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segunda-feira, agosto 22, 2016

Notas sobre a Casa dos Penedos (reedição)



«A Casa dos Penedos será talvez umas das realizações deste arquitecto (Raul Lino), em que  melhor se entende a sua preocupação com as "boas maneiras" anunciadas na sua obra escrita e transposta para a arquitectura, mas sobretudo entendidas na construção desta casa, onde podemos encontrar "gestos inteligentes e sinais  de insensatez".
Concluída em 1922, por encomenda do financeiro Carlos Machado Ribeiro Ferreira, que tinha já recorrido aos serviços do arquitecto tanto em Cascais como em Lisboa.»
In Raul Lino 1879/1974/Ed.Blau

Fotos de 26/05/2014


"Um patamar que a própria obra cria, sensivelmente a meio do morro"(Raul Lino 1879-1974)
 
Fotos de 26/05/2014


Post relacionado:
-Olhares sobre a Casa dos Penedos
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/07/olhares-sobre-casa-dos-penedos.html

sexta-feira, novembro 27, 2015

Notas sobre a Casa dos Penedos



"Um patamar que a própria obra cria, sensivelmente a meio do morro"
(Raul Lino 1879-1974)

Quinta do Saldanha, Casa dos Penedos, antigo Externato Santa Maria,  e  Palácio Valenças.




«A Casa dos Penedos será talvez umas das realizações deste arquitecto (Raul Lino), em que  melhor se entende a sua preocupação com as "boas maneiras" anunciadas na sua obra escrita e transposta para a arquitectura, mas sobretudo entendidas na construção desta casa, onde podemos encontrar "gestos inteligentes e sinais  de insensatez".
Concluída em 1922, por encomenda do financeiro Carlos Machado Ribeiro Ferreira, que tinha já recorrido aos serviços do arquitecto tanto em Cascais como em Lisboa.»
In Raul Lino 1879/1974/Ed.Blau

Fotos de 26/05/2014
 
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Casa dos Penedo- projecto de Raul Lino à venda

terça-feira, outubro 14, 2014

Raul Lino - Colóquio Nacional em Sintra



COLÓQUIO NACIONAL RAUL LINO EM SINTRA
III Ciclo de Conferências do Colóquio Nacional sobre Raul Lino em Sintra.
17-18 Outubro .
Paço Real da Vila de Sintra / Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas
...
A iniciativa realça a intervenção do arquitecto Raul Lino (1879-1974) em Sintra e em Portugal, decorrendo em 4 ciclos de conferências ao ritmo das 4 estações. O I ciclo teve lugar a 3 e 4 de Abril no Palácio de Seteais, o II ciclo a 25 e 26 de Junho na Casa dos Penedos e o III ciclo acontece no Paço Real da Vila de Sintra e no Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas a 17 e 18 de Outubro.
Casa dos Penedos, desenho de Pedro Cabral, autor do blog "Bonecos de Bolso"

A Capital do Romantismo, Património da Humanidade na Categoria única de Paisagem Cultural habitada, acolhe ainda visitas, itinerários e convívios culturais em lugares icónicos, celebrando assim 2014 como ano simbólico da presença de Raul Lino em Sintra, ao assinalar os 40 anos do seu falecimento e os 100 anos da inauguração da Casa do Cipreste, um dos cerca de 700 projectos assinados pelo arquitecto da Casa Portuguesa.
Inscrições gratuitas e limitadas para: coloquioraullino@iade.pt
http://www.iade.pt/pt/eventos/coloquio-nacional-raul-lino.aspx

 Casa do Marco, das Azenhas do Mar
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/07/visita-casa-branca-nas-azenhas-do-mar.html

terça-feira, julho 22, 2014

Olhares sobre a Casa dos Penedos II



«A Casa dos Penedos será talvez umas das realizações deste arquitecto (Raul Lino), em que  melhor se entende a sua preocupação com as "boas maneiras" anunciadas na sua obra escrita e transposta para a arquitectura, mas sobretudo entendidas na construção desta casa, onde podemos encontrar "gestos inteligentes e sinais  de insensatez".
Concluída em 1922, por encomenda do financeiro Carlos Machado Ribeiro Ferreira, que tinha já recorrido aos serviços do arquitecto tanto em Cascais como em Lisboa.»
In Raul Lino 1879/1974/Ed.Blau

Fotos de 26/05/2014


"Um patamar que a própria obra cria, sensivelmente a meio do morro"(Raul Lino 1879-1974)

Fotos de 26/05/2014


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-Olhares sobre a Casa dos Penedos
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/07/olhares-sobre-casa-dos-penedos.html

domingo, julho 20, 2014

Olhares sobre a Casa dos Penedos

Pedro Cabral/Blog Bonecos de Bolso


"Concluída em 1922, por encomenda do financeiro Carlos Machado Ribeiro, que tinha já recorrido aos serviços do arquitecto (Raul Lino), tanto em Cascais como em Lisboa, esta grande residência encontra-se na encosta onde se implanta um patamar que a própria obra cria, sensivelmente a meio do morro - uma relação directa com a paisagem montanhosa de Sintra, que lhe dá, quando observada a partir da vila e dos pontos mais baixos, uma predominância decisiva na paisagem que domina e define, fazendo com que simultaneamente se converta num ponto de referência.(...)"
Em Raul Lino 1879-1974

Pedro Cabral/Blog Bonecos de Bolso

Pedro Cabral/Blog Bonecos de Bolso

Créditos

Desenhos de Pedro Cabral, publicados no blog "Bonecos de Bolso"

http://bonecosdebolso1.blogspot.pt/2010/09/r-marechal-saldanha.html
http://bonecosdebolso1.blogspot.pt/2010/07/bonecos-de-bolso-em-sintra-4.html
http://bonecosdebolso1.blogspot.pt/2010/07/bonecos-de-bolso-em-sintra-3.html
http://bonecosdebolso1.blogspot.pt/2010/07/casa-dos-penedos-3.html
http://bonecosdebolso1.blogspot.pt/2010/07/casa-dos-penedos-2.html


Casa dos Penedos Sintra photo CasadosPenedos1outubro1926ilustraca.jpg

Casa dos Penedos de Raul Lino, publicado na "Ilustração" de 1 de Outubro de 1926


 photo CasadosPenedosRL.jpg Publicado na "Ilustração" Nº20 de 16 de Outubro de 1926

Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/07/externato-de-santa-maria.html

domingo, julho 06, 2014

Externato de Santa Maria


Foto de 27/06/2014

O  Externato de Santa Maria, imóvel integrante do espaço  da casa projectada por Raul Lino em 1922 - a Casa dos Penedos, encontra-se com um nível de degradação inaceitável, porque aqueles imóveis são elementos importantes do património edificado da Vila de Sintra. A necessidade de se encontrar uma solução de recuperação  para o edificío da escola, deverá ser uma prioridade para a autarquia sintrense.

Fotos de 27 /06/2014

"O edifício em que a escola funcionava é um casarão contíguo à Casa dos Penedos também pertencente ao pai das Senhoras D. Maria Eugénia e Maria Emília, parte do qual, a ala esquerda, era reservado à casa da professora – a minha mãe – e outra parte, a ala direita, era reservada aos caseiros da Casa dos Penedos que se mudavam para lá no Verão, quando os senhoras vinham veranear para a Casa dos Penedos. A parte central era reservada para a escola: uma enorme sala de aulas, um refeitório de igual tamanho, a enorme cozinha com chão de lajes e fogão a lenha, lá em cima, na ala direita, a Casa de Trabalho e a Capela, onde diariamente se rezava o terço... O enorme campo de ténis da Casa dos Penedos era o recreio das alunas da escola."
In texto de Graça Sampaio


Voltamos a publicar um excelente texto de Graça Sampaio, autora do blogue “picosderoseirabrava”, que faz um retrato de uma época.


A obra da Sr.ª D. Maria Eugénia Reis Ferreira
O meu contacto com a obra desta senhora fez-se já, a título póstumo, em inícios de Outubro de 1958, tinha eu apenas dez anos, quando a minha mãe, depois de ter respondido a um anúncio, ganhou o lugar de professora primária no Externato de Santa Maria, sito na Rua Marechal Saldanha, n.º 18, em Sintra.

A dona e directora desta instituição, a Senhora D. Maria Emília Reis Ferreira, era irmã da Senhora D. Maria Eugénia (ambas filhas do Senhor Carlos Ferreira, dono da Casa dos Penedos), recentemente falecida, sem descendência, e terá pedido, à hora da morte, à irmã que tomasse conta da sua obra, promessa que a senhora D. Emília cumpriu sempre com todo o carinho e denodo, a suas inteiras expensas.

A população alvo eram crianças do sexo feminino, nomeadamente de famílias pobres, residentes na Freguesia de São Martinho, em Sintra, que não possuía senão uma escola primária destinada a rapazes. De notar que, à época, as escolas primárias obedeciam à lógica da separação dos sexos.

Para além do ensino primário absolutamente gratuito, as meninas almoçavam na escola que lhes oferecia sopa, pão e fruta que vinha das quintas da directora da escola. Depois de fazerem a 4ª classe (de referir que naquele tempo o ensino não era obrigatório e a escolaridade básica para as raparigas era o exame da 3ª classe, ficando o exame da 4ª classe como escolaridade básica dos rapazes) as meninas podiam continuar a frequentar a escola onde funcionava uma Casa de Trabalho na qual elas aprendiam costura e lavores. Durante muitos anos essa Casa de Trabalho foi dirigida pela Senhora D. Madalena.

Para além destas benesses, a escola oferecia a Sopa dos Pobres – todos os dias da semana um máximo de vinte pobres certificados com Atestado de Pobreza passado pela Junta de Freguesia (ou Regedor, já não me lembro bem) recebiam uma panela de boa sopa e um ou dois pães de segunda, conforme o agregado familiar, e fruta, quando havia. Este serviço acabou por se extinguir ainda antes do 25 de Abril.
Tudo, absolutamente tudo, incluindo os ordenados das professoras e das cozinheiras, era pago pela irmã da Sr.ª D. Maria Eugénia. A minha mãe, a D. Lina como era conhecida, passou a ser aquilo a que actualmente se chama a directora pedagógica. Esteve em funções até aos anos 80, altura em que a escola fechou mercê das alterações socio-políticas do país e teve sempre a máxima confiança da dona da instituição. Foi a primeira (e última) professora que se manteve segura no cargo e foi com ela, posso dizê-lo sem qualquer laivo de imodéstia, que a escola evoluiu e se tornou visível. Numa época em que nem sequer se ouvia falar em visitas de estudo, em inícios de 60, a minha mãe, sempre com o suporte humano e material da Sr.ª D. Maria Emília, levou uma camioneta (do Barraqueiro, ainda me lembro) de passeio a Fátima e à Nazaré. Muitas delas nunca tinham saído de Sintra, nunca tinha visto o mar. Foi tudo pago, incluindo lanches e gelado (!) pela Directora da escola. Passou a realizar-se uma festa anual organizada pela minha mãe, com teatrinhos, bailados e récita de poemas pelas meninas, na qual estava presente e era homenageada a Directora e para a qual eram convidados os pais das alunas. Tudo era feito na escola: a escolha e o ensaio das peças de teatro bem como a confecção dos fatos e dos cenários – isto nos anos 60 era muito inovador. Claro que contava-se sempre com o enorme apoio humano, cultural e financeiro da Directora.

Nos anos 70, com a menor procura dos serviços da Casa de Trabalho, a escola passou a receber crianças com 5 e 4 anos, numa espécie de pré-escolar. Entraram novas vigilantes e, naturalmente, às custas da Directora. De referir que a minha mãe e as restantes senhoras que trabalhavam na escola, ao contrário do que acontecia no ensino oficial, recebiam 13 meses por ano, enquanto no oficial recebiam 10.

Depois do 25 de Abril, as condições alteraram-se. As obras de caridade passaram a ser mal vistas, os pais tornaram-se por de mais reivindicativos – não vejam nisto qualquer tipo de crítica da minha parte em relação à Revolução – a Directora estava um pouco cansada e desiludida e a escola acabou por fechar em meados dos anos 80.

O edifício em que a escola funcionava é um casarão contíguo à Casa dos Penedos também pertencente ao pai das Senhoras D. Maria Eugénia e Maria Emília, parte do qual, a ala esquerda, era reservado à casa da professora – a minha mãe – e outra parte, a ala direita, era reservada aos caseiros da Casa dos Penedos que se mudavam para lá no Verão, quando os senhoras vinham veranear para a Casa dos Penedos. A parte central era reservada para a escola: uma enorme sala de aulas, um refeitório de igual tamanho, a enorme cozinha com chão de lajes e fogão a lenha, lá em cima, na ala direita, a Casa de Trabalho e a Capela, onde diariamente se rezava o terço... O enorme campo de ténis da Casa dos Penedos era o recreio das alunas da escola.

Desde que a escola fechou e que a minha mãe não acedeu a ficar lá em jeito de caseira, o edifício foi abandonado e, como sabem melhor do que eu, completamente arruinado. A Senhora D. Maria Emília faleceu há anos também sem descendência e tudo aquilo pertence agora aos sobrinhos, oito, se bem me lembro, filhos de outra irmã sua.

Graça Sampaio

Foto de Emília Reis

quarta-feira, junho 25, 2014

Colóquio Nacional Raul Lino


A decorrer o II ciclo do Colóquio Nacional Raul Lino, em Sintra nos dias 25,26 e 27 de Junho na Casa dos Penedos em Sintra.

A sessão de hoje, terminou com um improviso do pianista Mário Laginha, contra o despovoamento do centro histórico. O pianista do Penedo, fez a intervenção graciosamente pela causa da habitação em Sintra, ameaçada pelo despovoamento,"porque cada vez que que sai uma pessoa do centro histórico abre uma loja ou um hostel" afirmou.


Mário Laginha aplaudido no final da sua intervenção

domingo, janeiro 12, 2014

Casa dos Penedos




"Concluída em 1922, por encomenda do financeiro Carlos Machado Ribeiro, que tinha já recorrido aos serviços do arquitecto (Raul Lino), tanto em Cascais como em Lisboa, esta grande residência encontra-se na encosta onde se implanta um patamar que a própria obra cria, sensivelmente a meio do morro - uma relação directa com a paisagem montanhosa de Sintra, que lhe dá, quando observada a partir da vila e dos pontos mais baixos, uma predominância decisiva na paisagem que domina e define, fazendo com que simultaneamente se converta num ponto de referência.(...)"
Em Raul Lino 1879-1974

 Sobre o    Externato Santa Maria- ver aqui