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terça-feira, maio 16, 2017

Memórias da Escola Industrial e Comercial de Sintra

Pintura mural executada por António Soares em 1964, sobre um painel fixo à parede, no hall da Escola Ferreira Dias (ex.Escola Industrial e Comercial de Sintra). Encontra-se profundamente integrada na arquitectura da escola e no espírito da época.(fotomontagem RiodasMaçãs)

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O Painel da Escola Industrial e Comercial de Sintra

Pintura mural, inventariada com o número ME/401754/146, pertencente à Escola Secundária com 3º ciclo de Ferreira Dias,
Trata-se de uma pintura mural executada por António Soares em 1964, sobre um painel fixo à parede. Encontra-se profundamente integrada na arquitetura da escola e no espírito da época.
Ao centro temos uma figura feminina, com vestes brancas e uma criança sem roupa aos ombros. Esta criança segura
uma placa onde se pode ler "Escola Técnica/ Sintra Cacém". Ao lado desta, encontra-se uma figura masculina, de mais idade, que tem nas mãos um livro.
Do lado esquerdo e direito estão, respetivamente, cinco jovens do sexo masculino e do sexo feminimo, que hasteiam, bandeiras com símbolos alusivos aos vários cursos técnicos lecionados na escola.
A Escola Secundária com 3° Ciclo de Ferreira Dias teve a sua origem na Escola Industrial e Comercial de Sintra, criada 1959. O edifício inicial, onde se encontra a referida pintura, não sofreu grandes modificações desde a sua criação.
O autor da obra, Mestre António Soares (1894 - 1978), viveu numa época em que se começam a afirmar em Portugal novas correntes estéticas, ligadas ao modernismo, a par do naturalismo. Não teve qualquer tipo de formação académica e iniciou-se na vida artística através da ilustração. Destacou-se igualmente nas áreas da arquitetura, decoração e cenografia. No âmbito da pintura mural, podemos destacar as pinturas no café lisboeta, A Brasileira.
Caracteriza-se por um estilo que lembra Columbano, com grande interesse pela figura e pela sensibilidade e emoção que consegue transmitir. Participou em várias exposições
internacionais, entre 1959 e 1967.

texto retirado daqui

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Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2011/11/escola-industrial-e-comercial-de-sintra.html

segunda-feira, agosto 01, 2016

Sobre a Escola Industrial e Comercial de Sintra (reedição)

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Pintura mural executada por António Soares em 1964, sobre um painel fixo à parede, no hall da Escola Ferreira Dias (ex.Escola Industrial e Comercial de Sintra). Encontra-se profundamente integrada na arquitectura da escola e no espírito da época.(fotomontagem RiodasMaçãs)

Sobre os 40 anos das Escolas Gama Barros e Ferreira Dias
O Decreto n.º 457 de 28 de Outubro de 1971 separou a Escola Industrial e Comercial de Sintra em duas escolas: a Escola Industrial Ferreira Dias e a Escola Comercial Gama Barros.
Sendo esta efeméride um marco importante no sistema escolar do Concelho de Sintra e porque o tronco principal da estrutura escolar da agora cidade de Agualva-Cacém, foi a antiga Escola Industrial e Comercial de Sintra – reeditamos um post publicado em 8 de Abril de 2008, com um pequeno historial da antiga Escola – e que de certo modo, pelos vários comentários ali deixados, tem sido um local de encontro de ex-alunos.

A Escola Industrial e Comercial de Sintra -Notas históricas

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Foto:a” Escola Velha”

Decorria o ano de 1959, quando o Concelho de Sintra teve a sua primeira escola Industrial e Comercial, ela visava o ensino Técnico como alternativa ao ensino liceal ministrado em Sintra no antigo liceu (Casino hoje Museu de arte Moderna), e também em Queluz. A Escola Industrial e Comercial de Sintra foi criada pelo Decreto-Lei n.º 42.368 de 4 de Julho de 1959 e veio a ser construída em Agualva-Cacém.

A Escola Técnica do Cacém, construída inicialmente num edifício inestético e pouco funcional, obrigou em 1963, devido ao aumento da população escolar, à construção de um novo e moderno estabelecimento no terreno adjacente - as instalações actuais da Escola Secundária Ferreira Dias. Photobucket

Foto: a “Escola Nova”





Na Escola Industrial e Comercial de Sintra foram criados os seguintes cursos: Ciclo Preparatório do Ensino Técnico; Curso Geral do Comércio; Curso de Formação Feminina; Curso de Formação de Serralheiro; Curso de Formação de Montador Electricista e três cursos em regime de aperfeiçoamento: Curso Geral de Comércio; Curso de Formação de Serralheiro e Curso de Formação de Montador Electricista, anos mais tarde a Secção Preparatória para o Instituto Comercial.

A população escolar* aumentou rapidamente. De 201 alunos, 7 turmas e 9 professores, no ano lectivo de 1959/60, passou para 4312 alunos, 137 turmas e 180 professores, no ano lectivo de 1967/68, atingindo o número recorde em Portugal, na década de 70, de 6000 alunos, tendo este número vindo a diminuir, gradualmente, nos últimos anos.Photobucket
Demonstração de ginástica em 1968






A população escolar desta nova escola no Concelho de Sintra era oriunda de todo o Concelho, e todos dias os jovens estudantes (10/11 anos, para o 1º ano do Ciclo preparatório), levantavam-se de madrugada dos limitrofes do Concelho - Pero Pinheiro, Vila verde, e mesmo de zonas do Concelho de Mafra, para se deslocarem durante várias horas nos poucos transportes colectivos que nos anos sessenta existiam,(autocarros e o comboio) para o Cacém, perdendo várias horas na ida e volta às suas casas ao fim do dia.
Em 2008, este cenário parece inacreditável , mas era assim, Portugal há 50 anos.
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Memórias da Escola- Carteira em plástico com logotipo, e cartões de identificação de aluno e da Mocidade Portuguesa





O ensino técnico, criado nessa altura, como alternativa ao ensino liceal, tinha em vista formar profissionais em diversas áreas, preparando-os para enfrentar o mercado de emprego. O denominado ensino técnico tinha também uma carga socialmente discriminatória, porque inevitavelmente as classes menos favorecidas economicamente colocavam os seus filhos no ensino técnico, enquanto a classe média/alta escolhia a via liceal , com o objectivo do acesso ao ensino superior.
Já não mencionando o facto de no ensino técnico existir fardamento , para rapazes - fato de macaco de ganga, e para as raparigas batas com diversas cores conforme o curso que frequentavam, coisa que não acontecia no ensino liceal.


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Memórias da Escola-Capa de Caderno

O Decreto n.º 457 de 28 de Outubro de 1971 separou a Escola Industrial e Comercial de Sintra em duas escolas: a Escola Industrial Ferreira Dias e a Escola Comercial Gama Barros. Estas escolas funcionaram no mesmo edifício enquanto a Escola Gama Barros não possuiu instalações próprias.

O processo de separação das instalações das escolas foi demorado, só se tornando definitivo em 1 Outubro de 1985.



*Dados que constam no livro "DEZ ANOS DE ACTIVIDADE DA ESCOLA INDUSTRIAL E COMERCIAL DE SINTRA"
(Publicação comemorativa do 10.º aniversário da E.I.C.S.)

Notas:
Fonte consultada:Site da Escola Secundária Ferreira Dias (Cacém)
Fotos: Escola Velha e Escola Nova-(Site Escola Ferreira Dias)

quarta-feira, março 07, 2012

A historiadora Irene Pimentel na Escola Ferreira Dias

IrenePimentel 32012
Realizou-se hoje na Escola Ferreira Dias, no Cacém, uma Palestra subordinada ao tema: “A Politica para a Juventude no Estado Novo –A Mocidade Portuguesa” pela historiadora e autora do livro “Mocidade Portuguesa Feminina”, Irene Pimentel.

IrenePimentel22012
A descrição do ambiente da criação em Portugal da Mocidade Portuguesa, a influência da Alemanha nazi na sua criação, forma de organização, e os efeitos em Portugal de organizações de tipo fascista na juventude portuguesa durante o regime do Estado Novo - foram alguns dos tópicos explanados, para uma assistência atenta.

IrenePimentel2012
No final Irene Pimentel respondeu a uma série de questões colocadas pela jovem assistência.

No átrio da escola, continua uma exposição de memorabilia da antiga Escola Industrial e Comercial de Sintra, e de objectos, publicações e manuais escolares dos anos 60.

domingo, março 04, 2012

Palestra sobre a "Política Para a Juventude no Estado Novo"

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Integrado na programação do evento "À Volta do Painel", realiza-se no dia 6 de Março,na Escola Ferreira Dias no Cacém (antiga Escola Industrial e Comercial de Sintra), uma Palestra com a historiadora Irene Pimentel, subordinado ao tema. "Politica para a juventude no Estado Novo -Mocidade Portuguesa".

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"A linda festa da Mocidade Portuguesa em Sintra"
Em dia de ano novo sempre se realizou, no quartel da Legião Portuguesa local, a anunciada festa da Mocidade Portuguesa, para comemorar a entrada em 1939 e para cinquenta filiados pobres, das escolas locais, estrearem fardamentos oferecidos pelo sr.capitão Américo dos Santos, digno administrador do concelho.
(...)
Ao fundo, as bandeiras da Mocidade, da Legião , da União Nacional.Muitas flores e plantas ornamentais formavam um cenário alacre e bizarro.na sala mesas bem dispostas, com bolos sandwiches e vinhos da Adega Regional e Porto.Ladeavam-nas, de pé os novos «recrutas» da Mocidade alegres, risonhos, contentes.

A banda da União Sintrense toca uma marcha.E a Mocidade sai para a parada da Legião, onde banda toca o hino da mesma Mocidade, acompanhada em coro pelos 50 rapazes fardados.
Momento tocante, que chegou bem ao coração de todos aqueles que sentem o rejuvenescimento da Pátria e a amam e lhe querem como bons portugueses e como bons cidadãos. (...)"

"Jornal de Sintra" em 1939
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terça-feira, fevereiro 28, 2012

O Painel da Escola Industrial e Comercial de Sintra

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Iniciou-se ontem (27 de Fevereiro), na Escola Ferreira Dias, no Cacém, antiga Escola Industrial e Comercial de Sintra um evento, denominado "À Volta do Painel", que tem como objectivo um olhar atento sobre a pintura mural do átrio principal da escola, e também falar sobre as memórias da antiga escola - evento que irá decorrer até 9 de Março de 2012.

O Painel da Escola Industrial e Comercial de Sintra

Pintura mural, inventariada com o número ME/401754/146, pertencente à Escola Secundária com 3º ciclo de Ferreira Dias,
Trata-se de uma pintura mural executada por António Soares em 1964, sobre um painel fixo à parede. Encontra-se profundamente integrada na arquitetura da escola e no espírito da época.
Ao centro temos uma figura feminina, com vestes brancas e uma criança sem roupa aos ombros. Esta criança segura
uma placa onde se pode ler "Escola Técnica/ Sintra Cacém". Ao lado desta, encontra-se uma figura masculina, de mais idade, que tem nas mãos um livro.
Do lado esquerdo e direito estão, respetivamente, cinco jovens do sexo masculino e do sexo feminimo, que hasteiam, bandeiras com símbolos alusivos aos vários cursos técnicos lecionados na escola.
A Escola Secundária com 3° Ciclo de Ferreira Dias teve a sua origem na Escola Industrial e Comercial de Sintra, criada 1959. O edifício inicial, onde se encontra a referida pintura, não sofreu grandes modificações desde a sua criação.
O autor da obra, Mestre António Soares (1894 - 1978), viveu numa época em que se começam a afirmar em Portugal novas correntes estéticas, ligadas ao modernismo, a par do naturalismo. Não teve qualquer tipo de formação académica e iniciou-se na vida artística através da ilustração. Destacou-se igualmente nas áreas da arquitetura, decoração e cenografia. No âmbito da pintura mural, podemos destacar as pinturas no café lisboeta, A Brasileira.
Caracteriza-se por um estilo que lembra Columbano, com grande interesse pela figura e pela sensibilidade e emoção que consegue transmitir. Participou em várias exposições
internacionais, entre 1959 e 1967.

texto retirado daqui

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Memórias da E:I.C de Sintra
Com a colaboração prestimosa de Luís Cardoso, (antigo aluno da escola),publicamos hoje duas fotos dos anos 60, com duas turmas dos cursos industriais. Luís Cardoso era na altura já Mestre de Oficinas e também elemento do conjunto musical Sintrense "Diamantes Negros", que abrilhantou várias vezes os bailes de finalistas da escola.
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terça-feira, novembro 01, 2011

Escola Industrial e Comercial de Sintra II

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Pintura mural executada por António Soares em 1964, sobre um painel fixo à parede, no hall da Escola Ferreira Dias (ex.Escola Industrial e Comercial de Sintra). Encontra-se profundamente integrada na arquitectura da escola e no espírito da época.(fotomontagem RiodasMaçãs)

Sobre os 40 anos das Escolas Gama Barros e Ferreira Dias
O Decreto n.º 457 de 28 de Outubro de 1971 separou a Escola Industrial e Comercial de Sintra em duas escolas: a Escola Industrial Ferreira Dias e a Escola Comercial Gama Barros.
Sendo esta efeméride um marco importante no sistema escolar do Concelho de Sintra e porque o tronco principal da estrutura escolar da agora cidade de Agualva-Cacém, foi a antiga Escola Industrial e Comercial de Sintra – reeditamos um post publicado em 8 de Abril de 2008, com um pequeno historial da antiga Escola – e que de certo modo, pelos vários comentários ali deixados, tem sido um local de encontro de ex-alunos.

A Escola Industrial e Comercial de Sintra -Notas históricas

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Foto:a” Escola Velha”

Decorria o ano de 1959, quando o Concelho de Sintra teve a sua primeira escola Industrial e Comercial, ela visava o ensino Técnico como alternativa ao ensino liceal ministrado em Sintra no antigo liceu (Casino hoje Museu de arte Moderna), e também em Queluz. A Escola Industrial e Comercial de Sintra foi criada pelo Decreto-Lei n.º 42.368 de 4 de Julho de 1959 e veio a ser construída em Agualva-Cacém.

A Escola Técnica do Cacém, construída inicialmente num edifício inestético e pouco funcional, obrigou em 1963, devido ao aumento da população escolar, à construção de um novo e moderno estabelecimento no terreno adjacente - as instalações actuais da Escola Secundária Ferreira Dias. Photobucket

Foto: a “Escola Nova”





Na Escola Industrial e Comercial de Sintra foram criados os seguintes cursos: Ciclo Preparatório do Ensino Técnico; Curso Geral do Comércio; Curso de Formação Feminina; Curso de Formação de Serralheiro; Curso de Formação de Montador Electricista e três cursos em regime de aperfeiçoamento: Curso Geral de Comércio; Curso de Formação de Serralheiro e Curso de Formação de Montador Electricista, anos mais tarde a Secção Preparatória para o Instituto Comercial.

A população escolar* aumentou rapidamente. De 201 alunos, 7 turmas e 9 professores, no ano lectivo de 1959/60, passou para 4312 alunos, 137 turmas e 180 professores, no ano lectivo de 1967/68, atingindo o número recorde em Portugal, na década de 70, de 6000 alunos, tendo este número vindo a diminuir, gradualmente, nos últimos anos.Photobucket
Demonstração de ginástica em 1968






A população escolar desta nova escola no Concelho de Sintra era oriunda de todo o Concelho, e todos dias os jovens estudantes (10/11 anos, para o 1º ano do Ciclo preparatório), levantavam-se de madrugada dos limitrofes do Concelho - Pero Pinheiro, Vila verde, e mesmo de zonas do Concelho de Mafra, para se deslocarem durante várias horas nos poucos transportes colectivos que nos anos sessenta existiam,(autocarros e o comboio) para o Cacém, perdendo várias horas na ida e volta às suas casas ao fim do dia.
Em 2008, este cenário parece inacreditável , mas era assim, Portugal há 50 anos.
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Memórias da Escola- Carteira em plástico com logotipo, e cartões de identificação de aluno e da Mocidade Portuguesa





O ensino técnico, criado nessa altura, como alternativa ao ensino liceal, tinha em vista formar profissionais em diversas áreas, preparando-os para enfrentar o mercado de emprego. O denominado ensino técnico tinha também uma carga socialmente discriminatória, porque inevitavelmente as classes menos favorecidas economicamente colocavam os seus filhos no ensino técnico, enquanto a classe média/alta escolhia a via liceal , com o objectivo do acesso ao ensino superior.
Já não mencionando o facto de no ensino técnico existir fardamento , para rapazes - fato de macaco de ganga, e para as raparigas batas com diversas cores conforme o curso que frequentavam, coisa que não acontecia no ensino liceal.


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Memórias da Escola-Capa de Caderno

O Decreto n.º 457 de 28 de Outubro de 1971 separou a Escola Industrial e Comercial de Sintra em duas escolas: a Escola Industrial Ferreira Dias e a Escola Comercial Gama Barros. Estas escolas funcionaram no mesmo edifício enquanto a Escola Gama Barros não possuiu instalações próprias.

O processo de separação das instalações das escolas foi demorado, só se tornando definitivo em 1 Outubro de 1985.



*Dados que constam no livro "DEZ ANOS DE ACTIVIDADE DA ESCOLA INDUSTRIAL E COMERCIAL DE SINTRA"
(Publicação comemorativa do 10.º aniversário da E.I.C.S.)

Notas:
Fonte consultada:Site da Escola Secundária Ferreira Dias (Cacém)
Fotos: Escola Velha e Escola Nova-(Site Escola Ferreira Dias)