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sábado, maio 23, 2020

Porque hoje é Sábado...

Foto:V.Franca de Xira

Ode marítima
Sozinho, no cais deserto, a esta manhã de Verão,
Olho pró lado da barra, olho pró Indefinido,
Olho e contenta-me ver,
Pequeno, negro e claro, um paquete entrando.
Vem muito longe, nítido, clássico à sua maneira.
Deixa no ar distante atrás de si a orla vã do seu fumo.
Vem entrando, e a manhã entra com ele, e no rio,
Aqui, acolá, acorda a vida marítima,
Erguem-se velas, avançam rebocadores,
Surgem barcos pequenos detrás dos navios que estão no porto.
Há uma vaga brisa.
Mas a minh’alma está com o que vejo menos.
Com o paquete que entra,
Porque ele está com a Distância, com a Manhã,
Com o sentido marítimo desta Hora,
Com a doçura dolorosa que sobe em mim como uma náusea,
Como um começar a enjoar, mas no espírito.
Olho de longe o paquete, com uma grande independência de alma,
E dentro de mim um volante começa a girar, lentamente.
Os paquetes que entram de manhã na barra
Trazem aos meus olhos consigo
O mistério alegre e triste de quem chega e parte.
Trazem memórias de cais afastados e doutros momentos
Doutro modo da mesma humanidade noutros pontos.
Todo o atracar, todo o largar de navio,
É — sinto-o em mim como o meu sangue —
Inconscientemente simbólico, terrivelmente
Ameaçador de significações metafísicas
Que perturbam em mim quem eu fui…
Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!
E quando o navio larga do cais
E se repara de repente que se abriu um espaço
Entre o cais e o navio,
Vem-me, não sei porquê, uma angústia recente,
Uma névoa de sentimentos de tristeza
Que brilha ao sol das minhas angústias relvadas
Como a primeira janela onde a madrugada bate,
E me envolve com uma recordação duma outra pessoa
Que fosse misteriosamente minha.
Fernando Pessoa

sábado, março 21, 2020

Porque hoje é Sábado...


Manuel Alegre, poema escrito em 20 de Março de 2020

Lisboa ainda

Lisboa não tem beijos nem abraços
não tem risos nem esplanadas
não tem passos
nem raparigas e rapazes de mãos dadas
tem praças cheias de ninguém
ainda tem sol mas não tem
nem gaivota de Amália nem canoa
sem restaurantes sem bares nem cinemas
ainda é fado ainda é poemas
fechada dentro de si mesma ainda é Lisboa
cidade aberta
ainda é Lisboa de Pessoa alegre e triste
e em cada rua deserta
ainda resiste.

Manuel Alegre


via:
 http://www.manuelalegre.com/301000/1/003626,000014/index.htm

sábado, fevereiro 15, 2020

Porque hoje é Sábado...

Foto no bairro da Mouraria


 Lisboa

 Alguém diz com lentidão:
 “Lisboa, sabes…” 
 Eu sei. É uma rapariga
 descalça e leve,
 um vento súbito e claro
 nos cabelos,
 algumas rugas finas
 a espreitar-lhe os olhos,
 a solidão aberta 
 nos lábios e nos dedos, 
 descendo degraus
 e degraus  e degraus até ao rio. Eu sei. E tu, sabias?

 Eugénio de Andrade, in Até Amanhã, 1956

sábado, dezembro 28, 2019

Porque hoje é Sábado...


Pró Mário Cesariny

Entre a nuvem
e o teu braço
vai o espaço dum ano solar
vai a distância que une
a existência ao infinito

Entre mim
e aquilo que nunca existiu
por ser demasiado belo
vai a distância do vento
que sai exaustivamente
dos teus seios

A sombra
-talvez da própria noite-
sempre gravada
em sinais só por mim vistos
por mim sonhados
nada mais que a sombra    longa
para além dos mares de Saturno
   processo já procurado há séculos
      por alquimistas     sábios

loucos
     a sombra
         só eu a vejo

deixa que eu a veja
sempre entre mim e ti
    a bola de cristal       o cigarro
    tudo que me falta
    tudo que está mais além da montanha.

Mário-Henrique Leiria /Obras completas

*Foto no cemitério dos Prazeres Dezembro 2016

sábado, dezembro 07, 2019

Porque hoje é Sábado...

Quando um Homem Quiser

Tu que dormes à noite na calçada do relento
numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
és meu irmão, amigo, és meu irmão

E tu que dormes só o pesadelo do ciúme
numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
e sofres o Natal da solidão sem um queixume
és meu irmão, amigo, és meu irmão

Natal é em Dezembro
mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
é quando um homem quiser
Natal é quando nasce
uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto
que há no ventre da mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
tu que inventas bonecas e comboios de luar
e mentes ao teu filho por não os poderes comprar
és meu irmão, amigo, és meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
és meu irmão, amigo, és meu irmão

Ary dos Santos, in 'As Palavras das Cantigas'

sábado, novembro 23, 2019

Porque hoje é Sábado....


Nevoeiro

Onde vais ó caminheiro
como o teu passo apressado
onde vais ó caminheiro
com o teu passo apressado

Vou ao cais do terreiro
ver o rei Se-
bastião primeiro
num lençol amortalhado
Voltou do nevoeiro
num veleiro
sem leme nem gageiro
e de casco arrebentado

Onde vais ó caminheiro
com o teu passo apressado
com os teus olhos em braseiro
e o teu rosto afogueado

Vou ao cais do terreiro
ver o rei Se-
bastião primeiro
por alcunha o desejado
Voltou no seu veleiro
nevoeiro
sem leme nem gageiro
num lençol amortalhado

Onde vais ó caminheiro
com o teu passo apressado
Porque levas caminheiro
tanta pressa no cajado

Vou ao cais do terreiro
ver o rei Se-
bastião primeiro
num lençol amortalhado
Voltou no seu veleiro
nevoeiro
esperado primeiro
e depois desesperado

Onde vais ó caminheiro
com o teu passo apressado
Que te traz ó caminheiro
esse princípe encantado

Vou ao cais do terreiro
ver o rei Se-
bastião primeiro
há tanto tempo esperado
Voltou no seu veleiro
nevoeiro
sem glória nem dinheiro
num lençol amortalhado

Onde vais ò caminheiro
com o teu passo apressado
Era princípe ou sendeiro
Sebastião o desejado

Vou ao cais do terreiro
ver o rei Se-
bastião primeiro
num lençol amortalhado
Era princípe herdeiro
nevoeiro
o princípe agoireiro
princípe mal esperado

Onde vais ó caminheiro
com o teu passo apressado
porque corres caminheiro
se é Sebastião finado

Voltou no seu veleiro
nevoeiro
leme nem gageiro
num lençol amortalhado
Vou ao cais do terreiro
nevoeiro
pra ficar bem certeiro
de que é morto e enterrado.

José Mário Branco

sábado, novembro 09, 2019

Porque hoje é Sábado...



As Pessoas Sensíveis

As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas

O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa

Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra

«Ganharás o pão com o suor do teu rosto»
Assim nos foi imposto
E não:
«Com o suor dos outros ganharás o pão»

Ó vendilhões do templo
Ó construtores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito

Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem

Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'Livro Sexto'

sábado, agosto 24, 2019

Porque hoje é Sábado...


Álvaro de Campos

Acordar da cidade de Lisboa, mais tarde do que as outras,

Acordar da cidade de Lisboa, mais tarde do que as outras,
Acordar da rua do Ouro
Acordar do Rossio, às portas dos cafés,
Acordar
E no meio de tudo a gare, a gare que nunca dorme
Como um coração que tem que pulsar através da vigília e do sono.
Toda a manhã que raia, raia sempre no mesmo lugar,
Não há manhãs sobre cidades, ou manhãs sobre o campo
À hora em que o dia raia, em que a luz estremece a erguer-se
Todos os lugares são o mesmo lugar, todas as terras são a mesma,
E é eterna e de todos os lugares a frescura que sobe por tudo
E (...)
Uma espiritualidade feita com a nossa própria carne.
Um alívio de viver de que o nosso corpo partilha,
Um entusiasmo por o dia que vai vir, uma alegria por o que pode
acontecer de bom,
São os sentimentos que nascem de estar olhando para a madrugada,
Seja ela a leve senhora dos cumes dos montes,
Seja ela a invasora lenta das ruas das cidades que vão leste-oeste,
Seja (...)
A mulher que chora baixinho
Entre o ruído da multidão em vivas...
O vendedor de ruas, que tem um pregão esquisito,
Cheio de individualidade para quem repara...
O arcanjo isolado, escultura numa catedral,
Syringe fugindo aos braços estendidos de Pã,
Tudo isto tende para o mesmo centro,
Busca encontrar-se e fundir-se
Na minha alma.
Eu adoro todas as coisas
E o meu coração é um albergue aberto toda a noite.
Tenho pela vida um interesse ávido
Que busca compreendê-la sentindo-a muito.
Amo tudo, animo tudo, empresto humanidade a tudo,
Aos homens e às pedras, às almas e às máquinas.
Para aumentar com isso a minha personalidade.
Pertenço a tudo para pertencer cada vez mais a mim próprio
E a minha ambição era trazer o universo ao colo
Como uma criança a quem a ama beija.
Eu amo todas as coisas, umas mais do que as outras —
Não nenhuma mais do que outra, mas sempre mais as que estou vendo
Do que as que vi ou verei.
Nada para mim é tão belo como o movimento e as sensações.
A vida é uma grande feira e tudo são barracas e saltimbancos.
Penso nisto, enterneço-me mas não sossego nunca.
Dá-me lírios, lírios
E rosas também.
s.d.
Álvaro de Campos - Livro de Versos . Fernando Pessoa. (Edição crítica. Introdução, transcrição, organização e notas de Teresa Rita Lopes.) Lisboa: Estampa, 1993. 
 - 10.
1ª versão: Poesias de Álvaro de Campos . Fernando Pessoa. (Nota editorial e notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1944.

sábado, julho 13, 2019

Porque hoje é Sábado....


 Hoje de manhã saí muito cedo

Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...

Não sabia que caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.

Assim tem sido sempre a minha vida, e
Assim quero que possa ser sempre  -- Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar.

 Alberto Caeiro

sábado, junho 15, 2019

Porque hoje é Sábado...


Museu

Aqui - como convém aos mortais -
Tudo é divino
E a pintura embriaga mais
Que o próprio vinho

Sophia de Mello Breyner Andresen/ O Nome das Coisas

*Foto: Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado

sábado, maio 25, 2019

Porque hoje é Sábado...


 Dunas 
 Areia velha, cansada
De movimento.
Sempre jovem, o vento
Passa num desafio.
Mas só deixa, adivinhada,
 A sombra dum arrepio
 Na sonolência ondulada… .

In Diário XI
Miguel Torga

*Foto de  Duna na Lagoa de Óbidos

sábado, abril 27, 2019

Porque hoje é Sábado...


Esplanada

Naquele tempo falavas muito de perfeição, 
da prosa dos versos irregulares 
onde cantam os sentimentos irregulares. 
Envelhecemos todos, tu, eu e a discussão, 

agora lês saramagos & coisas assim 
e eu já não fico a ouvir-te como antigamente 
olhando as tuas pernas que subiam lentamente 
até um sítio escuro dentro de mim. 

O café agora é um banco, tu professora do liceu; 
Bob Dylan encheu-se de dinheiro, o Che morreu. 
Agora as tuas pernas são coisas úteis, andantes, 
e não caminhos por andar como dantes. 

Manuel Pina, in 'Um Sítio onde Pousar a Cabeça' 

sábado, março 30, 2019

Porque hoje é Sábado...

PerseguidosAnjosTeixeira1969
Os Perseguidos -Pedro Anjos Teixeira 1908-1997

ESTA GENTE/ESSA GENTE

O que é preciso é gente
gente com dente
gente que tenha dente
que mostre o dente

Gente que seja decente
nem docente
nem docemente
nem delicodocemente

Gente com mente
com sã mente
que sinta que não mente
que sinta o dente são e a mente

Gente que enterre o dente
que fira de unhas e dente
e mostre o dente potente
ao prepotente

O que é preciso é gente
que atire fora com essa gente

Ana Hatherly
Porto 1929 

*Os Perseguidos
Obra escultórica da autoria de Pedro Anjos Teixeira, um dos precursores do Movimento Neorrealista na escultura.
Esta obra em homenagem aos resistentes do regime fascista apresenta duas personagens, um homem e uma mulher, que transmitem uma mensagem social e política pautada pelos valores imprescindíveis da liberdade, da democracia e da esperança num futuro mais soalheiro.
Este monumento foi inaugurado a 24 de junho de 1979 perante uma guarda de honra formada por antigos tarrafalistas.
Encontra-se na Praça do Movimento das forças Armadas em Almada. -E em Sintra junto ao Museu Anjos Teixeira (Foto)

*Post reeditado.

sábado, janeiro 26, 2019

Porque hoje é Sábado...



LAGO TURVO

Angústia marginada,
Meu canto é um lago turvo
Que devolve a paisagem, como um eco
Silencioso.
Um lago onde me afogo
Sem vontade,
Puramente impelido
Por não sei que fatal necessidade
De me sentir poeta e possuído.

Mar sem nascente e só do meu tamanho,
A doçura que tem é um sal sem gosto.
E a estranha inquietação de que se anima,
E o céu olha de cima,
São rugas que se agitam no meu rosto.

Miguel Torga/Diário VIII
Coimbra, 28 de Abril de 1956

sábado, dezembro 15, 2018

Porque hoje é Sábado...


Direcção

Nada nos deterá ou nos impedirá
a marcha

o caminho

a  curva aguda dos punhos
que empunhamos calados

ainda mudos
calados

mas não com medo
ou sozinhos


Maria Teresa Horta /Poesia Completa.1


sábado, dezembro 01, 2018

Porque hoje é Sábado...


Poema de Outono
Quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.
Pablo Neruda

sábado, novembro 24, 2018

Porque hoje é Sábado...




No Café Ramisco, Praia das Maçãs

Vou ao Ramisco onde hoje está de serviço um empregado de mesa belo e jovem. No Ramisco, ao sentarmo-nos, a exiguidade do espaço com as mesas é um obstáculo. Ao levantarmo-nos, o espaço tam-bém nos prende com a mesa e a cadeira. Ele, deslocando a mesa, ajuda-me, com maior facilidade, a encontrar o meu lugar próprio, e diz-me, com os olhos sorrindo: – Vai ficar presa aqui. Sinto, no meu corpo de amor, a melodia dos sinais, e a solícita protecção de uma voz que sempre ouvi. /

Há, no entanto, sem que eu dê por isso, uma mulher velha que passa, decidida, na at-mosferaverde. No real, quer dizer, ao nivel do facto imediatamente visível e quotidiano, pousa-me, com uma certa pressão de peso, a mão aberta sobre a cabeça.
– Não apanhe sol – diz ela com solícito cuidado.
– É bom nas costas, mas este sol de Outubro, na cabeça, não. Uma gripe, agora, é dificil de curar. Levanto-me, ouvindo profundamente este sinal do dia.

Maria Gabriela Llansol
[No Café Ramisco, Praia das Maçãs][Avulso, s/d, anos 80?]


Texto encontrado aqui:
http://www.selene-culturasdesintra.com/mgl-cafe-ramisco-inedito

sábado, novembro 10, 2018

Porque hoje é Sábado...


 Pedido de pão por Deus ainda é tradição no 1 de Novembro
Transcrição de uma reportagem  da TSF/ Sandra Pires)

Segundo o sociólogo Moisés Espírito Santo, a tradição do pedido do pão por Deus começa a misturar-se com o Halloween, em particular nas cidades.

Nas zonas rurais portuguesas, o  feriado do 1 de Novembro é aproveitado para se fazer o pedido do pão por Deus, uma comemoração onde os mais novos andam de porta em porta vestidos a rigor, como manda a tradição.
Ouvido pela TSF, o sociólogo Moisés Espírito Santo explicou que «as mamãs preparam-nos muito bem para andar na rua, muito bem vestidinhos, com uma saquinha muito bem arranjadinha para aquele efeito, mas nada de mascarados».
«Andam muito seriozinhos, muito sossegadinhos e preparadinhos para aquele diz de festa», acrescentou este sociólogo sobre esta comemoração numa altura em que se começa a arraigar a tradição do dia das Bruxas na cultura portuguesa.
Por esta razão, é já «costume a garotada subir aos prédios e aos andares com uma abóbora furada em forma de caveira com uma vela dentro acesa e pedem 'bolinho, bolinho, que é para as almas'».
«É uma mistura da festa das Bruxas, do Halloween e isto é próprio da cidade. Mas a tradição popular portuguesa tem a ver com a tradição de dar bolos secos e frutos secos a quem ajudou as colheitas», acrescentou.
Pão, broa, bolinhos, frutos secos e, mais recentemente chocolates, são as oferendas habituais, sendo que a quem não dá nada não lhe é rogada nenhuma praga, uma tradição que aos poucos vem perdendo força.
«Enquanto o costume era dos adultos era fácil transmitir, mas estando nas mãos da garotada tende a desaparecer, porque, às vezes, não funciona e os pais não encorajam, porque acham que é pedinchice», adiantou.
Moisés Espírito Santo notou mesmo que na região de Leiria houve mais crianças envolvidas nesta tradição no ano passado do que neste ano.
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1700539&page=-1

  Também faz parte da tradição do Dia de Todos os Santos, o fabrico dos  "Bolos dos Santos", um bolo tradicional desta época nas localidades dos Concelhos de Mafra e Torres vedras. Associámos na imagem o vinho de Colares.
*. Em algumas povoações da zona centro e estremadura chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’ ou ‘Dia do Bolinho’. Os bolinhos típicos são especialmente confecionados para este dia, sendo à base de farinha e erva doce com mel (noutros locais leva batata doce e abóbora) e frutos secos como passas e nozes.