terça-feira, abril 29, 2014

Libertação na ribeira de Colares (rio das Maçãs) de peixes reproduzidos em cativeiro



Foto:Garça no rio das Maçãs, Várzea de Colares em 2012


Nos próximos dias 30 de Abril e 6 de Maio, o Aquário Vasco da Gama, o Centro de Biociências do ISPA e a Quercus, vão proceder à libertação no meio natural de mais de um milhar de peixes reproduzidos em cativeiro, acções que ocorrerão na ribeira de Colares (Sintra, dia 30) e no rio Arade (Alferce, dia 6). Os peixes a libertar pertencem às espécies Squalius pyrenaicus (escalo do sul; Em Perigo de extinção) e Iberochondrostoma almacai (boga do sudoeste; criticamente em perigo de extinção).

Este projecto, que conta ainda como parceiros a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa e a Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos, está em curso desde 2008 com o objectivo reproduzir e manter populações ex situ de algumas das espécies de peixes de água doce mais ameaçadas no nosso país.
Os repovoamentos serão efectuados em troços dos rios de origem (dos indivíduos inicialmente capturados para reprodutores) que apresentem características favoráveis à sobrevivência e reprodução dos peixes. Sempre que possível, estes troços encontram-se associados a projectos de recuperação de linhas de água, envolvendo cidadãos e entidades que localmente efectuam uma monitorização mais ou menos formal destas bacias hidrográficas.
O projecto de reprodução em cativeiro está a ser desenvolvido no Aquário Vasco da Gama (organismo cultural da Marinha, Algés) e em instalações do ICNF geridas pela Quercus, localizadas em Campelo (Figueiró dos Vinhos).

Os cursos de água nacionais encontram-se sob forte pressão, estando muitos deles sujeitos a uma degradação extrema. Aos efeitos combinados das descargas de poluentes, urbanos e industriais, que contaminam os cursos de água com excesso de nutrientes, juntam-se verões prolongados e com pouca chuva, muitas vezes devastadores para os organismos fluviais. Adicionalmente, a proliferação de espécies invasoras, vegetais e animais e as más-práticas de intervenção nos habitats ribeirinhos, contribuem também para aumentar os riscos a que se encontram sujeitos, em termos de conservação, as nossas espécies de peixes dulçaquícolas.


Via Diário Digital e Tudo Sobre Sintra

segunda-feira, abril 28, 2014

Acção de controle de espécies arbóreas infestantes na Serra de Sintra

Foto:Parque da Pena

A Parques de Sintra acolhe, dia 10 de maio, durante a manhã, uma acção de voluntariado para controlo de espécies arbóreas infestantes (arranque de espécies invasoras, tais como Acácias, Pitósporos e Háqueas) na Tapada do Saldanha, Serra de Sintra.
Esta acção é aberta a todos os participantes, mediante inscrição prévia, e os voluntários serão acompanhados por técnicos, na sua maioria biólogos que, durante todo o ano, estão presentes nas ações do Projeto BIO+Sintra.
As espécies infestantes são muito difíceis de erradicar, apresentando-se como uma forte ameaça para a flora e fauna da Serra de Sintra. Devido ao seu rápido crescimento, dominam as espécies autóctones, prejudicando o desenvolvimento de árvores como o Carvalho Português, o Carvalho Alvarinho, o Sobreiro ou o Medronheiro. No que respeita à vida animal, representam especial perigo para alguns tipos de aves como a Águia-de-Bonelli, dado que formam habitats cerrados pouco adequados para garantir acesso a alimento. São também um perigo para espécies como o Lagarto-de-água, uma vez que impedem o crescimento da vegetação ao longo das margens das ribeiras e linhas de água, onde estes animais nidificam e procuram abrigo. Saiba aqui mais informações sobre esta iniciativa. PARTICIPE.


Texto via jornal "Cidade Viva"

 Foto:Parque de Monserrate 2011

domingo, abril 27, 2014

As Caravelas da Praia das Maçãs

 Foto1

 Nos anos 50, a Praia das Maçãs teve uma "fábrica" de motociclos muito conhecida na região - a oficina de António Jacinto Canastro, onde era fabricada a "Caravela Praia das Maçãs", um motociclo com motor de 50cc - dessa oficina resta uma barracão destelhado e hoje o local, é um parque de estacionamento do Talho do Mário, na Praia das Maçãs.


 Foto2
Foto 3

 Publicamos as fotos   de duas "Caravelas Praia das Maçãs", (talvez as únicas existentes), reconstruidas  na oficina do Sr. José Domingos no Mucifal. A Foto 1. a Caravela da Praia das Maçãs, propriedade de  Nuno Gaspar, co-autor de dois magníficos livros  sobre  a Praia das Maçãs: "O passado e o presente" e "Um passeio de Cintra até ao Mar"  um grande coleccionador de fotos e postais de Sintra.
 As fotos 2e 3, a Caravela, da  colecção do Arquitecto Frederico Valsassina, existente na sua casa na Praia das Maçãs.

 


Saber mais sobre a "Caravela Praia das Maçãs":
-Notas para a história da "Caravela da Praia das Maçãs"- Aqui
-Notas para a história da "Caravela da Praia das Maçãs"II-
Aqui
-Notas para a história da "Caravela das Praia das Maçãs"III-
Aqui



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sexta-feira, abril 25, 2014

quinta-feira, abril 24, 2014

25 de Abril, sempre!

Manuscrito de  Sophia Mello Breyner Andresen/ Biblioteca Nacional


Foto publicada no Diário de Notícias em 26 de Abril de 1974

Bivalves, toxinas & informação


 Foto:Mexilhões na Praia das Maçãs em 2009

Na véspera da sexta-feira Santa, 18 de Abril, dia em que a tradição "obriga" a apanhar mexilhão, enviámos à Capitania de Cascais o seguinte  pedido de informações sobre a situação:

Enviada: quinta-feira, 17 de Abril de 2014 21:20
Para: CAP P CASCAIS - Capitania
Assunto: Apanha de Bivalves

Boa noite,
Sendo autor de um blog da região de Sintra, tomei conhecimento durante o final de tarde da interdição da apanha de bivalves em virtude da existência de toxinas. Havendo nesta zona do litoral a tradição da apanha lúdica de mexilhão nas sextas-feiras Santas. Gostaria de saber quais as medidas previstas para evitar a apanha e a posterior venda de mexilhão, para todos que desconhecem os perigos para a saúde da ingestão de bivalves nesta altura.
Cumprimentos

http://www.riodasmacas.blogspot.com

 http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/04/interdita-apanha-do-mexilhao.html

A resposta da Capitania de Cascais-recebida hoje, 23 de Abril de 2014:


Junto se transcreve o teor do despacho do Capitão do Porto exarado no seu email:

                                                                                  “DESPACHO
  1. Ciente
  2. Para alem da informação disponibilizada no sitio da internet do IPMA e da Capitania, foi igualmente promulgado o respectivo Edital por este Órgão Local da Autoridade Maritima, ao qual foi dada a divulgação habitual.
  3. Para além disso, a Policia Maritima, em articulação com outras entidades, nomeadamente a Policia Municipal de Cascais, tem vindo a desenvolver acções informativas, no âmbito das acções de policiamento dos espaços marítimos sob jurisdição nacional.
  4. Por fim, relembro que a venda de organismos marinhos provenientes da apanha lúdica é proibida por lei.
  5. Informe-se o cidadão.

                                                                       Assinado pelo Capitão do Porto
                                                                        Dario de Oliveira Pinto Moreira
                                                                                  Capitão-tenente”

quarta-feira, abril 23, 2014

Postal de Cintra

"Os principais monumentos nacionais que se encontram dentro dos limites do Plano de Urbanização- o Palácio Nacional, a igreja de Stª Maria e a Capela de S.Lázaro - já estão cercados por um perímetro de protecção estabelecido pela Direcção dos Monumentos e Edifícios Nacionais, no interior  do qual toda a construcção está severamente  fiscalizada(...)"
in Urbanização de Sintra -Ante-plano  1949


"Julgamos necessário ampliar  a zona de protecção do Palácio Nacional, porque prevemos a formação de novos bairros de extensão ao norte deste Palácio, sobre colinas donde a silhueta deste edifício se perfila duma maneira muito bonita sobre a montanha do Castelo dos Mouros(...)"
in Urbanização de Sintra -Ante-plano 1949
Diário da República nº114 IIª Série de 16 de Maio de 1996

terça-feira, abril 22, 2014

Os trabalhos das Abelhas

 Foto.zangão em visita a Colares

O aumento da mortalidade das abelhas requer "medidas urgentes" avisa o Parlamento Europeu


O Parlamento Europeu (PE) lançou um alerta em 2011,quanto à necessidade de “medidas urgentes” no controlo da morte das abelhas, que tem vindo a aumentar, o que pode ter grandes impactos na agricultura.
O comunicado vem no seguimento do relatório aprovado pela Comissão Europeia, que alerta para o “impacto negativo profundo na agricultura, na produção e segurança alimentares” que poderá representar o aumento da taxa de mortalidade das abelhas na União Europeia (UE).
De acordo com o comunicado, 76% da produção alimentar e 84% das espécies vegetais da UE dependem da polinização das abelhas. O argumento é do PE, que lança várias propostas à Comissão Europeia para o bem da biodiversidade, da sustentabilidade ambiental e dos ecossistemas. Os apelos mais prementes prendem-se com o apoio à investigação para prevenção e controlo de doenças que vitimam as abelhas e com a atribuição de mais recursos financeiros à apicultura.

Fonte.Público
 http://www.publico.pt/sociedade/noticia/aumento-da-mortalidade-das-abelhas-requer-medidas-urgentes-dizem-eurodeputados-1521061




Foto. Abelha em actividade  em Colares


Os trabalhos do zangão

O zangão  é o macho das diversas espécies de abelhas sociais, especialmente da abelha-europeia. Caracteriza-se pelo porte superior às obreiras e pela ausência de ferrão.Numa incursão a Colares possibilitou-nos registar alguns momentos da sua  veloz actividade de polinização

*Fotos de um zangão numa doce flor em Colares 20/04/2014




A única função dos zangões é a fecundação das rainhas virgens. O zangão é o único macho da colméia, não possui ferrão e, nasce de ovos não fecundados depositados pela rainha.

Por não possuir órgãos de trabalho, o zangão não faz outra coisa a não ser voar à procura de uma rainha virgem para fecundá-la.

Os zangões nascem 24 dias após a postura do ovo e atingem a maturidade sexual aos 12 dias de vida. Vivem de 80 a 90 dias e dependem única e exclusivamente das abelhas operárias para sobreviver: são alimentados por elas, e por elas são expulsos da colméia nos períodos de falta de alimento - normalmente no outono e no inverno - morrendo de fome e frio.
Quase duas vezes maiores do que as operárias, a presença de zangões numa colméia é sinal de que a colónia está em franco desenvolvimento e de que há alimento em abundância.
Apesar de não possuir órgães de defesa ou de trabalho, o zangão é dotado de aparelhos sensitivos excepcionais: pode identificar, pelo olfacto ou pela visão, rainhas virgens a dez quilómetros de distâncias.
Os zangões costumam agrupar-se em determinados pontos próximos às colméias onde ficam a espera de rainhas virgens. Quando descobrem a princesa partem todos em perseguição à rainha, para copular em pleno vôo, o que acontece sempre acima dos 11 metros de altura. No vôo nupcial, uma média de oito a dez zangões conseguem realizar a façanha - exatamente os mais fortes e vigorosos. Mas eles pagam um preço alto pela proeza: após a cópula, seu órgão genital é rompido, ficando preso a câmara do ferrão da rainha. Logo após, o zangão morre.
Fonte:
Zangão


segunda-feira, abril 21, 2014

Escola Portuguesa de Arte Equestre nos Jardins do Palácio de Queluz





Todas as quartas-feiras, às 11h00, têm lugar nos Jardins do Palácio Nacional de Queluz apresentações da Escola Portuguesa de Arte Equestre (EPAE) com a duração de 20 a 30 minutos. Estes espetáculos, organizados com os cavalos e cavaleiros da EPAE, estão acessíveis a todos os visitantes do Palácio e/ou Jardins de Queluz.


A Escola Portuguesa de Arte Equestre

domingo, abril 20, 2014

No Tempo das Borboletas


A Primavera é o tempo das Borboletas.Em Colares elas chegaram agora, mas  em  menor número que em outras Primaveras. As mudanças climáticas e a intervenção do homem muito  têm contribuido para a redução destas espécies, que além da sua função na biodiversidade, dão um cor  especial aos campos e jardins.

Fotos de 19/04/2014 no Mucifal/Colares


"As borboletas, são insectos da ordem Lepidoptera classificados nas superfamílias Hesperioidea e Papilionoidea, que constituem o grupo informal "Rhopalocera". Como outros insectos de holometabolismo, o seu ciclo de vida consiste em quatro fases: ovo, larva, pupa e imago (Adulto). Os fósseis mais antigos conhecidos de borboletas são do meio do Eoceno, entre 40-50 milhões de anos atrás2 .
As borboletas demonstram polimorfismo, mimetismo e aposematismo. Algumas, como a Borboleta-monarca, migram longas distâncias. Algumas borboletas desenvolveram relações simbióticas e parasíticas com insectos sociais tais como as formigas. Algumas espécies são pestes pois enquanto larvas podem danificar culturas ou árvores; porém, algumas espécies são agentes de polinização de algumas plantas e as lagartas de algumas borboletas (e.g. as da subfamília Miletinae) comem insectos nefastos. Culturalmente, as borboletas são um tema popular nas artes visuais e literárias."
(texto da Wikipédia)



Principais ameaças para as borboletas
Actualmente, muitas espécies de borboletas estão a desaparecer. Os maiores perigos que as borboletas enfrentam são a perda dos seus habitats. Nos locais onde antigamente existiam plantas e flores autóctones que serviam de alimento às borboletas, hoje em dia existem outras plantas invasoras que não fornecem comida às borboletas. Elas são obrigadas a procurar outros locais ou acabam por morrer devido à falta de alimento.

A poluição, o uso de pesticidas e fertilizantes na agricultura e o abate de árvores também estão a colocar muitas espécies de borboletas em perigo de desaparecerem.

As alterações climáticas são outra ameaça para as borboletas.

sábado, abril 19, 2014

Porque hoje é Sábado...

TRINTA DINHEIROS

No bengaleiro do mercado público
penduraram o coração.
Vestem o fato dos domingos fáceis.
Não têm rosto
têm sorrisos muitos sorrisos
aprendidos no espelho da própria podridão.
Têm palavras como sanguessugas.
Curvam-se muito.
As mãos parecem prostitutas.
Alma não têm. Penduraram a alma.
Por fora parecem homens.
Custam apenas trinta dinheiros.

Manuel Alegre/Praça da Canção/1968




sexta-feira, abril 18, 2014

Informação em velocidade de tartaruga sobre as toxinas dos bivaldes

Publicado  pela capitania de Cascais,durante este final de tarde  (18/04/2014)com a data de ontem,a informação sobre a questão dos bivaldes e das toxinas.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=858115970881533&set=a.787182457974885.1073741828.749584825067982&type=1&stream_ref=10


Aguardamos desde ontem uma resposta sobre o assunto que dirigimos em e-mail à Capitania de Cascais.


Post relacionado-Interdita a apanha do mexilhão

http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/04/interdita-apanha-do-mexilhao.html


quinta-feira, abril 17, 2014

Interdita a apanha do mexilhão [Actualizado]

Saber mais  sobre a interdição da apanha de bivaldes no blog "Tudo sobre Sintra":

http://www.tudosobresintra.com/2014/04/autoridades-alertam-que-apanha-de.html

Foto de 2012 no Mindelo/Praia das Maçãs , que não será possivel ver este ano com a interdição da apanha lúdica do mexilhão que acontece tradicionalmente na Sexta-feira Santa.

Post relacionado de 2012:
A tradição ainda é o que era no litoral Sintrense
 http://riodasmacas.blogspot.pt/2012/04/tradicao-ainda-e-o-que-era-no-litoral.html

 Actualização -Sexta-feira 16/04/2014 - 12h50m
Via C.M de Sintra e  Agência Lusa

ALERTA:
A apanha de bivalves está proibida em diversas zonas da costa de Portugal continental, devido à presença de toxinas causadoras de intoxicação diarreica, revelou na quinta-feira o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
De acordo com o IPMA, na sua página da internet, foi imposta temporariamente a interdição da apanha e captura para todos os bivalves no litoral entre Peniche e Lisboa e áreas da Ria Formosa e para amêijoa-macha na Ria de Aveiro.
A proibição na Lagoa de Albufeira abrange a maioria dos bivalves, excepto amêijoa-japonesa, amêijoa-macha e amêijoa-boa. A interdição é justificada "devido à presença de fitoplâncton produtor de toxinas marinhas ou de níveis de toxinas ou de contaminação microbiológica acima dos valores regulamentares".
Na maioria das amostras foram detetadas toxinas que provocam intoxicação diarreica (DSP). Já no litoral entre Setúbal e Sines está proibida a captura de amêijoa-branca devido à presença de toxinas que provocam intoxicação amnésica (ASP).
Na sequência deste novo boletim do IPMA, a Capitania do Porto de Cascais informou, na sua página do Facebook, que se "encontra interdita a apanha de todos os moluscos bivalves ao longo da sua área de jurisdição", delimitada desde a ponta da foz do Rio Sisandro (Mafra) até à Torre de S. Julião da Barra (Oeiras).
"Para além de passível de procedimento contraordenacional, a desobediência a esta restrição poderá trazer consequências graves para a saúde pública, sobretudo nos grupos etários mais vulneráveis (crianças e idosos)", alerta a Capitania do Porto de Cascais.
O aviso representa especial importância devido à tradição de sexta-feira Santa da apanha lúdica de mexilhão em várias zonas costeiras de municípios como Cascais e de Sintra.
Notícia Lusa

Fotos de hoje (18/04/2014) Praia das Maçãs 8h30m
 Tradição e  Toxinas

 Sobre o festival do Mexilhão que se realiza hoje e amanhã na Praia das Maçãs

Via blog "Tudo Sobre Sintra":

"Entretanto, tem início esta tarde o primeiro Festival do Mexilhão da Praia das Maçãs, uma iniciativa promovida pela Junta de Freguesia de Colares, cujo presidente já assegurou que não há razões para alarme. "O nosso mexilhão é certificado e a qualidade está assegurada através de fornecedores dos restaurantes que participam no festival", disse Rui Santos à agência Lusa. [notícia no Diário Digital, no Porto Canal e no SOL]"

O Dia Internacional dos Museus e Sìtios no Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas



O Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas realizou ontem dia 16 de Abril, no âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, uma conferência seguida de visita intitulada «A villa e a necrópole romanas do Casal do Rebolo (Almargem do Bispo, Sintra)» guiada .por Alexandre Gonçalves, onde está patente o espólio mais significativo daquele importante sítio arqueológico de Sintra.

 "Tendo como ponto de partida as atitudes do Homem perante a morte, a exposição "Diis  Manibus - Rituais da Morte durante a romanidade" dá a conhecer um importante conjunto de materiais arqueológicos descobertos na região de Sintra"

"A região de Sintra integrava durante a Antiguidade o extenso território rural administrado pelo senado de Olisipo, a única cidade da Lusitânia que obteve o previlegiado estatuto do Municipio de Direito Romano. A zona mais ocidental do Municipio Olisiponense, onde se intregra o território sintrense, apresenta uma inequívoca unidade  cultural, social e económica, de que a epigrafia recolhida constitui um bom testemunho.
Na região de Sintra o processo de romanização é bastante precoce, estendendo-se pelo menos desde meados do século II a.C. até ao momento em que esta cidade recebeu o referido estatuto municipal cerca de 30 a.C.""


"Foi possivel identificar áreas de necrópole contemporâneas do respectivo local de habitação,  nomeadamente na Granja dos Serrões, Casaç do Rebolo, Santo André de Almoçageme, Casal de Pianos e no Casal do Silvério."

http://riodasmacas.blogspot.pt/2008/09/vila-romana-de-santo-andr-em-almoageme.html

Créditos:
 Excertos de um texto de  "Rituais da Morte durante a Romanidade" do Museu Aqueológico de São Miguel de Odrinhas.

terça-feira, abril 15, 2014

Imaginário e Legado de Carvalho Monteiro em livro

 Dia 19 de Abril, sábado, pelas 21h, a Alagamares promove a apresentação no Café Saudade, em Sintra, do livro de Manuel Gandra “A.A.Carvalho Monteiro, Imaginário e Legado”, com intervenções do próprio e de Miguel Real. Entrada Livre.

 http://www.alagamares.com/19-de-abril-apresentacao-de-livro-sobre-carvalho-monteiro/

Jazigo de Carvalho Monteiro no cemitério dos Prazeres

António Augusto Carvalho Monteiro, filho de pais portugueses, nasceu no Brasil, no Rio de Janeiro em 27 de Novembro de 1850 e faleceu em Sintra em 24 de Outubro de 1920.

Foto do monumental jazigo no cemitério dos Prazeres,em Lisboa
Um interessante pormenor do jazigo de Carvalho Monteiro
 

Sobre a Quinta da Regaleira

Nos finais do Séc. XIX a quinta foi comprada pelo capitalista e homem de grande cultura, formado em Direito pela Universidade de Coimbra, António Augusto de Carvalho Monteiro, o “Monteiro dos Milhões”, com uma enorme riqueza acumulada no Brasil.

Para a construção do palácio e da capela inspirou-se no eclectismo estrutural e no estilo neo-manuelino do Hotel do Buçaco da autoria de Luigi Manini,cenógrafo e arquitecto a quem entregou o projecto e a edificação do palácio da Regaleira. Refletindo a epopeia dos descobrimentos, o misticismo português e os ritos e tradições mais herméticas da humanidade, o Palácio e os seus jardins são somatório de vários estilos, cheios de sinais Maçónicos,Templários e Rosa-Cruz, uma viagem que nos transporta para uma dimensão distante do mundo por onde normalmente andamos.

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios no Museu Arqueológico de Odrinhas

MUSEU ARQUEOLÓGICO DE SÃO MIGUEL DE ODRINHAS, SINTRA
Dia 16 de Abril – Comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios
Conferência: «A villa e a necrópole romanas do Casal do Rebolo (Almargem do Bispo, Sintra)», por Alexandre Gonçalves.

O Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas irá realizar no próximo dia 16 de Abril, no âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, uma conferência seguida de visita intitulada «A villa e a necrópole romanas do Casal do Rebolo (Almargem do Bispo, Sintra)».

Esta actividade iniciar-se-á no Auditório do Museu, onde terá lugar a conferência. Esta será seguida de visita guiada à exposição temporária «DIIS MANIBVS – Rituais da Morte durante a Romanidade», onde está patente o espólio mais significativo daquele importante sítio arqueológico de Sintra.

Dia 16 de Abril – 15.00 Horas
Duração: 90 minutos (com 15 minutos de intervalo)
Público-alvo: Público em geral.
Acesso: Gratuito – mediante marcação.

Mais informações e/ou marcações:
Telef. 21 960 95 20
Email. divulgação-masmo@sintraquorum.pt

segunda-feira, abril 14, 2014

Postal da Praia do Magoito

A Praia do Magoito como em todo o litoral Sintrense, sofreu com as últimas intempéries - uma visita à praia, permitiu os registos que hoje publicamos. A falta de areia do extenso areal é o sinal deixado pela agitação marítima dos meses de Fevereiro e Março.




domingo, abril 13, 2014

Voar nos céus de Sintra

Diáriamente pelos céus de Colares os Epsilon-TB 30, produzem um ruído característico,que já nos habituámos, em voos de treino em formação ou não,oriundos da Base Aérea 1 na Granja do Marquês.Hoje publicamos alguns apontamentos sobre estes nossos vizinhos do ar.
Foto:Epsilon-Tb 30 na pista da BA1 em Sintra
 
O EPSILON-TB 30 produzido pela firma francesa AEROSPATIALE, foi projectado para servir a fase elementar de pilotagem e para permitir que se vá mais além através da fase básica (ou intermédia).
É um avião bi-lugar em tandem, de asa baixa e curta e trem triciclo retrátil.
O motor de 6 cilindros horizontais é de injecção automática, possui um dispositivo de alimentação e lubrificação para o voo invertido e aciona um hélice de velocidade constante.
A configuração do seu painel de instrumentos, a sua velocidade de cruzeiro, a robustez da sua célula que suporta de +6,7 G a -3,35 G e a sensibilidade de comandos, conferem-lhe caraterísticas similares às de um pequeno avião de caça convencional.
Motor:
1 x Avco Lycoming AEI0-540 com a potência de 300 CV às 2.700 r.p.m.

·  Aérospatiale Epsilon-TB 30
Modelo da aeronave
·  Avião monomotor, asa baixa, trem retráctil destinado a instrução de pilotagem. A construção da aeronave foi entregue a uma subsidiária da Aérospatiale, a SOCATA que fez as primeiras entregas à Força Aérea Francesa em junho de 1983. Wikipédia
·  ·  Autonomia de voo: 1.300 km
·  Velocidade máxima: 378 km/h
·  Peso: 932 kg
·  Comprimento: 7,59 m
·  Envergadura: 7,92 m
·  Velocidade de cruzeiro: 358 km/h
·  Voo inaugural: 22 de dezembro de 1977

Esquadra 101 - "Roncos"
Aerospatiale Epsilon-TB 30

Texto,fonte: FAP 



A Esquadra 101 "Roncos"


A Esquadra 101, como Esquadra de Instrução Elementar e Básica da Força Aérea Portuguesa, é a fiel depositária das tradições e conhecimentos herdados de todas as Esquadras que, ao longo dos tempos e em diversos aviões, cumpriram esta nobre missão.
É uma longa História, a que se começou a desenhar a 14 de maio de 1914, com a criação da Escola Aeronáutica Militar. Foi nesta Escola, a 2 de novembro de 1916, e tendo como Chefe de Pilotos o Comandante Sacadura Cabral, que se iniciou o primeiro curso de pilotagem ministrado em Portugal. Dos dezasseis alunos que o iniciaram, foram brevetados treze, a 10 de maio de 1917.
Congregando toda a experiência adquirida desde 1914, a Esquadra 101 materializa a sua presente designação em 1978, fruto de uma reorganização na Força Aérea Portuguesa. Herda, na altura, os meios humanos e materiais da Esquadra 21 - Esquadra de Instrução Elementar de Pilotagem – sedeada na Base Aérea N.º2, e equipada com aeronaves Chipmunk.
Inicia uma nova etapa em 1989, com a aquisição de 18 aeronaves de fabrico francês – EPSILON TB 30 –, tendo, na mesma data, sido transferida para a Base Aérea N.º1. Mantém-se por Sintra até 1993, altura em que é relocalizada na Base Aérea N.º11.
E, é em Beja que, a 26 de julho de 1995, como corolário da sua História dedicada à Instrução na Aviação Militar, é condecorada com a Medalha de Ouro de Serviços Distintos, destinada a “…galardoar serviços de carácter militar relevantes e extraordinários ou atos notáveis de qualquer natureza ligados à vida do Exército, da Armada ou da Força Aérea, de que resulte, em qualquer dos casos, honra e lustre para a pátria ou para as instituições militares do país.”
Regressa, novamente, em 2009, à Casa Mãe da Instrução em Portugal, a Base Aérea N.º1, local onde continua a honrar o seu lema – “…Ensinando os Princípios da Arte.”
 Texto, fonte :FAP

Foto FAP
 http://www.emfa.pt/www/po/esquadra/esq101


sábado, abril 12, 2014

Porque hoje é Sábado...


LISBOA PERTO E LONGE

Lisboa chora dentro de Lisboa
Lisboa tem palácios sentinelas.
E fecham-se janelas - branca e rota
a blusa de seu povo - essa gaivota

Lisboa tem casernas catedrais
museus cadeias donos muito velhos
palavra de joelhos tribunais.
Parada sobre o cais olhando as águas
Lisboa é triste assim cheia de mágoas.

Lisboa tem o sol crucificado
nas armas que em Lisboa estão voltadas
contra as mãos desarmadas - povo armado
de vento revoltado violas astros
- meu povo que ninguém verá de rastos.

Lisboa tem o Tejo tem veleiros
e dentro das prisões tem velas rios
dentro das mãos navios prisioneiros
aí olhos marinheiros - mar aberto
- com Lisboa tão longe em Lisboa tão perto.

Lisboa é uma palavra dolorosa
Lisboa são seis letras proibidas
seis gaivotas feridas rosa a rosa
Lisboa a desditosa desfolhada
palavra por palavra espada a espada.

Lisboa tem um cravo em cada mão
tem camisas que abril desabotoa
mas em maio Lisboa é uma canção
onde há versos que são cravos vermelhos
Lisboa que ninguém verá de joelhos.

Lisboa a desditosa a violada
a exilada dentro de Lisboa.
E há um braço que voa há uma espada.
E há na madrugada azul e triste
Lisboa que não morre e que resiste.

Manuel Alegre/ O Canto e as ArmasEd.1974


*Foto1- Lisboa e o Tejo
*Foto2- 1º de Maio de 1974/Lisboa