quinta-feira, janeiro 31, 2008

A reconstrução da Pensão Bristol na Vila Velha

A “reconstrução” da histórica Pensão Bristol na Vila Velha, obra embargada a pedido da CDU, depois de licenciada em 6/6/2006 pela CMS, aguarda desde 2006 decisão judicial.

Este processo, demonstra as contradições existentes sobre a forma de recuperar o património desta histórica Vila. A situação actual, envergonha Sintra, Património Mundial, e todos que são obrigados a olhar o mamarracho de betão que naquele local estava a crescer.

Este assunto já diversas vezes referido no “Rio das Maçãs”, continua em 2008, por resolver.


Prós e os contra em 2006

A favor da construção do novo imóvel :

–Consultor para o centro histórico
-Direcção Geral do Turismo
- Vereador do Turismo da CMS –João Soares
- O proprietário do Bristol .

-Contra/ou com dúvidas sobre a construção do novo imóvel :

- Arqueólogo José Cardim Ribeiro
- Plano de Urbanização de Sintra de Etienne de Groer
- Parecer do Comissário municipal para a paisagem cultural, e dos arquitectos consultores da equipa de Leon Krier, ( recomendaram alterações ao projecto )
- Associação de Defesa do património de Sintra (algumas dúvidas em relação a um corpo novo para acesso de deficientes motores).

Posts relacionados:
Pensão Bristol-pressionar
A reconstrução da Pensão Bristol na Vila de Sintra-pressionar

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Teatro infantil na Quinta da Regaleira


Estórias Aluadas

pelo Teatro TapaFuros
a partir dos textos de José António Guille, George Till, Luísa Barreto,
Maria Almira Medina, Rui Mário

encenação: Rui Mário

A Lua conta estórias. Sempre contou! Em noites de calor, quando dançam os pirilampos… Ou naquelas noites de cheiro a chuva, quando os gatos estão enroscados junto ao fogo de uma lareira…


A Lua gosta de segredar essas estórias, gosta de nos fazer sonhar, viajar por mundos nunca vistos. Se escutarmos com atenção, ouvimos uma canção que embala, que nos faz voar e rir! E viajamos para uma feira cheia de algodão doce e porquinhos de barro… Escutamos fadas a tilintar, escondidas em grutas que brilham! Descobrimos que as árvores falam e têm lições para nos ensinar… Dançamos com Columbina e comemos pão com Lua. Caminhamos pelas florestas e conversamos com as formigas, muito amigas…

Oficina das Artes – Quinta da Regaleira - Sintra

até 27 de Abril
sáb: 16h dom: 11h30


*fotografia: Sérgio Santos

terça-feira, janeiro 29, 2008

Praia das Maçãs : Curiosidades

Uma foto de uma interessante entrevista, de Maria Eugénia Neto, viúva de Agostinho Neto na revista do Única, do jornal "Expresso" de 5 Janeiro de 2008, com a legenda:

“Maria Eugénio e Agostinho Neto de férias na Praia das Maçãs, em 1962 antes da fuga de barco para Marrocos”

A legenda da foto, fez-me tentar saber um pouco mais da razão da presença de Agostinho Neto nos anos sessenta, neste acolhedor local. Não foi necessário uma grande investigação, pois José Alfredo da Costa Azevedo, em” Litoral e Planície saloia", descrevendo uma zona habitacional da Praia das Maçãs, escrevia :

Esta área muito ampla (Estrada da Tomadia), tem já bastantes vivendas (1984). Entre ela, existe uma, lá no alto, rodeada por densos pinhais, conhecida por «Casa das Palhas» que, segundo me informaram, pertence à sogra do Dr. António Agostinho Neto, falecido há uns anos e que foi o primeiro Presidente da República Popular de Angola, após a independência desta antiga colónia libertada da tutela portuguesa depois da revolução do 25 de Abril. Nesta casa, o Dr.Agostinho Neto, por vezes, fazia prolongadas estadias, umas para descansar e outras, o que também consta, para fugir à famigerada PIDE, com a qual teve alguns problemas, o que aconteceu a muita boa gente.”



Imagens da Praia das Maçãs (Inverno 2008)










segunda-feira, janeiro 28, 2008

Coisas do vinho de Colares

Adega Regional de Colares

“O genuíno Vinho de Colares é um vinho de mesa de previlegiada compleição, produzido com as uvas da casta Ramisco, cultivado exclusivamente nos terrenos de areia solta de origem terciária situados na região de Colares de cujo antigo concelho adoptou o nome.”O Vinho de Colares –1938


A Carta de lei, de 18 de Setembro de 1908, determinou que "os vinhos produzidos na freguesia colareja e nos terrenos areentos das freguesias de São Martinho e de São João das Lampas fossem tidos como vinho do tipo regional de Colares".

Legenda “A comissão de viticultores de Collares que entregou uma representação ao Sr. Ministro das Obras Públicas , solicitando uma marca privativa para os seus vinhos”. (Foto de Benoliel) Ilustração Portuguesa de 18 de Abril de 1910.

Anúncio publicado no Jornal “O Concelho de Sintra” em 1910

Em Agosto de 1931, é criada a Adega Regional de Colares.

Em 19 de Setembro de 1934, publicava-se o Estatuto da Região de Colares , outorgado no decreto lei nº24500, que se pode considerar como Carta-Magna do Vinho de Colares.

Actualmente a produção do Vinho de Colares é básicamente liderada por duas entidades:a Adega Regional de Colares e a Fundação Oriente.



sábado, janeiro 26, 2008

A Adega Viúva Gomes em Almoçageme

O edifício da adega e escritório foi construído em 1808, pela família Gomes da Silva, oriunda da Região de Loures, que possuía grande extensão de vinha e mais tarde dedicaram-se também ao comércio de vinhos da Região de Colares. De salientar a importância que esta abastada família teve para Almoçageme com a construção a expensas suas em 1926 do edifício da sede da Sociedade Recreativa e Musical de Almoçageme, actualmente- Cine –Teatro José Gomes da Silva, com 230 lugares sentados, que na altura seria uma das melhores no perímetro lisboeta.

José Gomes da Silva além de garantir trabalho e em alguns casos habitação aos que faziam parte do elenco da filarmónica, custeava as despesas de instrumentos, e mesmo os vencimentos do regente.
Inicialmente os vinhos eram produzidos em Almoçageme saindo de carroça para a Praia das Maçãs, onde existia um entreposto. Eram carregados em vagonetas que seguiam atreladas ao eléctrico até Sintra, prosseguindo depois para Lisboa de comboio. Nos inícios do século XX os principais viticultores da região eram Viúva Gomes & Filhos, tendo sido distinguidos com o Grande Prémio na Exposição Mundial do Panamá-Pacífico, em 1915. Durante a Guerra de 1914-1918, enviaram vinho de Colares para consumo dos soldados que combatiam na frente francesa .

Passando por vários proprietários desde a sua fundação, a Adega e toda a existência foi comprada em 1988 pela família Baeta, estabelecida em Sintra no negócio alimentar desde 1898, proprietária de uma Adega em Sintra, tendo a sociedade comercial Jacinto Lopes Baeta, Filhos Lda. ficado na posse de toda a existência, iniciando uma nova fase de comercialização dos vinhos, criando e engarrafando novas colheitas de vinhos de Colares, de modo a restabelecer o prestígio da marca Viúva Gomes. Iniciando a recuperação das instalações com novos tonéis de madeira ficando com uma capacidade de 105.000 litros.
Fontes :
-1892-1992 Cem anos de Vida e História da Sociedade Recreativa e Musical de Almoçageme
-Colares de Maria Teresa Caetano
-Página da Internet da Adega Víuva Gomes da Silva
Post relacionado:
-Sociedade Recreativa e Musical de Almoçageme-pressionar




sexta-feira, janeiro 25, 2008

Diz que é uma espécie de Museu da Vinha e do Vinho da Região Demarcada de Colares...

Mais uma vez o “Museu” da Vinha, prega-nos a partida de anunciar a abertura de um evento que se encontra fechado...
Aconteceu o ano passado no CEDCRAM nas Azenhas do Mar, acontece este ano na Adega Viúva Gomes em Almoçageme. Inaugurado no último sábado, o “Museu” da Vinha e do Vinho, no dia seguinte -Domingo, já se encontrava encerrado. Em Almoçageme deram-me a indicação que estaria aberto às terças e quintas-feiras.
Hoje quinta-feira,(16h00) encontrava-se encerrado. Por simpatia de um responsável da Adega Viúva Gomes, foi-me permitido a entrada no recinto, com a queixa de que ficou de lá estar alguém da “organização”- mas que não teria aparecido...

Este evento é financiado por apoios Comunitários e Nacionais num projecto que se chama TEIAS e que envolve quatro Instituições, a saber: - Associação Portuguesa para Análise do Valor, Associação Olho Vivo, Câmara Municipal de Sintra e Instituto das Comunidades Educativas.
O financiamento para este projecto, parece estar a ser muito mal aplicado, o “Museu” não passa de um pequeno conjunto de objectos sem muito interesse, para a história desta região demarcada, ( a 2ª depois Região do Douro), nem sequer serve como mostruário do famoso vinho ramisco, que tornou esta região conhecida . Mesmo a denominação de “exposição itinerante” parece neste caso ser já um exagero. Por outro lado é lamentável a CMS, fazer uma parceria com instituições que não tem condições para implementar os projectos a que se candidatam a fundos sociais europeus.
O distanciamento da Adega Regional de Colares, deste projecto é um facto , que se deve ter em conta.

A razão de voltar este ano a cometer os mesmos erros do ano passado, deveria merecer destas instituições uma análise profunda, e talvez começar a estudar outros projectos candidatos a fundos comunitários, de que tenham melhores condições para os implementar.

Posts relacionados sobre a exposição do ano passado:
-Conversas sobre o vinho de Colares nas Azenhas do Mar-pressionar
-De Museu a Exposição itinerante!-pressionar
-Museu da Vinha e do Vinho de Colares-pressionar






quinta-feira, janeiro 24, 2008

Muito alta tensão: Tribunal sugere acordo


S.Marcos-Sintra

Ontem, decorreu mais uma sessão no Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra, já na fase de alegações finais, relativa ao processo que opõe a Junta de Freguesia de Monte Abraão à REN. Em causa a linha de muito alta tensão - Fanhões-Trajouce.

A presidente do colectivo de juízes sugeriu um acordo entre as partes, a apresentar no próximo dia 31, "sob pena de produzir um acórdão que depois não tenha aplicação prática", após o acordo estabelecido entre a CMS e a REN para o enterramento da linha a custas da autarquia.


S.Marcos-Sintra

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Missão Chalet da Condessa (2008)

Na sequência do pedido escrito efectuado ao Monte da Lua-PSML-relacionado com o cronograma das obras,foi recebido ,assinada pelo administrador João Lacerda Tavares uma carta datada de 10 de Janeiro,com cópia do plano de recuperação(3 folhas) aprovado pela EEA GRANTS ,que separa o projecto em 3 fases autónomas:

1-TRABALHOS PREPARATÓRIOS E CONCEPÇÃO,com base no projecto de 1996,incluindo concepção das infra estruturas básicas(agua,electricidade,ventilação etc),incluindo projecto de visitas durante a reconstrução.Início-Julho 2007.Prevê 8 tranches mensais até Junho de 2009,para um total de 175.000 euros.
2-ADAPTAÇÃO DO LOCAL PARA VISITAS DURANTE OS TRABALHOS DE REABILITAÇÃO.Inclui acessos,circuitos,protecções,sinalética,pavimentos temporários,estaleiro,muros de suporte ,equipamento de protecção para trabalhadores e visitantes etcInício Abril 2007.Prevê 9 tranches até Junho de 2009,para um total de 200.000 euros.
3-TRABALHOS DE REABILITAÇÃOInício Outubro de 2007.Prevê 7 tranches até Junho de 2009,até um total de 551.500 euros.Esta fase inclui telhados,bem como pavimentos,paredes,e o global do edifício.Exclui os tectos.Depreende-se pois que as obras decorrerão até Junho de 2009 e de acordo com o projecto já feito em 1996.


Calendário de iniciativas para o 1ºsemestre de 2008 em torno do tema “Chalet da Condessa”-no Alagablogue



segunda-feira, janeiro 21, 2008

Petição em defesa do Serviço Nacional de Saúde

O Bloco de Esquerda iniciou ontem a recolha de assinaturas para a petição em defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e pelo fim das taxas moderadoras.

Entre os primeiros signatários da petição encontram-se o fundador do SNS António Arnaut, o deputado Manuel Alegre, e o recém-reeleito bastonário dos médicos Pedro Nunes.
O ministro da saúde, hoje em Sintra anunciando um novo hospital...público ou privado???

Manuel Alegre, signatário da petição

Para que o SNS não se transforme numa imensa frota de ambulâncias do INEM


A petição pode ser assinada aqui

domingo, janeiro 20, 2008

Os 50 anos da electrificação da linha de Sintra

Reprodução parcial de página do Jornal Comemorativo dos 50 anos de electrificação da linha de Sintra

Há 50 anos o jornal “A Voz de Sintra” escrevia que “ A oito dias sobre a data de 28 de Abril de 1957, que há-de ficar memorável nos anais da história do progresso das caminhos de ferro em Portugal, ainda não se apagou o eco das solenidades levadas a efeito nesta Vila, por motivo da inauguração do importante e extraordinário empreendimento da electrificação do caminho de ferro Lisboa-Sintra, que marca o renascimento de uma nova vida pelo indiscuível melhoramento que terá fecundas repercurssões de ordem económica em todas as regiões servidas por tal meio de transportes colectivos, mórmente da nossa terra, que fica assim dispondo de melhores e mais rápidos meios de comunicação, que se vão completar depois de concluída a nova estrada Lisboa-Sintra-Praia das Maçãs, em construção."
O comboio "histórico" dos 50 anos da electrificação da Linha de Sintra, uma UTE de 2ª geração, a UTE 2064.

A construção da linha de caminho-de-ferro de Sintra foi decidida em 1882 e oficialmente inaugurada em 1887. Integrada na linha do Oeste, com desvio para Sintra desde o Cacém, a Linha de Sintra começou a ser construída em 1883. Em 1957, procedeu-se à electrificação da linha, inaugurada em 28 de Abril do mesmo ano. Factor que gerou um grande desenvolvimento no Concelho de Sintra .

O regresso a Sintra 50 depois
Posts relacionados:
-Evocação dos 120 anos da linha de Sintra,na Biblioteca Municipal-pressionar
-A propósito dos 120 anos da linha de Sintra-pressionar
-Passageiros da linha de Sintra queixam-se da falta de segurança-pressionar

sábado, janeiro 19, 2008

O 50 anos da electrificação da linha de Sintra, manchados por estúpido acidente



A chegada a Sintra do comboio histórico que comemorava a viagem inaugural do primeiro comboio eléctrico da linha de Sintra acontecida à 50 anos, fica manchada por um estúpido acidente. Ao entrar na gare da Estação de Sintra a composição que tinha saído de Alcântara Terra, bate e arrasta uma plataforma metálica, que atinge um dos muitos espectadores com bastante aparato e com alguma gravidade, só por sorte não houve mais acidentes pessoais.

O ambiente de festa ficou estragado.

Explicação para que ninguém tivesse pensado que as composições antigas precisariam de um espaço de acesso à gare diferente das actuais, será uma questão que a CP deverá ter em consideração.

O momento exacto do impacto

O espectador atingido pelo embate da plataforma

Momentos após o acidente

Os danos provocados na plataforma metálica pelo embate

A vitima, após algum tempo de espera, já assistido pelos bombeiros


Cá fora cumprindo o programa, a Banda filarmónica de Pêro Pinheiro , com a sua actuação quebrava o ambiente motivado pela inusitada chegada da composição histórica a Sintra.



Nota:Os 50 anos de electrificação da linha de Sintra, será tratado em próximo post.













sexta-feira, janeiro 18, 2008

Os 7 anos da AIPR do Mucifal

A Associação de Idosos Pensionistas e Reformados do Mucifal comemora amanhã , 19 de Janeiro a passagem do seu 7º aniversário.

Esta instituição tem conseguido criar um espaço de actividade cultural e de ocupação de tempos livres aos idosos do Mucifal, digna de registo.

O programa de comemorações do 7º aniversário decorrerá durante este fim de semana.




quinta-feira, janeiro 17, 2008

Efeméride - Os 74 anos do Jornal de Sintra

No dia 7 de Janeiro de 1934 o Jornal de Sintra, iniciava a sua publicação, sem interrupção até aos nossos dias.

Leitor deste jornal de referência de Sintra, utilizador frequente dos seus arquivos de jornais, deixo aqui as minhas felicitações por mais este aniversário.

Desejando-lhe um longo futuro, que não será fácil numa altura em que os jornais gratuitos mesmo regionais inflacionam o mercado, nem sempre com a qualidade noticiosa que se espera de órgãos de informação.

Em 1-11-1942 o J.Sintra, noticiava as sua nova oficina -Legenda da foto:"...A simpática «Marinoni» e a primorosa «Johannisberg»,material todo adquirido a Polonio Basto & Cª do Porto, queridos e velhos amigos de todos nós..."

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Na foz do Rio das Maçãs


"Corre este rio que nasce no termo de Cintra, no logar do Lourel, de nascente a poente, e recebendo as aguas que se despenhão do alto da Serra, e de dois riachos que lhe entrão hum junto á quinta da Bréja, e outro junto ao tanque da varsea da mesma Villa, depois de haver feito moer varias azenhas e fertilizado os pomares que ficão nas suas duas margens com suas aguas (as quaes usavão por distribuição do almoxarife, sem pensão, os povos desta Villa) tomando o nome de Gallamares , desde o sitio de Ponte Redonda á varsea, e desta até o Oceano o de rio das Maçãs, vai alli morrer na praia denominada das Maçãs.”
CINTRA PINTURESCA –Visconde de Juromenha –1838

Um espontâneo banhista que quis participar na foto saindo das águas do Rio das Maçãs


No final do percurso, já na Praia das Maçãs aproximando-se do mar

Nota-Fotos obtidas hoje, em que o caudal do rio na foz é uma consequência da baixa pluviosidade da época.