quarta-feira, março 06, 2013

Imagens de uma Sintra, Paisagem Cultural da Humanidade

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No espaço nobre de Sintra, junto ao Palácio Nacional da Vila de Sintra, mais um exemplo da falta de sensibilidade da CMS, no tratamento do património arbóreo que herdou - um espaço em que os plátanos agora decepados sem piedade, transformam o local como um exemplo do que nunca se deve fazer no tratamento de árvores urbanas, não considerando  ainda as consequências  deste tipo de práticas no seu estado fitossanitário  - justificando como habitual, o seu prematuro abate.

No encerramento do colóquio sobre a Reforma Administrativa Local, que se realizou no Palácio Valenças, em 19 de Novembro 2011, o presidente da Alagamares , Fernando Morais Gomes, aproveitando a presença de todos os partido com representação autárquica em Sintra não deixou de aproveitar a ocasião para "denunciar os recentes abates de árvores de grande porte no centro histórico, solicitando que as entidades informem antecipadamente e de forma cabal sobre as intervenções que de ano para ano vão desertificando a paisagem urbana da Vila, assim desvalorizando o seu valor cénico e monumental, que igualmente contribuiu para a classificação de Sintra como Paisagem Cultural."

Seria muito positivo que os partidos políticos com assento na gestão autárquica do Concelho de Sintra, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia, olhassem de um forma activa para os problemas ambientais do Concelho e se associassem às preocupações dos munícipes que pretendem que Sintra continue a ter a classificação da UNESCO de Paisagem Cultural da Humanidade.

*Sintra foi classificada Património Mundial, no âmbito da categoria “Paisagem Cultural”, no dia 6 de Dezembro de 1995, durante a 19ª Sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO realizada em Berlim.

terça-feira, março 05, 2013

Itinerários Sintrenses

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"(...) a seguir a (Praia) da Adraga, aberta entre dois morros como uma concha dourada continuamente varrida pela carícia pérfida das ondas verdes e translúcidas. Pedregulhos formidáceis, alguns destacados da  margem e mergulhados no mar, dão a esta praia um aspecto cenográfico que a torna um dos recortes mais excepcionalmente belos da costa portuguesa."

Oliva Guerra (Roteiro Lírico de Sintra -1940)

segunda-feira, março 04, 2013

2º Festival Internacional de Artes Perfomativas em Sintra-Programa

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A 2ª edição do “Festival Internacional de Artes Performativas em Sintra – Periferias”, organização do Chão de Oliva, está de volta em Março. Um Periferias é um festival onde se concentra toda a experiência organizativa acumulada pelo Chão de Oliva, desde a sua fundação, na organização de festivais e mostras assim como a transversalidade artística que sempre marcaram essas mesmas iniciativas. Com um formato mais reduzido adequado aos tempos difíceis que a sociedade portuguesa está a viver, e que se reflecte na actividade cultural, a 2ª edição do Periferias contará com grupos vindos de vários pontos do país, assim como manterá a sua ligação ao mundo lusófono com a participação representações de Moçambique e do Brasil. Os espectáculos decorrerão na Casa de Teatro de Sintra, no Palácio Monserrate, no terreiro fronteiro à Vila Alda – a poucos metros da Casa de Teatro de Sintra – e no Cine-Teatro Eduardo Brazão no Bombarral. A anteceder a realização do evento e durante todo o mês de Março, estará patente na já referida Vila Alda uma exposição sobre o Periferias, suas origens e percurso até à presente edição.
Fonte: Chão de Oliva
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domingo, março 03, 2013

"O povo é quem mais ordena/Dentro de ti, ó cidade"- Actualizado

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O movimento "Que se lixe a 'troika'" convocou para  o dia de ontem, manifestações em mais de 40 cidades, em Portugal e no estrangeiro, para pedir o fim das políticas de austeridade. Com o lema "Que se lixe a 'troika', o povo é quem mais ordena".

As manifestações, deste Sábado terão  tido a adesão a este protesto de cerca de 1,5 milhões de participantes de todas as idades. Estas manifestações coincidem com a presença da delegação da 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) em Lisboa, para fazer a sétima avaliação do memorando de entendimento. As manifestações foram antecedidas  nas últimas semanas por diversos protestos, junto de governantes, quase sempre ao som de "Grândola, Vila Morena".

ManifBlogue2013020208 ManifBlogue201302024 MManifApre20130202Blogue MManif20130202Blogue11 MManif20130202Blogue10 *Fotos da grande manifestação de Lisboa, Sábado 2 de Março 2013 Actualização 17h11m

sexta-feira, março 01, 2013

Porque hoje é Sábado...




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Pintar nas Azenhas do Mar II

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Publicamos  hoje, duas das mais recentes pinturas (óleo sobre madeira) do amigo Zé Pintor, das Azenhas do Mar.
O conjunto de trabalhos já efectuados na sua curta carreira como artista plástico, denotam uma constante procura de estilo e técnica, factos notórios nos  seus últimos trabalhos, normalmente expostos no "Restaurante da Lurdes".
As Azenhas do Mar, inspiram de certeza este artista, vizinho de um dos cenários mais belos da costa sintrense.

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quinta-feira, fevereiro 28, 2013

Indeferido o pedido da Alagamares para o não arquivamento da classificação do eléctrico de Sintra

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No+3+Sintra+Vilaa
Foto histórica do eléctrico da Praia das Maçãs na Vila Velha, da colecção de Valdemar Alves, recentemente desaparecido do nosso convívio


Alagamares desencadeou em Janeiro passado uma campanha contra o arquivamento da classificação do eléctrico de Sintra como monumento nacional, tendo para tanto recolhido 420 assinaturas e dirigido uma reclamação à Direcção Geral do Património Cultural. (ver antecedentes e histórico em http://alagamaresnews.blogspot.pt/2013/01/ainda-classificacao-do-electrico-de.html ).

Transcrevemos a posição da Alagamares em resposta à DGPC  sobre este assunto:

"Respondeu-nos agora a Direcção Geral do Património Cultural através de um extenso ofício de 8 páginas, datado de 14 de Fevereiro, indeferindo o pedido de reversão de tal arquivamento, com os seguintes argumentos:



-Que o despacho de abertura de instrução do processo de eventual classificação data de 18 de Março de 1997, resultou da tentativa de assegurar a salvaguarda e protecção legal do bem cultural através da figura legal da classificação, em virtude do seu abandono nessa data, e lenta degradação das infraestruturas, sendo que por iniciativa da autarquia a linha foi reinaugurada a 4 de Junho de 2004, encontrando-se presentemente em funcionamento em toda a sua extensão.



-que não existem circunstâncias susceptiveis de acarretarem diminuição ou perda de perenidade ou da integridade do bem, podendo considerar-se que “o conjunto apresenta um valor singular, um interesse histórico e turístico dos pontos de vista arquitetónico, técnico e industrial que justificam a sua eventual classificação de âmbito municipal”.



-que não se deve cair na banalização da classificação enquanto figura de salvaguarda patrimonial.



-que, compreendendo a questão dos afectos, dos sentimentos e das memórias patente na petição remetida pela Alagamares, não consideram que o arquivamento tenha como fim inglório o “lixo”.



-que o arquivamento tem em conta o enquadramento jurídico actual, e resulta de já não se encontrar ao abandono a linha e respectivas infraestruturas.



-que há todo um quadro legal que deve conduzir à classificação do imóvel não como de interesse nacional mas sim municipal, destacando o disposto no nº2 do artigo 20º da Lei 159/99 de 14 de Setembro, a alínea m) do nº2 do artº 64º da Lei 169/99 de 18 de Setembro, bem como o disposto nos artigos 15º nº2, 15º nº6, 94º nº1, 2, 4 e 5 da Lei 107/2001, de 8 de Setembro.



-que a lei pretendeu com a transferência de atribuições e competências atribuir maior responsabilização dos municípios na gestão e valorização do seu património cultural, sendo a classificação como monumento de interesse municipal a mais adequada.



Entretanto, na pendência desta reclamação, foi já pela Câmara Municipal de Sintra deliberado desencadear procedimento tendente à classificação da linha do eléctrico e suas infraestruturas e carruagens como de interesse municipal. A Alagamares vai acompanhar tal processo e oportunamente, face ao resultado e grau de protecção efectiva que tal estatuto confira, decidirá se o mesmo se adequa à real protecção do eléctrico, sendo que ficando a protecção reduzida, desencadeará um procedimento cívico tendente a reatar a classificação como monumento de interesse nacional, que entende ser devido, histórica e culturalmente, não colhendo plenamente o argumento de a reabilitação e o facto de se encontrar em funcionamento serem suficientes para garantir que no futuro assim seja (vejam-se, aliás, as paragens e intermitências no seu funcionamento recente).



Estaremos atentos."

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

A arte Sintrense de substituir árvores por pedras de calçada

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Foto de hoje de sintrense

Estrada de Chão de Meninos, que este ano ficou com menos árvores...por intervenção da CMS.

A substituição de árvores de Sintra, por pedras de calçada, merecia dos sintrenses alguns pedidos explicação, a quem tem o dever de gerir o património arbóreo, que sem qualquer esforço lhe foi parar às mãos e que pertence a todos nós.

terça-feira, fevereiro 26, 2013

Camélias no Palácio da Vila de Sintra

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"Durante metade do ano desde Outubro a Abril, os parque, quintas e jardins de Sintra são animados pelas graciosas flores das "japoneiras". Estas flores introduzidas por el-rei Dom Fernando II na década de 1840 no seu Parque da Pena tornaram-se o ex-libris do Inverno sintrense sendo motivo de bailes e festas e até o símbolo de um rally de automóveis na serra

Foram trazidas dos melhores viveiristas de França, Bélgica, Itália e Inglaterra, sendo mais tarde aumentadas com variedades de criação portuguesa, vindas sobretudo do Porto.
(...)
Para apoiar a divulgação deste património, a Parques de Sintra - Monte da Lua, SA. promove anualmente uma exposição e concurso entre as mais belas coleções de camélias, de modo a contribuir para a divulgação e aproximação destas jóias botânicas a um público mais vasto."

Excerto de um  texto da PSML

*Fotos da Exposição de Camélias no Palácio da Vila de Sintra, no último domingo

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segunda-feira, fevereiro 25, 2013

Sintra Vila Park, em Fervença iniciou a reconstrução



 photo IMG-20130222-00458_zps10f723fc.jpg Foto Grajomar

A reconstrução do centro empresarial Sintra Vila Park, na Fervença, propriedade da Grajormar, parcialmente destruído por um violento incêndio, no passado dia 8 de Fevereiro, arrancou na última  semana. Os cerca de € 800.000,00 de prejuízos envolvidos, apesar do contexto de depressão económica que o país atravessa, não foi condicionante para impedir  o seu responsável de tomar a decisão de reconstrução, tendo dado a ordem para reconstruir, "enquanto se combatiam as chamas." a obra estará concluída em cerca de 4 meses e segundo a Granjomar  e  irá "contribuir para a manutenção de postos de trabalho nas 7 empresas da região envolvidas na reconstrução." afirma Manuel Jorge, proprietário da empresa.

domingo, fevereiro 24, 2013

O Eléctrico da Praia das Maçãs perdeu um Amigo

ValdemarAlvesBlogue2013 

Tomámos conhecimento hoje, do falecimento de Valdemar Alves, responsável pelo Eléctrico da Praia das Maçãs, e também seu guarda-freio por opção e gosto de os conduzir. Habituámo-nos à troca de informações sobre o seu eléctrico, o que gerou uma amizade  ao longo do tempo -  que nos faz agora aceitar  o seu desaparecimento com grande dificuldade. Os nossos sentimentos à familia.

ValdemarAlves2  Uma das últimas viagens que fizemos no seu eléctricoelectrico4af

sábado, fevereiro 23, 2013

Porque hoje é Sábado...


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José Afonso: 2 de Agosto de 1929/23 de Fevereiro de 1987

A historiadora Irene Pimentel, num interessante  texto publicado no blogue Jugular, conta-nos a  história  de um activista de Grândola,  José Conceição e a sua ligação  a  "Grândola Vila Morena" de José Afonso.

Adeus a José Conceição (31/1/1937 -16/4/211)
Morreu hoje José da Conceição, uma das figuras mais importantes do associativismo cultural português, conhecido por várias gerações de pessoas ligadas ao teatro amador e ao chamado «trabalho legal» nas colectividades e sociedades de cultura e recreio durante a ditadura de Salazar e Caetano. Além de ter sido militante e dirigente político da chamada esquerda radical, nomeadamente da Organização Comunista Marxista-Leninista Portuguesa (OCMLP-O Grito do Povo), antes e pouco depois de 25 de Abril de 1974, José da Conceição foi sobretudo um organizador e dinamizador de grupos de teatro – além de ter encenado inúmeras peças e participado nelas como actor - em colectividades, em particular na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense (SMFOG), de Grândola, e no Clube Fluvial Vianense, de Viana do Castelo.


Tive a grande sorte de conhecer, em 1971, José da Conceição, pelo qual tive uma profunda e terna amizade, bem como uma estreita camaradagem política. Além disso, pude participar com ele em actividades políticas e culturais em associações na margem sul do Tejo. Em conjunto, sob sua direcção, organizámos, em Alhos Vedros e Grândola, sessões culturais, de teatro, cinema e canto, com diversos intelectuais, escritores, encenadores e cantores, entre os quais se contaram José Saramago, Joaquim Benite, Armando Caldas, Adriano Correia de Oliveira, Fausto e José Afonso, entre outros.
 
Para José Afonso, aliás, o ano de 1964 foi crucial, pois foi então que escreveu o poema «Grândola, Vila Morena». Mais tarde, José Afonso contou ter ficado «brutalmente satisfeito com o convite» da «Música Velha» - Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense (SMFOG), onde conheceu Carlos Paredes. José (Zeca) Afonso descreveu a «Fraternidade Grandolense» como um «local obscuro, quase sem estruturas nenhumas, com uma biblioteca de evidentes objectivos revolucionários, uma disciplina generalizada e aceite entre todos os membros, o que revelava já uma grande consciência e maturidade políticas» (José A. Salvador, Livra-te do medo, 1984, p. 127-128).
 
Quatro dias, José Afonso enviou a um dos organizadores da sessão de Grândola, precisamente José da Conceição, uma missiva, com um poema dedicado à SMFOG, lido publicamente na sala desta colectividade, em 31 de Maio, por ocasião da estreia do Grupo de Teatro da «Música Velha»: tratava-se de «Grândola, Vila Morena». Em Agosto de 1968, foi a vez de Manuel Freire, cantor da «Pedro Filosofal», conhecer José Afonso, em Viana do Castelo, pois ambos foram convidados para actuar no Clube Fluvial Vianense (José A. Salvador, José Afonso: O que Faz Falta, Uma memória plural, pp. 59-62) cuja secção cultural era então dirigida pelo mesmo José da Conceição havia organizado o espectáculo de Grândola, em 1964.
 
Em 13 de Agosto de 1968, o comando-geral da PSP enviou ao director da PIDE o relato feito por um agente desse espectáculo em Viana do Castelo, segundo o qual a ele tinham assistido cerca de 200 indivíduos «desafectos» ao regime. Quanto às «letras dos fados e canções (…) encerravam um fundo picante para o lado subversivo», embora, segundo dizia o relator da sessão, os cantores haviam moderado a sua tendência subversiva, «certamente por se terem apercebido da presença dos nossos agentes». O autor do referido ofício, que visivelmente desconhecia completamente o conteúdo das canções dos dois cantores, deu conta de algumas das estrofes das canções de José Afonso, trocando as respectivas palavras. Por exemplo, «Cantar alentejano» e «Ó cavador do Alentejo» continham, segundo o elemento da PSP, respectivamente, as seguintes estrofes: «Catarina do Alentejo que não te viu nascer mas há-de vir o dia que hás-de viver» e «Oh cavador do Alentejo que há muito tempo não te vi cantar» (Arquivo da PIDE/DGS no ANTT, proc. 931 CI (1), fl. 394).
 
José Afonso voltaria a Grândola, em final de 1970, quando renasceu a actividade cultural da SMFOG, pela mão de José da Conceição e de uma nova geração de jovens, e novamente em Junho de 1972, por ocasião da primeira feira do livro, realizada no jardim da vila, pela «Música Velha», e por José da Conceição. Tive então a sorte de participar nesse evento, escolhendo livros que eram vendidos no jardim central de Grândola em lindas barracas de praia às riscas – uma ideia de José da Conceição. Alguns dos livros «do dia» foram obras de autores marxistas, cujos nomes José da Conceição e eu nomeámos numa entrevista dada a João Paulo Guerra, na Rádio Renascença. Lembre-se que estávamos no período “marcelista” e o certo é que os censores e a polícia política já tinham então muito que fazer, pois aparentemente a iniciativa “esquerdista” passou despercebida.
 
 Foi também uma ideia de José da Conceição realizar, ainda na SMFOG de Grândola, um ciclo de cinema com filmes de teor político - daqueles que a censura deixava passar -, por escolhidos a dedo. Lembro-me que um deles era o western, «Soldado Azul» (Soldier Blue, 1970), com Candice Bergen e Peter Strauss, onde era pela primeira vez dada uma imagem diferente da habitualmente retratada nos filmes de cowboys acerca do verdadeiro massacre de índios perpetrado na América do norte.
 
Gerações de jovens activistas e militantes, entre os quais me incluo, foram levados para a actividade cultural nas colectividades por José da Conceição, um homem com uma inteligência acutilante e um sentido de humor do tamanho da sua generosidade, com o qual aprendi muito, tanto na actividade cultural como na política. Que saudades vou ter de ti, Zé, das nossas conversas, dos nossos almoços onde nos divertíamos e ríamos a bom rir do passado e do presente!

Irene Pimentel


 photo IrenePimentelcopy_zpsa808050e.jpg Irene Pimentel na Escola Ferreira Dias no Cacém em Março de 2012, durante uma palestra sobre "A politica para a juventude no Estado Novo e a Mocidade Portuguesa Feminina"

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

O 45º Aniversário do Museu do Ar

 photo FAPMuseu_zps123d99db.jpg Decorreram ontem, na BA1, Granja do Marquês em Sintra, as comemorações do 45ºAniversário do Museu do Ar sob o mote "Dever da memória".

"Este espaço museológico que ao longo destes anos recuperou e inventariou muito do património da Aviação em Portugal, tanto com atividades de restauro e recuperação de aeronaves e objetos aeronáuticos, bem como de recolha de testemunhos documentais, é hoje herdeiro de perto de 10 000 peças, entre aeronaves, motores, hélices, equipamentos de voo e de navegação, painéis de instrumentos, simuladores, fardamentos, troféus aeronáuticos e vários objectos dos Pioneiros da Aviação Portuguesa, incorporando também dois valiosos acervos, da TAP e da ANA.
O Museu do Ar, que comemora 45 anos, é considerado uma das vinte melhores coleções do mundo."
Fonte FAP

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

Previsão de agravamento das condições meteorológicas

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Foto:Mindelo/Praia das Maçãs 17 de Fev. de 2011



 
PRECIPITAÇÃO, AGITAÇÃO MARÍTIMA E VENTO FORTE

De acordo com a informação meteorológica disponibilizada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA),prevê-se um agravamento das condições meteorológicas a partir da tarde de hoje (21FEV) e durante o dia de amanhã (22FEV):

- Precipitação que poderá ser localmente intensa e acompanhada da queda de granizo e rajadas que poderão atingir os 90km/h, em especial nas regiões do Litoral, Sul e Vale do Tejo;
...
- Aumento da agitação marítima em toda a costa oeste para valores entre 5 a 7 m. Espera - se uma melhoria significativa das condições meteorológicas a partir do meio-dia de sábado (23FEV);

- Descida dos valores da temperatura mínima a partir de domingo (24FEV).

Acompanhe as previsões meteorológicas em www.ipma.pt

Manifestação "O Povo É Quem Mais Ordena!" - 2 de Março


quarta-feira, fevereiro 20, 2013

Fatima Campos abandona o PS

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Voz critica e uma presença activa nos assuntos do Concelho de Sintra, Fátima Campos,  Presidente da Junta de Freguesia de Monte Abraão, anuncia agora a sua saída do Partido Socialista,  onde era militante há 25 anos  - baixa de peso,  num partido que se tem mantido quase silencioso durante os "reinados" de Fernando Seara.

 "Após vários meses de reflexão, decidi no último fim de semana desfiliar-me do PS, resolução já comunicada ao Presidente da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL), Dr. Marcos Perestrello", revela a autarca em comunicado. "Não tomei esta decisão de ânimo leve. Bem pelo contrário. Esta ruptura constitui um dos momentos mais difíceis da minha vida, como bem o demonstram os meus 25 anos de militância dedicada. Prova da dificuldade e ponderação associadas a esta separação são o tempo para a sua maturação e a capacidade de resistência a que me venho submetendo há longos meses. O meu desagrado com o "estado de coisas" no PS não é de hoje. Porém, entendi, durante todo este tempo, não ceder à tentação fácil de abandonar o meu partido de sempre em razão das primeiras discordâncias ou dos meus primeiros sinais de desconforto." A contribuir para a saída estiveram também problemas internos na concelhia. "Pese embora toda a minha resiliência, de facto, hoje, perdi a esperança de que o PS retome o bom trilho que percorreu durante décadas, designadamente desde os tempos da sua fundação e liderança do Dr. Mário Soares. Este cepticismo deve-se, no essencial, à acentuada deterioração dos processos internos no partido: eleição dos titulares dos órgãos locais, regionais e nacionais e, igualmente, clima de intriga, conspiração e até boicote entre supostos camaradas."

Fonte Blogue "Tudo sobre Sintra"

terça-feira, fevereiro 19, 2013

Exposição de Camélias no Palácio da Vila

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Em 23 e 24 de Fevereiro,  nos Jardins do Palácio Nacional de Sintra, irá acontecer a III Exposição e Concurso de Camélias (entrada livre).
Mais informações:
 http://www.parquesdesintra.pt/index.aspx?p=agendaIndex&day=23-02-2013

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

Um olhar de Oliva Guerra sobre a Adega Regional de Colares

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"(...) Passamos agora junto da Adega Regional, belíssima organização instituída pelo Estado Novo em forma de Grémio para a defesa dos interesses dos vinhateiros e dos créditos dos vinhos da região, cujo fabrico assim tem melhorado.
Foi animador da sua fundação o honestíssimo Dr. António Brandão de Vasconcelos, que lhe deu o melhor do seu esforço sacrificando-lhe até a própria vida numa cilada do Destino.(...) "

Oliva Guerra em "Roteiro Lírico de Sintra" ed.1940


Foto:Eléctrico da Praia das Maçãs, ontem, Domingo, no seu horário de Inverno, passando por Colares pelos Plátanos e Adega Regional de Colares.

domingo, fevereiro 17, 2013

Dr. António Brandão de Vasconcelos

Photobucket Com  a esperada aquiescência de Cortez Fernandes, tomamos a liberdade de transcrever, pelo seu interesse e significado histórico, um post publicado no blogue, "Tudo de Novo a Ocidente":

UM SENADOR SINTRENSE

Médico e agricultor, dirigente associativo e politico o Dr.António Brandão de Vasconcelos, nasceu na Beira Alta em 1866, falecendo tragicamente no seu palacete de Colares no dia 14 de Janeiro de 1934. Com grande prestígio local e nacional, fundador da Adega Regional, e Sindicato Agrícola colarenses, não admira que o seu funeral tenha sido acompanhado por milhares de pessoas, a pé até Colares, donde partiu um extenso cortejo automóvel em direcção ao cemitério dos prazeres em Lisboa onde está sepultado.
Brandão de Vasconcelos fez parte da Assembleia Constituinte de 1911, e posterirmente membro do Senado da República. Desiludido com o evoluir da situação política, renunciou ao mandato de Senador por carta enviada ao Presidente do mesmo, cujo teor é um testemunho notável, demonstrativo em parte, do seu carácter. Lido na sessão de 5 de Janeiro de 1916, deixamos aqui o seu conteúdo como preito a tão insigne Sintrense:
 
"Exmº Senhor Presidente do Senado. Nas mãos de V.Exª venho depor a minha renúncia a Congressista.
No início da passada sessão ordinária perante a dificuldade de conciliar os afazeres profissionais, e de lavrador em Colares, região de monocultura e que temerosa crise atravessa, com as funções legislativas, quis abandonar o Parlamento. Tendo porém surgido o conflito com o senado fiquei a acompanhar os meus colegas na reacção contra uma violência que me revoltava e que traduzia o nenhum respeito, que certos políticos tinham pela lei, pelo espírito e letra da Constituição, tentando transformar arbitrariamente e por meras conveniências partidárias o sistema bi-camaral em uni-camaral.
Agora já em um periodo execepcional de legislatura prorrogada resolvi retirar-me, lamentando a solução que teve a crise ministerial em que numa ocasião tão grave da vida portuguesa se constitue um ministério que em parte representa um desafio ao resto da nação que não comunga nas ideias Democráticas*, como se todo o País não estivesse interessado na momentosa questão da guerra europeia, como se não fosse todo ele que tem de pagar os enormes encargos que caíram e continuarão a pesar sobre as finanças portuguesas, para fazer face aos quais se vai lançar mão do agravamento da contribuição predial com a sua base iníqua de incidência cujas desigualdades a REPUBLICA TEM VINDO AGRAVAR.
Há muito que tenho a opinião de que a monarquia caíra muito pelos seus erros, mas também por falta de respeito por conveniências sociais. Infelizmente republicano antigo e como tal continuando a ser, vejo o mal não só deste ou daquele partido, deste ou daquele regime, é orgânico, é nacional.
Sem paixões partidárias, já velho para continuar na luta em vez de fazer como os meus colegas que não comparecem à sessão do Senado, resolvo retirar-me por uma vez, fazendo a toda esta câmara, a que vossa Ex.ª tão dignamente preside e onde não sofri o minimo agravo pessoal as minhas respeitosas saudações e despedidas
Saude e Fraternidade, Colares, 15 de Dezembro de 1915"
 
Quando terminou a leitura desta carta diversos senadores pretenderam intervir para manifestarem a sua opinião; o ambiente acalorou-se tendo o Presidente cortado qualquer possibilidade de intervenção, afirmando, por se tratar duma carta, o regimento não permitia discussão.
O Dr.Brandão de Vasconcelos algumas ocasiões poderá, talvez, ter assumido posições menos correctas, no entanto, esta carta deveria servir de motivo de reflexão. Nos nossos dias os Parlamentares raramente renunciam, quando o fazem evocam motivos pessoais, e não discordância como o ilustre Senador assumiu.
*"democrático" foi a designação adoptada pelo PRP,Partido Republicano Português depois de 1910, face as diversas cisões verificadas no seu seio.

sábado, fevereiro 16, 2013

Porque hoje é Sábado...

Aranha2013Blogue

A aranha

Aranha do meu destino
Faz teias de eu não pensar.
Não soube o que era em menino,
Sou adulto sem o achar.
É que a teia, de espalhada
Apanhou-me o querer ir...
Sou uma vida baloiçada
Na consciência de existir.
A aranha da minha sorte
Faz teia de muro a muro...
Sou presa do meu suporte.

Fernando Pessoa

Aranhag2013Blogue