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terça-feira, janeiro 16, 2018

A lista de compras da rainha Carlota Joaquina


"Filha de Carlos IV e irmã de Fernando VII, reis de Espanha, nasceu em 1775 e morreu em 1830, aos 54 anos. Participou de pelo menos cinco conspirações, segundo registam os livros de História.
(...)
Em 1821, já de volta a Portugal, recusou-se a assinar a constituição liberal portuguesa, contrariando a exigência das Cortes e as orientações do marido (D.João VI). Como resultado, foi confinada ao Palácio de Queluz, distante de Lisboa e do poder."

In "1808"/Laurentino Gomes.

Foto PSML

O manuscrito adquirido  pela Parques de Sintra Monte da Lua, regressa agora ao espólio do Palácio de Queluz. O manuscrito tem 71 páginas e  nele constam jóias, roupas, meias de seda, leques de marfim e 560 lenços de mão.
Foto DN

segunda-feira, dezembro 18, 2017

A Sala dos Embaixadores do Palácio de Queluz

Foto da Sala dos Embaixadores  em 08/05/2017

Aproveitando o início de uma intervenção de conservação da Parques de Sintra - Monte da Lua, na Sala dos Embaixadores, do Palácio de Queluz, para tema da publicação do post de hoje - trabalhos que deverão estar concluídos no Verão de 2018, e orçarão em 180 mil euros.

Sobre a Sala dos Embaixadores
(texto da PSML)
Inicialmente designada por Barraca Rica, Sala das Colunas, das Serenatas, dos Serenins e Galeria, esta dependência passou a ser conhecida, depois de 1794, como Sala das Talhas e Sala dos Embaixadores.

A sua construção iniciou-se em 1754, sob risco do arquiteto Jean-Baptiste Robillion e com a colaboração dos franceses Jacques Antoine Colin, entalhador, e Jean François Cragnier, ensamblador, e os portugueses Bruno José do Vale e Francisco de Melo, que pintaram o teto e a sanca com motivos alegóricos e de chinoiserie.

A pintura do painel central, de grande efeito cenográfico, representa a família real participando num serenim (concerto). É uma réplica da tela original atribuída ao pintor italiano Giovanni Berardi, concluída em 1762, que se perdeu no incêndio de 1934, que afetou particularmente esta zona do palácio.

Este é o espaço do Palácio onde melhor se sente a influência da decoração em chinoiserie, tão ao gosto da segunda metade do século XVIII. A existência de dois dosséis para tronos, delimitados pelas colunas em espelho, justificava-se pelas cerimónias em que os reis eram acompanhados pelos Príncipes do Brasil, título pelo qual eram conhecidos os príncipes herdeiros.

segunda-feira, janeiro 23, 2017

Edifício da Torre do Relógio junto ao Palácio de Queluz

Actualmente a servir de  Pousada, a Torre do Relógio, junto ao Palácio Nacional de Queluz, residência permanente da Família Real a partir de 1794. O edifício da Torre é da autoria do arquitecto e sargento-mor Manuel Caetano de Sousa e funcionava como aposentos do pessoal ao serviço no Palácio e como armazém. Construída com enorme influência do barroco e rococó dos séculos XVIII e XIX


Sobre a edificação da torre do relógio

"A edificação da torre do relógio, e do corpo rectangular que se lhe encontra adossado, remonta a uma das últimas fases de obras do Palácio de Queluz, já durante o reinado de D. Maria I, e após o casamento de D. José com D. Maria Benedita. Manuel Caetano de Sousa, a quem é atribuído o traçado desta campanha de obras, sucedeu a Mateus Vicente e a Jean Baptiste Robillion à frente das obras de Queluz, sendo da sua responsabilidade o Pavilhão D. Maria e a torre do relógio, fronteira ao palácio, com o edifício anexo destinado à guarda real, à casa da administração e às cavalariças. 
Nesta fase, as intervenções arquitectónicas em Queluz pautam-se por um maior sentido utilitário e funcional, afastando-se do espírito que caracterizou os projectos de Mateus Vicente ou Robillion. Considerado por muitos como o último representante do tardobarroco nacional, Caetano de Sousa exige hoje uma reavaliação, principalmente pelo seu gosto ecléctico que pode ser interpretado como uma tentativa de superação dos modelos arquitectónicos vigentes (FERRÃO, 1989, p. 463). 
Na torre de Queluz, o arquitecto optou por manter a linguagem rocaille, mas sem grande inovação. A torre ergue-se sobre uma base de planta quadrada, cuja fachada principal é seccionada por pilastras, definindo três planos e dois registos, separados por frisos. Ambos são abertos ao centro, por uma janela inscrita num arco abatido no primeiro registo, e por uma outra janela de frontão curvo, no segundo. As pilastras são rematadas por fogaréus. O corpo mais elevado é, também, mais estreito e em cantaria. O primeiro registo é ocupado pelo relógio, e no segundo abrem-se as sineiras, em arco de volta perfeita, com colunas nos cunhais, que terminam em fogaréus. Todo o conjunto é rematado por cúpula bolbosa, vazada por óculo. 
O edifício da guarda real desenvolve-se num único piso de planta rectangular, cuja fachada principal, seccionada por pilastras, é aberta por janelas e portas de frontão recortado, e que termina em platibanda rasgada por óculos quadrilobados. 
Este edifício acolhe, desde 1995, a Pousada D. Maria I, que integra a rede das Pousadas de Portugal. "
(Rosário Carvalho)
texto encontrado aqui:

http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70878/


*Fotos em 22 de Janeiro de 2017

quarta-feira, dezembro 16, 2015

Obras de recuperação do Jardim Botânico do Palácio de Queluz


  0bras de recuperação do Jardim Botânico nos Jardins do Palácio Nacional de Queluz
 A Parques de Sintra Monte da Lua, iniciou em Dezembro com as obras de recuperação do Jardim Botânico nos Jardins do Palácio Nacional de Queluz. Esta intervenção, com um investimento superior a meio milhão de euros, faz parte do projecto global de recuperação do Palácio Nacional e Jardins de Queluz, cujas obras arrancaram em janeiro de 2015.
Estufas de ananases
Desenho  original das estufas de ananases do Palácio de Queluz (Gravura PSML)
 
"A intervenção incluirá a reconstrução das quatro estufas dedicadas ao cultivo de ananases, tendo por base a existência de várias cantarias originais, assim como a informação histórica disponível (desenho original, levantamentos cartográficos, fotografias e descrições documentais).
 
Sabe-se que o ananás, espécie vegetal exótica e colecionável no século XVIII, cultivava-se nestas estufas e era motivo de grande orgulho para a Casa Real Portuguesa. Prova desse orgulho é a presença de ananases quer nos elementos decorativos de cantaria quer nos revestimentos azulejares do interior do Palácio Nacional de Queluz.
 
Pretende-se, igualmente, proceder à reposição do lago central setecentista lavrado em cantaria, da estatuária, das balaustradas, dos pavimentos e da coleção botânica que será em parte disposta pelos canteiros do jardim, canteiros centrais das estufas e floreiras dos alegretes. "
 Fonte PSML
 

 

 

segunda-feira, abril 06, 2015

Sobre a Escola Portuguesa de Arte Equestre

 Alter20130508Blogue
Fotos no Palácio de Queluz em 9 Maio de 2013

Sediada no Palácio Nacional de Queluz, a Escola Portuguesa de Arte Equestre foi fundada em 1979 com a finalidade de promover o ensino, a prática e a divulgação da Arte Equestre tradicional portuguesa. Recupera a tradição da Real Picadaria, academia equestre da corte portuguesa do século XVIII, que usava o Picadeiro Real de Belém, hoje Museu Nacional dos Coches.

A Escola monta exclusivamente cavalos lusitanos da Coudelaria de Alter, antiga coudelaria da Casa Real Portuguesa fundada por D. João V, em 1748, para fornecer a Casa Real e a sua academia equestre, sendo os trajes, os arreios e os acessórios usados réplicas dos da Real Picadaria.

Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2013/05/arte-equestre-nos-jardins-do-palacio-de_9.html

sexta-feira, janeiro 23, 2015

Recuperação do Palácio Nacional e Jardins de Queluz

A Parques de Sintra Monte-da-Lua, (PSML), iniciou em Janeiro com as intervenções necessárias para a recuperação do Palácio Nacional e Jardins de Queluz, com um investimento global de cerca de 2,8 milhões de Euros. Estas incluem, no Palácio, a recuperação de fachadas, cantarias, vãos, coberturas, a revisão das infraestruturas de energia e comunicações, bem como a proteção contra descargas atmosféricas, o sistema de videovigilância, a ligação dos esgotos à rede pública e ainda a requalificação do piso térreo, inacabado desde a reconstrução após o incêndio de 1934, para a disponibilização de uma cafetaria, auditório e espaço de apoio para eventos, naquele que é um dos Palácios Nacionais mais procurados para este efeito. No que respeita aos jardins, cujas intervenções estão ainda sujeitas a apreciação por parte da Direcção Geral do Património Cultural, os projectos previstos abrangem a recuperação do Jardim de Malta, a reconstituição do Jardim Botânico, e ainda a recuperação da Cascata, bosquetes e caminhos, a revisão e melhoria do sistema de águas (tanto ao nível das fontes, tanques e lagos, como da rega) e novas plantações para proteger as vistas de quem se encontra no interior do Jardim.
Fonte :  texto adapt. da PSML

segunda-feira, abril 21, 2014

Escola Portuguesa de Arte Equestre nos Jardins do Palácio de Queluz





Todas as quartas-feiras, às 11h00, têm lugar nos Jardins do Palácio Nacional de Queluz apresentações da Escola Portuguesa de Arte Equestre (EPAE) com a duração de 20 a 30 minutos. Estes espetáculos, organizados com os cavalos e cavaleiros da EPAE, estão acessíveis a todos os visitantes do Palácio e/ou Jardins de Queluz.


A Escola Portuguesa de Arte Equestre

sábado, março 08, 2014

Ciclo de Carnaval da Temporada de Música - Tempestade e Galanterie no Palacio Queluz



Teve início este sábado, 8 de Março o Ciclo de Carnaval da Temporada de Música – Tempestade e Galanterie, Palácio de Queluz 2014, sob a Direcção Artística de Massimo Mazzeo. Este ciclo, de 8 a 29 de março, é composto por seis concertos e contará com grandes nomes da música nacional e internacional, que se espera representem um grande regresso da Música ao Palácio de Queluz.

Programa
O programa inclui reconhecidos pianistas (Ronald Brautigam, Khristian Bezuidenhout, Alexander Lonquich, e Pedro Burmester com a Divino Sospiro), um famoso violoncelista (Christophe Coin) e os recém-formados, mas já galardoados, Thalia Ensemble. Outros dois pontos fortes: uma recriação do espírito das Assembleias de Lisboa, com um concerto que será muito mais do que isso; e um workshop de cartas musicais, que inclui música, dança e jogos de salão como nos finais do antigo regime.



A 15 e 16 de março, tem lugar o Workshop de Cartas Musicais, apresentado por Cristina Fernandes (musicóloga) e Catarina Costa e Silva (especialista em Danças Antigas). Este workshop teórico-prático tem por base o baralho musical de José do Espírito Santo e Oliveira (1755-1819), contendo uma dança diferente em cada carta, anotada em partitura. Serão abordadas as danças de sociedade no séc. XVIII e inícios do séc. XIX, acompanhado pela contextualização histórica e um concerto encenado.
Também a 16 de março tem lugar a Assembleia em Queluz – bailes, jogos de salão e repertórios instrumentais, com Cristina Fernandes (musicóloga), Catarina Costa e Silva e Alexandra Canaveira (bailarinas) e a Divino Sospiro. Nesta Assembleia em Queluz é recriado o espírito das assembleias de Lisboa no final do séc. XVII, com concertos, bailes e jogos de cartas.

A 22 de março tem lugar o concerto de Alexander Lonquich (pianoforte) e Christophe Coin (violoncelo). Alexander Lonquich inclui nos seus compromissos recentes aclamadas actuações no Festival de Salzburgo e um ciclo de Beethoven sob a direção de Christian Tetzlaff, entre um longo histórico igualmente marcante. Christophe Coin obteve o seu primeiro prémio de violoncelo aos 16 anos, tem desde então actuado com grandes agrupamentos internacionais, e é também professor de violoncelo barroco no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris.


Os Thalia Ensemble, Quintetos para Sopros e Pianoforte, tocam na Sala da Música a 28 de março. Este agrupamento é formado por músicos de vários países (nomeadamente o português José Rodrigues Gomes) e recebeu recentemente o 1º Prémio do Concurso Internacional de York.

A encerrar o Ciclo de Carnaval, a 29 de março, dois importantes nomes da música nacional tocam pela primeira vez juntos: Pedro Burmester (interpretando Mozart no pianoforte Clementi) e a Divino Sospiro. Pedro Burmester iniciou os concertos aos 10 anos e, desde então, já realizou mais de 1.000 concertos a solo, com orquestra e em diversas formações de música de câmara, em Portugal e no estrangeiro. A Divino Sospiro já participou, desde a sua criação há 10 anos, em alguns dos mais prestigiados festivais e nas mais importantes salas de Portugal, bem como nos mais reconhecidos Festivais e Auditórios internacionais.

 Pianoforte Clementi

Uma grande “estrela”, o pianoforte Clementi, regressa agora à cena após anos de silêncio. Depois da sua recuperação, monitorização e estudo, será tocado durante os concertos da Temporada de Música no Palácio de Queluz, nomeadamente amanhã (8 de março), com a interpretação de Ronald Brautigam. No concerto de encerramento, dia 29 de março, caberá a Pedro Burmester, acompanhado pela Divino Sospiro, tocar pela primeira vez neste histórico pianoforte.




 Khristian Bezuidenhout é um nome forte entre pianistas de nível internacional, e também ele tocará o pianoforte Clementi, a 12 de março. Convidado frequente das melhores orquestras e ensembles do mundo, divide o seu tempo entre as mais reputadas salas e festivais internacionais. Neste concerto destaque para a obra de Bach, assinalando os 300 anos do seu nascimento.

Mais informações: http://www.parquesdesintra.pt/noticias/grandes-nomes-no-arranque-da-temporada-de-musica-no-palacio-de-queluz/

*Texto PSML(adaptado)

quinta-feira, dezembro 12, 2013

Apresentado no Palácio de Queluz a Temporada de Música - Tempestade e Galanterie 2014



Foi  apresentado no Palácio de Queluz a Temporada de Música – Tempestade e Galanterie 2014, sob a direcção artística de Massimo Mazzeo, do Centro de Estudos Musicais Setecentistas de Portugal (DS-CEMSP). A partir de 8 de Março terá início a Temporada,  que inclui dois ciclos, Carnaval e Outono, e vai contar com a apresentação de 11 concertos, com obras de Beethoven, Bach, Mozart e Mendelsshon, entre outros. Mais informações em
https://www.facebook.com/parquesdesintra

 http://www.parquesdesintra.pt/noticias/tempestade-e-galanterie-marca-regresso-de-musica-setecentista-ao-palacio-de-queluz

Sobre o pianoforte Clementi
"O pianoforte Clementi regressa à cena, após muitos anos de silêncio. Pertence ao acervo do Palácio Nacional de Queluz, o instrumento  foi recentemente recuperado e é agora alvo de monitorização regular específica. Apesar de não apresentar problemas  sérios, necessitava de um acerto mecânico. Um delicado e moroso processo de re-afinação foi executado ao longo de vários meses, tendo o instrumento reagido positivamente. O sucesso desta intervenção permitirá agora a sua apresentação em concertos, como protagonista ou acompanhado por uma orquestra de câmara. com repertório de época perfeitamente adequado aos ambientes de Queluz. "
Texto PSML