Na Praia das Maçãs o dinamismo das mensagens de um cartaz sobre as baixas taxas de natalidade em Portugal e as celebrações de uma organização holandesa
1ª foto em 24/08/2019 e 2ª foto em 21/08/2019
No Diário de Notícias: A explicação das razões deste estranho cartaz em inglês:
"Campanha holandesa tem como objectivo sensibilizar os turistas da zona de Sintra para os problemas ecológicos colocados pelo excesso de população no planeta."
Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.com/2019/08/sintra-praia-das-macas.html
*Notícia do Diário de Notícias - Aqui
Rio das Maçãs ou Rio de Colares, nasce no Lourel na freguesia de Santa Maria e São Miguel no concelho de Sintra durante o seu percurso até à foz na Praia das Maçãs é alimentado por diversos afluentes do Almagre, de Morelinho, de Nafarros e do Mucifal, da Mata, da Urca ou Valente e de Janas.
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domingo, agosto 25, 2019
quarta-feira, junho 12, 2019
Visita guiada ao ao Santuário Romano da Praia das Maçãs
Jornadas Europeias de Arqueologia 2019
16 de Junho, domingo, 16h30 Visita guiada ao Santuário Romano consagrado ao Sol, à Lua e ao Oceano no Alto da Vigia – Praia das Maçãs
Esta visita tem como objectivo proporcionar ao público presente o contacto directo com a escavação em curso. Será ainda facultada a interpretação deste local no que concerne às suas diferentes ocupações ao longo dos séculos. Acesso: Gratuito, mediante marcação (nº de participantes limitado).
Local de Encontro: Parque de Estacionamento da Praia Pequena, junto ao Hotel Quinta da Vigia.
Informações e reservas: +351 21 960 95 20
| dbmu.masmo.divulgacao@cm-sintra.pt
Foto de 23 de Setembro de 2016
Visita ao Santuário Romano consagrado ao Sol,`a Lua e ao Oceano, em Setembro de 2016, também no âmbito das jornadas Europeias do Património - guiada por Alexandre Gonçalves arqueólogo do Museu.
Foto de 23 de Setembro de 2016
Foto de 23 de Setembro de 2016
Sobre o Santuário Romano da Praia das Maçãs
Descoberto templo romano ao Sol, à Lua e ao Oceano, que estava perdido
Via Diário de Notícias:
"Ali, (junto à falésia, perto da Praia das Maçãs), descobriu o arqueólogo Cardim Ribeiro, ergueu-se em tempos um dos mais importantes santuários do Império Romano, consagrado ao Sol à Lua e ao Oceano, cuja localização estava há muito perdida, e que muitos julgavam até que fosse apenas lenda. Não era. Com a descoberta do templo, em 2008, vieram outros achados, alguns surpreendentes, que "tornam este local único e de grande alcance histórico", assegura Cardim Ribeiro ao DN.
A descoberta logo no primeiro ano de escavações de um ribat, uma mesquita feita de uma série de celas e, numa delas, de um mirhab, um nicho para as orações, orientado para Meca, "foi uma surpresa", conta o arqueólogo. Com toda a probabilidade, não será a única. Há muito mais História debaixo daquelas areias e do mar de chorões que cobre as dunas.
Para já, as escavações incidem "na periferia do santuário". Uma prospeção geofísica feita em agosto de 2011 indica que o edifício principal do templo romano, retangular e de grande dimensão, está ali enterrado, um pouco atrás do local onde agora decorrem os trabalhos. "Este sítio é um ovo de História, que atravessa diferentes eras civilizacionais e cultos, ao longo de mais de um milénio", resume Cardim Ribeiro."
http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=4241547
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/11/o-templo-romano-da-praia-das-macas.html
16 de Junho, domingo, 16h30 Visita guiada ao Santuário Romano consagrado ao Sol, à Lua e ao Oceano no Alto da Vigia – Praia das Maçãs
Esta visita tem como objectivo proporcionar ao público presente o contacto directo com a escavação em curso. Será ainda facultada a interpretação deste local no que concerne às suas diferentes ocupações ao longo dos séculos. Acesso: Gratuito, mediante marcação (nº de participantes limitado).
Local de Encontro: Parque de Estacionamento da Praia Pequena, junto ao Hotel Quinta da Vigia.
Informações e reservas: +351 21 960 95 20
| dbmu.masmo.divulgacao@cm-sintra.pt
Foto de 23 de Setembro de 2016
Visita ao Santuário Romano consagrado ao Sol,`a Lua e ao Oceano, em Setembro de 2016, também no âmbito das jornadas Europeias do Património - guiada por Alexandre Gonçalves arqueólogo do Museu.
Foto de 23 de Setembro de 2016
Foto de 23 de Setembro de 2016
Sobre o Santuário Romano da Praia das Maçãs
Descoberto templo romano ao Sol, à Lua e ao Oceano, que estava perdido
Via Diário de Notícias:
"Ali, (junto à falésia, perto da Praia das Maçãs), descobriu o arqueólogo Cardim Ribeiro, ergueu-se em tempos um dos mais importantes santuários do Império Romano, consagrado ao Sol à Lua e ao Oceano, cuja localização estava há muito perdida, e que muitos julgavam até que fosse apenas lenda. Não era. Com a descoberta do templo, em 2008, vieram outros achados, alguns surpreendentes, que "tornam este local único e de grande alcance histórico", assegura Cardim Ribeiro ao DN.
A descoberta logo no primeiro ano de escavações de um ribat, uma mesquita feita de uma série de celas e, numa delas, de um mirhab, um nicho para as orações, orientado para Meca, "foi uma surpresa", conta o arqueólogo. Com toda a probabilidade, não será a única. Há muito mais História debaixo daquelas areias e do mar de chorões que cobre as dunas.
Para já, as escavações incidem "na periferia do santuário". Uma prospeção geofísica feita em agosto de 2011 indica que o edifício principal do templo romano, retangular e de grande dimensão, está ali enterrado, um pouco atrás do local onde agora decorrem os trabalhos. "Este sítio é um ovo de História, que atravessa diferentes eras civilizacionais e cultos, ao longo de mais de um milénio", resume Cardim Ribeiro."
http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=4241547
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/11/o-templo-romano-da-praia-das-macas.html
quinta-feira, fevereiro 07, 2019
O Hotel da Praia das Maçãs de Eugénio Levy

"Pela tarde do dia 18 realizou-se na aprazível Praia das Maçãs a tradicional festa da collocação do "pau de fileira" na magnifica propriedade em construcção, e destinada pelo nosso amigo e abastado capitalista Mr. Eugene Levy ao estabelecimento de um grande hotel, o qual decerto, e especialmente na estação calmosa, deve não só tornar-se de muita utilidade para os numerosos forasteiros da capital, como irá dar uma agradável animação aquella formosa praia.
Na construcção do excellente edificio a cargo dos Srs. Ventura Terra, conceituado architecto e Francisco dos Santos digno fiscal de obras do municipio, teem trabalhado 36 operários, aos quais o generoso proprietário offereceu por occasião da festa, um excellente jantar, gratificando pecuniariamente todo o pessoal."
Publicado na "Gazeta de Cintra" de 25 de Abril de 1908

Consultando as "Obras de José Alfredo da Costa Azevedo III", encontramos as seguintes referências:
Em 19 de Abril de 1908, foi anunciada festa rija, nesse mesmo dia, para assinalar a colocação do seu «pau de fileira» na moradia do sr. Eugénio Levy, outro grande impulsionador da Praia das Maçãs, onde está homenageado, justamente, em placa toponímica."
"Outro semanário sintrense,"Echos de Cintra ",anunciava, em 12 de Abril de 1908, a construção de um edifício para hotel e adaptação de outro a restaurante e clube.Quanto ao primeiro, suponho tratar-se do «Hotel Tapie».Este estabelecimento pertenceu a uma senhora conhecida por «Madame Tapie» (...)"
Relativamente ao hotel de Eugénio Levy, não existe mais qualquer referência além dos conhecidos :Hotel-Restaurante Cintra-Praia, o referido Hotel Tapie,mais tarde «Atlântico Hotel», que foi demolido em 1945 e, no local foi construído o Casino, o Hotel Bela Vista de 1908 e o Hotel Royal Belle-VueBela Vista, ambos de Rafael Sarnadas destruído por um incêndio em 1920.
Não se conseguindo até agora mais informações sobre o destino da construção do edificio anunciado em 1908, pela "Gazeta de Cintra".
terça-feira, dezembro 18, 2018
Batalha naval ao largo da Praia das Maçãs (reedição)

Praia das Maçãs, ano de 1637
"A naveta Nossa Senhora da Conceição partiu para a Índia na armada de 1635, sob comando de João da Costa. depois de deixar em Moçambique um destacamento de 120 soldados para reforço daquela fortaleza. seguiu para Cochim; ali recebeu carga e correspondência e veio na torna-viagem em 1637.
A 17 de Dezembro de 1637 estava a naveta à vista do cabo da Roca; dentro de poucas horas o navio estaria na baía de Cascais.Subitamente foram avistados, do lado de terra, quatro navios logo identificados como naus argelinas; aproveitando o facto da Esquadra de Guarda-Costas já ter recolhido a Lisboa, andavam os corsários à espreita de algum navio desgarrado; também deveriam ter conhecimento de que este ano não chegara ainda nenhum navio da Índia.
Ao avistarem a Conceição, os argelinos lançaram-se no seu encalço. O vento estava de sudoeste e a João da Costa só restava tentar fugir para norte, na esperança de conseguir refugiar-se em qualquer porto. Mais rápidos, os navio argelinos alcançaram a naveta ao largo da Praia das Maçãs. Travou-se um curto e violento combate de artilharia que deixou a Conceição imobilizada e com o aparelho destruído.
Na iminência de ser abordado, João da Costa mandou deitar fogo ao navio e escapou-se para terra no batel, com a sua gente".[...]
Em "Grandes Batalhas Navais Portuguesas" de José António Rodrigues Pereira -Ed.A Esfera dos Livros
*Foto montagem, Rio das Maçãs
sábado, novembro 24, 2018
Porque hoje é Sábado...
No Café Ramisco, Praia das Maçãs
Vou ao Ramisco onde hoje está de serviço um empregado de mesa belo e jovem. No Ramisco, ao sentarmo-nos, a exiguidade do espaço com as mesas é um obstáculo. Ao levantarmo-nos, o espaço tam-bém nos prende com a mesa e a cadeira. Ele, deslocando a mesa, ajuda-me, com maior facilidade, a encontrar o meu lugar próprio, e diz-me, com os olhos sorrindo: – Vai ficar presa aqui. Sinto, no meu corpo de amor, a melodia dos sinais, e a solícita protecção de uma voz que sempre ouvi. /
Há, no entanto, sem que eu dê por isso, uma mulher velha que passa, decidida, na at-mosferaverde. No real, quer dizer, ao nivel do facto imediatamente visível e quotidiano, pousa-me, com uma certa pressão de peso, a mão aberta sobre a cabeça.
– Não apanhe sol – diz ela com solícito cuidado.
– É bom nas costas, mas este sol de Outubro, na cabeça, não. Uma gripe, agora, é dificil de curar. Levanto-me, ouvindo profundamente este sinal do dia.
Maria Gabriela Llansol
[No Café Ramisco, Praia das Maçãs][Avulso, s/d, anos 80?]
Texto encontrado aqui:
http://www.selene-culturasdesintra.com/mgl-cafe-ramisco-inedito
quarta-feira, outubro 31, 2018
Horário de Inverno do Eléctrico da Praia das Maçãs
O novo horário de inverno 2018 de Eléctrico de Sintra entrou em vigor no dia 29 de outubro e estará em funcionamento até 31 de dezembro
segunda-feira, julho 16, 2018
Na foz do rio das Maçãs

"Corre este rio que nasce no termo de Cintra, no logar do Lourel, de nascente a poente, e recebendo as aguas que se despenhão do alto da Serra, e de dois riachos que lhe entrão hum junto á quinta da Bréja, e outro junto ao tanque da varsea da mesma Villa, depois de haver feito moer varias azenhas e fertilizado os pomares que ficão nas suas duas margens com suas aguas (as quaes usavão por distribuição do almoxarife, sem pensão, os povos desta Villa) tomando o nome de Gallamares , desde o sitio de Ponte Redonda á varsea, e desta até o Oceano o de rio das Maçãs, vai alli morrer na praia denominada das Maçãs.”
CINTRA PINTURESCA –Visconde de Juromenha –1838
Um espontâneo banhista que quis participar na foto saindo das águas do Rio das Maçãs
CINTRA PINTURESCA –Visconde de Juromenha –1838
Um espontâneo banhista que quis participar na foto saindo das águas do Rio das Maçãssábado, março 31, 2018
Apanha do mexilhão na Sexta-feira Santa
Apanha de mexilhão, durante a Páscoa é uma tradição familiar que ainda continua bastante viva em toda a costa sintrense - embora obrigando a correr alguns riscos.
Esta festividade comemora-se na altura do Equinócio de Primavera, que provoca marés muito baixas. Este facto, associado à crença cristã de não se comer carne na Páscoa, acabou por criar a tradição de, na manhã de Sexta-feira Santa, da apanha do mexilhão. Na zona do Mindelo /Praia das Maçãs a apanha iniciou-se cedo na manhã de hoje, conforme as fotos testemunham
Fotos no Mindelo/Praia das Maçãs-30/03/2018
Esta festividade comemora-se na altura do Equinócio de Primavera, que provoca marés muito baixas. Este facto, associado à crença cristã de não se comer carne na Páscoa, acabou por criar a tradição de, na manhã de Sexta-feira Santa, da apanha do mexilhão. Na zona do Mindelo /Praia das Maçãs a apanha iniciou-se cedo na manhã de hoje, conforme as fotos testemunham
Fotos no Mindelo/Praia das Maçãs-30/03/2018
quarta-feira, março 28, 2018
Horário de Primavera 2018
quarta-feira, março 14, 2018
A tempestade Gisele está por cá
Praia das Maçãs hoje às 13h00
O tempo tem vindo a piorar por causa da passagem da tempestade Gisele - antes e em pouco tempo passaram por cá as tempestades Ana a Emma e o Félix. Hoje sentimos bem os efeitos da Gisele, que deverá estar por cá até sexta-feira.
Praia das Maçãs/Mindelo hoje às 13h00
O tempo tem vindo a piorar por causa da passagem da tempestade Gisele - antes e em pouco tempo passaram por cá as tempestades Ana a Emma e o Félix. Hoje sentimos bem os efeitos da Gisele, que deverá estar por cá até sexta-feira.
Praia das Maçãs/Mindelo hoje às 13h00
quinta-feira, fevereiro 08, 2018
O rio das Maçãs ao longo do tempo (Reedição)
"Corre este rio, que nasce no termo de Cintra, no logar de Lourel, de nascente para poente, e recebendo as aguas que se despenham do alto da serra. e de dois riachos que lhe entram, um junto á quinta da Breja, e outro junto ao tanque da varzea da mesma villa, depois de haver feito mover varias azenhas, e fertilizando os pomares que ficam nas suas margens, com as suas aguas ( as quaes usavam por distribuição do almoxarife, sem pensão, os povos d'esta villa), tomando o nome de Gallamares deste sítio de Ponte Redonda. à Varzea, e d'esta até ao Oceano o de rio das Maçãs, vae aí morrer na praia denominada das Maçãs"
In Cintra Pinturesca/Memoria Descritiva das Villas de Cintra e Collares e seus arredores/Antonio A.R. da Cunha/1905
A foz do rio da Maçãs e o braço de mar que terá chegado a Galamares, criando em Colares um porto de mar num antigo mapa (Séc.XV?), apresentado no dia 13 de Novembro de 2016 no Salão Nobre da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Colares, durante o colóquio: "Colares- Uma evocação histórica".
"As fonte Árabes, tais como as portuguesas até ao séc XVI. evidenciam a importância que então detinha na região, o denominado Rio de Colares ou das Maçãs. Sabe-se hoje que. na Antiguidade, existia um esteiro navegável que ocupava todo o vale entre a actual Praia das Maçãs e o Banzão. No período islâmico tal esteiro não estava ainda completamente assoreado, pois em Colares encontrámos silos dessa época que continham numerosas conchas de moluscos que apenas vivem em águas salobras e relativamente paradas. Alias, o profundo e rápido assoreamento da costa portuguesa a meio da respectiva fachada Atlântica é um fenómeno que sobrevem apenas a partir do séc.XV, como está já largamento estudado e comprovado. A foz do Rio de Colares e o esteiro que a continuava e ligava ao mar, formavam então uma enseada que proporcionava à nossa região um verdadeiro porto e lhe estreitava os laços quotidianos com o Oceano, de uma forma que hoje nos custa a compreender privados que estamos, desde há séculos, dessa estrada natural de penetração."
Em "O Foral Afonsino de Sintra" de José Cardim Ribeiro, Director do MASMO
Aguarela de Roque Gameiro (1864-1934), com uma imagem do percurso do Rio das Maçãs junto à foz.
Postal antigo (não datado) com o curso do rio da Maçãs a dividir o areal da Praia das Maçãs
Num postal antigo ( não datado), o curso do rio das Maçãs já como conhecemos nos nossos dias
"(...) Descendo a costa, encontramos o Rio das Maçãs, cujos afluentes da margem direita drenam a vertente Sul do citado planalto.(planalto de S.João das Lampas)
O Rio das Maçãs é o mais importante curso de água desta vertente.Nasce no Castanheiro, a cerca de 200 m. de altitude, passa em S.Romão, depois em Lourel, tomando o nome desse povoado até à ponte Redonda, para depois ser conhecido com o nome de Ribeira de Galamares, até à várzea de Colares.
.Nesta secção descreve um largo meandro envolvendo o Vinagre e, retomando a direcção dominante SE-NW. passa a denominar-se Rio das Maçãs, embocando no oceano na praia assim chamada.
(...)
O Rio das Maçãs, com cerca de 13,5 Km. de extensão, recebe pela margem direita alguns afluentes vindos dos contrafortes do planalto de S.João das Lampas, como as ribeiras de Janas,Mucifal, Morelinho, Carrascal e Cabriz.
Pela margem esquerda, muito abrupta recebe as ribeiras do Covão, Colares,Monserrate e a do Duche, ou Rio do Porto, que corre num apertado vale de fractura onde se nota uma interessante inversão estratigráfica.(...)"
em "Sintra e o seu Termo" de José de Oliveira Boléo,1940
In Cintra Pinturesca/Memoria Descritiva das Villas de Cintra e Collares e seus arredores/Antonio A.R. da Cunha/1905
A foz do rio da Maçãs e o braço de mar que terá chegado a Galamares, criando em Colares um porto de mar num antigo mapa (Séc.XV?), apresentado no dia 13 de Novembro de 2016 no Salão Nobre da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Colares, durante o colóquio: "Colares- Uma evocação histórica".
"As fonte Árabes, tais como as portuguesas até ao séc XVI. evidenciam a importância que então detinha na região, o denominado Rio de Colares ou das Maçãs. Sabe-se hoje que. na Antiguidade, existia um esteiro navegável que ocupava todo o vale entre a actual Praia das Maçãs e o Banzão. No período islâmico tal esteiro não estava ainda completamente assoreado, pois em Colares encontrámos silos dessa época que continham numerosas conchas de moluscos que apenas vivem em águas salobras e relativamente paradas. Alias, o profundo e rápido assoreamento da costa portuguesa a meio da respectiva fachada Atlântica é um fenómeno que sobrevem apenas a partir do séc.XV, como está já largamento estudado e comprovado. A foz do Rio de Colares e o esteiro que a continuava e ligava ao mar, formavam então uma enseada que proporcionava à nossa região um verdadeiro porto e lhe estreitava os laços quotidianos com o Oceano, de uma forma que hoje nos custa a compreender privados que estamos, desde há séculos, dessa estrada natural de penetração."
Em "O Foral Afonsino de Sintra" de José Cardim Ribeiro, Director do MASMO
Aguarela de Roque Gameiro (1864-1934), com uma imagem do percurso do Rio das Maçãs junto à foz.
Postal antigo (não datado) com o curso do rio da Maçãs a dividir o areal da Praia das Maçãs
Num postal antigo ( não datado), o curso do rio das Maçãs já como conhecemos nos nossos dias
"(...) Descendo a costa, encontramos o Rio das Maçãs, cujos afluentes da margem direita drenam a vertente Sul do citado planalto.(planalto de S.João das Lampas)
O Rio das Maçãs é o mais importante curso de água desta vertente.Nasce no Castanheiro, a cerca de 200 m. de altitude, passa em S.Romão, depois em Lourel, tomando o nome desse povoado até à ponte Redonda, para depois ser conhecido com o nome de Ribeira de Galamares, até à várzea de Colares.
.Nesta secção descreve um largo meandro envolvendo o Vinagre e, retomando a direcção dominante SE-NW. passa a denominar-se Rio das Maçãs, embocando no oceano na praia assim chamada.
(...)
O Rio das Maçãs, com cerca de 13,5 Km. de extensão, recebe pela margem direita alguns afluentes vindos dos contrafortes do planalto de S.João das Lampas, como as ribeiras de Janas,Mucifal, Morelinho, Carrascal e Cabriz.
Pela margem esquerda, muito abrupta recebe as ribeiras do Covão, Colares,Monserrate e a do Duche, ou Rio do Porto, que corre num apertado vale de fractura onde se nota uma interessante inversão estratigráfica.(...)"
em "Sintra e o seu Termo" de José de Oliveira Boléo,1940
quinta-feira, janeiro 18, 2018
Mar revolto na Costa
Mindelo, na Praia das Maçãs, hoje com vagas alterosas - mas o Oceano sempre belo, em todo o seu esplendor.
Dia de Sol de Inverno, neste início de 2018
Fotos em 18/01/2018
Dia de Sol de Inverno, neste início de 2018
Fotos em 18/01/2018
sábado, janeiro 13, 2018
Porque hoje é Sábado....
Nos anos 50, a Praia das Maçãs teve uma "fábrica" de motociclos muito conhecida na região - a oficina de António Jacinto Canastro, onde era fabricada a "Caravela Praia das Maçãs", um motociclo com motor de 50cc - a oficina, actualmente já não existe e o antigo espaço, foi recentemente demolido.
Fotos de dois modelos da "Caravela Praia das Maçãs"
Um dos modelos da "Caravela Praia das Maçãs", na foto, pertencente à colecção do Arq. Frederico Valsassina.
Caravela Praia das Maçãs, propriedade do Arq. Frederico Valsassina
Foto de outro modelo da Caravela Praia das Maçãs, propriedade de Nuno Gaspar
O fabrico das Caravelas era feito a partir de peças e componentes existentes no mercado - existiam em duas cores (vermelho e azul) e vários modelos. Os motociclos construídos por António Canastro eram muito populares na região.
.

Foto da Caravela Praia das Maçãs, do Arq.F.Valsassina

Uma interessante foto de época , com o mesmo modelo da Caravela, das fotos de hoje(foto da colecção Nuno Gaspar)
Os motociclos construídos por António Canastro eram muito populares na região.
Caravela Praia das Maçãs, propriedade do Arq. Frederico Valsasina
Publicamos as fotos de duas "Caravelas Praia das Maçãs", (talvez as únicas existentes), reconstruidas na oficina do Sr. José Domingos no Mucifal. A Foto 1. a Caravela da Praia das Maçãs, propriedade de Nuno Gaspar, co-autor de dois magníficos livros sobre a Praia das Maçãs: "O passado e o presente" e "Um passeio de Cintra até ao Mar" um grande coleccionador de fotos e postais de Sintra.
As fotos 1,3 e 4, Caravela, da colecção do Arquitecto Frederico Valsassina, existente na sua casa na Praia das Maçãs.
Foto de família

.
A foto:Na Caravela: Guilherme Jacinto, um dos irmãos Canastra, com a mulher Maria Rosa Grego Jacinto (neta do Julio Grego) e a filha Elisabete Grego Jacinto Matias. À porta do restaurante Flor da Praia está Elisa de Jesus Grego (filha do Julio Grego)*Foto encontrada na página de Facebook de Oceanberg (Wood-Surfboard), para quem vão os nossos agradecimentos.
Créditos
Para este trabalho de pesquisa sobre a "Caravela Praia das Maçãs", foi determinante a amável colaboração de José Domingos e Nuno Gaspar, Arq. Frederico Valsassina, a quem desde já agradecemos
terça-feira, dezembro 26, 2017
Sobre a Rola do mar
Rolas -do mar ,Praia Grande/ Novembro 2014
Estas ágeis aves alimentam-se geralmente em zonas rochosas à beira-mar, muitas vezes virando pequenas pedras para procurar os pequenos invertebrados.

Fotos na Praia das Maçãs Novembro 2014
Sobre a Rola-do-mar
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/11/postal-da-praia-das-macas-com-aves.html

Fotos na Praia das Maçãs Novembro 2014
IDENTIFICAÇÃO E CARACTERÍSTICAS
A Rola-do-mar (Arenaria interpres) pertence à ordem dos Charadriiformes, família Scolopacidae e subfamília Arenariinae.
É uma limícola de pequenas dimensões (21-24 cm de comprimento e 44-49 cms de envergadura), robusta, com patas e bico curtos. A sua plumagem característica torna-a numa espécie de fácil identificação. Em quase todas as plumagens o bico é preto e as patas são alaranjadas. A plumagem nupcial é muito colorida; possuem marcas pretas na cabeça e uma banda preta no peito contrastando com a cor branca da parte inferior do corpo. No dorso e asas apresenta um padrão muito marcado e contrastante; o manto, as escapulares e as terciárias são preto-acastanhadas, com penas orladas a cor ferrugem e as pequenas e médias coberturas são cor de ferrugem. Nesta plumagem os machos distinguem-se pelo seu padrão mais vivo e menos acastanhado. De Inverno, a plumagem torna-se castanha-acinzentada com orlas brancas nas penas. Também as marcas faciais se tornam mais difusas.
Os juvenis são semelhantes aos adultos em plumagem de Inverno, com as penas do dorso orladas a castanho claro e as patas amareladas.
Em vôo apresentam um padrão único com dois painéis brancos nas asas e uma barra preta terminal na cauda.
Texto retirado daqui:
http://naturlink.sapo.pt/Natureza-e-Ambiente/Fichas-de-Especies/content/Ficha-da-Rola-do-mar?bl=1
*Postal da Praia das Maçãs 1ª Parte
http://naturlink.sapo.pt/Natureza-e-Ambiente/Fichas-de-Especies/content/Ficha-da-Rola-do-mar?bl=1
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/11/postal-da-praia-das-macas-com-aves.html
segunda-feira, setembro 04, 2017
A nossa colaboração no Jornal de Sintra esta semana
Jornal de Sintra - 1 de Setembro
Ver o Jornal de Sintra de 1 de Setembro de 2017,(via blog "Tudo sobre Sintra") aqui:
https://drive.google.com/file/d/0B6Dt2bqkL0hyV0tERW1xcjBRUWs/view
Ver o Jornal de Sintra de 1 de Setembro de 2017,(via blog "Tudo sobre Sintra") aqui:
https://drive.google.com/file/d/0B6Dt2bqkL0hyV0tERW1xcjBRUWs/view
segunda-feira, agosto 28, 2017
Da Capela de Alfredo Keil até ao Oceano
Foto no Domingo, 27/08/2017
Da pequena capela da Vila Guida, na Praia das Maçãs, construída por Alfredo Keil, voltou ontem a sair, a denominada procissão da Nossa Senhora da Praia - iniciada por Keil em 1893.
"Os andores são levados até ao oceano onde ficam a aguardar o lançamento de pétalas de rosa vindas do céu" no folheto da Irmandade de Nossa Senhora da Praia
.Foto no Domingo, 27/08/2017
Manifestação religiosa recuperada em 1984, conheceu o primeiro interregno após a morte de Alfredo Keil em 1907, tendo sido retomada entre 1936 e 1944.
A procissão terá sido inspirada pela lenda segundo a qual teria sido encontrada uma imagem de Nossa Senhora junto às rochas da Praia das Maçãs.
"O seu elegante chalet cuja construcção principiou em Janeiro de 1889 e estava terminada em 1890, é, ainda hoje, a mais bella construcção ali feita. Junto d´elle fez o sr. Keil erigir uma pequena capella, sob invocação da Nossa Senhora da Praia, que um anno depois fazia sagrar, e onde o Padre D. Matias del Campo resou a primeira missa, que o sr. Keil mandou celebrar por alma de seu pae. Desde 1883, e quasi sempre no ultimo domingo de Setembro, alli se tem realizado uma festa, á que concorrem muitos devotos dos logares limitrophes, vendendo-se, como recordação d’essa festividade, um registo com a imagem de Nossa Senhora da Praia
(..).
(...)
Em 1897, todas as familias que no mez de Setembro se encontravam na Praia das Maçãs, combinaram dar aquella festa um maior brilho, e, auxiliadas por alguns cavalheiros de Collares, realizaram esses festejos com grandiosidade tal, que conseguiram attrahir alli para cima de cinco mil pessoas.
Dessa festa o que mais se admirou foi o imponentissimo cirio de Collares á Praia. Sem o aspecto dos antigos cirios religiosos, mas com um cunho moderno, nélle se encorporaram approximadamente duzentos cavalleiros e mais de cem carros artisticamente enfeitados."
De um texto de 1905 de António A.R. Cunha em "Cintra Pinturesca"
* Ortografia conforme texto original
Foto no Domingo, 27/08/2017
O Círio de Nossa Senhora da Praia que nasceu em 1897,por iniciativa de Alfredo Keil , tinha o seu inicio na Vila de Colares para as Azenhas do Mar.
Foto no Domingo, 27/08/2017
Círio da Praia das Maçãs
Também José Alfredo Azevedo, abordou o tema do Círio da Praia das Maçãs , reportando que nesse ano (1897)“Para além das cerimónias tradicionais meteu um galeão que “navegou” em terra puxado por duas juntas de bois, conduzido a banda dos Voluntários de Colares”mas em “1898 a coisa não correu da melhor maneira.Embora com três círios, de Colares,Sintra e Almoçageme,Alfredo Keil, por razões que não consegui apurar, não franqueou a sua capela.Logo os festeiros resolveram construir outra, em terreno oferecido pelo padre Matias del Campo, no outro lado do areal, na eminência conhecida por Ponta da vigia.Chegou a ser anunciado o início das obras, mas a capela que seria da mesma invocação, nunca foi construida.”
Da pequena capela da Vila Guida, na Praia das Maçãs, construída por Alfredo Keil, voltou ontem a sair, a denominada procissão da Nossa Senhora da Praia - iniciada por Keil em 1893.
"Os andores são levados até ao oceano onde ficam a aguardar o lançamento de pétalas de rosa vindas do céu" no folheto da Irmandade de Nossa Senhora da Praia
.Foto no Domingo, 27/08/2017
Manifestação religiosa recuperada em 1984, conheceu o primeiro interregno após a morte de Alfredo Keil em 1907, tendo sido retomada entre 1936 e 1944.
A procissão terá sido inspirada pela lenda segundo a qual teria sido encontrada uma imagem de Nossa Senhora junto às rochas da Praia das Maçãs.
"O seu elegante chalet cuja construcção principiou em Janeiro de 1889 e estava terminada em 1890, é, ainda hoje, a mais bella construcção ali feita. Junto d´elle fez o sr. Keil erigir uma pequena capella, sob invocação da Nossa Senhora da Praia, que um anno depois fazia sagrar, e onde o Padre D. Matias del Campo resou a primeira missa, que o sr. Keil mandou celebrar por alma de seu pae. Desde 1883, e quasi sempre no ultimo domingo de Setembro, alli se tem realizado uma festa, á que concorrem muitos devotos dos logares limitrophes, vendendo-se, como recordação d’essa festividade, um registo com a imagem de Nossa Senhora da Praia
(..).
(...)
Em 1897, todas as familias que no mez de Setembro se encontravam na Praia das Maçãs, combinaram dar aquella festa um maior brilho, e, auxiliadas por alguns cavalheiros de Collares, realizaram esses festejos com grandiosidade tal, que conseguiram attrahir alli para cima de cinco mil pessoas.
Dessa festa o que mais se admirou foi o imponentissimo cirio de Collares á Praia. Sem o aspecto dos antigos cirios religiosos, mas com um cunho moderno, nélle se encorporaram approximadamente duzentos cavalleiros e mais de cem carros artisticamente enfeitados."
De um texto de 1905 de António A.R. Cunha em "Cintra Pinturesca"
* Ortografia conforme texto original
O Círio de Nossa Senhora da Praia que nasceu em 1897,por iniciativa de Alfredo Keil , tinha o seu inicio na Vila de Colares para as Azenhas do Mar.
Foto no Domingo, 27/08/2017
Círio da Praia das Maçãs
Também José Alfredo Azevedo, abordou o tema do Círio da Praia das Maçãs , reportando que nesse ano (1897)“Para além das cerimónias tradicionais meteu um galeão que “navegou” em terra puxado por duas juntas de bois, conduzido a banda dos Voluntários de Colares”mas em “1898 a coisa não correu da melhor maneira.Embora com três círios, de Colares,Sintra e Almoçageme,Alfredo Keil, por razões que não consegui apurar, não franqueou a sua capela.Logo os festeiros resolveram construir outra, em terreno oferecido pelo padre Matias del Campo, no outro lado do areal, na eminência conhecida por Ponta da vigia.Chegou a ser anunciado o início das obras, mas a capela que seria da mesma invocação, nunca foi construida.”
quarta-feira, agosto 02, 2017
Sintra com tempos de Antena
Sintra e especialmente as Azenhas do Mar, têm nos últimos dias algum tempo de antena, tanto na SIC como na TVI, e anteriormente pela votação de "Aldeia do Mar", num concurso televisivo da RTP1, com grande divulgação na comunicação social.
http://riodasmacas.blogspot.pt/2012/04/inspiracoes-na-orla-da-praia.html
http://riodasmacas.blogspot.pt/2017/05/aconteceu-uma-exposicao-colectiva-de.html
Azenhas, Aldeia do Mar
http://riodasmacas.blogspot.pt/2017/07/azenhas-do-mar-aldeia-do-mar-na-final.html
Amigo José Augusto do restaurante da "Lurdes", e com o hobby da pintura, entrevistado no programa da SIC: "Ir é o melhor remédio".
Os quadros a óleo de José Augusto,que decoram a sala do restaurante da "Adega das Azenhas" não deixaram de ser registados
A TVI também visitou Sintra, e divulgou uma viagem no Eléctrico centenário de Sintra à Praia das Maçãshttp://riodasmacas.blogspot.pt/2012/04/inspiracoes-na-orla-da-praia.html
http://riodasmacas.blogspot.pt/2017/05/aconteceu-uma-exposicao-colectiva-de.html
Azenhas, Aldeia do Mar
http://riodasmacas.blogspot.pt/2017/07/azenhas-do-mar-aldeia-do-mar-na-final.html
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