Mostrar mensagens com a etiqueta Apontamentos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Apontamentos. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Apontamentos sobre o Palácio de Monserrate

A revista “Occidente” de 30 de Abril de 1906 relatava um “Garden Party” em Monserrate, quando do XV Congresso de Medicina.
“Nada mais sumptuoso e bello que este palácio um monumento e um museu de arte onde se guardam verdadeiros primores e preciosidades, o que junto ao grande parque povoado de lindos jardins e colossal arvoredo das mais variadas espécies constitue uma dessas mansões encantadas de que nos falam as histórias maravilhosas.
Os srs. Viscondes recebiam os convidados á entrada do terraço que dá acesso para o palácio onde entravam em grupos de cem, sendo acompanhados na visita por sir Herbert Cook, filho dos srs.Viscondes.”
Foto maps.live.com

sábado, dezembro 20, 2008

Apontamentos sobre o Vinho de Colares

O Jornal “Diário da Manhã” de 3 de Janeiro de 1933, publicava a seguinte nota na primeira página sobre o Vinho de Colares:

Ao de leve
Os números
São os seguintes os preços obtidos pela Adega Regional de Colares para a Colheita de 1931:
Chão rijo .......12$00 o almude
Branco...........17$00 » »
Chão de areia.21$00 » »
Perante estes resultados animadores que intensificaram a vida agricola na linda região. O Diário da Manhã orgulha-se do estímulo e da defesa da prestimosa iniciativa que foi a criação da Adega Regional.
Actualmente a Adega Regional de Colares tem 66 associados e um valor médio de vendas anuais de 100.000 Euros.
O vinho tinto de Colares é até hoje feito na Adega Regional de Colares de acordo com os técnicas tradicionais, sendo composto de cerca de 80% de uvas da casta "Ramisco" e 20% de outras castas, com predominância das castas "Molar" e "João Santarém".
(...)
A produção é muito escassa, não ultrapassando as 20 000 garrafas ano.
(...)
Quanto ao vinho branco, a casta é malvasia de "Colares", a qual dá origem a vinhos de cor citrina , aroma frutado e floral e gosto acídulo característico da mesma. Deve ser servido fresco. A produção média anual ronda as 15 000 garrafas, o que torna ainda mais escasso que o tinto.

Fonte :Site da Adega Regional de Colares

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Apontamentos Sintrenses II

Sintra-Estefânia no principios do Séc XX

Excerto de um texto publicado pela revista "Occidente" em 21 de Julho de 1885:

Cintra –Villa Estephania

A villa Estephania é uma recordação que a rainha do mesmo nome, esposa de D.Pedro V deixou da sua breve passagem por Portugal, onde viveu pouco, arrebatada pela morte prematura aos disvellos do seu querido esposo e á sympathia que em pouco tempo soube ganhar ao povo portuguez.

Cintra-villa Estephania 1885

Foi esta rainha que fundou a villa Estephania, situada á entrada de Cintra, d'onde dista menos de 1 kilometro, ou 24 kilometros ao norte de Lisboa.

D.Estephania indo por vezes a Cintra passar algum tempo no palacio real, dava repetidos passeios pelos arrabaldes da villa, e, vendo aquella grande extensão de matto, onde não havia uma barraca sequer, não obstante o sitio ter condições para ser habitado, nutriu a idéia de fundar alli uma pequena villa, dispondo para isso do mais que podesse do seu bolso,e, de accordo com o monarcha seu marido, tratou de pôr em pratica a sua idéia.


Principiou por mandar arrotear uma parte dos terrenos, abrindo uma extensa rua propria a edificar habitações. Lançou os alicerces de uma capella, e todas as obras proseguiam com grande incremento quando da morte da fundadora fez parar os trabalhos.D.Pedro V ainda continuou depois na mesma empreza, mas o pouco tempo que sobreviveu a sua esposa não lhe permittiu o adiantar muito mais a fundação da pequena villa, a que deu o nome Estephania.(...)

*Ortografia e pontuação conforme o original

terça-feira, dezembro 16, 2008

Apontamentos Sintrenses

Em 20 de Junho de 1906, a Revista “Occidente”publicava um artigo sobre novos edifícios em Sintra:

Os novos Paços do Concelho de Cintra

A encantadora villa de Cintra, cantada pelo bucólico Byron que mais a celebrou em seu poema e d´ella levou fama ao mundo civilisado,também, parece lhe chegou a hora de engrandecer seus encantos naturaes, com aquelles que a arte fornece, completando assim a obra da naturesa e dos homens.

Uma vereação mais intelligente e illustrada á frente da qual se encontra, o sr. Dr. Virgilio Horta, entendeu muito bem, acabar com uns vergonhosos pardieiros que Cintra exibia em desolador espectaculo, como são a Cadeia, o Matadouro, e os casebres onde se acommodam as repartições publicas, tomando a iniciativa de proceder a novas edificações para aqueles fins. Ao distinto architeto sr. Adães Bermudes, incumbio aquella vereação de fazer os projectos para os novos edificios(...)


*Ortografia e pontuação conforme original de 1906
O edifício da Cadeia da Comarca de Sintra, edificado junto á estação nos terrenos do antigo cemitério foi inaugurada no mesmo dia que o edifício da Câmara Municipal, antigos Paços do Concelho projectos do arquitecto Adães Bermudes, no dia 13 de Junho de 1909, durante as Festas da Primavera de Sintra.
Hoje a antiga Cadeia de Sintra é ocupado pela Associação dos Escoteiros de Portugal.