Mostrar mensagens com a etiqueta Arte. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Arte. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, fevereiro 04, 2019

Ondas de Sophia


Adraga

As Ondas

As ondas quebravam uma a uma
Eu estava só com a areia e com a espuma
Do mar que cantava só para mim.

Sophia de Mello Breyner Andresen

E na onda, outro poema, que  afinal não é da* autoria de Sophia de Mello Breyner Andresen -  "O mar dos meus olhos", como temos atribuido  e com essa  indicação de autora, também o  publicámos no blog em 2018.


O mar dos meus olhos

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens...
Há mulheres que são maré em noites de tardes...
e calma
(sem autor conhecido)

*Jornal Público em 04/02/2019:
https://www.publico.pt/2019/02/04/culturaipsilon/noticia/falso-poema-sophia-tornou-viral-1860533


Post no blog, 
https://riodasmacas.blogspot.com/2018/12/porque-hoje-e-sabado_8.html

segunda-feira, janeiro 28, 2019

Casa do Pego de Siza Vieira na Praia Grande

Photobucket
Imagem Google Earth

Continuando a divulgação de casas de Sintra, desenhadas por arquitectos contemporâneos -publicamos hoje a Casa do Pego, no Rodízio (Praia Grande) de Siza Vieira.
A Casa do Pego é considerado um dos melhores projectos de Siza Vieira, muito elogiado pelos seus pares. Infelizmente a casa não permite captura de imagens a partir do seu exterior, derivado da sua localização. Desta vez ficámos literalmente ao portão...

Photobucket Photobucket

sábado, janeiro 26, 2019

Porque hoje é Sábado...



LAGO TURVO

Angústia marginada,
Meu canto é um lago turvo
Que devolve a paisagem, como um eco
Silencioso.
Um lago onde me afogo
Sem vontade,
Puramente impelido
Por não sei que fatal necessidade
De me sentir poeta e possuído.

Mar sem nascente e só do meu tamanho,
A doçura que tem é um sal sem gosto.
E a estranha inquietação de que se anima,
E o céu olha de cima,
São rugas que se agitam no meu rosto.

Miguel Torga/Diário VIII
Coimbra, 28 de Abril de 1956

quarta-feira, janeiro 23, 2019

Casa Museu Anjos Teixeira

Homem com o polvo-Anjos Teixeira

A Casa Museu Anjos Teixeira, está instalada na Volta do Duche,

Pedro Augusto dos Anjos Teixeira (1908-1997), legou em 1974 à autarquia Sintrense todo o seu espólio e parte das obras de seu pai, Artur dos Anjos Teixeira(1880-1935). As obras destes dois mestres escultores estão reunidas neste mesmo espaço, que abriu ao público em 1976.




sábado, janeiro 19, 2019

Porque hoje é Sábado...


Maria Emília Roque Gameiro Martins Barata (assinava como Màmia Roque Gameiro) (Amadora7 de Setembro de 1901 – Lisboa1996) foi uma pintora e ilustradora portuguesa.
Discípula de Mily Possoz, era filha do aguarelista Alfredo Roque Gameiro e de Assunção Roque Gameiro, e irmã de Raquel Roque Gameiro. Em 1919 expôs na Sociedade Nacional de Belas Artes e em 1923 realizou a primeira exposição individual, em Lisboa. Em 5 de Janeiro de 1926, casou, em Lisboa, com o pintor Jaime Martins Barata. Dedicou-se ao ensino do desenho a crianças e ilustrou livros infantis e publicações periódicas femininas e para crianças. Entre 1935 e 1940 fez trabalhos de representação de histologia com o Professor Marck Athias no Instituto Português de Oncologia[1]
Fonte Wikipédia


Màmía pintada por seu pai, Alfredo Roque Gameiro.

quinta-feira, dezembro 13, 2018

Exposição de João Manuel Vitor Jorge Caxaria Santos no MU.SA até 6 de Janeiro de 2019


MU.SA/Foto riodasmaçãs


No dia 6 de Dezembro, foi  inaugurada a 1ª exposição de pintura do artista João Manuel Vítor Jorge Caxaria Santos, sob o título "VOAR", no MU.SA, em Sintra, ,que  estará patente até 6 de Janeiro de 2019.
O João tem 18 anos e é um jovem com deficiência. Padece de Síndrome de Dravet, uma doença rara que se traduz numa encefalopatia epilética grave e refratária, associado a elevado défice cognitivo, a perturbações do espetro do autismo e a outras comorbidades.
“O espaço, cedido pela Câmara Municipal de Sintra -  acolhe 25 obras do João, sendo uma leiloada a favor da Associação Síndrome de Dravet Portugal”, referem os seus pais Isabel e João.
Esta exposição, a qual decorre no mês em que se assinala o Dia Mundial da Pessoa com Deficiência, visa mostrar a importância da arte na inclusão do indivíduo na sociedade e no seu desenvolvimento - aumenta as suas competências artísticas e cognitivas, a autoestima e a felicidade -, mas também chamar a atenção para a Síndrome de Dravet (www.dravet.pt), uma doença ainda muito desconhecida da sociedade e da própria classe médica.

terça-feira, dezembro 11, 2018

Viana da Mota e Colares (reedição)


José Viana da Mota- Pianista/Compositor 1868/1948

José Viana da Mota nasceu em 1868 em S. Tomé. O pianista e compositor viveu apenas dois anos na ilha. Daqui rumou à metrópole e instala-se, com a família, em Colares, no concelho de Sintra. Com 7 anos, ingressa no Conservatório Nacional. Torna-se protegido do rei D. Fernando II, quando, aos 13 anos, se apresenta com obras da sua autoria no Salão da Trindade. É com o apoio mecenático do rei e da condessa de Edla, que depois de acabar o curso, tem uma bolsa para continuar os estudos na Alemanha. Vai para Berlim em 1882.

Exímio pianista de craveira internacional, Viana da Mota também marcou o panorama musical como compositor, pedagogo e musicógrafo. Caracterizou-se por uma enorme capacidade de trabalho e uma inabalável tenacidade, foi um brilhante intérprete de Bach, Beethoven e Liszt. Tentou contrariar a importância dada à ópera italiana, que dominava o meio musical português, revelando o repertório instrumental de tradição germânica. Foi criado, em sua homenagem, o Prémio Viana da Mota, que distingue os melhores jovens pianistas.

A Casa onde vivia a familia de Viana da Mota em Colares ,quando dedicou à Condessa d'Edla a partitura da Pastoral "Au Bord du Lac de Pena" ,composta por José Viana da Mota aos treze anos de idade.


-Dados biográficos de José Viana da Mota Adaptados site da RTP “ Grandes Portugueses"
-Imagem da partitura da Pastoral , retirado de "Condessa d'Edla" de Teresa Rebelo
-Fotos:PedroMacieira


segunda-feira, novembro 26, 2018

A Flor de Mármore ou as Maravilhas da Pena em Sintra (reedição)

"Flor de Mármore" de Francisco Gomes de Amorim,1878 Ed.Imprensa Nacional
...
Nas derradeiras convulsões da terra,
No ímpeto final d’ancia mais crua,
Rebentou-lhe do seio uma alta serra,
Com quem depois de amores teve a lua.

O granito em cascatas espantosas
Precipitado com terrivel sanha,
Fez recuar as vagas tenebrosas
Que rugiam na base da montanha.
E como ia esfriando se formava
Do seu conjunto um ramalhete immenso:
Gingantea flor de marmore simulava
O centro que dos céus direis suspenso.
...
“O encadeamento de montes, de que se compõe a serra de Cintra, visto das maiores alturas, tem o aspecto de um immenso ramalhete irregular.A maioria dos seus cabeços ou picos apresenta a forma de flores pyramidaes, mas nenhum com tanta similhança como aquelle em que foi edificado o majestoso Palacio Real da Pena.”- Francisco Gomes de Amorim e a razão do título de “Flor de Mármore” -1878


“Francisco Gomes de Amorim , nasceu em a A-Ver-o- mar(Minho), em 13 de Julho de 1827, e morreu em Lisboa em 1891.Foi aos dez anos para o Brasil e só ali aprendeu a ler e a escrever.Uma carta de Almeida Garrett fez com que voltasse a Portugal, tão pobre com tinha partido.Regressado à Pátria ,começou a escrever e, amparado pelo autor de Frei Luís de Sousa, entrou no Mundo das letras, tendo deixado obra muito vasta e, entre ela o livro "Muita Parra, e Pouca Uva ", editado em 1878 , que tem um capítulo dedicado a Sintra”...foi funcionário da Biblioteca e Museu da Escola naval , tendo sido aposentado com 38 anos de serviço, já no cargo de conservador, em 1890.

Foi um dos primeiros povoadores do bairro da Estefânia,(Sintra) no segundo prédio da série que constitui a rua que hoje tem o seu nome, desde 21 de julho de 1899.”
in "Obras de José Alfredo Azevedo"



Nota sobre “A Flor de Mármore ou as Maravilhas da Pena em Cintra”Na sequência, do post publicado sobre “A Cadeira de Almeida Garrett”, retomámos agora o tema do poemeto “ A Flor de Mármore”, da autoria de Gomes de Amorim e publicado em 1878, pela Imprensa Nacional. poemeto que terá sido “expressamente escripto” para A Condessa d’edla como forma de agradecimento pela intervenção que teve junto de D.Fernando para que lhe oferecesse a cadeira, de Almeida Garrett, na altura em que o poeta padecia de uma longa enfermidade.
-Em 1878 quando publicou «A Flor de Mármore ou as maravilhas da Pena em Sintra», Francisco Gomes de Amorim já trabalhava na sua obra »Garrett Memórias biográficas»
"Jornal de Sintra" 28 de Novembro de 1943
-Post relacionado :A Cadeira de Almeida Garrett-pressionar

-Agradecimento a Emilia Reis pela cedência da obra "A Flor de Mármore"

-Foto do Palácio da Pena, aut.não identificado -Biblioteca da CMLisboa

segunda-feira, novembro 05, 2018

XII Encontro de Bandas Filarmónicas do Concelho de Sintra

Encerrou-se ontem, o XII Encontro de Bandas Filarmónicas do Concelho de Sintra, que decorreu desde o dia 1 de Novembro no Pavilhão da União Mucifalense - na foto a Banda da Sociedade Filarmónica e Recreativa de Pêro Pinheiro, dirigida pelo maestro, João Aires Moreira da Silva.
No encerramento do Encontro de Bandas, a actuação da Banda da União Mucifalense, dirigida pelo maestro, João Panta Nunes.

Maestro João Panta Nunes, que actualmente dirige a Banda de Música da União Mucifalense e a  Banda de Música e Orquestra Ligeira da Sociedade Recreativa e Musical de Almoçageme.

sábado, setembro 01, 2018

Porque hoje é Sábado...


Caso do dia

o doido diz que vai p´ra Sintra
o chofer diz que assim se vai embora
a mãe diz que talvez com uma massagem
mas a enfermeira diz que nem mesmo dessa forma

mas depois
chega o esquadrão da policia
ou pelo menos
-só para efeitos de atemorização -
há quem o afirme

não acho nada bem
diz a que também visita a  casa

mas a notícia era clara
          agora fechou-se  e tem a faca
          ninguém lá vai


In Obras completas de Mário-Henrique Leiria

sexta-feira, agosto 03, 2018

Aura Festival 4ªedição em Sintra numa noite de Verão

"A 4ª edição do AURA FESTIVAL – Light Atmospheres regressa à vila de Sintra entre 2 e 5 de Agosto (quinta a domingo) para provocar os sentidos de residentes e visitantes através de acontecimentos artísticos únicos que têm a Luz como matéria e principal meio de criação.
Em 2018 o AURA celebra o Ano Europeu do Património Cultural e apresenta um programa internacional com intervenções artísticas entre o MU.SA - Museu das Artes de Sintra e a Quinta da Regaleira.
Ao longo de um percurso pedestre pela vila de Sintra, apresentam-se esculturas em cenários não convencionais, projeções interativas, urban mapping interventions, documentários, divulgação científica, projetos colaborativos e passeios guiados."
Texto do Aura Festival
Durante a projecção ontem na curva do Duche.

"E os primeiros dias do mês abrem com um Festival na Vila! Este ano fui convidado para estar presente na 4.ª edição do AURA Festival e nas noites de 3 e 4 de Agosto aí estarei a fazer a ponte com as histórias do passado mais recôndito da Serra de Sintra! 
(...)
Durante o AURA passará em contínuo nas quatro noites o documentário Fascínio, para o qual dei um pequeno contributo e que tem na sua essência o sentimento que Sintra evoca nas pessoas (e o impacto dessas em Serra e Vila). "
Texto de Miguel Boim

Visita de ontem:
Noite com muito calor, com instalações muito afastadas umas das  outras, destacando-se este ano o  vídeo mapping no Palácio da Vila, substancialmente melhorado relativamente às edições anteriores e a projecção do filme "Fascínio" na volta do Duche.
Fotos de ontem 2 de Agosto de 2018

quarta-feira, julho 25, 2018

Cinema ao ar livre em Monserrate

Foto de 2/07/2017 no Parque de Monserrate

"A programação estende-se entre 3 e 26 de Agosto e é inteiramente desenhada em torno de títulos clássicos do cinema do século XX. O primeiro fim-de-semana arranca com O Homem das Mulheres (de Jerry Lewis, 1961), na sexta, dia 3; e Serenata à Chuva, o clássico de Gene Kelly e Stanley Donen (1952), na noite de sábado, 4. Nos fins-de-semana seguintes, vai poder ver títulos como Sentimento, de Luchino Visconti 1954), Fúria de Viver, de Nicholas Ray (1955), Easy Rider, de Dennis Hopper (1969), Febre de Sábado à Noite, o clássico de John Badham que popularizou John Travolta em 1977, ou E.T., O Extraterrestre, o clássico instantâneo que Steven Spielberg nos deu em 1982."
Texto  retirado daqui:
https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/ha-cinema-ao-ar-livre-em-sintra-no-mes-de-agosto-071718




domingo, julho 22, 2018

Visita ao amigo José Augusto nas Azenhas do Mar

"Fui trabalhar apenas com 13 anos, e como se costuma dizer, nunca tive muito jeito para o desenho nem para a pintura. Comecei a pintar porque um amigo “Carlos Vizeu”, fazia uns desenhos nas toalhas do restaurante e eu disse na brincadeira, que um dia também ia pintar um quadro."
 José Augusto

http://riodasmacas.blogspot.pt/2013/05/pintar-nas-azenhas-do-mar-iii_7.html

http://riodasmacas.blogspot.pt/2012/09/pintar-nas-azenhas-do-mar.html

Foi com grande satisfação que ontem durante a visita ao amigo josé Augusto, do Restaurante das Azenhas (Lurdes), tivemos conhecimento do caminho que tem feito como pintor - actividade que acompanhamos  desde 2012.
Actualmente com dois trabalhos seus em exposição no Museu de Marinha, e com menção honrosa.

qUADROp
 Um olhar do Mar, óleo da autoria do amigo Zé Pintor, do restaurante  Adega das Azenhas.

No Catálogo da  XV Exposição "O Mar e  motivos Marítimos "2018


https://riodasmacas.blogspot.com/2013/03/pintar-nas-azenhas-do-mar-ii.html
Catálogo da Exposição que pode ser vista no Museu de Marinha em Lisboa
Novos trabalhos decoram o espaço de restaurante, quase uma galeria de arte, que embelezam as refeições daquele conhecido restaurante das Azenhas do Mar.
http://riodasmacas.blogspot.com/2013/05/pintar-nas-azenhas-do-mar-iii_7.html

quinta-feira, junho 21, 2018

Um Sonho de Uma Noite de Verão no Palácio da Vila



"Dia 22 de junho, Palácio Nacional de Sintra. O terreiro deste Palácio recebe um concerto gratuito ao ar livre para celebrar a chegada do Verão a partir das 21 horas. Pelo meio da música, haverá intervenções de Catarina Furtado e João Reis.
A apresentadora e o ator vão narrar partes da obra  “Um Sonho de Uma Noite de Verão”, de Felix Mendelssohn, enquanto que as sopranos Bárbara Barradas e Cátia Moreso e o Coro Juvenil de Lisboa estarão responsáveis pela parte musical. A direção ficará para o maestro Massimo Mazzeo."
Texto da CMS

sábado, junho 09, 2018

Teatro na Sociedade União Sintrense



Espectáculos aos sábados na sede da  Sociedade União Sintrense – 21h30
 16, 23 e 30 Junho | 7  de Julho – 8, 15, 22 e 29 de Setembro | 6 e 13 Outubro
Dia 7 de Julho e 13 de Outubro – Também Matiné
Contactos para reservas e informações
Telefone – 91 960 48 74
Mail – teatrouniao@outlook.com
Facebook – Teatro União

Site: teatrouniao.wordpress.com

quarta-feira, maio 30, 2018

José da Fonseca, escultor 1884 -1956

José da Fonseca nasceu em Coimbra a 20 de Fevereiro de 1884 e faleceu com 72 anos em 13 Dezembro de 1956.
Em artigo publicado em 18/04/1997 no "Jornal de Sintra" da autoria de Adriana Jones, é traçado o percurso artístico de um homem que deixou em Sintra registos importantes da sua arte.

“A Obra escultórica do artista está espalhada em várias colecções particulares e por espaços públicos em todo o país.
Aqui em Sintra , entre outros temos o Monumento aos Mortos da Grande Guerra, o Medalhão de D.Fernando II no Parque da Pena, na Volta do Duche a homenagem do povo de Sintra ao Dr. Gregório de Almeida, estatuária religiosa e fúnebre em S.Marçal e na Regaleira onde a cada passo deparamos com a belísima pedra de Outil (Coimbra) , trabalhada primorosamente por José da Fonseca.
Carvalho Monteiro encontrou na família Fonseca artistas que muito contribuiram para que o projecto de Manini fosse devidamente executado, a talha da Capela é de Júlio da Fonseca e muita da cantaria foi cinzelada por Luis da Fonseca, ambos irmãos do escultor, que acompanhou até à sua conclusão as obras da Regaleira.”

Também a sua filha, Josélia Fonseca que faleceu com a mais de oitenta anos, seguiu as pisadas artísticas de seu pai, participando com as suas pinturas em exposições colectivas.Os desenhos dos marcadores com imagens de Sintra que publicamos são da sua autoria , e foram cedidos amávelmente por Emília Reis.


terça-feira, abril 24, 2018

Porque amanhã é 25 de Abril

"Como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais os corporativos e o estado a que chegámos. Ora nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos. De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto."
Salgueiro Maia/ EPC de Santarém 24 de Abril de 1974

O cravo vermelho de Eduardo Gageiro

Eduardo Gageiro / Lisboa 25/04/2017

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
Sophia de Mello Breyner Andresen

 No 25 de Abril de 1974, ele esteve no Terreiro do Paço
EDUARDO GAGEIRO nasceu em Sacavém a 16 de Fevereiro de 1935. Empregado de escritório na Fábrica de Loiça de Sacavém de 1947 a 1957, conviveu diariamente com pintores, escultores e operários fabris, que o influenciam na sua decisão de fazer fotojornalismo.

Com 12 anos publica no Diário de Notícias, com honras de primeira página, a sua primeira fotografia.

Começa a sua actividade de repórter fotográfico no Diário Ilustrado em 1957.

Foi fotógrafo do Diário Ilustrado, O Século Ilustrado, Eva, Almanaque, Match Magazine, editor da revista Sábado, Associated Press (Portugal), Companhia Nacional de Bailado, da Assembleia da República e da Presidência da República. Trabalhou, nomeadamente, para a Deustche Gramophone - Alemanha, Yamaha - Japão e para a Cartier. Actualmente é freelancer.
Da sua bibliografia
 http://eduardogageiro.com/pages/biografia/

segunda-feira, abril 23, 2018

Viana da Mota em Colares (reedição)

Na altura em que passam 150 anos do  nascimento do compositor Viana da Mota (22/04/1868), com ligação a Colares à Condessa d'Edla e a D.Fernando II -  oportunidade para a reedição de um post do blog de 2007.
José Viana da Mota- Pianista/Compositor 1868/1948

José Viana da Mota nasceu em 1868 em S. Tomé. O pianista e compositor viveu apenas dois anos na ilha. Daqui rumou à metrópole e instala-se, com a família, em Colares, no concelho de Sintra. Com 7 anos, ingressa no Conservatório Nacional. Torna-se protegido do rei D. Fernando II, quando, aos 13 anos, se apresenta com obras da sua autoria no Salão da Trindade. É com o apoio mecenático do rei e da condessa de Edla, que depois de acabar o curso, tem uma bolsa para continuar os estudos na Alemanha. Vai para Berlim em 1882.

Exímio pianista de craveira internacional, Viana da Mota também marcou o panorama musical como compositor, pedagogo e musicógrafo. Caracterizou-se por uma enorme capacidade de trabalho e uma inabalável tenacidade, foi um brilhante intérprete de Bach, Beethoven e Liszt. Tentou contrariar a importância dada à ópera italiana, que dominava o meio musical português, revelando o repertório instrumental de tradição germânica. Foi criado, em sua homenagem, o Prémio Viana da Mota, que distingue os melhores jovens pianistas.

A Casa onde vivia a familia de Viana da Mota em Colares ,quando dedicou à Condessa d'Edla a partitura da Pastoral "Au Bord du Lac de Pena" ,composta por José Viana da Mota aos treze anos de idade.


-Dados biográficos de José Viana da Mota Adaptados site da RTP “ Grandes Portugueses"
-Imagem da partitura da Pastoral , retirado de "Condessa d'Edla" de Teresa Rebelo
-Fotos:PedroMacieira


sexta-feira, abril 13, 2018

Sintra, terra de eleição de Manuel Roque Gameiro

«Paisagem » gouache, 1925 -Manuel Roque Gameiro

“Sintra era a sua paixão.E tão grande que, para a reter sempre nos olhos, acabou por aqui comprar uma propriedade aos pés da serra, onde passava, dizia os melhores momentos da sua vida sofredora.”

"Jornal de Sintra", de 3 de Setembro de 1944

Manuel Roque Gameiro, era filho de Alfredo Roque Gameiro, nasceu em Lisboa em 1892, e faleceu, também em Lisboa em 1944. Foi distinguido pela Sociedade Nacional de Belas Artes, autor de vários trabalhos em gravura e caricatura, tendo colaborado nos jornais «O Xulão», «A Capital», suplemento «O Século», o «O Riso», «Noticias Ilustrado» e outros.

Uma grande iniciativa do Jornal de Sintra foi a 1ª exposição de Artistas Sintrenses inaugurada em 14 de Setembro de 1943, participaram vários artistas entre os quais Manuel Roque Gameiro, com desenhos a lápis de cor.

Manuel Roque Gameiro participou ainda na II Exposição de artistas Sintrenses (1944)“embora sem o chamarem, e ele próprio foi colocar os seus quadros, cheio de alegria sincera por, mais uma vez, ser útil à sua terra eleita”-escrevia no "Jornal de Sintra" , Rio Dez, em 3 de Setembro de 1944,num artigo de homenagem a Manuel Roque Gameiro quando da sua morte.

Posts relacionados:
-Sintra nas aguarelas de Alfredo Roque Gameiro-pressionar
-A tribo dos pincéis:/http://www.tribop.pt/TPd/
Notas:
Fotografia e reprodução de "Paisagem", retiradas da "Tribo dos Pincéis"