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sexta-feira, janeiro 31, 2020

Quinta do Cosmo - reedição



"Na estrada de Sintra a Colares, mais de meio caminho andado, avistam-se à mão esquerda umas ruínas, imediatamente inferiores à estrada macadamisada. Mas ruínas de tomo, de antigas e nobres edificações, a cuja frente ainda se pode admirar um portão quinhentista encimado por um mutilado brazão "
António Baião no Almanaque Bertrand de 1938

“são este troço de parede e de duas construções cilíndricas ainda com cobertura do lado esquerdo de quem entra, o que mais bem conservado se apresenta, ou melhor, o que praticamente resta do velho solar quinhentista.
Estas duas construções cilíndricas, adossadas uma à outra, sendo a de maior diâmetro a mais recuada e como uma janela a sueste, diz a tradição que serviam de prisão."
José Alfredo da Costa Azevedo em "Recanto e Espaços"

in Almanaque Bertrand de 1938


A quinta do Cosmo e não Cosme , por ter pertencido a Cosmo de Lafetá - como faz notar José Alfredo da Costa Azevedo em "Recantos e Espaços". Já o Almanaque Bertrand de 1938 em texto assinado por António Baião Ex-Director da Torre do Tombo, esclarecia essa dúvida:


"Cosmo de Lafetá era filho de João Francisco Lafetá, abastado mercador milanês. A cujos feitores e criados , em 28 de Outubro de 1520, D.Manuel I concedia os mesmos previlégios de que gozavam os alemães (...)
A 3 de Novembro de 1600, faleceu Catarina Gonçalves, da quinta que foi de Cosmo Lafetá."

Tinha como Brazão : em campo azul, um castelo de ouro e por timbre o mesmo castelo




O escudo que encima o portão principal e único que existe do arruinado solar, tem como timbre um elmo.

quarta-feira, junho 20, 2018

O eléctrico de Sintra

O eléctrico nº1 azul, na passagem hoje por Colares
O eléctrico de Sintra foi inaugurado há 114 anos, a 31 de Março de 1904, com o material circulante encomendado à J.G.Brill Company (Estados Unidos).O percurso, com uma extensão de 8.900 metros, foi prolongado a 10 de Julho desse ano até à Praia das Maçãs, totalizando uma extensão de 12.685 metros. Mais tarde, a 31 de Janeiro de 1930, o eléctrico chegou às Azenhas do Mar.

A cor azul, surgiu com a Companhia Sintra Atlântico (1914-1975), posteriormente consequência das privatizações que aconteceram após o 25 de Abril de 1974, tendo sido integrada na Rodoviária Nacional (1976-1995).


O eléctrico nº6  vermelho, ontem à tarde de regresso a Sintra, na  passagem por  Galamares
Em 1995, já em plena democracia, com a onda de privatizações na altura, é adquirida pelo grupo Barraqueiro, que vendeu 20% do capital ao grupo britânico Stagecoach Holding, que acabou por pintar os eléctricos de vermelho.

Nos nossos dias o eléctrico renasceu a partir de 1996, em várias fases , recuperando-se inicialmente o troço Estefânia, Ribeira de Sintra e inaugurando-se posteriormente o troço entre a Ribeira de Sintra e o Banzão a 30 de Outubro desse ano. A passagem da exploração para a Câmara Municipal de Sintra, permitiu retomar a circulação em 2001, e mais tarde fazer chegar de novo o eléctrico à Praia das Maçãs.

sábado, abril 07, 2018

Autarcas exigem início de obras nas Estrada Nacional 247 em Galamares


Desde Novembro de 2017, que  existe condicionamento de  trânsito  na EN247,na zona de Galamares, devido a queda de um muro, fazendo-se a circulação por uma única via. A circulação é orientada por semáforos, que provoca filas de kilómetros aos fins de semana e afecta diáriamente centenas de automobilistas que  utilizam aquele percurso.

Imagens da TVI24
Motivo de ter acontecido uma manifestação de autarcas hoje, no local - exigindo o início de obras às Infaestruturas de Portugal, que assumiu a responsabilidade da obra, impedindo a CMS de as fazer, segundo afirmou Basílio Horta, no local.


Face à contestação dos autarcas hoje na Estrada Nacional 247, segundo o Diário e Notícias, a IP, foi obrigada a justificar a sua posição sobre o início da obra:

"A Infraestruturas de Portugal (IP) perspetivou hoje iniciar as obras de reparação do piso da Estrada Nacional 247 (EN247), em Sintra, durante o mês de maio, resolvendo os condicionamentos de trânsito que têm afectado aquela via desde novembro."
https://www.dn.pt/lusa/interior/ip-perspetiva-inicio-das-obras-na-en247-em-sintra-para-maio-9240142.html

sexta-feira, março 16, 2018

Postal de Galamares


Em Novembro de 2017 verificou-se o abatimento de piso e queda do muro de suporte na (EN) 247, em Galamares. Mais recentemente surgiu um placard, indicando que as Infraestruturas de Portugal, teriam assumido a obra...mas ontem às 23h00, a situação era  a que a foto apresenta - sem qualquer vestígio de começo de obra.

sexta-feira, dezembro 22, 2017

O Salão de Galamares comprado pela autarquia



A Câmara Municipal de Sintra comprou o Salão de Galamares, que se encontrava na posse  de uma instituição bancária. O Salão de Galamares, único pelas suas características e um espaço cultural, que orgulha Galamares.


Recorrendo a um texto de Fernando Morais Gomes

"Existe em Galamares, entre Sintra e Colares, um cineteatro, inaugurado em 1916 por iniciativa do Visconde de Monserrate, onde durante décadas se realizaram récitas, festas e sessões de cinema. Até Viana da Motta aí tocou em 1923, numa iniciativa destinada a obter receitas para a electrificação da estrada de Sintra a Colares.
Com pinturas e murais de António Graça, Júlio Fonseca e Garibaldi Martins, artesãos ao serviço do visconde, foram recorrentes as récitas onde pontificavam Guilherme Oram ou Eduardo Frutuoso Gaio, o conjunto de saxofones da Sociedade União Sintrense ou o Cynthia Jazz e Os Mexicanos. Depois de um período de apagamento nos anos 70 e 80, sob impulso de galamarenses como Edgar Azevedo ou António Jorge Manata ressurgiu em 1979, tendo nos anos 90 tido o renascido Grupo Desportivo e Cultural de Galamares destaque no ciclismo e no atletismo, onde se destacou por exemplo, na conquista da I Maratona Popular de Badajoz, em 1996.
Mercê do esforço da população, desde então se tem vindo a reabilitar na traça original o dito salão, com o brilho e arte de então, confluindo também nessa tarefa a colaboração da Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra. A 24 de Junho de 2012, finalmente irá reabrir esse espaço mágico, devolvido à população e em prol da cultura e associativismo locais."

domingo, dezembro 17, 2017

Jantar de Natal da Alagamares

Luísa e Diogo Águas na intervenção musical durante o já tradicional jantar  de Natal, da Alagamares -Associação Cultural,  ontem num restaurante de Galamares.

Presentes muitos associados e amigos
https://sintranoticias.pt/2017/02/26/alagamares-associacao-cultural-comemora-12-anos/

quarta-feira, março 08, 2017

Os 12 anos da Alagamares


Fernando Morais Gomes, Presidente da Alagamares

"Estão a passar esta semana 12 anos da fundação da Alagamares. Foi uns dias depois duma assembleia geral de uma associação local onde eu e mais alguns amigos estivemos que achámos, face ao pobre panorama da vida associativa local ser chegado o momento de algo de novo, que agregasse jovens e menos jovens em causas para lá das festas de aldeia, dos jogos de futebol entre solteiros e casados ou do bailarico de verão. Mas também sem ser um clube snob ou enfatuado, de dandys e tios pseudo intelectuais.
Sintra estava por esses dias no fio da navalha com a possibilidade de desclassificação do Património Mundial, os monumentos envelhecidos e ao abandono, e a dita sociedade civil amorfa ou pouco participativa, para lá de alguns bons mas poucos exemplos de associativismo cultural.
Foi assim que depois de um boca a boca se juntaram a 9 de Março de 2005 nas Caves de S. Martinho, café já desaparecido de Galamares, 46 amigos que por aclamação fundaram a Alagamares. Do nome medieval de Galamares, um alagamar é um terreno pantanoso, como o era a várzea circundante, alagada desde tempos imemoráveis pelo mar que sulcava o rio das Maçãs trazendo seixos e búzios, até ao seu assoreamento. E, tal como o mar invadiu o rio, também a ação propulsora dos dinamizadores da nova associação quiseram invadir as consciências, agitar, desassossegar.E assim ficou Alagamares.
Passaram 12 anos, 150 eventos, caminhadas, dois encontros de História de Sintra, eventos com pessoas como Miguel Real, Rui Zink, Gonçalo Ribeiro Teles, Maria Teresa Horta, Gabriela Canavilhas, Galopim de Carvalho, José Rodrigues dos Santos, Sidónio Pardal, Richard Zimler, João de Melo, Filomena Marona Beja, Cardim Ribeiro ou Pinharanda Gomes e muitos outros, representantes do pensamento e da sociedade civil local. E causas como o Chalé da Condessa, a luta contra as podas agressivas, a divulgação da nossa História e património local, as oficinas de teatro do Rui Mário, as homenagens a Zeca Afonso, Maria Almira Medina ou Luís Filipe Sarmento.
Vai ser uma semana cheia de emoções e de empenho na continuação do trabalho esforçado, abertos à juventude e à inovação, sem esquecer quem trabalha e quem do nosso reconhecimento é credor. Sempre na estrada, e nunca na berma. Uma dúzia já foi, venham mais doze!
"

Fernando Morais Gomes





domingo, dezembro 20, 2015

Momentos da Festa de Natal da Alagamares

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Foto: Fernando Gomes Morais, Presidente da Alagamares

No Sábado, a Associação cultural  Alagamares, realizou o tradicional jantar de Natal na magnífica sala do Salão de Galamares - espaço construído por iniciativa do Visconde de Monserrate e inaugurado em 1916. Momentos musicais e homenagem aos 40 anos de carreira do escritor Luís Filipe Sarmento, preencheram  excelentemente a noite de Galamares.


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Javier Álcantara
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Débora Rodrigues
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Maria Anadon e o violoncelista, guitarrista e compositor Davide Zaccaria

Homenagem aos 40 anos de vida literária do escritor Luís Filipe Sarmento
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João Rodil fez as honras da casa, apresentando o escritor homenageado,
Luís Filipe Sarmento.
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Luís Filipe Sarmento nasceu a 12 de Outubro de 1956. Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Escritor, Tradutor e Realizador de Televisão. Jornalista, editor, realizador de cinema e vídeo. Professor de Escrita Criativa.

quarta-feira, março 11, 2015

Salão de Galamares

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"Existe em Galamares, entre Sintra e Colares, um cineteatro, inaugurado em 1916 por iniciativa do Visconde de Monserrate, onde durante décadas se realizaram récitas, festas e sessões de cinema. Até Viana da Motta aí tocou em 1923, numa iniciativa destinada a obter receitas para a electrificação da estrada de Sintra a Colares.
Com pinturas e murais de António Graça, Júlio Fonseca e Garibaldi Martins, artesãos ao serviço do visconde, foram recorrentes as récitas onde pontificav...am Guilherme Oram ou Eduardo Frutuoso Gaio, o conjunto de saxofones da Sociedade União Sintrense ou o Cynthia Jazz e Os Mexicanos. Depois de um período de apagamento nos anos 70 e 80, sob impulso de galamarenses como Edgar Azevedo ou António Jorge Manata ressurgiu em 1979, tendo nos anos 90 tido o renascido Grupo Desportivo e Cultural de Galamares destaque no ciclismo e no atletismo, onde se destacou por exemplo, na conquista da I Maratona Popular de Badajoz, em 1996.
Mercê do esforço da população, desde então se tem vindo a reabilitar na traça original o dito salão, com o brilho e arte de então, confluindo também nessa tarefa a colaboração da Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra. A 24 de Junho de 2012, finalmente irá reabrir esse espaço mágico, devolvido à população e em prol da cultura e associativismo locais."
 

Texto de Fernando Morais Gomes/autor do Blog Reino de Klingsor
http://reinodeklingsor.blogspot.pt/2012/06/ainda-sobre-o-salao-de-galamares.html

Post relacionado (A reabertura do Salão de Galamares):
http://riodasmacas.blogspot.pt/2012/06/reabertura-do-salao-de-galamares.html

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http://riodasmacas.blogspot.pt/2015/03/alagamares-10aniversario.html

domingo, março 08, 2015

Alagamares 10ºAniversário


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 Grupo Coral de Queluz

A 9 de Março de 2005, um pequeno grupo de sintrenses criou a Alagamares - Associação Cultural. Durante estes 10 anos a Alagamares cresceu e tem sido uma alavanca cultural em Sintra, mantendo uma actividade cultural impar - realizando visitas históricas, colóquios, workshops, Encontros de História de Sintra, e uma constante  intervenção cívica na defesa  da preservação do património ambiental e edificado.
Foram estes 10 anos que foram celebrados ontem no extraordinário Salão de Galamares.
 
Homenagens
Neste aniversário a Alagamares homenageou, Miguel Real, escritor sintrense, o grupo de Teatro TapaFuros e a Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra, que se destacaram nestes 10 anos tanto nas áreas  da Literatura,Cidadania e Artes Performativas.

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Miguel Real,escritor
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TapaFuros Companhia de Teatro
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Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra

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A Direcção da Alagamares
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A homenagem  da Alagamares a Fernando Morais Gomes , Presidente da Alagamares e seu fundador.
 
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Paulo Escoto (sempre em cima do acontecimento) e Fernando Morais Gomes, dois fundadores activos da Alagamares

quinta-feira, fevereiro 26, 2015

Alagamares 10º Aniversário

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Texto  da  Alagamares (Excerto):
"Em 9 de Março de 2005, um punhado de sintrenses fundava a Alagamares, e nunca mais até hoje parou, ocupando um espaço em aberto no nosso panorama local.Ver a cronologia em Eventos Passados, no site www.alagamares.com
Nestes 10 anos, além da Alagamares, Sintra viu surgir grupos importantes como o Danças com História, o Sintra Estúdio de Ópera, a Três Pontos, a Voando em Cynthia, a Dínamo e o Ardecoro, a Caminho Sentido e a revista digital Selene, blogues de intervenção cívica como o Rio das Maçãs, Sintra do Avesso, Retalhos de Sintra, Sintra Deambulada, O Reino de Klingsor, Tudo sobre Sintra ou Serra de Sintra, os Encontros de Alternativas, o trabalho intenso de grupos como o Chão de Oliva, o teatromosca, o Teatrosfera, o Utopia Teatro, o byfurcação ou a Musgo. Restaurou-se o Chalé da Condessa e a Parques de Sintra veio mudar o paradigma da gestão do Património, abriu o Centro de Ciência Viva, afirmaram-se escritores locais como Miguel Real, Sérgio Luís Carvalho, Raquel Ochoa, Luís Filipe Sarmento, Filomena Marona Beja, Liberto Cruz, Jorge Telles Menezes ou Luís Corredoura, fizeram-se tertúlias e encontros, como os Meninos d’Avó, o Traço Comum, os III e IV Encontro de História de Sintra, nasceu a Saloia TV. E abriu o Museu de História Natural, rotinaram-se festivais como o Córtex e o Periferias, a CMS lançou o Tritão, uma revista digital, e abriu o MU.SA, ainda à procura dum caminho. É todo um panorama que difere dum passado mais rarefeito e esporádico.
Há muito a fazer, ainda, e nem tudo foram sucessos, a par da redução de verbas e das dificuldades de sobrevivência de muitos agentes culturais e grupos, com a denominada “crise”. Desapareceu o Centro de Arte Moderna e o Museu do Brinquedo, falta dar destino à Quinta da Ribafria, resolver de forma definitiva os problemas do estacionamento, o Hotel Netto, a violência dos abates e podas agressivas, o preço das entradas nos monumentos, dar atenção à formação de públicos, criar um cluster de indústrias da Cultura.
Muitos partiram nesta década:Maria João Fontaínhas, Xaimix, Pinto Vasques, Simplício dos Santos, António Raio, Maria Gabriela Llansol, António Caruna, Eduardo Lacerda Tavares, M. S. Lourenço, Ana Daniel, Carlos Viseu, João Benard da Costa, Ernesto Neves, Cláudio Brito, Bartolomeu Cid dos Santos, José Manuel Conceição, Helena Langrouva. A sua memória e testemunho nos guiarão na luta por uma Sintra de Cidadãos, activos e preocupados.desempenhado ao longo destes anos. (...)"




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Foto do 7º Aniversário da Alagamares em 2012
Mais informações aqui:
http://www.alagamares.com/7-de-marco-festa-do-10o-aniversario-da-alagamares/

sexta-feira, novembro 21, 2014

Salão de Galamares

Salaogalamares24082012blogue  No  Sábado o Salão de Galamares vai ser reanimado.  Esta sala de espectáculos  foi inaugurada em 1916 por iniciativa do Visconde de Monserrate, onde  durante  décadas se realizaram récitas, festas e sessões de cinema.

O renascimento do Grupo Desportivo e Cultural de Galamares nos  anos 90 e  o esforço da população, permitiu   com a colaboração da Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra, reabilitar a  peculiar traça original do histórico Salão de Galamares.


http://riodasmacas.blogspot.pt/2012/06/reabertura-do-salao-de-galamares.html


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"Amanhã voltaremos a dar vida ao Salão de Galamares.O cineteatro, mais conhecido por Salão, foi inaugurado em 1916 por iniciativa do Visconde de Monserrate, e durante décadas ali se realizaram festas e sessões de cinema. Até Viana da Motta aí tocou em 1923, numa iniciativa destinada a obter receitas para a electrificação da estrada de Sintra a Colares. "Com pinturas e murais de António Graça, Júlio Fonseca e Garibaldi Martins, artesãos ao serviço do visconde, foram recorrentes ...as récitas onde pontificavam Guilherme Oram ou Eduardo Frutuoso Gaio, o conjunto de saxofones da Sociedade União Sintrense ou o Cynthia Jazz e Os Mexicanos. Depois de um período de apagamento nos anos 70 e 80, sob impulso de galamarenses como Edgar Azevedo ou António Jorge Manata ressurgiu em 1979, tendo nos anos noventa tido o renascido Grupo Desportivo e Cultural de Galamares destaque no ciclismo e no atletismo, onde se destaca por exemplo, a conquista da I Maratona Popular de Badajoz, em 1996. Mercê do esforço da população se reabilitou na traça original o dito salão, confluindo também nessa tarefa a colaboração da Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra. A 24 de Junho de 2012 reabriu em prol da cultura e associativismo locais, e nele se pretendem vir a dinamizar eventos culturais, festejos lúdicos, formação e divulgação, ao serviço de Galamares, de Sintra e do país. Compareçam, para um espectáculo de mais de 2 horas. Entrada Livre e Serviço de Bar"
Texto via Fernando Morais Gomes

quinta-feira, novembro 13, 2014

Notas sobre o Eléctrico da Praia das Maçãs

Passagem por Galamares, Outubro 2014

O eléctrico de Sintra foi inaugurado há 116 anos, a 31 de Março de 1904, com o material circulante encomendado à J.G.Brill Company (Estados Unidos).O percurso, com uma extensão de 8.900 metros, foi prolongado a 10 de Julho desse ano até à Praia das Maçãs, totalizando uma extensão de 12.685 metros. Mais tarde, a 31 de Janeiro de 1930, o eléctrico chegou às Azenhas do Mar.

Na sua já longa vida, o eléctrico, parte integrante da bela paisagem de Sintra, tão acarinhado pelas populações que o vêem passar às suas portas há mais de cem anos, teve ao longo da sua exploração algumas paragens , felizmente sempre retomadas.

O eléctrico da Praia das Maçãs acompanhou diversos ciclos da nossa história. A 1ª tentativa de construção da linha de caminho de ferro entre Sintra e Colares foi em 1886, reinava então D. Luis.

A 2 de Julho de 1900, é constituída a Companhia de Caminho de Ferro de Cintra à Praia das Maçãs SARL, ainda em monarquia, no reinado de D.Carlos.

Anos mais tarde a empresa sofre uma alteração e passa a denominar-se “Cintra ao Oceano”, em 1904 , já no fim do regime monárquico, e mantém-se até 1914, já em pleno regime Republicano, com os eléctricos pintados de amarelo.

A cor azul, surgiu com a Companhia Sintra Atlântico (1914-1975), posteriormente consequência das privatizações que aconteceram após o 25 de Abril de 1974, tendo sido integrada na Rodoviária Nacional (1976-1995).
 
Horário de Inverno do Eléctrico (via blog Tudo Sobre Sintra)-Aqui

sábado, dezembro 14, 2013

Olhar de Oliva Guerra sobre Galamares e rio das Maçãs

 
Gravura da Várzea de Colares e  rio das Maçãs

"Galamares- cuja etimologia  alguns pretendem filiar em Alga Mares porque em tempos remotos ali chegariam as águas do mar - passa como um friso arcádico na expansão luxuriante da sua graça idílica, desdobrando diante de nós o manto esplendoroso do seu vale.
É um consolo para os olhos a frescura rústica das quintas em redor. Por toda a parte escorre a carícia líquida da água que suaviza o ambiente e enche de música a atmosfera.
O riozinho bucólico que até aqui se chamou Galamares e daqui até ao mar toma o nome de Rio das Maçãs, deslisa vagaroso por entre o verde honesto das hortas, sombreado pelo perfil alto dos salgueiros, compondo aqui e além pequenos trechos de gravura inglesa."

Texto e gravura da Várzea de Colares encontrada em "Roteiro  Lírico de Sintra" de Oliva Guerra /1940

sábado, setembro 22, 2012

Notas sobre o Eléctrico da Praia das Maçãs

ElectricoGalamares2012Blogue A passagem hoje à tarde do eléctrico por Galamares

 Na altura em que o Horário de Verão, do Eléctrico da Praia das Maçãs está a terminar,  publicamos hoje, algumas notas históricas sobre este centenário transporte que é parte da paisagem Sintrense.

O Eléctrico da Praia das Maçãs - Uma Imagem de Marca de Sintra

O eléctrico de Sintra foi inaugurado há 118 anos, a 31 de Março de 1904, com o material circulante encomendado à J.G.Brill Company (Estados Unidos).O percurso, com uma extensão de 8.900 metros, foi prolongado a 10 de Julho desse ano até à Praia das Maçãs, totalizando uma extensão de 12.685 metros. Mais tarde, a 31 de Janeiro de 1930, o eléctrico chegou às Azenhas do Mar.
Na sua já longa vida, o eléctrico, parte integrante da bela paisagem de Sintra, tão acarinhado pelas populações que o vêem passar às suas portas há mais de cem anos, teve ao longo da sua exploração algumas paragens , felizmente sempre retomadas.
O eléctrico da Praia das Maçãs acompanhou diversos ciclos da nossa história. A 1ª tentativa de construção da linha de caminho de ferro entre Sintra e Colares foi em 1886, reinava então D. Luis.
A 2 de Julho de 1900, é constituída a Companhia de Caminho de Ferro de Cintra à Praia das Maçãs SARL, ainda em monarquia, no reinado de D.Carlos.
Anos mais tarde a empresa sofre uma alteração e passa a denominar-se “Cintra ao Oceano”, em 1904 , já no fim do regime monárquico, e mantém-se até 1914, já em pleno regime Republicano, com os eléctricos pintados de amarelo.
A cor azul, surgiu com a Companhia Sintra Atlântico (1914-1975), posteriormente consequência das privatizações que aconteceram após o 25 de Abril de 1974, tendo sido integrada na Rodoviária Nacional (1976-1995).
Em 1995, já em plena democracia, com a onda de privatizações na altura, é adquirida pelo grupo Barraqueiro, que vendeu 20% do capital ao grupo britânico Stagecoach Holding, que acabou por pintar os eléctricos de vermelho.
Nos nossos dias o eléctrico renasceu a partir de 1996, em várias fases , recuperando-se inicialmente o troço Estefânia, Ribeira de Sintra e inaugurando-se posteriormente o troço entre a Ribeira de Sintra e o Banzão a 30 de Outubro desse ano. A passagem da exploração para a Câmara Municipal de Sintra, permitiu retomar a circulação em 2001, e mais tarde fazer chegar de novo o eléctrico à Praia das Maçãs.

Fontes consultadas:
“O eléctrico de Sintra um percurso centenário” –Júlio Cardoso,Valdemar Alves ed.CMS
Sintra Regional (2004)
Obras de José Alfredo da Costa Azevedo

terça-feira, julho 31, 2012

De Cintra ao Oceano

Photobucket
Foto-Rio das Maçãs na passagem por Galamares

"Corre este rio,(Rio das Maçãs) que nasce no termo de Cintra, no logar de Lourel, de nascente a poente, e recebendo as aguas que se despenham do alto da serra, e de dois riachos que lhe entram, um junto á quinta da Breja, e outro junto  ao tanque da varzea da mesma villa, depois de haver feito mover várias azenhas, e fertilizado os pomares que ficam nas suas margens, com as suas aguas (as quaes usavam por distribuição do almoxarife, sem pensão, os povos  d’esta villa), tomando o nome de Gallamares desde o sítio de Ponte Redonda á  Varzea, e desta até ao Oceano o de Rio das Maçãs, vae ali morrer na praia denominada de Maçãs (...)"
 "Cintra Pinturesca" de Antonio A.R. da Cunha, 1905
*Ortografia e acentuação conforme o original

sábado, julho 07, 2012

Porque hoje é Sábado...

Galamares2012blogue

Foto-Galamares, quinta-feira 5 de Julho

 ARTE POÉTICA

A poesia não está nas olheiras imorais de Ofélia
nem no jardim dos lilases.
A poesia está na vida,
nas artérias imensas cheias de gente em todos os sentidos,
nos ascensores constantes,
na bicha de automóveis rápidos de todos os feitios e de todas as cores,
nas máquinas da fábrica e nos operários da fábrica
e no fumo da fábrica.
A poesia está no grito do rapaz apregoando jornais,
no vaivém de milhões de pessoas conversando ou prague­jando ou rindo.
Está no riso da loira da tabacaria,
vendendo um maço de tabaco e uma caixa de fósforos.
Está nos pulmões de aço cortando o espaço e o mar.
A poesia está na doca,
nos braços negros dos carregadores de carvão,
no beijo que se trocou no minuto entre o trabalho e o jantar
— e só durou esse minuto.
A poesia está em tudo quanto vive, em todo o movimento,
nas rodas do comboio a caminho, a caminho, a caminho
de terras sempre mais longe,
nas mãos sem luvas que se estendem para seios sem véus,
na angústia da vida.

A poesia está na luta dos homens,
está nos olhos abertos para amanhã.

Mario Dionísio, in “Poemas”, Coimbra, 1941, Col. Novo Cancioneiro nº 2

O escritor e ensaísta Mário Dionísio era presença frequente em Galamares, «.No espólio de Mário Dionísio há fotografias e textos datados que falam do paraíso que era para ele Galamares: entre 1953 e 1957,quando  andava às voltas com a «A Paleta e Mundo», obra em fascículos, cujo primeiro volume acabou de ser publicado em 1956, e o segundo volume em 1962.Mário Dionísio tinha alugado uma casa «ao ano», como se dizia, a casinha então isolada do Sr. José da Quinta, que vivia nas traseiras, ao fundo de uma estrada escalavrada que ia da linha do eléctrico lá para cima, na curva onde se vendiam as belas «nozes douradas de Galamares»…

*De um texto de Fernando  Morais Gomes  aqui

terça-feira, junho 26, 2012

A reabertura do Salão de Galamares

Salaogalamares24082012blogue  No  domingo o Grupo Desportivo e Cultural de Galamares  reabriu o seu cineteatro.  Esta sala de espectáculos  foi inaugurada em 1916 por iniciativa do Visconde de Monserrate, onde  durante  décadas se realizaram récitas, festas e sessões de cinema.

O renascimento do Grupo Desportivo e Cultural de Galamaraes nos  anos 90 e  o esforço da população, permitiu agora  com a colaboração da Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra, reabilitar a  peculiar traça original do histórico Salão de Galamares.

*Vídeo do Sintra Canal sobre o Salão de Galamares -aqui 

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domingo, março 11, 2012

A Festa do 7º Aniversário da Alagamares

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O 7º aniversário da Alagamares foi comemorado no Sábado, com um espectáculo, no ginásio do Sintrense.

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Fernando Morais Gomes, Presidente da Alagamares

Neste aniversário, a Alagamares decidiu homenagear três nomes da Cultura e Cidadania:
Filomena Oliveira
Fernando Sousa
Jorge Telles Menezes

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As intervenções em Artes performativas estiveram a cargo de:
Vanessa Muscolino
Susana C. Gaspar
Orbesirindo (Rui Mario,Pedro Hilário Rui Zilhão)

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Na parte final do espectáculo, foi prestado uma merecida homenagem a Zeca Afonso, no ano que perfaz 25 anos do seu desaparecimento, através de vários temas interpretados por Vitor Sarmento e Jorge Jordan.

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