
Depois do crime de lesa património arbóreo, no abate
desnecessário de dois centenários Plátanos em frente à Adega Regional de Colares – e de dois plátanos abatidos, junto à Igreja de S.Sebastião, a empresa, contratada pela Estradas de Portugal, continua na sua tarefa de descaracterizar e amputar os Plátanos de Colares restantes, em intervenção que a Estradas de Portugal SA. denomina de podas.
Publico algumas fotos de ontem (Sábado), dos resultados já visíveis desta intervenção, iniciada em 13 de Dezembro de 2010.
Transcrevo também parte de um texto do
Fernando Morais Gomes, publicado no
blogue Café com Adoçante, que gostaria de ter sido eu a escrever:
"Solidários.comA forma anémica e mortiça como a comunidade local reage a situações de ofensas ao património ,como o recente caso dos plátanos de Colares o demonstra,é paradigmática do que o português médio e urbano nos dias de hoje tende a ser. Nesse caso, não estando em causa os tratamentos fitossanitários que se imponham e que respeitem estritamente os relatórios técnicos produzidos (depois duma serra na mão é difícil ver até onde pode ir o entusiasmo do funcionário…) está em questão que património é também direito à imagem, aos som e aos cheiros, aos silêncios até, toda uma panóplia por vezes imaterial que estudos da UNESCO hoje já consagram. Colares são também os seus plátanos, há uma usucapião moral e emocional naquela imagem e naquele espaço cénico. Quando se está constipado não se corta a cabeça ao doente, trata-se,opera-se, não se marca a autópsia. Para já ,a Estradas de Portugal,com a assistência ao jogo distraída,marcou de penaltí.Só que não houve nenhuma falta…
A forma como a comunidade se comporta, casuisticamente e através de vozes que nem sempre se conseguem ouvir ou o fazem ingloriamente, quais gauleses rodeados de legiões romanas (mas sem poção mágica, infelizmente…) trás a terreiro a imagem daquilo em que se está a tornar a nossa sociedade urbana e descentrada (e para mais flagelada pela famigerada crise)(...)"
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Fotos de Sábado 5 de Fevereiro de 2011
Actualização (23H51m)Pelo seu interesse voltamos a publicar a resposta dirigida a uma subscritora da petição "Em Defesa das Árvores de Sintra" que divulgámos em 28 de Janeiro de 2010, o Vice-Presidente da CMS, Marco Almeida com o Pelouro do Ambiente e Intervenção Local, respondia da seguinte forma, a uma reclamação acerca da intervenção dos serviços camarários relativamente a vários espaços verdes do município -resposta que publicamos parcialmente:
Também como informação adicional um documento da CMS:Paisagem Cultural de Sintra - Plano de Gestão
Ficha 30 - Regulamento para a intervenção em Árvores de Sintra"(...) O corte e a poda de árvores reduzem-se ao minímo indispensável . O abate , em regra só deverá ocorrer depois da árvore ter atingido o termo da sua longevidade, isto é , quando começar a secar, definhar ou apresentar sintomas nítidos de decrepitude; as restantes situações deverão ser ponderadas, de acordo com o estipulado no regulamento e/ou legislação vigente. O regulamento aplica-se a qualquer intervenção que seja necessário em árvores que se insiram em zonas verde de uso público, zonas verde de protecção e enquadramento, estradas e arruamentos, praças e logradouros públicos .
Aplica-se ainda, em elementos similares que se situem em pátios, quintas e propriedades de carácter privado.
Visa aprotecção dos exemplares designados de interesse concelhio ou classificados pela Direcção- Geral de Florestas.
(...)
É com esta determinação que assumimos o presente Plano de Gestão e o submetemos à apreciação da UNESCO.
Sintra 24 de Janeiro de 2005