguns aspectos a vida real e social do ser humano.) e foi aqui que encontrámos hoje,uma notícia sobre a realidade virtual Sintrense –O Palácio e o Parque da Pena.


Na página do Jornal ”Expresso”
O mistério do Parque da Pena
O edifício que se ergue algures num espaço ainda vedado em Second Life é um ambicioso projecto: a reprodução do Palácio da Pena. Uma recriação como há poucas no mundo virtual.
José Antunes, enviado ao Second Life

"É nesse contexto que se deve olhar para este Palácio da Pena implantado dentro de Second Life. Como projecto nacional que é, é um exercício ambicioso, que já despertou interesse além-fronteiras. Afinal, escapa da repetição de criação de simuladores com os usuais locais de diversão nocturna, espaços para aluguer, e mais uns quantos módulos repetitivos de muitos "sims", procurando modelar de uma forma ostensivamente ambiciosa um dos ícones da arquitectura nacional. Que nem sequer é cópia dos castelos do Reno, como alguns por vezes sugerem, dado que os antecede em alguns anos.

Reunindo quatro simuladores para dar forma às dimensões do complexo, e com cerca de 30 mil "prims" - a matéria primordial ou tijolos de construção de Second Life - o Palácio da Pena está ainda em fase de produção, faltando-lhe muito para estar pronto. Até porque, evidenciam os sinais em redor, a simulação não se limita ao edifício, ordenando também elementos do conjunto do Parque da Pena, da Fonte dos Passarinhos à Capela do Alto de Santo António e aos Lagos, testemunhos de que a traça do parque, que faz conjunto com o Palácio, está no projecto virtual. Resta saber para que serve um simulador com esta dimensão, onde não parecem caber os habituais locais de "camping" que criam de forma artificial tráfego de avatares*."
*Avatare-Em informática, avatar é a representação gráfica de um utilizador em realidade virtual. De acordo com a tecnologia, pode variar desde um sofisticado modelo 3D até uma simples imagem.(Wikipédia)
Do second life, para a realidade do Parque da Pena.
-Ao cuidado dos Parques de Sintra- Monte da lua.

A entrada do Portão dos lagos não tem bilheteira... só de Verão!!!
-Dificuldade 1
-Quem utilizar os autocarros
no acesso ao Parque da Pena, e saia na paragem da entrada do Portão dos Lagos, terá que ir a pé até à bilheteira que se encontra na entrada do Castelo dos Mouros,subir (350m+-) para comprar o bilhete de acesso, e voltar de novo (350m+-) à entrada inicial...
-Dificuldade 2
-Quem utilizar o automóvel
para aceder á entrada do Portão dos Lagos, e pretender comprar o acesso, terá que avançar até à entrada do Castelo dos Mouros para obter o acesso, e se pretender voltar á primeira entrada terá que ir a S.Pedro de Sintra e voltar a subir a rampa da Pena, para voltar á entrada do Portão dos Lagos, porque o sentido descendente é proibido!!!

O lago seco
«Os lagos do Parque da Pena “aguardam apenas as próximas chuvas para voltar a servir de habitat a cisnes e peixes”, garante ao "Alvor de Sintra" João Tavares, vogal do conselho de administração da Parques de Sintra e Monte da Lua (PSML).»
No Alvor de Sintra( Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007 )

O Lago do Parque da Pena que aguarda que chova.