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sexta-feira, janeiro 26, 2018

Postal dos Correios

O primeiro distribuidor de correspondência em Portugal que se conhece terá sido em 1520, no reinado de D.Manuel I, e a primeira mala posta começou a funcionar em 1798 e apenas entre Lisboa e Coimbra - quatro séculos depois, um governo PSD/CDS, decide desmantelar uma rede postal e entregar o serviço até agora público dos Correios a privados.

 O Correio em Portugal durante o longo percurso da sua existência tem inúmeros factos históricos relevantes -hoje mencionamos um relacionado com o grande actor Chaby Pinheiro, e o Palácio da Pena.

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Caixa de Correio na Misericórdia da Vila Velha de Sintra

Chaby Pinheiro e os Correios e Telégrafos

Em 1891, Chaby Pinheiro era nomeado oficialmente aspirante auxiliar dos Correios e Telégrafos  .Entretanto o bichinho do teatro que o corroía, começou a desenvolver-se. Chaby já representava  e bem, nos Teatros Taborda, do Aljube e até no Teatro do Conde  de Farrobo, instalado no Palácio das Laranjeiras, como amador.
Na altura em que a família real passava a estação calmosa no  palácio da Pena, em Sintra, com eles seguiam também todos os Verões, três funcionários dos  Correios e, assim enquanto os soberanos lá permaneciam funcionava no Palácio da Pena uma Estação Telégrafo-Postal.
Por interferência do então Chefe da Estação dos Correios e Telégrafos das Necessidades. terá conseguido que Chaby Pinheiro fosse requisitado – depois de uma intervenção do Conde de Sabugosa, Mordomo-mór de D.Carlos, para o serviço  dos Correios no Palácio da Pena.
O Rei e Chaby depressa chegaram à fala e concretizaram um conhecimento bem estreitado pelo amor ao teatro que ambos possuiam. Eram pessoas cultas e de grande gentileza que se entendiam, sendo os três meses da deslocação dos melhores tempo de vida do genial actor.

Fonte:  "Estes Correios que eu amo" de Amândio Nunes Monteiro


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Nasceu a 12 de Janeiro de 1873, em Lisboa, e faleceu no Algueirão a 6 de Dezembro de 1933.
Homem culto e de grande inteligência, começou desde cedo a privar com a intelectualidade do seu tempo. Nesse grupo de amigos destacavam-se Fialho de Almeida, Marcelino Mesquita, Rafael Bordalo Pinheiro, Júlio Dantas e Manuel Penteado entre outros, nas áreas da Arte, Literatura e Jornalismo.
No campo teatral, desdobrou-se nas áreas da representação, da encenação, da declamação e do professorado (foi professor do Conservatório Nacional), tendo ainda conhecido a actividade de empresário.
Em 1933, estando a convalescer na sua casa no Algueirão, o barbeiro de lá, seu amigo pessoal e que era da direcção do Clube de Mem Martins, pede-lhe para que ele  lá  vá, recitar algo, a fim de aumentar o público. E na verdade, tal aconteceu.
No dia da festa, lá estava Chaby Pinheiro. Recebido pela assistência, quando se iniciava para recitar, foi acometido pelos primeiros sintomas da congestão cerebral, que o vitimou.
Três dias depois o actor faleceu.
O clube acima citado, foi, desde há muito, baptizado com o nome de Cine-Teatro Chaby em memória deste grande actor sedeado em Mem Martins. A avenida onde o Cine-Teatro se encontra situado liga Mem Martins a Sintra e possui também o nome do actor.
('Para uma história do teatro no concelho de Sintra' REIS Luciano, 2001)

terça-feira, março 28, 2017

Baile das Camélias 2017

A Sociedade União Sintrense voltou a vestir-se a rigor para receber a 76ª edição do tradicional Baile das Camélias, que se realizou no dia 25 de março, ao som da banda Vice-Versa.




. A tradição da noite das Camélias remonta a 19 de Março de 1941, quando um grupo de sintrenses decidiu organizar esta festa. Na época havia grande rivalidade entre os jardineiros das quintas, e a noite das camélias era preparada pelos trabalhadores das quintas existentes em Sintra que queriam exibir as flores mais bonitas. Por isso e após a festa, decorria o baile dos jardineiros.


Fotos em 25/03/2017
Fotos em 25/03/2017
Fotos em 25/03/2017

terça-feira, janeiro 05, 2016

No País dos "Cofres Cheios" III


Relatório da (ERS), Entidade Reguladora da Saúde:

A ERS emitiu, instruções e instaurou processos de monitorização à actuação de seis hospitais que foram notícia por causa de morte de doentes que aguardaram horas a fio nas urgências - entre os quais com especial ênfase a actuação do Hospital Fernando Fonseca (Amadora -Sintra). Neste caso é analisado uma morte que remonta a 25 de Novembro de 2013 no serviço de urgência do hospital. Doente triado com pulseira amarela às 16h47, o doente foi chamado para observação às 21h52, não terá respondido e apenas foi visto por um médico uma hora depois. Acabou por morrer às 23h55. Os consultores da ERS, concluíram que se verificaram erros graves, porque não foi feito electrocardiograma, o que nesta situação era "mandatório", e porque não apareceram registos clínicos.
O processo da ERS inclui também referências da situação caótica vivida na urgência do Amadora-Sintra nos dias 28 e 29 de Dezembro de 2014, o que segundo a ERS, indica que na prática pouco ou nada terá sido feito, passado um ano para melhorar a prestação do serviço de urgência.

O hospital Amadora-Sintra é a maior urgência da área Metropolitana de Lisboa (serve 600 mil habitantes) e que parte substancial destas pessoas não tem médico de família.

*Fonte jornal Público de 4/01/2016

Créditos
Foto retirada daqui:
http://www.lifecooler.com/artigo/fazer/hospital-fernando-fonseca-amadora-sintra/359569/

Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2016/01/no-pais-dos-cofres-cheios-ii.html

domingo, julho 19, 2015

Clima Sintrense

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*Foto na última sexta-feira 17/07/2015 - semana com Sintra envolvida no tradicional nevoeiro de Verão

Memórias históricas do Palácio da Pena
"Edificio da Pena-visita-se todos os dias e a toda a hora sem bilhete , só o parque e a egreja.Para vêr o palacio, é necessário um bilhete da Administração da Caza Real. Estando S.S.M.M. reinantes, que alli permanecem durante algum tempo da estação de verão , só é permitido vêr o parque. "

No Guia do Viajante em Portugal e suas colónias em Africa".
Ed.Empresa Nacional de Navegação-1907



"Um facto recente trouxe para as discussões do parlamento e da imprensa o palácio da Pena que pertenceu a el-rei D.Fernando, e que faz parte do espólio d'este principe.

Esse facto foi a proposta que o governo apresentou em côrtes para a compra d'este palácio aos herdeiros de D.Fernando, incorporando-o nos bens do Estado e com uso-fructo para a corôa.

Essa proposta foi aprovada e reza assim:


Art. 1º É o governo auctorizado a adquirir total ou parcialmente para a nação as propriedades que pertenciam a sua majestade el-rei D.Fernando, em Cintra, devendo entrar n'essa acquisição o palácio e o castello da Pena, o parque adjacente, e o castello dos Mouros por preço não superior ao valor que lhes foi arbitrado no processo orphaneológico de inventário a que se procedeu por óbito do mesmo principe e pagos em titulos de divida consolidada na posse da fazenda, pelo valor do mercado.
(...)
Estas propriedades no inventário foram avaliadas em trezentos e dez contos de réis, valor estimativo, pois que ellas nada produzem e antes demandam de um costeio annual de desasseis contos de réis."

Revista “Occidente” de 21 de Junho de 1889

*Nota do blog:Ortografia conforme os originais