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terça-feira, outubro 10, 2017

Pesticidas afectam as Abelhas e o Mel

Polinização no Mucifal

"Os resultados da investigação, publicada na revista Science, mostram que em 75 porcento das amostras de mel havia vestígios de pelo menos um neonicotinóide. Quase metade do mel analisado tinha restos de dois ou mais pesticidas. E dez porcento dos potes tinham uma mistura de quatro ou cinco desses pesticidas. Geograficamente, a maior percentagem de mel com resíduos fica na América do Norte (86%), Ásia (80%) e Europa (79%). O mel com menor rastro vem da América Latina (57%) e da Oceania (64%). “Pensávamos que encontraríamos muitas amostras contaminadas, mas não 75 por cento. Muitos deles provêm de áreas remotas ou principalmente de áreas naturais e os resultados são ainda mais chocantes”, diz Edward Mitchell, principal autor do estudo. “Quarenta e cinco porcento apresentam múltiplas contaminações. É uma percentagem alta e preocupante, pois não estamos bem conscientes do impacto dessas misturas. E nós apenas analisámos cinco dos aproximadamente 500 que existem. Esta é apenas a ponta do iceberg”, acrescenta."

Revista Visão
http://visao.sapo.pt/verde/2017-10-09-Estudo-mundial-encontra-pesticidas-em-75-de-amostras-de-mel

Foto da polinização do Mucifal/Colares

segunda-feira, janeiro 11, 2016

As Abelhas ameaçadas por pesticidas

Polinização de Inverno em Colares (fotos em 24/12/2015)
Foto em  Colares 24/12/2015
Fotos em Colares 24/10/2015
Foto em 24/12/2015

"Bayer, Syngenta e Monsanto tentam comprar credibilidade mediante o cultivo de alianças e associações estratégicas com agricultores, apicultores e organizações agrícolas com a esperança de se representarem como “amigos das abelhas”.

O TTIP* vai favorecer o desenvolvimento destas empresas na Europa.

"Dois neonicotinoides amplamente usados na fabricação de pesticidas parecem prejudicar seriamente as colónias de abelhas, segundo um estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard. Em Abril de 2015, a revista Science publicou dois estudos adicionais que corroboram as descobertas de Harvard sobre neonicotinoides utilizados no tratamento de sementes para mais de 140 cultivos. Estes pesticidas sistémicos fabricados pela BayerSyngenta Monsanto são absorvidos pelas raízes e folhas e distribuídos através de toda a planta, incluindo seu pólen e néctar.
A reportagem é publicada por Mapocho Press, 01-11-2015. A tradução é de André Langer.
Para os polinizadores, a exposição de baixo nível pode levar a efeitos subletais, como alteração de aprendizagem, deficiência na busca de alimentos e imunosupressão; a exposição a níveis superiores pode ser letal.
Em resposta à evidência científica deste tipo, as três principais empresas produtoras de pesticidas – BayerSyngenta Monsanto – participam de campanhas massivas de relações públicas, efectuadas a um custo que ultrapassa os 100 milhões de dólares e empregando táticas similares àquelas utilizadas durante décadas pelas grandes fumageiras para negar os efeitos perniciosos na saúde pública.
Como informara Michele Simon em um estudo da Friends of the Earth (Amigos da Terra), estas tácticas incluem a criação de distracções para culpar qualquer coisa, menos os inseticidas, pelos colapsos documentados nas populações de abelhas, incluindo, por exemplo, acusações contra os agricultores por suposto mau uso dos pesticidas. Estas empresas também atacam os cientistas e jornalistas para desacreditar suas conclusões.
Ao mesmo tempo, BayerSyngenta Monsanto tentam comprar credibilidade mediante o cultivo de alianças e associações estratégicas com agricultores, apicultores e organizações agrícolas com a esperança de se representarem como “amigos das abelhas”. Assim, por exemplo, a Monsanto  anunciou a formação de um Conselho Assessor da Abelha Melífera, uma aliança  estratégica de executivos da Monsanto e outros. A Associação Britânica de Apicultores recebeu um importante financiamento da BayerSyngenta e outras empresas de insecticidas. Em troca, os insecticidas foram aprovados como “amistosos com as abelhas (...)”.

http://portugalmundial.com/2015/11/fabricantes-de-pesticidas-gastam-milhoes-para-ocultar-desaparecimento-de-abelhas/#

Via Quercus
* (Fabricantes de pesticidas gastam milhões para ocultar desaparecimento de abelhas) foi publicado no Não ao Tratado Transatlântico - Não ao TTIP

*O Transatlantic Trade and Investment Partnership (TTIP) é o acordo comercial que está a ser negociado entre a União Europeia e os Estados Unidos.

quarta-feira, abril 29, 2015

Polinização da Primavera

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Polinização da Primavera 2015 no Mucifal/Colares
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Efeitos da polinização num zangão
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Voar para o objectivo
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Objectivo atingido
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Descanso e tentar sacudir o pólen, prepararando-se para partir para nova flor.
*Fotos de 28 Abril de 2015

Polinização é o transporte de grãos de pólen de uma flor para outra, ou para o seu próprio estigma. É através deste processo que as flores se reproduzem.
Transporte do pólen
A transferência de pólen pode ocorrer de duas maneiras: através do auxílio de seres vivos (abelhas, borboletas, besouros, morcegos, aves, etc) que transportam o pólen de uma flor para outra, ou por factores ambientais (através do vento ou da água). 
Auto-polinização
Além destas duas maneiras, há também a auto-polinização, ou seja, a flor recebe seu próprio pólen. Contudo, há casos em que ela o rejeita; nestas situações, ocorrerá a troca de genes com outras flores, o que resultará em uma variação da espécie.
Entretanto, algumas espécies utilizam-se de seu próprio pólen objectivando produzir sementes e garantir a estabilidade de sua população (aqui não ocorrerá a variação, pois não haverá mistura de genes).
Polinização amenófila
Existem algumas espécies, como as Gimnospermas, onde, na maioria das vezes, a polinização é anemófila (através do vento). Acredita-se que isso seja em decorrência da forma de evolução desta espécie (quando não podiam contar com insectos especializados na coleta de pólen, como as abelhas). Devido a isto, esta espécie possui uma pobre variação morfológica em suas estruturas reprodutivas.
Animais polinizadores
É impossível deixar de notar a beleza e a enorme variedade de flores existentes na natureza, esta diversidade somente é possível graças à população de insectos coletores de pólen, como as abelhas, borboletas, mariposas, aves e mamíferos.
Texto retirado daqui.