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domingo, agosto 30, 2015

Gaivotas

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Gaivota a combater a sede
 
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Reflexos
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"Sempre me fascinaram as gaivotas. Não tanto pelo seu andar que por vezes apresenta ar meio desengonçado. Antes pelas suas cores, pela sua forma. Sobretudo pelo seu sábio planar assombroso com que, de forma hábil, aproveitam a brisa e os ventos para - quase sem esforço quase sem mexerem asas - subirem em altura até serem quase pontos no infinito, e com elas nos elevarem os olhos no azul denso."
*Do prefácio de"Gaivotas" de José Ribeiro Ferreira
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segunda-feira, outubro 14, 2013

Postal da Praia das Maçãs com Gaivota

A Praia das Maçãs é uma estância balnear na foz da ribeira do mesmo nome, composta por praia e povoação anexa, situada na costa da freguesia de Colares, no concelho de Sintra, em Portugal.
A povoação é servida pelo Eléctrico de Sintra desde 1980 e já o fora em 1904-1958, sendo o término da linha com excepção do período de 1930-1955, quando o serviço esteve alargado à vizinha praia das Azenhas do Mar.
O pintor José Malhoa retratou a vida balnear local no seu quadro Praia das Maçãs, pintado a óleo sobre madeira em 1918.
*Na Wikipédia

sábado, novembro 24, 2012

Porque hoje é Sábado...

GaivotaPMacasa2012Blogue  
ELEGIA PARA UMA GAIVOTA

Morreu no mar a gaivota mais esbelta,
a que morava mais alto e trespassava
de claridade as nuvens mais escuras com os olhos.

Flutuam quietas, sobre as águas, suas asas.
Água salgada, benta de tantas mortes angustiosas, aspergiu-a.
E três pás de ar pesado para sempre as viagens lhe vedaram.

Eis que deixou de ser sonho apenas sonhado.
É finalmente sonho puro,
sonho que sonha finalmente, asa que dorme voos.

Cantos de pescadores, embalai-a!
Versos dos poetas, embalai-a!
Brisas, peixes, marés, rumor das velas, embalai-a!

Há na manhã um gosto vago e doce de elegia,
tão misteriosamente, tão insistentemente,
sua presença morta em tudo anuncia.

Ela vai, sereninha e muito branca.
E a sua morte simples e suavíssima
é a ordem-do-dia na praia e no mar alto.

Sebastião da Gama
(Vila  Nogueira de Azeitão, 1924-1952)



sexta-feira, junho 10, 2011

Gaivotas da Praia da Adraga

GaivotasAdraga09062011
Sempre me fascinaram as gaivotas. Não tanto pelo seu andar que por vezes apresenta ar meio desengonçado. Antes pelas suas cores, pela sua forma. Sobretudo pelo seu sábio planar assombroso com que, de forma hábil, aproveitam a brisa e os ventos para - quase sem esforço quase sem mexerem asas - subirem em altura até serem quase pontos no infinito, e com elas nos elevarem os olhos no azul denso.
Ver-vos voar no voo planado e lento de quem segura o vento e o leva em suas asas. O equilibrio instável da vida na hora da decisão e do futuro. O corpo quedo e parado, goza o sabor do vento. Apenas de vez em vez leve torção do pescoço ou o flectir ligeiro das asas largas. Tudo fácil, exacto, metódico; tudo executado no instante certo e preciso.
E a olhar-vos me fiquei e fui nas asas que não tenho, mas me oferecestes na imaginação que toma, e leva. E o corpo, em ascese, levita nas asas que me dais e me transportam ao azul de outro Sul.

*Do prefácio de"Gaivotas" de José Ribeiro Ferreira

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Fotos de Gaivotas na Praia da Adraga em 09-06-2011

sexta-feira, maio 06, 2011

Dia do mar no ar

GaivotaPraiaPequena

Dia do mar no ar, construído
Com sombras de cavalos e de plumas

Dia do mar no meu quarto – cubo
Onde os meus gestos sonâmbulos deslizam
Entre o animal e a flor como medusas.

Dia do mar no ar, dia alto
Onde os meus gestos são gaivotas que se perdem
Rolando sobre as ondas, sobre as nuvens.

Sophia de Mello Breyner Andresen

In Coral - 1950

sexta-feira, novembro 19, 2010

O Bailado das Aves

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Neste céu cinzento,
Que me envolve
Vejo as aves que planam.

Elas rodopiam,
Sobem,
Descem,
Como num louco carrossel

Em bandos
De ondas,
Num vai e vem, constante
Elas correm...
Como um corcel.

E eu, parado
Olho, observo...
Com o meu olhar de vazio.

E elas, enamoradas
Em duetos, desejados
Escrevem no ar
Passos de dança
Orquestrados...
Em valsas,
Em tangos,
Ou outras danças de voltear

Elas passeiam-se no ar
Perdidas, em abraços
De tanto namorar.

E eu perdido, neste jardim
Já nem me encontro,
Em mim,
De tanto ficar tonto
Destes voares loucos
Que se desprendem de mim.
Em pequenos sonos
De loucos sonhos
Onde passo, tantas vezes
Por ti...

Augusto Gil




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