quarta-feira, março 31, 2010

Post simultâneo Correio de Sintra - Rio das Maçãs

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O Eléctrico da Praia das Maçãs - Uma Imagem de Marca de Sintra

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O eléctrico de Sintra foi inaugurado há 116 anos, a 31 de Março de 1904, com o material circulante encomendado à J.G.Brill Company (Estados Unidos).O percurso, com uma extensão de 8.900 metros, foi prolongado a 10 de Julho desse ano até à Praia das Maçãs, totalizando uma extensão de 12.685 metros. Mais tarde, a 31 de Janeiro de 1930, o eléctrico chegou às Azenhas do Mar.
Na sua já longa vida, o eléctrico, parte integrante da bela paisagem de Sintra, tão acarinhado pelas populações que o vêem passar às suas portas há mais de cem anos, teve ao longo da sua exploração algumas paragens , felizmente sempre retomadas.
O eléctrico da Praia das Maçãs acompanhou diversos ciclos da nossa história. A 1ª tentativa de construção da linha de caminho de ferro entre Sintra e Colares foi em 1886, reinava então D. Luis.
A 2 de Julho de 1900, é constituída a Companhia de Caminho de Ferro de Cintra à Praia das Maçãs SARL, ainda em monarquia, no reinado de D.Carlos.
Anos mais tarde a empresa sofre uma alteração e passa a denominar-se “Cintra ao Oceano”, em 1904 , já no fim do regime monárquico, e mantém-se até 1914, já em pleno regime Republicano, com os eléctricos pintados de amarelo.
A cor azul, surgiu com a Companhia Sintra Atlântico (1914-1975), posteriormente consequência das privatizações que aconteceram após o 25 de Abril de 1974, tendo sido integrada na Rodoviária Nacional (1976-1995).
Em 1995, já em plena democracia, com a onda de privatizações na altura, é adquirida pelo grupo Barraqueiro, que vendeu 20% do capital ao grupo britânico Stagecoach Holding, que acabou por pintar os eléctricos de vermelho.
Nos nossos dias o eléctrico renasceu a partir de 1996, em várias fases , recuperando-se inicialmente o troço Estefânia, Ribeira de Sintra e inaugurando-se posteriormente o troço entre a Ribeira de Sintra e o Banzão a 30 de Outubro desse ano. A passagem da exploração para a Câmara Municipal de Sintra, permitiu retomar a circulação em 2001, e mais tarde fazer chegar de novo o eléctrico à Praia das Maçãs.
Depois da recuperação em vários pontos do percurso, em mais uma prolongada interrupção durante parte do ano de 2009, aguarda-se que este novo arranque do eléctrico tenha uma vida mais longa do que a “Casa do Eléctrico”inaugurada em Outubro do ano passado, na Vila Alda, na Estefânia, que já mudou de denominação e parece ser agora uma galeria de arte.

O regresso do Eléctrico à Praia das Maçãs

Embora anunciado para o mês de Abril de 2010, o regresso aos carris do eléctrico da Praia das Maçãs, terá sido adiado para meados de Maio, segundo informações que recolhemos, por motivo de obras ainda a realizar na Ribeira de Sintra.

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Fontes consultadas:
“O eléctrico de Sintra um percurso centenário” –Júlio Cardoso,Valdemar Alves ed.CMS
Sintra Regional (2004)
Obras de José Alfredo da Costa Azevedo
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Teatro Reflexo

"O Dia C"

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Os actores sobem a palco sem nunca terem ensaiado e sem encenação, ou seja, decoram os textos e a acção, e depois testam em cena pela primeira vez já com o público à frente, daí o projecto ser caracterizado como: Humor de Alto Risco, deixando aos actores um considerável espaço para o improviso.

Todas as sextas-feiras a partir do dia 2 de Abril, exceptuando dia 23 de Abril
Local: Espaço Reflexo
Morada: Av. Heliodoro Salgado, Nº41, 1ºFrente, 2710-575 Sintra

Horário:22h


terça-feira, março 30, 2010

O Saloio da Fruta

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"apesar de o saloio ter o hábito de ir à cidade vender os seus produtos, manteve as suas perspectivas limitadas ao horizonte rural que o circundava acentuando-se assim uma dicotomia social, cultural, económica e psicológica entre o campónio e o citadino"

Maria Teresa Caetano no posfácio do ópusculo "Fisiologia do Saloio" de 1858

*Foto do quotidiano Sintrense no início do séc XIX,com o saloio no seu burro, com o Palácio da Vila em fundo, na curva da fábrica das queijadas da Sapa - no tempo em que o eléctrico chegava à Vila Velha.
Foto publicada no nº11 da revista "Ilustração" de 1 de Junho de 1933

segunda-feira, março 29, 2010

Palácio do Ramalhão II

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Porta d'Armas do Palácio do Ramalhão (Foto em Estudos Sintrenses-Francisco Costa)

"Por morte de D.Carlota Joaquina (...) o palácio do Ramalhão, aquela linda e apetecida vivenda e de tanta predilecção da soberana, foi quasi totalmente desbaratada e o seu recheio desfeito na voragem dos leilões.
O palácio do Ramalhão, situado nas proximidades de Sintra, pode dizer-se, sem receio que, para a época era considerado como um interessante museu. Mas o conservá-lo, intacto, poderia trazer qualquer complicação ao seio da sociedade de então e fazer ruir certas ideologias da liberdade.Não sabemo se foi por isso, mas o que é certo, é que tudo foi desmantelado.
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Carlota Joaquina de Bourbon (1775-1830)

(...)daquele ninho confortável que obrigou no seu seio a "àguia política que foi Carlota Joaquina", assim considerada, ou coisa parecida, pelos seus adversários, sairam, a seguir à sua morte todas as preciosidades, depois de inventariadas, a caminho de Lisboa, com destino ao palácio da Bemposta, para se realizar em devido tempo a respectiva almoeda. Assim começava a dispersão de tão belo e admirável conjunto artístico."

Em "Feira da Ladra" Tomo VII 1935, Hemeroteca da CML

Post relacionado: Palácio do Ramalhão

domingo, março 28, 2010

O bicentenário do nascimento de Alexandre Herculano

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"O insigne mestre da história e do romance em Portugal e autor de tantas obras de cunho e de grandeza, essa legitima glória portuguesa nasceu a 28 de Março de 1810 n'uma modesta casa do pateo do Gil á rua de S.Bento"
Ilustração Portuguesa nº46 de 19 de Setembro de 1904

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"O homem que limpou o pó à História de Portugal

Comemora-se (hoje) o bicentenário do nascimento de Alexandre Herculano. Ou, mais exactamente, comemorar-se-ia, se o país que o sepultou nos Jerónimos, ao lado de Camões, não tivesse esquecido o homem que elevou a historiografia portuguesa a disciplina científica e que foi visto, por sucessivas gerações, como uma reserva moral da nação. Por Luís Miguel Queirós"

Ontem no jornal Público -ler aqui




Excerto da Carta aos Eleitores do Círculo Eleitoral de Sintra de Alexandre Herculano eleito por Sintra em 1858


"(...)Depois, quando alguém, que acidentalmente se ache no meio de vós, sem casa, sem bens, sem família, sem indústria destinada a aumentar com vantagem própria a riqueza comum, e só porque o seu talher na mesa do tributo ficou posto para esse lado, se mostrar .demasiado solícito em nobilitar o vosso voto pela escolha de algum célebre estadista, em que talvez nunca ouvistes falar, ou em livrar-vos de elegerdes algum mau cidadão, cujas malfeitorias escutais da sua boca pela primeira vez, voltai-lhe as costas. Padre, militar, magistrado, funcionário civil, seja quem for, esse homem que tanto se agita, aflito pela vossa honra eleitoral, pelos vossos acertos ou desacertos políticos, pode ser um partidário ardente e desinteressado; mas é mais provável que seja um hipócrita, um miserável, que já tenha na algibeira o preço do vosso ludíbrio, ou que, por serviços abjectos, espere obter, ou dos que são governo, ou dos que querem fazer o imenso sacrifício de o serem, a realização de ambições que a consciência lhe não legitima, e acerca das quais só podeis saber uma coisa: é que as haveis de pagar.(...)"


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Casa onde viveu Alexandre Herculano em Vale de Lobos


"Só em 1839 aceita alguma cousa d'um soberano quando se solidificavam as liberdades publicas e que D.Fernando-o rei artista lhe ofereceu o cargo de seu bibliotecário"
Ilustração Portuguesa nº46 de 19 de Setembro de 1904

"Em 1852, ainda foi eleito presidente da câmara do entretanto extinto concelho de Belém, mas a partir de meados da década deixou definitivamente a política activa. Nos anos seguintes, vai tornar-se célebre pelas sucessivas recusas de lugares políticos, cargos públicos e honrarias. Não aceita ser deputado por Sintra, rejeita a nomeação para a Câmara dos Pares e a imposição da Grã-Cruz de S. Tiago, diz que não ao próprio D. Pedro V, que sempre admirou e que o tratava como a um mestre, quando o monarca procura persuadi-lo a aceitar a regência de uma cadeira no Curso Superior de Letras. "
Jornal Público de 27-03-2010

Post relacionado -Tempo de eleições

Imagens do post:Ilustrção Portuguesa nº46 de 19 de Setembro de 1904

sábado, março 27, 2010

Palácio do Ramalhão

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Revista "Ilustração" nº61 de 1 de Julho de 1928

O Palácio do Ramalhão pertence ao ciclo de obras neoclássicas de Sintra, dinamizado pelo seu primeiro proprietário, Luís Garcia de Bivar, que ampliou um velho casal agrícola já aí existente em 1470, e fez erigir o conhecido Aqueduto do Ramalhão (1744), foi transformado em recinto palaciano depois de 1768, aquando da posse de D. Maria da Encarnação Correia, na fase da estada do escritor William Beckford (1787). Aqui estadiou amiúde D. Carlota Joaquina, após 1802, tendo vivido desterrada depois de recusar jurar a Constituição de 1822. Edifício com fachadas e frisos neoclássicos, decoradas com grinaldas do estilo Luís XVI, preserva jardins ainda com certo sabor aristocrático e, na sala do refeitório, pinturas a fresco de carácter exótico, atribuíveis ao pintor Manuel da Costa, um dos decoradores do Palácio de Queluz.

Texto CMS

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sexta-feira, março 26, 2010

Mar Agitado

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O Mar Agita-se, como um Alucinado

O Mar agita-se, como um alucinado:
A sua espuma aflui, baba da sua Dor...
Posto o escafandro, com um passo cadenciado,
Desce ao fundo do Oceano algum mergulhador.

Dá-lhe um aspecto estranho a campânula imensa:
Lembra um bizarro Deus de algum pagode indiano:
Na cólera do Mar, pesa a sua Indiferença
Que o torna superior, e faz mesquinho o Oceano!

E em vão as ondas se lhe enroscam à cabeça:
Ele desce orgulhoso, impassível, sem pressa,
Com suprema altivez, com ironias calmas:

Assim devemos nós, Poetas, no Mundo entrar,
Sem nos deixarmos absorver por esse Mar
— Pois a Arte é, para nós, o escafandro das Almas!

Alberto de Oliveira, in "Bíblia do Sonho"


Fotos:Piscina Oceânica das Azenhas do Mar em dia de Mar agitado...

quinta-feira, março 25, 2010

Memórias do Grand Hotel Costa

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Legenda:Almoço dos sargentos da Escola Prática de Infantaria de Mafra realizado no Hotel Costa em Cintra (cliché de Teodósio Carvalho)

O Grand Hotel Costa, que pertenceu a José Pedro Costa, foi na sua época uma referência em Sintra. O edifício onde existiu este antigo Hotel, é ocupado desde 1982 pelos serviços de Turismo de Sintra.


Créditos
Foto 1 -Ilustração Portuguesa nº808 de 13 de Agosto de 1921
-Preçario dos hotéis de Sintra de 1927
-Publicidade Grand Hotel Costa encontrado nas "Eleições Municipais em Sintra 1910-1926 M.Cândida Proença
Foto 4 - Ilustração Portuguesa nº387 de 21 de Julho de 1913

quarta-feira, março 24, 2010

Exposição "Os Primórdios do Brinquedo do Seculo XX" no Museu do Brinquedo

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EXPOSIÇÃO INÉDITA EM PORTUGAL NO MUSEU DO BRINQUEDO

O Museu do Brinquedo de Sintra, em colaboração com a Câmara Municipal de Tomar, abre ao público, no dia 31 de Janeiro, uma exposição temporária inédita em Portugal, intitulada “Os Primórdios do Brinquedo do Século XX”.

Até ao dia 2 de Maio, será possível aos visitantes percorrerem os primeiros anos do brinquedo LEGO® desde as primitivas peças construídas em madeira, passando pelos modelos nas escalas 1/43 e 1/87 ou pelos famosos e coloridos tijolos de plástico até ao nascimento do primeiro bonequinho da escala minifig.

Nesta exposição, inédita no nosso país, estarão patentes brinquedos produzidos entre 1934 e 1978 provenientes de algumas das maiores colecções privadas do género e ainda a catedral gótica de Romão Santos, uma notável obra de arte construída com 82 mil peças já no século XXI.

Esta iniciativa antecede o grande evento nacional, em Tomar, dedicado ao hobby LEGO e insere-se na programação temática que o Museu do Brinquedo de Sintra irá desenvolver durante 2010.

Horário: de terça-feira a domingo, entre as 10H00 e as 18H00 horas
Preçário: Adultos – 4 €; Crianças e estudantes – 2 €; Idosos – 2 €
Preços especiais para escolas públicas.

Texto da CMS

terça-feira, março 23, 2010

A Cintra do Ribatejo

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"Alguém já chamou a Vila Franca a «Cintra do Ribatejo». Abstraindo o que haja de excessiva de galanteria em tão gentil cognominação, temos que confessar que , sem possuir a doce amenidade e extraordinários encantos da deliciosissima estancia cantada por Byron, é no entanto digna da visita dos que queiram transpôr os muros da capital, a lavar os pulmões no ar puro das montanhas, a retemperar-se das fadigas incessantes e de uma vida de apoquentação e de trabalho."
Vila Franca
Maio de 1914
Faustino dos Reis Sousa
Ilustração Portuguesa nº434 de 15 de Junho de 1914

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segunda-feira, março 22, 2010

Festa das Árvores

A Árvore do Centenário
O programa A Árvore do Centenário, comemorado no dia 21 de Março, é uma iniciativa da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, também patrocinado por uma série de entidades, cujo programa estabelecia a plantação de árvores como forma de celebrar o centenário da República que se comemora este ano.

A origem da "Festa da árvore" remonta aos primeiros anos da República, realizando-se pela primeira vez no Seixal em 1907, por iniciativa da Liga Nacional de Instrução, para a promoção dos ideais e do espírito republicano. Alargando-se posteriormente todo o país.

Também Colares teve a sua Festa da árvore, em 1913,como publicava a "Ilustração Portuguesa",desse ano em 14 de Abril de 1913.

Festa da árvoresemColares
"Como as festas das árvores, por circunstâncias imperiosas, não se pôde realizar por todas as escolas do paiz no dia 9 de Março, algumas escolas as teem vindo realizando á medida que é possivel e com o maior entusiasmo.
Animado pelo mesmo pensamento e sob o mesmo influxo educativo, professores e alunos continuam na mais edificante solidariedade a celebrar as suas festas com brilho não inferior ás que se fizeram no dia marcado para elas em todo o paiz."
Ilustração Portuguesa nº373 de 14 de Abril de 1913


Este ano infelizmente Sintra acabou de perder o centenário eucalipto "Obliqúa" do Parque da Pena, embora plantado em 10 de Junho de 1869, em pleno regime monárquico...

domingo, março 21, 2010

Limpar Portugal em Colares

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Na rua da Mofina , no Mucifal, durante a manhã (chuvosa) de ontem

Grupos de voluntários anónimos, passaram o dia , por todo o país, a limpar o que os outros sujam.

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Outros voluntários, menos anónimos tiveram direito à sua participação, préviamente anunciada

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O pinhal do Banzão em Colares, foi o local mais mediatizado, pela presença da mais alta figura do Estado , na participação na acção de limpeza.

sábado, março 20, 2010

No dia em que o tecto veio abaixo!

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Foto de 2007

De uma notícia de Luís Filipe Sebastião, no "Público" de ontem:

"O tecto do edifício da antiga Sintra Garagem, no Bairro da Estefânia, ruiu totalmente, provocando um valente susto em comerciantes e pessoas que passavam próximo. A autarquia vai avançar com a posse administrativa do imóvel, em avançado estado de degradação, para garantir condições de segurança no acesso à estação da CP de Sintra.

"Ouviu-se um grande estrondo e saiu uma nuvem de poeira", pelos vidros partidos de portas e janelas, conta Miguel Alves, gerente de um café em frente ao edifício de quatro pisos. Foi pelas 14h30 de anteontem que a antiga garagem à entrada de Sintra, paredes meias com o túnel de acesso ao terminal ferroviário, ficou sem o tecto. "Houve quem pensasse que era um tremor de terra e as pessoas que atravessavam a passagem pedonal sobre a linha férrea desataram a correr", acrescentou o comerciante, que não deu pela presença de elementos municipais junto ao imóvel: "Nem sequer vieram ver se há perigo de alguma parede cair para cima de um comboio."


Texto integral do "Público" de 19/03/2010- aqui

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Foto de 2007

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Foto de 2007

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"Foi pelas 14h30 de anteontem que a antiga garagem à entrada de Sintra, paredes meias com o túnel de acesso ao terminal ferroviário, ficou sem o tecto. "Houve quem pensasse que era um tremor de terra e as pessoas que atravessavam a passagem pedonal sobre a linha férrea desataram a correr."

sexta-feira, março 19, 2010

O eucalipto "Oblíqua" não resistiu a mais um inverno (II)

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guardou durante 134 anos, silencioso e triste, que lhe reconhecessem o valor de ser, no Parque da Pena, a única testemunha viva do casamento celebrado entre D.Fernando II e Elise Hensler, Condessa d’Edla. Esse dia chegou em 13 de Junho de 2003 e,nessa data, uma alma nova lhe nasceu.

Varreram todos os caminhos que estavam em seu redor, limparam a Feteira que os seus ramos, lá do alto, podiam contemplar e, finalmente, numa cerimónia simples mas bonita, colocaram-lhe perto uma placa que assinalava a efeméride e o seu valor.
Mas, o tempo foi passando e, de novo, o esquecimento voltou aquele lugar. A placa envelheceu, desbotou, já se não lia e, só mesmo os apaixonados pela história que ele contava o iam visitar.
Entristeceu de novo e, agora com o peso da idade, começou a inclinar-se, suavemente. Apaixonou-se pelo pequeno regato que lhe corria aos pés e que lhe tinha dado de beber durante tantos anos e, num dia de temporal, ajudado pelo vento forte, decidiu deitar-se sobre ele e adormecer para sempre.
Contou a tília que lhe estava perto que o “Oblíqua” se tinha suicidado por amor.

Emilia Reis



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Foto do "Oblíqua" de 16.03.2010 da autoria de Rui Alves, via blogue "Fluir de Espumas"

quinta-feira, março 18, 2010

O eucalipto "Oblíqua" não resistiu a mais um inverno (Actualizado)

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Mário de Azevedo Gomes, neto da Condessa e autor da Monografia do Parque da Pena, junto do eucalipto "Obliqua".

O eucalipto plantado por D.Fernando II e sua esposa a Condessa d'Edla, no Parque da Pena com a intenção de assinalar o seu casamento, não resistiu às intempéries deste inverno e caiu.

O eucalipto da variedade Eucalyptus oblíqua, foi plantado no dia seguinte à cerimónia de casamento do Rei Artista com Elise Hensler, Condessa d'Edla, em 10 de Junho de 1869, junto à Feteira da Condessa, estava assinalado com uma placa como fora desejo da própria Condessa meses antes do seu falecimento.

Com o desaparecimento deste centenário e emblemático eucalipto, o Parque da Pena fica agora mais pobre.


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Foto do "Oblíqua" de 16.03.2010 da autoria de Rui Alves, via blogue "Fluir de Espumas"

*Foto de Mário Azevedo Gomes, retirado do "Condessa d'Edla, 1836-1929" de Teresa Rebelo

No dia em que foi colocada a placa que sinalizou o eucalipto "Oblíqua"

No dia 13 de Junho de 2003, a cerimónia junto ao eucalipto,com a presença de alguns bisnetos e trinetos da Condessa.

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O EngºEduardo Campos de Andrada (falecido) junto do eucalipto, falando em nome da familia.

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Fotos amávelmente cedidas por Emilia Reis.

Nota de Emilia Reis- a cadeira de madeira que se vê na foto, pertenceu à Condessa e foi trazida por uma sua bisneta.

quarta-feira, março 17, 2010

O Cacho Dourado de Colares

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Em Novembro de 2009, num post sobre o antigo Rancho de Colares, fazia-se referência ao galardão "Cacho Dourado", que foi atribuído a Colares em 1936, durante a festa da Vindimária - prémio entregue em Colares no ano seguinte, pelo então Presidente da República, Oscar Carmona. Um comentário ao post de um leitor de Colares, formulava a seguinte questão:

"Onde pára o Cacho Dourado? Faz parte de algum espólio local?"

-Colocámos a pergunta à Adega Regional de Colares e obtivemos a seguinte resposta para o que parecia um enigma:

"O troféu encontra-se na posse da Adega Regional. O seu local habitual de exposição é na sala de reuniões da Adega. No entanto o troféu esteve presente na Exposição do Centenário que decorreu até Outubro de 2009, na Visconde Salreu (na 2ª vez que esteve aberta ao público)."
Hoje, por amabilidade do Sr. António Paulo da Silva, tivemos a possibilidade de fotografar o importante troféu, e provar como ele se encontra em boas mãos.
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Artigo do Jornal de Sintra de de 11-07-1937

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O Cacho Dourado

Festa Vindimária
Rancho de ColaresA todos os componentes da consagração da Festa da Vindimária se agradece a compostura, a disciplina o espírito de sacrificio e a elevação com que se apresentaram e exibiram em Colares, por ocasião da entrega oficial do"Cacho Dourado".
Colares 8 de Julho de 1937
Adega Regional de Colares
A Direcção
(Jornal de Sintra de 11-o7-1937)

terça-feira, março 16, 2010

Não havia necessidade (II)

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Continua a saga de "podas" ditas tradicionais em Sintra, que deixam as árvores neste estado. Desta vez em Colares.

Para melhor compreensão transcrevemos um comentário de Pedro Nuno Teixeira dos Santos da "Árvores de Portugal", sobre este bárbaro método de amputar árvores:

"Em rela­ção às podas no con­ce­lho: neste caso, e pelas infor­ma­ções de que dis­po­nho, trata-se de mais um caso simi­lar ao que ocorre em mui­tos outros muni­cí­pios do país; ou seja, dada a falta de regu­la­men­ta­ção no sec­tor, exis­tem gran­des empre­sas (flo­res­tais, de cons­tru­ção civil, etc.), sem a mínima com­pe­tên­cia em arbo­ri­cul­tura, a ganhar con­cur­sos públi­cos para a poda de árvo­res com base nos pre­ços bai­xos pro­pos­tos para o ser­viço. O resul­tado está à vista!"

Para ler e assinar a petição em defesa das árvores de Sintra -aqui

domingo, março 14, 2010

A Lei da "Rolha" PPD/PSD - Aviso à navegação

Nota Inicial:
Este post de hoje poderá parecer que não tem nada a ver com os conteúdos temáticos deste blogue.Mas ao contrário do que possa parecer a liberdade de expressão, poderá estar completamente em causa, com as incoerências daqueles que agora se dizem preparados para se tornarem o "nosso" futuro governo.

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(A Rolha de Bordalo, exemplo apresentado por Pacheco Pereira no " Contra Contraponto" fonte Hemereoteca CML)

Pouco interessado com o andamento dos "trabalhos" do congresso do PSD, para uns e PPD/PSD para outros, que aconteceu este fim de semana no Concelho vizinho de Mafra, dei conta da aprovação, pela maioria do congresso de um artigo (proposto por Pedro Santana Lopes) dos novos estatutos desse partido, que propõe *sanções aos militantes que tomem posições contra o partido nos 60 dias anteriores à realização de eleições...
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Esta situação deixou-me pensativo - mas fiquei deveras preocupado, quando hoje ouvi/vi o apoiante de Manuela Ferreira Leite, comentador/Deputado/historiador Pacheco Pereira, no seu programa da SIC Notícias (Ponto contraponto), a dissertar sobre a "Lei da Rolha" nos finais do regime monárquico...apontando o dedo para o ambiente existente na liberdade de expressão e imprensa, neste cantinho à beira mar plantado, últimamente governado pelos socialistas de José Sócrates.

Lembrei-me de duas frases que hoje, para mim voltaram a ganhar toda a importância:

Novembro de 2008
"A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, perguntou hoje se «não é bom haver seis meses sem democracia» para «pôr tudo na ordem», a propósito da reforma do sistema de Justiça, noticiou a agência Lusa"
retirado daqui

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Em 20 de Agosto de 2009
«Denota um sintoma generalizado na sociedade portuguesa que é uma asfixia democrática muito complexa», afirmou , garantindo que o programa do PSD foi escrito e lido por três pessoas da comissão permanente do partido, apesar de terem sido ouvidas centenas de pessoas."

retirado daqui

*Nota final
A alteração estatutária, proposta por Pedro Santana Lopes, pune com a suspensão de membro do partido até dois anos ou com a expulsão os militantes que violem o dever de lealdade para com o programa, estatutos, directrizes e regulamentos do partido, especialmente se o fizerem nos 60 dias anteriores a eleições.



É tudo por agora...

Postal de Colares com helicópteros

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Manhã de Sábado em Colares, com dança de helicópteros, acompanhada pela inconfundível "música" dos seus rotores.

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"Helicóptero (do grego ἔλιξ hélix (espiral) e πτέρυξ ptéryks (asa)[1][2]) é um tipo de aeronave de asas rotativas, mais pesada que o ar, propulsada por um ou mais rotores horizontais maiores (propulsores) que, quando girados pelo motor, criam sustentação e propulsão necessárias para o vôo. Devido ao fato de as pás do rotor girarem em torno de um mastro, são classificados como aeronave de asa rotativa, o que os distingue das aeronaves de asa-fixa convencional (avião). Em contraste com aeronaves de asa fixa, isso permite que o helicóptero possa decolar e pousar verticalmente, pairar e ir para frente, para trás e lateralmente. Esses atributos permitem aos helicópteros serem utilizado em áreas congestionadas ou isoladas em que as aeronaves de asa fixa não seriam capaz de pousar ou descolar."

Na Wikipèdia