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domingo, maio 17, 2020

Bilhetes de Colares de José Cutileiro

O falecimento do Embaixador José Cutileiro em Bruxelas, autor de "Bilhetes de Colares"  com o heterónimo, "A.B.Kotter" de que o blog, publicou desde 2007 alguns contos - faz com que hoje em sua homenagem, voltemos a referir esta obra de referência.

Excertos de várias crónicas dos "Bilhetes de Colares de A.B.Kotter"-heterónimo do Embaixador José Cutileiro:

-Longe da Várzea
-Espalhou-se na Várzea e no Mucifal...
-Passados

Grande Prémio de Crónica APE 2009
O prémio,  foi instituido com carácter bienal sob a responsabilidade conjunta da Associação Portuguesa de Escritores e da Câmara Municipal de Sintra, e destinada a distinguir uma obra em português, de autor português e publicada em primeira edição no biénio anterior ao da sua entrega.



“Espalhou-se na Várzea, no Mucifal, em São João da Lampas, no Penedo, que em Inglaterra os papéis velhos valiam ouro e que a mãe do inglês de Beldroega andava a comprar os que houvesse por estas bandas.(...)

Apareceram também curiosidades de interesse mais local: meio quilo de etiquetas Reserva de 1955, do Jorge da Silva, por colar- ainda azuis, insistia o saloio que as trouxe e reparava que , o preço pedido por estas e outras memorabilia não tem explicação: uma velhinha queria impingir por 375$00, com recibo, ou 220$00 sem , uma redacção feita, dizia ela, pelo Dr.José Cutileiro no seu segundo ano de francês, intitulada La joi de vivre.
Estive quase a comprá-la, mas o Carlinhos, num assomo de civismo, convenceu-me a não fomentar o mercado paralelo de redacções.”

Texto de José Cutileiro em Bilhetes de Colares de A.B.Kotter (1993-98)



Créditos:
Decorria o ano de 2007 e a mão amiga de  Zé -viajante,  (José Almeida Matias ), autor do blog Sintrense  "Trans-Atlântico", me fez chegar o livro "Bilhetes de Colares" que até aí desconhecia.


quarta-feira, fevereiro 12, 2020

Correspondência de Colares




No jornal "O Concelho de Cintra" nº29 de 1 de Junho de 1911

"Esperamos da amabilidade do nosso fiel e velho amigo Francisco dos Santos, que interceda com a senhora Camara para mandar os cantoneiros picar a rua Direita e a de José Ignacio da Costa, cujos pedregulhos impedem o transito e formando-se uma ideia muito triste de Collares.
De visita ao coadjutor Mathias de Campos estiveram aqui os srs. Justino Teixeira da Silva da Costa e sua esposa, D.Rosa Teixeira da Silva, e Sabino do Rego Galambas e sua esposa, D.Emilia do Rego Galambas."

*Ortografia e acentuação conforme o original



quarta-feira, janeiro 08, 2020

Primeiras imagens de 2020 da garça-real da Várzea de Colares


Foto em 06/01/2020

Era uma vez uma garça-real que fez da Várzea de Colares o seu habitat durante vários anos. Esporádicamente ainda nos visita, nos últimos tempos, menos frequentemente - mas terá encontrado um outro local para viver o seu dia a dia com pena nossa.
Isto escreviamos anteontem - ontem tivemos a sorte de registar mais uma visita da garça, esperemos que esteja de regresso.

foto em 06/01/2020

segunda-feira, janeiro 06, 2020

Cantar as Janeiras em Colares


As Janeiras, ou cantar as Janeiras, é uma tradição portuguesa que consiste na reunião de grupos que, cantando de porta em porta, desejam às pessoas um feliz ano novo.


quinta-feira, dezembro 05, 2019

A importância dos Plátanos de Colares terem sido classificados de interesse público

"Ao tempo da construção da Adega já existiam os plátanos frondosos que hoje podemos admirar desde a ponte da Várzea até ao Banzão no caminho da "Praia". São exemplares centenários nos quais os automobilistas apressados nem reparam. A sombra destas árvores protegeu a fermentação de muitos "caldos" de boas colheitas que estagiaram dentro da Adega. Merecem pois que brindemos à sua saúde esperando no futuro sejam devidamente apreciados. Para isso no local deveria colocar-se um painel informativo, chamando à atenção para estas imponentes árvores. Os plátanos da Adega Regional de Colares são um dos "monumentos vivos" que povoam o Município Sintrense. Um verdadeiro ex-líbris da antiga e nobre Vila de Colares..
.* Cortez Fernandes -Blogue "Tudo de Novo a Ocidente"


O  1ºprocesso de classificação do conjunto dos plátanos  que  existem em frente da Adega Regional de Colares, foi inicialmente pedido  às "Estradas de Portugal",em 2010, tendo sido aceite  o pedido de classificação -  após um tumultuoso processo. O processo do pedido, foi arquivado surpreendentemente,  pela "Estradas de Portugal",antes do abate de dois Plátanos exactamente em frente à Adega.


Com a alteração da legislação  de classificação de árvores de interesse público, em 2018, iniciou  de novo o amigo João Faria da Associação Alagamares, com o nosso acompanhamento, as  diligências junto do ICNF, para a classificação  de 30 àrvores da espécie Platanus hybrida, existentes, na Avenida Alameda Coronel Linhares de Lima (junto à Adega Regional de Colares), e três exemplares isolados da mesma espécie existentes no Largo Infante D.Henrique (junto ao Restaurante D'a Várzea ).

Foto em  4 Dezembro de 2019

Em 4 de Abril de 2019 consegue-se obter o despacho  do ICNF, que confirma a sua classificação, aguardando-se a todo o momento a sua publicação em Diário da Républica.

Assim desde  esta altura estão proibidas as seguintes intervenções:
a) O corte do tronco, ramos ou raízes dos referido plátanos;
b) A remoção de terras ou outro tipo de escavações, na zona geral de protecção (20metros);
c) depósito de materiais, seja qual for a sua natureza e a queima de detritos ou outros produtos combustíveis, bem como a utilização de produtos fitotóxicos na zona geral de pretecção de cada exemplar;
d)Qualquer operação que possa causar dano, mutile, deteriore ou prejudique o estado vegetativo dos plátanos.
Ainda nos termos do nº1 do Artigo 4º, da lei nº53/2012 de 5 de Setembro, deverão ser submetidas a autorização prévia do ICNF qualquer intervenção a efectuar nos referido plátanos ou, nas zonas gerais de protecção.

Pássaros de Colares (reedição)

 Ensombram a ribeira/ e o verde da seara/ e passam pela eira/ em que o sol se pousara/ nas gotas do orvalho/ luarento e vacilante/ refrescam o cansaço/e dormem um instante.(...)

In "Pássaros do Sul"- Mafalda Veiga
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Fotos em 15 de Janeiro de 2017, no Mucifal/Colares
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Aves no Mucifal, hoje, aproveitando o belo dia de Sol de Inverno
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sábado, novembro 02, 2019

Feira da Maçã Reineta em Fontanelas

Fotos em 01/11/2019

Decorre até Domingo, 3 de Novembro o VII Feira da Maçã Reineta em Fontanelas

Presente o tradicional doce do Arrobe, em que a maçã reineta é um dos componentes

Presença da Escola de Hotelaria de Colares

sexta-feira, julho 26, 2019

Aldeias Seguras


 POVOAÇÃO “PÉ DA SERRA” INCLUÍDA NO PROGRAMA "ALDEIA SEGURA – PESSOAS SEGURA"
 Foi aprovada pela CMS a inclusão da povoação “PÉ DA SERRA” no programa "Aldeia Segura – Pessoas Seguras", no âmbito do protocolo de colaboração entre o Município de Sintra, a Freguesia de Colares e a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Almoçageme assinado a 6 de Julho de 2018. Este programa, promovido pela Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, foi implementado pela Autarquia no ano anterior, nas povoações de Azóia, Atalaia, Ulgueira, Almoçageme, Casas Novas e Penedo, Banzão, Mucifal, Colares, Vinagre, Eugaria e Gigaroz, localizadas na freguesia de Colares. O programa "Aldeia Segura – Pessoas Seguras" procura garantir uma maior protecção das aldeias em caso de incêndio, protegendo os aglomerados populacionais face a incêndios rurais e promovendo os procedimentos a adoptar em necessidade de evacuação.

In Bombeiros Voluntários de Almoçageme

sexta-feira, junho 21, 2019

Casa Saloia em Colares (Reedição)

Casa Saloia em Colares-Helena Roque Gameiro 1927
Helena Roque Gameiro(Reprodução publicada na revista "Ilustração" nº44, em 16 de Outubro de 1927)

"(...) A Várzea é o mais encantador sitio de Collares; o rio das Maçãs deslizando suavemente na sua base, por entre viçosos pomares, e sob um contínuo toldo de verdura , forma como uma lagoa no sítio chamado Tanque da Várzea, ahi sente-se o doce murmurio das aguas, o sussuro das frondosas arvores embaladas pelo vento, uma multidão de pássaros com os seus afinados gorgeios."

Novo Guia do Viajante em Lisboa e seus arredores. Cintra, Collares e Mafra 1853

sexta-feira, maio 10, 2019

Sobre a Igreja da Misericórdia de Colares (reedição)

A possibilidade de uma visita a um local de Colares que poucos conhecem, por não estar aberta ao público - permite apresentar hoje um post, sobre a Igreja da Misericórdia de Colares, classificada Imóvel de Interesse Público (Decreto-Lei n.º 2/96, 6 de Março), construída em 1623, e actualmente em obras de recuperação.Também o valioso retábulo maneirista de talha, datado de 1581, está a sofrer um restauro.
ESTA CAZA HE DA MIA PRINCIPIVSE
A DOVS D NOVEMBRO D 1 6 2 3


A Misericórdia de Colares foi fundada em 1623 por D.Dinis de Melo e Castro, bispo e Leiria, de Viseu e da Guarda, na época em que o eclesiástico estabeleceu a sua residência na Vila. A igreja da irmandade ficaria sediada numa capela pertencente à familia Melo e Castro, possivelmente edificada nos últimos anos do século XVI.
A fachada da capela apresenta uma estrutura marcada pela sobriedade, não se filiando no modelo das igrejas da misericórdia edificadas a partir da segunda metade do séc.XV.
É um pequeno templo familiar, de planta longitudinal de nave única que integra a capela-mor.Na cornija do portal da capela foi incrita a data de 1623, numa alusão à fundação da irmandade.


O interior do templo possui coro-alto de madeira e púlpito quadrado do lado do Evangelho, fronteiro ao cadeiral dos irmãos da Misericórdia. O espaço é coberto por uma abóboda de berço.

Na capela-mor, mais elevada e com tribuna, destaca-se o retábulo de talha maneirista, que se desenvolve em dois registos, de colunas dóricas estriadas o primeiro, de colunas corintias o superior,que apesar da linguagem erudita do programa decorativo,” é mais tradicionalista no seu grafismo de superficies planas e jogo de contrastes pouco acentuado”, que os outros retábulos da mesma época (Serrão,Vitor 1979,p24); a linguagem de contrastes tipicamente maneirista é sobretudo transmitida pelas pinturas.
Executadas pelo pintor Cristóvão Vaz, para a familia Melo e Castro quando seriam os proprietários da igreja na década de 90 do século XVI.(...)
Em meados do século XX a capela da Misericórdia encontrava-se votada ao abandono, em estado ruinoso.

No entanto em 1959 o retábulo foi restaurado, sendo a igreja aberta ao culto.



Fonte:Texto do IPPAR  Concluímos assim a a visita que fizemos à Igreja da Misericórdia de Colares. Socorremo-nos de um texto de Maria Teresa Caetano em "Colares" sobre este templo construído no ano de 1623.

"A carência de recursos da Misericórdia colareja deverá ter imposto um simples mestre-pedreiro na condução da obra. Fabricou-se, então, modesto templo de prospecto simples e desprovido de ornamentação, revelando um certo “espírito chão” de cariz vernacular, cujo maior aleijão se encontra no ulterior aproveitamento de uma empena única da frontaria da igreja e da Santa Casa."


A Misericórdia de Colares foi instituida em 1623 por iniciativa de alguns colarenses. No entanto e ao contrário de vários autores, D.Dinis de Melo e Castro não terá tido um papel fundamental na sua organização, mas actuou decisivamente na resolução da contenda que opunha a igreja de S.Martinho de Sintra e a Santa Casa” (...) “refira-se, por outro lado que o irmão do bispo, D.Francisco, teve, de facto, uma actividade relevante em todo o processo, quer como mecenas, quer como dinamizador e, inclusive, desempenhou funções de provedor.”
Segundo a autora, esta contenda, é a razão do memorial inscrito numa placa em mármore escuro emoldurado por placas rosadas, dedicado a D.Francisco de Melo e Castro e a outros familiares, não se mencionar sequer o nome do bispo.

(clicar na foto para ampliar)

A construção do templo iniciou-se em 1623, recorrendo de novo a Maria Teresa Caetano “Os trabalhos de construção foram morosos devido às dificuldades económicas da irmandade. Neste mesmo ano solicitou-se ao rei espanhol licença para pedir esmolas(...)”
“A igreja foi visitada pelo vigário de São Pedro, em 9 de Junho de 1631, que a achou decente para nela se celebrar missa e demais ofícios divinos. E, a 11 de Outubro , o pároco de Colares obteve licença para benzer a igreja e respectivo adro.”
"No pequeno adro fronteiro, limitado por um murete de sustentação de terras, destaca-se o cruzeiro cujo fuste circular sustém um crucifixo rudimentar."

Post relacionado:
Igreja da Misericórdia de Colares I-aqui

quarta-feira, abril 17, 2019

Notas sobre a antiga Escola Primária de Colares

A antiga Escola Primária Oficial de Colares, projecto do arquitecto Adães Bermudes, de 1898, foi erigida nos primeiros anos do século XX, num terreno doado para o efeito pelo Visconde de Monserrate, em 1903 conforme lápide existente no local.

«As escolas projectadas por Adães Bermudes ficaram conhecidas por “gaiolas de grilos”, fundamentalmente por defender maior amplitude de espaços e a redução do número de alunos por turma.» No caso da escola de Colares ela tem só uma sala de aulas, houve internamente “uma valorização da habitação do professor, compreendendo a sala de jantar e cozinha, ambas situadas no rés-do-chão, e os quartos do primeiro andar em contraponto com a falta de ambientes especializados para a diversificação de actividades pedagógicas, estando estas centradas na sala de aula.”


No exterior, “Bermudes opta por fazer uso de elementos de cerâmica nos vãos de janela e portas, por forma a dar alguma dinamização à fachada - diga-se algo modesta dados os rigorosos limites financeiros impostos para a consecução do projecto – recorrendo ainda ao campanário.”

Hoje o espaço da antiga Escola Primária, tem sido ocupada por uma Associação de Escoteiros.

*Fonte utilizada: "Sintra Escolas e Memória" ed. Sta. Casa da Misericórdia de Sintra

quinta-feira, abril 04, 2019

A história às camadas - O Eléctrico da Cª Cintra-Atlântico

O eléctrico de Sintra foi inaugurado oficialmente em 31 de Março de 1904, com o material circulante encomendado à J.G.Brill Company (Estados Unidos). O percurso com uma extensão de 8.900 metros, foi prolongado a 10 de Julho desse ano até à Praia das Maçãs, totalizando uma extensão de 12.685 metros. Mais tarde em 31 de Janeiro de 1931, o eléctrico chegou às Azenhas do Mar.

A Estação do Banzão, agora  com as cores da Companhia Sintra Atlântico (foto em 04/04/2019)

Estando neste momento a decorrer obras na antiga estação dos eléctricos do Banzão, em Colares, por baixo das pinturas  mais recentes e após limpeza da fachada, surgiu um  interessante pedaço de história -  começaram a aparecer  incrições de outra época, quando a denominação usada pelo Eléctrico e pelos autocarros de passageiros, com a cor azul,  pertenciam à Companhia Cintra - Atlântico.

Foto 04/04/2019 com as antigas inscrições da "Cintra-Atlântico"

Companhia Cintra-Atlântico (1914 -1975)

-Recorrendo ao livro, de Valdemar Alves, um saudoso amigo e Júlio Cardoso "Eléctricos de Sintra":

"A 15 de Agosto de 1914, o novo dono dos eléctricos tomou posse de todos os seus bens (do eléctrico) e respectivas concessões da extinta "Cintra ao Oceano".
A 18 de Outubro de 1914, foi constituida a nova companhia "Cintra-Atlântico S.A.R.L", com um capital de 135.000$00 dividido em 5.400 acções de 25$00 cada uma."

Foto em 04/04/2019/ Estação do Banzão, a sala de Espera e sala de Despachos da "Cintra Atlântico"

A estação do Banzão da Cª Cintra-Atlântico

"No Banzão, os ventos de mudança também se fizeram sentir, pelo que a 14 de Agosto de 1938 foi inaugurada a nova estação, que substitui o inestético barracão em madeira que aí existia. Esta magnifica realização da direcção de Camilo Farinhas, possuia várias dependências, como sala de espera, escritório, bar, casa de banho, sala de despachos de mercadorias, cais e uma linha para os carros que se prolongava até ao interior das Caves de Salreu."

Sala  de Mercadorias /foto em 04/04/2019
Uma fotografia do ano passado, com um eléctrico guardado - num acesso ao interior da Adega Visconde de Salreu, de onde partiam as caixas de vinho de Colares, eventualmente para o mercado exportador (Brasil por ex.)

Créditos:
*Francisco Figueiredo, pela informação do surgimento das antigas inscrições na estação dos eléctricos.
*"Eléctricos de Sintra um percurso centenário" de Júlio Cardoso e Valdemar Alves

sexta-feira, março 22, 2019

Concertos de Primavera em Colares

Na Igreja de Colares, foi  ontem, iniciado um programa de Concertos de Primavera, (Ciclo de Música Barroca de Sintra), que acontecerão a 29 de Março na Igreja de Santa Maria, 5 de Abril na Igreja da Ulgueira,12 de Abril na Igreja da Terrugem, 3 de Maio na Igreja de S,Pedro e 10 de Maio na Igreja de S.Martinho.
Fotos de momentos do Concerto para Violoncelo  de Luigi Boccherini e Concerto para violoncelo de Policarpo José António da Silva (estreia moderna).Paulo Gaio Lima,Violoncelo e Ensemble Barroco de Sintra que aconteceu ontem em Colares, no segundo dia de Primavera.
Fotos de momentos do Concerto para Violoncelo  de Luigi Boccherini e Concerto para violoncelo de Policarpo José António da Silva (estreia moderna).Paulo Gaio Lima Violoncelo e Ensemble Barroco de Sintra que aconteceu ontem em Colares, no segundo dia de Primavera.

quinta-feira, março 07, 2019

Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares V - reedição

Legenda-"Um grupo de filarmónicos junto à quinta dos Freixos, em Colares "


A Banda  dos Bombeiros Voluntários de Colares,que em 1926, se tornou independente da Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares, mantendo a designação original, seguindo cada uma das instituições o seu caminho, até aos dias de hoje.
Com o fim do pesadelo em que se tornou a construção da nova sede, a Banda dos Bombeiros de Colares regressou à sua velha sede. Só recentemente foi encontrada uma solução, um novo espaço para  sede..



A histórica sede da Banda

Datas históricas da vida da Banda:

-1 de Janeiro de 1890Constituição dos primeiros Corpos gerentes da Sociedade Phylarmónica e distribuição dos instrumentos aos 48 músicos fundadores.

-12 de Julho de 1891
Assembleia Geral Extraordinária da Associação Bombeiros Voluntários de Colares, aprovando a criação de uma Banda de Música, formada pelos sócios da instituição, para acompanhar o Corpo de Bombeiros.


-Em 28 de Novembro de 1926
Assembleia Geral aprovou os estatutos da banda dos Bombeiros Voluntários de Colares, e no parágrafo 2º ficou estabelecido que a «festa do seu aniversário é no dia primeiro de Novembro de cada ano e a sua fundação data do dia um de Novembro de 1891».Os mesmos estatutos passam a conferir personalidade jurídica à Banda, tornando-a assim inequivocamente independente da Associação da Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares

A Banda dos Bombeiros de Colares na Praia das Maçãs em Setembro de 2007

Calendário das comemorações- aqui

Post relacionados:
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.1ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.2ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.-3ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.-4ª Parte -pressionar

-Página sobre a Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares-pressionar

Nota:
Fontes utilizadas neste trabalho:
-"Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares-1891-1991" de António Caruna
-"Jornal de Sintra"
-Entrevistas a habitantes de Colares
-Foto e legenda, do grupo de filarmónicos, retirada da obra de António Caruna

segunda-feira, março 04, 2019

Apontamentos sobre a antiga Sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares IV - reedição

Após os grandiosos festejos da inauguração da Sede-Nova da Banda dos Bombeiros Volutários de Colares em 7 de Julho de 1945, vieram as tormentas.

-António Caruna explica as razões, no seu livro “Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares 1891-1991”- "O serviço da dívida, constituído por pesados juros, sobretudo com empréstimos contraídos junto da Caixa Geral de Depósitos, a vencer em datas inexoráveis, constituiu encargo tão grande que, nem os recursos da colectividade nem o esforço pessoal de Alberto Totta, conseguiu aguentar por muito tempo.Aconteceu o inevitável: a Caixa Geral de Depósitos , vencidos e não cumpridos os pagamentos de juros e amortizações nos prazos devidos, decidiu tomar posse da Sede da Banda para se ressarcir do dinheiro da dívida."

A tomada de posse do edificio por parte da CGD aconteceu em 28 de Agosto de 1948, sómente 3 anos após a inauguração...

A viagem possivel ao interior da Sede da Banda dos Bombeiros de Colares
Plateia

Próscenio

Salão Nobre

Átrio
Em 22 de novembro de 1959, Arlete Reis escreve no Jornal de Sintra ,”passámos em frente áquele malfadado edifício que foi a nova Sede da Banda, em saudosos tempos, e porque sonhar é fácil, errou no nosso espírito a recordação das luzes brilhantes através das cortinas graciosamente dispostas, pares dançando ao som de boas orquestras, sessões de cinema, as récitas do tempo de Tavarede e da fábrica Simões, automóveis de luxo esperando os seus ocupantes...E sonhávamos ainda, quando um inopinado zurrar (que infelizmente não são únicos, pois há outra espécie que é prejudicial), sugando o chão, ao lado de uma camioneta velha,ervas cobrindo parte da parede e saindo da porta principal duas sacas para carregar os sobreditos burros. Na entrada para a patinagem, vedada com canas, crescem mais ervas e consta-nos que a casa está transformada em armazém de ervas para ervanária , de batatas, etc..."

E a demolição acontece nos anos 70, após venda do imóvel em hasta pública,foi posteriormente construído um muro mesmo á beira da estrada, delimitando o terreno que ainda hoje existe ,sómente com uma pequena habitação.

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-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.1ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.2ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.-3ª Parte-pressionar

Notas: As fotos da antiga sede , estão publicadas em "Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares , 1891-1991 ,da autoria de A Granja .
Fonte utilizadas:
-Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares , 1891-1991 -Cem anos de Cultura e Recreio de António Caruna
-Jornal de Sintra