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quinta-feira, março 07, 2019

Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares V - reedição

Legenda-"Um grupo de filarmónicos junto à quinta dos Freixos, em Colares "


A Banda  dos Bombeiros Voluntários de Colares,que em 1926, se tornou independente da Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares, mantendo a designação original, seguindo cada uma das instituições o seu caminho, até aos dias de hoje.
Com o fim do pesadelo em que se tornou a construção da nova sede, a Banda dos Bombeiros de Colares regressou à sua velha sede. Só recentemente foi encontrada uma solução, um novo espaço para  sede..



A histórica sede da Banda

Datas históricas da vida da Banda:

-1 de Janeiro de 1890Constituição dos primeiros Corpos gerentes da Sociedade Phylarmónica e distribuição dos instrumentos aos 48 músicos fundadores.

-12 de Julho de 1891
Assembleia Geral Extraordinária da Associação Bombeiros Voluntários de Colares, aprovando a criação de uma Banda de Música, formada pelos sócios da instituição, para acompanhar o Corpo de Bombeiros.


-Em 28 de Novembro de 1926
Assembleia Geral aprovou os estatutos da banda dos Bombeiros Voluntários de Colares, e no parágrafo 2º ficou estabelecido que a «festa do seu aniversário é no dia primeiro de Novembro de cada ano e a sua fundação data do dia um de Novembro de 1891».Os mesmos estatutos passam a conferir personalidade jurídica à Banda, tornando-a assim inequivocamente independente da Associação da Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares

A Banda dos Bombeiros de Colares na Praia das Maçãs em Setembro de 2007

Calendário das comemorações- aqui

Post relacionados:
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.1ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.2ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.-3ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.-4ª Parte -pressionar

-Página sobre a Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares-pressionar

Nota:
Fontes utilizadas neste trabalho:
-"Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares-1891-1991" de António Caruna
-"Jornal de Sintra"
-Entrevistas a habitantes de Colares
-Foto e legenda, do grupo de filarmónicos, retirada da obra de António Caruna

segunda-feira, março 04, 2019

Apontamentos sobre a antiga Sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares IV - reedição

Após os grandiosos festejos da inauguração da Sede-Nova da Banda dos Bombeiros Volutários de Colares em 7 de Julho de 1945, vieram as tormentas.

-António Caruna explica as razões, no seu livro “Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares 1891-1991”- "O serviço da dívida, constituído por pesados juros, sobretudo com empréstimos contraídos junto da Caixa Geral de Depósitos, a vencer em datas inexoráveis, constituiu encargo tão grande que, nem os recursos da colectividade nem o esforço pessoal de Alberto Totta, conseguiu aguentar por muito tempo.Aconteceu o inevitável: a Caixa Geral de Depósitos , vencidos e não cumpridos os pagamentos de juros e amortizações nos prazos devidos, decidiu tomar posse da Sede da Banda para se ressarcir do dinheiro da dívida."

A tomada de posse do edificio por parte da CGD aconteceu em 28 de Agosto de 1948, sómente 3 anos após a inauguração...

A viagem possivel ao interior da Sede da Banda dos Bombeiros de Colares
Plateia

Próscenio

Salão Nobre

Átrio
Em 22 de novembro de 1959, Arlete Reis escreve no Jornal de Sintra ,”passámos em frente áquele malfadado edifício que foi a nova Sede da Banda, em saudosos tempos, e porque sonhar é fácil, errou no nosso espírito a recordação das luzes brilhantes através das cortinas graciosamente dispostas, pares dançando ao som de boas orquestras, sessões de cinema, as récitas do tempo de Tavarede e da fábrica Simões, automóveis de luxo esperando os seus ocupantes...E sonhávamos ainda, quando um inopinado zurrar (que infelizmente não são únicos, pois há outra espécie que é prejudicial), sugando o chão, ao lado de uma camioneta velha,ervas cobrindo parte da parede e saindo da porta principal duas sacas para carregar os sobreditos burros. Na entrada para a patinagem, vedada com canas, crescem mais ervas e consta-nos que a casa está transformada em armazém de ervas para ervanária , de batatas, etc..."

E a demolição acontece nos anos 70, após venda do imóvel em hasta pública,foi posteriormente construído um muro mesmo á beira da estrada, delimitando o terreno que ainda hoje existe ,sómente com uma pequena habitação.

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-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.1ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.2ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.-3ª Parte-pressionar

Notas: As fotos da antiga sede , estão publicadas em "Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares , 1891-1991 ,da autoria de A Granja .
Fonte utilizadas:
-Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares , 1891-1991 -Cem anos de Cultura e Recreio de António Caruna
-Jornal de Sintra

domingo, janeiro 20, 2019

A Lua de hoje vista de Colares

Foto da Lua de hoje vista de Colares


Na madrugada de segunda-feira vai ocorrer o único eclipse total da Lua visível até 2021. A lua ficará totalmente na sombra da Terra às 4:41 horas, embora continue visível, adquirindo tons avermelhados e acastanhados​​​​​​, uma vez que recebe luz solar indirectamente. 
"Há uma coincidência engraçada: é uma Super Lua, o que vai ser bonito. O que se vai notar nesta Super Lua é que ela vai estar maior e mais brilhante do que o habitual por causa da aproximação da Terra", explica o diretor do Observatório Astronómico de Lisboa, Rui Agostinho, ao DN"
Fonte DN

Foto  da Lua em Colares, hoje no início da noite.

quarta-feira, dezembro 19, 2018

Lua de Dezembro

Fotos de hoje a partir de Colares
Lua de Dezembro
Lua Cheia -22-12-2018
Quarto Minguante -24-12-2018
Perigeu -24-12-2018 - 9h53m - 361,059 Kms (distância)

terça-feira, dezembro 11, 2018

Viana da Mota e Colares (reedição)


José Viana da Mota- Pianista/Compositor 1868/1948

José Viana da Mota nasceu em 1868 em S. Tomé. O pianista e compositor viveu apenas dois anos na ilha. Daqui rumou à metrópole e instala-se, com a família, em Colares, no concelho de Sintra. Com 7 anos, ingressa no Conservatório Nacional. Torna-se protegido do rei D. Fernando II, quando, aos 13 anos, se apresenta com obras da sua autoria no Salão da Trindade. É com o apoio mecenático do rei e da condessa de Edla, que depois de acabar o curso, tem uma bolsa para continuar os estudos na Alemanha. Vai para Berlim em 1882.

Exímio pianista de craveira internacional, Viana da Mota também marcou o panorama musical como compositor, pedagogo e musicógrafo. Caracterizou-se por uma enorme capacidade de trabalho e uma inabalável tenacidade, foi um brilhante intérprete de Bach, Beethoven e Liszt. Tentou contrariar a importância dada à ópera italiana, que dominava o meio musical português, revelando o repertório instrumental de tradição germânica. Foi criado, em sua homenagem, o Prémio Viana da Mota, que distingue os melhores jovens pianistas.

A Casa onde vivia a familia de Viana da Mota em Colares ,quando dedicou à Condessa d'Edla a partitura da Pastoral "Au Bord du Lac de Pena" ,composta por José Viana da Mota aos treze anos de idade.


-Dados biográficos de José Viana da Mota Adaptados site da RTP “ Grandes Portugueses"
-Imagem da partitura da Pastoral , retirado de "Condessa d'Edla" de Teresa Rebelo
-Fotos:PedroMacieira


quarta-feira, novembro 21, 2018

Caves Visconde de Salreu

( Foto:Pedro Macieira)

Nas últimas décadas do século XIX Colares conheceu um grande desenvolvimento, baseado principalmente na produção do Vinho de Colares.
Em 1908 o vinho ramisco sofre efeitos de uma grave crise, e nesse mesmo ano a Carta de lei de 18 de Setembro reconhece o ramisco como vinho regional e mais tarde o decreto de 25 Maio de 1910 regulava a sua comercialização.É nessa época em 1921 que o Visconde de Salreu mandou construir em Colares ,com projecto do arquitecto Norte Júnior umas grandes caves, hoje ainda com uma óptima conservação.


(Foto:Pedro Macieira)

Maria Teresa Caetano , em “Colares”, descreve desta forma as enormes caves “O edifício de nítida inspiração vernacular alonga-se em dois blocos paralelos e contíguos que galgam a encosta, permanecendo a fachada junto à entrada principal, ornada por duas pipas envoltas numa cercadura azulejar da Fábrica Constança, a azul e branco, na qual se pantenteiam putti colhendo uvas.”
Este edifício majestoso com uma fachada de grande beleza, poderá hoje não ter a importância que a sua história transporta , mas é sem dúvida uma imagem que os visitantes de Colares não deixarão de levar consigo, e uma marco histórico da produção do vinho de Colares.




Obra consultada: "Colares" de Maria Teresa Caetano

segunda-feira, novembro 19, 2018

"Vinhedos e Vinhos"


Chegada das uvas à Adega de Colares ( não datada)
(foto retirada do site “Vila de Sintra”

Excerto de carta enviada por Rodrigo de Boaventura Martins Pereira,”Lente cathedrático da Escola Médico-Cirurgica de Lisboa” ao seu amigo Visconde de Chancelleiros em 16 de Julho de 1881:


“ (...) Se dissermos aos nossos vinhateiros que depurem bem os seus vinhos para que elles se não estraguem, respondem-nos, enchendo os bofes com todo o arreganho da sua presumpção, que a borra –a “mãe”-não faz mal ao “filho” – o vinho.

Se lhes dissermos que os vinhos limpos excusam de aguardentação para conservar-se, - replicam emphaticamente que o vinho de imbarque, sem aguardente se estraga ao passar da linha. E é tempo perdido lembrar-lhes o vinho de Collares e o Bordéus.”

( Texto retirado de “Vinhedos e vinhos” – autor: Rodrigo de Boaventura Martins Pereira, publicado em Bibliotheca do Povo e das Escolas nº117, em 1885)

terça-feira, outubro 09, 2018

Outubro e as Vindimas

Vindimas /foto em 09/10/2018
Vinha ramisco de Fontanelas (chão de areia)Foto em 09/10/2018
Malvasia (chão rijo) na chegada à adega Regional de Colares
Cachos da casta ramisco
"RAMISCO - Privilégio e maldição de Colares 
É a casta de Colares, a identidade da região, o espelho mágico da identidade e singularidade de uma região única. É simultaneamente o privilégio e a maldição de Colares. Será porventura uma das castas mais exóticas de Portugal, uma das mais mal compreendidas, uma das menos estudadas e aproveitadas… e, quem sabe, uma das mais promissoras. Pela forma como sempre foi cultivada em Colares, em solos de areia de profundidade extrema, nunca consentiu as amarguras da filoxera. Por isso sempre foi plantada em pé-franco, em produção directa, sem necessidade de recorrer a portaenxertos. Subsistem dezenas de cepas históricas, plantas com idade superior aos 100 anos, verdadeiros patrimónios genéticos de valor incalculável. Infelizmente, e por a casta se encontrar confinada à região de Colares, quase não existem experiências na utilização de porta-enxertos americanos. Desconhece-se pois a sua valência fora da região natural. Mas a casta encerra promessas interessantes, em parte pela elevada acidez natural, que a poderiam qualificar para uma utilização mais intensiva e profícua, nomeadamente nas regiões mais soalheiras de Portugal. No Alentejo poderia ser uma solução. A pressão urbanística e a ameaça directa da construção civil são hoje o principal entrave da casta, acenando com um eventual, e assustador, perigo de extinção. A sua migração dependerá do resultado dos estudos de adaptação com porta-enxertos americanos. Os taninos fortes e a acidez natural elevada são as características distintivas da casta. Estas insígnias inatas dão-lhe especial aptidão para criar vinhos extremes, vinhos com uma enorme capacidade de guarda, mas igualmente vinhos que necessitam de muito tempo de estágio. Vinhos difíceis enquanto jovens, e portanto, vinhos de espírito pouco comercial. Mas o tempo confere-lhe elegância, polimento, perfume e delicadeza, descritores pouco comuns nas castas portuguesas. O tempo encarrega-se também de evidenciar os discretos aromas florais, a cereja e os aromas terrosos, a resina e o cedro.O potencial de acidez poderá revelar-se precioso no loteamento com castas de baixa acidez natural, como a Aragonês.(...)"

De um texto de Rui Falcão publicado em Blue Wine 21

quinta-feira, agosto 30, 2018

O Cacho Dourado de Colares (reedição)


Photobucket

O troféu «Cacho Dourado» atribuído a Colares em 1936, durante a Festa da Vindimária de Lisboa , fotografado  na Adega Visconde de Salreu em Colares. Photobucket

Voltamos hoje a um assunto que várias vezes tem sido tratado aqui neste blogue - atribuição a Colares do troféu «Cacho Dourado» em 1936, durante a a Festa da Vindimária de Lisboa. Um interessante artigo na "Gazeta do Caminho de Ferro" Nº1190 de 16 de Julho de 1937, relata a festa de entrega do troféu na Adega Regional de Colares pelo Chefe de Estado de então, General Oscar Carmona:

"Chega o sr. Ministro da Educação Nacional que é recebido pela autoridades locais e pelo sr. Alberto Tota, representante da Adega Regional de Colares.
Veem-se crianças das escolas de Azenhas do Mar, bandas da União Sintrense. Grémio Musical de Almoçageme e da Escola Profissional da Paiã a quem cabe a Guarda de Honra. Há ainda Bombeiros Voluntários e o Grupo União Sport de Colares.
(...)
A Legião Portuguesa presta honras ao Chefe de Estado que, depois de uma breve revista é recebido à entrada da Adega Regional de Colares.
O Chefe de Estado abraça Alberto Tota enquanto as bandas de Almoçageme e Paiã executam o hino nacional, e sobem ao ar inúmeros foguetes.

" Em seguida o Chefe de Estado entregou o troféu a um casal do Rancho de Colares, fazendo depois um elogio ao Sr. Alberto Tota.(...)

Adelina Fernandes, Fernanda Coimbra e Cecilia Mendes, actrizes do nosso teatro lisboeta, cantaram canções regionais, acompanhadas com uma orquestra com instrumentos de corda.
Vários grupos se fizeram ouvir em lindas canções portuguesas.
Foi por último servido, ao ar livre um Colares de honra aos visitantes e convidados."

in "Gazeta do Caminho de Ferro" nº1190 de 16 de Julho de 1937

Photobucket
Artigo do Jornal de Sintra de de 11-07-1937

Festa Vindimária
Rancho de Colares
"A todos os componentes da consagração da Festa da Vindimária se agradece a compostura, a disciplina o espírito de sacrificio e a elevação com que se apresentaram e exibiram em Colares, por ocasião da entrega oficial do"Cacho Dourado".
Colares 8 de Julho de 1937
Adega Regional de Colares
A Direcção
(Jornal de Sintra de 11-o7-1937

terça-feira, julho 24, 2018

Próxima Quinta - feira dia 26 é assinado o protocolo da segunda "Aldeia Segura"



A segunda "Aldeia Segura, Pessoas Seguras" Uma parceria entre a CMS, Junta de Freguesia de Colares e Bombeiros de Colares com a colaboração da ANPC . O protocolo será oficializado / assinado na próxima quinta-feira às 18h na Adega Regional de Colares

http://www.prociv.pt/bk/EDICOES/OUTRASEDICOES/Documents/Guia%20de%20Apoio%20a%20Implementacao%20Web.pdf

*1ª "Aldeia Segura"
O primeiro protocolo de colaboração para execução do Programa "Aldeia Segura, Pessoas Seguras", nas povoações de Azóia, Atalaia, Ulgueira, Almoçageme, Casas Novas e Penedo - freguesia de Colares, foi assinado no início de Julho, entre Município de Sintra, a freguesia de Colares e a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Almoçageme.

terça-feira, junho 26, 2018

Lua cheia de Junho

Foto de hoje (com andorinha)

Distância da Lua à Terra: 400199.17 km
Idade da Lua: 13.17 dias
Fase da Lua: Crescente
Próxima fase da Lua: Lua Cheia
Visibilidade da Lua: 97.16%

Hoje o Monte da Lua (com copa de pinheiro) visto de Colares
Noite de Lua cheia hoje.

quarta-feira, junho 20, 2018

O eléctrico de Sintra

O eléctrico nº1 azul, na passagem hoje por Colares
O eléctrico de Sintra foi inaugurado há 114 anos, a 31 de Março de 1904, com o material circulante encomendado à J.G.Brill Company (Estados Unidos).O percurso, com uma extensão de 8.900 metros, foi prolongado a 10 de Julho desse ano até à Praia das Maçãs, totalizando uma extensão de 12.685 metros. Mais tarde, a 31 de Janeiro de 1930, o eléctrico chegou às Azenhas do Mar.

A cor azul, surgiu com a Companhia Sintra Atlântico (1914-1975), posteriormente consequência das privatizações que aconteceram após o 25 de Abril de 1974, tendo sido integrada na Rodoviária Nacional (1976-1995).


O eléctrico nº6  vermelho, ontem à tarde de regresso a Sintra, na  passagem por  Galamares
Em 1995, já em plena democracia, com a onda de privatizações na altura, é adquirida pelo grupo Barraqueiro, que vendeu 20% do capital ao grupo britânico Stagecoach Holding, que acabou por pintar os eléctricos de vermelho.

Nos nossos dias o eléctrico renasceu a partir de 1996, em várias fases , recuperando-se inicialmente o troço Estefânia, Ribeira de Sintra e inaugurando-se posteriormente o troço entre a Ribeira de Sintra e o Banzão a 30 de Outubro desse ano. A passagem da exploração para a Câmara Municipal de Sintra, permitiu retomar a circulação em 2001, e mais tarde fazer chegar de novo o eléctrico à Praia das Maçãs.

sábado, junho 09, 2018

Convento de Santa Ana do Carmo

Quinta do Carmo /Foto em 07/06/2018

CONVENTO DE SANTA ANA DO CARMO
O Convento de Santa Ana do Carmo situa-se em plena serra de Sintra, entre os lugares de Gigarós e Boca da Mata, freguesia de Colares. Seguindo a estrada que liga Monserrate a Colares, pela serra, e ao chegar à povoação da Eugaria, surge-nos uma estrada de calçada à esquerda com a indicação Gigarós. Tomando-a, cerca de mil metros daqui avistamos o portão principal da quinta onde foi edificado o antigo Convento de Santa Ana do Carmo da Ordem dos Carmelitas Calçados, actualmente propriedade privada.
Em 1389, D. Nuno Álvares Pereira manda construir o Convento do Carmo, em Lisboa. Para este convento vieram religiosos do Convento de Moura, solicitados e indicados pelo próprio D. Nuno. Em 1423, realiza-se o primeiro Capítulo Provincial em terras de Portugal. Elaboram-se os primeiros Estatutos, que foram aprovados por D. João I, em 1424.
O Convento de Santa Ana de Colares será o terceiro convento da ordem carmelita fundado em Portugal, porém, o segundo convento fundado em Sintra, depois da tentativa falhada de construção de um primeiro cenóbio nos arredores da vila.(1)
André Manique
(1) Este primeiro cenóbio foi construído próximo de Janas, em terrenos que hoje pertencem a uma caríssima amiga, a Ana B., que mantém os restos arqueológicos do mesmo devidamente preservados.
Post Scriptum : com pouca distância uns dos outros, quase em linha recta, a Ermida da Peninha, o Convento dos Capuchos e o Convento de Santa Maria do Carmo, hoje todos desactivados, significam a permanência religiosa da Igreja Católica num local - o extremo ocidental da Serra de Sintra, que coincide com a freguesia de Colares - que no passado remoto foi local de cultos fenícios, celtiberos, romanos e do cristianismo primitivo visigótico, de que permanecem vestígios arqueológicos no Promontório da Roca, no Porto Touro e no Alto da Vigia, junto à foz do Rio das Maçãs. Não sendo caso único - existem referências equivalentes noutros promontórios localizados na Europa, sobretudo na Irlanda e em Finisterra - , é de referir a concentração inusitada de diferentes cultos esotéricos e religiosos que se sobrepõem ao longo do tempo.

Inf.encontrada aqui:
 http://www.bvalmocageme.pt/associa%C3%A7%C3%A3o/historia/historia%20de%20almo%C3%A7ageme/

Após a extinção das Ordens Religiosas decretada por Joaquim António de Aguiar em 1834, o convento foi abandonada pelo seus ocupantes, encontrando-se em bom estado de conservação, sendo actualmente uma propriedade particular, com a denominação de Quinta do Carmo.




quarta-feira, junho 06, 2018

Falsas notícias sobre a Casa Camacho ou falsas justificações para a perda de património histórico de Colares

Sobre uma notícia do "Notícias sde Sintra"

O Jornal online Sintra Notícias, em notícia de hoje com o título "Banzão-ALDI e como se propagam as falsas notícias"  - tenta demonstrar que o  algum alarme social provocado pelas redes sociais com o caso, Casa Camacho, é uma coisa sem nenhum sentido.

https://sintranoticias.pt/2018/06/06/banzao-aldi-e-como-se-propagam-as-falsas-noticias/
Foto de 2 de Junho de 2018

A notícia confirma que em 2015, o ALDI (que comprou a propriedade) pretendia instalar no Banzão um hipermecado da sua cadeia. Como noticiámos na altura,  (assim como a SIC),não tendo havido nenhum desmentido.

http://riodasmacas.blogspot.com/2015/07/foi-voce-que-pediu-um-supermercado-aldi.html

Avança o Sintra-Notícias que essa intenção da ALDI não foi autorizada pela CMS.

Dia 2 de Junho de 2018, depois de acabar o prazo para limpeza das florestas, foi todo património arbóreo (centenário) da propriedade do Banzão abatido, não sobrevivendo uma única árvore de qualquer espécie - sem que haja conhecimento de qualquer intervenção da GNR, ou da CMS.

A velha vivenda, que até essa altura se encontrava embora fechada, mas em estado exterior aparentemente razoável, envolvida por  centenários pinheiros, está agora depois da limpeza com aspecto mais próximo de ruína -não parecendo que a sua recuperação esteja em vista.
Sobre a radical "limpeza" adianta o "sintra-Notícias", que é uma questão a ser analisada pelo ICNF, e pela GNR.
Foto de 6 de Junho de 2018

O ALDI, não surge nesta história, como sendo uma invenção do blog ou das  redes sociais e a verdade é que um local que tem um valor histórico para Colares, e concerteza para Sintra, não tenha sido preservado, seja o motivo de uma instalação de um ALDI ou dum Pingo Doce qualquer.

Foto em 6 de Junho de 2018
Saber mais:
http://riodasmacas.blogspot.com/2018/06/foi-voce-que-pediu-um-aldi-para-o.html

http://riodasmacas.blogspot.com/2018/06/foi-voce-que-pediu-um-aldi-no-banzao-ii.html

Olhares para Colares e para a Casa Camacho nos dias que correm

Se uma imagem vale mais que mil palavras...


Casa Camacho, no Banzão/Colares,  hoje quarta-feira 6 de Junho 2018 às 12H00
Casa Camacho /Foto em 06/06/2018 às 12H00
Casa Camacho/Foto em 06/06/2018 às 12H00

Casa Camacho/Foto em 06/06/2018 às 12H00

Saber mais:
http://riodasmacas.blogspot.com/2018/06/foi-voce-que-pediu-um-aldi-para-o.html

http://riodasmacas.blogspot.com/2018/06/foi-voce-que-pediu-um-aldi-no-banzao-ii.html

Sessão de esclarecimento sobre o Plano Director Municipal (PDM) em Colares

A Câmara Municipal de Sintra vai realizar uma sessão de esclarecimento sobre o Plano Diretor Municipal (PDM) na Junta de Freguesia de Colares, no próximo dia 7 de junho, quinta-feira, pelas 19h00.



segunda-feira, maio 07, 2018

A saúde das nossas Abelhas

Abelhas (mais) a salvo

(transcrição parcial de artigo da revista Visão de 3 de Maio de 2018)

União Europeia proíbe uso de pesticidas considerados prejudiciais à polinização

As abelhas ajudam a polinizar 90% das principais culturas agrícolas do mundo - mas nos últuimos anos têm vindo a desaparecer- Os culpados apontam há que tempos os ambientalistas, são três substâncias conhecidas como neonicotinoides: imidaclopride, clotianidina e tiametoxam. Ao contrário dos pesticidas de contacto, que permanecem na superficie da folhagem, os neonicotinoides são absorvidos pela planta na fase da semente e transportados para as folhas, flores, raízes e caule. O seu uso na União Europeia já tinha sido restringido em 2013, mas Bruxelas encomendou um relatório mais abrangente sobre os seus efeitos. O uso daquelas substâncias será apenas permitido em estufas locais em que os insectos não estão expostos aos malefícios. (...)

Agora, espera-se que a medida entre em vigor até ao fim do ano.

Revista Visão
*Fotos de ontem mesmo no Mucifal/Colares

segunda-feira, abril 23, 2018

Novo posto de atendimento da Junta de Freguesia de Colares

O antigo posto de turismo de Colares,  que  nos últimos anos foi ocupado por uma empresa de energia ligada à CMS, é agora um novo ponto de atendimento da Junta de Freguesia de Colares.


A sede da Junta de Freguesia, num 1º andar, tem um acesso dificil, para os idosos e reformados que em vista da  sua situação, teriam que visitar a Junta pelo menos anualmente para fazer a sua "prova de vida".
O novo espaço  é arejado e térreo, com acesso fácil e parque de estacionamento. Um bom equipamento ao serviço dos fregueses de Colares.