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quinta-feira, setembro 27, 2018

Novo estudo - Glifosato prejudica as abelhas


Foto no Mucifal/Colares

Via Quercus:
Outros estudos já tinham mostrado que os pesticidas neonicotinóides prejudicam as abelhas, cuja polinização é vital para cerca de três quartos das  culturas agrícolas. O glifosato, fabricado pela Monsanto, bloqueia a acção de uma enzima encontrada em plantas e bactérias.

Este novo estudo mostrou que o glifosato é nocivo para a flora microbiana das abelhas, reduzindo a sua capacidade imunitária para combater agentes patogénicos. O glifosato pode estar assim a contribuir para o declínio das abelhas, para além de contribuir para a perda do seu habitat

“Demonstramos que a abundância de espécies microbióticas dominantes no intestino das abelhas é menor nas que são expostas ao glifosato em concentrações documentadas no ambiente”, disse Erik Motta, investigador da Universidade de Austin.
Foto no Mucifal/Colares

Outro estudo, realizado na China e publicado em julho, mostrou que as larvas das abelhas crescem mais lentamente e morrem com mais frequência, quando expostas ao glifosato.

"O maior impacto do glifosato para as abelhas é a destruição das flores silvestres das quais dependem", disse Matt Sharlow, do grupo de conservação Buglife. 

Em março de 2015, a Agência Internacional para a Investigação Contra o Cancro (AIIC) da Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou o glifosato como "cancerígeno provável para o ser humano".
Fonte:
https://www.theuniplanet.com/2018/09/o-glifosato-da-monsanto-prejudica-abelhas-avisa-novo-estudo.html
Foto no Mucifal/Colares

segunda-feira, maio 07, 2018

A saúde das nossas Abelhas

Abelhas (mais) a salvo

(transcrição parcial de artigo da revista Visão de 3 de Maio de 2018)

União Europeia proíbe uso de pesticidas considerados prejudiciais à polinização

As abelhas ajudam a polinizar 90% das principais culturas agrícolas do mundo - mas nos últuimos anos têm vindo a desaparecer- Os culpados apontam há que tempos os ambientalistas, são três substâncias conhecidas como neonicotinoides: imidaclopride, clotianidina e tiametoxam. Ao contrário dos pesticidas de contacto, que permanecem na superficie da folhagem, os neonicotinoides são absorvidos pela planta na fase da semente e transportados para as folhas, flores, raízes e caule. O seu uso na União Europeia já tinha sido restringido em 2013, mas Bruxelas encomendou um relatório mais abrangente sobre os seus efeitos. O uso daquelas substâncias será apenas permitido em estufas locais em que os insectos não estão expostos aos malefícios. (...)

Agora, espera-se que a medida entre em vigor até ao fim do ano.

Revista Visão
*Fotos de ontem mesmo no Mucifal/Colares

sexta-feira, abril 06, 2018

Como ajudar a combater a extinção das abelhas

COMO AJUDAR A COMBATER A EXTINÇÃO DAS ABELHAS:
Texto via A Senhora do Monte


Como certamente já ouviu falar, nos últimos anos tem-se registado uma perda significativa dos enxames de Abelhas naquilo a que se chama o síndrome de colapso da colónia. Apesar de não se saber a razão exacta muitas hipóteses são apontadas: utilização extensiva de pesticidas, perda de habitats naturais, redes electromagnéticas, um vírus ou doença ainda não detectada, as próprias práticas apículas convencionais, etc.

Em todo o caso, a perda da biodiversidade e dos habitats naturais é uma realidade que afecta todas as espécies vivas no planeta, sendo as Abelhas um caso especial pela sua importância no equilíbrio dos ecossistemas – devido ao seu grande papel de polinizador natural.

Mais que adoptar um enxame pode participar num planeta com mais biodiversidade, ajudando os restantes seres vivos – neste caso as Abelhas – a sobreviver e a prosperar. Basta equacionar no seu jardim ou na sua horta plantas que são especialmente atractivas para Abelhas pela qualidade do seu pólen, a sua sazonabilidade, etc. Estas são algumas plantas que recomendamos, sendo que as pode conciliar com utilização em medicina herbal, tempêros, arranjos florais, ou mesmo em consociação na sua horta.

Fonte : A Senhora do Monte

Texto  A Senhora do Monte, um blog e uma página: do Facebook   www.facebook.com/asenhoradomonte


terça-feira, janeiro 02, 2018

Polinização de Inverno

No primeiro dia de Janeiro de 2018, e com a ajuda das alterações climáticas, que estamos a viver -  um florir  talvez  precoce, permite já polinização de Inverno, no Mucifal/Colares


Quase um bailado ao Sol de Inverno

Fotos em 1 de Janeiro de 2018, no Mucifal/Colares

A dança da polinização


«Por razões ainda não esclarecidas, estes cruciais insectos polinizadores estão a declinar muito mais rapidamente do que outros. E isso deve-se "claramente" ao aquecimento global.
Todos sabemos que a sobrevivência das abelhas está ameaçada a nível global, devido sobretudo a fungos e ao uso de pesticidas, mas também ao aumento das temperaturas e à destruição dos habitats ao longo dos últimos 50 anos. Mas no caso dos abelhões, que também são polinizadores vitais para a agricultura e para muitas espécies vegetais silvestres, uma equipa internacional de cientistas acaba de descobrir que o principal factor responsável pelo abrupto declínio das suas populações são, de longe, as alterações climáticas. (...)»



 Fonte Público,texto integral aqui:
http://www.publico.pt/ciencia/noticia/os-abelhoes-estao-a-desaparecer-e-a-culpa-e-das-alteracoes-climaticas-1701544

terça-feira, outubro 10, 2017

Pesticidas afectam as Abelhas e o Mel

Polinização no Mucifal

"Os resultados da investigação, publicada na revista Science, mostram que em 75 porcento das amostras de mel havia vestígios de pelo menos um neonicotinóide. Quase metade do mel analisado tinha restos de dois ou mais pesticidas. E dez porcento dos potes tinham uma mistura de quatro ou cinco desses pesticidas. Geograficamente, a maior percentagem de mel com resíduos fica na América do Norte (86%), Ásia (80%) e Europa (79%). O mel com menor rastro vem da América Latina (57%) e da Oceania (64%). “Pensávamos que encontraríamos muitas amostras contaminadas, mas não 75 por cento. Muitos deles provêm de áreas remotas ou principalmente de áreas naturais e os resultados são ainda mais chocantes”, diz Edward Mitchell, principal autor do estudo. “Quarenta e cinco porcento apresentam múltiplas contaminações. É uma percentagem alta e preocupante, pois não estamos bem conscientes do impacto dessas misturas. E nós apenas analisámos cinco dos aproximadamente 500 que existem. Esta é apenas a ponta do iceberg”, acrescenta."

Revista Visão
http://visao.sapo.pt/verde/2017-10-09-Estudo-mundial-encontra-pesticidas-em-75-de-amostras-de-mel

Foto da polinização do Mucifal/Colares

domingo, junho 11, 2017

A Biodiversidade numa tarde de Domingo a partir da minha varanda

"Biodiversidade é a grande variedade de formas de vida (animais e vegetais) que são encontradas nos mais diferentes ambientes. A palavra biodiversidade é formada da união do radical grego “bio” (que significa vida) mais a palavra “diversidade” (que significa variedade)."


Um Domingo no Mucifal, com muito sol - de máquina fotográfica preparada, e durante meia hora a registar o que acontecia à minha volta.
Borboleta Mariposa Foto em 11/06/2017
Abelha Foto em 11/06/2017
Pássaro Foto em 11/06/2017

Gato- Foto em 11/06/2017

Flor de Sardinheira vermelha, no meio dos verdes
*Fotos em 11/06/2017 no Mucifal/Colares

domingo, abril 16, 2017

Insecticidas vérsus abelhas


"O


 insecticidas mais usados no mundo poderão ser proibidos na UE, se as propostas da Comissão Europeia, às quais o jornal britânico The Guardian teve acesso, forem votadas favoravelmente pela maioria dos Estados-membros. Os documentos mencionam “riscos agudos para as abelhas” e a proibição poderá entrar em vigor ainda este ano.
As abelhas e os outros polinizadores são responsáveis pela polinização e fertilização de três quartos das colheitas agrícolas do mundo e as suas populações têm sofrido um declínio acentuado nas últimas décadas, devido à perda de habitat, doenças e utilização de pesticidas. 

Os insecticidas em questão, os neonicotinóides, são usados há mais de 20 anos e são muito tóxicos para as abelhas.

As propostas da Comissão Europeia (CE), que poderão ser votadas já em maio, foram baseadas nas avaliações de risco da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos, publicadas em 2016, e contemplam a proibição da utilização de três neonicotinóides – imidacloprida, clotianidina e tiametoxam – nos campos, com uma excepção aberta para as plantas cultivas em estufas."

“A quantidade de provas científicas sobre a toxicidade destes insecticidas é tão elevada que não existe nenhuma razão para estes químicos continuarem à venda no mercado”, disse Martin Dermine da PAN Europe. “A PAN Europe lutará, juntamente com os seus parceiros, de forma a obter o apoio da maioria dos Estados-membros para esta proposta.” 

Texto retirado daqui, via Quercus- ANCN:
http://www.theuniplanet.com/2017/03/europa-um-passo-de-proibir-pesticidas.html



*fotos polinização em Colares/Sintra

sexta-feira, fevereiro 26, 2016

Polinização, parte II

Dois besouros em actividade polinizadora ontem em Colares - as fotos permitem verificar, que não só as abelhas e borboletas, tem esta função de grande importância para o transporte do pólen.
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Transporte do pólen
 A transferência de pólen pode ocorrer de duas maneiras: através do auxílio de seres vivos (abelhas, borboletas, besouros, morcegos, aves, etc) que transportam o pólen de uma flor para outra, ou por factores ambientais (através do vento ou da água). 
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Fotos em Colares em 25/02/2016
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Foto em Colares em 25/02/2016

O aumento da mortalidade das abelhas requer "medidas urgentes" avisa o Parlamento Europeu

O Parlamento Europeu (PE) lançou um alerta em 2011,quanto à necessidade de “medidas urgentes” no controlo da morte das abelhas, que tem vindo a aumentar, o que pode ter grandes impactos na agricultura.
O comunicado vem no seguimento do relatório aprovado pela Comissão Europeia, que alerta para o “impacto negativo profundo na agricultura, na produção e segurança alimentares” que poderá representar o aumento da taxa de mortalidade das abelhas na União Europeia (UE).
De acordo com o comunicado, 76% da produção alimentar e 84% das espécies vegetais da UE dependem da polinização das abelhas. O argumento é do PE, que lança várias propostas à Comissão Europeia para o bem da biodiversidade, da sustentabilidade ambiental e dos ecossistemas. Os apelos mais prementes prendem-se com o apoio à investigação para prevenção e controlo de doenças que vitimam as abelhas e com a atribuição de mais recursos financeiros à apicultura.

Fonte:Jornal Público
 http://www.publico.pt/sociedade/noticia/aumento-da-mortalidade-das-abelhas-requer-medidas-urgentes-dizem-eurodeputados-1521061

Polinização25022016Dblog.jpg
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sábado, fevereiro 06, 2016

Porque hoje é Sábado...

Biodiversidade na polinização em Colares
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Foto de 4 de Fevereiro de 2016 em Colares/Mucifal
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Foto de 4 de Fevereiro de 2016 em Colares/Mucifal
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Foto de 4 de Fevereiro de 2016 em Colares/Mucifal
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Foto de 4 de Fevereiro de 2016 em Colares/Mucifal
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Avisos sintrenses:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2016/01/avisos-sintrenses.html

http://riodasmacas.blogspot.pt/2016/02/os-pesticidas-e-as-abelhas.html

terça-feira, fevereiro 02, 2016

Os pesticidas e as Abelhas


Pesticidas e abelhas: EFSA actualiza avaliações dos neonicotinóides

 " A EFSA – Autoridade Europeia de Segurança Alimentar vai actualizar as suas avaliações de risco para as abelhas em três pesticidas neonicotinóides. As novas avaliações da clotianidina, imidaclopride e tiametoxame foram solicitadas pela Comissão Europeia, que impôs restrições sobre a utilização destas substâncias em 2013, na sequência de avaliações realizadas pela EFSA. A actualização das avaliações, que irá abordar o uso destas substâncias como tratamento de sementes e granulados, será finalizada em Janeiro de 2017. A análise vai levar em conta todos os novos dados de estudos, actividades de investigação ou de vigilância disponíveis desde as últimas avaliações da EFSA e, em particular, as informações apresentadas à Autoridade, após a solicitação de dados feita em 2015.
Pesticidas e abelhas
No ano passado, a EFSA confirmou que a clotianidina, a imidaclopride e a tiametoxame foram um risco para as abelhas, quando utilizados como pulverizações foliares. Neonicotinóides Os neonicotinóides são uma classe de insecticidas derivados da nicotina. A primeira vez que foi demonstrada a capacidade insecticida destes compostos foi em 1972, sendo a base deste estudo um derivado heterocíclico do nitrometileno. Este trabalho resultou na descoberta da nitiazina, composto que nunca foi comercializado como insecticida mas que serviu de composto líder para a síntese de todos os neonicotinóides. O uso de alguns membros da família dos neonicotinóides foi proibida na União Europeia e outros países, após estudos evidenciarem correlações com o desaparecimento de colónias de abelhas.
 Em Janeiro de 2013, a EFSA (European Food Safety Authority) estabeleceu que neonicotinódes possuem um risco inaceitavelmente alto para as abelhas e que a indústria financiou agências regulatórias para que divulgassem apelos de segurança em prol de seus produtos. Estudos de um grupo de Harvard (publicados na revista Bulletin of Insectology 67) ratificou tais relações entre os venenos insecticidas e o desaparecimento de colónias de abelhas no Inverno. Outro estudo de um grupo italiano (na Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America em Outubro de 2013) já havia demonstrado que os neonicotinóides desregula o sistema imune das abelhas tornando-as susceptíveis a infecções de vírus contra os quais elas eram resistentes antes do contacto com os venenos. "
  http://agriculturaemar.com/pesticidas-e-abelhas-efsa-actualiza-avaliacoes-dos-neonicotinoides/
Via Em Defesa da Reserva Agrícola Nacional FB:
https://www.facebook.com/groups/90108817296/?fref=ts

*Foto: Abelha e a polinização em Colares

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Avisos sintrenses:
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quarta-feira, abril 29, 2015

Polinização da Primavera

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Polinização da Primavera 2015 no Mucifal/Colares
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Efeitos da polinização num zangão
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Voar para o objectivo
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Objectivo atingido
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Descanso e tentar sacudir o pólen, prepararando-se para partir para nova flor.
*Fotos de 28 Abril de 2015

Polinização é o transporte de grãos de pólen de uma flor para outra, ou para o seu próprio estigma. É através deste processo que as flores se reproduzem.
Transporte do pólen
A transferência de pólen pode ocorrer de duas maneiras: através do auxílio de seres vivos (abelhas, borboletas, besouros, morcegos, aves, etc) que transportam o pólen de uma flor para outra, ou por factores ambientais (através do vento ou da água). 
Auto-polinização
Além destas duas maneiras, há também a auto-polinização, ou seja, a flor recebe seu próprio pólen. Contudo, há casos em que ela o rejeita; nestas situações, ocorrerá a troca de genes com outras flores, o que resultará em uma variação da espécie.
Entretanto, algumas espécies utilizam-se de seu próprio pólen objectivando produzir sementes e garantir a estabilidade de sua população (aqui não ocorrerá a variação, pois não haverá mistura de genes).
Polinização amenófila
Existem algumas espécies, como as Gimnospermas, onde, na maioria das vezes, a polinização é anemófila (através do vento). Acredita-se que isso seja em decorrência da forma de evolução desta espécie (quando não podiam contar com insectos especializados na coleta de pólen, como as abelhas). Devido a isto, esta espécie possui uma pobre variação morfológica em suas estruturas reprodutivas.
Animais polinizadores
É impossível deixar de notar a beleza e a enorme variedade de flores existentes na natureza, esta diversidade somente é possível graças à população de insectos coletores de pólen, como as abelhas, borboletas, mariposas, aves e mamíferos.
Texto retirado daqui.