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terça-feira, outubro 01, 2019

Ermida de Santa Anna da Penha - reedição

A Ermida de "Santa Anna da Penha",  encontra-se num local denominado Boca da Mata, entre Gigarós e o Penedo, no coração da Serra de Sintra - a explicação para a sua construção  em meados de 1400, é nos dada pelo Visconde de Jerumenha em 1838, na sua "Sintra Pinturesca".


"Como o sítio fosse pouco fructifero, e desabrigado, tendo hum certo Sebastião e sua mulher Inez Esteves feito doação ao dito C.Pereira, para elle seus herdeiros e sucessores, de huma sesmaria que possuíam, no logar da boca da mata, partindo para o oriente com a quinta de Milides, e pelo poente com a Serra, tratou logo de suspender a obra começada, e principiar nova fábrica no local, ficando malograda a primeira fundação. Chamou este para o ajudar o seu antigo companheiro o Padre Fr. João de Santa Anna, e prevendo ambos que o edifício gastava tempo antes que fosse de todo concluído, construíram huma pequena Ermida com o nome de oratório dedicado a Santa Anna, que tomaram por orago do novo Convento, onde interinamente celebravam os os officios divinos, empregando-se os  ditos Padres em cultivar a Serra, rompendo matos, plantando arvores, em quanto não se podia acudir á obra do edifício por a Provincia não ter os fundos necessários para a despesa. Neste exercícios se conservou o sobrinho do Condestável até que faleceu a 14 de Fevereiro de 1465.”

O pequeno altar da Ermida
“Na proximidade desta Ermida, está o extinto Convento de invocação Santa Anna, de Padres Carmelitas. Foi primeiro fundado este convento no casal da Torre, antigamente chamado de Miguel Joanes no termo de Sintra, que pertenceo a mestre Henrique, physico mór d’El-Rei D.Duarte"
In "Sintra Pinturesca ou memória Descritiva da Via  de Sintra, Colares e seus arredores".
Visconde de Jerumenha, 1838 - o Convento do Carmo.
Sobre o Convento do Carmo -aqui

sábado, junho 16, 2018

Do Vale da Raposa a Gigarós

Nos últimos dias uma intervenção da CMS,  resolveu um caso que há muito tempo necessitava de solução. O Vale da Raposa, na Estefânia , sendo uma propriedade particular e num local nobre da Vila de Sintra, mantinha  um enorme matagal, e acumulação de lixo. Com a limpeza coerciva por parte da autarquia naquela propriedade, terá sido anulado um perígo  para a saúde pública e potencial  risco de incêndio naquele local - o panorama que  agora se desfruta do  jardim da Correnteza, miradouro muito visitado, é ainda de uma beleza maior.

Fotos em 14/07/2018
A intervenção decorre até ao fim deste mês

E uma limpeza radical em Gigarós

Junto a uma ribeira em Gigarós a desmatação  em curso na altura (07/06/2018),  já apresentava o resultado que a foto  demonstra.

Outras "limpezas":
http://riodasmacas.blogspot.com/2018/06/a-limpeza.html

quinta-feira, fevereiro 18, 2016

Postal da Eugaria

"Seguindo a estrada velha de Sintra para Colares, depois de passar Monserrate e Piedade, temos o lugar de Eugaria."
" Já na freguesia de Colares, temos o muito pitoresco lugar da Eugaria, onde existe o Casal da Serrana,que pertenceu a Alfredo Keil, autor do Hino Nacional."

Postais da Vila Velha e de Gigarós...E coisas de Sintra.
Estrada Eugaria-Gigarós

Já se vê alguma coisa. Foi alcatroada desde a Eugaria até cerca de 100 metros acima do chafariz local e, segundo se diz por lá, fica por ali.
Porquê? A estrada prossegue passando a entrada da Quinta do Convento do Carmo e terminando no ponto onde se bifurca na que, à esquerda , segue para os Capuchos e, à direita, estrada mais estreita , que segue para a Boca da Mata, onde termina, prosseguindo, já caminho de «pé posto», para o lugar do Penedo.(...)
1989 José Alfredo da Costa Azevedo

 

domingo, fevereiro 14, 2016

Postal de Gigarós

Desenho de Jose Alfredo Azevedo, da sua casa em Gigarós

Cá estou em Gigarós, desde antes de ontem.
Em Novembro do ano passado, num «Postal de Gigarós», disse que tinha em casa um pequeno sapo.Não sei de que se alimenta mas, certamente, de noite, faz as suas caçadas à procura de comida. E, como é lógico, apanha pequenos bicharocos.

Só, algumas vezes raras, aparece de dia. Pois, hoje de manhã, apareceu, já com o dia claro; agarrei-o e, como há meses atrás, não tentou libertar-se. Afaguei-o e, de seguida, coloquei-o no chão; não fugiu.

Um amigo disse-me: não pegue nisso; é bicho peçonhento. Respondi-lhe: tenho pegado nele, sempre, e, nunca me pegou qualquer doença; há homens que eu considero muito mais peçonhentos, do que a maior parte dos bichos, a quem o povo, na sua ignorância, assim os considera.
A esses homens, não estendo a mão, porque tenho nôjo».


José Alfredo da Costa Azevedo
Foto  da casa de Gigarós
-José Alfredo da Costa Azevedo (1907-1991) foi escritor, pintor, publicista e primeiro presidente da Câmara  de Sintra após o 25 de Abril de 1974.
 
Nota:
Texto e desenho publicado nas "Obras de José Alfredo da Costa Azevedo VI"
-*título da autoria de José Alfredo, nas suas crónicas a partir de Gigarós

domingo, fevereiro 01, 2015

Convento do Carmo em Colares II

Interior do Convento do CarmoNaterciGomesRFB.jpg
Imagem do interior do Convento do Carmo, por  prestimosa colaboração de Natércia Gomes.
" Tinha uns jardins lindos cheios de cameleiras e uns tanques onde no verão se podia nadar".


Cronologia do Convento do Carmo:
Cerca de 1450 -Fundação do convento por frei Constatino Pereira (sobrinho do condestável D.Nuno Álvares Pereira).1465 -Falecimento de frei Constatino Pereira, fundador do Convento. 1528-Sagração da igreja conventual pelo bispo D.Frei Cristóvão Moniz.1612 -O bispo de Viseu D.Dinis de Melo e Castro, obtém o padroado da capela-mor da igreja conventual, revestimento azulejar da capela de São Pedro.
(...)
1834 -Na sequência do decreto liberal que determina a expulsão das ordens religiosas, a propriedade é adquirida e transformada em habitação. Séc.XIX -Alexandre Herculano hospedou-se na propriedade. 1963-Propriedade era pertença do quarto conde de Antas, Carlo Augusto de Melo e Castro da Silva Pereira (nascido em 1905).
Fonte :Roteiro de Colares/Junta de Freguesia de Colares


http://riodasmacas.blogspot.pt/2015/01/convento-do-carmo-em-colares.html

sábado, janeiro 31, 2015

Convento do Carmo em Colares

Convento do Carmo Collares1926.jpg
Foto do Arquivo Municipal de Sintra -Convento do Carmo 1926


O Visconde de Juromenha, descreve em 1838 na “Cintra Pinturesca” o local onde se encontra instalado o Convento do Carmo:
“Acha-se o Convento edificado em hum sitio ameno, em huma planície na raiz da Serra, e sobranceiro á Villa de Collares, cercado de frondoso arvoredo. Gosa ao perto da aprazível vista da varsea, casas de campo, pomares, e quintas revestidas de copados arvoredos, e mais longe de logares, e casaes, terminado o horizonte de hum tão variado e deleitavel painel o occeano, cujas vagas prateadas se estão vendo em distancia quebrar naquellas praias.



Tem a Igreja a porta para o poente e está assentada em hum Adro, no fim do qual se lê em letras maiusculas:


O Bispo D.Fr.Christovão Moniz, Religioso do Carmo, sagrou esta Igreja até este logar no anno de 1528." O Convento de Santa Ana do Carmo em Colares foi o terceiro convento da ordem Carmelita fundado em Portugal, mas o segundo convento fundado em Sintra.

Em 1457, Frei Constantino Pereira fundou este novo convento, Frei João de Santa Ana e os outros frades da ordem dos Carmelitas Calçados, transferem-se de Janas onde se encontravam desde 1436 para o novo local, entre Gigarós e o local denominado Boca da Mata, em plena serra de Sintra.
 
Após a extinção das Ordens Religiosas decretada por Joaquim António de Aguiar em 1834, o convento foi abandonada pelo seus ocupantes, encontrando-se em bom estado de conservação, sendo actualmente uma propriedade particular, com a denominação de Quinta do Carmo.
Fontes:
-Obras de José Alfredo da Costa Azevedo- II
-Cintra Pinturesca -Visconde de Jurumenha

sábado, julho 31, 2010

Porque hoje é Sábado...

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O sobrevoo ontem de Colares por um helicóptero Kamov, da Protecção civil, motivou a publicação do post de hoje.

Embora já tenha fotografado um Kamov em acção, no combate ao incêndio do ano passado em Gigarós, só agora houve a oportunidade de fazer fotos mais próximas.

Felizmente até agora a trágica rota dos incêndios de Verão tem deixado a serra de Sintra descansada - excepto no incêndio da semana passada, na encosta junto ao mar na Malveira da Serra, que não provocou grandes prejuízos pois era uma zona de mato.

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Fotos do incêndio na serra de Sintra (Gigarós) em 20 de Junho de 2009

O Kamov Ka-32, tem como característica principal a ausência de um rotor de cauda e dois sistemas de rotores principais de 3 pás girando um para cada lado.

Photobucket
Recorrendo ao site Áreamilitar, podemos ficar a conhecer melhor este helicóptero russo:

“Portugal adquiriu seis destas aeronaves, na sua versão para combate a incêndios. Os Ka-32 portugueses estarão equipados com um depósito suspenso do tipo «balde» com capacidade para até 5000 litros de Água.

O Kamov Ka-32, consegue transportar quase tanta água como a aeronave de combate aos fogos Canadair, podendo reabastecer-se tanto em rios como em simples lagos, onde a aeronave do Canadá não pode operar.
Além de operações de combate a incêndios os Kamov KA-32A portugueses ao serviço da «Protecção Civil» também colaboraram em operações de busca e salvamento.”

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Postal de Gigarós *

Desenho de Jose Alfredo Azevedo, da sua casa em Gigarós«Gigarós 26.3.91

Cá estou em Gigarós, desde antes de ontem.
Em Novembro do ano passado, num «Postal de Gigarós», disse que tinha em casa um pequeno sapo.Não sei de que se alimenta mas, certamente, de noite, faz as suas caçadas à procura de comida. E, como é lógico, apanha pequenos bicharocos.

Só, algumas vezes raras, aparece de dia. Pois, hoje de manhã, apareceu, já com o dia claro; agarrei-o e, como há meses atrás, não tentou libertar-se. Afaguei-o e, de seguida, coloquei-o no chão; não fugiu.

Um amigo disse-me: não pegue nisso; é bicho peçonhento. Respondi-lhe: tenho pegado nele, sempre, e, nunca me pegou qualquer doença; há homens que eu considero muito mais peçonhentos, do que a maior parte dos bichos, a quem o povo, na sua ignorância, assim os considera.
A esses homens, não estendo a mão, porque tenho nôjo».


José Alfredo da Costa Azevedo
Foto actual da casa de Gigarós
-José Alfredo da Costa Azevedo (1907-1991) foi escritor, pintor, publicista e primeiro presidente da Câmara após o 25 de Abril.
No centenário do seu nascimento (8 de Dezembro de 2007).
Nota:
Texto e desenho publicado nas "Obras de José Alfredo da Costa Azevedo VI"
-*título da autoria de José Alfredo, nas suas crónicas a partir de Gigarós