terça-feira, abril 29, 2008

Acessos proibidos II

O silêncio e inércia daqueles que em Sintra têm o poder de gerir a coisa pública, têm nestas imagens o resultado das suas competências.

Acesso encerrado aos jardins e miradouro de Seteais pelo Grupo Espirito Santo/hotéis Tivoli com a conivência dos PSML e da autarquia Sintrense - Acesso que desde sempre e por imposição do povo de Sintra, foi público - em acta de reunião de Câmara de 9 de Agosto de 1800 pode ler-se :


“Povo de Cintra não consentais que se feixe o campo de Senteais”.

Jardins de Seteais sem acesso público por um ano!!!

Encerramento da estrada de Monserrate há longos meses, criando um grave problema de acesso a Colares.


Encerramento da estrada que dá acesso à Ribeira de Sintra a partir da Vila, há longos meses por motivo de uma obra de um muro, que de facto não impede a circulação naquele local.

Quem esteja na Vila ou Seteais e queira dirigir-se a Colares, terá graças à lentidão das “obras” naqueles dois locais de se dirigir à Portela de Sintra para através da Estefânea encontrar o caminho pretendido.
Post relacionado:
Acessos proibidos-aqui

segunda-feira, abril 28, 2008

Escola da Sarrazola EB2,3 sagrou-se Campeã Mundial (Medalha de Ouro) e o 3º lugar(Medalha de Bronze) por equipas em Campeonato Mundial de Orientação

Rebeca Assunção, Prof.Avelina Alvarez, Joana Macieira, Carolina Moreira, Marta Ferreira e Vera Miranda.

Decorreu em Edimburgo, de 25 a 27 de Abril , o Mundial Escolar de Orientação que contou com a participação da equipa de alunas da Escola de Sarrazola EB2,3 de Colares,constituida por: Vera Alvarez Miranda, Marta Ferreira, Carolina Moreira e Joana Henriques Macieira, Campeãs Nacionais da modalidade.

A participação da equipa portuguesa foi brilhante, Vera Alvarez Miranda obteve o primeiro lugar, e o título de Campeã Mundial,(Medalha de Ouro), na prova escolar D2 (nascidos em 93 e 94), numa distância de 3,7Km, e o terceiro lugar por equipas (Medalha de Bronze).

foto: Notícias da Minha Freguesia

domingo, abril 27, 2008

O Ponto Mais Ocidental da Europa

[...]
“Os japoneses que saem dos autocarros e correm a receber com orgulho andarilho, o certificado de presença na finisterra da Roca, e se perdem em enquadramentos rápidos de mar e abismo, 140 metros acima da espuma, não creio que procurem, nos 39º 47’ de latitude norte e nos 9º 30’ de longitude oeste deste esplendedor litoral, um tempo suspenso de chorões e tojo gatunho, nem a raridade do cravo romano.Não é essa a sua demanda, não é a Pedra da Ursa que desejam reter no breve estremecimento do Promontório da Lua, ainda que a fitem em feliz contra-luz ou a fotografem num enquadramento perfeito. O que silenciosamente procuram, creio, é a pura ideia de limite, de fim de caminho, a comunhão com o espírito do lugar, a maresia que se cola à pele no fim do Ocidente.”

Fernando Alves

Extracto do texto "Litoral" no "Sintra Guia"



sábado, abril 26, 2008

Acessos proibidos

Foto Cruz,Chaves-arq.foto.CML

Reedição (actualizada) de post publicado em 19 Março de 2008-04-25,
associando-me ao protesto, sobre o encerramento dos jardins e miradouro do Palácio de Seteais que sempre foi de acesso público.


Depois dos acessos proibidos no Parque da Pena, alegadamente por motivos de segurança de futuras obras de restauro do Chalet da Condessa, também o Palácio de Seteais tem o acesso impedido ao público durante um ano pelos mesmos motivos.O "Rio das Maçãs" associa-se às vozes que já contestaram esta medida tomada pelo concessionário ( hotel Tivoli, grupo Espírito Santo) daquele espaço - destacando os blogues “Alagablogue”, e o “Sintra do Avesso”, exigindo que os PSML,e a CMS criem uma solução durante o longo período das obras, que permita o acesso dos visitantes a um local, que tem uma vista impar para a Várzea de Sintra, como um dos ângulos mais interessantes do palácio da Pena, visto através do Arco de Seteais.
«Na segunda metade do séc XIX, o Campo(de Seteais) recaiu no domínio público , e os danos foram tantos que os descendentes e sucessores do Marquês de Marialva por três vezes tentaram fechar o terreno, por cuja conservação eram responsáveis. Mas o povo, cioso do seu direito, por três vezes impediu o ajardinamento do centro do Campo, que sucessivamente foi servindo para ali se realizarem jogos de futebol, concursos hípicos, feiras agrícolas e festejos populares, até que o Estado Português, em 1946, adquiriu ao ultimo proprietário, Conde Sucena, a casa e a quinta, livre de foros desde 1797, e também os domínios útil e directo do campo de Seteais. Hoje é a empresa concessionária do Hotel-Palácio quem se opõe às tentativas populares que de vez em quando procuram divertir-se no terreno relvado.»
História do Palácio e Quinta de Seteais-Estudos Sintrense II-Francisco Costa-1958
- Pedimos que contactem a Presidência da Câmara Municipal de Sintra presidencia@cm-sintra.pt e o Gabinete do Vereador da Cultura gabver.lpatricio@cm-sintra.pt solicitando esclarecimentos acerca do encerramento dos jardins públicos de Seteais, na sequência da controversa atitude do Grupo Espírito Santo há cerca de três meses.

sexta-feira, abril 25, 2008

Trinta e Quatro anos depois



Imagens RTP -Largo do Carmo, Lisboa 25 de Abril de 1974


Comunicado do Movimento das Forças Armadas dia 25 de Abril de 1974

Às 18h20m

Aqui posto de comando das Forças Armadas. Em aditamento ao último comunicado, o Movimento das Forças Armadas informa a Nação que conseguiu forçar a entrada no quartel da Guarda Nacional Republicana, situado no Largo do Carmo, onde se encontrava o ex-Presidente do Conselho e outros membros do seu ex-Governo.

O Regimento de Lanceiros 2, onde se recolheram outros elementos do seu ex-Governo, entregou-se ao Movimento das Forças Armadas, sem que houvesse necessidade do emprego da força que os cercava.

A quase totalidade da Guarda Nacional Republicana, incluindo o seu comando e a maioria dos elementos da Polícia de Segurança Pública, já se rendeu ao Movimento das Forças Armadas.

O M. F. A. agradece à população civil todo o carinho e apoio que tem prestado aos seus soldados, insistindo na necessidade de ser mantido o seu valor cívico ao mais alto grau. Solicita também que se mantenha nas suas residências durante a noite, a fim de não perturbar a consolidação das operações em curso, prevendo-se que possa retomar as suas actividades normais amanhã, dia 26.
Viva Portugal!

quinta-feira, abril 24, 2008

Acordai! - Canções Heróicas



Acordai - Coro da Faculdade de Economia do Porto

Acordai

acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz

Acordai
acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações

Acordai
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!

*Poema de José Gomes Ferreira, e música de Fernando Lopes Graça.

As “Canções heróicas” compostas por Fernando Lopes-Graça faziam parte do repertório do Coro da Academia dos Amadores de Música de que Fernando Lopes- Graça foi fundador em 1944 e maestro. A sua militância politica de oposição ao regime do Estado Novo, valeu-lhe prisões várias o exilio em Paris, e proibição de ensinar no Conservatório Nacional, no ensino particular e a interdição da execução das suas obras musicais em público. O Coro após a sua morte passou a denominar-se "Coro Lopes-Graça da Academia de Amadores de Música".

quarta-feira, abril 23, 2008

Abril de Cristina Branco



Avenida de Angola

"Sem sentimentalismos, sem rodeios, como o Sr. José Afonso era. O Zeca, o nosso Zeca, porque faz parte do imaginário contestatário, do gira-discos, do canto amigo. O Zeca foi e será sempre um exemplo de simplicidade, de convicção (mesmo quando dizia que nem sequer gostava de cantar!). É assim o amigo da minha adolescência, o amigo do meu canto, da minha busca pessoal.
Não trazemos nada de novo, vimos apenas lembrar. Até logo, companheiro! "


Cristina Branco

terça-feira, abril 22, 2008

A Guerra Colonial de 1961-1974





Memórias de um tempo que passou, mas que não deve ser esquecido.

Panfleto de acção psicológica


Custos em vidas dos treze anos de guerra (1961-1974)

Total de militares mortos nos três teatros de guerra: Angola, Moçambique e Guiné- Bissau - 8 290

Total de deficientes militares que adquiriram deficiência permanente nos três teatros operacionais de Angola, Moçambique e guiné-Bissau - 15 507


Fonte: Guerra Colonial-Ed.Diário de Notícias

segunda-feira, abril 21, 2008

sábado, abril 19, 2008

Festival de Música no Estoril (Salesianos ) em 1970

Em Agosto de 1970, estava anunciado um festival de música no Estoril, no recinto do Colégio dos Salesianos.
Foto:João Aldeia

O cartaz do festival anunciava alguns “conjuntos” da época, o “Quarteto 1111 “ os “Chinchinlas” e os “Sindikato”. José Cid integrava os “1111” e o Jorge Palma os “Sindikato”, também para este festival estavam anunciados os nomes de Zeca Afonso, e Adriano Correia de Oliveira.

O Festival musical era organizado por várias pessoas entre elas José Nuno Martins.

Em 1970 Alfredo César Torres era Presidente da Junta do Turismo da Costa do Sol.

No Estoril uma multidão de jovens aguardava o inicío do Festival, o que não chegou a acontecer, pois em vez da música surgiu uma violenta carga da policia de choque com cães - presenciei imagens que nunca mais esqueci - e a violência de uma carga policial sobre uma multidão jovem em pânico ao longo da marginal do Estoril.

Este era o ambiente de um Portugal que o 25 de Abril de 1974 veio alterar.

Foto: João Aldeia
Portugal em 1970

1970-O Presidente de Conselho de Ministros era Marcelo Caetano , o regime de então reconhecia só a existência de um único partido politico a Acção Nacional Popular que tinha como Presidente da Comissão Central o mesmo Marcelo Caetano.

Março de 1970-Diversos presos politicos detidos no Forte de Caxias são violentamente espancados por guardas prisionais como castigo por terem liderado um movimento de protesto contra as condições existentes na prisão.

Abril de 1970- A Organização Internacional do Trabalho (OIT) ,condena mais uma vez o governo português pela violação sistemática dos direitos sindicais.


Maio 1970- Manifestações comemorativas do 1ºde maio realizadas em diversas localidades do país (sobretudo em Lisboa, no Ribatejo e no Alentejo) são violentamente reprimidas pelas forças policiais. Vários manifestantes são ferido e outros detidos.

Dezembro 1970- Motivado por reivindicações de natureza sindical mas também de âmbito politico, ocorrem em várias zonas do país greves e outro tipo de manifestações de protesto. As forças policiais intervém com a habitual violência, contando muitas vezes com a colaboração dos empresários

Notas:
Fotos do Festival de Música do Estoril, site, de João Aldeia.
Foto de baixo, encontrada em " Da Resistência à Libertação" da Sec. de Estado da Comunicação Social-DGD ed. Abril 1977-Fotos de diversos Fotógrafos
Fontes:Site de João Aldeia
- História de Portugal em datas-Circulo de Leitores



sexta-feira, abril 18, 2008

Comandante dos Bombeiros Voluntários de Sintra critíca a intervenção politica no trabalho dos bombeiros


Imagens do incêndio de Agosto de 2007, em Janas

De uma entrevista ao "Alvor de Sintra" do Comandante do B.V.S. transcrevemos:

«Os bombeiros que combateram em Agosto o incêndio responsável pela devastação de mais de 200 hectares de floresta no concelho de Sintra poderiam ter evitado parte dos danos com menor intervenção política nas operações, considera Manuel Beja, comandante dos Bombeiros Voluntários de Sintra. Ao Alvor de Sintra, o comandante admite que “quando chegam certas entidades comando sai das mãos de quem coordena os meios o teatro de operações e é difícil fazer um bom trabalho”.»

O "Alvor de Sintra", iniciou ontem a publicação de uma entrevista com Manuel Beja, Comandante dos Bombeiros Voluntários de Sintra onde tece fortes criticas, à coordenação do ataque ao incêndio que no mês de Agosto de 2007 “ reduziu a cinzas várias manchas verdes em Pernigem, Janas, Nafarros, Várzea de Sintra e Carrascal, as máquinas de rastos “deveriam ter dado entrada nas áreas mais críticas, mas foram para outros locais, explica Manuel Beja ao "Alvor de Sintra". O resultado foi a retirada forçada de veículos de combate a incêndios e homens, ameaçados pelas chamas, com falta de água e sem as máquinas para desbravar a área florestal mais próxima. “Foi mais uma parte que ardeu e deixou os bombeiros malvistos”.


O Comandante dos Bombeiros Voluntários de Sintra, afirma que está de acordo com “a limpeza de “espécies invasoras” como a acácia ou o pitósporo, em curso até ao início do ano nos parques florestais de Sintra. Manuel Beja considera que “toda a matéria combustível que possamos eliminar pode fazer parte de uma estratégia de prevenção”.


Mas também está preocupado com as florestas que se encontram fora da área protegida . “Os sapadores limpam as florestas, mas esse já é um trabalho complicado se pensarmos no caso dos cidadãos particulares, que por vezes não têm capacidade para o fazer, nas matas que possuem”.Criticando a " burocracia que complica tudo."

Texto integral do "Alvor de Sintra"-aqui

quinta-feira, abril 17, 2008

Bilhete de Colares

Praia da Adraga
Longe da Várzea

“Quando o Senhor Doutor escreve sobre os passarinhos que o Senhor Doutor sabe os nomes a cantarem de madrugada ou ao pôr do sol, ou sobre os banhos que toma na Adraga às seis da manhã no inverno entre correntes e contracorrentes, ou sobre as paisagens com as árvores e as flores todas tintim-por-tintim que o Senhor Doutor e a Madame conhecem durante os passeios que dão a pé a Monserrate, a Mafra, à Ericeira, ou sobre a vida dos cães e dos gatos cá de casa. Palavra, Senhor Doutor, gosto tanto que até tirei fotocópias na Várzea e muitas noites, quando cá fico, releio essas páginas na cama, antes de apagar a luz.”

José Cutileiro
Bilhetes de Colares
De A.B.Kotter (1993-98)

quarta-feira, abril 16, 2008

Trinta e quatro anos antes de Abril


A NAU PORTUGAL

A arte do “desenrascanço” característica peculiar dos portugueses em todas as épocas está bem demonstrada neste filme propagandístico, realizado por Leitão de Barros, durante a Exposição do Mundo Português em 1940.




Exposição visitada por mais de três milhões de visitantes entre 23 de Junho e 2 de Dezembro de 1940, destinada a comemorar simultaneamente os centenários da Fundação do Estado Português 1140 e da Restauração da Independência em 1640.

A exposição serviu ao Estado Novo para exibir o seu ideário e também glorificar o Império Português.

Não consta a informação mas é de suspeitar que neste caso da Nau «Portugal», não tenha havido responsáveis pelo “naufrágio” inaugural - prática muito utilizada ainda hoje neste Portugal do Sec.XXI.

Imagem encontrada na Hemeroteca Digital da CML

terça-feira, abril 15, 2008

Rainer Ehrt, vence o IV World Press Cartoon de Sintra

O artista alemão, Rainer Ehrt venceu na última sexta-feira o grande prémio do “IV World Press Cartoon", com um desenho de uma “Torre Babel", publicada no jornal alemão “Eulenspiegel” em Março de 2007.

O cartoon premiado, recria a famosa obra de Pieter Bruegel "The tower of Babel", habitada numa versão do século XXI ,representando a União Europeia alargada agora a 27 países.

Em segundo lugar o português António Jorge Gonçalves , na categoria de cartoon editorial, com um trabalho de extrema actualidade e que retrata o “Dalai Lama” como um urso panda aprisionado numa gaiola.
António Jorge Gonçalves, desde 1978 publica banda desenhada. Actualmente publica semanalmente cartoons no suplemento do ”Público", o “Inimigo Público”.

segunda-feira, abril 14, 2008

Homenagem a Zeca Afonso em Mem Martins

Homenagem a Zeca Afonso

Dia 20 de Abril, pelas 18.30 horas no Atrium Chaby em Mem Martins.

Concerto musical pela dupla Paulo Lawson e Luis Santos

*Foto encontrada na capa do LP, «Venham Mais Cinco»

domingo, abril 13, 2008

Memórias de José Afonso

De volta ao baú das memórias, um recorte do jornal "República" de 1973(?), sobre um recital que não aconteceu.Proibido pelo Governo Civil com a parceria activa da polícia de choque...

Também do jornal "República" de 1973, uma reclamação de Zeca Afonso sobre a qualidade da prensagem do vinil (LP), "Venham Mais Cinco", hoje já editado em CD.

Nota: Nos próximos dias até 1 de Maio, iremos publicar vários posts, sobre um tema que alterou profundamente a vida dos portugueses: O 25 de Abril.


sábado, abril 12, 2008

Cartoons em Sintra

A partir de hoje até 11 de Maio, o World Press Cartoon está em Sintra no Museu de Arte Moderna (antigo Casino).
A caricatura de António Augusto Carvalho Monteiro «Monteiro dos Milhões»
-Quinta da Regaleira.

sexta-feira, abril 11, 2008

O Plano Geral de Urbanização de Sintra e a especulação imobiliária - resultados

Pensão Bristol - Vila Velha
A Vila Velha está a tornar-se um sítio confrangedor para qualquer amigo de Sintra. Há edifícios com história, desventrados e embargados outros deliberadamente fechados sem obras, a aguardar que a especulação imobiliária e o tempo façam os seus efeitos...

A Casa da Gandarinha, o Hotel Netto são dois exemplos, e desde 2006, a “recuperação” embargada da Pensão Bristol - transformada neste momento num enorme bloco de betão e agora, devido a uma decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra sem licenciamento camarário para a recuperação, que foi declarado nulo.

A decisão condenou ainda a autarquia por "litigância de má-fé", nomeadamente pelo desconhecimento demonstrado das regras do Plano Geral de Urbanização de Sintra. Sendo a decisão de 1ª instância, pode-se imaginar o que irá acontecer no futuro.

Pensão Bristol - Vila Velha
A autarquia Sintrense que decidiu recentemente alienar património de Sintra no centro histórico, não tem feito o que deve para defender e gerir o tesouro que tem nas mãos, deixando que Sintra se torne uma Vila cheia de ruínas.

Hotel Netto-Vila Velha
Infelizmente, há sérios sinais que indicam que a especulação imobiliária e os interesses particulares, possam vencer esta guerra contra a história de Sintra e os que pretendem a preservação de um património, ainda classificado com “Património da Humanidade.”

Casa da Gandarinha -Vila Velha

Nota: O embargo da obra , foi desencadeada por uma queixa do vereador Baptista Alves (CDU), que alertou que o aumento da área de construção admitido no projecto, em pleno centro histórico de Sintra, e na área classificada como património mundial pela UNESCO, violava o plano de Groer.


quinta-feira, abril 10, 2008

Museu Anjos Teixeira

Homem com o polvo-Anjos Teixeira

A Casa Museu Anjos Teixeira, está instalada na Volta do Duche,(muito perto do imóvel, propriedade da autarquia que estava destinado a Museu Dorita Castel –Branco, neste momento com a intenção de ser colocado em hasta pública).

Pedro Augusto dos Anjos Teixeira (1908-1997), legou em 1974 à autarquia Sintrense todo o seu espólio e parte das obras de seu pai Artur dos Anjos Teixeira(1880-1935). As obras destes dois mestres escultores estão reunidas neste mesmo espaço, que abriu ao público em 1976.

A Câmara Municipal de Sintra avisa-nos agora do seu encerramento até 30 de Junho, para obras de requalificação que irão decorrer no interior do edifício.



quarta-feira, abril 09, 2008

Quinta dos Lagos na Estefânea de Sintra- Actualização

A legenda da fotografia : "As novas construcções de Cintra, começam também a adquirir um certo caracter de elegancia.Damos hoje a photografia da casa do sr. Fernando Formigal de Moraes, recentemente construida na Variante da Estephania, cuja capella foi benzida a semana passada pelo sr. Arcebispo de Mytilene."(Fotos: Novaes, na "Ilustração Portuguesa" em 1909)
Publicámos diversos posts sobre Fernando Formigal de Morais, hoje actualizamos, mais alguns dados sobre o palacete, da Quinta dos Lagos, mandado construir em 1907 - segundo projecto do Arq. Francisco Carlos Parente, pelo primeiro Presidente da Câmara de Sintra, após a implantação da República em 1910.
Foto actual
De um texto sobre a Quinta dos Lagos, publicada em “Quintas e Palácios nos Arredores de Lisboa “de Anne de Stoop editado pela livraria Civilização em 1986. transcrevemos:

“Decorada com grande requinte, a casa é rodeada por um jardim regado por águas abundantes, provenientes das antigas canalizações de origem moura. Muito pitoresco, este é pontuado por lagos que dão o nome à quinta e por pavilhões como um templozinho circular em ruínas ao gosto do séc. XVIII.”

“Na fachada da casa, vãos em asas de cesto, e de volta perfeita coexistem como uma «loggia» Renascença e uma torre muito alta, evocando as das cidades medievais italianas com relógio de torre sineira nórdica.”

“Fernando Formigal de Morais não usufruiu muito tempo desta mansão. Arruinado suicida-se pouco tempo depois de ter dado um baile memorável a que assistiu o Rei D.Manuel II.”

“Comprada por um tal Sr.Anderson, cônsul geral da Dinamarca”, a Quinta também teve como proprietários a familia Sibourg e ex-Presidente do Brasil José Sarney.



terça-feira, abril 08, 2008

A Escola Industrial e Comercial de Sintra - Notas históricas

Foto:a” Escola Velha”

Decorria o ano de 1959, quando o Concelho de Sintra teve a sua primeira escola Industrial e Comercial, ela visava o ensino Técnico como alternativa ao ensino liceal ministrado em Sintra no antigo liceu (Casino hoje Museu de arte Moderna), e também em Queluz. A Escola Industrial e Comercial de Sintra foi criada pelo Decreto-Lei n.º 42.368 de 4 de Julho de 1959 e veio a ser construída em Agualva-Cacém.

A Escola Técnica do Cacém, construída inicialmente num edifício inestético e pouco funcional, obrigou em 1963, devido ao aumento da população escolar, à construção de um novo e moderno estabelecimento no terreno adjacente - as instalações actuais da Escola Secundária Ferreira Dias.
Foto: a “Escola Nova”
Na Escola Industrial e Comercial de Sintra foram criados os seguintes cursos: Ciclo Preparatório do Ensino Técnico; Curso Geral do Comércio; Curso de Formação Feminina; Curso de Formação de Serralheiro; Curso de Formação de Montador Electricista e três cursos em regime de aperfeiçoamento: Curso Geral de Comércio; Curso de Formação de Serralheiro e Curso de Formação de Montador Electricista, anos mais tarde a Secção Preparatória para o Instituto Comercial.

A população escolar* aumentou rapidamente. De 201 alunos, 7 turmas e 9 professores, no ano lectivo de 1959/60, passou para 4312 alunos, 137 turmas e 180 professores, no ano lectivo de 1967/68, atingindo o número recorde em Portugal, na década de 70, de 6000 alunos, tendo este número vindo a diminuir, gradualmente, nos últimos anos.


Demonstração de ginástica em 1968
A população escolar desta nova escola no Concelho de Sintra era oriunda de todo o Concelho, e todos dias os jovens estudantes (10/11 anos, para o 1º ano do Ciclo preparatório), levantavam-se de madrugada dos limitrofes do Concelho - Pero Pinheiro, Vila verde, e mesmo de zonas do Concelho de Mafra, para se deslocarem durante várias horas nos poucos transportes colectivos que nos anos sessenta existiam,(autocarros e o comboio) para o Cacém, perdendo várias horas na ida e volta às suas casas ao fim do dia.
Em 2008, este cenário parece inacreditável , mas era assim, Portugal há 50 anos.
Memórias da Escola- Carteira em plástico com logotipo, e cartões de identificação de aluno e da Mocidade Portuguesa
O ensino técnico, criado nessa altura, como alternativa ao ensino liceal, tinha em vista formar profissionais em diversas áreas, preparando-os para enfrentar o mercado de emprego. O denominado ensino técnico tinha também uma carga socialmente discriminatória, porque inevitavelmente as classes menos favorecidas economicamente colocavam os seus filhos no ensino técnico, enquanto a classe média/alta escolhia a via liceal , com o objectivo do acesso ao ensino superior.
Já não mencionando o facto de no ensino técnico existir fardamento , para rapazes - fato de macaco de ganga, e para as raparigas batas com diversas cores conforme o curso que frequentavam, coisa que não acontecia no ensino liceal.

Memórias da Escola-Capa de Caderno
O Decreto n.º 457 de 28 de Outubro de 1971 separou a Escola Industrial e Comercial de Sintra em duas escolas: a Escola Industrial Ferreira Dias e a Escola Comercial Gama Barros. Estas escolas funcionaram no mesmo edifício enquanto a Escola Gama Barros não possuiu instalações próprias.

O processo de separação das instalações das escolas foi demorado, só se tornando definitivo em 1 Outubro de 1985.



*Dados que constam no livro "DEZ ANOS DE ACTIVIDADE DA ESCOLA INDUSTRIAL E COMERCIAL DE SINTRA"
(Publicação comemorativa do 10.º aniversário da E.I.C.S.)

Notas:
Fonte consultada:Site da Escola Secundária Ferreira Dias (Cacém)
Fotos: Escola Velha e Escola Nova-(Site Escola Ferreira Dias)




domingo, abril 06, 2008

Postal do Lourel - Sintra

Imagens da bucólica rua do Boialvo, no Lourel

1-O rio que passa îunto á Villa chamace /O Rio das Massáns, e nasce do Termo de / Cintra îunto ao lugar do Lourel?/
2:-Nâo nasce Logo caudelozo; mas corre / todo o Ano?/
3:-Entraô nelle dou rio, pequenos, que / vem da Cerra de Cintra ; hum entra îunto as ca/zas do Tanque da Vargem desta d.ª /Villa?/(...)

Nas Memórias Paroquiais-1758