terça-feira, abril 30, 2013

Sobre o Jardim da Vigia

Arrabalde S.Pedro de Sintra photo 2Arrabalde69755_4611487611423_154971236_n_zps81b96b31.jpg  Na sequência do post, sobre o abate de dois Cedros no Jardim da Vigia em Sintra, publicamos hoje duas memórias  de meados do   século XIX , sobre esse mesmo local.O Primeiro postal foi escrito exactamente de S.Pedro de Sintra e datado de Setº. de 1915 onde, com grande pormenor se pode ver o Arrabalde, com a Igreja de Santa Maria suas quintas e casario.

 photo Arrabalde942102_4611450850504_1803746905_n_zps9fbcc407.jpg

 Postal 2-Sintra - Serra e Castelos do Gregório da Pena e dos Mouros

N
este outro postal, (1948), vê-se uma fileira de piteiras em primeiro plano razão pela qual, possivelmente, ainda hoje algumas pessoas o referem como "o Jardim dos Cardos".



Ventura Saraiva - a propósito do "Jardim dos Cardos" elaborou uma poesia  descritiva deste "jardim plantado/Com flores ao natural":

JARDIM DOS CARDOS

Do Arrabalde até ao cimo
Há degraus para sentar
O cenário é um mimo
Paraíso de encantar

É um jardim plantado
Com flores ao natural
De " Cardos" foi batizado
Assim se tornou banal

Mas não se pode mudar
Para Jardim dos Pintores?
É que tudo faz lembrar
Uma varanda com flores

Ao longe, o Castelo imponente
A Serra no seu regaço
E a Pena indiferente
Olha a Vila com seu Paço

E nos " Cardos " me extasio
Com tamanha maravilha
É chama para pavio
Um sítio que se partilha

Jardim dos Cardos que injustiça
Um nome com tantos espinhos
Passeia por lá a preguiça
Não se pica nos beijinhos...

Ventura Saraiva, Junho 2006 (Publicado no Jornal de Sintra)

Créditos
-A Emilia Reis pela cedência dos dois postais publicados.
-Ao visitante do blogue que nos deixou a poesia do "jardim dos Cardos".
 

segunda-feira, abril 29, 2013

Inspirações

PinturaVarzeaFranciscoBlogue A Várzea de Colares, com o rio das Maçãs, rodeada de plátanos ( infelizmente menos frondosos nesta Primavera), e a Serra de  Sintra  a acompanhar todo o horizonte com a presença altiva do Palácio da Pena , é um local único, inspirador de  qualquer artista - mesmo que seja, como no caso uma inspiração franciscana...

sábado, abril 27, 2013

Os Cedros do Jardim da Vigia

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Jardim da Vigia, muito perto do Arrabalde-foto encontrada no blogue "Trans-Atlântico"

O Jardim da Vigia fica perto da Casa de Raul Lino, em S.Pedro é um miradouro privilegiado sobre a Serra com o Palácio da Pena e o Castelo dos Mouros. No  jardim existiam três enormes cedros. Dois deles foram agora cortados, um outro, mais abaixo  terá sobrevivido por agora.

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Nesta foto de Emília Reis, é possivel ver a copa de um dos cedros e lá bem no alto, o Palácio da Pena,  antes da intervenção da autarquia

Fotos  após o abate dos dois Cedros
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Foto Emília Reis
 
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Foto sintrense




  
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Porque hoje é Sábado...

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O VELHO ABUTRE

O velho abutre é sábio e alisa  as suas penas
A podridão lhe agrada e seus discursos
Têm o dom de tornar as almas mais pequenas

Sophia de Mello Breyner Andresen

sexta-feira, abril 26, 2013

Patos-Mudos no rio das Maçãs

PatoMudo7Blogue O rio das Maçãs, tem nos últimos dias, cinco patos-mudos, que partilham as suas águas com o bando de patos-reais, que ali tem o seu habitat .Esta semana conseguimos algumas fotos, que demonstram como se adaptaram  bem ao local e ao convívio com os outros patos.PatoMudo8Blogue PatoMudo2Blogue PatoMudo13Blogue PatoMudo4 Os patos -mudos, são originários da América do Sul e têm como nome científico Cairina moschata. O macho emite um som que se assemelha ao de um assopro, enquanto a fêmea emite um som semelhante a algo como [fi´fi]...Daí nasceu o termo "pato-mudo" para fazer a distinção.

quinta-feira, abril 25, 2013

ERA UMA VEZ
UM PAÍS...


Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raiz
tinha fruto arrecadado
onde quem tinha dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado.
Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos do passado
se chamava esse país
Portugal suicidado.

José Carlos Ary dos Santos/As portas que Abril abriu


25 DE ABRIL, SEMPRE!!!


quarta-feira, abril 24, 2013

Visita à Peninha

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A Alagamares e o Site Serra de Sintra promovem nos dias 27 de Abril e 5 de Maio um passeio diferente na nossa Serra de Sintra, por muitos ainda desconhecida. Desta vez, cheia de surpresas e com direito a animação com visita ao Convento e Capela da Nossa Sra. da Peninha.

Mais informações aqui

terça-feira, abril 23, 2013

Sobre as Árvores

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 Foto Várzea de Colares- Primavera 2013

Em torno dos mitos sobre a poda da Árvore em Meio Urbano…
Francisco Coimbra
Consultor em Arboricultura Ornamental
Ex – Vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Arboricultura

As árvores que dignificam as nossas praças e avenidas e embelezam os nossos jardins e parques são um elemento essencial de qualidade de vida, autênticos oásis no «deserto» que são tantos dos nossos espaços urbanos actuais. E, no entanto, é por demais evidente a ainda quase absoluta ausência de sensibilidade para o papel da Árvore em Meio Urbano. Provam-no os autênticos «massacres de motosserra» que destituem de dignidade e valor estético as árvores – ditas ornamentais – que marginam os nossos arruamentos e estradas.
Estas podas radicais são comummente justificadas com base em preconceitos que continuam arreigados na população, que muitas vezes as exige quando os responsáveis pela sua gestão e manutenção optam por outros modelos de condução. Assim, temos ouvido dizer, como justificação, que estas «rolagens» rejuvenescem e fortalecem as árvores, ou que são a única forma económica de controlar a sua altura e perigosidade… Será isto verdade?
1. A poda drástica rejuvenesce a árvore?NÃO! São as folhas a «fábrica» que produz o seu alimento. Uma poda que remova mais do que um terço dos ramos da árvore – e as «podas» radicais removem a copa na totalidade – interfere muito com a sua capacidade de se auto-alimentar, desregulando o equilíbrio copa/tronco/raízes. O facto de as árvores apresentarem uma rebentação intensa após uma operação traumática – resultante do abrolhamento de gemas até então inibidas pelo controlo hormonal dos ápices agora removidos – não significa rejuvenescimento, mas sim uma «tentativa desesperada» de repor a copa inicial, à custa da delapidação das suas reservas energéticas. Nalguns casos este «esforço» pode mesmo ser fatal, se à supressão de copa se somarem outros factores de stress, como um Verão seco ou ataques de parasitas…
2. Fortalece-a? – NÃO, pelo contrário, a poda radical é um acto traumatizante e debilitante, uma porta aberta às patologias. As pernadas duma árvore massacrada têm, pelo seu grande diâmetro, dificuldade em formar calo de «cicatrização», e os cortes nestas condições são muito vulneráveis a ataques de fungos lenhívoros. Para além disso, a copa das árvores funciona como um todo, sendo as folhas periféricas um escudo para a parte mais interna, protegendo-a das queimaduras solares. O nosso país está cheio de tristes exemplos, árvores cujo estado sanitário decadente é o revoltante resultado destas práticas no passado, as quais deviam envergonhar os seus mandantes!
3. Torna-a menos perigosa? – NÃO, estas «podas» induzem a formação, nas zonas de corte, de rebentos epicórmicos de grande fragilidade mecânica, pois têm uma inserção anormal e superficial no tronco. Como, ao longo do tempo, se desenvolvem podridões nesses locais, esta ligação fica ainda mais fraca, tornando estes ramos instáveis e potencialmente perigosos a longo prazo. Acresce ainda que nem todas as novas ramificações são viáveis, pelo que, após alguns anos de concorrência, surgem relações de dominância entre elas e as dominadas acabam por secar, aumentando o volume de madeira morta na copa.
4. É a única forma de a controlar em altura? – NÃO, a quebra da hierarquia – que estava estabelecida entre as ramificações naturalmente formadas – permite o desenvolvimento de novos ramos de forte crescimento vertical, mas agora de uma forma anárquica e muito mais densa! Não se resolve, assim, o motivo por que geralmente se recorre a esta supressão da copa, pois em alguns anos a árvore retoma a altura que tinha, sem nunca mais voltar a ter a mesma estabilidade nem a beleza característica da espécie…
5. É mais barata? – NÃO, se a gestão do património arbóreo for pensada a médio e longo prazo! Aparentemente parece ser mais económico recorrer-se a uma «rolagem» única do que fazer pequenas intervenções anuais e utilizar os princípios correctos de poda e corte, investindo na formação do pessoal ou recorrendo a profissionais especializados nas situações mais complexas. No entanto, esta economia é de curto prazo, pois, se por um lado as árvores se desvalorizam a todos os níveis, por outro lado está-se a onerar o futuro, que terá que «remediar» uma decrepitude precoce ou resolver a instabilidade mecânica dos rebentos formados após os cortes. E a redução da esperança de vida das árvores implementa custos acrescidos para sua remoção e substituição…
Acerca destas «ideias feitas», responsáveis por tantos atentados à beleza, saúde e dignidade dos exemplares arbóreos das nossas urbes, já dizia o saudoso Eng. Vieira da Natividade: «o podador domina porque enfraquece, vence porque suprime… em boa verdade a vitória não é brilhante»! E de facto, devia dizer-se de uma poda o mesmo que de um árbitro: tanto melhor quanto menos se der por ela!

Bibliografia sobre este tema:
Drénou, C. 1999. La taille des arbres d’ornement. I.D.F., Paris, 268 p.
Shigo, A. 1994. Arboricultura moderna. Edição portuguesa publicada pela Sociedade Portuguesa de Arboricultura, 165 p

   Texto retirado do blogue "Campo aberto" aqui

segunda-feira, abril 22, 2013

Visitas a Sintra

PalaciodaPena2012Blogue
Parques de Sintra regista aumento de 6,5% nas visitas a parques e monumentos em 2012
 
è Cerca de 1.138.000 visitas em 2012
è Valor não inclui Palácios de Queluz e Sintra
è Cerca de 90% dos visitantes são estrangeiros
è Parque e Palácio da Pena são os mais visitados: 719.688 entradas
è Maior aumento regista-se no Parque e Palácio de Monserrate: 14,26%
PalaciodaVilaBlogue2012
 
 
 Durante o ano de 2012, os parques e monumentos sob a tutela da Parques de Sintra – Monte da Lua registaram um aumento de 6,5% relativamente ao ano anterior, recebendo 1.138.000 visitas (não incluindo os Palácios de Sintra e Queluz, visto que apenas passaram para a tutela da empresa em Setembro).
Assim, Parque e Palácio da Pena, Castelo dos Mouros, Parque e Palácio de Monserrate, Convento dos Capuchos, Chalet da Condessa d’Edla e Quintinha de Monserrate, que em 2011 tinham recebido 1.068.000 visitas, apresentaram mais uma vez valores superiores e mantiveram a curva ascendente da Parques de Sintra em termos de número de visitas.
 
Fonte ( texto da PSML)

domingo, abril 21, 2013

Notícias do Vinho de Colares

 Em prova efectuada em Londres, na última quinta-feira, o  vinho branco "Arenae - Malvasia 2010-DOP Colares" da Adega Regional de Colares, foi  um dos escolhidos - fazendo agora parte da selecção, Olly Smith's 50 Great Portuguese Wines


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 Francisco Figueiredo, enólogo da Adega Regional de Colares


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Olly Smith's 50 Great Portuguese Wines.
*Fotos Adega Regional de Colares
 

sábado, abril 20, 2013

Flysurf ao fim do dia na Praia Grande

parafentesurf18042013cBlogue Fotos de 18/04/2013 Praia Grande

Flysurf, a combinação do parapente e  do surf ,é uma modalidade  que parece exigir um maior esforço físico que outras similares, sobretudo pela  força exercida pelas ondas e  pelo vento, obrigando o praticante a um total domínio destes dois factores - é de facto um desporto para quem realmente gosta de desportos radicais.

A prática do Flysurf, permite  aos praticantes realizar rotações  e deslizamentos a velocidades incríveis e é recomendado um treino adequado para o praticar, para evitar  riscos de lesões nas articulações  e musculares.

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sexta-feira, abril 19, 2013

Simulacro de sismo em Sintra no dia 23 de Abril (II)

 photo picinafev2011Blogue_zps34240b19.jpg Foto Praia Grande

Integrado no simulacro de sismo  de Intensidade 7.6 na Escala de Richer, do dia 23 de Abril, exercício  coordenado pela Protecção Civil, terá a participação do  Hotel Arribas da Praia Grande, com o objectivo daquela unidade hoteleira, estar  preparada para uma eventual situação real.

Via  Facebook de Nuno Cosme Moreira -

Cenário do simulacro
Às 10H37 de 23 de abril, um sismo de intensidade 7.6 na escala de Richter, faz sentir-se em Portugal continental, com grande impacto na RLVT e Algarve.
O exercício abrange todo o concelho e está aberto à participação de todos os cidadãos, organizações e instituições, com a finalidade de adquirirem conhecimento e praticarem os procedimentos nos locais onde se encontrem, antes, durante e depois da ocorrência de um sismo.
Junte-se a nós e participe neste exercício, praticando os procedimentos de auto proteção: BPE - baixar, proteger e esperar!

quinta-feira, abril 18, 2013

Simulacro de sismo em Sintra no dia 23 de Abril

ProtecçaoCivil
 Foto de arquivo de Março 2011,no dia da Protecção Civil  na Escola Profissional Alda Brandão de Vasconcelos (EPAV) de Colares

Às 10H37 de 23 de abril, um sismo de intensidade 7.6 na escala de Richter, faz sentir-se em Portugal continental, com grande impacto na RLVT e Algarve. O exercício sísmico visa sensibilizar toda a população do concelho, incluiu 23 equipas que acompanham a preparação de instituições, empresas e escolas para treinarem as medidas de auto protecção e planos de evacuação, como é o caso da EB 2,3 D. Fernando II.
Escolas, sistema de saúde, serviços públicos, empresas, instituições, superfícies comerciais, indústrias, população são chamados a treinar procedimentos individuais (baixar, proteger e esperar) e a exercitar planos de evacuação.
Os sismos são fenómenos naturais imprevisíveis que podem ocorrer a qualquer momento. O Concelho de Sintra está situado numa zona da crosta terrestre afetada por sismos fortes, separados por longos períodos de acalmia. A exposição a este fenómeno natural de risco elevado requer a adoção de medidas preventivas, para que estejamos preparados para um evento catastrófico como o que ocorreu em 1755.
Preparar o Concelho para a eventualidade desta ocorrência natural é, por conseguinte, o grande objectivo deste exercício!
Texto Câmara de Sintra

 Folheto sobre o Exercício Tritão

 
 

quarta-feira, abril 17, 2013

Reabertura ao público do Chalet da Condessa d'Edla no Parque da Pena

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No próximo dia 18 de Abril, às 17 horas, comemorando o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios e a atribuição do importante Prémio Europa Nostra 2013, serão reabertos ao público, o Chalet e o Jardim da Condessa d’Edla, em Sintra.

Esta reabertura marca a conclusão dos restauros das pinturas dos paramentos interiores do Chalet (tectos e paredes em estuque e madeiramentos de vãos e da escada principal) e a abertura ao público da zona envolvente (Jardim da Condessa), cujo acesso foi encerrado após o temporal de 19 de Janeiro de 2013, devido a inúmeras quedas de árvores e à destruição da Casa do Guarda.
 .
Chalet20111217 Escadaria principal, fase de construção em 17  de Dezembro de 2011. Chalet17122011eras2 Como na primeira fase da recuperação do Chalet, que incluiu o difícil restauro da Sala das Heras, houve a preocupação de reintegrar todos os elementos recuperados do incêndio de 1999. (fotos de 17/12/2011) Chalet20111217eras Chalet20111217salaeras

terça-feira, abril 16, 2013

Cores da Primavera Sintrense

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  Campo de Armeria na Praia Grande

A Armeria e a unica espécie verdadeiramente endémica do cabo da Roca : a Armeria pseudoarmeria, também ela uma espécie dos rochedos e areias batidas pelo vento e salpicados pela salsugem.Os seus tufos de folhas largas  coroam-se durante a Primavera com inflorescências esféricas e róseas no topo de longos caules de dois palmos, ou mais de altura; e assim a charneca floresce em Março.
O nome se Armeria não significa nada senão a própria flor: e o nome latino que os romanos lhe davam. Os portugueses chamam-lhe cravo-romano, apesar de não parecer um cravo nem haver em Roma.(falamos de A.pseudoarmenia, porque há inúmeras espécies do género Armeria na península itálica). O epíteto pseudoarmeria, algo desconcertante, foi-lhe dado pelo botânico escocês Murray durante o século XIX.
Este cravo-romano e verdadeiramente exclusivo da região: as populações mais setentrionais crescem nas arribas da Praia da Samarra, poucos quilómetros a Norte; as populações mais meridionais encontram-se, precisamente, neste cabo.As populações de cravo-romano são numerosas, embora geográficamente muitissimo restritas.
(Fonte: Alagamares)

*Também o Blogue Notícias de Colares, publicou um post sobre a Armeria da Praia Grande-aqui

PMacas15042013choroesBlogue  Chorões na Praia das Maçãs e Praia GrandePMacas15042013choroes2Blogue

domingo, abril 14, 2013

Razões para não fazer podas radicais nas árvores (actualizado)




Colóquio em defesa das Árvores de Sintra - Abril de 2012


RAZÕES PARA NÃO ROLAR AS ÁRVORES

Texto da  Sociedade Portuguesa de Arboricultura publicado no blogue da Árvores de Portugal


CHOQUE INICIAL – A copa das árvores funciona como um todo. Embora, no estado adulto, os seus ramos se autonomizem, eles contribuem para que a árvores rentabilize ao máximo todas as suas capacidades. Assim, os ramos exteriores funcionam como um escudo aos mais internos, evitando queimaduras solares. Por outro lado, os mais internos mantêm a árvore a funcionar quando os externos estão afetados. Se, subitamente, se alterar este equilíbrio, e todos os ramos ficarem expostos às condições climatéricas de forma igual, a árvore fica sem defesas.

ASPECTO DEFORMADO – Uma árvore rolada é uma árvore desfigurada. Mesmo que volte a repor o volume de copa inicial, ela nunca mais voltará a ter a mesma beleza e naturalidade características da espécie. As árvores ficarão desvalorizadas, perdendo o seu valor patrimonial
.
FALTA DE ALIMENTO – Uma poda bem-feita, não remove mais do que um terço a metade da copa da árvore, o que não interfere muito com a capacidade da árvores continuar a alimentar-se a si própria. A rolagem remove a copa na totalidade, reduzindo o equilíbrio copa/sistema radicular, levando a que a árvore, temporariamente, perca a capacidade de se autoalimentar.

NOVO CRESCIMENTO MUITO RÁPIDO – Após uma operação como é a rolagem, as árvores têm tendência a repor a copa inicial, pelo que a sua rebentação será intensa e aos poucos anos retomará o volume que tinha e de uma forma desorganizada e muito densa, não resolvendo, assim, o motivo por que geralmente se recorre a esta supressão da copa.

PRAGAS E DOENÇAS – As pernadas de uma árvore rolada têm dificuldade em formar calo de cicatrização, não só pelo seu grande diâmetro, como também por não se localizarem na zona onde a árvore desenvolve os seus postos de defesa naturais. Os cortes nestas condições são vulneráveis a ataques de insetos e fungos que podem causar podridões.

  CUSTOS – Aparentemente parece ser mais económico recorrer-se a uma rolagem do que utilizar os princípios corretos de poda e corte. No entanto, esta economia é de curto prazo, pois, por um lado, a árvore perde quase por completo o seu valor, por outro lado está-se a onerar as futuras manutenções para prevenir uma decrepitude precoce ou a instabilidade mecânica dos rebentos formados após os cortes.

RAMOS NOVOS DE GRANDE FRAGILIDADE – Os rebentos formados nos bordos das zonas de corte, não têm uma inserção normal no ramo. Se se desenvolverem podridões junto às zonas de corte, esta ligação fica ainda mais fraca, tornando estes rebentos mecanicamente fracos e criando situações de perigo.

  MORTE DA ÁRVORE – Nem todas as espécies são resistentes a este tipo de supressão de copa. Em algumas, esta solução leva a uma morte rápida com custos acrescidos para sua remoção e substituição.

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O estado dos Plátanos da Várzea de Colares, após a última intervenção da Estradas de Portugal S.A. em Abril último.

sábado, abril 13, 2013

Porque hoje é Sábado

A Grande Depressão 1929-1933american_wai_01 A história * repete-se sempre  duas ou mais vezes: a primeira como tragédia, as outras com trágicos dramas sociais.
*do capitalismo
N689_0005_branca_t0 N692_0005_branca_t0crise financeira
Ler sobre A grande Depressão 1929-1933 -aqui

sexta-feira, abril 12, 2013

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O António Maria
Pinheiro, Rafael Bordalo, 1846-1905
1879-1899


 
ANTÓNIO MARIA (O)

– Jornal de humor político, editado e dirigido por Rafael

Bordalo Pinheiro (1846-1905), e que conheceu duas séries: a primeira, entre

Junho de 1879 e Janeiro de 1885

; a segunda, entre Março de 1891 e Julho

quinta-feira, abril 11, 2013

Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles distinguido com o 'Nobel' da Arquitectura Paisagista

 photo GonccedilaloRibeiroTelles2012Blogue_zps248b734a.jpg O arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles foi  distinguido com o 'Nobel' da Arquitectura Paisagista, o Prémio Sir Geoffrey Jellicoe, atribuído em Auckland, na Nova Zelândia, pela federação internacional do sector. Em 28 de Abril de 2012, o Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, participou num Colóquio/Debate sobre as Árvores de Sintra, organizado pela Alagamares, na Sociedade União Sintrense.


  Criador do corredor verde de Monsanto
Nascido em Lisboa, a 25 de Maio de 1922, Gonçalo Pereira Ribeiro Telles licenciou-se em Engenharia Agrónoma e formou-se em Arquitetura Paisagista, no Instituto Superior de Agronomia, na capital portuguesa, onde iniciou a vida profissional como assistente e discípulo de Francisco Caldeira Cabral, pioneiro da disciplina em Portugal, no século XX. São da autoria de Ribeiro Telles, entre outros projetos, o Corredor Verde de Monsanto e a integração da zona ribeirinha oriental e ocidental, na Estrutura Verde Principal de Lisboa. Gonçalo Ribeiro Telles também é autor dos jardins da sede da Fundação Calouste Gulbenkian, que assinou com António Viana Barreto (Prémio Valmor de 1975), e dos projetos do Vale de Alcântara e da Radial de Benfica, do Vale de Chelas, e do Parque Periférico, entre outros.

terça-feira, abril 09, 2013

Várzea de Colares - Primavera 2013

 photo PlatanosAbril2013ccopy_zps858424b8.jpg Fotos :Várzea de Colares 9 de Abril de 2013 photo PlatanosAbril2013copy_zps8827f1fa.jpg photo PlatanosAbril2013bBlogue_zps7a792dfc.jpg
Atenção aos Plátanos em frente à Adega Regional de Colares

Marcado a amarelo, o grupo de Plátanos centenários em frente à Adega Regional de Colares, (que em 2010 sofreram dois desnecessários abates), desta vez  este grupo não fez parte  da cruel intervenção da Estradas de Portugal S.A. que terminou (?) na semana passada na Várzea de Colares - deixando os velhos Plátanos no estado que as fotos de hoje (9/04/2013), tentam demonstrar.

Não havendo  ainda informações sobre o que se irá passar com esses centenários  Plátanos, que fazem parte da moldura da Adega Regional e que são uma das imagens mais emblemáticas de Colares.

Aguardava-se por uma vez alguma informação sobre este assunto por parte de algum elemento da autarquia, responsável pelo património arbóreo do Concelho a que se candidaram, e que tinham e têm a obrigação/dever de o preservar e defender de destruições como agora mais uma vez aconteceu.

Hotel Netto da Vila Velha de Sintra

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Hotel Netto, como se encontra hoje

Via blogue "Tudo sobre Sintra", recolhemos a informação que  a " Parques de Sintra – Monte da Lua (PSML) estava prestes a ser autorizada a adquirir as ruínas do Hotel Netto, localizadas ao lado do Palácio Nacional da Vila“ e que  a decisão poderia "ser tomada na assembleia-geral de accionistas marcada para a próxima segunda-feira, dia 25 de Março. “ - não foi possivel confirmar qual o sentido da decisão tomada nessa reunião de Março, mas é  um facto muito positivo a intenção da PSML, em ajudar a resolver um problema que parecia não ter solução.

*Intervenção arqueológica no Hotel Neto -aqui

*Ver leitura integral da notícia aqui
 
 photo CafeSaudadeFB_zpsb4e7b03f.jpg *Imagem encontrada na página de Facebook do Café Saudade 

segunda-feira, abril 08, 2013

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Publicado na Ilustração Portuguesa, nº183 de 23 de Agosto de 1909

*Hotel Belle Vue na Praia das Maçãs -ver aqui

domingo, abril 07, 2013

Igreja de Colares classificada monumento de interesse público

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Igreja Matriz de Colares classificada como imóvel de interesse público desde 13 de Março de 2013 Ler aqui

O artigo 17º da lei de bases de património (107/2001, de 8 de Setembro) prevê que a classificação de um imóvel tenha em conta critérios relativos ao "carácter matricial do bem, e ao seu interesse como testemunho simbólico e religioso, ao seu valor estético, técnico e material intrinseco  e  a sua concepção arquitectónica urbanistica e paisagística".

Um bem considera-se de interesse público "quando a respectiva protecção e valorização, representa um valor cultural de importância nacional."

sábado, abril 06, 2013

Autarquia vai classificar o Eléctrico como bem de interesse municipal

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"Tendo a Direção-Geral do Património Cultural determinado o arquivamento do procedimento relativo à classificação do Troço Ribeira/Praia das Maçãs da antiga Linha de eléctricos, a Câmara Municipal de Sintra procedeu à abertura do procedimento de classificação como imóvel de interesse municipal de toda a linha de eléctrico, oficinas e instalações secundárias.
A Câmara Municipal de Sintra considera ser necessário proteger a já centenária linha de eléctrico, não só no que concerne às memórias e vivências passadas, mas também pela peculiaridade deste antigo meio de transporte, hoje de grande alcance turístico. "

Texto da CMS