sexta-feira, maio 10, 2013

Postal Nocturno do Mucifal

BlogueMucifal20130508 

Mucifal, situado na margem direita do Rio das Maçãs, não tem no seu património monumentos que possibilitem grandes referências. A sua Capela, e o seu Largo , são sem dúvida a sua maior referência, tendo ao lado o Mercado, obra  mais recente, mas com um bom enquadramento no local.

O Largo do Mucifal (Largo Nossa senhora das Dores), conhecido por forasteiros e da população dos seus arredores, pelas festas que aí se organizavam durante o Verão. O Largo sofreu há uns anos obras de embelezamento, que alteraram o seu aspecto tradicional, e que após a sua conclusão, foi inaugurado (Dezembro de 2008), um busto,  (da autoria de Carlos Vizeu), de uma das figuras mais emblemáticas do Mucifal, José Fernandes Badajoz o "Poeta Cavador".

 capela20095final copy capela20093final copy BlogueMucifalCapela2013 MucifalBlogue20130508

quinta-feira, maio 09, 2013

Arte Equestre nos Jardins do Palácio de Queluz

BlogueAlterPQ20130508m BlogueAlterPQ20130508q
A Escola de Arte Equestre retomou hoje as apresentações nos Jardins do Palácio de Queluz, o que acontecerá todas as 4ªs feiras a partir de agora.
. A Escola Portuguesa de Arte Equestre, sediada nos jardins do Palácio de Queluz, foi fundada em 1979 com a finalidade de promover o ensino, a prática e a divulgação da Arte Equestre tradicional portuguesa. Recupera a tradição da Real Picaria, academia equestre da corte portuguesa do século XVIII, que usava o Picadeiro Real de Belém, hoje Museu Nacional dos Coches, e monta exclusivamente cavalos lusitanos da Coudelaria de Alter. BlogueAlterPQ20130508g A escola tem a seu cargo 49 cavalos lusitanos, criados na Coudelaria de Alter do Chão, no Alto Alentejo em 1748 por D.João V. Estes cavalos distinguem-se por diversas características físicas, como "garupa forte bem arredondada" ou "espáduas compridas, oblíquas e bem musculadas". BlogueAlterPQ30130508d BlogueAltePQr20130508e BlogueAlterPQ20130508l

quarta-feira, maio 08, 2013

II Seminário de Sintra - António Caruna o "Historiador Colarense"


 photo ACarunaLivros_zpsfd17d61f.jpg


II SEMINÁRIO DE SINTRA
António Caruna, o “Historiador Colarense”
 
18 de maio de 2013
Biblioteca Municipal de Sintra “Casa Mantero”, pelas 15h00

É uma iniciativa do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Sintra, em colaboração com a Junta de Freguesia de Colares, que tem como objetivo primordial homenagear, no 80.º aniversário do seu nascimento, António Caruna (1933-2008), insigne historiador local que, em muito, contribuiu com o seu dedicado labor para o conhecimento da história da vila de Colares e da sua freguesia.
O Prof. Doutor José Subtil (Universidade Autónoma de Lisboa) irá proferir uma conferência sobra a importância da História Local e a Doutora Maria Teresa Caetano (Câmara Municipal de Sintra) abordará, mais pormenorizadamente, o alcance do trabalho historiográfico de António Caruna.
Durante este seminário será apresentada, sob o formato de e-book, a integrar na revista em linha Tritão uma Antologia Historiográfica Colarense, que reúne todos os textos publicados pelo homenageado no Boletim da Junta de Freguesia de Colares.
Entrada livre
Requere-se inscrição, para atribuição de certificado de presença, através do seguinte e-mail gabver.psimoes@cm-sintra.pt ou através do telefone 219 236 100.


Quando do seu falecimento, o blogue Fogo&História, publicou um post de homenagem a António Caruna, que transcrevemos parcialmente.
 photo ACarunaBlogue_zpsd8276066.jpg

 
"(...)

Paralelamente ao exercício das funções de 2.º comandante dos Bombeiros Voluntários de Colares, foi, em períodos distintos, presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Lisboa e secretário administrativo da Liga dos Bombeiros Portugueses, notabilizando-se, a nível nacional, por inestimáveis provas de dedicação e competência.
A sua condição de cidadão activo levou-o a abraçar outras causas, nomeadamente no poder local, onde assumiu a presidência da Junta de Freguesia de Colares. Porém, numa entrevista que nos concedeu, na extinta Rádio Ocidente, ao falar da desmotivante experiência como autarca, afirmou-nos que a sua preferência recaíria, sempre, em primeiro lugar, nos bombeiros, reconhecendo que "a vida associativa é mais pura".
Homem de fino trato, culto e dono de um admirável poder de comunicação, verbal e escrito, António Caruna dedicou-se, também, à divulgação e preservação da história dos bombeiros portugueses, salientando-se como autor dos livros comemorativos dos centenários da Associação dos Bombeiros Voluntários de Colares e da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares. Entre outros trabalhos, o seu nome figura ainda na autoria do capítulo "Grandes Incêndios", incluído no primeiro volume do livro Bombeiros Portugueses. Seis Séculos de História, 1395-1995, editado pelo Serviço Nacional de Bombeiros e pela Liga dos Bombeiros Portugueses. "

terça-feira, maio 07, 2013

Pintar nas Azenhas do Mar III

Acompanhamos  desde o início, através do blogue, o interessante percurso do amigo Zé Pintor , da Adega das Azenhas, na sua  recente  incursão  à arte de pintar - alguém que tinha descoberto um novo caminho para registo dos seus sonhos e das suas realidades.

A nosso pedido o amigo Zé Pintor, escreveu um texto que pretende ser a justificação para a sua actual dedicação à pintura, que hoje publicamos - e uma recente pintura sobre madeira, exposta  actualmente no restaurante das Azenhas.


Pintura2013ZePintorBlogue

Fui trabalhar apenas com 13 anos, e como se costuma dizer, nunca tive muito jeito para o desenho nem para a pintura.

Comecei a pintar porque um amigo “Carlos Vizeu”, fazia uns desenhos nas toalhas do restaurante e eu disse na brincadeira, que um dia também ia pintar um quadro.

Já fiz mais do que um e todos eles têm uma história  – vou contar algumas:

Muitos dos quadros que comecei nunca terminei, acabando sempre no final por pintar nessas telas um ramo de flores....

Um amigo pediu-me um dia uma pintura e disse-me que tinha que ser muito boa, e que iria demorar muito a pintá-la. Num instante fiz a pintura, o que me provocou uma satisfação e um grande contentamento.

Pintar requer muita sensibilidade e muito trabalho mas  também provoca uma agradável sensação de relax. Dou muito valor ao trabalho do pintor. Uma pintura tanto pode demorar séculos como minutos ou anos. É preciso coragem para mostrar uma pintura ou um desenho. Os quadros têm vida, beleza, hipnotizam-nos e provocam sentimentos de tristeza ou alegria, são registos inteligentes.

Zé Pintor

Post relacionados:
Inspirações na orla da Praia-Aqui
Pintar nas Azenhas do Mar-Aqui
Pintar nas Azenhas do Mar II -Aqui
Mar das Azenhas -Aqui

domingo, maio 05, 2013

De Sintra ao Oceano

Electrico2013PM04dBlogue A linha de carros eléctricos, hoje com um percurso entre Sintra (Estefânia) e a Praia das Maçãs, sofreu ao longos dos seu já 109 anos de vida, alguns precalços, com algumas interrupções no seu serviço.
Hoje felizmente o eléctrico parece estar revigorado, e é com grande prazer que o vemos percorrer o seu percurso enriquecendo com a sua passagem toda esta região, deixando em todos nós o sentimento de ali estar de facto um museu vivo, que nos transporta para uma época já distante.

electricoPM05Blogue  photo electrico8708295114_2a8cc6f5a0_z_zpsc4872527.jpg Electrico2013PMvv2Blogue ElectricoPM201305Blogue Fotos Primavera 2013

sábado, maio 04, 2013

Porque hoje é Sábado...

 photo ManifCartoon_zpse37f9259.jpg
A Solução... de Bertolt Brecht


Após a insurreição de 17 de Junho
O secretário da União de escritores
Fez distribuir panfletos na Alameda Estaline
Em que se lia que, por culpa sua,
O povo perdeu a confiança do governo
E só à custa de esforços redobrados
Poderá recuperá-la.Mas não seria
Mais simples para o governo
Dissolver o povo
E eleger outro?

sexta-feira, maio 03, 2013

Arte Equestre nos Jardins do Palácio de Queluz

 photo EPAE8_Credits_PSML_zpsc8912ad8.jpg
Foto PSML

 A partir de 8 de Maio, terão lugar, todas as 4ªs feiras, às 11h, apresentações da Escola Portuguesa de Arte Equestre, nos jardins do Palácio de Queluz, com a duração de 20 a 30 minutos. Estes espectáculos organizados com os cavalos e cavaleiros da Escola de Arte Equestre, estarão acessíveis a todos os visitantes do Palácio e/ou Jardins de Queluz

. A Escola Portuguesa de Arte Equestre, sediada nos jardins do Palácio de Queluz, foi fundada em 1979 com a finalidade de promover o ensino, a prática e a divulgação da Arte Equestre tradicional portuguesa. Recupera a tradição da Real Picaria, academia equestre da corte portuguesa do século XVIII, que usava o Picadeiro Real de Belém, hoje Museu Nacional dos Coches, e monta exclusivamente cavalos lusitanos da Coudelaria de Alter. Em Setembro de 2012, a gestão da Escola Portuguesa de Arte Equestre foi entregue pelo Governo à Parques de Sintra – Monte da Lua, juntamente com a gestão dos Palácios Nacionais de Sintra e Queluz.

Fonte:de um texto da PSML

quinta-feira, maio 02, 2013

Sintra em construções de Lego

 photo legot_corpo_zps955048cc.jpg
  Foto encontrada aqui

O edificío do Café Paris e a Torre do Relógio, da Vila Velha de Sintra faziam parte da Exposição Lego Fan Event, que terminou ontem no Campo Pequeno.
A construção com as pequena peças de Lego de imagens tão marcantes da Vila Velha, transportam a presença de Sintra além dos limites do Concelho.

 
 photo LEGO_2013_Locais_Sintra_Cafe_Paris_zps4fa2f31d.jpg Foto encontrada aqui  photo cafeParisBlogue_zps354635bb.jpg
A Torre do Relógio e o edificío do Café Paris -foto de 2008


No telhado do Café Paris, existiu até 2010 uma pequena construção em madeira que era parte integrante da imagem do imóvel.Foi demolido e a sua não reconstrução é uma perda patrimonial dificil de se aceitar na zona histórica de Sintra.

        photo panorama2f.jpg

terça-feira, abril 30, 2013

Sobre o Jardim da Vigia

Arrabalde S.Pedro de Sintra photo 2Arrabalde69755_4611487611423_154971236_n_zps81b96b31.jpg  Na sequência do post, sobre o abate de dois Cedros no Jardim da Vigia em Sintra, publicamos hoje duas memórias  de meados do   século XIX , sobre esse mesmo local.O Primeiro postal foi escrito exactamente de S.Pedro de Sintra e datado de Setº. de 1915 onde, com grande pormenor se pode ver o Arrabalde, com a Igreja de Santa Maria suas quintas e casario.

 photo Arrabalde942102_4611450850504_1803746905_n_zps9fbcc407.jpg

 Postal 2-Sintra - Serra e Castelos do Gregório da Pena e dos Mouros

N
este outro postal, (1948), vê-se uma fileira de piteiras em primeiro plano razão pela qual, possivelmente, ainda hoje algumas pessoas o referem como "o Jardim dos Cardos".



Ventura Saraiva - a propósito do "Jardim dos Cardos" elaborou uma poesia  descritiva deste "jardim plantado/Com flores ao natural":

JARDIM DOS CARDOS

Do Arrabalde até ao cimo
Há degraus para sentar
O cenário é um mimo
Paraíso de encantar

É um jardim plantado
Com flores ao natural
De " Cardos" foi batizado
Assim se tornou banal

Mas não se pode mudar
Para Jardim dos Pintores?
É que tudo faz lembrar
Uma varanda com flores

Ao longe, o Castelo imponente
A Serra no seu regaço
E a Pena indiferente
Olha a Vila com seu Paço

E nos " Cardos " me extasio
Com tamanha maravilha
É chama para pavio
Um sítio que se partilha

Jardim dos Cardos que injustiça
Um nome com tantos espinhos
Passeia por lá a preguiça
Não se pica nos beijinhos...

Ventura Saraiva, Junho 2006 (Publicado no Jornal de Sintra)

Créditos
-A Emilia Reis pela cedência dos dois postais publicados.
-Ao visitante do blogue que nos deixou a poesia do "jardim dos Cardos".
 

segunda-feira, abril 29, 2013

Inspirações

PinturaVarzeaFranciscoBlogue A Várzea de Colares, com o rio das Maçãs, rodeada de plátanos ( infelizmente menos frondosos nesta Primavera), e a Serra de  Sintra  a acompanhar todo o horizonte com a presença altiva do Palácio da Pena , é um local único, inspirador de  qualquer artista - mesmo que seja, como no caso uma inspiração franciscana...

sábado, abril 27, 2013

Os Cedros do Jardim da Vigia

 photo BLG-JardimVigia3_zps24638a35.jpg
Jardim da Vigia, muito perto do Arrabalde-foto encontrada no blogue "Trans-Atlântico"

O Jardim da Vigia fica perto da Casa de Raul Lino, em S.Pedro é um miradouro privilegiado sobre a Serra com o Palácio da Pena e o Castelo dos Mouros. No  jardim existiam três enormes cedros. Dois deles foram agora cortados, um outro, mais abaixo  terá sobrevivido por agora.

 photo EmiliaReis1P1120894_zpse84d42d9.jpg

Nesta foto de Emília Reis, é possivel ver a copa de um dos cedros e lá bem no alto, o Palácio da Pena,  antes da intervenção da autarquia

Fotos  após o abate dos dois Cedros
 photo Emiliareis5P1090990-2_zpsf6269d81.jpg
Foto Emília Reis
 
 photo Vigia32442013_zpsdb27646a.jpg
Foto sintrense




  
:
 


 

Porque hoje é Sábado...

 photo pb1blogue_zps69d14741.jpg


O VELHO ABUTRE

O velho abutre é sábio e alisa  as suas penas
A podridão lhe agrada e seus discursos
Têm o dom de tornar as almas mais pequenas

Sophia de Mello Breyner Andresen

sexta-feira, abril 26, 2013

Patos-Mudos no rio das Maçãs

PatoMudo7Blogue O rio das Maçãs, tem nos últimos dias, cinco patos-mudos, que partilham as suas águas com o bando de patos-reais, que ali tem o seu habitat .Esta semana conseguimos algumas fotos, que demonstram como se adaptaram  bem ao local e ao convívio com os outros patos.PatoMudo8Blogue PatoMudo2Blogue PatoMudo13Blogue PatoMudo4 Os patos -mudos, são originários da América do Sul e têm como nome científico Cairina moschata. O macho emite um som que se assemelha ao de um assopro, enquanto a fêmea emite um som semelhante a algo como [fi´fi]...Daí nasceu o termo "pato-mudo" para fazer a distinção.

quinta-feira, abril 25, 2013

ERA UMA VEZ
UM PAÍS...


Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raiz
tinha fruto arrecadado
onde quem tinha dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado.
Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos do passado
se chamava esse país
Portugal suicidado.

José Carlos Ary dos Santos/As portas que Abril abriu


25 DE ABRIL, SEMPRE!!!


quarta-feira, abril 24, 2013

Visita à Peninha

 photo peninha_zps9e6647f4.jpg
A Alagamares e o Site Serra de Sintra promovem nos dias 27 de Abril e 5 de Maio um passeio diferente na nossa Serra de Sintra, por muitos ainda desconhecida. Desta vez, cheia de surpresas e com direito a animação com visita ao Convento e Capela da Nossa Sra. da Peninha.

Mais informações aqui

terça-feira, abril 23, 2013

Sobre as Árvores

Colares2013VarzeaColaresBlogue  
 Foto Várzea de Colares- Primavera 2013

Em torno dos mitos sobre a poda da Árvore em Meio Urbano…
Francisco Coimbra
Consultor em Arboricultura Ornamental
Ex – Vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Arboricultura

As árvores que dignificam as nossas praças e avenidas e embelezam os nossos jardins e parques são um elemento essencial de qualidade de vida, autênticos oásis no «deserto» que são tantos dos nossos espaços urbanos actuais. E, no entanto, é por demais evidente a ainda quase absoluta ausência de sensibilidade para o papel da Árvore em Meio Urbano. Provam-no os autênticos «massacres de motosserra» que destituem de dignidade e valor estético as árvores – ditas ornamentais – que marginam os nossos arruamentos e estradas.
Estas podas radicais são comummente justificadas com base em preconceitos que continuam arreigados na população, que muitas vezes as exige quando os responsáveis pela sua gestão e manutenção optam por outros modelos de condução. Assim, temos ouvido dizer, como justificação, que estas «rolagens» rejuvenescem e fortalecem as árvores, ou que são a única forma económica de controlar a sua altura e perigosidade… Será isto verdade?
1. A poda drástica rejuvenesce a árvore?NÃO! São as folhas a «fábrica» que produz o seu alimento. Uma poda que remova mais do que um terço dos ramos da árvore – e as «podas» radicais removem a copa na totalidade – interfere muito com a sua capacidade de se auto-alimentar, desregulando o equilíbrio copa/tronco/raízes. O facto de as árvores apresentarem uma rebentação intensa após uma operação traumática – resultante do abrolhamento de gemas até então inibidas pelo controlo hormonal dos ápices agora removidos – não significa rejuvenescimento, mas sim uma «tentativa desesperada» de repor a copa inicial, à custa da delapidação das suas reservas energéticas. Nalguns casos este «esforço» pode mesmo ser fatal, se à supressão de copa se somarem outros factores de stress, como um Verão seco ou ataques de parasitas…
2. Fortalece-a? – NÃO, pelo contrário, a poda radical é um acto traumatizante e debilitante, uma porta aberta às patologias. As pernadas duma árvore massacrada têm, pelo seu grande diâmetro, dificuldade em formar calo de «cicatrização», e os cortes nestas condições são muito vulneráveis a ataques de fungos lenhívoros. Para além disso, a copa das árvores funciona como um todo, sendo as folhas periféricas um escudo para a parte mais interna, protegendo-a das queimaduras solares. O nosso país está cheio de tristes exemplos, árvores cujo estado sanitário decadente é o revoltante resultado destas práticas no passado, as quais deviam envergonhar os seus mandantes!
3. Torna-a menos perigosa? – NÃO, estas «podas» induzem a formação, nas zonas de corte, de rebentos epicórmicos de grande fragilidade mecânica, pois têm uma inserção anormal e superficial no tronco. Como, ao longo do tempo, se desenvolvem podridões nesses locais, esta ligação fica ainda mais fraca, tornando estes ramos instáveis e potencialmente perigosos a longo prazo. Acresce ainda que nem todas as novas ramificações são viáveis, pelo que, após alguns anos de concorrência, surgem relações de dominância entre elas e as dominadas acabam por secar, aumentando o volume de madeira morta na copa.
4. É a única forma de a controlar em altura? – NÃO, a quebra da hierarquia – que estava estabelecida entre as ramificações naturalmente formadas – permite o desenvolvimento de novos ramos de forte crescimento vertical, mas agora de uma forma anárquica e muito mais densa! Não se resolve, assim, o motivo por que geralmente se recorre a esta supressão da copa, pois em alguns anos a árvore retoma a altura que tinha, sem nunca mais voltar a ter a mesma estabilidade nem a beleza característica da espécie…
5. É mais barata? – NÃO, se a gestão do património arbóreo for pensada a médio e longo prazo! Aparentemente parece ser mais económico recorrer-se a uma «rolagem» única do que fazer pequenas intervenções anuais e utilizar os princípios correctos de poda e corte, investindo na formação do pessoal ou recorrendo a profissionais especializados nas situações mais complexas. No entanto, esta economia é de curto prazo, pois, se por um lado as árvores se desvalorizam a todos os níveis, por outro lado está-se a onerar o futuro, que terá que «remediar» uma decrepitude precoce ou resolver a instabilidade mecânica dos rebentos formados após os cortes. E a redução da esperança de vida das árvores implementa custos acrescidos para sua remoção e substituição…
Acerca destas «ideias feitas», responsáveis por tantos atentados à beleza, saúde e dignidade dos exemplares arbóreos das nossas urbes, já dizia o saudoso Eng. Vieira da Natividade: «o podador domina porque enfraquece, vence porque suprime… em boa verdade a vitória não é brilhante»! E de facto, devia dizer-se de uma poda o mesmo que de um árbitro: tanto melhor quanto menos se der por ela!

Bibliografia sobre este tema:
Drénou, C. 1999. La taille des arbres d’ornement. I.D.F., Paris, 268 p.
Shigo, A. 1994. Arboricultura moderna. Edição portuguesa publicada pela Sociedade Portuguesa de Arboricultura, 165 p

   Texto retirado do blogue "Campo aberto" aqui

segunda-feira, abril 22, 2013

Visitas a Sintra

PalaciodaPena2012Blogue
Parques de Sintra regista aumento de 6,5% nas visitas a parques e monumentos em 2012
 
è Cerca de 1.138.000 visitas em 2012
è Valor não inclui Palácios de Queluz e Sintra
è Cerca de 90% dos visitantes são estrangeiros
è Parque e Palácio da Pena são os mais visitados: 719.688 entradas
è Maior aumento regista-se no Parque e Palácio de Monserrate: 14,26%
PalaciodaVilaBlogue2012
 
 
 Durante o ano de 2012, os parques e monumentos sob a tutela da Parques de Sintra – Monte da Lua registaram um aumento de 6,5% relativamente ao ano anterior, recebendo 1.138.000 visitas (não incluindo os Palácios de Sintra e Queluz, visto que apenas passaram para a tutela da empresa em Setembro).
Assim, Parque e Palácio da Pena, Castelo dos Mouros, Parque e Palácio de Monserrate, Convento dos Capuchos, Chalet da Condessa d’Edla e Quintinha de Monserrate, que em 2011 tinham recebido 1.068.000 visitas, apresentaram mais uma vez valores superiores e mantiveram a curva ascendente da Parques de Sintra em termos de número de visitas.
 
Fonte ( texto da PSML)