Rio das Maçãs ou Rio de Colares, nasce no Lourel na freguesia de Santa Maria e São Miguel no concelho de Sintra durante o seu percurso até à foz na Praia das Maçãs é alimentado por diversos afluentes do Almagre, de Morelinho, de Nafarros e do Mucifal, da Mata, da Urca ou Valente e de Janas.
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segunda-feira, março 18, 2019
quinta-feira, agosto 23, 2018
Várzea de Colares
Boletim Photographico, Nº75 Março de 1916
O Jornal " O Concelho de Sintra" nº29 de 1 de Junho de 1911 , publicava um artigo dedicado à Várzea de Colares, que transcrevemos parcialmente mantendo a acentuação e ortografia do original.
"A poetica Varzea de Collares e o dia de S.João
Ha 37 annos via-se ao pé da antiga ponte e no sítio que hoje occupa a adega Bernardino Gomes e Comp.ª uma tosca cabana coberta de colmo vendo-se sobre uns fetos peras, pecegos e mais fructas; e um barril do bello ramisco...
Eram as filhas do conhecido fazendeiro Chistovão d'Almeida, vulgo da Volta, as caixeirinhas assiduas d'aquella tendinha em miniatura! Coitadas! não morreram velhas!
Parece-me estar ainda em pleno e intimo convivio com os meus amigos João Paraty, Conde de Caparica, Manoel Pereira, Conde de Idanha, do Tojal, Portocarrero, Villa Real, Luiz do Rego, Isidoro de Bemfica...e tuti quanti - a maior parte já fugiu para a outra banda.
O dia de S.João d'aquelles tempos!
Enquanto os barcos do Almeida da volta se retiravam suavemente com as cachopas, ás vezes misturadas com os Marialvas que lhes pagavam o bote, grupos alegre d'outras raparigas dançavam alegremente ao som do pifano sem chaves, e descantes populares(...)".
O Jornal " O Concelho de Sintra" nº29 de 1 de Junho de 1911 , publicava um artigo dedicado à Várzea de Colares, que transcrevemos parcialmente mantendo a acentuação e ortografia do original.
"A poetica Varzea de Collares e o dia de S.João
Ha 37 annos via-se ao pé da antiga ponte e no sítio que hoje occupa a adega Bernardino Gomes e Comp.ª uma tosca cabana coberta de colmo vendo-se sobre uns fetos peras, pecegos e mais fructas; e um barril do bello ramisco...
Eram as filhas do conhecido fazendeiro Chistovão d'Almeida, vulgo da Volta, as caixeirinhas assiduas d'aquella tendinha em miniatura! Coitadas! não morreram velhas!
Parece-me estar ainda em pleno e intimo convivio com os meus amigos João Paraty, Conde de Caparica, Manoel Pereira, Conde de Idanha, do Tojal, Portocarrero, Villa Real, Luiz do Rego, Isidoro de Bemfica...e tuti quanti - a maior parte já fugiu para a outra banda.
O dia de S.João d'aquelles tempos!
Enquanto os barcos do Almeida da volta se retiravam suavemente com as cachopas, ás vezes misturadas com os Marialvas que lhes pagavam o bote, grupos alegre d'outras raparigas dançavam alegremente ao som do pifano sem chaves, e descantes populares(...)".
domingo, janeiro 21, 2018
Região Demarcada de Colares
Região Demarcada
Colares, reclinada sobre duas colinas da Serra de Sintra, é região demarcada desde 1908.A carta de Lei de 1908 reconhecendo Colares como vinho de tipo regional, foi o diploma que criou a região demarcada, património de elevado grau de raridade, senão único, em todo o mundo vitícola.
A região está confinada a uma zona de terrenos de areia solta da era terciária, assente sobre uma zona argilosa do cretáceo, que em tempos recuados se admite ter sido pertença do mar e onde as videiras desenvolvem as suas raízes.
A área geográfica correspondente à Denominação de Origem "Colares" compreende as freguesias de Colares, São Martinho e São João das Lampas.
in Sintra Capital do Romantismo
Colares-Região Demarcada há mais de um Século!
"A casta
característica e dominante que produz o inimitável vinho de Colares é o Ramisco que não foi efectada pelo ataque da Filoxera no fim do século XIX, em virtude de os seus terrenos arenosos, não terem permitido a penetração do insecto."
Fonte :Revista de Vinhos nº154 Set.2002

Fonte :Revista de Vinhos nº154 Set.2002

“A
região demarcada fundada pelo Rei D.Manuel II, através de Carta de lei
de 18 de Setembro de 1908, a Região Demarcada de Colares é uma das mais
antigas do País e, seguramente, aquela que corre maior risco de extinção
no panorama vitivinícola nacional. Nos dias que correm a produção da
região é basicamente dominada por duas entidades: a Adega Regional de
Colares e a Fundação Oriente.Todavia subsistem ainda alguns produtores
isolados que, a seu belo prazer, fazem nas suas adegas o “vinho ramisco”
para consumo próprio.
Falamos
de uma área total a rondar 20 hectares , onde o maior produtor isolado é
sem margem de dúvidas,a Fundação Oriente. Quanto à Adega regional de
Colares, como entidade cooperativa que é, congrega praticamente a
totalidade dos pequenos produtores da região (cerca de 40) cuja produção
varia entre os 20 e os 1000 quilos de uva da denominação de origem
Colares, entregues por associado.
segunda-feira, janeiro 08, 2018
Colares a Adega e os Plátanos
Foto em 6/01/2018
Em 15 de Agosto de 1931 foi criada a Adega Regional de Colares, organismo que teve, e tem, grande influência sobre a viticultura e vinicultura da região. Actualmente a produção do Vinho de Colares da Adega Regional de Colares, está dependente de um pequeno número de produtores da região, o que provoca alguns problemas à sua sustentabilidade.
Os requisitos para que o vinho de Colares seja DOC (Denominação de Origem Controlada) são de grande exigência, tanto no plano da vinha, como também no controlo da sua produção, o que coloca alguns pequenos produtores fora da zona da Adega Regional. A denominação de DOC Colares é feita pela comissão Vitivinícola Regional de Bucelas, Carcavelos e Colares.
OS PLÁTANOS DA VÁRZEA DE COLARES
Nas bermas da estrada de Colares, em particular na Várzea, junto à Adega Regional, existem numerosos plátanos de provecta idade e porte altivo que dão ao percurso um ar agradável em qualquer estação do ano.
A Adega Regional de Colares, foi instituída em 1930 como medida para se proteger a qualidade do vinho de Colares, que no dizer de Ferreira Lapa "era o vinho mais francês que possuíamos".No entanto, para aumentar a sua graduação os produtores misturavam-lhe aguardente transformando um bom vinho numa mistela...
Ao tempo da construção da Adega já existiam os plátanos frondosos que hoje podemos admirar desde a ponte da Várzea até ao Banzão no caminho da "Praia". São exemplares centenários nos quais os automobilistas apressados nem reparam.
A sombra destas árvores protegeu a fermentação de muitos "caldos" de boas colheitas que estagiaram dentro da Adega. Merecem pois que brindemos à sua saúde esperando no futuro sejam devidamente apreciados.
Para isso no local deveria colocar-se um painel informativo, chamando à atenção para estas imponentes árvores.
Os plátanos da Adega Regional de Colares são um dos "monumentos vivos" que povoam o Município Sintrense.
Um verdadeiro ex-líbris da antiga e nobre Vila de Colares...
Cortez Fernandes -Blogue "Tudo de Novo a Ocidente"
Um texto publicado no blogue "Tudo de Novo a Ocidente", de Cortez Fernandes, em Novembro de 2007, permite uma real imagem da importância daquele conjunto de centenários plátanos para Colares - "Um verdadeiro ex-libris da antiga e nobre Vila de Colares".
Em 15 de Agosto de 1931 foi criada a Adega Regional de Colares, organismo que teve, e tem, grande influência sobre a viticultura e vinicultura da região. Actualmente a produção do Vinho de Colares da Adega Regional de Colares, está dependente de um pequeno número de produtores da região, o que provoca alguns problemas à sua sustentabilidade.
Os requisitos para que o vinho de Colares seja DOC (Denominação de Origem Controlada) são de grande exigência, tanto no plano da vinha, como também no controlo da sua produção, o que coloca alguns pequenos produtores fora da zona da Adega Regional. A denominação de DOC Colares é feita pela comissão Vitivinícola Regional de Bucelas, Carcavelos e Colares.
OS PLÁTANOS DA VÁRZEA DE COLARES
Nas bermas da estrada de Colares, em particular na Várzea, junto à Adega Regional, existem numerosos plátanos de provecta idade e porte altivo que dão ao percurso um ar agradável em qualquer estação do ano.
A Adega Regional de Colares, foi instituída em 1930 como medida para se proteger a qualidade do vinho de Colares, que no dizer de Ferreira Lapa "era o vinho mais francês que possuíamos".No entanto, para aumentar a sua graduação os produtores misturavam-lhe aguardente transformando um bom vinho numa mistela...
Ao tempo da construção da Adega já existiam os plátanos frondosos que hoje podemos admirar desde a ponte da Várzea até ao Banzão no caminho da "Praia". São exemplares centenários nos quais os automobilistas apressados nem reparam.
A sombra destas árvores protegeu a fermentação de muitos "caldos" de boas colheitas que estagiaram dentro da Adega. Merecem pois que brindemos à sua saúde esperando no futuro sejam devidamente apreciados.
Para isso no local deveria colocar-se um painel informativo, chamando à atenção para estas imponentes árvores.
Os plátanos da Adega Regional de Colares são um dos "monumentos vivos" que povoam o Município Sintrense.
Um verdadeiro ex-líbris da antiga e nobre Vila de Colares...
Cortez Fernandes -Blogue "Tudo de Novo a Ocidente"
Um texto publicado no blogue "Tudo de Novo a Ocidente", de Cortez Fernandes, em Novembro de 2007, permite uma real imagem da importância daquele conjunto de centenários plátanos para Colares - "Um verdadeiro ex-libris da antiga e nobre Vila de Colares".
segunda-feira, setembro 18, 2017
No tempo das vindimas do Ramisco em Colares
Fotos em Fontanelas 13/09/2017
"Pensa-se que a introdução da casta “Ramisco” na região se deve ao rei D. Afonso III (séc. XIII), que a teria trazido de França. O grande enólogo Ferreira Lapa afirma que “o Colares é o vinho mais francês que possuímos”. O rei D. Dinis (séc. XIII-XIV) aplicou aos mouros, donos das terras de Colares, um tributo no qual se inclui uma quarta parte da produção de vinho da região. A primeira exportação de vinho de Colares, documentada, efectuou-se no reinado de D. Fernando I (séc. XIV). D. João I (séc. XIV-XV) ofereceu esta região a D. Nuno Alvares Pereira como recompensa pela vitória de Aljubarrota.(...)"
Na Revista de Vinhos, nº 154, Setembro de 2002.
Vinha da casta ramisco em Fontanelas, 13/09/2017
"De longínqua tradição, encimando a famosa lista da viticultura nacional, o vinho de Colares contém particularidades únicas, que o tornaram ao longo dos anos num dos mais apreciados vinhos do mundo. A sua famosa casta Ramisco, cuja vinha é abacelada em terrenos arenosos do litoral e sujeita ao micro-clima existente na região sintrense, produz um vinho de bouquet magnífico, cheio de delicadeza, sabor e perfume agradáveis, e com pequena percentagem de álcool.(...)"
*João Rodil em "Sintra na Obra de Eça Queirós"
Continua a decorrer as vindimas em Colares, com uma boa produção este ano.
"Pensa-se que a introdução da casta “Ramisco” na região se deve ao rei D. Afonso III (séc. XIII), que a teria trazido de França. O grande enólogo Ferreira Lapa afirma que “o Colares é o vinho mais francês que possuímos”. O rei D. Dinis (séc. XIII-XIV) aplicou aos mouros, donos das terras de Colares, um tributo no qual se inclui uma quarta parte da produção de vinho da região. A primeira exportação de vinho de Colares, documentada, efectuou-se no reinado de D. Fernando I (séc. XIV). D. João I (séc. XIV-XV) ofereceu esta região a D. Nuno Alvares Pereira como recompensa pela vitória de Aljubarrota.(...)"
Na Revista de Vinhos, nº 154, Setembro de 2002.
Vinha da casta ramisco em Fontanelas, 13/09/2017
"De longínqua tradição, encimando a famosa lista da viticultura nacional, o vinho de Colares contém particularidades únicas, que o tornaram ao longo dos anos num dos mais apreciados vinhos do mundo. A sua famosa casta Ramisco, cuja vinha é abacelada em terrenos arenosos do litoral e sujeita ao micro-clima existente na região sintrense, produz um vinho de bouquet magnífico, cheio de delicadeza, sabor e perfume agradáveis, e com pequena percentagem de álcool.(...)"
*João Rodil em "Sintra na Obra de Eça Queirós"
Continua a decorrer as vindimas em Colares, com uma boa produção este ano.
quarta-feira, outubro 19, 2016
Super Lua de Outubro
Foto em 16/10/2016 em Colares
Fotos em 18/10/2016 em Colares
"As 3 Super Luas de 2016
On 30 Set 2016 ·
Neste outono de 2016, todas as Luas Cheias, que ocorrerão nos dias 16 de outubro, 14 de novembro e 14 de dezembro, serão Super Luas. Os instantes de Lua Cheia não coincidirão exatamente com os instantes do perigeu, mas estarão muito próximos. A Super Lua mais favorável para observar será a do dia 14 de novembro, em que os instantes do perigeu e da lua cheia estão apenas desfasados de 2:31 horas. Estando a lua próxima do horizonte, ocorre um efeito extra de ampliação, mas que é apenas uma ilusão ótica… confirme AQUI!
Definição de Super Lua: Fala-se em Super Lua sempre que o instante de Lua Cheia ocorre quando a Lua está a uma distância da Terra inferior a 110% do perigeu da sua órbita. Em termos temporais, isto significa que a diferença entre os instantes de Lua Cheia e do perigeu é menor do que 1 dia e 8 horas. Segundo esta definição é possível ocorrer uma Super Lua frequentemente, mas nem todas terão o mesmo tamanho e brilho aparentes."
texto retirado daqui:
http://oal.ul.pt/as-3-super-luas-de-2016/
Definição de Super Lua: Fala-se em Super Lua sempre que o instante de Lua Cheia ocorre quando a Lua está a uma distância da Terra inferior a 110% do perigeu da sua órbita. Em termos temporais, isto significa que a diferença entre os instantes de Lua Cheia e do perigeu é menor do que 1 dia e 8 horas. Segundo esta definição é possível ocorrer uma Super Lua frequentemente, mas nem todas terão o mesmo tamanho e brilho aparentes."
texto retirado daqui:
http://oal.ul.pt/as-3-super-luas-de-2016/
quarta-feira, agosto 10, 2016
Coisas do Vinho de Colares (Reedição)
Adega Regional de Colares“O genuíno Vinho de Colares é um vinho de mesa de previlegiada compleição, produzido com as uvas da casta Ramisco, cultivado exclusivamente nos terrenos de areia solta de origem terciária situados na região de Colares de cujo antigo concelho adoptou o nome.”O Vinho de Colares –1938
A Carta de lei, de 18 de Setembro de 1908, determinou que "os vinhos produzidos na freguesia colareja e nos terrenos areentos das freguesias de São Martinho e de São João das Lampas fossem tidos como vinho do tipo regional de Colares".
Legenda “A comissão de viticultores de Collares que entregou uma representação ao Sr. Ministro das Obras Públicas , solicitando uma marca privativa para os seus vinhos”. (Foto de Benoliel) Ilustração Portuguesa de 18 de Abril de 1910.
Anúncio publicado no Jornal “O Concelho de Sintra” em 1910
Em Agosto de 1931, é criada a Adega Regional de Colares.
Em 19 de Setembro de 1934, publicava-se o Estatuto da Região de Colares , outorgado no decreto lei nº24500, que se pode considerar como Carta-Magna do Vinho de Colares.
Actualmente a produção do Vinho de Colares é básicamente liderada por duas entidades:a Adega Regional de Colares e a Fundação Oriente.
Em 19 de Setembro de 1934, publicava-se o Estatuto da Região de Colares , outorgado no decreto lei nº24500, que se pode considerar como Carta-Magna do Vinho de Colares.
Actualmente a produção do Vinho de Colares é básicamente liderada por duas entidades:a Adega Regional de Colares e a Fundação Oriente.
quinta-feira, dezembro 17, 2015
sábado, setembro 20, 2014
Tertúlia "Sintra e a Grande Guerra, em tempo de ideais" na Sala da Folha em Colares
JTertúlia "Sintra e a Grande Guerra, em tempo de ideais" na Sala da Folha em Colares
O Monumento aos Mortos da Primeira Grande Guerra existente no Jardim da Correnteza em Sintra, é obra do escultor José da Fonseca.
Colecção particular @RiodasMaças
O Monumento aos Mortos da Primeira Grande Guerra existente no Jardim da Correnteza em Sintra, é obra do escultor José da Fonseca.
Colecção particular @RiodasMaças
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