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terça-feira, julho 09, 2013

Nota sobre Urbanização de Sintra II

 photo EstradadoRamalhao1903_zps0d450e0a.jpg Estrada do Ramalhão 1903

"Não fazemos quaisquer transformações na rede dos arruamentos de Sintra, para que não sejam cortadas as árvores centenárias que orlam quase todas as estradas  e para que não sejam demolidas certas construções antigas de grande interesse. De resto a topografia do terreno e a natureza do solo
obrigariam a fazer obras muito importantes e muito dispendiosas, se se quisesse fazer, em vez dos arruamentos convenientes ao grande movimento duma cidade importante. Tais obras sendo ao mesmo tempo prejudiciais para a vegetação, seriam tanto mais úteis quanto ao certo que em Sintra não deve vir a ser uma grande cidade, sob pena de perder todo o seu carácter pitoresco e todo o seu interesse particular. Consideramos também que Sintra é um sítio de passeios e não um nó de grande circulação."

In :Urbanização de Sintra -Anteplano 1949 e Diário da República nº114 IIº Série de 16 de Maio de 1996

segunda-feira, março 29, 2010

Palácio do Ramalhão II

ramalhao
Porta d'Armas do Palácio do Ramalhão (Foto em Estudos Sintrenses-Francisco Costa)

"Por morte de D.Carlota Joaquina (...) o palácio do Ramalhão, aquela linda e apetecida vivenda e de tanta predilecção da soberana, foi quasi totalmente desbaratada e o seu recheio desfeito na voragem dos leilões.
O palácio do Ramalhão, situado nas proximidades de Sintra, pode dizer-se, sem receio que, para a época era considerado como um interessante museu. Mas o conservá-lo, intacto, poderia trazer qualquer complicação ao seio da sociedade de então e fazer ruir certas ideologias da liberdade.Não sabemo se foi por isso, mas o que é certo, é que tudo foi desmantelado.
carlotaJoaquina
Carlota Joaquina de Bourbon (1775-1830)

(...)daquele ninho confortável que obrigou no seu seio a "àguia política que foi Carlota Joaquina", assim considerada, ou coisa parecida, pelos seus adversários, sairam, a seguir à sua morte todas as preciosidades, depois de inventariadas, a caminho de Lisboa, com destino ao palácio da Bemposta, para se realizar em devido tempo a respectiva almoeda. Assim começava a dispersão de tão belo e admirável conjunto artístico."

Em "Feira da Ladra" Tomo VII 1935, Hemeroteca da CML

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sábado, março 27, 2010

Palácio do Ramalhão




Revista "Ilustração" nº61 de 1 de Julho de 1928

O Palácio do Ramalhão pertence ao ciclo de obras neoclássicas de Sintra, dinamizado pelo seu primeiro proprietário, Luís Garcia de Bivar, que ampliou um velho casal agrícola já aí existente em 1470, e fez erigir o conhecido Aqueduto do Ramalhão (1744), foi transformado em recinto palaciano depois de 1768, aquando da posse de D. Maria da Encarnação Correia, na fase da estada do escritor William Beckford (1787). Aqui estadiou amiúde D. Carlota Joaquina, após 1802, tendo vivido desterrada depois de recusar jurar a Constituição de 1822. Edifício com fachadas e frisos neoclássicos, decoradas com grinaldas do estilo Luís XVI, preserva jardins ainda com certo sabor aristocrático e, na sala do refeitório, pinturas a fresco de carácter exótico, atribuíveis ao pintor Manuel da Costa, um dos decoradores do Palácio de Queluz.

Texto CMS

Palácio do Ramalhão