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quinta-feira, março 07, 2019

Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares V - reedição

Legenda-"Um grupo de filarmónicos junto à quinta dos Freixos, em Colares "


A Banda  dos Bombeiros Voluntários de Colares,que em 1926, se tornou independente da Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares, mantendo a designação original, seguindo cada uma das instituições o seu caminho, até aos dias de hoje.
Com o fim do pesadelo em que se tornou a construção da nova sede, a Banda dos Bombeiros de Colares regressou à sua velha sede. Só recentemente foi encontrada uma solução, um novo espaço para  sede..



A histórica sede da Banda

Datas históricas da vida da Banda:

-1 de Janeiro de 1890Constituição dos primeiros Corpos gerentes da Sociedade Phylarmónica e distribuição dos instrumentos aos 48 músicos fundadores.

-12 de Julho de 1891
Assembleia Geral Extraordinária da Associação Bombeiros Voluntários de Colares, aprovando a criação de uma Banda de Música, formada pelos sócios da instituição, para acompanhar o Corpo de Bombeiros.


-Em 28 de Novembro de 1926
Assembleia Geral aprovou os estatutos da banda dos Bombeiros Voluntários de Colares, e no parágrafo 2º ficou estabelecido que a «festa do seu aniversário é no dia primeiro de Novembro de cada ano e a sua fundação data do dia um de Novembro de 1891».Os mesmos estatutos passam a conferir personalidade jurídica à Banda, tornando-a assim inequivocamente independente da Associação da Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares

A Banda dos Bombeiros de Colares na Praia das Maçãs em Setembro de 2007

Calendário das comemorações- aqui

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-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.1ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.2ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.-3ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.-4ª Parte -pressionar

-Página sobre a Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares-pressionar

Nota:
Fontes utilizadas neste trabalho:
-"Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares-1891-1991" de António Caruna
-"Jornal de Sintra"
-Entrevistas a habitantes de Colares
-Foto e legenda, do grupo de filarmónicos, retirada da obra de António Caruna

segunda-feira, março 04, 2019

Apontamentos sobre a antiga Sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares IV - reedição

Após os grandiosos festejos da inauguração da Sede-Nova da Banda dos Bombeiros Volutários de Colares em 7 de Julho de 1945, vieram as tormentas.

-António Caruna explica as razões, no seu livro “Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares 1891-1991”- "O serviço da dívida, constituído por pesados juros, sobretudo com empréstimos contraídos junto da Caixa Geral de Depósitos, a vencer em datas inexoráveis, constituiu encargo tão grande que, nem os recursos da colectividade nem o esforço pessoal de Alberto Totta, conseguiu aguentar por muito tempo.Aconteceu o inevitável: a Caixa Geral de Depósitos , vencidos e não cumpridos os pagamentos de juros e amortizações nos prazos devidos, decidiu tomar posse da Sede da Banda para se ressarcir do dinheiro da dívida."

A tomada de posse do edificio por parte da CGD aconteceu em 28 de Agosto de 1948, sómente 3 anos após a inauguração...

A viagem possivel ao interior da Sede da Banda dos Bombeiros de Colares
Plateia

Próscenio

Salão Nobre

Átrio
Em 22 de novembro de 1959, Arlete Reis escreve no Jornal de Sintra ,”passámos em frente áquele malfadado edifício que foi a nova Sede da Banda, em saudosos tempos, e porque sonhar é fácil, errou no nosso espírito a recordação das luzes brilhantes através das cortinas graciosamente dispostas, pares dançando ao som de boas orquestras, sessões de cinema, as récitas do tempo de Tavarede e da fábrica Simões, automóveis de luxo esperando os seus ocupantes...E sonhávamos ainda, quando um inopinado zurrar (que infelizmente não são únicos, pois há outra espécie que é prejudicial), sugando o chão, ao lado de uma camioneta velha,ervas cobrindo parte da parede e saindo da porta principal duas sacas para carregar os sobreditos burros. Na entrada para a patinagem, vedada com canas, crescem mais ervas e consta-nos que a casa está transformada em armazém de ervas para ervanária , de batatas, etc..."

E a demolição acontece nos anos 70, após venda do imóvel em hasta pública,foi posteriormente construído um muro mesmo á beira da estrada, delimitando o terreno que ainda hoje existe ,sómente com uma pequena habitação.

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-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.2ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.-3ª Parte-pressionar

Notas: As fotos da antiga sede , estão publicadas em "Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares , 1891-1991 ,da autoria de A Granja .
Fonte utilizadas:
-Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares , 1891-1991 -Cem anos de Cultura e Recreio de António Caruna
-Jornal de Sintra

sexta-feira, março 01, 2019

Outros Carnavais

O Mucifal teve durante anos  animadas festividades carnavalescas, com organização de cortejos, muito apreciados. Com a colaboração gentil de antigos participantes nesses festejos - permite-nos , hoje, publicar alguns momentos, que ficaram registados e que  são ainda  lembrados com muita saudade.
Foto (não datada), cedida por Maria Guilhermina Louro - com o seu pai José Nunes Louro, ao lado do condutor de um potente bólide.


Foto cedida por Maria da Luz Sapina - 1ª foto,Carnaval no dia do cortejo,  25 de Fevereiro de 1963 -2ª foto, Domingo Gordo 28/03/1965


Foto cedida por Maria Henriqueta Louro -  Fernando Louro, como Fidalgo da Casa Mourisca, em 1963

,
Fotos cedidas por Maria Guilhermina Louro - 2ª foto, Carnaval de 1964



quinta-feira, fevereiro 28, 2019

Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares III -reedição

Uma banda dos Bombeiros Voluntários de Colares que não está ligada aos Bombeiros. Uma enorme sede construída em 1945, inaugurada pelo então Presidente da República, Marechal Carmona e de seguida demolida! - algumas curiosidades ligadas a uma instituição criada em 1 de Novembro de 1891,e que muito cedo se separou da colectividade mãe, os Bombeiros Voluntários de Colares. Ambas colectividades ainda hoje em plena actividade. E chegou o a 7 de Julho de 1945, dia da inauguração do majestoso edificío da nova sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares, que o "Jornal de Sintra" de 15-07-1945, descreve assim:
O momento solene da inauguração da nova sede da Banda de Colares
O dia de sábado-nem de «encomenda».Sol a pino.Céu turqueza.Aragem branda.Clima retemperante-beneficiado, ainda, com as odorâncias abençoadas dos prados, dos vergeis, dos pomares de Colares-vestido amorosamente na inigualável dalmástica primaveril de seu verde eterno...
(...)
-Efectivamente ás 17 horas precisas surge o carro da Presidência, dêle saindo, alegre e sorridente o senhor General Carmona que é alvo de uma quentissima e eloquente manifestação de saudar.
A banda toca «A Portuguesa».Os bombeiros perfilam-se em continência. O mesmo fazem os atletas dos clubes. As bandeiras erguem-se ao alto, em boas-vindas ao mais alto magistrado da Nação.O povo dá palmas e solta «vivas».Surgem flores, em mãos de gentis raparigas-para o General Carmona e para sua bondosa esposa que o acompanha - «vive», e «sente», como nós todos vivemos e sentimos a sinceridade expontânea daquele inesquecivel momento de «inteira saúde espiritual» que o bom povo de Colares a Suas Excelências mais uma vez prodigalizava.”
Legenda: Frontal da nova sede da Banda de Colares:azulejos majestosos do pintor de arte Mário Reis; escudo de Colares, em pedra cinzenta da Várzea, trabalho maravilhoso do escultor José Fonseca.(J.S: de 14-02-1941)
Em 2 de Abril de 1944 o "Jornal de Sintra"" publicou o seguinte sobre a construção da nova Sede da Banda do Bombeiros de Colares:
"Paralelamente creou-se e fundou-se a nova sede da Banda de Colares; junto ao rio, na Várzea, edificou-se um monumental edifício com salões para conferências, exposições, palestras, concêrtos e tudo o mais que se torne necessário ao civismo do burgo. Obra de fôlego, do mestre Júlio da Fonseca, tem um amplo teatro com plateia e galerias para cêrca de quinhentos espectadores; cabine de cinema e máquina sonora, bar rink de patinagem, amplo parque de arvoredo frondoso com um pomar característico e regional.Está nos acabamentos de pintura e decoração e preste a inaugurar-se.Estes adornos serão completados com dois retratos a óleo de Alfredo Keil e de João Arroio, os dois musicógrafos portugueses que se inspiraram no bucolismo edénico de Colares. Um panneaux, no tôpo da galeria, mostrará aos Colarejos a carta foral de D. Manuel I. Os azulejos do frontal e estas reconstituições são tudo obra de Mestre Mário Reis; os gêssos e as modelações de Mestre Meireles.Chegamos ao fim dêste doce calvário e, para melhor cúpula do edifício, encarregou-se o escultor, Mestre José da Fonseca, de trabalhar em pedra cinzenta da Várzea, o orgulhoso escudo de Colares, que encima todo o vastíssimo edifício, advertindo os seus naturais de que está ali a verdadeira Casa do Povo de Colares".
Legenda: Á noite - A luminiosidade de uma Grande Obra Social...
Mais tarde esta sede agora inaugurada teria um fim inglório, que obrigaria a Banda do Bombeiros de Colares a regressar para a sua antiga e modesta sede.
Continua

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2ª Parte-pressionar
-Apontamentos sobre a antiga sede da banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.1ª Parte-pressionar

terça-feira, fevereiro 26, 2019

Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares II -reedição

Uma banda dos Bombeiros Voluntários de Colares que não está ligada aos Bombeiros. Uma enorme sede construída em 1945, inaugurada pelo então Presidente da República, Marechal Carmona e de seguida, demolida! - algumas curiosidades ligadas a uma instituição criada em 1 de Novembro de 1891 e que muito cedo se separou da colectividade mãe, os Bombeiros Voluntários de Colares. Ambas colectividades ainda hoje em plena actividade. A construção da nova sede, iniciou-se,” os caboucos cresceram e mutiplicam-se em paredes mestras, os auxilios, os dias de trabalho as ofertas centuplicaram-se a grandiosa mocidade do Grupo “A casa”, o seu jazz, a nossa vélhinha Banda a colaboração fraternal do “Sport União Sintrense”, a recolha de madeiras, as percentagens dos músicos, tudo –num labor de abelha-tem vindo junto de nós num crescendo apoteótico notável”( Jornal de Sintra 26-3-1944)

“Como havia mais um bocado de terreno comprado em Novembro de 1939 e pelo qual se entregaram 500 escudos de sinal, vamos pagar o resto e fazer a escritura e o registo...”J.S. de 26-3-1944

E assim nasceu o registo de transmissão da propriedade efectuada no Registo Predial de Sintra ,com a data de 24 de Junho de 1943.
Em que era mencionado que:
“Um pomar de caroço denominado o «O Redondo» no sitío da Abreja freguesia de Colares confronta ao norte com o Rio das Maçãs, António José Cosme e herdeiros de Dona Inocência, do sul com a Banda dos Bombeiros Voluntários, nascente com a mesma poente com os herdeiros de Casimiro Lúcio da Silva que está inscrito na matriz sob o artigo trinta e cinco."
Também a contribuição de de dois anónimos beneméritos denominados "Pai "e "Filho" que terão oferecido o imóvel e garantiam financiamento durante o primeiro ano dos juros bancários acrescido de um por cento...

A "Liga Regionalista" , partido politico apoiante do regime de então ,era a apoiante principal desta obra assim como teve a participação em uma série de obras marcantes ainda hoje na região.

Continua.

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-Apontamentos sobre a antiga sede da banda dos Bombeiros Voluntários de Colares.-1ªParte-pressionar
Nota-Imagens publicadas no "Jornal de Sintra" em 26-3-1944

segunda-feira, fevereiro 25, 2019

Apontamentos sobre a antiga sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares -reedição

Jornal de Sintra de 13-3-1939 -Lançamento da 1ª pedra para a nova sede
A nova sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares -1ª Parte

Uma banda dos Bombeiros Voluntários de Colares que não está ligada aos Bombeiros. Uma enorme sede construída em 1945, inaugurada pelo então Presidente da República, Marechal Carmona e de seguida, demolida! - algumas curiosidades ligadas a uma instituição criada em 1 de Novembro de 1891,e que muito cedo se separou da colectividade mãe, os Bombeiros Voluntários de Colares. Ambas colectividades ainda hoje em plena actividade.

Em 13 de Agosto de 1939, o “Jornal de Sintra” noticiava o lançamento da primeira pedra, para a construção de uma nova sede para a Banda dos Bombeiros de Colares, ideia lançada pouco tempo antes com o apoio do povo de Colares.
“Houve estreia de fardamentos novos, nesse dia, e descerramento de retratos”, adiantava o "Jornal de Sintra”.
Nessa noticia mencionava-se o grupo de impulsionadores daquela inovadora obra,”Luis J. dos Santos,Joaquim Borges,Carlos Dias,Carlos da Luz,José de Sousa e João Fontes Pereira de Melo”.

Foto do "Jornal de Sintra" de 15-07-1945
O terreno tinha sido adquirido, os caboucos abertos, e era o inicio da construção da “Casa do Povo de Colares”como era denominada na altura.O lançamento da primeira pedra faz-se ao som do hino da “Maria da Fonte” tocada pela Banda dos Bombeiros de Colares, com a presença de altas autoridades da época, da Comissão Pró-sede,e de numerosa assistência.

Fotos do "Jornal de Sintra" de 15 de Julho de 1945

Continua.

sexta-feira, fevereiro 08, 2019

quinta-feira, fevereiro 07, 2019

O Hotel da Praia das Maçãs de Eugénio Levy

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"Pela tarde do dia 18 realizou-se na aprazível Praia das Maçãs a tradicional festa da collocação do "pau de fileira" na magnifica propriedade em construcção, e destinada pelo nosso amigo e abastado capitalista Mr. Eugene Levy ao estabelecimento de um grande hotel, o qual decerto, e especialmente na estação calmosa, deve não só tornar-se de muita utilidade para os numerosos forasteiros da capital, como irá dar uma agradável animação aquella formosa praia.
Na construcção do excellente  edificio a cargo dos Srs. Ventura Terra, conceituado architecto e Francisco dos Santos digno fiscal de obras do municipio, teem trabalhado 36 operários, aos quais o generoso proprietário offereceu por occasião da festa, um excellente jantar, gratificando pecuniariamente todo o pessoal."

Publicado na "Gazeta de Cintra" de 25 de Abril de 1908

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Consultando as "Obras de José Alfredo da Costa Azevedo  III", encontramos as seguintes referências:

Em 19 de Abril de 1908, foi anunciada festa rija, nesse mesmo dia, para assinalar a colocação do seu «pau de fileira» na moradia do sr. Eugénio Levy, outro grande impulsionador da Praia das Maçãs, onde está homenageado, justamente, em placa toponímica."

"Outro semanário sintrense,"Echos de Cintra ",anunciava, em 12 de Abril de 1908, a construção de um edifício para hotel e adaptação de outro a restaurante e clube.Quanto ao primeiro, suponho tratar-se do «Hotel Tapie».Este estabelecimento pertenceu a uma senhora conhecida por «Madame Tapie» (...)"


Relativamente ao hotel de Eugénio Levy, não existe mais qualquer referência além dos conhecidos :Hotel-Restaurante Cintra-Praia,  o referido  Hotel Tapie,mais tarde «Atlântico Hotel», que  foi demolido em 1945 e, no local foi construído o Casino,  o Hotel Bela Vista de 1908 e o Hotel  Royal Belle-VueBela Vista, ambos de Rafael Sarnadas  destruído por um incêndio em 1920.
Não se conseguindo até agora  mais informações sobre o destino da construção do edificio anunciado em 1908, pela "Gazeta de Cintra".

terça-feira, fevereiro 05, 2019

Irmãos Mayer (reedição)

ChaletMayer2Blogue  Chalet Mayer, na Estefânia de Sintra  
 
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 Foto DN

Augusto Mayer  (1926-2012)  e Ivo Mayer (1928-2012), irmãos inseparáveis, faleceram   com um dia de intervalo.

Augusto, fotógrafo,a sua objectiva  registou os momentos de jazz em Portugal  entre 1940  e 1970, Ivo,  pianista e divulgador do jazz em Portugal .  Sócios fundadores do Hot Club Portugal , fazendo  também parte  dos corpos sociais do grupo tauromáquico Sector 1, há mais de trinta anos -  geriam um negócio de familia em Lisboa  e passavam fins de semana em Sintra no Chalet Mayer.
 O jazz e a cultura em Portugal ficaram mais em 2012.

Chalet2012 *Saber mais sobre os irmãos Mayer aqui e aqui

quinta-feira, janeiro 31, 2019

Toponímica de Paiões

Utilizando o conhecimento  sobre Paiões, pequena localidade vizinha do Cacém de Cortez Fernandes, autor do blog "Tudo de novo a Ocidente",  e tendo oportunidade de uma pequena visita a Paiões, olhando para as suas placas toponímicas, permitiram  num relance olhar para história de Sintra.

 Num largo encontramos a casa onde viveu o Arquitecto Adães Bermudes, que fez o projecto do edificio da Câmara Municipal de Sintra, da antiga Prisão, junto à estação da CP,  e da antiga Escola Primária de Colares, por exemplo. Um pouco à frente encontrámos a rua Escultor Francisco Santos, no local da placa , outra referência -  a casa de Ezequiel Alves o "Alves da Saibreira"...



"O ilustre arquitecto Arnaldo Redondo Adães Bermudes, nasceu na cidade do Porto em 1 de Outubro de 1864 e faleceu em Sintra na aldeia de Paiões em 18 de Fevereiro de 1947, os seus restos mortais repousam no cemitério de Rio de Mouro.
Decorrendo nesta data, o dia dedicado aos sítios  a arte e memória que eles encerram, pareceu-nos adequado recordar este nosso conterrâneo e um dos seu projectos, junto ao mesmo passam diariamente centenas de pessoas e no qual nem reparam. Apesar de ter sido o primeiro prédio construído para rendimento que mereceu ser galardoado com o PRÉMIO VALMOR de arquitectura, no já longínquo ano de 1909.
O prédio situa-se na Avenida Almirante Reis, esquina para o Largo do Intendente, na cidade de Lisboa.
Ainda hoje apresenta um aspecto de modernidade e beleza, características do talento de Bermudes. Merece pois ser referido e admirado, como exemplo de algo que  sendo singular é intemporal.  

Transcrito do blog "Tudo de Novo a Ocidente"
http://tudodenovoaocidente.blogs.sapo.pt/46346.html

Casa onde viveu Adães Bermudes em Paiões
 Rua Escultor Francisco Santos e a casa onde viveu "Alves Saibreira".

Transcrito do blog "Tudo de novo a Ocidente"
http://tudodenovoaocidente.blogs.sapo.pt/13631.html

 

"Escultor Francisco dos Santos

No pretérito dia 22  de  Outubro passaram 130 anos do nascimento do escultor, natural da Aldeia de Paiões Freguesia de Rio de Mouro. Propositadamente deixamos para hoje a recordação da efeméride. Ninguém se lembrou: Autarquias, Entidades Públicas...nada...
Quando da sua morte em 1930 a Câmara Municipal de Sintra, deliberou atribuir o seu nome a uma rua da Vila, mas essa artéria  não tem viva alma, parece mentira mas é assim. A casa humilde onde nasceu, ameaça ruir. As obras do Mestre, porque são belas, resistirão!"
Transcrito do blog "Tudo de novo a Ocidente"
http://tudodenovoaocidente.blogs.sapo.pt/13631.html


Alves da Saibreira



Sobre Adães Bermudes: 

Adães Bermudes, o arquitecto que projectou em Sintra o edifício da Câmara Municipal de Sintra, e a antiga Cadeia junto à estação da CP, e também como lembrou António Lourenço do “Beijo da Terra” - o antigo Matadouro da Ribeira (1905), demolido nos fins da década de sessenta para alargamento da estrada, e da antiga Colónia Penal Agrícola António Macieira (1910), hoje Estabelecimento Prisional de Sintra.

Entre 1902 e 1912 ganhou os concursos públicos para o projecto das Escolas de Instrução Primária, originando a construção de 184 escolas, sendo a Escola Primária de Colares, uma delas.


quinta-feira, janeiro 24, 2019

Rodrigues Lobo e Cintra

Foto do Arq.Fotog.da CML

“ Perto da cidade principal da Lusitânia está uma graciosa aldeia que com igual distância, fica situada à vista do Mar Oceano, fresca no Verão com muitos favores da natureza e rica no Estio e no inverno com os frutos e comodidades que ajudam a passar a vida saborosamente porque, com a vizinhança dos portos de mar, por uma parte e da outra com a comunicação de uma ribeira que enche os seus vales e outeiros de arvoredos e verdura, tem, em todos os tempos do ano, o que em diferentes lugares costuma buscar a necessidade dos homens, e, por este respeito foi sempre o sítio escolhido para desvio da corte e voluntário desterro do tráfego dela, dos cortesãos que ali tinham quintas, amigos ou heranças que costumam ser velha couto dos excessivos gastos da cidade.»
Rodrigues Lobo (1579-1621)
Extracto, de “Corte na Aldeia” de Rodrigues Lobo, encontrado no “Sintra Guia” ed. CMS

domingo, janeiro 20, 2019

Sobre o Casal da Roçada e Quinta do Boialvo (reedição)

Stephen Brody * lançou-me em 2008, o desafio de encontrar duas casas de Sintra que ele tinha pintado há alguns anos e que estariam em risco de desaparecerem. Recorrendo a quem sabe mais de Sintra do que eu (Emilia Reis),consegui fazer algumas fotos. Entretanto a participação de leitores no post, enriqueceram a informação que tinha obtido na altura - razão para esta nova publicação actualizada. Casal da Roçada, aguarela de Stephen Brody
Foto actual(2008)
 O local é o Lourel em Sintra, as aguarelas pertencem ao Casal da Roçada, ou "Roussadas" como denomina José Alfredo Azevedo em”Bairros de Sintra” e que na altura pertencia ao Dr.Vicente Monteiro, e a Quinta do Boyalvo. A edificação apalaçada da primeira, está em bom estado de conservação, já a segunda, consequência de um incêndio, o imóvel encontra-se parcialmente destruído.

Casal da Roçada, aguarela de Stephen Brody


Foto actual (2008)

Quinta do Boyalvo, aguarela de Stephen Brody


Foto actual (2008)

"A casa do Casal da Roçada foi mandada construir no início do séc.XX pelo Dr. Vicente Monteiro, que foi um ilustre advogado e o primeiro bastonário da Ordem dos Advogados. Foi construida por etapas, com adição sucessiva de vários corpos, o que lhe confere um caracter "orgânico".
Manteve-se na descendência do Dr. Vicente Monteiro até meados dos anos 80 tendo sido então adquirida pelo actual proprietário, Eng. Adriano Lucas, que procedeu a obras de reabilitação."
De um leitor do blog
Foto actual(2008)

"O Casal da Roçada tinha uma Capela ou Oratório público com o Santíssimo Sacramento em sacrário, conforme licença dada pelo Cardeal Patriarca em 2 de Agosto de 1915.


"A Quinta ou Casal de Boialvo tinha uma Capela ou Ermida, cujo campanário ainda se vislumbra nas fotografias, dedicada à Santíssima Trindade,tem a curiosidade de ter sido uma das últimas ermidas públicas do Patriarcado de Lisboa a ser benzida antes do Terramoto de 1 de Novembro de 1755, visto que foi fundada por Aires da Cruz, assistente em Lisboa, que ali mandara fazer um Oratório, «mas atendendo à utilidade de ter naquele distrito uma ermida com porta pública», de que teve licença de erecção em 12 de Agosto de 1755 e sua licença de culto por Provisão de 3 de Setembro de 1755.

Foi restaurada pelo Sr. Manuel Rodrigues Ferreira, dono desta Capela e Casal, sendo benzida em 22 de Junho de 1878 pelo pároco de Santa Maria e São Miguel de Sintra, Pe. José dos Santos Ala, com a celebração de missa pela alma do Sr. Estanislau José Rodrigues Ferreira, falecido fazia neste dia meio ano, irmão do dito proprietário."
Rui Manuel Mesquita Mendes

*Stephen Brody, autor de diversas aguarelas que o “Rio das Maçãs” tem publicado ilustrando recantos Sintrenses 

As aguarelas que o “Rio das Maçãs” tem publicado ilustrando recantos Sintrenses

Créditos
Stephen Brody
Emilia Reis
Rui Manuel Mesquita Mendes
Leitor não identificado

Post anterior(2008):
http://riodasmacas.blogspot.pt/2008/04/aguarelas-de-sintra-de-stephen-brody.html

quinta-feira, janeiro 10, 2019

Ponte romana da Catribana

Hoje visitámos de novo a ponte romana de Catribana, que neste momento tem em conservação a calçada romana que ainda existe no prolongamento da ponte.

Fotos em 10 de Janeiro de 2019

"O conjunto formado pela ponte e calçada romanas da Catribana levaria a uma via de maiores dimensões, que vinda do norte junto à costa e percorrendo os campos da zona da Assafora, inflectiria daqui para o termo de Montelavar, seguindo depois para Olisipo (Lisboa)".

Post relacionado:
https://riodasmacas.blogspot.com/2017/04/visita-ponte-romana-da-catribana.html

quarta-feira, janeiro 09, 2019

Sobre a Quinta dos Lagos e a Escola do Morais em Sintra (reedição)

Por gentileza de M.C.Gomes, publicamos na sequência do post de ontem, um desenho (planta e fachada principal), da casa de Fernando Formigal de Morais na Quinta dos Lagos, (publicado no Anuário da Sociedade dos Arquitectos Portugueses,ano III) - primeiro presidente da Câmara de Sintra, após a implantação da República em 1910. Também seu pai Domingos José de Morais, está ligado à história de Sintra, é desse perfil que tratamos hoje.

Domingos José de Morais, começando a trabalhar muito novo, aos catorze anos, conseguiu quatro anos depois estabelecer-se por conta própria. Com o resultado do seu trabalho conseguiu arranjar grande fortuna. Homem bem conhecido pelo seu sentimento filantropo, e imbuído pelo espírito republicano, patrocinou diversas obras de cariz social pelo país , além de a si chamar a dinamização da construção da escola, que viria a receber o seu nome em Sintra.
Domingos José de Morais

A escola iniciada no último período da monarquia, e terminada em 1910, foi desde logo associada à causa republicana, tendo o próprio Domingos José de de Morais oferecido o edifício à administração municipal. Nessa escola existia uma banda de música denominada a “Banda da Escola do Morais” formada pelos seus jovens alunos, que se estreou em 24 de Junho de 1911.
A escola de Domingos José de Morais nos inícios do Séc.XX (Foto de António Portugal,arq.Fot.CML)

Domingos José de Morais, nasceu em Areosa (Viana do Castelo) no dia 2 de Novembro de 1846 e faleceu em Lisboa a 28 de Novembro de 1903. Domingos José de Morais era pai de Fernando Formigal de Morais, o primeiro Presidente da Câmara de Sintra, depois da implantação da República.
A escola actualmente

Post relacionado:

-Sobre a Quinta dos Lagos em Sintra -aqui
-Curiosidades de Sintra antiga-aqui
-Casa do primeiro Presidente da Câmara de Sintra-aqui
-Quinta dos Lagos-aqui




Fontes :
Obras de José Alfredo Azevedo
Sintra- Escolas memória I ed. da Misericórdia de Sintra.