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terça-feira, novembro 13, 2018

Visita às árvores com a classificação de Interesse Municipal em Sintra

No próximo dia 17, venha conhecer de perto os lódãos (Celtis australis L.), as tílias (Tilia x vulgaris Hayne) e  a  tília tomentosa e os 12 freixos (Fraxinus angustifólia), todas estas árvores classificadas de Interesse Municipal pela Câmara Municipal de Sintra. 
O Grupo dos Amigos das Árvores de Sintra, um grupo de pessoas, indignadas com o que aconteceu  recentemente ao “Freixo” (árvore classificada), na Alameda dos Combatentes da Grande Guerra, e preocupadas com preservação do património arbóreo sintrense, decidiram  organizar  uma visita às árvores classificadas de interesse municipal, guiada pelo Engº  Rui Queirós do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
 : https://www.facebook.com/events/354107725335021/

Após o abate de duas árvores classificadas no jardim da Correnteza, a CMS plantou no fim de semana  novas árvores no local. Abates como consequência de podas mal feitas, e de não serem tomadas medidas sugeridas  pela ADPS, (Associação de Defesa de Património Sintrense), para as manter  como parte integrante da paisagem daquele local nobre de Sintra.(Foto de M.Clara Gomes)
(Foto de M.Clara Gomes)

«Não é raro vermos numa praça pública abater-se sem protesto uma árvore. É até vulgar! … Quando a árvore começa a ser bela, esgalhada e enorme, cheia de ruídos e de sombra, surge o vereador e corta-a, sem imaginar , sequer, que mais vale um simples e humilde plátano do que um conselheiro de Estado (…) Faz mais diferença à natureza o assassinato de uma grande árvore, que dá sombra e frescura, que tem a alta missão de purificar a atmosfera, do que a morte de meia dúzia de conselheiros de Estado gravíssimos e calvos». 

(um excerto de um artigo “Maio”, de Raul Brandão, publicado em 16 de Maio de 1901 ‘Revista Brasil-Portugal’).

Créditos:
Artigo de Raul Brandão - num post de Emilia Reis
Fotografias de M.Clara Gomes

sexta-feira, outubro 26, 2018

Gostar de Árvores

Exemplo raro da prioridade dada à Árvore - na Praia Grande, Sintra
Fotos em 19 de Outubro de 2018

sexta-feira, outubro 19, 2018

Carta enviada pelo Grupo das Árvores de Sintra ao presidente da CMS

*Foto no PNSC em Janeiro de 2018


Este foi o texto que o Grupo dos Amígos das Árvores de Sintra enviou ontem ao presidente da Câmara de Sintra:
Ex.mo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Sintra

Dr. Basílio Horta
Nós, Grupo dos Amigos das Árvores de Sintra temos vindo a assistir a sucessivos abates de árvores em Sintra, nomeadamente, na Estefânia, Avenida Barão de Almeida Santos, Avenida Dr. Miguel Bombarda, Jardim da Correnteza e Rua Dr. Alfredo da Costa; Rua D. João de Castro; na Portela na Avenida do Movimento das Forças Armadas; e em São Pedro no Adro da Igreja, Avenida Conde Sucena, Largo 1.º de Dezembro e Praça D. Fernando II (vulgo Largo da Feira); bem como noutros locais, a exemplo da Estrada de Chão de Meninos.
Estes cortes de árvores originaram várias queixas dos munícipes seja nas Juntas de Freguesia, página do munícipe e presencialmente junto de responsáveis ao longo destes anos. Contudo, pouco ou nada melhorou, pelo contrário, pois ultimamente assistimos também a abates de árvores classificadas (sobre proposta da Associação de Defesa do Património de Sintra) e que estavam sob protecção da Câmara Municipal de Sintra. A proposta de desqualificação destas árvores foi votada na Reunião de Câmara de 28 de Agosto de 2018, o que quer dizer que se optou pelo abate de árvores, face à evidência de podas mal feitas que esteve na origem dos problemas agora diagnosticados, e que muito provavelmente podiam ser tratadas e assegurada a sua manutenção através do escoramento das mesmas.
Mais recentemente ainda, um incêndio de grandes proporções atingiu o Parque Natural Sintra Cascais destruindo 600 hectares de mato e floresta e colocando em perigo o património edificado. Para além disso, este incêndio fez com que cerca de 300 pessoas tivessem de abandonar as suas casas. Ou seja, a comunidade e o património arbóreo estão estreitamente ligados e devem ser pensados em conjunto.
Por estamos muito preocupados com o que resta do património arbóreo de Sintra reunimos no passado dia 29 de Setembro no Jardim da Correnteza para encontrar alternativas e vimos por este meio pedir a V. Exª uma reunião urgente para podermos discutir algumas das questões que passamos a enumerar:
1. O Parque Natural Sintra-Cascais, tal como a Câmara Municipal de Sintra e a Parques de Sintra-Monte da Lua, S.A. deviam apresentar relatórios anuais detalhando o trabalho feito em termos de prevenção e vigilância de fogos, qual a despesa anual, qual o destino dessas verbas e qual o grau de eficácia alcançado. Face ao incêndio de há dias, cremos ser o momento certo para se repensar toda a estratégia de prevenção e vigilância do Parque e se implementar de facto o conjunto de medidas previstas no relatório apresentado por peritos da Comissão Europeia que visava reduzir drasticamente a presente vulnerabilidade da serra de Sintra a um incêndio que poderá reduzir a cinzas os seus vários patrimónios.
2. De acordo com o Decreto Lei 10/2018, está previsto que excepcionalmente, no caso de arvoredo de especial valor patrimonial ou paisagístico pode admitir-se uma distância inferior a 5 metros junto às estradas, assim apelamos a que esta excepção seja tida em conta no Parque Natural Sintra Cascais. A paisagem de Sintra, património nacional e mundial, apresenta como uma das suas características diferenciadoras, o seu atravessamento por ruas e estradas ladeadas de árvores frondosas, bem como por muros, muitas vezes rústicos, cobertos de musgo e fetos. E que essa excepcionalidade contemple a transmissão da gestão dessas mesmas estradas para a Câmara Municipal de Sintra.
3. A CMS deve promover a existência de um cadastro, fidedigno e em permanente actualização das árvores existentes na Vila de Sintra, nomeadamente das árvores por arruamento e alinhamento, e nos jardins e parques, relativo ao tipo de árvore, idade, estado fitossanitário, etc. E que desse cadastro fosse dado conhecimento público em contínuo, e do público fossem recolhidas sugestões e participações a vários níveis.
4. A CMS devia redigir e pôr em prática, após devida consulta pública, um Regulamento Municipal do Arvoredo de Sintra, e que dele emanassem directrizes claras aos serviços camarários e às empresas subcontratadas, quanto a boas-práticas na gestão e manutenção do arvoredo, de modo a Sintra apresentar árvores saudáveis, de porte considerável e com vida longa, e que com ele fosse realidade o primado da salvaguarda da árvore (por via do seu tratamento, escoramento, etc.) e não o do abate da árvore como primeira opção.
5. A CMS devia implementar um plano anual de podas, suportado em empresas devidamente certificadas para o efeito e com provas dadas em outros concelhos, num modelo de total transparência, e que por via dele se assegurasse um regime de podas consentâneo com cada espécie e feito no momento certo.
6. A CMS devia desenvolver um plano anual de combate às espécies invasoras, substituindo-as por espécies nativas ou mais adequadas ao espaço em que se integram.
7. A CMS devia recorrer a entidades e especialistas que a apoiem na gestão do arvoredo (por exemplo o Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida, ao abrigo do protocolo existente com o Instituto Superior de Agronomia), a inclusão de uma disposição no sentido da presença semestral em Sintra de técnicos daquele Laboratório, que poderiam observar no local os exemplares (individuais ou maciços arbóreos) que, pela sua valia em termos de porte, historial e afectividade com os sintrenses, tenham necessidade de observação atenta e científica, a fim de se evitar males maiores num curto ou médio prazo.
8. Sobre o PMDCIF 2012-2019, gostaríamos de saber se as verbas em prevenção e vigilância de incêndios foram devidamente aplicadas, quais as metas para 2019, e ainda para o próximo decénio.
Por conseguinte, solicitamos reunião com V. Exa. ou com os serviços que achar por bem e estamos ao dispor de V. Exa. e da CMS para contribuirmos para estes desideratos, na medida das nossas possibilidades.
Com os melhores cumprimentos
Grupo dos Amigos das Árvores de Sintra que nos subscrevemos
Clara Gomes
Emília Reis
Fernando Castelo
Fernando Wintermantel
Florbela Veiga Frade
Horácio Silva
João Diniz
João Jesus
Madalena Martins
Maria Peres
Nuno Agostinho
Paulo Ferrero
Pedro Jordão
Pedro Macieira
Rosa Casimiro
Ricardo Duarte
Sandra Almeida
Susana Félix

quinta-feira, outubro 18, 2018

No dia em que os lenhadores invadiram o Parque Infantil II

Foto de ontem no Mucifal 17/10/2018

Durante a manhã de  hoje encontrei-me com o Presidente da Junta de Freguesia de Colares, Pedro Filipe – consequência dos dois abates de árvores de ontem num Parque Infantil no Mucifal.

A explicação das razões para aquela radical atitude da Junta de Freguesia de Colares, foi explicada pelo perigo de poder acontecer algum dano físico de utilizadores do espaço (crianças), por queda de ramadas, resolvendo dessa forma responsabilidades futuras.
Depois de obras de assentamento do piso irão ser plantadas novas árvores, estando a ser escolhida ainda a espécie.

!º As árvores não sofriam manutenção desde que foram plantadas.
2ºO motivo do abate não foi justificado pelo seu estado fitossanitário.
3ºO espaço de um parque infantil como é óbvio é utilizado por crianças –facto que não foi considerado ontem quando ontem foram abatidas as frondosas árvores –espectáculo  chocante com toda a visibilidade para os pequenos utentes.
4º Não foi considerado o aspecto antipedagógico das crianças sentirem que aquela destruição toda punha em causa as afirmações de pais e professores sobre a importância de defender  as árvores como seres vivos.Além de embelezar as ruas, absorvem a água da chuva, absorvem gás carbónico e libertam oxigénio e preservam a biodiversidade no meio urbano.
5º A falta no local para uma explicação oficial da intervenção, local e razão para destruição da paisagem de todos nós.
6º-ºNo local onde existe o parque infantil eram as únicas árvores existentes.
7º Não havia qualquer queixa de moradores de imóveis junto ao parque.




quarta-feira, setembro 19, 2018

Gostar de Árvores (reedição)


Nem todos os sintrense desejam uma Sintra sem árvores -Memória de 21 de Maio de 2010

Uma intervenção do Clube de Tricô "Conversa Fiada",  no Largo do Morais, em Sintra, um dos locais em que o Departamento de Parques e Jardins podou bárbaramente, Plátanos e Tílias. em 2010 e  também  em anos posteriores.

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*Foto em Maio de 2010
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*Foto em Maio de 2010

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*Fotos em Maio de 2010

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Clube de Tricô "Conversa Fiada"

A arte de envolver elementos do património público com tricô que, de algum modo, suscitam intervenção cívica, foi iniciada nos EUA em 2005, sendo conhecida por Yarnbombing.
Em Sintra, inspirado neste movimento que já se espalhou por todo o mundo, o Clube de Tricô “Conversa Fiada” vem fazer a sua primeira intervenção.

Foi no Largo do Morais que o Departamento de Parques e Jardins selvaticamente podou as árvores, há umas semanas atrás.
Por isso, decidiu o Clube de Tricô “Conversa Fiada” vestir simbolicamente estas nossas amigas.

O critério utilizado ronda o incompreensível.
Vejamos:

O jardim que ali se encontra, com bancos convidativos a uma pausa para quem sobe da Estefânia para S. Pedro, foi deixado sem uma única sombra. Todos os plátanos, foram decepados dos seus ramos.

As árvores da Rua D. João de Castro, foram objecto de intervenção absolutamente absurda, efectuada num lugar tão característico de Sintra.
Logo no início, temos várias tílias completamente decapitadas dos ramos que estavam já cobertos de folhas (este ano já não voltarão a rebentar), outras às quais foram cortados os ramos alguns metros acima do tronco e, pasme-se, logo a seguir, um conjunto de árvores exuberantes de folhagem bonita, onde a motosserra não tocou.

Que critério tão discriminatório foi utilizado no tratamento dado a estas árvores?

Onde estão os técnicos da Câmara a quem foi ministrada, em Abril de 2009, a formação adequada para que “(…) se as árvores de Sintra pudessem ver-se ao espelho, gostassem da imagem reflectida e louvassem o cuidado posto na sua fisionomia saúde e preservação(...)”? “Coisas d’Árvores,” Abril 2009

Até quando vamos assistir a estes atentados? Só pela simples razão de que, em anos anteriores as podas foram assim efectuadas?

Lamentamos profundamente a falta de cuidado que a Autarquia tem demonstrado em relação às nossas árvores, património natural fundamental para que Sintra esteja classificada pela UNESCO como Paisagem Cultural da Humanidade.

Clube de Tricô “Conversa Fiada”

*Texto fornecido pelo Clube de Tricô "Conversa Fiada

Outras Intervenções  da CMS neste local:
Posts relacionados publicados no blog sobre a mártire rua D.João de Castro, e das sua tílias e plátanos ao longo do tempo-ver aqui:
http://riodasmacas.blogspot.pt/search?q=rua+D.Jo%C3%A3o+de+Castro

segunda-feira, setembro 17, 2018

As árvores em Sintra não morrem de pé

Foto ADPS em 6/09/2018

Hoje podemos apresentar mais fotos dos últimos abates que aconteceram recentemente no Jardim da Correnteza, numa Sintra ainda considerada pela UNESCO Património Mundial pela sua Paisagem, de que as Árvores são um dos elementos principais.

Depois de podas radicais - os abates
Foto de M.Clara Gomes de 6/09/2018

Incongruências Municipais

Fomos surpreendidos com o facto de estarem a ser abatidas árvores numa zona nobre de Sintra - a Correnteza. Curiosamente o  mesmo local onde  as árvores tinham sido classificadas por proposta da ADPS e aceite pela CMS.

Foto M.Clara Gomes

A mesma Câmara Municipal que as classificou, desclassifica-as, em reunião camarária com voto unânime - esquecendo-se de o comunicar a ADPS, promotora da classificação.

Seguindo um qualquer protocolo camarário, são afixados avisos que ali (zona do Jardim da Correnteza)  iriam proceder-se a PODAS - como prova a foto que publicamos. E então executaram-se os abates...
Foto da ADPS

Não aconteceu em nenhuma zona florestal da Serra de Sintra, acreditem é num local nobre de Sintra - Jardim da Correnteza.

Foto de M.Clara Gomes em 6/09/2018 na Correnteza


Foto ADPS  em 6/09/2018

Fotos de pernadas das tílias, e de um freixo já cortado A Associação de Defesa do Património de Sintra (ADPS), tinha já há meses recomendado á CMS  para estas árvores o rebaixamento de copas para retirada de carga, podas e tratamentos fitossanitários. Recomendação  que não foi seguida, optando-se  pela destruição de um património arbóreo de todos nós.


Foto ADPS -foto em 6/09/2018
Fotos ADPS - em 6/09/2018


*Segundo a explicação oficial (via Sintra Notícias) as árvores abatidas estariam em perigo eminente de queda. avançando que
"A decisão da autarquia sintrense surge depois de várias avaliações, nomeadamente por parte do Instituto Superior de Agronomia (ISA). As árvores, classificadas com de interesse municipal, foram avaliadas com “perigosidade elevada” pelo laboratório do ISA, o máximo da escala."
Foto de M.Clara Gomes de 2016 no Jardim da Correnteza

Foto  do estado em que ficou uma das árvores depois de uma "poda" camarária.  Sendo este tipo de podas que determinam o  futuro estado fitossanitário das árvores e provocam mais tarde a justificação de abate.

sábado, setembro 08, 2018

Porque hoje é Sábado...

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Foto do abate de um Plátano centenário em Colares em 14/12/2010 pela Estradas de Portugal SA

*Reedição de um post de 2010

QUANTO VALE UMA ÁRVORE?
Mais do que todo o dinheiro do mundo.

Aqui vai um segredo, daqueles grandes: para vivermos, não precisamos de dinheiro.
Precisamos, sim, de oxigénio. Logo, de árvores. Assim-tão-simples.

Está tão bem guardado, este segredo, que, mesmo contando-o, mantém-se em segredo, pois continua a não chegar ao coração das pessoas. Infelizmente.

A razão que me leva a escrever este post são os belos e antiquíssimos plátanos de Colares (Sintra).

São centenários, creio que do tempo em que existiam carroças em vez de carros (hoje, as estradas são mais largas, contudo, as mentalidades mais estreitas).

A seiva corre e a vida pulsa em cada ramo. As folhas purificam o ar, fornecendo-nos ar puro. Tal como o fizeram no tempo dos nossos pais, avós, bisavós... É maravilhoso.

E agora estamos na iminência de uma tragédia. Sim: "tragédia".
Parece que se decidiu que estas árvores estão a estorvar, já não têm grande utilidade, e é uma chatice ter de varrer as folhas que caem pelo Outono e "sujam" as ruas.

Eu não entendo, palavra de honra.
Sempre que visito a serra de Sintra, apanho garrafas, latas, maços de tabaco, sacos de plástico... tudo espalhado em plena serra. Ora, não será isso que verdadeiramente suja e com que a autarquia se deveria ocupar?

Bem(mal!), os plátanos de Colares estão marcados para.... talvez... serem abatidos.

É uma tragédia, efectivamente. Uma execução em praça pública de seres que não fizeram senão servir o ser (des)humano durante gerações e gerações.

Matar uma árvore é tão grave como matar uma pessoa.
Que direito temos nós de matar um ser que já existia muito antes de nascermos e que continuará a viver depois de morrermos? Que direito?, pergunto em voz alta.

As árvores suportam silenciosamente que os seus membros sejam decepados (as chamadas "podas"), toleram que o seu tronco seja cravejado de pregos, quando alguém acha que é um bom lugar para afixar cartazes... E mesmo com tantas atrocidades que sofrem, continuam, docemente, e até ao último segundo, a fornecer o ar que respiram aqueles que empunham as motosserras...

Peço a todos os leitores que se movimentem da forma que vos for possível no sentido de salvar as nossas queridas árvores de Colares. Divulguem. Protestem.

Publicado no blogue "Casa da Claridade" em 17 de Novembro de 2009

quarta-feira, junho 27, 2018

Limpezas II

«Os municípios e a GNR podem dar às pessoas informação mais detalhada, através do 808 200 520, mas – na dúvida – mais vale cortar a mais do que a menos, pois é de reduzir o risco de incêndio que se trata».
 António Costa, Primeiro Ministro



Em Janas/Sintra ouviram com atenção as palavras de António Costa... e resolveram cortar a mais.
 Fotos em 26/06/2018


https://www.portugal.gov.pt/pt/gc21/comunicacao/noticia?i=e-fundamental-passar-a-mensagem-que-e-no-inverno-que-se-previne-a-tragedia-dos-incendios

terça-feira, março 27, 2018

Não havia necessidade...

Árvores de Sintra
Fotos em 26 de Março de 2018
Codiceira
Chilreira
Arneiro dos Marinheiros
Arneiro dos Marinheiros




domingo, fevereiro 18, 2018

Protecção Civil, ICNF, CMS e Comandante dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme de acordo com os abates no Parque Natural Sintra-Cascais

Notícia de hoje no D.N. confirma acordo da Protecção Civil de Sintra, da C.M.S , ICNF e do Comandante dos Bombeiros de Almoçageme, para o plano de abates de árvores no Parque Natural Sintra Cascais.
Foto em 30/01/2018
Em Janeiro verificámos novas marcações nas árvores, a partir da Lagoa azul até à estrada florestal entre a Malveira da Serra e o cruzamento da Portela.
Foto em 30/01/2018
O  DN esclarece que o relatório da Protecção Civil de Sintra admite que a intervenção" (370 árvores na serra de Sintra, a maioria pinheiros, mas também cedros e acácias"), que se trata "de uma remoção maioritáriamente de pinheiros que se encontram no fim do seu ciclo de vida". Embora as fotos que publicamos não o demonstrem.
Pinheiros jovens também marcados fotos em 30/01/2018

O DN, indica também que "o corte das 370 árvores foi objecto de parecer do comandante dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme, que considerou "relevantes as medidas do ICNF, mas referiu que as acções de remoção, só por si não anulam a ocorrência deste tipo de incêndios florestais", apesar da "mitigação do risco"

É esclarecido também na notícia, que "para o comandante, no entanto, o ICNF deve também intervir no "lado oposto do perímetro florestal, em frente à Penha Longa, onde existem àrvores de grande porte com continuidade nas copas".

Foto em 30/01/2018, em frente à Penha Longa a Lagoa Azul...

E a terminar a notícia, mais um esclarecimento:"uma fonte oficial da Câmara Municipal de Sintra, disse à LUSA que presidente da autarquia, Basilio Horta (PS), "concorda com as conclusões e procedimentos adotados pela Protecção Civil Municipal"

https://www.dn.pt/lusa/interior/protecao-civil-de-sintra-estima-corte-de-370-arvores-na-serra-9125574.html
Posts relacionados:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2017/11/bloco-de-esquerda-questionou-o-governo_23.html

http://riodasmacas.blogspot.pt/2018/01/abate-de-arvores-no-pnsc-2-round.html

terça-feira, fevereiro 13, 2018

Limpeza obrigatória de terrenos até 15 de Março

Os proprietários, arrendatários, usufrutuários ou entidades que, a qualquer título, detenham parcelas em solo rústico, confinantes a edifícios, são obrigados a proceder à gestão de combustível, numa faixa de 50 m à volta dos edifícios, medida a partir da alvenaria exterior, de acordo com o disposto no Anexo do Decreto-Lei n.º 124/2006, de 28 de junho, na redação em vigor.
Foto  de um aviso num terreno em Janas


A Câmara Municipal de Sintra  está a desenvolver, uma campanha de sensibilização dos proprietários de terrenos para a obrigatoriedade de limpeza destes espaços até 15 de Março, numa faixa de largura até 50 metros à volta de habitações, estaleiros, armazéns, oficinas, fábricas ou outros equipamentos, medida a partir da alvenaria exterior da edificação.

 A CMS pretende assim contribuir para a prevenção dos incêndios florestais e informar os munícipes para os comportamentos de risco, regras que deverão ser cumpridas e as coimas que os mesmos incorrem caso não cumpram com o estipulado na legislação em vigor sobre esta matéria, cujo valor pode ascender até os 120 mil Euros.



Legislação aplicável:

terça-feira, janeiro 30, 2018

Abate de árvores no PNSC - 2º round

Visita hoje ao PNSC - troço da Lagoa Azul até à Peninha
Novas marcações - acordo ICNF e CMS?
Sobre os abates:
"Na Assembleia Municipal de Sintra, o BE (10/11/2017), questionou o presidente da autarquia sobre o processo, tendo Basílio Horta (PS) afirmado que "não consentiria que acontecesse qualquer abate para além das 60 árvores" que a câmara identificara como passíveis de corte, por estarem mortas ou constituírem perigo.
O autarca deu conhecimento, em junho, ao ministro da Agricultura e Florestas que, da avaliação dos serviços municipais às árvores marcadas para corte, "só em apenas 43 foi possível identificar sinais de problemas estruturais ou fitossanitários enquadráveis nos pressupostos de segurança invocados pelo ICNF".
Na avaliação dos serviços de ambiente municipais constam, entre pinheiros, ciprestes e acácias, 27 árvores mortas, dez com grande inclinação, cinco com sinais claros de decrepitude e uma com evidência de fungos.
Perante este quadro, Basílio Horta concedeu que "poderão existir mais algumas (poucas) árvores" que sejam "justificadamente incluídas no eventual abate, embora o seu número total sempre se situará muito aquém das 1.350 árvores inicialmente marcadas".
"As bermas das estradas devem ser limpas e removidas as árvores efetivamente doentes. Porém, por maioria de razão, cuidar da floresta em zona Património da Humanidade tem de ser feito em articulação dos serviços especializados com o município e as associações", defendem os deputados do BE.
Uma intervenção que os parlamentares 'bloquistas', na pergunta ao Governo, advogaram ser indispensável decorrer "com rigor, segurança e valorizando as espécies autóctones e a biodiversidade".
A agência Lusa questionou o ICNF e o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, mas não obteve resposta até ao momento."
Ver aqui:
https://www.dn.pt/lusa/interior/be-questiona-governo-sobre-corte-de-arvores-em-sintra-cascais-8908808.html
Fotos de hoje no Parque Natural Sintra Cascais
Pinheiros jovens também marcados
Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2017/11/bloco-de-esquerda-questionou-o-governo_23.html

quinta-feira, dezembro 28, 2017

Sobre a intenção de abater 1400 árvores no Parque Natural Sintra-Cascais

Foto no PNSC em Abril de 2017

No seguimento da intenção demonstrada pelo ICNF, de executar um abate de 1400 árvores em pleno Parque Natural Sintra Cascais, recebemos agora a informação, (através de uma resposta  do Governo, ao Bloco de esquerda - pedido feito a 8 de Novembro 2017), que terá "ficado acordado  numa reunião em 28 de Novembro, com o ICNF e a CMS, a marcação conjunta das árvores do troço da estrada florestal a incluir na hasta pública", e que actualmente o ICNF,"não está em condições de dizer quantas árvores irão ser cortadas junto à EN9-1 e ao troço da estrada florestal Malveira-Portela".

É afirmado também na resposta do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, que a intervenção será articulada com a Câmara Municipal de Sintra.


quinta-feira, maio 04, 2017

Debate em defesa das Árvores de Sintra

Ontem 3 de Maio de 2017, no auditório dos SMAS, um debate promovido pela Alagamares, com as forças  politicas e movimentos de cidadãos que  têm sido uma frente contra a decisão do ICNF, de abater em zona de paisagem protegida no Parque Natural Sintra -Cascais, 1400 árvores, Pinheiros, Cedros e Carvalhos.

Presentes no debate: PEV-Partido  Os Verdes, Bloco de  Esquerda ,Partido Animais e Pessoas PAN,Quercus, Associação de Defesa do Património de Sintra (ADPS), Alagamares,  (Re)Pensar Sintra, Sintra sem Herbicidas, Penaferrim, e cidadãos que se têm associado a esta frente na defesa do património arbóreo de Sintra, e na defesa  da Paisagem Cultural de Sintra classificada pela UNESCO.

Deste encontro que serviu para debate e reforço deste enorme movimento, considerou-se a necessidade de exigir ao ICNF e Ministério da Agricultura, os estudos técnicos que conduziram à proposta de  abate em massa em zona protegida do Parque Natural Sintra-Cascais. E consideraram  também  envolver neste processo a Comissão Nacional da UNESCO, e o Gabinete de Paisagem Cultural de Sintra.

terça-feira, maio 02, 2017

Árvores de Sintra

Gostar de Árvores e o seu contrário

Quinta da Ribafria 29/04/2017- Associações de Cidadãos


Parque Natural Sintra Cascais -Marcas para abate do ICNF - 30/03/2017


Quinta da Ribafria 29/04/2017 - Associações de Cidadãos


Parque Natural Sintra Cascais -Marcas para abate do ICNF - 30/03/2017


Quinta da Ribafria 29/04/2017 - Associações de Cidadãos


Parque Natural Sintra Cascais -Marcas para abate do ICNF - 30/03/2017

Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2017/04/a-comissao-de-ambiente-ordenacao-do.html

ICNF-Instituto de Conservação da Natureza e Florestas 

PNSC - Parque Natural Sintra-Cascais

sábado, abril 15, 2017

PAN - Sintra contra o abate de 1400 árvores no PNSC

Avifauna e marcações  para abate, em zona arbórea importante do Parque Natural Sintra-Cascais (fotos em 30 de Março de 2017)

Via PAN:

"Abate de árvores
O ICNF marcou para abate as árvores nas áreas de sua jurisdição que ladeiam a estrada N9-1 de Linhó à Malveira da Serra e a estrada da Malveira da Serra até ao cruzamento da Pedra Amarela, já no alto da Serra de Sintra. São 2 percursos distintos.
A estrada de Linhó à Malveira da Serra limita a base da Serra pelo seu lado sul. O pinheiro bravo é aí dominante, originando um ambiente agradável. Ao longo da estrada, do lado da Serra, o ICNF marcou as árvores que, eventualmente, pelo seu porte, numa situação limite, poderiam, em caso de derrube, atingir a estrada. A maioria, claro, são pinheiros de alto porte, que resistiram aos incêndios, e que dificilmente virão a ser derrubados por causas naturais. Aliás, essa berma já tinha sido objeto de abate anterior das árvores mais próximas da estrada, como se poderá verificar localmente. Parece-nos inútil e desqualificante da zona o abate que se prepara. Na Serra, a proteção da Natureza deve sobrepor-se a quaisquer planos de proteção de vias de acesso e respetivos usuários.
O troço de estrada entre a Malveira da Serra e o cruzamento da Pedra Amarela é bem conhecido dos amantes da Serra. Existe atualmente naquele vale uma magnífica mata de cedros que a tornou no recanto mais encantador da Serra. Por entre esta mata de cedros, a estrada serpenteia encosta acima, os cedros marcando as bermas da estrada. Embora asfalta-da, é difícil dois carros cruzarem-se naquele troço de estrada. E também aqui o ICNF marcou as árvores de maior porte que, imaginariamente, poderiam eventualmente vir a atingir a estrada, numa situação limite. É absolutamente inadmissível que o mais belo troço de estrada da Serra de Sintra possa vir a ser arrasado pelo próprio ICNF, teoricamente o organismo encarregue de o proteger. É estranho e causa alguma perplexidade. Qual foi a lógica que presidiu a este abate que se preparava?
Quaisquer que fossem as razões e motivos que existissem, o PAN - Sintra opõe-se veementemente a este abate planeado e solicita ao ICNF o anulamento imediato de qualquer iniciativa nesse sentido. As árvores marcadas são, na sua esmagadora maioria, espécimes saudáveis, solidamente enraizados, bonitos e que devem ser protegidos.
A manutenção da Serra de Sintra deverá seguir a rotina a que nunca se deveria ter fugido: abater apenas alguns espécimes que possam vir a oferecer perigo evidente, colaborar num plano de proteção contra incêndios, reequilibrar algumas zonas afetadas pelo fogo ou ação humana e, sobretudo, prosseguir as recomendações constantes da ficha do Sítio Sintra-Cascais do Plano Setorial da Rede Natura 2000, nomeadamente no que respeita:
- aos matagais de loureiro, aos carvalhais e às florestas de Quercus;
- aos habitats identificados, que sustentam a flora e fauna existente e protegida por lei;
- ao controlo da vegetação não autóctone e invasora que, este sim, deveria ser uma prioridade a nível de orientações de gestão;
- à acentuada pressão turística e urbana existente na zona.
O PAN - Sintra congratula-se com o eco que a intervenção da Alagamares teve na sociedade civil. Existindo um Conselho Consultivo do Parque Natural de Sintra-Cascais, que inclui representantes da Câmara Municipal de Sintra, das juntas de freguesia da área do par-que, e das associações de defesa do ambiente, e que poderia reunir extraordinariamente por convocatória do seu presidente, que é também presidente da Comissão Diretiva do Parque, seria desejável que este Conselho Consultivo do Parque reunisse e se debruçasse sobre as decisões e processos administrativos que levaram à presente situação, inaceitável.
O PAN Sintra irá tomar iniciativas para tentar travar tal situação.
Fiquem atentos."

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