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segunda-feira, outubro 29, 2018

Sobre a Quinta dos Lagos (reedição)

Com o Brasil na ordem do dia, oportunidade para reeditar um assunto, que após a publicação no "rio das Maçã" teve grande impacto no outro lado do Atlântico em 2009.  A atribuição pelo ” Jornal Pequeno” na edição de domingo, 24 de Maio de 2009, da posse pelo ex-presidente José Sarney nos anos 90, da Quinta dos Lagos em Sintra - assunto já referido anteriormente por Walter Rodrigues em 1993, criou actualmente uma enorme polémica no outro lado do Atlântico.

O Rio das Maçãs é referenciado nesta polémica, pelos vários posts publicados sobre a Quinta dos Lagos desde 2006.

Na edição do último domingo o “Jornal Pequeno”, publica uma carta do ex-presidente José Sarney, que reafirma que “não tenho e nunca tive nenhum imóvel ou o que quer que seja em Lisboa.”, com a respectiva réplica por parte da direcção do jornal do Estado do Maranhão. Pelo interesse deste assunto relativamente a Sintra, publicamos hoje esses dois textos.

Primeiras páginas do "Jornal Pequeno",e a 1ªPágina do semanário "Sol" de 29 de Maio de 2009., com referências à Quinta dos Lagos


A CARTA DE SARNEY


Brasília, Maio de 2009
Ao Senhor

LOURIVAL MARQUES BOGÉA
Diretor-Geral, Jornal Pequeno


Prezado senhor,
A respeito da matéria publicada por esse jornal, afirmando haver tido eu a propriedade de uma quinta, castelo ou seja lá o que for, quero desmentir essa divulgação. Aliás, essa notícia, agora reproduzida com o objetivo de atingir a minha honra, surgiu há vinte anos, quando eu era Presidente da República, foi por mim contestada com documento do Cartório Imobiliário de Lisboa, certificando não ter nem haver tido eu nenhuma propriedade naquela cidade. Repito: não tenho e nunca tive nenhum imóvel ou o que quer que seja em Lisboa. Por Lisboa sempre tive amor, de suas cores, de sua história.

2. Mas, para que não paire qualquer dúvida sobre o meu hipotético imóvel, que nunca existiu, quero doá-lo à empresa editora do Jornal Pequeno, que tem como presidente sua progenitora, Hilda Bogéa, e seus filhos, para dele usufruírem todo o seu valor, podendo usá-lo, vendê-lo e transmiti-lo a seus herdeiros.

3. Assim, esse castelo que não existe passará a pertencer à família Bogéa, que há 50 anos insulta-me, desrespeita, injuria e difama a minha pessoa.

4. Desfrutem de mais essa patranha. Saudações,

JOSÉ SARNEY
Carta do ex-presidente José Sarney ao "Jornal Pequeno"
RESPOSTA DO JP
Como o senador José Sarney gosta de numerar parágrafos, o JP vai acompanhá-lo em mais essa sua mania:
1. Nem a reportagem sobre o castelo de Sintra nem qualquer outra que envolva o senhor Sarney e seu clã são feitas pelo JP com o objetivo de atingir sua honra, como acusa o senador, e sim o que ele representa: um coronelismo político, econômico e midiático antiético, que oprime e mantém sob seu jugo uma legião de miseráveis num dos estados mais pobres do país. O senhor Sarney diz que um documento do Cartório Imobiliário de Lisboa certifica que ele não tem nem nunca teve “nenhuma propriedade naquela cidade”. “Repito: não tenho e nunca tive nenhum imóvel ou o que quer que seja em Lisboa”, complementou o senador. Vale esclarecer que a reportagem do JP diz que ele teve, por pelo menos 4 anos (1990 a 1993), a Quinta dos Lagos, em Sintra, e não em Lisboa. Por que o senador não nos envia uma cópia do documento fornecido pelo Cartório de Lisboa?
2. Em resposta à chacota do senador, “doando” a Quinta dos Lagos à família Bogéa, proprietária do JP, agradecemos mas rejeitamos o oferecimento. Primeiro porque nenhum dos Bogéa compartilha com o senhor Sarney o gosto por imóveis que lembram os senhores feudais da Idade Média (a Era das Trevas). Segundo porque o castelo não é mais do senador, portanto ele não pode doá-lo. Mas se o senhor Sarney abandonar o sarcasmo e quiser exercitar seriamente sua generosidade, pode doar aos desabrigados pelas enchentes do Maranhão uma de suas mansões de Curupu ou toda a dinheirama que recebeu ilegalmente – sem saber, é claro... – de auxílio-moradia do Senado. Aliás, essa é a sugestão da jornalista Ruth de Aquino, da revista Época. No mais, em contrapartida à boa ação do senhor Sarney, a família Bogéa e seu JP aceitam doar a ele e seu império de Comunicação um pouco de credibilidade e dignidade, que nos sobram e faltam à mídia sarneysista.
3. A família Bogéa não insulta, desrespeita, injuria e difama o senhor José Sarney há 50 anos. Como já foi dito no início, combatemos (há 44 anos, e não 50) o que ele representa: um modo antiético e imoral de fazer política, responsável pela perpetuação da miséria do Maranhão e que recentemente se estendeu ao Congresso Nacional, conforme o JP e todos os veículos sérios da imprensa nacional vêm mostrando à exaustão. Insulto, desrespeito, injúria e difamação tivemos a oportunidade de ver correndo solto no Sistema Mirante na campanha sem tréguas que resultou no golpe, via judicial (segundo o renomado jurista Francisco Rezek), que tirou do cargo um governador legitimamente eleito pelo povo e colocou em seu lugar a filha do senhor Sarney, derrotada nas urnas.
4. Traduzindo o vocabulário arcaico do senador, “patranha” quer dizer mentira. Vide “caso Reis Pacheco”, farsa da encomenda de morte do prefeito de Imperatriz Ildon Marques por parte do deputado Sebastião Madeira, as oito versões para a “bufunfa” de 1,34 milhão encontrada na Lunus etc. etc.
A Direção do JP

Posts publicados no Rio das Maçãs sobre a Quinta dos Lagos :
http://riodasmacas.blogspot.com/2008/04/quinta-dos-lagos-na-estefnia-de-sintra.html

http://riodasmacas.blogspot.com/2007/02/casa-do-primeiro-presidente-da-cmara-de.html

http://riodasmacas.blogspot.com/2006/11/curiosidades-de-sintra-antiga.html

http://riodasmacas.blogspot.com/2009/05/rio-das-macas-referido-no-brasil-por.html

http://riodasmacas.blogspot.com/2009/05/quinta-dos-lagos-em-sintra.html

segunda-feira, novembro 20, 2017

Sobre a Quinta dos Lagos em Sintra (reedição)


Foto do  EngºFCMendes (1930), via M.Clara Gomes/FB Adoro Sintra

- A  Quinta dos Lagos em Sintra, tem tido neste blog várias referências ao longo do tempo, a foto acima que não conhecíamos, permite hoje voltar ao tema.

(imagem maps.live.com) Quinta dos Lagos
*Clicar nas imagens para ampliar

"(...) Uma torre muito alta evoca as das cidades medievais italianas, com um relógio de torre e sineira nórdica. Como contribuição portuguesa, painéis de azulejos azuis e brancos e conchas barrocas acompanham dois episódios da vida de Santa Amália, primeiro coroada e segurando na mão uma cruz e um livro, e depois flutuando sobre um peixe. Decorada com grande requinte, a casa é rodeada por um jardim regado por águas abundantes, provenientes das antigas canalizações de origem moura. Muito pitoresco, esse jardim é pontuado por lagos que dão nome à quinta. O pintor J. Pinto ornamentou o mirante medieval."

*Texto de "Quintas e palácios nos arredores de Lisboa", de Anne de Stoop
"As duas torres feudais que ladeiam uma magnífica grade art nouveau anunciam desde a entrada do jardim o ecletismo da Quinta dos Lagos."*

Fotos da inauguração da casa de Fernando Formigal de Morais em 1909
Clicar nas imagens para ampliar

Fotos de Benoliel, publicadas na revista"Brasil- Portugal" nº255, de 1 de Setembro de 1909

A legenda da fotografia : "As novas construcções de Cintra, começam também a adquirir um certo caracter de elegancia.Damos hoje a photografia da casa do sr. Fernando Formigal de Moraes, recentemente construida na Variante da Estephania, cuja capella foi benzida a semana passada pelo sr. Arcebispo de Mytilene."(Fotos: Novaes, na "Ilustração Portuguesa" em 1909)
Publicámos diversos posts sobre Fernando Formigal de Morais. O palacete da Quinta dos Lagos,  foi mandado construir em 1907 - segundo projecto do Arq. Francisco Carlos Parente, pelo primeiro Presidente da Câmara de Sintra, após a implantação da República em 1910.
De um texto sobre a Quinta dos Lagos, publicada em “Quintas e Palácios nos Arredores de Lisboa “de Anne de Stoop editado pela livraria Civilização em 1986. transcrevemos:

“Decorada com grande requinte, a casa é rodeada por um jardim regado por águas abundantes, provenientes das antigas canalizações de origem moura. Muito pitoresco, este é pontuado por lagos que dão o nome à quinta e por pavilhões como um templozinho circular em ruínas ao gosto do séc. XVIII.”

“Na fachada da casa, vãos em asas de cesto, e de volta perfeita coexistem como uma «loggia» Renascença e uma torre muito alta, evocando as das cidades medievais italianas com relógio de torre sineira nórdica.”

segunda-feira, julho 31, 2017

Sobre a Quinta dos Lagos e a Escola do Morais em Sintra (reedição)

Por gentileza de M.C.Gomes, publicamos na sequência de um post , um desenho (planta e fachada principal), da casa de Fernando Formigal de Morais na Quinta dos Lagos, (publicado no Anuário da Sociedade dos Arquitectos Portugueses,ano III) - primeiro presidente da Câmara de Sintra, após a implantação da República em 1910. Também seu pai Domingos José de Morais, está ligado à história de Sintra, é desse perfil que tratamos hoje.

Domingos José de Morais, começando a trabalhar muito novo, aos catorze anos, conseguiu quatro anos depois estabelecer-se por conta própria. Com o resultado do seu trabalho conseguiu arranjar grande fortuna. Homem bem conhecido pelo seu sentimento filantropo, e imbuído pelo espírito republicano, patrocinou diversas obras de cariz social pelo país , além de a si chamar a dinamização da construção da escola, que viria a receber o seu nome em Sintra.
Domingos José de Morais

A escola iniciada no último período da monarquia, e terminada em 1910, foi desde logo associada à causa republicana, tendo o próprio Domingos José de de Morais oferecido o edifício à administração municipal. Nessa escola existia uma banda de música denominada a “Banda da Escola do Morais” formada pelos seus jovens alunos, que se estreou em 24 de Junho de 1911.
A escola de Domingos José de Morais nos inícios do Séc.XX (Foto de António Portugal,arq.Fot.CML)

Domingos José de Morais, nasceu em Areosa (Viana do Castelo) no dia 2 de Novembro de 1846 e faleceu em Lisboa a 28 de Novembro de 1903. Domingos José de Morais era pai de Fernando Formigal de Morais, o primeiro Presidente da Câmara de Sintra, depois da implantação da República.
A escola actualmente

Post relacionado:

-Sobre a Quinta dos Lagos em Sintra -aqui
-Curiosidades de Sintra antiga-aqui
-Casa do primeiro Presidente da Câmara de Sintra-aqui
-Quinta dos Lagos-aqui




Fontes :
Obras de José Alfredo Azevedo
Sintra- Escolas memória I ed. da Misericórdia de Sintra.

quarta-feira, julho 08, 2009

O dia da inauguração da Quinta dos Lagos

Hoje voltamos a um tema que tem levantado grande polémica no Brasil, após uma investigação jornalística do “Jornal Pequeno” do Estado do Maranhão.
Depois da revista “Brasil-Portugal” nº255 de 1 de Setembro de 1909, também a revista “Occidente” nº 1105 de 10 de Setembro de 1909, publicava uma interessante reportagem sobre a inauguração da casa do primeiro presidente da Câmara de Sintra, após a implantação da República.

Formigalmoraiscasa
"É na Estefania, no sítio denominado Variante, que o sr. Fernando Formigal de Moraes, com requintado bom gosto, mandou ha pouco construir uma elegante casa e junto desta uma capela cuja inauguração teve logar no dia 15 do mez passado.

Esta construção, em estilo moderno, foi delineado pelo arquitéto sr. Parente, e assente num lindo e espaçoso parque, denominado Amelia Moraes, por onde surgem plantas de raro apreço e arvoredo que a breve trecho dará boas sombras, porque ali se desenvolve fácilmente na frescura do solo, donde a agua borbulha aqui e acolá, como já corre de uma cascata de forma caprichosa figurando umas ruinas, que as heras revestirão pitorescamente. Todas as obras deste parque foram dirigidas pelo seu proprietario sr.Fernando Formigal de Moraes, revelando o bom gosto, que alias presidiu a toda a construção.
formigalmoraiscasa2
Não quiz o sr. Fernando Moraes inaugurar o seu novo solar sem o assinalar por benemeritos actos de caridade, seguindo a tradição de familia em que a crença de nossos maiores e o espirito caridoso são proverbiaes.
Assim, numa justa compreenção da amoravel lei cristan, o acto religioso da sagração da capela, pelo sr.arcebispo de Mitilene, foi seguido da distribuição de vestuario a 250 creanças pobres, quasi todas filhas de operarios que trabalharam nas obras da sua casa em numero de uns cem, e que também receberam fatos novos.
Quantas alegrias de almas e quantas bençãos do ceu não se espalharam sobre aquella inauguração! O relato de uma festa assim entra nos dominios da Chronica do Bem já que infelizmente, tanto ha a registar na Chronica do Mal.

A distribuição dos fatos não se poude fazer completa naquelle dia , e por isso se concluiu no domingo seguinte, 22, em que novamente se reuniram as creanças, fotografando-se então interessante grupo que reproduzimos em gravura, juntamente com a vista da casa, capela e parque, assim como o grupo de pessoas da familia Formigal de Moraes e convidados que assistiram à inauguração.
portaoabertomorais copy
A capela é dedicada a Santa Rosa que se vê numa artistica maquineta sobre o altar, correndo á frente do arco cruzeiro uma elegante balaustrada. Entre as belezas dos estuques e das pinturas a apreciar na nova construção, deve também na nova construção, deve notar-se também o portão de ferro , obra de arte executada sobre desenho do arquiteto sr. Norte Junior."

Na revista "Occidente de 10 de Setembro de 1909

*Nota-Ortografia e pontuação conforme original

terça-feira, junho 02, 2009

Quinta dos Lagos em Sintra cria polémica no Brasil

A atribuição pelo ” Jornal Pequeno” na edição de domingo, 24 de Maio de 2009, da posse pelo ex-presidente José Sarney nos anos 90, da Quinta dos Lagos em Sintra - assunto já referido anteriormente por Walter Rodrigues em 1993, criou actualmente uma enorme polémica no outro lado do Atlântico.

O Rio das Maçãs é referenciado nesta polémica, pelos vários posts publicados sobre a Quinta dos Lagos desde 2006.

Na edição do último domingo o “Jornal Pequeno”, publica uma carta do ex-presidente José Sarney, que reafirma que “não tenho e nunca tive nenhum imóvel ou o que quer que seja em Lisboa.”, com a respectiva réplica por parte da direcção do jornal do Estado do Maranhão. Pelo interesse deste assunto relativamente a Sintra, publicamos hoje esses dois textos.

Primeiras páginas do "Jornal Pequeno",e a 1ªPágina do semanário "Sol" de 29 de Maio de 2009., com referências à Quinta dos Lagos


A CARTA DE SARNEY


Brasília, Maio de 2009
Ao Senhor

LOURIVAL MARQUES BOGÉA
Diretor-Geral, Jornal Pequeno


Prezado senhor,
A respeito da matéria publicada por esse jornal, afirmando haver tido eu a propriedade de uma quinta, castelo ou seja lá o que for, quero desmentir essa divulgação. Aliás, essa notícia, agora reproduzida com o objetivo de atingir a minha honra, surgiu há vinte anos, quando eu era Presidente da República, foi por mim contestada com documento do Cartório Imobiliário de Lisboa, certificando não ter nem haver tido eu nenhuma propriedade naquela cidade. Repito: não tenho e nunca tive nenhum imóvel ou o que quer que seja em Lisboa. Por Lisboa sempre tive amor, de suas cores, de sua história.

2. Mas, para que não paire qualquer dúvida sobre o meu hipotético imóvel, que nunca existiu, quero doá-lo à empresa editora do Jornal Pequeno, que tem como presidente sua progenitora, Hilda Bogéa, e seus filhos, para dele usufruírem todo o seu valor, podendo usá-lo, vendê-lo e transmiti-lo a seus herdeiros.

3. Assim, esse castelo que não existe passará a pertencer à família Bogéa, que há 50 anos insulta-me, desrespeita, injuria e difama a minha pessoa.

4. Desfrutem de mais essa patranha. Saudações,

JOSÉ SARNEY
Carta do ex-presidente José Sarney ao "Jornal Pequeno"
RESPOSTA DO JP
Como o senador José Sarney gosta de numerar parágrafos, o JP vai acompanhá-lo em mais essa sua mania:
1. Nem a reportagem sobre o castelo de Sintra nem qualquer outra que envolva o senhor Sarney e seu clã são feitas pelo JP com o objetivo de atingir sua honra, como acusa o senador, e sim o que ele representa: um coronelismo político, econômico e midiático antiético, que oprime e mantém sob seu jugo uma legião de miseráveis num dos estados mais pobres do país. O senhor Sarney diz que um documento do Cartório Imobiliário de Lisboa certifica que ele não tem nem nunca teve “nenhuma propriedade naquela cidade”. “Repito: não tenho e nunca tive nenhum imóvel ou o que quer que seja em Lisboa”, complementou o senador. Vale esclarecer que a reportagem do JP diz que ele teve, por pelo menos 4 anos (1990 a 1993), a Quinta dos Lagos, em Sintra, e não em Lisboa. Por que o senador não nos envia uma cópia do documento fornecido pelo Cartório de Lisboa?
2. Em resposta à chacota do senador, “doando” a Quinta dos Lagos à família Bogéa, proprietária do JP, agradecemos mas rejeitamos o oferecimento. Primeiro porque nenhum dos Bogéa compartilha com o senhor Sarney o gosto por imóveis que lembram os senhores feudais da Idade Média (a Era das Trevas). Segundo porque o castelo não é mais do senador, portanto ele não pode doá-lo. Mas se o senhor Sarney abandonar o sarcasmo e quiser exercitar seriamente sua generosidade, pode doar aos desabrigados pelas enchentes do Maranhão uma de suas mansões de Curupu ou toda a dinheirama que recebeu ilegalmente – sem saber, é claro... – de auxílio-moradia do Senado. Aliás, essa é a sugestão da jornalista Ruth de Aquino, da revista Época. No mais, em contrapartida à boa ação do senhor Sarney, a família Bogéa e seu JP aceitam doar a ele e seu império de Comunicação um pouco de credibilidade e dignidade, que nos sobram e faltam à mídia sarneysista.
3. A família Bogéa não insulta, desrespeita, injuria e difama o senhor José Sarney há 50 anos. Como já foi dito no início, combatemos (há 44 anos, e não 50) o que ele representa: um modo antiético e imoral de fazer política, responsável pela perpetuação da miséria do Maranhão e que recentemente se estendeu ao Congresso Nacional, conforme o JP e todos os veículos sérios da imprensa nacional vêm mostrando à exaustão. Insulto, desrespeito, injúria e difamação tivemos a oportunidade de ver correndo solto no Sistema Mirante na campanha sem tréguas que resultou no golpe, via judicial (segundo o renomado jurista Francisco Rezek), que tirou do cargo um governador legitimamente eleito pelo povo e colocou em seu lugar a filha do senhor Sarney, derrotada nas urnas.
4. Traduzindo o vocabulário arcaico do senador, “patranha” quer dizer mentira. Vide “caso Reis Pacheco”, farsa da encomenda de morte do prefeito de Imperatriz Ildon Marques por parte do deputado Sebastião Madeira, as oito versões para a “bufunfa” de 1,34 milhão encontrada na Lunus etc. etc.
A Direção do JP

Posts publicados no Rio das Maçãs sobre a Quinta dos Lagos :
http://riodasmacas.blogspot.com/2008/04/quinta-dos-lagos-na-estefnia-de-sintra.html

http://riodasmacas.blogspot.com/2007/02/casa-do-primeiro-presidente-da-cmara-de.html

http://riodasmacas.blogspot.com/2006/11/curiosidades-de-sintra-antiga.html

http://riodasmacas.blogspot.com/2009/05/rio-das-macas-referido-no-brasil-por.html

http://riodasmacas.blogspot.com/2009/05/quinta-dos-lagos-em-sintra.html

sexta-feira, maio 29, 2009

Quinta dos Lagos em Sintra

(imagem maps.live.com)

N
a sequência do post, em que mencionamos a referência feita, pelo “Jornal Pequeno” do Estado do Maranhão, ao “Rio das Maçãs” e face ao grande interesse demonstrado no Brasil, pela Quinta dos Lagos em Sintra, retomamos hoje o tema, com imagens ainda não publicadas neste blogue.


"(...) Uma torre muito alta evoca as das cidades medievais italianas, com um relógio de torre e sineira nórdica. Como contribuição portuguesa, painéis de azulejos azuis e brancos e conchas barrocas acompanham dois episódios da vida de Santa Amália, primeiro coroada e segurando na mão uma cruz e um livro, e depois flutuando sobre um peixe. Decorada com grande requinte, a casa é rodeada por um jardim regado por águas abundantes, provenientes das antigas canalizações de origem moura. Muito pitoresco, esse jardim é pontuado por lagos que dão nome à quinta. O pintor J. Pinto ornamentou o mirante medieval."

Texto de "Quintas e palácios nos arredores de Lisboa", de Anne de Stoop
"As duas torres feudais que ladeiam uma magnífica grade art nouveau anunciam desde a entrada do jardim o ecletismo da Quinta dos Lagos."*

Fotos da inauguração da casa de Fernando Formigal de Morais em 1909
Clicar nas imagens para ampliar

Fotos de Benoliel,publicadas na revista"Brasil- Portugal" nº255, de 1 de Setembro de 1909

Post relacionado-aqui
* Em "Quintas e palácios nos arredores de Lisboa", de Anne de Stoop

segunda-feira, maio 25, 2009

"Rio das Maçãs" referido no Brasil por causa da Quinta dos Lagos em Sintra

“Rio das Maçãs” é referido na edição de hoje, numa investigação jornalística do jornal brasileiro “Jornal Pequeno” sobre a compra através de um “offshore” sediado no Panamá, pelo ex-presidente José Sarney, da Quinta dos Lagos em Sintra.

«SENHOR FEUDAL - JOSÉ SARNEY 'ESCONDEU' DA JUSTIÇA CASTELO EM PORTUGAL

Quinta dos Lagos foi comprada no final de sua presidência, por meio de uma ‘offshore’ com sede num ‘paraíso fiscal’

Castelo, em estilo que lembra o período medieval, teria sido do presidente do Senado por pelo menos quatro anos


POR OSWALDO VIVIANI
De Sintra, Portugal

24 de maio de 2009 às 11:03

(...) Reportagem investigativa - A compra da Quinta dos Lagos e a ligação da Almonde Securities com José Sarney foram divulgadas pela primeira vez numa reportagem de autoria da jornalista Maria do Rosário Lopes, publicada, pouco tempo depois da aquisição do castelo, pela revista portuguesa "Olá", um suplemento do jornal "Semanário". O JP teve acesso à publicação na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa.

A matéria é intitulada - como o romance policial de Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão - "O mistério da estrada de Sintra". Nela, a repórter Maria do Rosário informa que o procurador da Almonde Securities em Portugal, na época, Carlos Aguiar, embora não tenha negado a compra da Quinta dos Lagos por José Sarney, "recusou-se a prestar maiores esclarecimentos".

A aquisição do castelo por Sarney - concretizada quando ele ainda era presidente da República - foi confirmada à repórter Maria do Rosário pela vizinhança da propriedade e por uma caseira, identificada como Maria José. Esta afirmou à jornalista que o negócio envolveu "uns brasileiros, gente importante, parece que era o Sarney". Além da reportagem da revista "Olá", o blog http://riodasmacas.blogspot.com, que descreve lugares e curiosidades de Sintra, posta há bastante tempo a informação de que José Sarney foi um dos donos da Quinta dos Lagos (buscar no google "quinta dos lagos rio das maçãs"). "Comprada [depois da morte do primeiro dono, Fernando Formigal de Morais] por um tal senhor Andersen, cônsul geral da Dinamarca, a quinta [dos Lagos] também teve como proprietários a família Sibourg e o ex-presidente do Brasil José Sarney", diz o blog. O que se pergunta é: se Sarney já negou "cabalmente" ter sido algum dia dono do castelo, por que não exigiu até hoje que a informação fosse excluída do blog? Isso para ele não representaria nenhuma dificuldade, pois já conseguiu até que a Justiça retirasse um blog do ar, no Amapá (http://alcinea-cavalcante.blogspot.com).

Cercas elétricas e cão - Para checar as informações difundidas pela revista "Olá" e pelo site "Rio das Maçãs", a reportagem do JP esteve, no dia 16 de abril, na Quinta dos Lagos, que se estende pela rua Francisco dos Santos, mas cujo portão principal fica no largo Fernando Formigal de Morais, 9. O nome do largo é uma homenagem ao primeiro proprietário do castelo (saiba mais na página 6).(...)»

-(texto completo do "Jornal Pequeno"), aqui, aqui e aqui)

Percurso politico de José Sarney:

– Deputado Federal (1956-59, 1959-63 e 1963-65).
– Governador do Estado do Maranhão (1965-1970).
– Senador da República pelo Maranhão (1971-79 e 1979-85).
– Vice-presidente da República (1985).
– Presidente da República (1985-90).
– Senador da República pelo Amapá (1991-99 e 1999-2007).
– Presidente do Senado Federal (1995-97 e 2003-05).

Posts relacionados:
-Quinta dos Lagos na Estefânea em Sintra -aqui
-A casa do primeiro Presidente da Câmara de Sintra-aqui