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domingo, março 04, 2018

Visita de Marguerite Yourcenar a Sintra (reedição)


SeteaisBlogue2011


"Minha senhora,

Não tenho por hábito escrever prefácios ou introduções. É o que vos explicará a minha hesitação em fazê-lo para o texto que se propõe publicar na RAIZ E UTOPIA. E porquê? Um texto diz o que tem a dizer, a menos que seja um falhanço, e arriscamo-nos a diluir ou a sobrecarregar a mensagem adicionando-lhe uma explicação em notas.

Que fazer, então? Talvez começar por lembrar que estas páginas foram escritas no vosso país, Portugal, mais precisamente em Sintra. O que escrevemos raramente guarda a marca do lugar onde o escrevemos, a menos que o objetivo seja descrever esse lugar ou se trate de literatura de viagem.

Mas o autor sabe: o texto mantém para ele o odor e a cor do lugar onde foi criado. Nunca  poderei relê-lo sem rever, da janela do meu quarto em Seteais, as nuvens a passar e repassar no alto das colinas, cobrindo e descobrindo o estranho e absurdo castelo de estilo pseudo-manuelino-germânico, oferecido por um príncipe alemão, no Século XIX,  que teve porém a sensibilidade de reconhecer um lugar de encantamento e magia.

A exuberância vegetal e a extravagância humana dominavam, vistas da minha janela, o primeiro plano do requintado pátio e dos pórticos de Seteais, como um cenário de Wagner sobreposto a um cenário de Mozart. Foi ali, por acaso, nesse quartinho levemente rococó que escrevi estas páginas dedicadas ao sofrimento animal – que não é mais que uma das piores formas do sofrimento universal. Levantava a cabeça, de tempos a tempos, para ver se o nevoeiro, no seu jogo, não tinha levado o castelo de Drácula. Mas não: lá continuava e pelo anoitecer acendia o seu olho vermelho. O Mal, que faz do homem o carrasco das outras espécies e também da sua, é, receio bem, igualmente imutável.

Mas não se passam cinco dias num lugar qualquer apenas a escrever um ensaio, mesmo quando se trata de um tema que nos toca o coração.

Fica-se exposto, como sempre, a essa mistura de pequenas e grandes alegrias, de pequenos e grandes males, de leves preocupações e ansiedades profundas que enchem cada dia das nossas vidas. Os meus pulmões e os meus brônquios (tinha chegado doente), indispostos por essas neblinas e chuva caprichosa, desempenhavam o seu papel, é preciso dizê-lo, tal como o voo dos pombos-torcaz e o perfume das glicínias de Seteais. Os jogos fascinantes do tempo também interferiam nisso. No livro de visitas do hotel, encontrei a marca de uma das minhas primeiras passagens, há cerca de vinte anos, com uma amiga já falecida. No livro, ela expressava o seu entusiasmo por este belo lugar. Quantas coisas mudaram, entretanto, em Portugal e em mim! E quanto, no fundo, ficou igual. Nós formamo-nos, deformamo-nos, reformamo-nos com o pano de fundo dos nossos sempiternos instintos, dos nossos desejos, das nossas vontades, das nossas fraquezas e das nossas forças, como as nuvens sobre a serra de Sintra”.


Marguerite Yourcenar

(RAIZ E UTOPIA - Número Triplo, 17/18/19 - 1981)
Tradução de Maria Cristina Guerra

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 Palácio da Pena envolto nas brumas do Monte da Lua
Texto original ler aqui:
http://blogteste-pmacieira.blogspot.pt/2016/08/texto-original-de-marguerite-yourcenar.html
Créditos:
-Agradecimentos a Emilia Reis pela disponibilização do texto

Informação adicional de Emilia Reis:
"A carta de Marguerite Yourcenar. Foi enviada a Helena Vaz da Silva, então directora da revista Raiz e Utopia, em Abril de 1981, e respondia a um pedido da jornalista para que escrevesse um ‘prefácio’ introdutório ao texto, para publicação na revista, da Conferência que a escritora tinha lido na Fundação Calouste Gulbenkian, em 8 de Abril, portanto dias antes, sobre “A Declaração dos Direitos do Animal” - admirável texto ainda tão actual, aquele a que Marguerite Yourcenar se refere na sua carta, escrito no Hotel de Seteais, e que HVS resume assim: “… sobre a unidade do universo, a responsabilidade de todos por tudo e a premência de afinarmos a qualidade da nossa compaixão começando pelos mais pequenos de entre os animais e as plantas”. Este texto, tal como a carta, foi publicado na revista Raiz e Utopia nºs.17/18/19."

sábado, julho 01, 2017

Porque hoje é Sábado...



9 de Julho de 1787
"Às nove horas da manhã já eu estava no palácio dos Marialvas, donde partimos com o marquês para Sintra. Governando ele as reais estrebarias, que encerram quatro mil mulas e dois mil cavalos, ordena as mudas que lhe apraz, e no espaço de uma hora tivemos quatro.
Poucos minutos depois das dez apeávamo-nos no Ramalhão, uma villa na encosta dos rochedos piramidais de Sintra, que o senhor S.Arriaga teve a amabilidade de me emprestar, vai para dois meses, mas que ainda não tivera ocasião de visitar. Os aposentos são todos espaçosos e arejados, e é ilimitada a vista que deles se desfruta sobre as terras áridas e o mar, a não ser que o calor aumente, hei-de sentir lá mais frio do que desejo, porque não têm outro fogão senão o da cozinha.
Achei muito bem tratado o jardim, e floridos os canteiros de plantas entre renques de laranjeiras e limoeiros."
Willian Beckford - "A Corte da Rainha D.Maria I"

Saber mais:
Quinta do Marquês de Marialva
http://riodasmacas.blogspot.pt/2008/03/quinta-do-marqus-de-marialva.html
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/01/a-convencao-de-sintra-de-1808.html
Palácio do Ramalhão
http://riodasmacas.blogspot.pt/2010/03/palacio-do-ramalhao.html

*Foto no Palácio de Queluz

terça-feira, maio 30, 2017

Palácio de Seteais/Interiores



Palácio/Hotel de Seteais

Seteaia24072011

A oportunidade de uma visita ao interior do Palácio/Hotel de Seteais, durante a apresentação do livro “Palácio de Seteais Arquitectura e Paisagem” , de Jorge Batista – possibilitou fazer as fotos que publicamos.

Seteais24072011c

"Os interiores, na sua maior parte revestidos de sedas e mobílias, apresentam bom gosto, realçando-se os magníficos frescos do andar nobre, atribuído aos discípulos de Jean Pillement, ou até mesmo ao próprio pintor, dada a pureza das suas linhas. Na sala de jantar, encontramos uma exuberante vegetação exótica, em que se debatem sereias e tritões. No salão menor, são já as paisagens “rocailles”, onde brincam crianças, engalanadas por representações de reposteiros de estilo neo-clássico e por passamanarias ao gosto chinês."
*Texto: Câmara Municipal de Sintra
Seteais24072011d

Seteais24072011b


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Notas históricas
O Palácio de Seteais, hoje um hotel de luxo (concessão renovada  ao Grupo Hotéis Tivoli) e com prolongadas obras de recuperação - é parte integrante do património edificado e histórico de Sintra.


“A quinta da Alegria ou Seteais foi anunciada para venda em 1796, estando encarregado d’esta Carlos José Von Nefs, morador na rua de S.Francisco da Cidade. Depois annunciaram, sucessivamente, o leilão de todos os bens da viuva D.Joanna Gildemeester, constante de muitas joias de perolas e brilhantes soltos, pinturas, loiças de Saxónia, livraria de bellas lettras, etc. O leilão continuava em 1800. O palacio de Seteais passou por compra, ao marquez de Marialva, que ahi ofereceu bellas festas a D.Maria I.”
“O terreiro pegado ao palacio serviu, in illo tempore, para exercitações dos milicianos cintrenses com as suas reiunas ferruginosas e, modernamente para os sportismos muito mais fragueiros das tauromachias. Em 1853 e 1855 houve ahi curiosissimas toiradas fidalgas.
A ultima festa que se deu no palacio de Seteais foi em 2 de Setembro de 1876.Consistiu em recita e baile, a que assistiram el-rei D.Fernando, o infante D.Augusto , a condessa d’Edla , os duques de Palmella e de Loulé, Fontes,etc.

No palacio de Seteais não se repetiram as festas. E elle lá se conserva immerso nas recordações deplorativas, e tristes pela nostalgia do passado..."

*Pinto de Carvalho - Texto, publicado na revista “Brasil Portugal” de 1 de Abril de 1901

quinta-feira, fevereiro 04, 2016

Hotéis Tivoli com donos tailandeses

Hotéis Tivoli já têm donos tailandeses  em  02.02.2016  foi selada a compra dos hotéis do ex-grupo Espírito Santo pelo grupo tailandês Minor. A aquisição totalizou 294,2 milhões de euros e a Minor pretende investir mais 50 milhões de euros em Portugal.


"Grupo tailandês Minor Hotels acabou de se tornar proprietário da cadeia Tivoli, os hotéis que eram do ex-grupo Espírito Santo. O contrato de aquisição foi selado segunda-feira e a apresentação oficial do negócio decorreu esta terça-feira de no Hotel Tivoli Lisboa, na Avenida da Liberdade, contando com a presença do ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e da secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho.
(...)
 A venda dos hotéis Tivoli já tinha sido decidida em finais de 2013, antes do colapso do GES, e em janeiro de 2014 o grupo Minor foi escolhido como tendo a melhor proposta para a compra dos 14 hotéis em Portugal e no Brasil. Quando o GES colapsou, em julho de 2014, apanhou o processo de negociação com a Minor em pleno curso e a venda foi inviabilizada pelo Tribunal do Luxemburgo, país onde estava a sede da Rioforte, holding não financeira do grupo Espírito Santo. Trabalhadores mobilizaram-se para desatar o último nó judicial Para salvar a empresa da insolvência e pô-la a salvo do complexo processo judicial em torno da Rioforte, a administração da Tivoli decide avançar ao tribunal pedidos de PER (Processo Especial de Revitalização), apresentando aos credores um plano de recuperação que consistia na venda dos hotéis à Minor. O grupo Minor foi comprando tudo o que podia da Tivoli e estava fora de processo judicial, designadamente a operação integral dos dois hotéis"
in jornal Expresso

Notícia completa aqui:
 http://expresso.sapo.pt/economia/2016-02-02-Hoteis-Tivoli-ja-tem-donos-tailandeses
Nota:
A Espírito Santo Hotéis, holding que através da Rioforte controlava os hotéis Tivoli, foi declarada insolvente pelo Tribunal do Comércio de Lisboa.
In "Público"
http://www.publico.pt/economia/noticia/tribunal-declara-insolvencia-da-espirito-santo-hoteis-1699898 SeteaisRLino6022015blogjpg.jpg
O Palácio de Seteais  património histórico de Sintra tem uma concessão até 2023 aos Hotéis Tivoli
A concessão até 2023 
 "O Turismo de Portugal autorizou a Sociedade Hotéis Tivoli a realizar obras de recuperação no Palácio de Seteais, que resultarão de um investimento de 6,5 milhões de euros. O contrato de concessão está em vigor até 2023.O Turismo de Portugal e a Sociedade Hotéis Tivoli assinaram uma adenda ao contrato de concessão do Hotel Palácio de Seteais, celebrado em 1983, que permite a realização de obras de recuperação, que vão implicar o encerramento da unidade durante um ano. O investimento na remodelação vai custar à concessionária 6,5 milhões de euros. Deste modo, o contrato de concessão é prolongado até 2023.
“Durante esse período será feita a amortização de cerca de 60 por cento do investimento, sendo o remanescente da responsabilidade do Estado ou do futuro concessionário, em contrapartida dos melhoramentos e benfeitorias introduzidos no imóvel”, informa o Turismo de Portugal em comunicado.


http://www.publituris.pt/2008/04/09/hoteis-tivoli-mantem-concessao-do-palacio-de-seteais-ate-2023/


http://www.tivolihotels.com/pt/hoteis/sintra/tivoli-palacio-de-seteais/o-hotel.aspx
  

Posts relacionados:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2008/05/assembleia-municipal-de-sintra-contra-o.html

Palácio/Hotel de Seteais - Interiores
http://riodasmacas.blogspot.pt/2011/12/palaciohotel-de-seteais-interiores.html
Seteais Património de Sintra
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/11/seteaispatrimonio-e-concessao-aos.html


quarta-feira, junho 24, 2015

O Palácio de Seteais e a concessão à Sociedade Hotéis Tivoli

A Espírito Santo Hotéis, holding que através da Rioforte controlava os hotéis Tivoli, foi declarada insolvente pelo Tribunal do Comércio de Lisboa. Na comunicação da sentença, proferida segunda-feira, é dado um prazo de 30 dias para os credores reclamaram os créditos. A assembleia de credores está marcada para 8 de Setembro.
In "Público"
http://www.publico.pt/economia/noticia/tribunal-declara-insolvencia-da-espirito-santo-hoteis-1699898 SeteaisRLino6022015blogjpg.jpg

Sobre os Hotéis Tivoli
Após a derrocada do  império BES/GES, há problemas complexos a resolver e  consequências ainda não perfeitamente esclarecidas.
Com sede no Luxemburgo, a Holding  para a área não financeira do Grupo Espírito Santo (GES): Rioforte Investiments,  que  que tinha pedido recentemente a  protecção contra credores (falência) - detinha os interesses do GES nos sectores imobiliários, turismo, agricultura saúde e energia. na área do turismo entre muitos outros investimentos estão os Hotéis Tivoli, que têm a concessão até 2023 do Hotel de Seteais -  importante património histórico Sintrense, e que segundo *jornal I - "um consórcio internacional já terá oferecido 853 milhões de Euros pela empresa."
 Relativamente  a esta concessão  que tem um futuro nebuloso, espera-se que os interlocutores neste processo, defendam  os interesses do Estado Português, e de Sintra em particular.



 

sexta-feira, fevereiro 06, 2015

IV Colóquio Nacional sobre Raul Lino (Actualizado)

Palácio de Seteais e o Centro Cultural Olga Cadaval , receberam nos dias 4 e 5 de Fevereiro,  as sessões do IV Colóquio Nacional sobre Raul Lino.
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Conceito
"A iniciativa realça a intervenção do arquitecto Raul Lino (1879-1974) em Sintra e em Portugal, decorrendo em 4 ciclos de conferências ao ritmo das 4 estações. O I ciclo teve lugar a 3 e 4 de Abril no Palácio de Seteais, o II ciclo de Verão a 25 e 26 de Junho na Casa dos Penedos, o III ciclo aconteceu no Paço Real da Vila de Sintra e no Museu arqueológico de São Miguel de Odrinhas a 17 e 18 de Outubro e o IV ciclo de Inverno tem lugar no Palácio de Seteais e no Centro Cultural Olga Cadaval a 4 a 5 de Fevereiro de 2015"
*Texto da org,do colóquio

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Foto do C.C.Olga Cadaval /Foto de Emilia Reis
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http://riodasmacas.blogspot.pt/2015/01/iv-ciclo-de-conferencias-sobre-raul-lino.HTML


http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/07/olhares-sobre-casa-dos-penedos-ii.html


http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/10/momentos-do-coloquio-nacional-raul-lino.HTML





quarta-feira, agosto 20, 2014

O Palácio de Seteais no Banco Mau


Sobre os Hotéis Tivoli
Após a derrocada do  império BES/GES, há problemas complexos a resolver e  consequências ainda não perfeitamente esclarecidas.
Com sede no Luxemburgo, a Holding  para a área não financeira do Grupo Espírito Santo (GES): Rioforte Investiments,  que pediu  recentemente a  protecção contra credores (falência) - detinha os interesses do GES nos sectores imobiliários, turismo, agricultura saúde e energia. na área do turismo entre muitos outros investimentos estão os Hotéis Tivoli, que têm a concessão até 2023 do Hotel de Seteais -  importante património histórico Sintrense, e que segundo *jornal I - "um consórcio internacional já terá oferecido 853 milhões de Euros pela empresa".
 Relativamente  a esta concessão  que tem um futuro nebuloso, espera-se que os interlocutores neste processo, defendam  os interesses do Estado Português, e de Sintra em particular.

A concessão até 2023


O Turismo de Portugal autorizou a Sociedade Hotéis Tivoli a realizar obras de recuperação no Palácio de Seteais, que resultarão de um investimento de 6,5 milhões de euros. O contrato de concessão está em vigor até 2023.O Turismo de Portugal e a Sociedade Hotéis Tivoli assinaram uma adenda ao contrato de concessão do Hotel Palácio de Seteais, celebrado em 1983, que permite a realização de obras de recuperação, que vão implicar o encerramento da unidade durante um ano. O investimento na remodelação vai custar à concessionária 6,5 milhões de euros. Deste modo, o contrato de concessão é prolongado até 2023.
“Durante esse período será feita a amortização de cerca de 60 por cento do investimento, sendo o remanescente da responsabilidade do Estado ou do futuro concessionário, em contrapartida dos melhoramentos e benfeitorias introduzidos no imóvel”, informa o Turismo de Portugal em comunicado.
“Se houver recurso a financiamentos públicos para as obras, no quadro da candidatura a apresentar pela sociedade concessionária a sistemas de incentivos próprios para este tipo de intervenções, os respectivos montantes serão deduzidos à verba remanescente no final da concessão”, acrescenta.
Nos termos do contrato assinado, a sociedade Hotéis Tivoli “desonera o Estado de todo o passivo acumulado desde 1991, relativo a pagamento dos investimentos e despesas de conservação que desde então foram realizadas pela concessionária e que eram, de acordo com o contrato anterior, de responsabilidade pública”.
Deste modo, os Hotéis Tivoli assumem todos os encargos com a manutenção dos jardins, do edificado e do mobiliário constante do respectivo inventário. A concessionária passará ainda a ter a responsabilidade de todas as futuras obras, que não poderão ser realizadas sem a autorização prévia do Turismo de Portugal e das entidades públicas responsáveis pelo património do Estado.
Caberá, ainda, à sociedade concessionária suportar as despesas com a decoração e o reequipamento técnico do hotel.
Após celebração desta adenda ao contrato, a posição contratual do Estado, actualmente assumida pelo Turismo de Portugal, será transferida para a Sociedade Monte da Lua, entidade empresarial de capitais públicos encarregada da manutenção e exploração dos Parques de Sintra.
A intervenção no Palácio de Seteais vai garantir a conservação de coberturas, paredes e vãos, redes de infra-estruturas e outros elementos construtivos e decorativos, incluindo mobiliário. Vai ainda proceder-se à renovação das instalações sanitárias de quartos e áreas públicas. Estão também previstas obras de conservação e reabilitação dos espaços exteriores.
Todo o processo das presentes obras de recuperação, os materiais e técnicas a utilizar, bem como a conservação dos detalhes artísticos, decorativos e arquitectónicos mais relevantes serão acompanhados por equipas específicas dos organismos públicos competentes.

http://www.publituris.pt/2008/04/09/hoteis-tivoli-mantem-concessao-do-palacio-de-seteais-ate-2023/


http://www.tivolihotels.com/pt/hoteis/sintra/tivoli-palacio-de-seteais/o-hotel.aspx



Posts relacionados:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2008/05/assembleia-municipal-de-sintra-contra-o.html

Palácio/Hotel de Seteais - Interiores
http://riodasmacas.blogspot.pt/2011/12/palaciohotel-de-seteais-interiores.html

*Jornal I de 2 de Agosto de 2014

sábado, janeiro 18, 2014

A Convenção de Sintra de 1808


Palácio de Seteais

Em "Breve História de Lisboa Cidade do Mar", Malcolm Jack, descreve  alguns aspectos da Convenção de Sintra de 1808, que afinal foi assinada em Lisboa a 30 de Agosto de 1808 .Acordo sobre forma de armistício entre o exército invasor francês e o exército britânico, que estabeleceu as condições para a retirada do exército francês de Portugal,  em condições desfavoráveis para o país invadido...


"(...)Tem de ser ponto de partida a peregrinação de Childe Harold* uma viagem um tanto espiritual como fisica através da adversidade e aspereza, bem como a gradiosidade e nobreza. Um dos sítios por onde passa Childe Harold é o local do Palácio do Seteais, uma das casas dos Marialvas, onde Byron achou erroneamente ter sido o lugar onde fora assinada a Convenção de Sintra no ano anterior em 1808.
Segundo os termos da  Convenção, o general francês Junot foi autorizado a sair do país com o espólio do seu exército intacto. Ficou escrito que não haveria  quaisquer indemnizações para compensar os enormes prejuízos causados em Portugal, no acordo do armistício  que o comandante supremo britânico, Sir Hugh Dalrymple, concluira em Torres Vedras ali perto, o local dos últimos entrincheiramentos de Wellington. O negociador francês, Marechal Kellerman, deve ter ficado encantado com os termos do acordo de paz. Embora Dalrymple  possa ter tido um ponto de vista prático de que  os termos aceites sem mais derramamento de sangue, este foi um mau acordo para Portugal, deixando o país fraco à mercê dos Britânicos, algo que, se  não fosse o objectivo secreto da policia britânica, não prejudicava, no entanto os interesses dos Britânicos(...)."

Palácio de Seteais

Facilidades concedidas pelos Ingleses aos Franceses na Convenção de Sintra
(...)
Art. III. O Governo inglês fornecerá os meios de transporte para o exército francês, que desembarcará em qualquer um dos portos de França entre Rochefort e Lorient, inclusive.
Art. IV. O exército francês levará consigo toda a sua artilharia de calibre francês, com os cavalos do seu trem, e os [respectivos] carros munidos de 60 balas por peça. Toda a demais artilharia, armas e munições, tal como os arsenais navais e militares, serão entregues ao exército e à marinha britânica no estado em que possam estar no momento da ratificação desta Convenção.
Art. V. O exército francês levará consigo todos os seus equipamentos e tudo o que se compreende debaixo da denominação de propriedade do exército; ou seja, a sua caixa militar e as carruagens agregadas ao comissariado e aos hospitais de campanha; em alternativa, permitir-se-lhe-á negociar, por sua conta, aquela parte da mesma que o Comandante em Chefe julgue desnecessário embarcar. Da mesma forma, todos os indivíduos do exército serão livres para vender a sua propriedade particular, seja qual for, com plena segurança futura para os seus compradores.
Art. VI. Os cavalos da cavalaria serão embarcados, tal como os dos Generais e dos outros oficiais de todas as graduações. É contudo perfeitamente entendido que os meios de transporte dos cavalos à disposição dos comandantes britânicos são muito limitados; poderão conseguir-se alguns transportes adicionais no porto de Lisboa; os cavalos que se embarcarem pelas tropas não excederão o número de seiscentos, e o número embarcado pelo Estado Maior não excederá os duzentos. Em todo o caso, dar-se-á ao exército francês toda a facilidade para negociar os cavalos que lhe pertençam e que não se possam embarcar.
Art. VII. Com o objectivo de facilitar o embarque, este será feito em três divisões, compondo-se a última das quais principalmente pelas guarnições das praças, pela cavalaria, pela artilharia, pelos doentes e pelo equipamento do exército. A primeira divisão embarcará dentro de 7 dias a partir da data da ratificação, ou mais cedo, se possível.
(...)
A Convenção de Sintra de 1808 na Wikipédia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Conven%C3%A7%C3%A3o_de_Sintra

*Childe Harold´s Pilmrimage
NOME ORIGINAL_Childe Harold·s Pilgrimage (Inglaterra)
EDIÇÃO EM INGLÊS_ Lord Byron: The Major Works, Oxford University Press; 2000

Narra as viagens e os amores de um herói desencantado, ao mesmo tempo em que descreve a natureza dos países da região do Mediterrâneo. Os primeiros dois cantos do livro contemplam as viagens feitas por Byron pela Espanha, Portugal, Albânia e Grécia, entre outros países. O terceiro canto, escrito 6 anos depois, na Suíça, traz as auto-reflexões que caracterizam o "herói byroniano".


*Breve História de Lisboa Cidade do Mar/Malcolm Jack/ ed.Aletheia.

segunda-feira, agosto 05, 2013

Postal de Seteais


SeteaisBlogue2011 "-Agora, Cruges, filho, repara tu naquela tela sublime.
O maestro embasbacou. No vão do arco, como dentro de uma pesada moldura de pedra, brilhava, à luz rica da tarde, um quadro maravilhoso, de uma composição quase fantástica, como a ilustração de uma bela lenda de cavalaria e de amor.
(...)
-Subia no pleno resplendor do dia, destacando vigorosamente  num relevo nítido sobre o fundo de céu azul claro, o cume airosos da serra, toda cor de violeta escura coroada pelo castelo da Pena, romântico e solidário no alto, com o seu parque sombrio aos pés,a torre esbelta perdida no ar, e as cúpulas brilhando ao sol como se fossem feitas de ouro..."

Eça de Queirós  em"Os Maias"
Interiores do Palácio/Hotel de Seteais:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2011/12/palaciohotel-de-seteais-interiores.html

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Palácio/Hotel de Seteais - Interiores

Seteaia24072011

A oportunidade de uma visita ao interior do Palácio/Hotel de Seteais, durante a apresentação do livro “Palácio de Seteais Arquitectura e Paisagem” , de Jorge Batista,em Setembro último – possibilitou fazer as fotos que publicamos hoje.

Seteais24072011c

"Os interiores, na sua maior parte revestidos de sedas e mobílias, apresentam bom gosto, realçando-se os magníficos frescos do andar nobre, atribuído aos discípulos de Jean Pillement, ou até mesmo ao próprio pintor, dada a pureza das suas linhas. Na sala de jantar, encontramos uma exuberante vegetação exótica, em que se debatem sereias e tritões. No salão menor, são já as paisagens “rocailles”, onde brincam crianças, engalanadas por representações de reposteiros de estilo neo-clássico e por passamanarias ao gosto chinês."
*Texto: Câmara Municipal de Sintra
Seteais24072011d

Seteais24072011b


Seteais24072011e

Notas históricas
O Palácio de Seteais, hoje um hotel de luxo (concessão renovada recentemente ao Grupo Hotéis Tivoli) e com prolongadas obras de recuperação, terminadas o ano passado - é parte integrante do património edificado e histórico de Sintra.


“A quinta da Alegria ou Seteais foi anunciada para venda em 1796, estando encarregado d’esta Carlos José Von Nefs, morador na rua de S.Francisco da Cidade. Depois annunciaram, sucessivamente, o leilão de todos os bens da viuva D.Joanna Gildemeester, constante de muitas joias de perolas e brilhantes soltos, pinturas, loiças de Saxónia, livraria de bellas lettras, etc. O leilão continuava em 1800. O palacio de Seteais passou por compra, ao marquez de Marialva, que ahi ofereceu bellas festas a D.Maria I.”
“O terreiro pegado ao palacio serviu, in illo tempore, para exercitações dos milicianos cintrenses com as suas reiunas ferruginosas e, modernamente para os sportismos muito mais fragueiros das tauromachias. Em 1853 e 1855 houve ahi curiosissimas toiradas fidalgas.
A ultima festa que se deu no palacio de Seteais foi em 2 de Setembro de 1876.Consistiu em recita e baile, a que assistiram el-rei D.Fernando, o infante D.Augusto , a condessa d’Edla , os duques de Palmella e de Loulé, Fontes,etc.

No palacio de Seteais não se repetiram as festas. E elle lá se conserva immerso nas recordações deplorativas, e tristes pela nostalgia do passado..."

*Pinto de Carvalho - Texto, publicado na revista “Brasil Portugal” de 1 de Abril de 1901

terça-feira, julho 26, 2011

Livros de Sintra

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Feira do Livro no Jardim da Correnteza em Sintra, até dia 31 de Julho


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No último Domingo foi apresentado no Palácio de Seteais, por Jorge Batista, o livro "Palácio de Seteais -Arquitectura e Paisagem", de que é autor.

"(...)Ao longo da nossa investigação constatámos a escassez de bibliografia sobre o Palácio de Seteais e demos conta de vários estudos conhecidos, com particular destaque para aqueles publicados por Francisco Costa. Apresentámos a transcrição dos documentos inéditos existentes no Arquivo Histórico Municipal de Sintra e no Arquivo Nacional da Torre do Tombo concedendo ao leitor importantes fontes para o melhor conhecimento deste importante monumento (...)" refere Jorge Batista, nas conclusões do trabalho agora publicado.

SeteaisLivro

domingo, agosto 08, 2010

Cintra Elegante

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"Quando em 1836, Passos Manuel, eleito e imposto pelo povo, começou a governar em nome da democracia, a nobreza cartista, recolheu-se a Cintra.Quando a rainha D.Carlota Joaquina, em 1821, é exilada para o Ramalhão, Cintra passou a ser o exilio dos legitimistas. A centenária Villa ficou sempre aristocrática através os tempos e as revoluções. Cintra é ainda hoje, com raras excepções, apanágio de uma casta. Alugar casa em Cintra é, para um estranho ficar a mil léguas de Cintra.
Cintra é, hereditáriamente uma propriedade particular: a propriedade de uma classe.(...)"

Ilustração Portuguesa Nº31 de 24 de Setembro de 1906
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Legenda:
Em Seteaes
Conde de Tovar -D.Fanny Davidson Perestrelo-Marqueza do Funchal-Condessa de Tovar-D.Pedro de Mello e Castro-Baroneza da Regaleira-D.Alice de Carvalho Lobo-Ernesto Aguiar de Andrade- D.Maria de Vasconcellos d'Almeida-Eduardo Perestrello-D.Manuel de mello e Castro-D.Maria de Aguiar Andrade-D.Laura Moraes de Carvalho-D.Alda Moreira de Carvalho-D.Maria das Dores Mello e Castro-Jorge José de Mello (Sabugosa)-Guilherme Bleck e os quatro filhos do Sr.Eduardo Perestrello.

terça-feira, junho 22, 2010

As festas a Nossa Senhora do Cabo em Sintra

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Legenda:
De cima para baixo e da esquerda para a direita: Sua Ex.ª o sr.Presidente da República condecorando o velho bombeiro Oliveira, decano da benemérita corporação - O sr. General Carmona passando revista ao Corpo de Bombeiros em Seteais - Um aspecto dos festejos - O chefe de Estado condecorando o comandante dos Bombeiros de Sintra devotado filantropo.

Publicado na revista "Ilustração" nº66 de 16 de Junho de 1928

Posts relacionados:
-Notas sobre o Terreiro público de Seteais-aqui
-Seteais em 1928 -aqui

terça-feira, dezembro 01, 2009

Sintra e a XIX Cimeira Ibero - Americana

cimeirafinal

A participação de Sintra no programa da XIX Cimeira Ibero-Americana a decorrer no Estoril, aconteceu hoje com a visita dos cônjuges dos Chefes de Estado e de Governo participantes na Cimeira, ao Palácio Nacional de Sintra, Palácio dos Seteais e Cabo da Roca, ponto mais ocidental do continente Europeu.

Como estas Cimeiras Ibero-Americanas nunca produziram grandes frutos, esta visita possibilita, talvez, que a imagem de Sintra passe para o outro lado do Atlântico, através dos orgãos de comunicação que normalmente acompanham estes eventos.

Créditos:
Fotos da Revista Caras,SIC e RTP

sábado, junho 20, 2009

Sintra de Pinheiro Chagas

Post publicado com a colaboração de Nuno Saraiva do Blogue - Colares-Entre o Mar e a Serra
«Quem ousará passar n'outro campo que não fosse o de Seteais, cismar n'outro arvoredo que não fosse o da Penha Verde, comer outros pêssegos que não fossem os de Collares, outros dôces que não fossem as queijadas das trinta únicas e verdadeiras Sapas cujos protestos de veracidade se desdobram aos olhos do viajante espantado, nas paredes brancas da estrada do Ramalhão?»

Pinheiro Chagas (1842-1895)
Fora da Terra
Foto publicada na Revista "Occidente" de 15 de Abril de 1985

quarta-feira, março 18, 2009

Serra de Sintra

Vista panorâmica da Serra de Sintra a partir de Galamares. (clicar na foto para ampliar)

"Entretanto, a UNESCO classificou a serra de Sintra como Paisagem Cultural da Humanidade, em que o conjunto da Pena assume a maior relevância, e apelou à junção de esforços das entidades responsáveis pela sua preservação."


António Ressano Garcia Lamas, Presidente da PSML
no "Parque Paraque Tequero" ed.Pedra da Lua-2006

No canto superior esq. Castelo dos Mouros, Quinta da Regaleira,Palácio de Seteais, Palácio da Pena

sábado, março 14, 2009

Seteais um ano depois

O terreiro de Seteais voltou a estar com acesso público.


Sinais vários de obras em andamento. A relva muito verde, contrasta com o branqueado Arco de Seteais. O palácio/hotel pintado de fresco. Novos bancos de jardim e falta de gradeamentos no muro junto à entrada, as primeiras impressões de uma pequena visita.







O tanque


O tanque com água nativa encanada que existia pelo menos desde 1794, agora transformado pela intervenção do concessionário Grupo Espírito Santo/ Hotéis Tivoli, e autorização do IGESPAR em casa de máquinas ...“ coberto por uma laje impermeabilizada, a qual servirá de fundo a um espelho de água, criando no final da obra a ilusão de um tanque cheio”, está com o aspecto que a foto apresenta :










terça-feira, março 10, 2009

Um ano depois, Seteais reabre

Segundo o jornal digital O Correio.com Seteais reabre hoje.
Após um ano de portões fechados, e silêncios vários, a destruição de um tanque centenário transformado em casa de máquinas, é uma das consequências que se conhece de um ano em que os Sintrenses e os visitantes de Sintra, foram impedidos de visitar aquele local referenciado na história de Sintra e na obra literária de Eça de Queirós.



*Foto publicada na revista "Brasil-Portugal" de 16 de Agosto de 1904

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Seteais ontem e hoje

Hoje
O Palácio e os jardins de Seteais encontram-se encerrados, (desde 2008) situação inédita, pois desde 1800 o terreiro de Seteais foi de acesso público, por imposição do povo de Sintra. (foto de 20/02/2009)

Ontem
“A quinta da Alegria ou Seteais foi anunciada para venda em 1796, estando encarregado d’esta Carlos José Von Nefs, morador na rua de S.Francisco da Cidade. Depois annunciaram, sucessivamente, o leilão de todos os bens da viuva D.Joanna Gildemeester, constante de muitas joias de perolas e brilhantes soltos, pinturas, loiças de Saxónia, livraria de bellas lettras, etc. O leilão continuava em 1800. O palacio de Seteais passou por compra, ao marquez de Marialva, que ahi ofereceu bellas festas a D.Maria I.”
“O terreiro pegado ao palacio serviu, in illo tempore, para exercitações dos milicianos cintrenses com as suas reiunas ferruginosas e, modernamente para os sportismos muito mais fragueiros das tauromachias. Em 1853 e 1855 houve ahi curiosissimas toiradas fidalgas.
A ultima festa que se deu no palacio de Seteais foi em 2 de Setembro de 1876.Consistiu em recita e baile, a que assistiram el-rei D.Fernando, o infante D.Augusto , a condessa d’Edla , os duques de Palmella e de Loulé, Fontes,etc.

No palacio de Seteais não se repetiram as festas. E elle lá se conserva immerso nas recordações deplorativas, e tristes pela nostalgia do passado..."


Pinto de Carvalho - Texto e foto, publicado na revista “Brasil Portugal” de 1 de Abril de 1901
*Ortografia e acentuação conforme texto original

Legenda -Um aspecto da assistência-A rainha Senhora D.Maria Pia, El-Rei, o Principe Real
Foto de Benoliel, publicada na revista "Brasil Portugal" de 1 de Outubro de 1910

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Na Serra de Sintra as árvores já não morrem de pé!

Obras...com remoção de terras e alteração do relevo,(foto de 4/02/2009) em frente do Terreiro, (anteriormente público) de Seteais, também encerrado e com obras que já provocaram a destruição de um tanque de água centenário, para o transformar em casa de máquinas.

Desabafo Sintrense
A azáfama de combate às espécies infestantes, por parte da PSML e várias obras em curso, estão a criar várias clareiras numa mancha verde única.
Sendo sómente um cidadão que gosta de Sintra, acho curioso que desde 2007, seja possivel abater tais quantidades de árvores adultas (cedros, carvalhos, pinheiros, eucaliptos e as tais acácias...), criando uma paisagem lunar em pontos sensíveis da Serra de Sintra, classificada pela UNESCO Património Mundial.


Monserrate (04/02/2009)
Monserrate (foto em 4/02/2009) em transformação...
Imagem da Tapada D.Fernando II (Capuchos), em 2007 no início da intervenção da PSML
Tapada D.Fernando II em Janeiro de 2009