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domingo, junho 10, 2018

Ermida de Santa Anna da Penha

A Ermida de "Santa Anna da Penha",  encontra-se num local denominado Boca da Mata, entre Gigarós e o Penedo, no coração da Serra de Sintra - a explicação para a sua construção  em meados de 1400, é nos dada pelo Visconde de Jerumenha em 1838, na sua "Sintra Pinturesca".


"Como o sítio fosse pouco fructifero, e desabrigado, tendo hum certo Sebastião e sua mulher Inez Esteves feito doação ao dito C.Pereira, para elle seus herdeiros e sucessores, de huma sesmaria que possuíam, no logar da boca da mata, partindo para o oriente com a quinta de Milides, e pelo poente com a Serra, tratou logo de suspender a obra começada, e principiar nova fábrica no local, ficando malograda a primeira fundação. Chamou este para o ajudar o seu antigo companheiro o Padre Fr. João de Santa Anna, e prevendo ambos que o edifício gastava tempo antes que fosse de todo concluído, construíram huma pequena Ermida com o nome de oratório dedicado a Santa Anna, que tomaram por orago do novo Convento, onde interinamente celebravam os os officios divinos, empregando-se os  ditos Padres em cultivar a Serra, rompendo matos, plantando arvores, em quanto não se podia acudir á obra do edifício por a Provincia não ter os fundos necessários para a despesa. Neste exercícios se conservou o sobrinho do Condestável até que faleceu a 14 de Fevereiro de 1465.”

O pequeno altar da Ermida
“Na proximidade desta Ermida, está o extinto Convento de invocação Santa Anna, de Padres Carmelitas. Foi primeiro fundado este convento no casal da Torre, antigamente chamado de Miguel Joanes no termo de Sintra, que pertenceo a mestre Henrique, physico mór d’El-Rei D.Duarte"
In "Sintra Pinturesca ou memória Descritiva da Via  de Sintra, Colares e seus arredores".
Visconde de Jerumenha, 1838

Sobre o Convento da Quinta do Carmo

"Acha-se o Convento edificado em hum sitio ameno, em huma planície na raiz da Serra, e sobranceiro á Villa de Collares, cercado de frondoso arvoredo. Gosa ao perto da aprazivel vista da varzea, casas de campo, pomares, e quintas revestidas de copados arvoredos, e mais longe de logares, e casaes, terminando o horizonte de hum tão variado e deleitavel painel o oceano, cujas vagas prateadas se estão vendo em distancia  quebrar naquelas praias.
Tem a igreja a porta para o poente e está assentada em hum Adro, no fim do qual se lê em letras  maiúsculas –
O Bispo D.Fr. Cristovão Moniz, religioso do Carmo, sagro esta Igreja até este logar no anno de 1528.”
In "Sintra Pinturesca ou memória Descritiva da Via  de Sintra, Colares e seus arredores".
Visconde de Jerumenha, 1838

domingo, fevereiro 01, 2015

Convento do Carmo em Colares II

Interior do Convento do CarmoNaterciGomesRFB.jpg
Imagem do interior do Convento do Carmo, por  prestimosa colaboração de Natércia Gomes.
" Tinha uns jardins lindos cheios de cameleiras e uns tanques onde no verão se podia nadar".


Cronologia do Convento do Carmo:
Cerca de 1450 -Fundação do convento por frei Constatino Pereira (sobrinho do condestável D.Nuno Álvares Pereira).1465 -Falecimento de frei Constatino Pereira, fundador do Convento. 1528-Sagração da igreja conventual pelo bispo D.Frei Cristóvão Moniz.1612 -O bispo de Viseu D.Dinis de Melo e Castro, obtém o padroado da capela-mor da igreja conventual, revestimento azulejar da capela de São Pedro.
(...)
1834 -Na sequência do decreto liberal que determina a expulsão das ordens religiosas, a propriedade é adquirida e transformada em habitação. Séc.XIX -Alexandre Herculano hospedou-se na propriedade. 1963-Propriedade era pertença do quarto conde de Antas, Carlo Augusto de Melo e Castro da Silva Pereira (nascido em 1905).
Fonte :Roteiro de Colares/Junta de Freguesia de Colares


http://riodasmacas.blogspot.pt/2015/01/convento-do-carmo-em-colares.html

sábado, janeiro 31, 2015

Convento do Carmo em Colares

Convento do Carmo Collares1926.jpg
Foto do Arquivo Municipal de Sintra -Convento do Carmo 1926


O Visconde de Juromenha, descreve em 1838 na “Cintra Pinturesca” o local onde se encontra instalado o Convento do Carmo:
“Acha-se o Convento edificado em hum sitio ameno, em huma planície na raiz da Serra, e sobranceiro á Villa de Collares, cercado de frondoso arvoredo. Gosa ao perto da aprazível vista da varsea, casas de campo, pomares, e quintas revestidas de copados arvoredos, e mais longe de logares, e casaes, terminado o horizonte de hum tão variado e deleitavel painel o occeano, cujas vagas prateadas se estão vendo em distancia quebrar naquellas praias.



Tem a Igreja a porta para o poente e está assentada em hum Adro, no fim do qual se lê em letras maiusculas:


O Bispo D.Fr.Christovão Moniz, Religioso do Carmo, sagrou esta Igreja até este logar no anno de 1528." O Convento de Santa Ana do Carmo em Colares foi o terceiro convento da ordem Carmelita fundado em Portugal, mas o segundo convento fundado em Sintra.

Em 1457, Frei Constantino Pereira fundou este novo convento, Frei João de Santa Ana e os outros frades da ordem dos Carmelitas Calçados, transferem-se de Janas onde se encontravam desde 1436 para o novo local, entre Gigarós e o local denominado Boca da Mata, em plena serra de Sintra.
 
Após a extinção das Ordens Religiosas decretada por Joaquim António de Aguiar em 1834, o convento foi abandonada pelo seus ocupantes, encontrando-se em bom estado de conservação, sendo actualmente uma propriedade particular, com a denominação de Quinta do Carmo.
Fontes:
-Obras de José Alfredo da Costa Azevedo- II
-Cintra Pinturesca -Visconde de Jurumenha

sábado, novembro 15, 2008

O Vale de Colares

Em primeiro plano o Convento de Santa Ana do Carmo,com uma vista do vale até ao Oceano


«O vale de Colares é para mim uma fonte de perene divertimento e descobri novas e umbrosas veredas que, através de soutos e pomares, nos levam até aos sítios mais verdejantes que pode imaginar-se, onde laranjeiras e loureiros bravos pendem sobre os riachos e deixam cair frutos e flores sobre a corrente das águas (...). Mas o verde-vivo dos limões, as douradas laranjas, a murta em botão e a rica fragância da relva coberta de aromáticas flores de tal modo me excitam a imaginação que chego a julgar-me nos jardins de Hespérides, com o dragão a espiar-me por detrás das árvores. Oh, como eu desejaria ter uma quinta em Colares!»

19 de Outubro de 1787
William Beckford