sábado, fevereiro 28, 2015

Festival Periferias 2015

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ESPECTÁCULOS
CASA DE TEATRO DE SINTRA 


De quarta a Domingo, a programação vai estar centrada na Casa de Teatro de Sintra com espectáculos, sempre às 21h30. Estarão representados grupos vindos de vários pontos periféricos do país, assim como de países de língua oficial portuguesa (Moçambique, S. Tomé e Principe e Brasil). 
 
Animações de rua
Feira do livro de Artes Performativas
Música ao Vivo


Mais informações aqui:
http://www.chaodeoliva.com/index.php/2015
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sexta-feira, fevereiro 27, 2015

Recuperação da Sala de Estar Indiana, no Palácio de Monserrate



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 Foto PSML
Recuperação e revalorização da Sala de Estar Indiana, no Palácio de Monserrate
Está a decorrer, desde o início do mês, a intervenção de recuperação e revalorização da Sala de Estar Indiana, no Palácio de Monserrate, que se prevê terminar em Maio. Esta intervenção, com um investimento de 35.000 Euros, insere-se no projecto global de restauro do Palácio de Monserrate.
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Fotos PSML


A Sala de Estar Indiana, também designada por Sala de Desenho, tem uma decoração de estuques idêntica à Sala de Bilhar. Destacam-se o florão central do tecto e os dois potes (de fabrico português) da coleção de cerâmica de Sir Francis Cook.


Fonte PSML


 



quinta-feira, fevereiro 26, 2015

Alagamares 10º Aniversário

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Texto  da  Alagamares (Excerto):
"Em 9 de Março de 2005, um punhado de sintrenses fundava a Alagamares, e nunca mais até hoje parou, ocupando um espaço em aberto no nosso panorama local.Ver a cronologia em Eventos Passados, no site www.alagamares.com
Nestes 10 anos, além da Alagamares, Sintra viu surgir grupos importantes como o Danças com História, o Sintra Estúdio de Ópera, a Três Pontos, a Voando em Cynthia, a Dínamo e o Ardecoro, a Caminho Sentido e a revista digital Selene, blogues de intervenção cívica como o Rio das Maçãs, Sintra do Avesso, Retalhos de Sintra, Sintra Deambulada, O Reino de Klingsor, Tudo sobre Sintra ou Serra de Sintra, os Encontros de Alternativas, o trabalho intenso de grupos como o Chão de Oliva, o teatromosca, o Teatrosfera, o Utopia Teatro, o byfurcação ou a Musgo. Restaurou-se o Chalé da Condessa e a Parques de Sintra veio mudar o paradigma da gestão do Património, abriu o Centro de Ciência Viva, afirmaram-se escritores locais como Miguel Real, Sérgio Luís Carvalho, Raquel Ochoa, Luís Filipe Sarmento, Filomena Marona Beja, Liberto Cruz, Jorge Telles Menezes ou Luís Corredoura, fizeram-se tertúlias e encontros, como os Meninos d’Avó, o Traço Comum, os III e IV Encontro de História de Sintra, nasceu a Saloia TV. E abriu o Museu de História Natural, rotinaram-se festivais como o Córtex e o Periferias, a CMS lançou o Tritão, uma revista digital, e abriu o MU.SA, ainda à procura dum caminho. É todo um panorama que difere dum passado mais rarefeito e esporádico.
Há muito a fazer, ainda, e nem tudo foram sucessos, a par da redução de verbas e das dificuldades de sobrevivência de muitos agentes culturais e grupos, com a denominada “crise”. Desapareceu o Centro de Arte Moderna e o Museu do Brinquedo, falta dar destino à Quinta da Ribafria, resolver de forma definitiva os problemas do estacionamento, o Hotel Netto, a violência dos abates e podas agressivas, o preço das entradas nos monumentos, dar atenção à formação de públicos, criar um cluster de indústrias da Cultura.
Muitos partiram nesta década:Maria João Fontaínhas, Xaimix, Pinto Vasques, Simplício dos Santos, António Raio, Maria Gabriela Llansol, António Caruna, Eduardo Lacerda Tavares, M. S. Lourenço, Ana Daniel, Carlos Viseu, João Benard da Costa, Ernesto Neves, Cláudio Brito, Bartolomeu Cid dos Santos, José Manuel Conceição, Helena Langrouva. A sua memória e testemunho nos guiarão na luta por uma Sintra de Cidadãos, activos e preocupados.desempenhado ao longo destes anos. (...)"




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Foto do 7º Aniversário da Alagamares em 2012
Mais informações aqui:
http://www.alagamares.com/7-de-marco-festa-do-10o-aniversario-da-alagamares/

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

Postal de Monserrate

“Monserrate é aquele palácio de fadas que fica além da Penha Verde na volta da serra de Cintra, alcantilada e verde, todo garrido e garboso no seu estylo arabe entre arvoredos que dia a dia mais se copam, como para esconderem a residência, mimo d’arte n’uns longes d’essas habitações de conto maravilhoso, nas quaes se levava a entrar um anno e um dia.”
Era assim o início de uma reportagem publicada na revista “Illustração Portugueza” de 26 de Setembro de 1904, sobre o Palácio de Monserrate.
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Construído no terceiro quartel do século XIX, por iniciativa de Francis Cook, visconde de Monserrate, sobre a ruína de um edifício anterior do século XVIII, o Palácio de Monserrate possuía um complexo sistema de redes de águas, esgotos, electricidade e aquecimento central, hoje obsoleto. A distribuição original destas redes pelo edifício foi feita através das galerias de ventilação existentes sob os pavimentos do piso térreo, cujo eixo principal é a actualmente designada galeria técnica (localizada sob o corredor longitudinal).
Fonte: PSML
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Número visitantes em  2014 no Parque e Palácio de Monserrate - 93.000
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"Em 1949 o monumento foi adquirido pelo Estado Português, que procedeu ao leilão do vasto espólio coleccionado por Cook, perdendo-se por isso  uma parte importantíssima da história.Em Setembro de 2000 a Empresa Parque de Sintra Monte da Lua, tornou-se gestora do Palácio e do seu Parque."
Fonte "Sintra -A história se fez jardim"/Luciano Reis/Maria Helena

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

Debate sobre os 20 anos de Sintra como Património Mundial da UNESCO

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Foto do estado actual do que resta do Hotel Netto em 20/02/2015
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O estado do interior  do Hotel Netto  em 20/02/2015- local  eleito por Ferreira de Castro
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Foto em 20/02/2015
A Alagamares - Associação Cultural promove no dia 4 de Março um debate sobre os 20 anos da classificação de Sintra como Património Mundial da UNESCO, na categoria de Paisagem Cultural. A iniciativa terá lugar pelas 15h, no MU.SA - Museu das Artes de Sintra e a entrada é livre. Entre os participantes, estarão nomes como José Cardim Ribeiro, Sidónio Pardal, Francisco Nunes Correia, Gerald Luckhurst, Vítor Serrão e João Lacerda Tavares.


Memórias

 

Foto anterior à aquisição pela CMS -do Hotel Netto


Um pequeno apontamento em 3 episódios, sobre um antigo hotel de Sintra.

Episódio 1(A ultrapassagem)
No início de  2013, constou que a Parque de Sintra Monte da Lua (PSML), teria intenção de comprar o antigo Hotel Netto em Sintra. Abordando o assunto mais tarde, com um responsável da PSML – foi-me respondido que a proposta tinha sido feita, mas os acionistas não teriam aceitado.

No mês de Novembro de 2013, surgiu a notícia que a PSML, teria comprado o Hotel Netto, para instalar um Hostal.


No mesmo mês e após a   Assembleia Municipal  da CMS, foi deliberado utilizar o direito de preferência e comprar o Hotel Netto para  a instalação de um Hostal!!!

http://riodasmacas.blogspot.pt/2013/11/o-estranho-caso-do-hotel-netto.html


Episódio 2 (A conformidade)
Notícia no "Diário de Notícias"
20 Dezembro 2013

"O Tribunal de Contas (TC) declarou a conformidade da aquisição das ruínas do Hotel Netto por parte do município de Sintra, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara, Basílio Horta.


O edifício do século XIX, adjacente ao Palácio Nacional no centro histórico da vila, que se encontra em ruínas e é conhecido por ter sido o local onde o escritor romancista Ferreira de Castro morou e escreveu parte da sua obra, será adquirido por 600 mil euros à cadeia de hotéis Tivoli.
A Câmara de Sintra exerceu o direito de preferência na aquisição do hotel, impedindo a intenção de aquisição da Parques de Sintra Monte da Lua, da qual é acionista.
De acordo com o presidente do município, Basílio Horta (PS), "a confirmação do Tribunal de Contas do processo de aquisição do Hotel Netto vai permitir à Câmara de Sintra adquirir este edifício degradado que se encontra no centro histórico da vila, e assim iniciar mais uma etapa de requalificação de um dos pontos turísticos mais visitados no país".
"A aquisição do Hotel Netto revela que a Câmara Municipal vai assumir as suas responsabilidades na requalificação do centro histórico da vila de Sintra e em todo o concelho", disse o autarca à agência Lusa.
Basílio Horta acrescentou que o município pretende instalar um hostel naquele edifício.
A Câmara e a Assembleia Municipal aprovaram a aquisição do imóvel.
A declaração de conformidade é o ato em que se consubstancia juridicamente a fiscalização prévia do Tribunal de Contas, inserida nos seus poderes de controlo financeiro."
 
Episódio 3 (E a fachada?)
No Jornal da Região
"Basílio Horta reconhece que a recuperação do edifício está num impasse pelos seus elevados custos"

No Blog Sintra Deambulada, escreve João Rodil:
Outubro 28 de Outubro 2014

 "A Câmara adquiriu o Hotel Netto e agora diz-se que o problema é o dinheiro que custa manter a sua fachada! Mas poderia ser de modo diferente? Não se sabia, de um saber obrigatório, que a fachada era para manter? É a Câmara que deve obrigar a manter todas as fachadas e, obviamente, obrigar-se a si própria. (...)"

http://www.sintradeambulada.blogspot.pt/2014/10/nem-tudo-sao-rosas-no-paraiso-ou-10.HTML

Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2013/11/sobre-o-hotel-netto-da-vila-velha-dxe.html

domingo, fevereiro 22, 2015

Público agradecimento


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Raúl Martins, amigo e leitor atento do Rio das Maçãs - colaborador frequente e a quem nos dirigíamos sempre que  era necessário obter informações sobre a história ou hábitos do Mucifal, partiu hoje inesperadamente - cidadão empenhado em diversas instituições  de Colares, actor e músico.
Este post é uma pequena homenagem e um agradecimento ao Raúl, que fez o favor de ser nosso amigo.

Exposição de Camélias e Orquídeas em Sintra

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Decorre durante o este Domingo (22 fev), a Exposição de Camélias e Orquídeas no Terreiro do Palácio de Sintra.
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A PSML, promoveu  mais uma vez, a exposição “Camélias e Orquídeas em Sintra”, em parceria com a Associação Portuguesa de Camélias (APC) e o Clube dos Orquidófilos de Portugal (COP).
 A exposição realizou-se no Terreiro em frente ao Palácio Nacional de Sintra,  num espaço pouco favorável, à observação dos exemplares expostos, devido à  reduzida área das tendas montadas. Evento que  segundo a organização: "tem o objectivo de promover o valor botânico associado às Camélias e Orquídeas em Sintra".
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O evento  contou com a participação das Quintas Históricas de Sintra e com os sócios da APC e da Sociedad Española de la Camelia, para além da habitual representação das Camélias dos parques e jardins sob gestão da Parques de Sintra. Assim, será possível observar os melhores exemplares de Camélias de cada um dos participantes, bem como as cultivares vencedoras do concurso que, através da avaliação de um júri especialista na matéria, identificará as melhores.
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*Fotos de Camélias em exposição no Sábado 21/02/ 2015

sábado, fevereiro 21, 2015

Diário das Garças

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Foto de sexta-feira 20/02/2015 na Várzea de Colares


Ontem sexta-feira à tarde, reencontrei a Garça, que será uma das que temos seguido, no seu local favorito junto ao rio das Maçãs -  talvez a preparar-se para mais uma pescaria. Após um largo intervalo de tempo, conseguimos de novo observar a Garça sobrevivente, que tão bem se integraram no habitat dos Patos Reais.


http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/10/as-garcas-reais-do-rio-das-macas.html


http://riodasmacas.blogspot.pt/2015/02/a-garca-ja-nao-voa-aqui_13.html

sexta-feira, fevereiro 20, 2015

Visita a Sintra

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Voltamos a publicar hoje,  pelo seu interesse um artigo de Márcia Galrão, publicado no "Diário Económico",  de 24/09/2013, que descreve um retrato ainda actual  e muito correcto do Concelho de Sintra.

"Sintra, quando o património disfarça a crise

Márcia Galrão  
24/09/13 00:06

Um concelho de muitos contrastes, onde os monumentos e a cultura chegam para minimizar os efeitos duros da austeridade.
Na vila que não quer ser cidade, os monumentos são donos e senhores de um cenário de postal ilustrado. Mais de 1,5 milhões de pessoas visitaram os principais monumentos de Sintra no último ano. Turistas de todo o mundo, como as amigas de Singapura que aproveitaram uma viagem a Lisboa de cinco dias, para uma escapadinha de comboio com o Castelo dos Mouros e o Palácio da Pena no itinerário. "Agora só nos falta ir comer um travesseiro", riem entusiasmadas, junto ao Sight Sintra que alugaram a sair da estação, e que lhes permite percorrer a vila em duas rodas. Os portais de viagens internacionais, como o Lonely Planet ou o Trip Advisor, indicaram-lhes que havia aqui um refúgio a poucos quilómetros de Lisboa que não deviam perder.

A maioria dos turistas que visita Sintra é assim: vem apenas de passagem, na correria de um ‘tour' que algum agente de viagens lhes vendeu em Lisboa, preparados para conhecer apenas os pontos principais, mas sem intenção de se fixarem por mais dias.

É isto que João Cruz Alves lamenta. O administrador-delegado da Quinta da Regaleira queixa-se da falta de alojamento na vila e acredita que se "tudo fosse articulado em rede, haveria muito mais potencial de permanência, com benefício para todos". Os poucos hotéis existentes são praticamente todos de luxo, embora nos últimos anos se tenha assistido a um crescimento rápido de ‘hostels' e casas de hóspedes.

Luís Pereira, o dono do Café Saudade, na antiga fábrica de queijadas ao pé da estação de comboios, vai seguir a tendência e em Outubro abrirá o *Chalet Saudade, com 11 quartos, fruto de um trabalho meticuloso de restauro de um antigo chalet que é hoje a sua própria casa. "Ainda há muita capacidade para absorver mais turistas", acredita.
Durante o almoço na esplanada da Regaleira, onde o céu parece feito das copas das árvores, a mistura de línguas mostra-nos que o turismo é muito diversificado por aqui. Enquanto Cruz Alves fala da "experiência do lugar" que se procura proporcionar aos visitantes da quinta gerida por uma fundação de direito privado, o vento traz-nos palavras em alemão das duas amigas do fundo ou o francês do casal que olha surpreendido pelo ecrã da máquina fotográfica digital para as imagens que captou da visita.

"O turismo cultural capitaliza ao melhor nível. É isso que nos distingue", conta o administrador da Quinta da Regaleira, onde o cartaz de eventos de animação é reformulado todo ano, com peças de teatro, concertos, actividades pedagógicas ou até colóquios internacionais.

A mistura de culturas é um dos pontos emblemáticos de Sintra. Apenas 10% dos 1,5 milhões de visitantes que entrou num dos muitos monumentos geridos pela empresa de capitais públicos Parques de Sintra - Monte da Lua (a quem foi entregre a gestão exclusiva do Palácio da Pena, Castelo dos Mouros, Convento dos Capuchos, Monserrate, Chalet da Condessa d'Edla, Palácio Nacional de Sintra, Palácio de Queluz e outros) são portugueses. Por isso, conta o administrador **António Lamas, recentemente traduziram os folhetos para russo e mandarim.

Talvez por isso tenha sido tão difícil encontrar alguém que falasse connosco na língua de Camões. Já no Palácio da Pena, Maria Rita, dois anos, corre pelo caminho estreito para a "casa da princesa". Os pais, da margem Sul, vieram mostrar Sintra a um casal de amigos do Porto. "É a primeira vez?". "Não, gostamos muito de vir a Sintra, quanto mais não seja para respirar o ar puro", conta a mãe.

Sintra do património, dos travesseiros, da cultura, do verde que envolve a cada passo, das ruas estreitas e calcetadas, das subidas íngremes, dos choches puxados a cavalo, mas hoje também dos tuk-tuk, dos Sight Sintra e das bicicletas, como aquelas que corajosamente dois casais do Canadá levaram até à Pena. Encontramo-los vestidos a rigor, já cá em baixo ao pé do Palácio Nacional. "A vista é impressionante", dizem.

Sintra inspira e transpira cultura. A UNESCO classificou a sua paisagem natural, com todos os seus monumentos, Património Mundial da Humanidade, em 1995. Desde aí, o*** restauro dos edifícios mais emblemáticos e a sua preservação e manutenção tem sido a grande batalha diária de todos os responsáveis que gravitam à volta daquilo que é o principal factor económico da vila: o património.

Mas a crise não se esqueceu de bater à porta em Sintra. Quem olha para o fervilhar de turistas que se move impaciente encosta acima e encosta abaixo e enche de vida e de som as ruelas que levam ao Palácio da Vila, bem no centro histórico, pode até achar que os últimos anos de austeridade não afectaram o movimento na vila. Engana-se. Cruz Alves diz que se não fosse a crise, em vez de 13%, as visitas da Regaleira teriam crescido 30%. Já Luís Pereira queixa-se da quebra de 90% no consumo dos funcionários públicos. É que num espaço situado em frente a uma câmara municipal, esta clientela era "muito importante" para o negócio.

Este é um concelho de muitos contrastes. E se quem visita a vila está em lazer e descontracção, Sintra não pode esquecer que nos últimos dez anos o desemprego cresceu aqui 45,8% e 13% das empresas fecharam, com o volume de negócios a sofrer também uma quebra na ordem dos 11,6%.

O tempo é de eleições autárquicas, mas por aqui ninguém pensa muito nisso. Os turistas nem se aperceberam. Alguns viram uns cartazes e algumas pessoas com bandeiras, mas não mais do que isso.

A grande expectativa vai para outro assunto: o IVA de 23%. Luís Pereira diz que foi "a pior coisa" que podia ter acontecido ao Café Saudade e que a correcção prevista pelo Governo para Junho de 2014 "já não virá a tempo" de salvar muitos negócios. António Lamas também não compreende a razão para os palácios na gestão do Monte da Lua pagarem este imposto para o qual deu 1,4 milhões de euros no ano passado.

Entre o sossego de Monserrate e a animação em frente à pastelaria da Piriquita, famosa pelos travesseiros, pouco se adivinha sobre as outras realidades do segundo maior concelho mais populoso do país. Aqui, a construção em massa, em zonas dormitório como Cacém, Algueirão ou Rio de Mouro, só se vê por entre as árvores no topo da serra. Lá longe, o trânsito caótico do IC19 é a imagem perfeita dessa outra Sintra que se alastra para fora da serra e onde a crise se sente no desemprego e no aumento de 166 para 182 mil alojamentos. Do outro lado, há ainda um concelho rural, de pequenas aldeias, onde em muitos sítios os esgotos ainda não chegaram e onde a população tende a envelhecer: o número de pensionistas subiu de 9,4% para 13,6% da população.

Numa autarquia onde o passivo chega aos 194 milhões de euros, chegar a todas as realidades distintas é um trabalho árduo, mas nem por isso o interesse em dirigir Sintra diminui.
Domingo vão a votos 11 (10) candidatos."

 http://economico.sapo.pt/noticias/sintra-quando-o-patrimonio-disfarca-a-crise_177753.html
Notas do blog(notas de actualização 2015):
*Chalet da Saudade, encontra-se actualmente  já em actividade
** Professor António Lamas saiu recentemente da PSML.
*** Após a aquisição do antigo Hotel Netto, na Vila Velha pela actual gestão autárquica, assunto em que a PSML, foi ultrapassada, inexplicavelmente pela CMS -a sua recuperação continua encalhada...

quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Teatro em Almoçageme

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Curiosidade sobre o nome  do Grupo Cénico Pérola da Adraga de Almoçageme "Influenciado pelo Carnaval Brasileiro, Alexandre Mateus, começa por fazer pequenas variedades teatrais de rua, na altura desta época festiva. Nesta altura, alguém tipicamente saloio, dizia que nada de melhor existia no mundo do que as peras pérolas da Praia da Adraga. Alexandre Mateus adoptou o nome e aplicou-o ao seu grupo de teatro de rua. É assim que nasce o Grupo Cénico Pérola da Adraga que exibe a sua 1.ª peça teatral na Sociedade Recreativa e Musical de Almoçageme, em 1937."



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*Excerto sobre Grupo Cénico Pérola da Adraga retirado daqui: http://www.jf-colares.pt/?page_id=406

IV Exposição e Concurso de Camélias e Orquídeas em Sintra



Sobre a Exposição de  "Camélias e Orquídeas" nos Jardins do Palácio da Vila Sintra


 No fim de semana de 21 e 22 de fevereiro, a Parques de Sintra promove a exposição “Camélias e Orquídeas em Sintra”, em parceria com a Associação Portuguesa de Camélias (APC) e o Clube dos Orquidófilos de Portugal (COP). A exposição realiza-se no Terreiro em frente ao Palácio Nacional de Sintra, com entrada gratuita, e tem como objectivo promover o valor botânico associado às Camélias e Orquídeas em Sintra.
A vertente do evento relativa às Camélias conta com a participação das Quintas Históricas de Sintra e com os sócios da APC e da Sociedad Española de la Camelia, para além da habitual representação das Camélias dos parques e jardins sob gestão da Parques de Sintra. Assim, no Terreiro em frente ao Palácio de Sintra, será possível observar os melhores exemplares de Camélias de cada um dos participantes, bem como as cultivares vencedoras do concurso que, através da avaliação de um júri especialista na matéria, identificará as melhores.
O evento (que em anos anteriores apenas incluía Camélias) ganha este ano uma nova cor e dimensão com a mostra de Orquídeas neste certame de flores delicadas. A Parques de Sintra associou-se ao COP, cuja existência tem como objetivo a promoção e divulgação das orquídeas como hobby em Portugal. Em Sintra, este hobby tem despertando grande interesse, quer através do cultivo de pequenas coleções pessoais de orquídeas, quer através da participação em workshops e encontros de orquidófilos. Haverá também a possibilidade de comprar orquídeas de produtores nacionais e estrangeiros.


Actividades paralelas
O dia 21 de fevereiro (sábado) é dedicado às orquídeas. Na Sala Manuelina do Palácio Nacional de Sintra, tem lugar um ciclo de quatro palestras sobre vários temas da orquidofilia: desde as orquídeas silvestres existentes no nosso país às orquídeas exóticas originárias de países longínquos, as suas características, o seu cultivo e os seus segredos. As palestras realizam-se às 11h00, às 12h00, às 14h00 e às 15h30.
A 22 de fevereiro (domingo), entre as 15h30 e as 17h30, decorre o workshop “Camellia sinensis – Origem e Sabor do Chá”, nos Aposentos da Rainha D. Maria Pia, no Palácio Nacional de Sintra, pela especialista em chá, Nina Gruntkowski.
Os participantes aprenderão sobre a história do chá e as zonas em que é produzido, as diferentes variedades, a cultura e a cerimónia do chá do Japão. Numa segunda parte, haverá uma degustação de 4 qualidades de chá (chá branco, chá verde puro, mistura de chá verde com erva-príncipe e chá tostado).
Ambas as atividades requerem inscrição prévia para o endereço de email info@parquesdesintra.pt ou pelo telefone n.º 21 923 73 00.
PROGRAMA:
Exposição “Camélias e Orquídeas em Sintra” (entrada livre):
Terreiro em frente ao Palácio Nacional de Sintra
Sábado, 21 de fevereiro, 15h00* – 17h30
Domingo, 22 de fevereiro, 10h00 – 17h30


INFORMAÇÕES:info@parquesdesintra.pt
+351 21 923 73 00
*A área da exposição relativa às Orquídeas estará aberta no sábado a partir das 10h00, mas a área das Camélias abre apenas a partir das 15h00
Fonte PSML

*Fotos da Exposição de Camélias no Palácio da Vila de Sintra em 2013

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quarta-feira, fevereiro 18, 2015

Carnaval MTBA 2015

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Avatar, um espectacular carro alegórico apresentado este ano


Mais uma terça-feira  de Carnaval sem tolerância de ponto, para a função pública, por vontade do governo PSD/CDS - mas que todas as autarquias da Área Metropolitana de Lisboa, com os seus 18 municípios  a  concederam.
Também  neste carnaval 2015, aconteceu mais um alegre corso carnavalesco do MTBA, das 4 aldeias (Magoito,Tojeira, Bolembre,Arneiro dos marinheiros ) - corso em que estivemos também este ano, origem das fotos que publicamos. Corso  carnavalesco, que tem como característica  (pelo menos nos três últimos anos), a política de ser  totalmente apolítico!
A crise financeira, a crise económica, a crise social, não tem nesta manifestação carnavalesca, um sinal que seja, ao contrário do já famoso carnaval de Torres Vedras.
A organização do corso movimenta um grande número de participantes muito acarinhados pelas gentes das 4 aldeias.
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Um carro alegórico de peso
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O Rei e Rainha das 4 aldeias
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Alegria e empenho na participação no desfile
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O imprescindível Almirante Tónio de Janas
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Figurantes de um carro alegórico, descontraídos e com máquina fotográfica.
Outros carnavais MTBA:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2013/02/corso-carnavalesco-mtba.html


http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/03/corso-do-mtba-em-terca-feira-de-carnaval.html

terça-feira, fevereiro 17, 2015

III Encontro de Coros no Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas

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III Encontro de Coros
 
Realiza-se no próximo dia 21 de Fevereiro, pelas 15.00 horas, o III Encontro de Coros, no Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas.

Nesta iniciativa o Museu associa-se ao Espaço Cultural Ashram Pashupati, cedendo para este evento a «Basílica Romana» – espaço emblemático do Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas – que conferirá uma especial ambiência e sonoridade a este Encontro Coral.
 
Sábado, dia 21 de Fevereiro, pelas 15.00 horas.
Fonte :MASMO

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

O habitat dos Patos-Reais em Colares

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Pato Real, habitante feliz do rio das Maçãs


No rio das Maçãs, (ribeira de Colares) existe um enorme bando de Patos-Reais, que  aqui tem o seu habitat. Rio das Maçãs, ainda um rio vivo, com uma diversidade de espécies - razão para escolha do texto que hoje publicamos.




"O habitat dos Patos-Reais são normalmente habitats aquáticos como, lagoas, barragens, valas, rios, arrozais, parques urbanos entre outros.
A dieta destes patos consiste essencialmente em alimentar-se de vegetações, plantas aquáticas, e pequenos invertebrados. Também já houve relatos de que se alimentam de pequenos anfíbios como os sapos.
Apesar de terem uma dieta bastante definida, nada os impede de se alimentarem dos alimentos que os seres humanos lhes fornecem, como por exemplo pão.
Em Portugal, o Pato-Real é uma ave não migratória, isto deve-se essencialmente ao clima e às condições que se mantêm estáveis ao longo do ano, não havendo assim necessidade de migrar para outras regiões à procura de melhores condições. O período de acasalamento desta espécie ocorre entre Março e Junho.
O macho abandona a fêmea assim que a fêmea comece a produzir ovos.
A fêmea após o acasalamento é capaz de produzir entre oito a treze ovos e o período de incubação dura aproximadamente vinte e oito dias.
As crias assim que nascem não precisam de ser alimentadas pela progenitora, eles alimentam-se de insectos intuitivamente, no entanto gostam de estar próximos da progenitora pois esta fornece-lhes protecção.
Por mais incrível que pareça, os Patos-Reais têm uma elevada taxa de acasalamento macho-macho.
Grande parte dos machos acasalam-se com outros machos, para ser mais preciso 19% da população de Patos-Reais é homossexual.
Apesar dos Patos-Reais não serem uma das espécies em vias de extinção, os seus habitats têm vindo a ser destruídos quer pela poluição quer pelo aquecimento global, e isso deverá ser uma das nossas preocupações.
A protecção desta espécie passa pela conservação dos seus habitats."
Texto retirado daqui:
http://www.maisnatureza.com/animais/aves/pato-real/#toc0
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Pato Real no rio das Maçãs
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Foto-Pata Real no rio das Maçãs





domingo, fevereiro 15, 2015

Sintra antiga

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Foto  sem data do Arquivo Municipal de Sintra - Produção, Rocchini,F


Crónica da semana (1927) por Norberto Lopes
Queijadas de Sintra
Há a água de Sintra, o Paço de Sintra, o Palácio de Sintra, a Serra de Sintra – e as Queijadas de Sintra.
Nem todas as pessoas que vão á vila nobre bebem água da Sabuga ou da Passarinhos, nem todos sobem à Pena, entram no Paço de D.JoãoI e dão a volta ao Parque.
Mas ninguém deixa de comer as queijadas. As queijadas são o símbolo de Sintra mais transparente de verdade. A única cousa mesmo, a única, que se traz para Lisboa, a única que irradia nas cidades e é copiada, plagiada, limitada, especulada.

Acresce que as queijadas são também apesar da doçura contemplativa da linda vila real – a única cousa autenticamente doce. E quasi dizemos a única realmente humana, porque também elas, como nós, veem numa condessinha.

Em verdade, nós gostamos tanto das queijadas, somos filhos da Matilde. A Matilde é que noz faz gulosos; a Matilde é que nos dá a recordação transitória de Sintra. A Matilde é que, por pouco dinheiro nos defende muitas vezes quando a gente diz que foi a Sintra passar a tarde, que perdeu o último combóio, que teve de lá ficar.

-Toma filho! Aqui estão as queijadas.


É o documento que não admite dúvida. Queijada de Sintra há em toda a parte. Da Matilde, a valer só em Sintra.

A Matilde devia ter um monumento. O casino devia chamar-se “Casino da Matilde”. Sintra mesmo assim devia dividir-se assim: de um lado a Estefânia, do outro lado a Matilde.
A Estefânia é a vila nova, a Matilde a vila velha, a tradição, a guloseima, a nobreza, a talassaria, a graça de Sintra.

Está provado que Byron gostava de queijadas. Sem elas o seu estômago saxónico não teria disposição para fazer versos.

E depois, há que não esquecer : a Matilde foi uma Mulher. A melhor queijada do seu tempo. A uma rapariga que veraneie em Sintra não será ofensa chamar-lhe em vez de flor, de amor, simplesmente uma “Matilde”. Também há a “Sapa”. Mas é da Matilde que tratamos. Os nome tem influência.
Enfim: Sintra para nós é uma queijada, embrulhada no papel de cor ou branco, com a gravura da Pena ou do Paço.

Pode cair tudo: a Vereação Municipal e o Casino, o projecto do elevador, o Castelo dos Mouros, as árvores da estação e o Sr.Adriano Coelho.

Enquanto houver queijadas de Sintra, daquelas que eu te trouxe ontem, minha “Matilde” do meu coração – Sintra não acaba. São pequeninas como tu, cabem dentro da nossa boca – e fazem da nossa vida a mais doce queijada da existência.

Norberto Lopes

Publicado no "O Domingo Ilustrado" nº141 de 25 de Setembro de 1927

*Norberto Lopes -Vimioso 1900 - Linda-a-Velha 1989

sábado, fevereiro 14, 2015

Porque hoje é Sábado...

Em 1993, o então primeiro-ministro Cavaco Silva, decretou que a terça-feira de Carnaval nesse ano não daria direito a tolerância de ponto, o que sucedeu pela primeira vez em 23 anos. Nesse dia, os deputados do PSD compareceram em massa à Assembleia da República mas foram os únicos a aparecer.


Passos Coelho e o seu governo, sempre " bom aluno", seguiu-lhe as pisadas.


Resultados/ tolerâncias para o carnaval 2015
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Público/ 8 Fevereiro 2015

"Há mais autarcas a dar tolerância de ponto no Carnaval                             



Há mais autarquias, incluindo sociais-democratas, a dar tolerância de ponto na terça-feira de Carnaval, apesar de o Governo PSD/CDS ter banido o feriado do calendário. A autonomia dos municípios permite que o façam.


Já em 2014 a maioria das câmaras do país tinha dado folga aos trabalhadores, mas o número de associações de municípios que tomaram idêntica decisão em 2015 aumentou.
E entre os municípios sediados nas capitais de distrito somente dois, Bragança e Santarém, ambos do PSD, mantêm o normal funcionamento no próximo dia 17 de Fevereiro. Mesmo a Câmara de Viseu, concelho tido durante muito tempo como um bastião laranja, vai parar para festejar o Entrudo, o mesmo sucedendo com outros municípios da cor do partido do Governo, como Aveiro, Faro ou Guarda.
(...)
Nos Açores e na Madeira foi-se mais longe: os governos regionais encerrarão os serviços públicos, o que, no caso da região de Alberto João Jardim, significará tolerância de ponto entre 16 e 18 de Fevereiro. Ponta Delgada, Funchal e a maioria das restantes câmaras das regiões autónomas juntam-se à folia insular."
http://www.publico.pt/portugal/noticia/ha-mais-autarcas-do-psd-a-dar-tolerancia-de-ponto-no-carnaval-1685407


*Foto :Terça-feira de Carnaval MTBA 2014 (Magoito)



sexta-feira, fevereiro 13, 2015

A Garça já não voa aqui


Antes o Vôo da Ave
Antes o vôo da ave, que passa e não deixa rasto,
Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão.
A ave passa e esquece, e assim deve ser.
O animal, onde já não está e por isso de nada serve,
Mostra que já esteve, o que não serve para nada.
A recordação é uma traição à Natureza,
Porque a Natureza de ontem não é Natureza.
O que foi não é nada, e lembrar é não ver.
Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!


Alberto Caeiro (heterónimo de Fernando Pessoa)


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A garça já não voa aqui
Acompanhámos durante algum tempo um casal de garças, que resolveu instalar-se no final do último ano na Várzea de Colares - neste blog, fomos dando notícia dos encontros com essas elegantes aves, que se integraram na vivência do bando de patos reais que por aqui  têm o seu habitat.
Notícia da última semana, avisara-nos que uma garça teria morrido - razão para as não  voltar a observar nos últimos tempos.
Infelizmente, confirmámos que uma das garças que tanto animou a Várzea de Colares, já não voaria mais no rio das Maçãs.
Em voo no rio das Maçãs 17/10/2014

Dia Mundial da Rádio

A Menina do Rádio -António Silva explica como funciona o Aparelho de Rádio



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Colecção @RiodasMaçãs

quinta-feira, fevereiro 12, 2015

Peça do mês do Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas

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Foto do Museu de Odrinhas


Texto do Museu de São Miguel de Odrinhas:

Cupa romana de Almorquim | Peça do Mês de Fevereiro


A 13 de Fevereiro iniciavam-se em Roma os Parentalia, que duravam nove dias. Estas festividades eram em honra dos familiares falecidos e dos ancestrais antepassados. Por essa razão, escolhemos como peça do mês um túmulo da nossa colecção que testemunha várias gerações de uma mesma família.

Trata-se de um túmulo romano em forma de cupa, descoberto na aldeia de Almorquim e actualmente em exposição no Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas, onde deu entrada em 1955. Encontrava-se reutilizado como pia para cal. O epitáfio é o seguinte:
 
IVLIA G(aii Iulii) • F(ilia) • / PROCVLA • ET • / LICINIA • L(ucii Licinii) • F(ilia) • TVS/CA • H(ic) • S(itae) • S(unt) ET / [. A]LBANIVS • G(aii Albanii) • F(ilius) • GAL(eria tribu) / [T]V[SC]VS AN(norum) VIII • H(ic) • S(itus) • E(st) //
 
Iulia Procula, filha de Gaius (Iulius), e Licinia Tusca, filha de Lucius (Licinius), estão aqui sepultadas, e Albanius Tuscus, filho de Gaius (Albanius), (inscrito na tribo) Galeria, de 8 anos de idade, está aqui sepultado.”
 
Os dados onomásticos permitiram a Cardim Ribeiro apresentar a seguinte proposta de parentesco entre os indivíduos aqui nomeados: Iulia Procula, filha de Gaius Iulius, teria tido, com Lucius Licinius, uma filha de nome Licinia Tusca. Esta por sua vez teria tido, com Gaius Albanius, um filho chamado Albanius Tuscus. Tratar-se-á, portanto, de um túmulo contendo indivíduos de três gerações, no qual, após um momento inicial de sepultamento de mãe e filha, se terá acrescentado Albanius Tuscus  – neto de Iulia e filho de Licinia – em momento não muito posterior, como se depreende da sua tenra idade. A leitura deste epitáfio foi recentemente corrigida por Ricardo Campos quanto à idade da criança aqui sepultada, uma vez que tem sido até agora publicado referindo 13 anos na idade e não 8.


Texto e foto /Museu Arqueológico  de São Miguel de Odrinhas


Posts relacionados com o Museu de Odrinhas:
*Os 59 anos do Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/05/os-59-anos-do-museu-arqueologico-de-sao.html
*"Diis  Manibus - Rituais da Morte durante a romanidade"
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/04/o-dia-internacional-dos-museus-e-sitios.html
*O santuário romano da Praia das Maçãs
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/11/o-templo-romano-da-praia-das-macas.html

quarta-feira, fevereiro 11, 2015

Concluída a recuperação das fachadas do Palácio da Pena




Concluída a recuperação das fachadas, cantarias e azulejos do Palácio Nacional da Pena
 
- Recuperação de fachadas, elementos de cantaria e revestimentos azulejares
- Investimento total: aproximadamente 300.000€
- 2 anos em projecto e 8 meses de obra
 

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  A Parques de Sintra, (PSML), concluiu durante o mês de Janeiro a recuperação das fachadas do Palácio Nacional da Pena. A intervenção, que contou com um investimento de cerca de 300.000€, implicou 2 anos para desenvolvimento dos projetos e 8 meses para a realização das obras. A recuperação integral dos revestimentos exteriores do Palácio envolveu fachadas caiadas, elementos de cantaria e revestimentos azulejares.
 
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Palácio da Pena com os andaimes (2012),que alteraram durante algum tempo a sua imagem.
Fonte: PSML(texto)

terça-feira, fevereiro 10, 2015

Periferias-Festival de Artes Performativas em Sintra a 3 de Março


O Periferias_Festival de Artes Performativas em Sintra, voltará a animar a Zona Histórica de Sintra, com a inauguração, no DIA 3 DE MARÇO, às 17h, no antigo Museu do Brinquedo, de uma Exposição sobre teatro tradicional de São Tomé e Príncipe, TCHILOLI

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Pela primeira vez o Periferias programou formação especializada, com a realização de uma Oficina de  Danças Africanas, dirigida pelo actor moçambicano Santana Diaz Santana, no MUSA, antigo Casino de Sintra

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Igualmente pela primeira vez, a programação do Periferias será enriquecida com ESPECTÁCULOS DE RUA em locais surpresa (entre a Estefânea e a Vila, de Sintra) com os grupos Marionetas da Feira (Vila da Feira)SA Marionetas (Alcobaça) e os actores Ricardo Ávila (Açores) Alexandre Pring (Brasil).

Para mais informações:           chaodeoliva@chaodeoliva.com ou 219233719

*Fonte:Texto e fotos-Chão de Oliva

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

Sintra Árabe

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(Foto de Tenda em  S.Pedro de Sintra -Feira Medieval/14 Julho 2014)


"(Sintra é) uma das vilas que dependem de Lisboa no Andaluz, nas proximidades do mar. Está permanentemente mergulhada numa bruma que se não dissipa. O seu clima é são e os habitantes vivem longo tempo. Tem dois castelos que são de extrema solidez. A vila está a cerca de uma milha do mar. Há aí um curso de água que se lança no mar e serve para a rega das hortas. A região de Sintra é uma das regiões onde as maçãs são mais abundantes. Esses frutos atingiam tal espessura, que alguns chegam a ter quatro palmos de circunferência. Acontece o mesmo com as peras. Na serra de Sintra crescem violetas selvagens. Da costa vizinha extrai-se âmbar excelente."


In livro "Portugal na Espanha Árabe" do Prof. Doutor António Borges Coelho (tradução de texto de 1220, da autoria de Ibne Almunine Alhimiari).
Via Obras de José Alfredo da Costa Azevedo III
Exemplares das maçãs Reinetas de Fontanelas/Sintra


"A caracterização das potencialidades da região de Sintra foi, como já dissemos, objecto de análise  por diversos geógrafos, historiadores e viajantes islâmicos, nomeadamente Almunine Alhimiari, que ao compilar escritos anteriores descreve a proximidade do mar à Vila de Sintra, bem como a riqueza e fertilidade dos seus frutos"
In "Ocupação Islâmica do Castelo dos Mouros (Sintra)"/Catarina Coelho



http://www.patrimoniocultural.pt/media/uploads/revistaportuguesadearqueologia/3_1/8.pdf

Tertúlia dos " Meninos d'Avó" dia 26 de Fevereiro

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Depois de no passado dia 15 de Janeiro se terem retomado as tertúlias dos Meninos d’Avó, por ocasião dos 10 anos do seu início, e interrompidas em 2007, nova tertúlia se voltará a reunir no próximo dia 26, no Legendary Café, Sintra, precedida de jantar literário, pelas 20h,sujeito a inscrição, e com o custo global de 9 euros, e envolvendo a partir das 21h 30m um happening poético com a presença de dois poetas convidados: Fernando Grade e Hugo Beja, poetas desintegracionistas, quando passam 50 anos da criação desse movimento, com a publicação em 1965 da obra Desintegracionismo, de Armando Ventura Ferreira.


 O público que queira participar com leitura de poemas ou textos poderá fazê-lo a partir das 23h, aparecendo no local e data. Organização das associações Caminho Sentido e Alagamares.
Morada:Rua Dr. Alfredo da Costa 8 R/c, Sintra, Telf. 21 9243825
Reservas até 48h. antes do evento para os contactos: jornalselene@gmail.com ou 962355891
Fonte:Texto Alagamares