segunda-feira, junho 30, 2014

Jornal de Sintra

No último número do Jornal de Sintra, a primeira página chama-nos atenção para a situação difícil que o jornal sintrense atravessa. Colaborador  e leitor há alguns anos do jornal, o aviso deixou-me muito preocupado - porque desde 1934, o Jornal de Sintra ocupou sempre um lugar único na informação sintrense, sobrevivendo aos vários tempos políticos desde a sua fundação até aos nossos dias - o arquivo do jornal é  ainda um elemento fundamental para se conhecer a história de Sintra no último século.

Actualmente a concorrência com a informação regional gratuita cria na imprensa paga uma situação de grande desiquilíbrio financeiro.
A primeira página  da edição de sexta-feira do Jornal de Sintra. [edição em PDF]

-Transcrevemos parcialmente o aviso/alerta que o JS  publica na última edição:

"Aos leitores e assinantes do Jornal de Sintra
Como é conhecimento dos sintrenses o Jornal de Sintra foi fundado há mais de 80 anos e é hoje um dos poucos jornais pré-centenários da Europa que mantém ininterruptamente a sua edição semanal em papel.
(...)
Neste momento a situação é grave não obstante os pagamentos ao Estado (Segurança Social e Fisco) estarem em dia.
(...)
Dentro deste cenário e apesar das dificuldades, a equipa reafirma o seu propósito de prosseguir este projecto de independência e de lutar pelo seu desenvolvimento e regularização económico-financeira" - mas adianta , que poderá suspender a tiragem em altura  "em que a edição não tenha qualquer viabilidade" 

domingo, junho 29, 2014

Espectáculo de Solidariedade Social no Mucifal


Decorreu este Domingo, como programado, um espectáculo de Solidariedade Social, com o objectivo de recolha de alimentos, para ajudar a suprir  alguns dos problemas  vividos por famílias carenciadas da freguesia de Colares.
O espectáculo  teve a actuação da  excelente Banda da Armada e lotação esgotada do Pavilhão da União Mucifalense.

Apresentação de  António Sala
Mário  Laginha sempre presente
Rui Veloso
 Patrícia Santos
Mafalda Arnaut

Uma organização da Junta de Freguesia de Colares

sábado, junho 28, 2014

Quem protege a Paisagem Protegida de Sintra?

Paisagem Cultural de Sintra - Plano de GestãoFicha 30 - Regulamento para a intervenção em Árvores de Sintra

"(...) O corte e a poda de árvores reduzem-se ao minímo indispensável . O abate , em regra só deverá ocorrer depois da árvore ter atingido o termo da sua longevidade, isto é , quando começar a secar, definhar ou apresentar sintomas nítidos de decrepitude; as restantes situações deverão ser ponderadas, de acordo com o estipulado no regulamento e/ou legislação vigente. O regulamento aplica-se a qualquer intervenção que seja necessário em árvores que se insiram em zonas verde de uso público, zonas verde de protecção e enquadramento, estradas e arruamentos, praças e logradouros públicos .
Aplica-se ainda, em elementos similares que se situem em pátios, quintas e propriedades de carácter privado.
Visa aprotecção dos exemplares designados de interesse concelhio ou classificados pela Direcção- Geral de Florestas.
(...)
É com esta determinação que assumimos o presente Plano de Gestão e o submetemos à apreciação da UNESCO.

Sintra 24 de Janeiro de 2005

O Presidente da Câmara Municipal de Sintra
Fernando Reboredo Seara"

*(Fernando Seara e a a sua vereação, nunca respeitou, a  legislação camarária- Regulamento para a intervenção em Árvores de Sintra, que ele própria assinou...)

Foto do Palácio da Vila com a Tília em 26 de Junho de 2014


Foto do Palácio da Vila sem Tília após a intervenção da PSML em 27 de Junho de 2014

http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/06/abatida-tilia-do-palacio-da-vila-de.HTML

Fotos obtidas da varanda da Casa dos Penedos, casa projectada por Raul Lino, ele próprio com uma opinião sobre a razão porque se abatem Árvores:


PORQUE SE DERRUBAM ÁRVORES
Raul Lino num artigo publicado no Diário de Notícias de 5 de Setembro de 1962 com o título “SINTRA – UM TELEFÉRICO E OUTRA RATICES”, escreve:

…diremos que se derrubam árvores por quatro razões principais, a saber...: 1ª., porque quem o ordena não sabe que a árvore é uma criação perfeita que mantém sempre todas as suas admiráveis qualidades até morrer, e portanto não só toda a vida fornece sombra aos justos como também, noutro sentido (figurado), faz sombra aos espíritos tacanhos que nunca conheceram qualquer forma de perfeição que seja e por isso se exasperam com inveja das árvores, só lhes querendo mal; 2º. , porque deitar abaixo uma árvore é fácil, rápido e flagrantemente reconhecível, o que dá ao derrubador a sensação de, com simplicidade, haver conseguido uma vez na vida «fazer alguma coisa que se veja» ; 3ª.porque arrancar árvores introduz nos lugares de onde saem, imediatamente, um aspecto que, por não ser devido a elementos que levaram muito tempo a formar, por isso mesmo merece logo o título de novidade ou modernismo, sem preocupação ou reconhecimento se o que se acabou de fazer ficou melhor ou pior, mas que mitiga, entretanto, o prurido dos que confundem o corte de uma árvore com a ablação de um quisto enfadonho; 4ª e última, englobando ao mesmo tempo o mais mesquinho e o mais grave dos motivos: cortam árvores porque se pode então vender a sua madeira – prémio vil mas muito superior ao pouco valor que lhe atribui a mentalidade de quem as derruba; e cortam as árvores porque nunca alguém lhes disse ou explicou o valor educativo que essa admirável criatura encerra!
|…|
RAUL LINO –SINTRA
Estudo introdutório e selecção de textos de RODRIGO SOBRAL CUNHA (Colares Editora - 2014)



Casa dos Penedos

sexta-feira, junho 27, 2014

Informação da Parques de Sintra Monte da Lua (PSML) sobre o abate da Tília do Palácio da Vila

Recebemos da PSML, a informação que publicamos, sobre o abate de ontem da Tília do Palácio da Vila -posteriormente comentaremos o procedimento lamentável deste triste acontecimento.
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/06/abatida-tilia-do-palacio-da-vila-de.html

Foto PSML


A Parques de Sintra - Monte da Lua tomou ontem (26/06/2014) a decisão de abater a Tília que se encontrava junto ao Palácio Nacional de Sintra. 
No dia 19/06/2014 às 6h da manhã caiu uma grande pernada da Tília situada no Terreiro do Palácio Nacional de Sintra em frente à Ala Manuelina. A zona foi vedada para garantir a segurança dos muitos visitantes.
Analisado o problema, verificou-se que a queda se deveu ao estado de podridão interior da estrutura arbórea. De acordo com o relatório elaborado pelo Diretor Técnico do Património Natural, foi decidido que a única solução era o corte da árvore e plantação de uma Tília nova, no mesmo local.
 
“A observação cuidada dos tecidos internos expostos na zona de fratura permitiu constatar a presença de uma podridão de lenho interna, do tipo deslenhificação seletiva, que, contudo, não evidenciava sintomas externos. Esta lesão de elevada dimensão estendia-se ao longo do ramo afetado e do tronco, atingindo a zona de inserção dos ramos estruturais. A situação encontrava-se agravada pela presença de casca inclusa na zona de bifurcação do eixo principal. A  conjugação destes dois defeitos críticos assumia um potencial risco de rutura muito elevado.
A acrescer a esta situação, no colo da árvore existia uma grande cavidade com enegrecimento dos tecidos internos expostos, e insuficiente concha estrutural para a correta manutenção da transmissão dos esforços físicos. Este defeito crítico assumia também um potencial risco de rutura muito elevado.”
 
À semelhança de todos, também a Parques de Sintra lamenta a situação e gostaria que tivesse sido possível preservar a Tília, cuja existência marcava fortemente o local.
 
 

quinta-feira, junho 26, 2014

Abatida a Tília do Palácio da Vila de Sintra




Hoje de manhã foi abatida  a Tília que se encontrava junto ao Palácio Nacional da Vila de Sintra. Sendo actualmente o Palácio da Vila gerido pela Parque de Sintra Monte da Lua (PSML), estranhamos  e lamentamos a decisão. A tília fotografada em 30 de Maio de 2014, tinha uma enorme copa verdejante e Sintra gaba-se de ser ainda  Paisagem Protegida, estatuto atribuído pela UNESCO.

Fotos de hoje e o  lamentável resultado da intervenção desta manhã, lesando gravemente mais uma vez o património arbóreo de Sintra.



quarta-feira, junho 25, 2014

Colóquio Nacional Raul Lino


A decorrer o II ciclo do Colóquio Nacional Raul Lino, em Sintra nos dias 25,26 e 27 de Junho na Casa dos Penedos em Sintra.

A sessão de hoje, terminou com um improviso do pianista Mário Laginha, contra o despovoamento do centro histórico. O pianista do Penedo, fez a intervenção graciosamente pela causa da habitação em Sintra, ameaçada pelo despovoamento,"porque cada vez que que sai uma pessoa do centro histórico abre uma loja ou um hostel" afirmou.


Mário Laginha aplaudido no final da sua intervenção

Concerto de Solidariedade Social no Pavilhão da União Mucifalense


terça-feira, junho 24, 2014

Praia das Maçãs - Verão 2014


A Praia das Maçãs e o seu mar irreconhecíveis. Ontem o mar tradicionalmente agitado não tinha ondas e o acesso ao mar pelo areal, estava muito dificultado pelas  inúmeras rochas a descoberto,  a falta de areia  consequência dos últimos temporais - marcava pela ausência.



segunda-feira, junho 23, 2014

Marchas Populares do Concelho de Sintra


O Largo do Palácio de Queluz e a Volta do Duche, em Sintra, acolhem as marchas populares do concelho que se realizam nos próximos dias 27 e 29 de junho.



27 de junho, 22h00 - Queluz: Largo do Palácio Nacional de Queluz
Marcha Popular de S. João das Lampas
Marcha Popular do MTBA
Marcha Popular de Montelavar 


29 de junho, 21h00 - Sintra: Volta do Duche
Marcha Popular de S. João das Lampas
Marcha Popular do MTBA
Marcha Popular de Cabriz
Marcha Popular de Montelavar

Fonte CMS

domingo, junho 22, 2014

José Mindouro - Guarda-freio do Eléctrico da Praia das Maçãs


José Mindouro, antigo guarda-freio do eléctrico da Praia das Maçãs, confunde-se com a imagem do centenário transporte sintrense. Elemento importante numa equipa que  nos permite ainda hoje com o seu  laborioso trabalho de manutenção e reconstrução, o prazer de viajar nesta importante imagem de marca de Sintra, inaugurado em 31 de Março de 1904.




sábado, junho 21, 2014

Horário de Verão 2014 do Eléctrico da Praia das Maçãs


*Horário do eléctrico via blog "Tudo sobre Sintra"

Porque hoje é Sábado...

Postal da Baía de Cascais com aviões


A Baía de Cascais vai receber entre os dias 4 e 6 de Julho, uma "corrida de aeronaves que associa a competição com o espectáculo acrobático", segundo o jornal "Notícias de Cascais" - a justificação para o facto de  termos feito na última quarta-feira as fotos que hoje publicamos, que segundo pensamos, serão treinos para o  referido evento .








sexta-feira, junho 20, 2014

Festival de Sintra 2014



Texto de Adrião Jordão
Director Artístico do Festival de Sintra
A 49.ª edição do Festival de Sintra realiza-se sob os auspícios do Romantismo, ficando, também, marcada quer pelo desafio da internacionalização, quer através de um reforço da presença portuguesa, quer por meio da apresentação de algumas obras emblemáticas e mesmo da estreia de uma obra inédita, assim como pela participação dos mais prestigiados intérpretes nacionais.
Representativa do Romantismo Russo, “Uma Noite em São Petersburgo” terá lugar no Palácio de Queluz e contará com a participação de um dos ídolos mundiais do canto lírico, Sergei Leiferkus, intérprete frequente no MET de Nova Iorque, no Scala de Milão, no Covent Garden de Londres, na Staatsoper de Viena, e, evidentemente, em todos os grandes teatros russos, como o Bolshoi de Moscovo ou o Marinsky de São Peterseburgo. Ao lado de Leiferkus, estarão Elisabete Matos, a mais representativa figura do canto português, e Artur Pizarro, seguramente o pianista português mais adequado ao repertório russo – atualmente realiza a integral da obra a solo de Rachmaninoff, na Fundação Calouste Gulbenkian.
A Maratona Rachmanninoff representa também o romantismo russo. Nela poderemos ouvir a Integral dos Concertos para Piano e Orquestra do grande compositor russo que inclui, naturalmente, as célebres “Variações sobre um tema de Paganini”.
Para esta Maratona foram convidados como solistas dois dos mais representativos pianistas portugueses, Artur Pizarro e António Cebola, dois jovens pianistas brasileiros de primeira linha, Aleyson Scopel e Daniel Burlet, e o pianista russo Alexei Sychef, um dos mais brilhantes expoentes da novíssima geração russa.
A Orquestra do Norte, dirigida pelo seu Maestro titular, José Ferreira Lobo, na condição de única orquestra portuguesa que já realizou esta integral na última temporada, completa o elenco de intérpretes.
Haverá, ainda, mais um programa integralmente russo que inclui o Concerto para Violino e Orquestra de Tchaikovsky, que terá como solista Ilya Grubert, um dos mais prestigiados Primeiros Prémios do famoso Concurso Tchaikovsky de Moscovo, e a célebre Scheherazade de Rimsky Korsakoff. A Orquestra Sinfónica Portuguesa estará sob a direção do reputado Maestro Emil Tabakov, uma das importantes figuras do meio artístico internacional.
Assumindo o objetivo de levar a música portuguesa ao Brasil e de divulgar intérpretes e obras brasileiras no nosso país, o Festival de Sintra desenvolveu uma parceria com o Festival de Petrópolis, potenciando o facto de ambas as cidades serem geminadas.
Em 2014, em Sintra, o desafio passa por privilegiar, dentro da música brasileira, aquela que melhor traduz o que se designou por ADN brasileiro do Romantismo europeu, e por apresentar os mais promissores artistas brasileiros, como é o caso dos pianistas que atuarão na Maratona Rachmanninoff.
A presença portuguesa nesta edição de 2014 do Festival de Sintra será assegurada não só pelos já mencionados Elisabete Matos, Artur Pizarro, António Cebola, Orquestra do Norte, Orquestra Sinfónica Portuguesa, mas também por João Paulo Santos, Joana David, Nuno Lopes, Teresa Palma Pereira e por um agrupamento ligado à OSP, o “Cello Status”, composto por Ajda Zupancic, Emídio Coutinho, Luís Clode e Tiago Ribeiro.
Pretende-se, com este programa, homenagear também de um modo especial uma figura muito representativa da Música portuguesa, que teve fortes ligações a Sintra, onde residiu: o compositor José Vianna da Motta.
Assim, o concerto inaugural do Festival contará com a OSP e o Maestro Álvaro Cassuto e será inteiramente dedicado a Vianna da Motta, num programa que inclui a sua obra sinfónica mais representativa, “Sinfonia A Pátria”. Ainda durante o Festival serão executadas diversas obras do importantíssimo pianista e compositor português, nomeadamente a Balada op.16 e, em estreia absoluta, uma obra para piano a 6 mãos.
Adriano Jordão
(Director artístico)

 


http://www.festivaldesintra.pt/programa-alternativo/

quinta-feira, junho 19, 2014

Noite romana no Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas


21 de Junho | Noites do Museu

Na noite mais curta do ano, em pleno solstício de Verão, o MASMO propõe uma viagem à época romana!

Funcionamento: Sábado, dia 21 de Junho, duas sessões nocturnas, às 21.00 horas e às 22.00 horas;

Ingresso: 3,00 Euros; mediante reserva. Isenção para crianças até aos 14 anos


Foto MASMO

quarta-feira, junho 18, 2014

Câmara Municipal de Sintra chega a acordo com governo e reabre extensões de Centros de Saúde


Foto do blog "Tudo sobre Sintra"
http://www.tudosobresintra.com/2014/06/extensoes-de-saude-encerradas-vao.html


No Jornal Público /Lusa
A Câmara de Sintra anunciou nesta terça-feira que chegou a acordo com o Ministério da Saúde para a reabertura das extensões de saúde em Dona Maria, Sabugo e Almargem do Bispo, encerradas há oito dias. A autarquia conseguiu também garantir que vai avançar a construção de quatro novos centros de saúde no concelho.
Os três pólos  encerrados a 9 de Junho vão reabrir com médicos contratados pela Câmara e com funcionários administrativos disponibilizados pela Junta de Freguesia de Almargem do Bispo, Pêro Pinheiro e Montelavar, segundo um comunicado da autarquia. "A reabertura destes pólos de saúde verificar-se-á logo que esteja concluido o processo de contratação dos médicos", lê-se na nota.
Segundo disse à Lusa o presidente da câmara, Basílio Horta (PS), serão contratados dois médicos, para atender os cerca de 6 mil utentes daqueles locais. "Foi uma decisão muito importante para o concelho. Foi uma longa marcha e estamos todos de parabéns", acrescentou.
Além disso, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e a autarquia chegaram a acordo sobre a construção de quatro novas unidades de saúde. Queluz e Belas, Almargem do Bispo, Algueirão-Mem Martins e Agualva e Mira Sintra serão as zonas beneficiadas, num total de 400 mil utentes abrangidos.
"A Câmara de Sintra comprometeu-se a dar as instalações e a financiar em 30 por cento o custo total do investimento, num total de cerca de 2,5 milhões de euros e a câmara tem já esse dinheiro disponível", referiu Basílio Horta à Lusa.
A reunião com o Ministério da Saúde tinha sido pedida no início do mês pelo autarca socialista, que se manifestou preocupado com o encerramento das unidades de saúde e com o "problema social" que essa situação levantaria. A população das localidades de Dona Maria, Sabugo e Almargem do Bispo tinha agendado para esta quarta-feira uma manifestação junto ao Ministério da Saúde, em Lisboa, para reclamar a reabertura de extensões de saúde na antiga freguesia de Almargem do Bispo.

 http://www.publico.pt/local/noticia/camara-de-sintra-chega-a-acordo-com-o-governo-para-abrir-centros-de-saude-1659098

terça-feira, junho 17, 2014

Iniciativa da Associação de Reformados e Idosos de Almoçageme





Esta edição do Páteo já é a quinta e a que comemora o 1º aniversário da iniciativa. e  uma das principais fontes de receita da APRIA que se prepara para melhorar as suas instalações.

segunda-feira, junho 16, 2014

Recantos da Quinta de Ribafria


"O Solar de Ribafria, cuja torre medieval se ergue ao fundo para o Oeste, entre as ondulações baixas do terreno.Pertence hoje este solar ao Sr. Conde do Cartaxo e, embora em parte deteriorado pelo tempo, conserva ainda toda a nobreza da sua condição primitiva, impressa no brasão da casa morgada ostentada no cunhal da torre ameada, no grande lago que domina a cerca para onde dão as janelas do palácio, no pátio fidalgo que parece aguardar um regresso de coches e liteiras, enquanto uma fontezinha quinhentista sob alpendrada espera em vão o seu fio de água seco há muito."
in Roteiro Lírico de Sintra/Oliva Guerra/1940



 "Fontezinha quinhentista"



Fonte renacentista atribuível a Pêro Paixão/Maria Teresa Caetano in Do solum ao solar

domingo, junho 15, 2014

Sobre o Museu do Brinquedo



Publicamos na íntegra  pelo seu interesse, uma entrevista com os proprietários da Fundação Arbués Moreira, sobre os problemas actuais do Museu do Brinquedo e a ausência de futuro para o projecto - publicado no jornal I online:

 Museu do Brinquedo. A derradeira viagem ao mundo dos soldadinhos e dos automóveis



Em Sintra desde 1997, o Museu do Brinquedo é um lugar em que a história se confunde com uma colecção de 60 mil peças. A falta de apoios dita o fecho deste espaço no final de Agosto
Em pleno centro histórico de Sintra oferecem-nos um folheto e cumprimentam--nos em inglês. Erro desculpável pela quantidade de turistas que percorrem as ruas de máquina fotográfica a postos. Caricatura que não se confunde com o átrio do Museu do Brinquedo, onde não se vislumbra sequer um curioso. Aberto, nesta morada - Rua Visconde Monserrate, 26 - desde 1997, o Museu do Brinquedo é fruto da colecção particular de João Arbués Moreira, que conta com cerca de 60 mil peças em exposição.
Infelizmente, a visita não arranca pelos melhores motivos. É que no final de Agosto o museu irá encerrar as suas portas, muito por culpa do corte dos 5 mil euros mensais que recebia da Câmara Municipal de Sintra, assim como pela quebra de visitantes. As escolas, que antes enchiam este lugar todas as manhãs, agora fazem--no esporadicamente, uma ou duas vezes por semana. Os turistas, por sua vez, "passam aqui, vão direitinhos para a Pena, comem uma queijada e voltam para o autocarro", garante Ana Arbués Moreira, vice-presidente da Fundação Arbués Moreira e mulher de João, que é a porta-voz desde que o marido sofreu um AVC. "A única coisa que o meu marido quer é ter o museu aberto e mostrar a sua colecção. Não devemos nada a ninguém. Cheguei à conclusão que, por este conjunto de motivos, a partir de Agosto ia entrar em insolvência, coisa que não pode acontecer." Não podemos culpar o universo de todos os males - nem mudar a ordem dos acontecimentos -, mas, para todos os efeitos, é seguro que esta é uma das últimas viagens pelo mundo das bonecas, dos soldadinhos e dos automóveis. Recuemos juntos à infância.
o homem contado pelo brinquedo Não há em João Arbués Moreira memória alguma em que esteja sem um brinquedo qualquer na mão. Coisa que se tornou fixação e que evoluiu com a carreira de engenheiro. "O meu marido foi estudar para Inglaterra, onde entrou em contacto com coleccionadores de todo o mundo. Todo o dinheiro que tinha era utilizado na aquisição de mais brinquedos. Andou pelo mundo todo a coleccionar enquanto trabalhava", conta Ana. A certa altura a casa de João começou a ficar pequena para o tamanho da colecção. Recebia por vezes algumas pessoas que faziam questão de conhecer a sua panóplia de brinquedos. "Um dia apareceu um autocarro com 50 pessoas e ele disse: 'Bem, já chega.'" Esse foi o primeiro passo para a criação do museu que agora conhecemos.
Subimos as escadas para o primeiro piso, onde damos de caras com um Batman à escala humana - ou um bocado maior - com ar de rufia mas que não nos faz mal. Uns quantos passos ao lado colocam-nos perante uma vitrina de PEZ, os famosos doces austríacos com uma cabeça de heróis infantis - por onde se retira a iguaria - e aqui cabem todos, do Super Mario ao Sapo Cocas, ao Speedy González e aos Flintstones. Do lado oposto encontramos o exemplo perfeito de como os quartos dos miúdos já não são o que eram: uma ponte alemã, da marca Marklin, datada de 1912, com um tamanho incrível e com diversos comboios em pleno tabuleiro.
Mais um lance de escadas, mais uma vez de boca aberta - e não é de sono. Ficamos petrificados quando chegamos à secção dos soldadinhos, uma das preferências de João Arbués Moreira, que, mesmo doente, tem a clarividência de nos apontar a miniatura de uma freira, entre o exército alemão, com a suástica nazi no braço. Prova de que conhece os cantos à casa que montou. Pouco depois fica a observar um dos seus objectos preferidos. Trata-se de um Ferrari F 500 de 1953, bastante raro, e que é conhecido por ser o modelo que o comendador Enzo Ferrari mandava fazer para oferecer aos amigos. Mas há mais. No mesmo corredor, Ana indica-nos uma fotografia de João sentado num carro de pedais em folha, cenário onde também se inclui, precisamente, um automóvel muito semelhante ao do retrato, feito pela empresa portuguesa SOARFIL - 1935.
Percorrer este museu é, de facto, um desembrulhar de memórias de tempos idos enquanto se regressa ao início da espécie humana.
"Talvez a característica mais interessante deste museu seja a pretensão de contar a história do homem através do brinquedo. Há museus temáticos, só de bonecas, por exemplo, mas este é generalista. Até costumo dizer às professoras que podem fazer uma aula de História engraçada aqui." E por momentos Ana Arbués Moreira torna-se professora de uma história que viveu de perto. "Uma vez fomos visitados por uns polacos velhinhos e subitamente reparámos que estavam a chorar compulsivamente. Contaram-nos que tinham de pintar 60 soldadinhos nazis, como aqueles que estão expostos no museu, ou eram mandados para as câmaras de gás."
O terceiro piso é conhecido como o Sótão das Bonecas, onde vive um sem- -número de bonecas alemãs e francesas, bem como todos os utensílios para uma casa do seu tamanho. Deixamo-las e voltamos à casa de partida no átrio. O vazio que se sente é remendado por uma criança brasileira que pula de felicidade. Esta memória já ninguém nos rouba. "Tudo isto são memórias, quando perdemos as memórias tudo se torna triste", conclui Ana.
Por Miguel Branco
publicado em 7 Jun 2014 - 05:00
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Concerto de Solidariedade Social no Mucifal


sábado, junho 14, 2014

Porque hoje é Sábado...







Liberdade 

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,

Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
**Ontem .13 de Junho, dia do nascimento de Fernando Pessoa-(13/06/1888)

*Foto no Palácio Valenças (Exposição Fotográfica sobre o 25 de Abril de 1974 em Sintra)

quarta-feira, junho 11, 2014

Monte da Lua

Monte da Lua (cheia), no dia 10 de Junho de 2014

A Penna sumptuosa e soberana
sobre o Monte da luã engrandecida
e a serra milagroza em que Diana
gasta sempre o melhor de sua vida.
E a parte mais soberba e mais ufana que de gloria está mais enrequecida
cantarej: se per sorte e per ventura,
chegar huã fraca vox a tanta altura.
(...)
In CantoI/Serra de Sintra /Poema Épico em seis cantos/Autor Anónimo /Séc XVII
Transliteração de João Rodil

terça-feira, junho 10, 2014

"Os ilusionistas" na Casa de Teatro de Sintra

20, 21 e 22 de Junho às 21h30 | Casa de Teatro de Sintra


Em assombrosa ilusão, reenviados de 1929, uma Companhia de Ilusionistas, perante o olhar incrédulo do público, propõe, numa sessão espírita, a invocação dos “queridos papás” de uma jovem sintrense, herdeira de uma avultada fortuna. Poderá ser essa a grande golpada, se os “Espíritos” não entrarem em jogo para baralhar todas as coordenadas.
Do cómico ao burlesco, em reflexão sobre os tempos, num questionar sobre as “grandes ilusões”, fazemos recuar a máquina do tempo até aos loucos anos 20 do século XX.
Com o mote “se todo o mundo é ilusão, tudo é espectáculo!”, preparamos uma “experiência única”, na qual se quebram as barreiras entre público e ilusionistas, misturando o “muito visto” com o “nada visto”: ilusões de golpes de magia e golpes de baú.
Fonte.Casa de Teatro de Sintra