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domingo, outubro 21, 2012

Começou no Sábado a Feira das Mercês 2012

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Feira das Mercês no Domingo 16 de Outubro de 1904

 Página da "Illustração Portugueza" de 24 de Outubro de 1904


"É a mais importante feira do districto de Lisboa e embora os mercados de gados e de varios productos não tenham na região da Estremadura nem pitturesco nem o valor da feiras minhotas e alentejanas, esta impõe-se pela variedade de typos e arrabaldinos que ali concorrem. Veêm-se carros de todos os feitios, vehiculos quasi prehistoricos arrastados por alimarias de todas as idades, homens que discutem, mulheres de typos vistosos que se apeiam no local da feira, ranchadas que se mettem nos campos devorando as merendas.

Á mistura um ou outro lisboeta curioso do pitoresco e d'um pouco de bom ar, que ri vê as transacções, que contempla aquellas fileiras de vendedores de fructas e de leitões assados e se retira á noite, na boa paz , n'um comboio rapído que silva e o deixa no Rocio."
*Grafia e acentuação conforme o original

domingo, junho 10, 2012

Sobre a Feira das Mercês

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  Photobucket Artigo publicado na Revista "Occidente" nº1291 de 10 de Novembro de 1914


Post relacionado sobre a Feira das Mercês -  Aqui


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quinta-feira, janeiro 27, 2011

Feiras de Sintra

SPedro
Foto da Feira de S.Pedro, publicada no "Almanaque Bertrand" de 1938

Com origem secular, é actualmente considerada uma das mais características feiras do género, destaca-se pela qualidade e variedade dos produtos que abrange.


Feira de S.Pedro em 1900
feirachegada

Publicado na Revista "Brasil-Portugal" nº37 em 1 de Agosto de 1900

A tradicional feira de São Pedro é desde há muito tempo, talvez a maior feira do Concelho de Sintra. Situada no Largo D.Fernando II, remonta a sua origem ao século XII.

Neste mercado, actualmente, podemos encontrar barros saloios, latoaria, velharias ou antiguidades, todas as variedades de produtos hortícolas, pão e bolos saloios, enchidos e queijos da região, roupas e espaços para “comes e bebes”.


Feira de S. Pedro de Penaferrim (Fotos de 1900)-aqui
Periodicidade: 2º e 4º domingos de cada mês
Local: Largo D. Fernando II - S. Pedro de Penaferrim
Horário: 09h00/18h00 (Inverno) / 08h00/19h00 (Verão)

Outras Feiras

-Feira da Primavera - Mercês (Fotos de 1904)-aqui
Periodicidade: Realiza-se anualmente no mês de Abril

-Feira da Agualva- (Memórias de 1904) -aqui

sábado, outubro 30, 2010

Teatro na Tapada das Mercês

teatromosca amilcar cabral
Retratinho de Amílcar Cabral
A tarde vai caindo melancólica como sucede em África. O kora de mestre Galissá vai dando a atmosfera em cena, com as suas toadas e cantos ancestrais da tradição Mandinga. Um jovem, junto da árvore do “Polon” (“Polão”), fala consigo mesmo sobre a sua origem, a história da sua família, a sua existência. O conciliábulo partilhado. Um regresso à antiga aldeia onde os seus pais o “fizeram”, no meio da conturbada Guiné da guerra colonial. Sentado no chão da floresta, conversa com os “irmãos” (corporizados no público), construindo, pouco a pouco, o seu referente cultural, focado na figura de Amílcar Cabral. Amílcar, que ele chama de “Nhu”, ficou gravado na sua memória de infância e continua a largar perguntas sobre o seu futuro. As suas interrogações e respostas, aos poucos vão desenhando a figura de Amílcar Cabral, construtor de utopias. Acorda a manhã de Africa com a esperança da construção de um País feito de longas madrugadas e desejos.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Autoria|Miguel Horta
Direcção|Suzana Branco
Intérpretes|José Barros (actor) e Galissá (músico)
Consultoria histórica|Daniel Alves
Ilustrações|Alex Gozblau
Assistência direcção e produção|Diana Alves
Direcção de Produção|Pedro Alves
Produção|teatromosca

Classificação etária proposta|Maiores de 5 anos

Onde?
Floresta Center | antigas salas de cinema (Tapada das Mercês, Mem Martins, Sintra)

(Texto do TeatroMosca)

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Amílcar Cabral, 1924 -1973
1924, 12 de Setembro: Nasce em Bafatá, Guiné - 1932: Vai para Cabo Verde - 1943: Completa no Mindelo o curso liceal - 1944: Emprega-se na Imprensa Nacional, na Praia - 1945: Com uma bolsa de estudo, ingressa no I. S. Agronomia, em Lisboa - 1950: Termina o curso e trabalha na Estação Agronómica de Santarém - 1952: Regressa a Bissau, contratado para os S. Agrícolas e Florestais da Guiné - 1955: O governador impõe a sua saída da colónia; vai trabalhar para Angola; liga-se ao MPLA - 1956: Criação em Bissau do PAIGC - 1960: O Partido abre uma delegação em Conacri; a China apoia a formação de quadros do PAIGC - 1961: Marrocos abre as portas aos membros do Partido - 1963, 23 de Janeiro: Início da luta armada, ataque ao aquartelamento de Tite, no sul da Guiné; em Julho o PAIGC abre a frente norte - 1970, 1 de Julho: O papa Paulo VI concede audiência a Amílcar Cabral, Agostinho Neto e Marcelino dos Santos; 22 de Novembro: O governador da Guiné-Bissau decide e Alpoim Calvão chefia a operação de "comando" "Mar Verde" destinada a capturar ou a eliminar os dirigentes do PAIGC sediados em Conacri: fracasso! - 1973, 20 de Janeiro: Amílcar Cabral é assassinado em Conacri.

Notas biográficas, encontradas aqui

quinta-feira, outubro 14, 2010

Feira das Mercês

Feira das Mercês a partir de 16 de Outubro até 1 de Novembro de 2010

Memórias da Feira das Mercês
Feira das Merces 44
"É a mais importante feira do districto de Lisboa e embora os mercados de gados e de varios productos não tenham na região da Estremadura nem pitturesco nem o valor da feiras minhotas e alentejanas, esta impõe-se pela variedade de typos e arrabaldinos que ali concorrem. Veêm-se carros de todos os feitios, vehiculos quasi prehistoricos arrastados por alimarias de todas as idades, homens que discutem, mulheres de typos vistosos que se apeiam no local da feira, ranchadas que se mettem nos campos devorando as merendas.

Á mistura um ou outro lisboeta curioso do pitoresco e d'um pouco de bom ar, que ri vê as transacções, que contempla aquellas fileiras de vendedores de fructas e de leitões assados e se retira á noite, na boa paz , n'um comboio rapído que silva e o deixa no Rocio."

Foto e texto na "Illustração Portugueza" de 24 de Outubro de 1904
* Grafia e acentuação conforme original

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O Muro do Derrete
"A nota mais tipica daquela feira é o celebre «Muro do Derrête».
Proximo da capelinha, há um muro baixo, junto do qual se vêem, uns sentados outro de pé, os saloios e as saloias que se namoram «derretendo-se» à vista de toda a gente...
É deveras interessante ver aqueles idílios amorosos, aquele arrulhar de pombinhos inocentes...saloiamente falando.
Eles e elas , envergando os seus fatos domingueiros, mostram-nos os mais curiosos tipos da região saloia.
(...)
É vê-los todos «derretidos» no «Muro derrête» sorrindo-se e apertando-se as mãos...
E os saloios olham de soslaio, desconfiados de que lhes cobissem os «derriços»...
E ai daquele que se «astreva» a dizer uma graça a uma cachopa, porque o menos que lhe pode acontecer é «derreterem-lhe» as costelas com um cajado...
O «Muro do derrête» da Feira das Mercês, é a verdadeira ala dos namorados...saloios."
Texto e foto, publicado na revista "Ilustração" nº7 de 1 de Abril de 1933 da autoria de Lima Pereira.
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Também o "Muro do Derrete" estava representado no desfile ocorrido em 2005, em honra da N.ª Sr.ª do Cabo Espichel em Sintra. (Foto de Carlos Santos -Caínhas)

quarta-feira, outubro 14, 2009

Feira das Mercês II

A Feira das Mercês e o "Muro  do Derrête"

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Hoje damos um salto no tempo, de 29 anos e regressamos à Feira da Mercês em 1933...com um interessante texto e foto, publicado na revista "Ilustração" nº7 de 1 de Abril de 1933 da autoria de Lima Pereira.

"A nota mais tipica daquela feira é o celebre «Muro do Derrête».
Proximo da capelinha, há um muro baixo, junto do qual se vêem, uns sentados outro de pé, os saloios e as saloias que se namoram «derretendo-se» à vista de toda a gente...
É deveras interessante ver aqueles idílios amorosos, aquele arrulhar de pombinhos inocentes...saloiamente falando.
Eles e elas , envergando os seus fatos domingueiros, mostram-nos  os mais curiosos tipos da região saloia.
(...)
É vê-los todos «derretidos» no «Muro derrête» sorrindo-se e apertando-se as mãos...
E os saloios  olham de soslaio, desconfiados   de que lhes cobissem os «derriços»...
E ai daquele que se «astreva» a dizer uma graça a uma cachopa, porque o menos que lhe pode acontecer é «derreterem-lhe» as costelas com um cajado...
O «Muro do derrête» da Feira das Mercês, é a verdadeira ala dos namorados...saloios."

terça-feira, outubro 13, 2009

Feira das Mercês

Feira das Merces 44
"É a mais importante feira  do districto de Lisboa e embora os mercados de gados e de varios productos  não tenham na região da Estremadura nem pitturesco nem o valor da feiras minhotas e alentejanas, esta impõe-se pela variedade de typos e arrabaldinos que ali concorrem. Veêm-se carros de todos os feitios, vehiculos quasi prehistoricos arrastados por alimarias de todas as idades, homens que discutem, mulheres de typos vistosos que se apeiam no local da feira, ranchadas que se mettem nos campos devorando as merendas.

Feira das merces33
Á mistura um ou outro lisboeta curioso do pitoresco e d'um pouco de bom ar, que ri vê as transacções, que contempla aquellas fileiras de vendedores de fructas e de leitões assados e se retira á noite, na boa paz , n'um comboio rapído que silva e o deixa no Rocio."

 Fotos e texto na "Illustração Portugueza" de 24 de Outubro de 1904
* Grafia e acentuação conforme original

Feira das Merces22

A Feira das Mercês,  mantém a tradição e será este ano de novo realizada  no próximo dia  17 de Outubro até 1 de Novembro de 2009