quarta-feira, agosto 31, 2016

Horário de Verão do Eléctrico da Praia das Maçãs

Photobucket

O horário de verão do eléctrico de Sintra entrou vigor a 22 de junho e estará em funcionamento até 18 de setembro. Veja aqui o horário completo.
(Fonte CMS)
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Fogaça do Linhó

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“Festejos do Linhó”
Durante os festejos do Linhó, que decorreram recentemente, um bolo tradicional das festas que chegou até nós por amabilidade da D.Lurdes do Mucifal.

segunda-feira, agosto 29, 2016

Uma visita de Marguerite Yourcenar a Sintra (actualizado)


SeteaisBlogue2011


"Minha senhora,

Não tenho por hábito escrever prefácios ou introduções. É o que vos explicará a minha hesitação em fazê-lo para o texto que se propõe publicar na RAIZ E UTOPIA. E porquê? Um texto diz o que tem a dizer, a menos que seja um falhanço, e arriscamo-nos a diluir ou a sobrecarregar a mensagem adicionando-lhe uma explicação em notas.

Que fazer, então? Talvez começar por lembrar que estas páginas foram escritas no vosso país, Portugal, mais precisamente em Sintra. O que escrevemos raramente guarda a marca do lugar onde o escrevemos, a menos que o objetivo seja descrever esse lugar ou se trate de literatura de viagem.

Mas o autor sabe: o texto mantém para ele o odor e a cor do lugar onde foi criado. Nunca  poderei relê-lo sem rever, da janela do meu quarto em Seteais, as nuvens a passar e repassar no alto das colinas, cobrindo e descobrindo o estranho e absurdo castelo de estilo pseudo-manuelino-germânico, oferecido por um príncipe alemão, no Século XIX,  que teve porém a sensibilidade de reconhecer um lugar de encantamento e magia.

A exuberância vegetal e a extravagância humana dominavam, vistas da minha janela, o primeiro plano do requintado pátio e dos pórticos de Seteais, como um cenário de Wagner sobreposto a um cenário de Mozart. Foi ali, por acaso, nesse quartinho levemente rococó que escrevi estas páginas dedicadas ao sofrimento animal – que não é mais que uma das piores formas do sofrimento universal. Levantava a cabeça, de tempos a tempos, para ver se o nevoeiro, no seu jogo, não tinha levado o castelo de Drácula. Mas não: lá continuava e pelo anoitecer acendia o seu olho vermelho. O Mal, que faz do homem o carrasco das outras espécies e também da sua, é, receio bem, igualmente imutável.

Mas não se passam cinco dias num lugar qualquer apenas a escrever um ensaio, mesmo quando se trata de um tema que nos toca o coração.

Fica-se exposto, como sempre, a essa mistura de pequenas e grandes alegrias, de pequenos e grandes males, de leves preocupações e ansiedades profundas que enchem cada dia das nossas vidas. Os meus pulmões e os meus brônquios (tinha chegado doente), indispostos por essas neblinas e chuva caprichosa, desempenhavam o seu papel, é preciso dizê-lo, tal como o voo dos pombos-torcaz e o perfume das glicínias de Seteais. Os jogos fascinantes do tempo também interferiam nisso. No livro de visitas do hotel, encontrei a marca de uma das minhas primeiras passagens, há cerca de vinte anos, com uma amiga já falecida. No livro, ela expressava o seu entusiasmo por este belo lugar. Quantas coisas mudaram, entretanto, em Portugal e em mim! E quanto, no fundo, ficou igual. Nós formamo-nos, deformamo-nos, reformamo-nos com o pano de fundo dos nossos sempiternos instintos, dos nossos desejos, das nossas vontades, das nossas fraquezas e das nossas forças, como as nuvens sobre a serra de Sintra”.


Marguerite Yourcenar

(RAIZ E UTOPIA - Número Triplo, 17/18/19 - 1981)
Tradução de Maria Cristina Guerra

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 Palácio da Pena envolto nas brumas do Monte da Lua
Texto original ler aqui:
http://blogteste-pmacieira.blogspot.pt/2016/08/texto-original-de-marguerite-yourcenar.html
Créditos:
-Agradecimentos a Emilia Reis pela disponibilização do texto

Informação adicional de Emilia Reis:
"A carta de Marguerite Yourcenar. Foi enviada a Helena Vaz da Silva, então directora da revista Raiz e Utopia, em Abril de 1981, e respondia a um pedido da jornalista para que escrevesse um ‘prefácio’ introdutório ao texto, para publicação na revista, da Conferência que a escritora tinha lido na Fundação Calouste Gulbenkian, em 8 de Abril, portanto dias antes, sobre “A Declaração dos Direitos do Animal” - admirável texto ainda tão actual, aquele a que Marguerite Yourcenar se refere na sua carta, escrito no Hotel de Seteais, e que HVS resume assim: “… sobre a unidade do universo, a responsabilidade de todos por tudo e a premência de afinarmos a qualidade da nossa compaixão começando pelos mais pequenos de entre os animais e as plantas”. Este texto, tal como a carta, foi publicado na revista Raiz e Utopia nºs.17/18/19."

domingo, agosto 28, 2016

Domingo na Praia das Maçãs II

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Foto 28/08/2016
Este Domingo, da capela da Vila Guida, construída por Alfredo Keil, saiu  mais uma vez, a denominada procissão da Nossa Senhora da Praia, iniciada por Keil em 1893.
A particularidade dos andores atravessarem o areal e entrarem no mar da Praia das Maçãs, onde segundo reza a tradição têm de aguardar por sete ondas, é um acontecimento sempre acompanhado por centenas de pessoas - este ano com maré baixa, que permitiu a entrada no mar com alguma tranquilidade, ao contrário dos anos anteriores.
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Foto de 28/08/2016

"O seu elegante chalet cuja construcção principiou em Janeiro de 1889 e estava terminada em 1890, é, ainda hoje, a mais bella construcção ali feita. Junto d´elle fez o sr. Keil erigir uma pequena capella, sob invocação da Nossa Senhora da Praia, que um anno depois fazia sagrar, e onde o Padre D. Matias del Campo resou a primeira missa, que o sr. Keil mandou celebrar por alma de seu pae. Desde 1883, e quasi sempre no ultimo domingo de Setembro, alli se tem realizado uma festa, á que concorrem muitos devotos dos logares limitrophes, vendendo-se, como recordação d’essa festividade, um registo com a imagem de Nossa Senhora da Praia.
(...)
Em 1897, todas as familias que no mez de Setembro se encontravam na Praia das Maçãs, combinaram dar aquella festa um maior brilho, e, auxiliadas por alguns cavalheiros de Collares, realizaram esses festejos com grandiosidade tal, que conseguiram attrahir alli para cima de cinco mil pessoas.

Dessa festa o que mais se admirou foi o imponentissimo cirio de Collares á Praia. Sem o aspecto dos antigos cirios religiosos, mas com um cunho moderno, nélle se encorporaram approximadamente duzentos cavalleiros e mais de cem carros artisticamente enfeitados."

De um texto de 1905 de António A.R. Cunha em "Cintra Pinturesca"

* Ortografia conforme texto original

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Foto em 28/08/2016
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Fotos em 28/08/2016
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http://riodasmacas.blogspot.pt/2016/08/domingo-na-praia-das-macas.html

sábado, agosto 27, 2016

Porque hoje é Sábado

"Em Portugal tudo começou em Vilar de Mouros – no que respeita a festivais de Verão, entenda-se. Depois da primeira edição em que o rock foi personagem principal e onde o cartaz apresentava também bandas estrangeiras, em 1971, chamaram-lhe, muito apropriadamente “Woodstock português”. Dois anos depois do histórico festival americano, o Portugal do Estado Novo via uma aldeia do Alto Minho encher-se com uma geração que, livre nos comportamentos, desinibida quanto à bolorenta moralidade vigente e unida em volta da música, prenunciava o fim inevitável da ditadura.(...) "

https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/o-regresso-do-festival-onde-tudo-comecou-1742230

BlogueJornalViladosMouros1971 Imprensa da época,  visada pela censura Foto@riodasmacas

O primeiro Festival de Verão em Portugal

Decorria o ano de 1971, no Portugal cinzento da União Nacional/Acção Nacional Popular, (partido único), da Legião Portuguesa e da PIDE/DGS, quando pela persistência e teimosia de um médico, Dr.António Barge,  aconteceu um festival de Música em Vilar de Mouros- na altura em que o regime  da época considerava que mais de duas pessoas era um ajuntamento e por isso proibido...

Porque a revista Sábado publicou o relatório integral feito pela PIDE/DGS sobre o Festival Vilar de Mouros de 1971, que trouxe dois nomes internacionais, Elton John e Manfred Mann's Earth Band; e várias bandas e músicos portugueses, como os Quarteto 1111 (de José Cid), Amália Rodrigues, os Sindikato (de Jorge Palma), ou os angolanos Duo Ouro Negro - e também porque foi precisamente em Agosto de 1971, cerca de 18 mil  jovens, estiveram presentes nesse festival, que talvez tenha ajudado a alterar algumas mentalidades tacanhas, que tinham medo de "ajuntamentos" e que as pessoas tivessem a capacidade de ter opiniões e expressá-las.


vilardemouros1971Blogue

Foto @riodasmacas

 Relatório da PIDE/DGS sobre o Festival Vilar de Mouros de 1971
 
‹‹Informação nº 226-C.I.(I)
Distribuição Presidência do Conselho, Ministério do interior, Ministério da Educação Nacional
Assunto: Festival de música “Pop” em Vilar de Mouros
A seguir se transcreve o texto de uma informação redigida por um nosso elemento informativo que assistiu ao “festival” em questão, que teve lugar nos dias 7 e 8 do corrente, a qual se reproduz na íntegra, para não alterar os detalhes que foram alvo do seu espírito de observação:
“Dias antes do festival, foram distribuídos, nas estradas do País e nas estradas espanholas de passagem de França para Portugal, panfletos pedindo aos automobilistas que dessem boleias aos indivíduos que iam ver o festival.
No 1º dia, o espectáculo começou às 18h00 e prolongou-se até às 4 da manhã.
Ao anoitecer, o organizador, um tal Barge, anunciou que tinham sido vendidos 20 mil bilhetes (a 50$00 cada).
Esperavam vender 50 mil bilhetes para cobrir as despesas, que seriam aproximadamente a 2.500 contos.
Diziam que tiveram de mandar vir o conjunto Manfred Mann de Inglaterra, mas parece que estava no Algarve, e por isso, a despesa com eles não foi tão grande como parecia.
Um dos cantores, Elton John, causou desde o começo má impressão, com os seus modos soberbos e as suas exigências: carro de luxo para as deslocações, quartos de luxo para os acompanhantes e guarda-costas, etc.
O recinto do festival era uma clareira cercada de eucaliptos, com um taipal à volta e uma grade de arame do lado do ribeiro.
Na noite de 7 estavam muitos milhares de pessoas e muita gente dormiu ali mesmo, embrulhada em cobertores e na maior promiscuidade.
Entre outros havia:
crianças de olhar parado indiferentes a tudo
grupos de homens, de mão na mão, a dançar de roda
um rapaz deitado, com as calças abaixadas no trazeiro
um sujeito tão drogado que teve de ser levado em braços, com rigidez nos músculos
relações sexuais entre 2 pares, todos debaixo do mesmo cobertor na zona mais iluminada
sujeitos que corriam aos gritos para todos os lados
bichas enormes a comprar laranjadas e esperando a vez nas retretes (havia 7 ou 8 provisórias) mas apesar disso, houve quem se aliviasse no recinto do espectáculo.
porcaria de todo o género no chão (restos de comida, lama, urina) e pessoas deitadas nas proximidades
Viam-se algumas bandeiras. Uma vermelha com uma mão amarela aberta no meio (um dos símbolos usados na América pelos anarquistas); outra branca, com a inscrição “somos do Porto” com raios a vermelho e uma estrela preta.
A população da aldeia, e de toda a região, até Viana do Castelo, a uns 30 km de distância, estava revoltada contra os “cabeludos” e alguns até gritavam de longe ao passar “vai trabalhar”. Foram vistos alguns a comer com as mãos e a limparem os dedos à cabeleira.
Viam-se cenas indecentes na via pública, atrás dos arbustos e à beira da estrada.
Em Viana do Castelo dizia-se que os “hippies” tinham comprado agulhas e seringas nas farmácias da cidade.
Havia muitos estudantes de Coimbra, e outros que talvez fossem de Lisboa ou do Porto. Alguns passaram a noite em Viana do Castelo em pensões, e viam-se alguns de muito mau aspecto, parece que vindos de Lisboa, que ficaram numa pensão.
Houve gritos de Angola é... (qualquer coisa) durante a actuação do conjunto Manfred Mann (de que faz parte um comunista declarado, crê-se que chamado Hugg).
Fora do recinto, junto do rio e de uma capela, havia muitas tendas montadas e gente a dormir encostada a árvores ou muros e embrulhada em cobertores.
Houve grande confusão junto às portas de entrada.
Havia quatro bilheteiras em funcionamento permanente e muito trânsito.
Toda aquela multidão de famintos, sem recursos para adquirir géneros alimenticios indispensáveis, como se de uma praga de gafanhotos se tratasse, se lançou sobre as hortas próximas colhendo batatas e outros produtos hortícolas, causando assim, grandes contrariedades aos seus proprietários, muitos deles de débeis recursos económicos.
26-8-71››
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Foto e relatório da PIDE/DGS retirado  daqui "Requiem para um Festival
Seis dias de lição a reter. A Música viveu entre mortos, porque poucos foram os que a viveram. Vilar de Mouros morreu e com ele a esperança de poder viver o nosso tempo..."
Jornal "Disco Música &  Moda" nº14 de 15 de Agosto de 1971
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*Foto inédita  do palco de Vilar de Mouros 1971 «PoP Five Music Incorporated(?)»

"O desaire financeiro parece inevitável
Madrugada alta, conclui-se a maratona de música moderna. No próximo fim-de-semana. a fechar o festival, estarão, Amália e Ouro Negro.
Será assim , então a altura de fazer contas. O desaire financeiro parece  tão inevitável como comprometido o futuro do festival. Pelo menos é essa a opinião de amigos chegados da familia Barge.
E, se assim for, é pena.  Porque a teimosia o sonho com algo de quixotesco de um homem permitiram, em Vilar de Mouros, provar muita coisa importante. Em dois fins-de-semana, uma aldeia pitoresca e pobre. adormecida à beira do Coura, transformou-se em símbolo. Não o esquecerá quem o viveu: os jovens que , já ontem, noite adiante, partiam,e a aldeia que voltará à enxada e ao arado."
"Diário Popular" de 9 de Agosto de 1971
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Foto publicada no Jornal de Notícias em Agosto de 1971

*Notas adicionais:
Conjuntos musicais que estiveram presentes, além de Elton John e Manfred Mann:
-"1111" com José Cid, Moniz Pereira, Tó Zé Brito e Michel
-"Chinchilas" com Felipe Mendes
-"Pop Five Music Incorporated" com Miguel Graça Moura
-"Psico"
-"Sindicato"
-"Bridge"
-"Pentágono"
-"Objectivo" com  Zé Nabo (baixo) que segundo o critico musical do jornal "Disco Música &  Moda" de Agosto de 1971, regista  "Uma referência para o Zé Nabo, que Manfred Mann considerou ser sensacional e que deu show".

Post relacionado sobre o Festival de 1971 de Vilar dos Mouros:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2013/08/porque-hoje-e-sabado.html

sexta-feira, agosto 26, 2016

Domingo na Praia das Maçãs

Da capela da Vila Guida, construída por Alfredo Keil, sairá  mais uma vez no Domingo, a denominada procissão da Nossa Senhora da Praia, iniciada por Keil em 1893.
A particularidade dos andores atravessarem o areal e entrarem no mar da Praia das Maçãs, onde segundo reza a tradição têm de aguardar por sete ondas, é um acontecimento sempre acompanhado por centenas de pessoas .

Foto: 2011 Praia das Maçãs

quinta-feira, agosto 25, 2016

Notas sobre a Vila Sassetti (Reedição)

VilaSassetti 21905
 A convite da PSML visitámos em Maio a Quinta da Amizade e a Vila Sassetti  -publicamos hoje algumas notas históricas e fotos da casa desenhada por Luigi Manini.

 A Vila Sassetti, construída entre 1890 e 1894, sobranceira à Vila Velha, cujo projecto, Victor Carlos Sassetti, que foi dono dos Hotéis Bragança, em Lisboa, e Victor, em Sintra, encomendou ao seu amigo arquitecto Luigi Manini, mais tarde autor da Quinta da Regaleira e do actual hotel do Buçaco.

VilaSassetti 1905 
 (Fotos "Cintra Pinturesca" de António A.R. da Cunha ed.1905)
 
Notas históricas sobre a Quinta da Amizade e Vila Sassetti

"A  «Quinta velha» que terminava  junto ás muralhas do Castello dos  Mouros foi adquirida por um grupo de capitalistas, e por elles dividida em vários  lotes, sendo atravessada pela estrada para Pena, por Valle dos Anjos, que elles fizeram construir á sua custa, dando-lhe o nome de Avenida Marquez de Pombal, em homenagem ao antigo possuidor dos terrenos que atravessa. No vulgo  era conhecida esta estrada por «estrada da Quinta Velha», ou «estrada do syndicato», até que ultimamente a  Camara Municipal resolveu dar-lhe o nome de  Avenida D.Amelia, em homenagem á  Rainha Senhora D. Amelia, grande admiradora das bellezas  de Cintra.
É nos terrenos da «Quinta Velha» que estão construídos os chalets dos srs, Biester, Lima Mayer,Victor Sassetti, e muitos outros egualmente dignos de nota."
 "Cintra Pinturesca" de Antonio A.R. da Cunha de 1905:

(  ortografia e acentuação conforme o texto original)

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terça-feira, agosto 23, 2016

Brumas de Sintra

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"Se a obra moderna do barão de Eschwege, a quem D. Fernando confiou o traçado, se não distingue pelos primores da arquitectura e a harmonia do conjunto a extensa e caprichosa aglomeração de corpos que fantasticamente coroa  aqueles montes arborizados não deixa de agradar pelo pitoresco e pela cor, simultaneamente rica e mimosa. Ponte levadiça, bastiões, ameias, outros devaneios românticos e alguns pormenores inestéticos, tudo se perdoa pelo feliz resultado cenográfico, pelo consórsio que se logrou obter com a natureza."
Guia de Portugal 1924/Raúl Proença

*Foto Palácio da Pena, Agosto 2016

segunda-feira, agosto 22, 2016

Notas sobre a Casa dos Penedos (reedição)



«A Casa dos Penedos será talvez umas das realizações deste arquitecto (Raul Lino), em que  melhor se entende a sua preocupação com as "boas maneiras" anunciadas na sua obra escrita e transposta para a arquitectura, mas sobretudo entendidas na construção desta casa, onde podemos encontrar "gestos inteligentes e sinais  de insensatez".
Concluída em 1922, por encomenda do financeiro Carlos Machado Ribeiro Ferreira, que tinha já recorrido aos serviços do arquitecto tanto em Cascais como em Lisboa.»
In Raul Lino 1879/1974/Ed.Blau

Fotos de 26/05/2014


"Um patamar que a própria obra cria, sensivelmente a meio do morro"(Raul Lino 1879-1974)
 
Fotos de 26/05/2014


Post relacionado:
-Olhares sobre a Casa dos Penedos
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/07/olhares-sobre-casa-dos-penedos.html

domingo, agosto 21, 2016

Curiosidades de Sintra antiga (reedição)

Na sequência de um post sobre uma Praça de Touros demolida em 1910, depois da implantação da República pelo primeiro Presidente da Câmara de Sintra Fernando Formigal de Morais, acrescento alguns dados sobre a antiga Praça de Touros de Sintra:
-Fernando Formigal de Morais foi o primeiro Presidente da Câmara de Sintra depois da implantação da República presidindo à primeira comissão administrativa, nomeada no dia 11 de Outubro de 1910 para gerir os destinos do Concelho de Sintra .

Preços de 1907
O Semanário “Aurora de Sintra” de 2 de Julho de 1893, noticiava uma grande tourada na Praça de Sintra que se situava, no local onde funciona actualmente o Mercado da Estefânia.
Assistiram ao evento a Rainha D. Amélia o Príncipe D.Luis Filipe e Infante D.Manuel que mais tarde veio a ser e por pouco tempo , o Rei D.Manuel II. Actuou nessa corrida um cavaleiro famoso na época, Manuel Casimiro de Almeida.
Preços de 1907

Bilhete de eléctrico de 1904
A história da velha praça de touros, contada por José Alfredo da Costa Azevedo
“Entre as Ruas Barros Queirós, Ulisses Alves, Capitão Mário Pimentel e traseiras dos prédios da Avenida Heliodoro Salgado, onde foi construído o mercado actual da Estefânia existiu uma praça de touros, construída antes de 1878,(...).foi demolida após a implantação da República, por ordem do Presidente do Município, Fernando Formigal de Morais, com a intenção de fazer uma melhor.Mas, o Formigal de Morais, aborreceu-se com o cargo (e isso acontece a muita gente boa),abandonou-o e a praça de touros nunca mais se construiu.”
Obras de José Alfredo da Costa Azevedo-Bairros de Sintra.
Posts relacionados:
Curiosidades de Sintra antiga-pressionar
Curiosidades de Sintra antiga II-pressionar
Fontes:
-Obras de José Alfredo da Costa Azevedo
-Eléctricos de Sintra, de Júlio cardoso, e Valdemar Alves
-Guia do Viajante em Portugal e suas Colónias em Africa (1907)
- Google Earth

Local actual onde existiu a velha Praça de Touros de Sintra

sexta-feira, agosto 19, 2016

Aura Festival em Sintra

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O antigo Casino de Sintra, agora MU.SA, ontem no decorrer do denominado Festival Aura
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Segundo a organização:

"Co-organizado pela Criatividade Cósmica e pela Câmara Municipal de Sintra, o Aura Festival promove a convivência social no espaço público através de um percurso pedonal (do MU.SA ao Palácio Nacional) que oferece aos residentes, comerciantes, turistas e visitantes, a experiência de imersão na paisagem nocturna da vila e a fruição poética da iluminação artística nos meandros misteriosos de Sintra, proporcionando alternativas de vivência e apropriação dos espaços quotidianos."

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Jardim da Correnteza

A nossa opinião:
Este evento dá a noção de algum improviso na sua organização, as  instalações artísticas, estão separadas por grandes espaços em que a luz pública é reduzida com um efeito (?) que não atingimos - projecção de  efeitos  de luz em alguns edifícios de leitura estética algo duvidosa. E também a dificil ligação entre todos estas intervenções, passando por "animação de rua", com modelos vestidos de damas antigas - este foi o ambiente que encontrámos ontem no 1º dia do festival, numa primeira observação e que se irá prolongar até 21 de Agosto.
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Na Vila Velha acontece também a utilização de  projecção de efeitos  de luz sobre a fachada do palácio Nacional.
http://riodasmacas.blogspot.pt/2016/08/aura-festival-em-sintra-de-18-21-de.html

Efeméride do dia

Dia Mundial da Fotografia
Robert Doisneau (14 de abril de 1912 - 1 de abril de 1994) foi um famoso fotógrafo nascido na cidade de Gentilly, Val-de-Marne, na França. Era um apaixonado por fotografias de rua, registrando a vida social das pessoas que viviam em Paris e em seus arredores, mas também trabalhou em fotografias para publicações em revistas, assim como a famosa fotografia "O Beijo do Hotel de Ville" (Paris, 1950).
Fonte:Wikipédia

quinta-feira, agosto 18, 2016

Festas de Verão III

Momentos da Festa de S.Mamede/Janas
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A correr a tradicional Festa de S.Mamede
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Som musical tradicional
A vertente religiosa -post de uma visita do ano passado:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2011/08/festa-de-smamede-janas.html
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Os animais  em S.Mamede, uma presença sempre com grande destaque
 
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Alegria e sensações fortes

O Culto de Diana e a Festa de S.Mamede
Excerto do texto do Dr. Fernando Castelo-Branco," Vestígio do culto de Diana em Portugal" - já publicado aqui, no blogue, por nos parecer  para uma melhor interpretação da, da Festa de S.Mamede.
Festas de S.Mamede/Janas
(...) Uma das mais curiosas dessas festividades e que melhor evidencia a sobrevivência do culto da deusa é a de S. Mamede de Janas. Trata-se duma romaria que se realiza na ermida de S. Mamede, na povoação de Janas, a cerca de 3,5 k. ao norte de Colares, nos dias 15 e 16 de Agosto de cada ano. Os lavradores da região, e mesmo das zonas mais afastadas, como por exemplo de Torres Vedras, aparecem aí nesses dias, acompanhados do seu gado – bois, burros e cavalos – e até de animais domésticos. Chegam em geral pela manhã, dão três voltas à igreja no sentido inverso ao dos ponteiros do relógio e vão depois descansar. Antigamente entravam mesmo dentro da igreja com o gado.
À tarde fazem o pagamento das promessas e recebem então as fitas coloridas com que enfeitam o gado e o ex-voto que vão colocar junto da imagem de S. Mamede.
Estes pormenores coincidem extraordinariamente com as características do culto de Diana. Esta deusa, filha de Júpiter, recebeu de seu pai, juntamente com Febo, o domínio das florestas e dos bosques:

Phoebe, silvarumque potens Diana,
lucidum coeli decus,……………….

(Febo, e tu Diana, rainha das Florestas, glória brilhante do céu…)
Aparece-nos como uma divindade ligada às florestas, à caça e protectora dos animais .
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terça-feira, agosto 16, 2016

Imagens do Verão na Adraga

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Fotos dos últimos dias na Praia da Adraga
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A Praia da Adraga uma das mais bonitas praias da nossa região foi considerada em 2003 uma das 20 melhores praias europeias, na opinião dos leitores e jornalistas do The Sunday Times, jornal britânico de grande circulação. Mas a Praia da Adraga surgia citada num honroso terceiro lugar , sendo a única praia portuguesa a aparecer na lista dos leitores do jornal inglês.

Para esta classificação (Agreste, selvagem, de um azul intenso....simplesmente bela) dos visitantes britânicos, que terão a mesma opinião dos muitos utilizadores daquele magnifico local, terá contribuido a beleza envolvente, como o rochedo em forma de arco que mergulha no mar, as falésias e a gruta. Na maré baixa pode-se passar para a Praia do Cavalo e subindo a falésia pode-se admirar o Fojo, uma cratera natural que permite observar o mar daquele ponto elevado ou a Pedra de Alvidrar, local preferido de pescadores.
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Foto Agosto 2016

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Foto Agosto 2016
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Foto Agosto 2016
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segunda-feira, agosto 15, 2016

Aura Festival em Sintra de 18 a 21 de Agosto

"Co-organizado pela Criatividade Cósmica e pela Câmara Municipal de Sintra, o Aura Festival promove a convivência social no espaço público através de um percurso pedonal (do MU.SA ao Palácio Nacional) que oferece aos residentes, comerciantes, turistas e visitantes, a experiência de imersão na paisagem nocturna da vila e a fruição poética da iluminação artística nos meandros misteriosos de Sintra, proporcionando alternativas de vivência e apropriação dos espaços quotidianos."

"(..)
Da programação destacam-se as participações de Oskar&Gaspar (PT), vídeo mapping na fachada do Palácio Nacional; Pedro Palma (PT), instalação de vidro e luz na Fonte Mourisca (Volta do Duche); Luís Patrício (PT), instalação na zona pedonal da Av. Heliodoro Salgado; Rethorica Studio (PT), instalações de luz no Vale do Rio do Porto e no Miradouro da Correnteza; Luísa Alvarez (ESP), esculturas de luz nos Paços do Concelho, e Toolbox (PT), uma performance de circo e luz ao longo do percurso.
(...)
Durante as noites do festival é possível participar em workshops do Centro de Ciência Viva de Sintra e da Rede de Participação Juvenil de Sintra. Estará também patente ao público uma exposição de vários trabalhos de artistas que exploram o encontro entre o vidro e a luz. Concebida para as salas da antiga biblioteca do Palazzo Loredan, em Veneza, esta mostra de trabalhos irá ocupar o primeiro andar do nº 36 do Largo Afonso de Albuquerque.
Complementarmente, a população é convidada a assistir a documentários (Cartografias Emocionais) sobre Sintra, as histórias e as vivências dos actuais e antigos residentes da vila. Na primeira edição a Cartografia Emocional I foi dedicada à zona pedonal da Av. Heliodoro Salgado; este ano será apresentada a Cartografia Emocional II, que será dedicada à Correnteza e à rua Dr. Alfredo da Costa."

Mais informação pode ser consultada em www.aurafestival.pt .
Fonte :Aura Festival