domingo, março 21, 2021

Hoje é o dia Mundial da Árvore

 

*Foto de uma Pimenteira no Parque das Nações em 10 de Março d 2021

Dia Mundial da Árvore ou da Floresta celebra-se anualmente a 21 de março.

Neste dia decorrem várias ações de arborização e reflorestação, em diversos locais do mundo.

"O objectivo da comemoração do Dia Mundial da Árvore é sensibilizar a população para a importância da preservação das árvores, quer ao nível do equilíbrio ambiental e ecológico, como da própria qualidade de vida dos cidadãos. Estima-se que 1000 árvores adultas absorvem cerca de 6000 kg de CO2 (dióxido de carbono).

30% da superfície terrestre está coberta por florestas, onde se realiza a fotossíntese - produção de oxigénio a partir de dióxido de carbono. As florestas são apelidadas dos "pulmões do mundo", não apenas pela sua função de manutenção e renovação dos ecossistemas, como também pela sua importância em áreas estratégicas como a economia e a produção de bens e alimentos".

https://www.calendarr.com/portugal/dia-mundial-da-arvore/

sábado, março 20, 2021

Primavera 2021

 


Em 2021 o Equinócio da Primavera ocorre no dia 20 de Março às 09:37 horas[.

" Este instante marca o início da Primavera no Hemisfério Norte. Esta estação prolonga-se por 92,7465 dias até ao próximo Solstício que ocorre no dia 21 de junho às 03:32 horas. Os instantes estão referenciados à hora legal de Portugal continental e Região Autónoma da Madeira.

Na Região Autónoma dos Açores o Equinócio da Primavera ocorre no dia 20 de março às 08:37 horas.

Os equinócios ocorrem duas vezes por ano, na primavera e no outono, nas datas em que o dia e a noite têm igual duração[. A partir daqui até ao início do outono, o comprimento do dia passa a ser maior do que a duração da noite, devido ao Sol percorrer um arco mais longo e mais alto no céu todos os dias, atingindo uma altura máxima no início do Solstício de Verão. É exatamente o oposto no Hemisfério Sul, onde o dia 20 de março marca o início do Equinócio de Outono."

https://oal.ul.pt/equinocio-da-primavera-2021/

Observatório Astronómico de Lisboa


terça-feira, março 16, 2021

Cinco artistas em Sintra - reedição


 "Cinco artistas em Sintra" de João Cristino da Silva, 1829-1877, Museu do Chiado.(Foto rio das Maçãs)

 Os cinco artistas em Sintra, de 1855, (retratados: Anunciação, Cristino, Metrass, José Rodrigues e o escultor Vitor Bastos à distância o Palácio da Pena recentemente concluído)

 Excerto de um texto de Maria Júdice Borralho:
 "(...)Articulada por caprichosas arquitecturas, e envolvida num manto vegetal de belo colorido, a região sintrense desprende tão delicado encanto, que a poesia e a pintura, o exaltam século após século. João Cristino da Silva, pintor do século XIX ampliou a já dilatada fama do lugar com uma obra seleccionada para representar Portugal na exposição Universal de Paris de 1855. Um jornal francês dedicou-lhe palavras elogiosas: O colorido é formoso...Pela desenvoltura vê-se logo que são artistas, ...a obra do senhor Cristino da Silva é uma das mais notáveis que foi apresentada no grande concurso. Mas talvez não seja este, o episódio mais significativo da história do quadro, nem mesmo o facto de o rei artista D. Fernando II, o ter comprado para enriquecer a valiosa colecção particular que possuía. A tela , denominada Cinco Artistas em Sintra, nasceu de uma aventura intelectual, e a Natureza foi a protagonista dessa proeza.
 O artista esquece facilmente convenções que têm a chancela de séculos e por isso é sempre difícil prever a rota que as artes seguem. Ao tempo, a pintura realizava-se no estúdio, e os temas escolhidos eram sobretudo históricos, religiosos, ou patrióticos. De repente eis que algo muda e o artista procura a Natureza para tema das suas obras. A tela de Cristino, exibindo cinco artistas que contemplam a paisagem sintrense e registam elementos desse espaço , violou cânones e ignorou os mestres, mas sugeriu as alternativas: a Natureza passava a ser a escola, a luz natural que dava à cena outra força e vivacidade substituía a luz artificial, o artista expressava as suas emoções. Curiosamente e dando mais força à mensagem, os artistas presentes na tela não nasceram da fantasia do pintor. Eles são companheiros de Cristino da Silva na querela artística e conhece-se o percurso artístico de cada um. Tomás da Anunciação que ocupa o lugar nobre, notabilizou-se na pintura de animais, atrás, de paleta na mão, está Metrass, o mais viajado do grupo e, por isso, informador dos caminhos que a arte trilhava no estrangeiro, junto à enorme rocha, que dá intimidade ao quadro, estão os restantes, José Rodrigues, pintor de costumes populares e Vitor Bastos o autor da estátua de Camões, entre um e outro, está Cristino da Silva."
 Texto integral (A Natureza, os Artistas e os Outros)- Aqui

sábado, março 13, 2021

Porque hoje é Sábado...

 Estado de Emergência até 31 de Março

  Alterações relacionadas com a reabertura das escolas e as restrições às viagens.



Alterações para 15 de Março


Aguardar a abertura de esplanadas até 19 de Abril



quinta-feira, março 11, 2021

Postal de Sintra antiga (reedição)

"Entrando no Largo da Rainha D.Amélia, encontra, á direita, o portão que dá acesso ao Palácio Real, suptuoso edificio, cheio de históricas recordações.A fachada principal, deita para um extenso pateo, ao fundo do qual houve, em tempo, corridas de touros e outros divertimentos. O palacio é de forma irregular, não se podendo avançar com precisão, qual o estylo que presidiu á sua edificação e reconstrucção , visto encontrar-se uma miscellanea de estylos caracteristicos de diferentes epochas. È tradição que este vetusto edificio foi residencia dos reis mouros de Lisboa. D.João I, D.João II e D.Manuel, mandaram alli proceder a importantes obras.O terramoto de 1755, causou-lhe importantes estragos, e ás suas reparações, mandou o Marquez de Pombal que se procedesse. Foi n'este palacio que nasceu D.Affonso V, em Janeiro de 1432, e foi tambem alli que faleceu em Agosto de 1481."
   Guia do Viajante em Portugal e suas Colónias em África-1907 


PalácioSintra1  Palácio Nacional de Cintra, postal sem data-Editor: Alberto MalvapalaciodeSintra2 Postal (foto s/d) enviado de Sintra para o Palace Hotel da Curia, em 18 de Setembro de 1922, encontrado  num antiquário em Lisboa. A curiosidade além da imagem da Vila Velha nos inícios (?)do séc XX, é a legenda do postal: " Sintra, .Vista do Palácio Rainha D.Maria Pia".

terça-feira, março 09, 2021

Plátanos de Colares e as podas na EN 375

 "A Câmara de Sintra inicia, no dia 10 de março, os trabalhos de poda de árvores, nas estradas municipais EN 375 e EN 247-3, na Serra de Sintra. Os trabalhos irão originar condicionamentos pontuais na circulação rodoviária."

.Inf.CMS



Plátanos em frente à Adega Regional de Colares classificados como arvoredo de interesse público 

Em, 28 de Janeiro de 2020,  foi publicado no Diário da República nº 19, II Série, o despacho do Instituto de Conservação da Natureza que classificou os plátanos de Colares como arvoredo de interesse público.


Assim desde  esta altura estão proibidas as seguintes intervenções:
a) O corte do tronco, ramos ou raízes dos referido plátanos;
b) A remoção de terras ou outro tipo de escavações, na zona geral de protecção (20metros);
c) depósito de materiais, seja qual for a sua natureza e a queima de detritos ou outros produtos combustíveis, bem como a utilização de produtos fitotóxicos na zona geral de pretecção de cada exemplar;
d)Qualquer operação que possa causar dano, mutile, deteriore ou prejudique o estado vegetativo dos plátanos.
Ainda nos termos do nº1 do Artigo 4º, da lei nº53/2012 de 5 de Setembro, deverão ser submetidas a autorização prévia do ICNF qualquer intervenção a efectuar nos referido plátanos ou, nas zonas gerais de protecção.


131º Aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Colares

 


A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Colares, comemoram  hoje 131 anos da sua fundação.

Transcrito parcialmente da página da Internet dos Bombeiros Voluntários de Colares "

 (...)É facto provado que a Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares, a primeira a ser criada no Concelho de Sintra, iniciou serviços operacionais em 9 de Março de 1890, com a inauguração da sua “Estação de Incêndios”, embora os seus primitivos Estatutos só tivessem sido aprovados por Alvará do Governo Civil de Lisboa datado de 22 de Junho de 1892. De entre as 27 pessoas que integraram a comissão que redigiu e assinou esses Estatutos, destacamos os nomes de:• José Inácio da Costa, natural de Colares, um dos fundadores do Montepio e benemérito que muito contribuiu para vários melhoramentos em Colares, como a fundação a expensas suas de uma banda de música integrada no Corpo de Bombeiros, a construção da estrada para a Praia das Maçãs, etc.; • Eduardo Rodrigues da Costa, também natural de Colares, que veio a ser o primeiro Chefe da Esquadra e depois o Comandante do Corpo de Bombeiros e doador do material com que este iniciou as suas actividades;• António Maria Dias Pereira Chaves Mazziotti, também ele natural de Colares, que durante 17 anos foi Secretário da Junta do Crédito Público, em representação do Governo e, em várias legislaturas, de 1880 a 1908, foi Deputado pelo Partido Progressista, representando os Círculos de Sintra, Lisboa e Beja.Pelo menos até 1892, o novo Corpo de Bombeiros constituiu a 5ª Esquadra da Real Associação dos Bombeiros Voluntários da Ajuda, de que era então Comandante o Príncipe D. Afonso Henriques, Duque do Porto e irmão do Rei D. Carlos I.Com esta nova Esquadra, os Bombeiros da Ajuda, passaram então a estar estruturados como segue: 1.ª Esquadra, no Palácio da Ajuda, chefiada por João Luís Duarte; 2.ª Esquadra, na Casa Pia, chefiada por Eugénio L. Oliveira; 3.ª Esquadra, no Palácio da Necessidades, chefiada por Eugénio L. Oliveira; 4.ª Esquadra, no Hospital S. José, chefiada por Artur Mena; 5.ª Esquadra, em Colares, chefiada por Eduardo Rodrigues da Costa."




O pronto-socorro "Benz" dos Bombeiros de Colares(Foto,Arq.N.Torre do Tombo)

"Junho de 1935
- Realizou-se a 2ª Grande Parada dos Bombeiros Portugueses, com o desfile perante o Presidente da Républica e de membros do governo. Esta parada, em que os Bombeiros Voluntários de Colares se fizeram representar com o seu pronto-socorro e respectiva guarnição, reuniu 144 corporações de todo o País, 144 viaturas e perto de 2500 homens."




Diário de Notícias 19-12-90

Em 19 de Dezembro de 1990, a nova Auto-escada, é assunto de uma notícia do jornal "Diário de Notícias" com um título bastante chamativo - “Cenários à moda de Hollywood usados por corporação de Colares”, o D.N. fazia referência ao facto dos Bombeiros Voluntários de Colares voltarem a testar a sua eficácia no combate ás chamas "através de um simulacro realizado ontem no Mucifal...”, presenciado pela “ população do Mucifal que ocorreu em grande número ao largo da Igreja, onde tinha sido montado o cenário para este exercício, aplaudiu entusiásticamente, os heróis locais.” e adiantava que "este simulacro serviu para mostrar a mais recente aquisição do bombeiros de Colares- uma escada *Magirus de 30 metros de comprimento e comunicação via rádio do entre o topo e a base"






domingo, março 07, 2021

A lista de compras da rainha Carlota Joaquina - reedição


"Filha de Carlos IV e irmã de Fernando VII, reis de Espanha, nasceu em 1775 e morreu em 1830, aos 54 anos. Participou de pelo menos cinco conspirações, segundo registam os livros de História.
(...)
Em 1821, já de volta a Portugal, recusou-se a assinar a constituição liberal portuguesa, contrariando a exigência das Cortes e as orientações do marido (D.João VI). Como resultado, foi confinada ao Palácio de Queluz, distante de Lisboa e do poder."

In "1808"/Laurentino Gomes.

Foto PSML

O manuscrito adquirido  pela Parques de Sintra Monte da Lua, regressa agora ao espólio do Palácio de Queluz. O manuscrito tem 71 páginas e  nele constam jóias, roupas, meias de seda, leques de marfim e 560 lenços de mão.
Foto DN

quarta-feira, março 03, 2021

Limpeza dos terrenos florestais até 15 de Março


Informa a Câmara Municipal de Sintra  que é obrigatório proceder à limpeza dos terrenos numa faixa de 50 metros de largura da habitação e de 100 metros dos aglomerados populacionais, até 15 de março.

"Durante este prazo devem ser cumpridos os critérios especiais de limpeza dos terrenos, de forma a salvaguardar não só os valores naturais, mas também garantir a segurança de pessoas e bens.

Se o seu terreno estiver situado junto a um aglomerado populacional definido no Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndio, deve remeter, via email, fotografia aérea ou mapa com a respetiva localização do terreno e a morada correspondente (rua, localidade e freguesia), podendo obter a informação geográfica sobre o seu terreno AQUI.

Adianta também a CMS que no caso do seu terreno se encontrar inserido nesta área protegida necessita de um parecer específico do Instituto de Conservação da Natureza e da Floresta – Parque Natural Sintra Cascais, deverá requerê-lo através de formulário próprio."

Mais Informações AQUI



Critérios Específicos de Gestão de Combustível
  

O município de Sintra, em sede de Comissão de Defesa da Floresta aprovou, critérios específicos a aplicar às faixas de gestão de combustíveis de protecção no Parque Natural Sintra Cascais, Paisagem Cultural de Sintra , parques e jardins históricos  e a áreas com elevado valor patrimonial ou paisagístico do município de Sintra, de acordo com a legislação  aplicável nº. 5, da alínea a) – Critérios Gerais, do anexo à Lei nº. 76/2017 de 2017 de 17 de Agosto, alterado pelo DL nº10/2018 de 14 de fevereiro.
Os critérios especiais definidos para estas áreas pretendem salvaguardar os valores naturais – habitats naturais, flora e fauna – relevantes para a conservação da natureza e da biodiversidade dando cumprimento aos objectivos de redução de risco de deflagração de incêndios.

Consulte aqui o documento completo.
Gabinete Técnico Florestal 

sábado, fevereiro 27, 2021

Porque hoje é Sábado...



Maldades modernas

 Na minha terra, os velhos têm apanhado choques violentos. A libra valeu toda a vida vinte xelins e o xelim doze dinheiros, De um dia de para  o outro,  o xelim desapareceu e a libra passou a ser dividida em fracções que ainda se chamam dinheiros, mas , um centavo de libra e não um duzentos-e-quarentavo.

Com as medidas de peso e capacidade aconteceu coisa parecida: havia libras e pintos divididos em onças. Agora há quilos e litros com as sua fracções decimais. Algumas lojas passaram a vender ovos e flores às dezenas e não às dúzias. Há planos para acabar com a milha, a jarda o pé e a polegada. E já esteve mais longe a condução pela direita.

Contava eu eu estas coisas aos meus amigos de Almoçageme, velhos como eu, sentados no murete do largo uma tarde destas. Todos se queixam das mudanças em Portugal nos últimos anos, desde a diminuição do tamanho das queijadas ao uso do rimmel pelas netas, e atribuem-nas de uma maneira geral aos comunistas. Nisto da culpa dos comunistas a experiência ensinou-me o exemplo a seguir é «se não foste tu, foi o teu pai» e respectivas consequências.

Para conspiração, conspiração e meia: uma teoria que me pede contas dos males do mundo, a mim A.B.Kotter da Beldroega, respeitador das leis e incapaz de fazer mal a uma mosca, porque convencionou que eu sou «burguês» e aos «burgueses» se pedem essas contas, convida-me a pagar na mesma moeda aos seus protagonistas. Por isso desligo os outros velhos, embora evidentemente, não os acicate, pois tal seria uma ingerência inadmissível na politica deste encantador país.

 "Bilhetes de Colares de A.B.Kotter"-heterónimo do Embaixador José Cutileiro:


Post relacionado:

https://riodasmacas.blogspot.com/2020/05/bilhetes-de-colares-de-jose-cutileiro.html

quarta-feira, fevereiro 24, 2021

Visita de Marguerite Yourcenar a Sintra - reedição


SeteaisBlogue2011


"Minha senhora,

Não tenho por hábito escrever prefácios ou introduções. É o que vos explicará a minha hesitação em fazê-lo para o texto que se propõe publicar na RAIZ E UTOPIA. E porquê? Um texto diz o que tem a dizer, a menos que seja um falhanço, e arriscamo-nos a diluir ou a sobrecarregar a mensagem adicionando-lhe uma explicação em notas.

Que fazer, então? Talvez começar por lembrar que estas páginas foram escritas no vosso país, Portugal, mais precisamente em Sintra. O que escrevemos raramente guarda a marca do lugar onde o escrevemos, a menos que o objetivo seja descrever esse lugar ou se trate de literatura de viagem.

Mas o autor sabe: o texto mantém para ele o odor e a cor do lugar onde foi criado. Nunca  poderei relê-lo sem rever, da janela do meu quarto em Seteais, as nuvens a passar e repassar no alto das colinas, cobrindo e descobrindo o estranho e absurdo castelo de estilo pseudo-manuelino-germânico, oferecido por um príncipe alemão, no Século XIX,  que teve porém a sensibilidade de reconhecer um lugar de encantamento e magia.

A exuberância vegetal e a extravagância humana dominavam, vistas da minha janela, o primeiro plano do requintado pátio e dos pórticos de Seteais, como um cenário de Wagner sobreposto a um cenário de Mozart. Foi ali, por acaso, nesse quartinho levemente rococó que escrevi estas páginas dedicadas ao sofrimento animal – que não é mais que uma das piores formas do sofrimento universal. Levantava a cabeça, de tempos a tempos, para ver se o nevoeiro, no seu jogo, não tinha levado o castelo de Drácula. Mas não: lá continuava e pelo anoitecer acendia o seu olho vermelho. O Mal, que faz do homem o carrasco das outras espécies e também da sua, é, receio bem, igualmente imutável.

Mas não se passam cinco dias num lugar qualquer apenas a escrever um ensaio, mesmo quando se trata de um tema que nos toca o coração.

Fica-se exposto, como sempre, a essa mistura de pequenas e grandes alegrias, de pequenos e grandes males, de leves preocupações e ansiedades profundas que enchem cada dia das nossas vidas. Os meus pulmões e os meus brônquios (tinha chegado doente), indispostos por essas neblinas e chuva caprichosa, desempenhavam o seu papel, é preciso dizê-lo, tal como o voo dos pombos-torcaz e o perfume das glicínias de Seteais. Os jogos fascinantes do tempo também interferiam nisso. No livro de visitas do hotel, encontrei a marca de uma das minhas primeiras passagens, há cerca de vinte anos, com uma amiga já falecida. No livro, ela expressava o seu entusiasmo por este belo lugar. Quantas coisas mudaram, entretanto, em Portugal e em mim! E quanto, no fundo, ficou igual. Nós formamo-nos, deformamo-nos, reformamo-nos com o pano de fundo dos nossos sempiternos instintos, dos nossos desejos, das nossas vontades, das nossas fraquezas e das nossas forças, como as nuvens sobre a serra de Sintra”.


Marguerite Yourcenar

(RAIZ E UTOPIA - Número Triplo, 17/18/19 - 1981)
Tradução de Maria Cristina Guerra

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 Palácio da Pena envolto nas brumas do Monte da Lua
Texto original ler aqui:
http://blogteste-pmacieira.blogspot.pt/2016/08/texto-original-de-marguerite-yourcenar.html
Créditos:
-Agradecimentos a Emilia Reis pela disponibilização do texto

Informação adicional de Emilia Reis:
"A carta de Marguerite Yourcenar. Foi enviada a Helena Vaz da Silva, então directora da revista Raiz e Utopia, em Abril de 1981, e respondia a um pedido da jornalista para que escrevesse um ‘prefácio’ introdutório ao texto, para publicação na revista, da Conferência que a escritora tinha lido na Fundação Calouste Gulbenkian, em 8 de Abril, portanto dias antes, sobre “A Declaração dos Direitos do Animal” - admirável texto ainda tão actual, aquele a que Marguerite Yourcenar se refere na sua carta, escrito no Hotel de Seteais, e que HVS resume assim: “… sobre a unidade do universo, a responsabilidade de todos por tudo e a premência de afinarmos a qualidade da nossa compaixão começando pelos mais pequenos de entre os animais e as plantas”. Este texto, tal como a carta, foi publicado na revista Raiz e Utopia nºs.17/18/19."

quarta-feira, fevereiro 17, 2021

Antigos comboios construídos pela Sorefame nos anos 60 voltam a circular na linha de Sintra





Segundo o Público, “duas UTE (Unidades Triplas Eléctricas), datadas dos anos 60 e que saíram de serviço há 20 anos, vão voltar aos carris na linha de Sintra, mas agora como comboios históricos, destinados essencialmente aos turistas que visitam a Vila [Sintra] e em viagens directas (sem paragens) desde o Rossio”.






segunda-feira, fevereiro 15, 2021

A inauguração da carreira aérea entre Sintra e Londres em 1936 - reedição

*Adapt.de reportagem do "Notícias Magazine" de 27/1/2018

A 3 de Fevereiro de 1936, um pequeno avião não pôde descolar do aeródromo de Sintra para Croydon, a sul de Londres, em resultado de os pneus do trem de aterragem se afundarem na lama da pista, ainda muito encharcada pelas últimas chuvas.

"Ontem de manhã [3 de fevereiro] estava tudo preparado para a descolagem do trimotor Lisboa que, conforme foi  noticiádo, ia inaugurar as carreiras entre Lisboa e Londres, exploradas pela Crilly Airways", contava o Diário de Notícias, atento às manobras do piloto.


Foi só a 4 de fevereiro que se fez história, com a partida do Lisboa a avançar, finalmente, este passo na aviação comercial.


«Às 8h30, os três motores do aparelho começaram a funcionar. Passado o tempo indispensável para “aquecer” e depois de consultado o oficial de serviço, sr. tenente Costa Macedo, acerca do melhor piso da pista, o Lisboa apontou em direção ao centro do terreno e pronto se elevou no espaço, efetuando uma descolagem impecável», relatava ainda o DN.
TAP
Fundada em 1945 (chamava‑se Secção de Transportes Aéreos), a TAP começaria a transportar passageiros regularmente para Londres em 1949.

Créditos: Reportagem (Texto e fotos) do Notícias Magazine
Texto Ana Pago | Fotografia Arquivo DN

quinta-feira, fevereiro 11, 2021

Monocarril Larmanjat chegou a Sintra em 1873

*Mary G. Santa, "Los Primeros Trenes que Corrieron por Europa Occidental". 

Cerimónia de inauguração da linha do comboio Larmanjat até Sintra, em Portugal, em 2 de Julho de 1873.

 Comboio monocarril Larmanjat

"O Larmanjat foi um sistema ferroviário monocarril desenvolvido pelo engenheiro francês Jean Larmanjat, e que foi aplicado em três linhas em Portugal. Duas destas linhas eram para serviço comum de passageiros e mercadorias, e ligavam a cidade de Lisboa a Torres Vedras e a Sintra,[1] enqunto que a terceira linha só serviu para experiências, e unia o Arco do Cego ao Lumiar, dentro de Lisboa.[2] A linha experimental foi inaugurada em 31 de Janeiro de 1870,[3] enquanto que a linha até Sintra entrou ao serviço em 5 de Julho de 1873,[2] e a de Torres Vedras em 6 de Setembro do mesmo ano.[4] As duas linhas principais totalizavam cerca de 50 milhas (80 km).[5] Depois de alguns anos de funcionamento marcados por vários problemas, o sistema foi definitivamente encerrado com a falência da companhia exploradora em 1877."

Winkipédia[4]


Estação Central das Portas do Rego.
Transporte colectivo ferroviário, circulou na Estrada de Benfica de 1873 a 1877 na ligação à vila de Sintra através da antiga Estrada Real de Lisboa/Sintra.
(Livro "O Incrível Comboio Larmanjat)

sábado, fevereiro 06, 2021

Porque hoje é Sábado...

 

Alouette III


  Esquadra 552 celebrou 42 anos 


"A história desta Esquadra começa com a chegada dos Alouette III em 1963 à Esquadra 94 da Base Aérea nº9, em Luanda. Em Portugal Continental, os AL III foram colocados na Esq. 33 da Base Aérea nº3 (Tancos), na Esq. 551 da Base Aérea nº6 (Montijo) e na Esq. 111 da Base Aérea nº3 (Tancos). A 24 de novembro de 1978 a Esq.33 viu o seu nome alterado para Esquadra 552, designação que ainda ostenta. A 30 de setembro de 1986 recebe os helicópteros da então extinta Esq. 551 e em 1993 absorve a Esq. 111, tornando-se a fiel depositária dos valores e tradições de todas as unidades anteriores que operaram o AL III. A 16 de novembro de 1993, a Esquadra 552 deixa Tancos, rumando a Beja (Base Aérea nº11) onde se manteve, sendo substituídos a 17 de junho de 2020 pelo AW119MKII "KOALA". 

Texto FAP


terça-feira, fevereiro 02, 2021

Recuperação e requalificação paisagística da Ribeira de Colares, no Lourel (rio das Maçãs)

Foto:A  nascente do rio das Maçãs no Lourel

Informação da Câmara Municipal de Sintra

"A Câmara Municipal de Sintra aprovou a aquisição de parcelas de terreno de propriedade privada, no valor de 100 mil euros, necessários para a recuperação e requalificação paisagística da Ribeira de Colares, no troço compreendido entre o Parque de Lazer Pinto Vasquez, no Lourel e a Quinta da Ribafria.

Com uma área de intervenção aproximada de 1 hectare, o projecto incide na recuperação da linha de água, enquanto ecossistema natural, e na qualificação do espaço exterior, criando novas condições para o seu usufruto, estadia, lazer e passagem.

Este projecto pretende recuperar e requalificar este troço da Ribeira de Colares, pelo meio da reposição do equilíbrio natural do ecossistema ribeirinho, através da intervenção a nível da estabilização das margens, leito e regeneração da galeria ripícola e vegetação marginal e da criação de um parque linear adjacente à linha de água, que permita o recreio, lazer, estadia e passeio num ambiente naturalizado, seguro e contínuo.

(...)

Ao longo do percurso de ligação é proposta a aplicação de pavimento permeável ecológico de aspeto natural, garantindo um sistema de drenagem sustentável e promovendo a infiltração das águas pluviais.

No sentido de intervir em todas as vertentes do espaço público são propostas linhas de mobiliário urbano em madeira, dotando o espaço de conforto e segurança numa imagem natural e coerente com o ambiente que se pretende concretizar."

sábado, janeiro 30, 2021

Porque hoje é Sábado...

O Paquete Funchal foi construído pela Empresa Insulana de Navegação e fez a sua viagem inaugural em 1961. O navio está imobilizado desde fevereiro de 2015, no cais da Matinha, em Lisboa. O último cruzeiro do navio foi realizado na viragem do ano de 2014 para 2015.

Quatro organizações europeias, incluindo a portuguesa, SOS Amianto, manifestaram na sexta-feira preocupação com o leilão do Paquete Funchal, um icónico português navio de 1961, por este possuir alegadamente cerca de cem toneladas de amianto. O leilão, segundo Jornal Económico, realizou-se na sexta-feira em Londres, Inglaterra, depois de uma empresa britânica Signature Living ter adquirido o paquete há dois anos.



Texto do Jornal Económico de 28/01/2021:

"Num comunicado conjunto,  as organizações estão alarmadas com o facto do navio, que permanece atracado em Lisboa seja desmantelado.

“As licitações para o navio de passageiros, que foi comprado em 2018 pelo grupo hoteleiro britânico por 3,9 milhões de euros, deverão começar nos 1,8 milhões de euros. Há rumores de que a embarcação – que permaneceu atracada em Lisboa desde que foi comprada – será desmantelada”, lê-se.

O mesmo comunicado refere que o paquete tem a bordo “cerca de 100 toneladas de amianto em estado friável, nomeadamente os tipos de fibra crisotilo, amosite e tremolite, que foram identificados por uma auditoria de substâncias perigosas”. E é referido que a exportação de resíduos perigosos, como o amianto, é proibida pelo Regulamento de Envio de Resíduos da União Europeia.

Ou seja, o navio não poderá sair de Portugal enquanto possuir amianto. O Paquete Funchal está ainda registado sob a bandeira de Portugal.

“De acordo com o artigo 6.º do Regulamento de Reciclagem de Navios da UE nº 1257/2013, os armadores devem assegurar que os navios com bandeira da UE destinados a serem desmantelados, sejam apenas reciclados em instalações que constam na Lista Europeia”, lê-se.

As organizações europeias alertam, por isso, que o novo comprador poderá tentar contornar o regulamento.

“A remoção do amianto e a descontaminação da embarcação devem ocorrer em Portugal, evitando a transferência de contaminantes para outro país, nomeadamente aquele em que os critérios para a remoção do amianto não são tão exigentes, e que podem colocar em risco a saúde dos trabalhadores de desmantelamento de navios e as suas comunidades”, diz Carmen Lima, da SOS Amianto, no comunicado.

“Dada a falta de procura destes serviços, é provável que o MV Funchal seja comprado para sucata. É altamente possível que um comerciante de sucata, conhecido por comprar em dinheiro, adquira o navio e que o leve para uma praia no Bangladesh, Índia ou Paquistão, contornando as regras de reciclagem de navios da UE e violando a legislação dos resíduos da UE”, acrescenta Ingvild Jenssen, da NGO Shipbreaking Platform.

O navio em causa está na posse do Singature Living desde 2018, quando o adquiriu por 3,91 milhões de euros. O navio foi vendido em hasta pública."

Créditos:Jornal Económico

quarta-feira, janeiro 27, 2021

Postal de Colares durante a pandemia do COVID -19

Além das  graves consequências sanitárias e sociais que estamos a sofrer actualmente, e dos períodos de confinamento, cada vez mais longos, a vida que todos tinhamos mudou. Este post de hoje é um olhar relâmpago, para Colares, em mais um momento dificil na vida de todos nós.

"A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Colares vem por este meio, comunicar que após terem sido conhecidos os resultados dos testes PCR – SARS-CoV-2 de rotina realizados na Associação na passada quinta-feira, dia 21/01/2021, que revelaram a existência de cinco casos de infecção, a Direcção decidiu por proposta do Comando Operacional activar o Plano de Contingência elaborado em março de 2020, adaptado às deliberações do atual Estado de Emergência
 (..)
.O Plano de Contingência, entrará em vigor às 00h00 de segunda-feira, dia 25 de Janeiro e irá permanecer activo pelo período de quinze dias, findo esse período será reavaliada a situação."

Inf:AHBVC


Várzea de Colares 116h00 do dia 26/01/2021

Portugal registou nesta quarta-feira mais 15.073 novos casos de infecção pelo novo coronavírus (o que corresponde a um aumento de 2,3%) e 293 mortes — um novo máximo de óbitos em 24 horas
In Público