domingo, maio 31, 2009

IV encontro alternativas em Sintra

Termina hoje, nos jardins da Biblioteca Municipal de Sintra a IV Edição do Encontro de Alternativas de Sintra.

No sábado estivemos lá:
Nos jardins da Biblioteca de Sintra (Casa Mantero)
Palestras
Serra,Luas e Literatura (João Rodil)
Defesa do Património Mundial de Sintra (Fernando Morais Gomes)

sábado, maio 30, 2009

Praia da Adraga



A praia da adraga é uma praia situada no concelho de Sintra, perto de Colares e de Almoçageme, em Portugal, encontrando inserida no Parque natural de Sintra-Cascais.

O acesso à praia é feito a partir de Almoçageme, através de uma estrada sinuosa, que vai descendo até revelar o areal e o mar, que se escondem por entre falésias e rochas erguendo-se no azul límpido da água salgada.

Espalhadas pelo areal, existem diversas rochas escuras, que lhe conferem uma personalidade própria, combinando a paisagem de montanha, com a paisagem de praia.

Dispõe de um parque de estacionamento, que se pode revelar insuficiente durante o Verão, dado o elevado número de turistas que lá acorre. No mesmo local, existe também um restaurante.

Em 2003, a praia da adraga foi considerada, pelo jornal britânico The Sunday Times, uma das 20 melhores praias europeias, na opinião dos seus jornalistas e leitores.

É tolerado o nudismo, na zona norte da praia.

Texto encontrado -aqui
Fotos em 12-05-2009

sexta-feira, maio 29, 2009

Quinta dos Lagos em Sintra

(imagem maps.live.com)

N
a sequência do post, em que mencionamos a referência feita, pelo “Jornal Pequeno” do Estado do Maranhão, ao “Rio das Maçãs” e face ao grande interesse demonstrado no Brasil, pela Quinta dos Lagos em Sintra, retomamos hoje o tema, com imagens ainda não publicadas neste blogue.


"(...) Uma torre muito alta evoca as das cidades medievais italianas, com um relógio de torre e sineira nórdica. Como contribuição portuguesa, painéis de azulejos azuis e brancos e conchas barrocas acompanham dois episódios da vida de Santa Amália, primeiro coroada e segurando na mão uma cruz e um livro, e depois flutuando sobre um peixe. Decorada com grande requinte, a casa é rodeada por um jardim regado por águas abundantes, provenientes das antigas canalizações de origem moura. Muito pitoresco, esse jardim é pontuado por lagos que dão nome à quinta. O pintor J. Pinto ornamentou o mirante medieval."

Texto de "Quintas e palácios nos arredores de Lisboa", de Anne de Stoop
"As duas torres feudais que ladeiam uma magnífica grade art nouveau anunciam desde a entrada do jardim o ecletismo da Quinta dos Lagos."*

Fotos da inauguração da casa de Fernando Formigal de Morais em 1909
Clicar nas imagens para ampliar

Fotos de Benoliel,publicadas na revista"Brasil- Portugal" nº255, de 1 de Setembro de 1909

Post relacionado-aqui
* Em "Quintas e palácios nos arredores de Lisboa", de Anne de Stoop

quinta-feira, maio 28, 2009

Mais de dois milhões de euros para remover lixo acumulado na estação de tratamento de Trajouce

O tratamento do lixo a cargo da empresa intermunicipal TRATOLIXO, dos Concelhos de Sintra, Oeiras, Cascais, e Mafra, não têm sido nada bem tratado, em Trajouce - criando um grave problema ambiental.
Em Sintra a oposição politica camarária, parece que também tem andado distraída com este problema de saúde pública, que se arrasta pelo menos há 10 anos...

Sem mais comentários, ficam aqui excertos de notícias sobre esta grave questão publicadas recentemente:
Expresso
Domingo, 12 de Abril de 2009

«Quatro das maiores autarquias da Grande Lisboa - Oeiras, Sintra, Cascais e Mafra - arrastam há mais de dez anos uma situação deficiente no tratamento do lixo. O alarme soou agora com um relatório encomendado pela empresa intermunicipal que gere os resíduos sólidos urbanos - a Tratolixo. O presidente da empresa assumiu ao Expresso que "embora não se possa falar de intenção deliberada houve laxismo nas opções tomadas durante anos". "A situação exige uma intervenção rápida. Há solos contaminados, esperemos que a contaminação não tenha atingido o lençol freático (as águas subterrâneas)", afirma Domingos Saraiva, o presidente do conselho de administração da Tratolixo.
À frente da empresa desde 2007, Saraiva diz que encontrou uma unidade de tratamento de resíduos "esgotada" e "absolutamente deficitária", o que levou à acumulação de mais de 150 mil toneladas de resíduos nos solos circundantes, cuja perigosidade "está a ser avaliada". Há 15 dias recebeu o relatório da empresa especializada a quem pediu que estudasse a situação e enviou-o às autoridades competentes »

TVI
27-03-2009

"A Tratolixo vai gastar mais de 2,5 milhões de euros na remoção de toneladas de lixo acumulado na estação de tratamento de Trajouce, cujos solos terão sido contaminados estando ainda a ser avaliada a sua perigosidade, avança a agência Lusa. O presidente do conselho administrativo da Tratolixo, Domingos Saraiva, afirmou esta sexta-feira à agência Lusa que foram encontrados nos terrenos cerca de «150 toneladas de resíduos» acumulados há vários anos e cuja perigosidade ainda está a ser avaliada.

«Detectámos esse problema e naturalmente que mantivemos as autoridades ambientais informadas do processo», referiu, acrescentando que a solução encontrada pela empresa para a retirada do lixo poderá custar entre 2,5 e 10 milhões de euros. A verba envolvida está dependente do grau de dificuldade da operação e do tipo de resíduos ainda a ser avaliados."
*Imagem TVI


CIDADANIA QUELUZ
Jornal online
«A Deputada Alda Macedo, do Bloco de Esquerda, fez um pedido de esclarecimento onde refere que a empresa Intermunicipal Tratolixo “gerou uma lixeira incontrolada e um problema ambiental grave em termos de contaminação de solos e de águas subterrâneas.” A empresa Tratolixo é uma empresa criada pelos concelhos de Sintra, Cascais, Mafra e Oeiras para o tratamento do lixo. Apesar dos impostos pagos no sentido de haver esse tratamento, a Tratolixo acumulou ilegalmente “150 mil toneladas de resíduos” o que levou à contaminação de solos e águas subterrâneas.»

quarta-feira, maio 27, 2009

Roubo de estatuária em Colares

O portão da Quinta da Fonte Velha antes do roubo

Colares está mais pobre, a coberto da noite foram roubadas dois bustos, que encimavam as colunas do portão da Quinta da Fonte Velha.

Alertados pelo
Nuno Saraiva, fomos ao local, que "agora já não é o mesmo", como nos confidenciou um morador da zona.

Colares que não é muito rica em estatuária perdeu dois valiosos elementos escultóricos setecentistas.


O Portão da Quinta da Fonte Velha hoje
O que resta da acção criminosa



Quinta da Fonte Velha referida por Maria Teresa Caetano em “Colares”:


“ Bento Dias Pereira Chaves, sargento-mor de Colares em 1757, construiu o actual palacete e, em 1778 instituiu o morgadio que englobava as seguintes quintas:Urca da Serra (Prazo da Rainha),Fonte Velha, Fieis de Deus ou da Porta(actual Quinta Mazziotti) ,Costa do Lago, Conde,Espogeiro e Pombeiras.O morgadio foi herdado por seu filho, José Dias, que lhe introduziu alguns melhoramentos.”

Posts relacionados:
-Colares
-Quinta Mazziotti

terça-feira, maio 26, 2009

O estacionamento automóvel em Sintra

Parque de estacionamento na Portela de Sintra

Sintra tem vários problemas, um deles e talvez o mais critico é a falta de estacionamento automóvel, principalmente durante os fins de semana, e nos meses de Verão - altura em que Sintra sofre uma invasão de visitantes, para a qual não tem resposta em locais de estacionamento automóvel.

Os parque periféricos sempre falados nas alturas em que se discute esse assunto, nunca se concretizaram, e ano a ano o problemas agrava-se. Recentemente o BE levantou dúvidas e questionou o Ministério do Ambiente, sobre o projecto da PSML de criar um parque de estacionamento na Tapada do Mouco.

Curiosamente o presidente da Câmara, Fernando Seara, diz ter total desconhecimento desse projecto, quando a CMS é acionista da PSML, sendo o verador João Lacerda Tavares, também administrador da PSML.

Esta nova proposta, de uma zona de estacionamento na Tapada do Mouco, junto à Quinta de Vale Flor, tem riscos , pois aumenta a pressão automóvel numa zona sensível da Serra de Sintra - afectada desde 2007, com a actual politica de desarborização levada a cabo pela PSML.

A solução ideal talvez não exista, mas a criação de parques de estacionamento periféricos com alguma capacidade de estacionamento e ligações à Vila Velha, ao Palácio da Pena e Castelo dos Mouros em transportes públicos com bastante frequência ao custo do valor do estacionamento, poderia ser uma solução para este grave problema. Convém ter presente a média de quatro mil visitantes diários, que no Verão já usam o autocarro para chegar ao Palácio da Pena e ao Castelo.

segunda-feira, maio 25, 2009

"Rio das Maçãs" referido no Brasil por causa da Quinta dos Lagos em Sintra

“Rio das Maçãs” é referido na edição de hoje, numa investigação jornalística do jornal brasileiro “Jornal Pequeno” sobre a compra através de um “offshore” sediado no Panamá, pelo ex-presidente José Sarney, da Quinta dos Lagos em Sintra.

«SENHOR FEUDAL - JOSÉ SARNEY 'ESCONDEU' DA JUSTIÇA CASTELO EM PORTUGAL

Quinta dos Lagos foi comprada no final de sua presidência, por meio de uma ‘offshore’ com sede num ‘paraíso fiscal’

Castelo, em estilo que lembra o período medieval, teria sido do presidente do Senado por pelo menos quatro anos


POR OSWALDO VIVIANI
De Sintra, Portugal

24 de maio de 2009 às 11:03

(...) Reportagem investigativa - A compra da Quinta dos Lagos e a ligação da Almonde Securities com José Sarney foram divulgadas pela primeira vez numa reportagem de autoria da jornalista Maria do Rosário Lopes, publicada, pouco tempo depois da aquisição do castelo, pela revista portuguesa "Olá", um suplemento do jornal "Semanário". O JP teve acesso à publicação na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa.

A matéria é intitulada - como o romance policial de Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão - "O mistério da estrada de Sintra". Nela, a repórter Maria do Rosário informa que o procurador da Almonde Securities em Portugal, na época, Carlos Aguiar, embora não tenha negado a compra da Quinta dos Lagos por José Sarney, "recusou-se a prestar maiores esclarecimentos".

A aquisição do castelo por Sarney - concretizada quando ele ainda era presidente da República - foi confirmada à repórter Maria do Rosário pela vizinhança da propriedade e por uma caseira, identificada como Maria José. Esta afirmou à jornalista que o negócio envolveu "uns brasileiros, gente importante, parece que era o Sarney". Além da reportagem da revista "Olá", o blog http://riodasmacas.blogspot.com, que descreve lugares e curiosidades de Sintra, posta há bastante tempo a informação de que José Sarney foi um dos donos da Quinta dos Lagos (buscar no google "quinta dos lagos rio das maçãs"). "Comprada [depois da morte do primeiro dono, Fernando Formigal de Morais] por um tal senhor Andersen, cônsul geral da Dinamarca, a quinta [dos Lagos] também teve como proprietários a família Sibourg e o ex-presidente do Brasil José Sarney", diz o blog. O que se pergunta é: se Sarney já negou "cabalmente" ter sido algum dia dono do castelo, por que não exigiu até hoje que a informação fosse excluída do blog? Isso para ele não representaria nenhuma dificuldade, pois já conseguiu até que a Justiça retirasse um blog do ar, no Amapá (http://alcinea-cavalcante.blogspot.com).

Cercas elétricas e cão - Para checar as informações difundidas pela revista "Olá" e pelo site "Rio das Maçãs", a reportagem do JP esteve, no dia 16 de abril, na Quinta dos Lagos, que se estende pela rua Francisco dos Santos, mas cujo portão principal fica no largo Fernando Formigal de Morais, 9. O nome do largo é uma homenagem ao primeiro proprietário do castelo (saiba mais na página 6).(...)»

-(texto completo do "Jornal Pequeno"), aqui, aqui e aqui)

Percurso politico de José Sarney:

– Deputado Federal (1956-59, 1959-63 e 1963-65).
– Governador do Estado do Maranhão (1965-1970).
– Senador da República pelo Maranhão (1971-79 e 1979-85).
– Vice-presidente da República (1985).
– Presidente da República (1985-90).
– Senador da República pelo Amapá (1991-99 e 1999-2007).
– Presidente do Senado Federal (1995-97 e 2003-05).

Posts relacionados:
-Quinta dos Lagos na Estefânea em Sintra -aqui
-A casa do primeiro Presidente da Câmara de Sintra-aqui

sábado, maio 23, 2009

Coisas de Colares


Hoje cerca das 17 horas, irrompeu um incêndio numa caixa subterrânea de cabos eléctricos na Várzea de Colares, provocando uma coluna de intenso fumo negro. A combustão subterrânea provocou uma violenta explosão, estilhaçando a forte tampa de ferro, lançando-a pelo ar, só por sorte não atingindo ninguém.
Após a explosão a coluna de fumo foi diminuindo, permitindo a intervenção dos técnicos que terão que refazer os circuitos eléctricos agora danificados.

Porque hoje é Sábado...

JORNAL NACIONAL da TVI
Sexta-Feira,22 de Maio de 2009
Manuela Moura Guedes, "entrevista" o Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto

sexta-feira, maio 22, 2009

João Bénard da Costa

1935-2009

"Todas as viagens têm que acabar e nunca há o tempo que ao tempo pedimos e que do tempo esperamos."

João Bénard da Costa

Foto: Jornal "Público"

Lenda do Cabo da Roca

Conta a lenda, que perto do Cabo da Roca, desapareceu de casa de sua mãe, um menino, cuja idade rondava os cinco anos, sem que sua triste mãe pudesse saber onde ele estava. Já o presumia caído de alto penhasco abaixo no mar, e afogado. Já o deplorava morto. Mas a verdade era outra. Umas bruxas o tinham tirado de sua casa e lançaram-no num despenhadeiro num monte sobre o mar.

Aos choros que o menino dava, acudiram uns pastores de gado que rapidamente deram a noticia à vila. De lá saíram muitos aldeões com a desconsolada mãe para socorrerem o pobre menino.

Para o tirarem do buraco que parecia de fundo inacessível foi uma tarefa complicada, mas rapidamente o conseguiram. Todos alegres por o verem são e salvo logo a mãe lhe perguntou quem o tinha posto ali; e quem lhe dera de comer durante tanto tempo. O menino explicou que tinham sido umas mulheres que o tinham trazido pelo ar e o tinham atirado para a tal cova, porém, disse que uma senhora, muito formosa, todos os dias lhe levava umas sopinhas de cravos para ele comer.

Depois da história explicada e tudo estar resolvido, toda a aldeia mais a mãe e o menino dirigiram-se à igreja para agradecer a Nossa Senhora tudo ter acabado em bem. Ao entrar na igreja e vendo a Senhora no altar o menino disse com estas formais palavras: "Ó mãe, eis ali a senhora que todos os dias me dava as sopinhas de cravo para eu comer". Este menino chamava-se José Gomes, mas foi sua alcunha que ficou conhecida na praça de Cascais, Chapinheiro.

Num retábulo pintado no interior da Igreja, que está ao pé do farol da Guia (Cascais), datado de 1858, encontra-se inscrito este milagre.
Lenda do Cabo da Roca, encontrada-aqui

quinta-feira, maio 21, 2009

As casas da Condessa

Referido aqui variadas vezes o Chalet da Condessa, do Parque da Pena como local onde viveu a Condessa d'Edla, não se mencionando que durante a sua vida, existiram outros locais onde Elise Hensler morou em Portugal. As casas e os sítios são testemunhos de uma singular vivência, que ajudam a conhecer melhor o percurso de uma cantora de ópera Suiça-Alemã, que ao casar com o Rei D.Fernando II, quase se tornou Rainha de Portugal e de Espanha.

O Chalet também conhecido como Casa do Regalo, construído entre 1869 e 1875, por D. Fernando II , em pleno Parque da Pena a pouca distância do Palácio da Pena, após o seu casamento com Elise Hensler, que também participou na sua concepção, é um exemplo da arquitectura romântica em Portugal. Hoje felizmente para Sintra a ser restaurado.
Palácio da Condessa d'Edla na Rua Alexandre Herculano em Lisboa 1938(?)(Foto de Eduardo Portugal-Arq.Fot.CML)
Palácio da Condessa d'Edla na Rua Alexandre Herculano em Lisboa ,(Foto de Eduardo Portugal-Arq.Foto.CML)

Após o falecimento de D.Fernando II, em 15 de Dezembro de 1885- “Sózinha, a viver no Palácio de Santa Marta em Lisboa, esporádicamente de visita ao Chalet da Pena quando recebia as visitas da rainha D.Amélia e do «reizinho» D.Manuel”*

Com uma saúde frágil a Condessa foi aconselhada a trocar a vida triste e bucólica das recordações pelas novas estâncias balneares da baía de Cascais.
Palacete da Parede da Condessa d'Edla -princípios do séc.XX,(Foto Paulo Guedes-Arq.Foto.CML)

“A quinta da Condessa d’Edla situava-se por sua vez em frente à Praia da Bafureira.”*

"As plantas arquitéctonicas assinadas por Nicola Biogaglia apresentam a projecção de uma casa com cariz romântico dado por determinados pormenores do seu alçado, tais como os pequenos terraços e varandas, pela cantarias de pedra trabalhada pelo próprio revestimento da fachada principal com vinha virgem e outras plantas trepadeiras.”*

Na madrugada do dia 21 de Maio de 1929, a Condessa d’Edla falecia no Palacete de Santa Marta em Lisboa.

* Em "Condessa d'Edla" de Teresa Rebelo

quarta-feira, maio 20, 2009

Condessa d'Edla

Amanhã, 21 de Maio passam 80 anos da morte de Elise Hensler, Condessa d´Edla, figura indissociável de Sintra. Para evocar a efeméride, reeditamos um poema de Gomes de Amorim de 1878, a ela dedicado.

Á ILLUSTRISSIMA E EXCELLENTISSIMA SENHORA

CONDESSA D’EDLA

Senhora: Se os colossos da floresta
Aos céus enviam divinaes perfumes,
Tambem o agreste cheiro da giesta
Ousa humilde subir aos pés dos Numes.

Se o sol, que é vida e alma do universo,
Não desdenha aquecer o infimo insecto,
A vós do rude bardo implora o verso
Calor e luz de generoso affecto.
Gota d’agua levada pelo vento;

Modesto aroma d’uma flor caída;
Nem tanto valerá meu pensamento...
Mas inspira-o uma alma agradecida.


Francisco Gomes de Amorim,1878

O Chalet da Condessa, local onde viveu no Parque da Pena em Sintra, e que motivou desde 2006, um largo movimento cívico para o seu restauro.

O jazigo da Condessa, no cemitério dos Prazeres, em Lisboa está encimado por uma répica da Cruz Alta existente no Parque da Pena, da autoria de Raul Lino.(Foto de Ricardo Carvalho)

terça-feira, maio 19, 2009

Apontamentos sobre a Granja do Marquês

Aproveitando a coincidência de no Domingo se ter assinalado o dia da Unidade da Base Aérea de Sintra (B.A.1), situada na Granja do Marquês, e neste ano se comemorar os 100 anos da Aviação em Portugal - razões que permitem a publicação do post de hoje.

Legenda da foto: Os aparelhos na pista do campo da Escola Aeronáutica da Granja do Marquês, prontos para levantarem voo com os novos pilotos.1938-08-23*
Legenda da foto: Os aspirantes que terminaram o curso de pilotos-aviadores na Escola Militar Aeronáutica na Granja do Marquês.1937-08-23*

As origens da Base Aérea de Sintra remontam a 1914, após promulgação pelo Presidente da República Manuel de Arriaga, a 14 de Maio, da lei que cria a Escola Militar de Aviação, com base em estudos efectuados pelo Aero Club de Portugal.
Legenda da foto: Homenagem ao cabo-aviador Armando Marques Coimbra, que morreu no desastre de aviação na Praia das Maçãs (na Granja do Marquês).1937-07-08*
Legenda da foto: Porto de honra na Granja do Marquês, em Sintra, na inauguração das carreiras aéreas Lisboa-Roma.1938-04-25*

*Fotos do Arquivo Nacional da Torre do Tombo


11 de Dezembro de 2004

Um aparelho, monomotor Tiger Moth, utilizado desde 1952 como aeronave de treino, despenhou-se na Azenhas do Mar, numa zona deserta de uma quinta, uma hora depois de ter descolado da base aérea. O acidente provocou a morte do Comandante da Base de Sintra,Ramiro Santos de 51 anos co-piloto. No local estiveram bombeiros de Colares, Almoçageme, INEM, Serviço Municipal de Protecção Civil e GNR.

(De uma notícia do jornal "Diário de Notícias")

Festival Aerosnostalgia, em 25 de Maio de 2008 na Granja do Marquês- despedida do último Airbus A310 da TAP.

segunda-feira, maio 18, 2009

Fontes Mouriscas

Fonte dos Amores-Praia das Maçãs

Praia das Maçãs - Fonte dos Amores

Projectada por Mestre José da Fonseca em 1916, a fonte dos Amores, na Praia das Maçãs, terá constituído uma espécie de ensaio geral que precedeu a concepção e erecção da fonte Mourisca, seis anos depois. Assim, este requintado fontanário mesmo que modesto nas suas proporções insere-se no contexto revivalista, de inspiração neo-árabe, ainda que sejam notórias outras influências, algumas delas perfeitamente anacrónicas em relação à época recriada.

O edifício que alberga o fontanário ostenta secção quadrangular e está encimado por merlões escadeados. O alçado principal, com cunhais de embrechados, é percorrido por série de vãos cegos forrados com cerâmicas neo-mudéjares. Sob os vãos rasga-se amplo arco denteado, cujo fecho ostenta possante pedra d'armas do município, sobrepondo-se singela placa moldurada com os seguintes dizeres: FONTE / DOS / AMORES

O interior patenteia lambril de azulejos neo-árabes, permanecendo as restantes paredes e abóbada revestidas com embrechados. Um assento corrido que surge no prolongamento da conversadeira exterior percorre todo o edifício e, ao centro da parede fundeira, uma torneira emerge do mascarão e vaza o líquido numa pia concheada, ao estilo do século XVIII.

C.M.S. - Divisão de Património Histórico-Cultural

Fonte Mourisca- Vila Velha