segunda-feira, junho 10, 2013

Porque hoje ainda é Feriado...

Elvas20070618 Foto Fortaleza de Elvas

Um texto de Nicolau Santos:

O terrorismo do Estado em todo o esplendor

Portugal é hoje um país tolhido pelo medo, desânimo e humilhação. O medo de perder o emprego, descer na escala social, ficar sem rendimentos para manter um mínimo de vida digno. O desânimo dos desempregados, dos empregados que temem o fecho das suas empresas, dos que se vão convencendo de que esta situação se vai manter por muitos anos, dos que já perceberam que os últimos anos da sua vida serão sempre a piorar. A humilhação dos reformados, que têm sido perseguidos, vilipendiados, acusados, responsabilizados pela crise das finanças públicas e do desemprego entre os jovens. E humilhação também dos funcionários públicos, que o poder político acusa de benefícios exclusivos, de ganharem mais que os trabalhadores do sector privado, de falta de produtividade e de outras malfeitorias.
Este desprezo por reformados e funcionários públicos atingiu o auge nos últimos dias, com a encenação que Pedro Passos Coelho e Paulo Portas fizeram, o primeiro ao anunciar a 3 de Maio uma taxa sobre as pensões e o segundo a afirmar, a 5 de Maio, que esta era a fronteira que não podia deixar passar. Ninguém acredita que Portas não tenha tido conhecimento desta medida que o primeiro-ministro iria anunciar. E portanto é lamentável que tivesse vindo a lume, já que se for avante, depois do que Portas disse, só pode significar o fim da coligação, a queda do Governo e eleições antecipadas. Por isso ninguém acredita igualmente que Passos não soubesse que o ministro de Estado iria dizer isso ao país. O objetivo foi outro. Mais uma vez, o que se fez foi lançar o pânico sobre os reformados, para que aceitem medidas que cortam de novo os seus rendimentos (rendimentos a que têm direito, porque descontaram para eles, com base num contrato que estabeleceram com o Estado), mesmo que não venha a ser esta que será aplicada.
O mesmo acontece na forma como o Governo está a atuar em relação aos funcionários públicos. Sob a capa de rescisões por mútuo acordo, a proposta do Governo permite aos dirigentes pressionarem os trabalhadores a optar por esse caminho, sob pena de serem colocados na mobilidade especial. Nessa situação receberão dois terços de remuneração nos primeiros seis meses, 50% nos seis meses seguintes e nos últimos seis meses apenas 33,4%. No final dos 18 meses, se não for recolocado na administração pública, passa a uma licença sem vencimento ou pode cessar o contrato de trabalho, com direito a rescisão, mas menor do que se o fizer por mútuo acordo. A cereja em cima do bolo é que os funcionários que cessem o seu contrato com a administração pública não terão direito a subsídio de desemprego. Se isto não é apontar uma pistola à cabeça de uma pessoa e pedir-lhe para sair do Estado, então não sei o que é.
Ou melhor, sei muito bem. A isto chama-se terrorismo do Estado e está a ser praticado impiedosamente por este Governo contra reformados e trabalhadores da função pública, mas também contra os contribuintes e os cidadãos em geral. O objetivo é claro: reduzir o Estado a uma função meramente assistencialista e Portugal a um país com salários do Terceiro Mundo, sem nenhuns centros de decisão em mãos nacionais e que agradecerá humildemente às grandes multinacionais que se instalem cá para aproveitar os baixos custos da mão de obra nacional. O Governo declarou guerra sem tréguas aos portugueses. Há-de chegar a altura de os portugueses o varrerem para o caixote de lixo da História.
Nicolau Santos
Encontrado aqui

domingo, junho 09, 2013

Postais da Várzea de Colares

 photo VaacuterzeadeColaresFernandoMGomesFb_zps0e7326c5.jpg Foto antiga (sem data), da Várzea de Colares  photo PodasColares050220101111.jpg Foto da Várzea de Colares. depois de uma intervenção das Estradas de Portugal S.A. em 2011 varzeadeColares1-1 photo varzeadeColares1-1.jpg A Várzea de Colares , rio das Maçãs, no "Boletim Photographico" nº75 de Março de 1906

sábado, junho 08, 2013

Porque hoje é Sábado...

BlogueTejo20132b

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.
Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.
   Alberto Caeiro
in Guardador de Rebanhos

quinta-feira, junho 06, 2013

O Castelo dos Mouros tem novas instalações de Apoio ao Visitante

Cintra-CastMouros01
Postal antigo

Foram  inauguradas, as novas instalações de Apoio ao Visitante do Castelo dos Mouros. Este é o resultado do projecto “À Conquista do Castelo”, que implicou um investimento de 3,2 milhões de Euros, cofinanciado em 600 mil Euros pelo Programa de Intervenção do Turismo (PIT) e no remanescente pela Parques de Sintra. O objectivo centrou-se na valorização global e no restauro do Castelo dos Mouros, monumento que contou com cerca de 269.000 visitas em 2012.
Segundo a PSML, a partir de agora os visitantes poderão desfrutar de um novo espaço de acolhimento, constituído por uma cafetaria com esplanada, loja e bilheteira, bar, instalações sanitárias e ainda uma envolvente paisagística recuperada (repondo a ambiência romântica preexistente), bem como caminhos de acesso e de ronda totalmente requalificados e iluminados. Foram também restauradas as duas cinturas de muralhas e a Cisterna (que passa agora a ser visitável). Será ainda aberta ao público a Casa do Guarda do Castelo, situada na segunda cintura de muralhas (fora do perímetro pago), após recuperação e adaptação como cafetaria, esplanada (com vista panorâmica para a Serra) e instalações sanitárias.
Fonte PSML

quarta-feira, junho 05, 2013

O Carro de Cintra II


Foto  de 1912 do "Carro de Cintra" de Joshua Benoliel, do Arquivo fotográfico da C.M.Lisboa

Em  6 de Maio de 2009, publicámos um post de um "Carro de Cintra", da empresa Joaquim Simplício, durante uma greve do pessoal dos eléctricos em Lisboa, em 1912, (revista  "Brasil-Portugal" de 16 de Junho de 1912).
Um leitor do blog, Luís Cardoso de Menezes, fez o favor de nos enviar um  interessante texto que complementa o post anteriormente  publicado:

"Em Junho de 1912, os funcionários dos eléctricos de Lisboa encontravam-se em greve. Numa reportagem fotográfica, sobre este acontecimento a Revista “Brasil-Portugal” de 16-6-1912, destaca um “Carro de Cintra” de tracção animal da empresa Joaquim Simplício em plena Baixa de Lisboa, a substituir o serviço dos eléctricos então em greve. A empresa de Joaquim Simplício, era uma das companhias de tracção animal que nessa altura fazia a ligação entre Sintra e Lisboa, sendo criada nos anos 90 do século XIX ou princípios do século XX, pois na monografia “Eléctricos de Sintra” de Júlio Cardoso e Valdemar Alves, são referenciadas várias firmas de carros de tracção animal com actividade em Sintra desde 1886, não constando a firma acima referida. Aliás era natural que assim fosse, pois nesta altura tinha apenas 22 anos, enquanto na greve ocorrida em Lisboa em Junho de 1912, era já um homem de 47 anos. Joaquim Simplício, nascera na freguesia de S. Pedro de Dois Portos, Torres Vedras, Lisboa a 23-7-1864, sendo filho de António Simplício de sua mulher Teresa de Jesus. Os primeiros transportes públicos urbanos, utilizados na cidade de Lisboa foram de tracção animal - as “carroças do Chora” de Joaquim Simplício e os “Trens landaus breaks / charàbanca” da Companhia de Carruagens Lisbonense, utilizados durante mais de 20 anos, até surgirem os “Americanos” com a característica de se movimentarem sobre carris, sistema que veio a ser posteriormente utilizado pelos “eléctricos” que ainda hoje circulam nas principais cidades, em cooperação com os autocarros e o Metropolitano."
      photo BsasilPortugal16061912_zpsb2c40de4.jpg
(revista  "Brasil-Portugal" de 16 de Junho de 1912).

http://riodasmacas.blogspot.pt/2009/05/o-carro-de-cintra.html

terça-feira, junho 04, 2013

Encontro de Resgate em Orla Costeira em Almoçageme

BloguePGrande20130531 Decorreu nos dia 29, 30 e 31 de Maio, um Encontro de Resgate em Orla Costeira organizado pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme, o programa do encontro incluia um exercício real de socorro e resgate em orla costeira.Cabo da Roca, Praia da Adraga (Fojo e Pedra de Alvidrar) e Praia Grande foram os locais utilizados. Acompanhámos no último dia o exercício na Praia grande, fotos que hoje publicamos.
No  3º dia do na Praia Grande, foram testadas a descida de tirolesa. Esta técnica deixa a vítima deitada numa maca completamente suspensa durante a descida que, por sua vez, é feita por cordas desde o topo da falésia até ao areal. Um dos exercícios da tarde, provavelmente um dos mais difíceis, envolveu em simultâneo a subida de 4 homens (um deles a vitima em maca). BloguePGrande20130531l BloguePGrande20130531d BloguePGrande20130531b BloguePGrande20130531e BloguePGrande20130531f BloguePGrande20130531g

segunda-feira, junho 03, 2013

Concerto de Solidariedade com Recolha de Alimentos no Mucifal

Realizou-se no Domingo, um Concerto de Solidariedade, no Pavilhão da União Mucifalense, organizado pela Junta de Freguesia de Colares - com recolha de alimentos, com o objectivo de distribuir pelas famílias mais necessitadas da freguesia.
O concerto contou com a participação das 3 Bandas Filarmónicas da Freguesia,Mário Laginha e Maria João, Os Corvos e Luís Represas. mucifal01062013blogue3 Banda da Sociedade Recreativa e Musical de Almoçageme,Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares e Banda da União Mucifalense.

Mucifal02062013blogue Mário Laginha e Maria JoãoMucifa01062013blogue2 Luís Represas mucifal402062013blogue2 Os Corvos mucifal02062013blogue4 No encerramento do concerto a presença inevitável do Tónio de Janas

domingo, junho 02, 2013

Manifestação "Povos Unidos Contra a Troika"

blogueManif1062013 (Fotos da manifestação de Lisboa)

Lisboa, Porto, Aveiro, Beja, Guimarães, Setúbal e Vila Real são algumas das 18 cidades portuguesas que aderiram ao protesto europeu do movimento “Povos Unidos contra a ‘troika’” que se realizou no sábado.
Marcada para 102 cidades europeias de 18 países, a manifestação visava contestar as políticas erradas que se têm desenvolvido nos países onde a troika (Banco Central Europeu, FMI e Comissão Europeia) tem intervindo.
 
bloguemanif01062013r blogueManif1062013hblogueManif1062013fbloguemanif01062013

quinta-feira, maio 30, 2013

Museu do Brinquedo de Sintra pode fechar

museubrinquedo2


O Museu do Brinquedo de Sintra, está em risco de fechar, devido à nova lei das fundações, a CMS terá que deixar de atribuir o subsídio mensal de cinco mil euros, e deixa de poder ceder gratuitamente o edifício onde está instalado desde 1997.

O Museu recebe em média mais de 50 mil visitantes por ano. O espólio tem mais de 60 mil brinquedos todos da colecção  de João Arbués Moreira.

Ana Arbués Moreira, afirmou à agência Lusa que "a legislação  para as fundações foi feita de forma transversal. Nem viram, nem sabem, nem fazem ideia nenhuma, nem sequer visitaram o Museu."
 


MuseuBrinquedo24092011

Não deixemos fechar o Museu do Brinquedo- um texto de Fernando  Morais Gomes:
http://reinodeklingsor.blogspot.pt/2013/05/nao-deixemos-fechar-o-museu-do-brinquedo.html

quarta-feira, maio 29, 2013

Valdemar Alves vai ser homenageado pela Câmara Municipal de Sintra

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A Câmara de Sintra vai homenagear Valdemar Alves, responsável pelo Eléctrico de Sintra,  recentemente falecido. Valdemar Alves um amigo e amigo do Eléctrico, colaborador frequente do "Rio da Maçãs", têm agora, uma justa homenagem, que "pretende distinguir a sua inestimável dedicação e contributo a um dos mais afirmativos ícones do concelho - o eléctrico de Sintra" em 19 de Junho, três meses depois do seu  precoce desaparecimento.

A homenagem irá decorrer durante a exposição na  "Eléctrico de Sintra, uma viagem no tempo/Colecção Valdemar Alves". A mostra pode ser visitada na Vila Alda,de 29 de Maio a 30 de Junho, de segunda-feira a domingo, das 10h às 13h e das 14h às 18h.

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terça-feira, maio 28, 2013

Dia Municipal do Bombeiro de Sintra /Retratos

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O desfile  de nove corporações de Bombeiros Voluntários do Concelho de Sintra em Almoçageme, no último Domingo integrado nas cerimónia do Dia Municipal do Bombeiro.


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segunda-feira, maio 27, 2013

Dia do Bombeiro Municipal de Sintra

Nove corporações dos bombeiros do Concelho de Sintra desfilaram  ontem, pelas ruas de Almoçageme acompanhados de cerca de 30 veículos, operacionais e antigos.BlogueDiaBombeiroAlmoçagem26052013gg JBlogueDiaBombeiroAlmoçagem26052013ddBlogueDiaBombeiroAlmoçagem26052013abBlogueDiaBombeiroAlmoçagem26052013pp BlogueDiaBombeiroAlmoçagem26052013ii

domingo, maio 26, 2013

Postal dos Correios

O primeiro distribuidor de correspondência em Portugal que se conhece terá sido em 1520, no reinado de D.Manuel I, e a primeira mala posta começou a funcionar em 1798 e apenas entre Lisboa e Coimbra - quatro séculos depois, um governo PSD/CDS, decide desmantelar uma rede postal e entregar o serviço até agora público dos Correios a privados.

 O Correio em Portugal durante o longo percurso da sua existência tem inúmeros factos históricos relevantes -hoje mencionamos um relacionado com o grande actor Chaby Pinheiro, e o Palácio da Pena.

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Caixa de Correio na Misericórdia da Vila Velha de Sintra

Chaby Pinheiro e os Correios e Telégrafos

Em 1891, Chaby Pinheiro era nomeado oficialmente aspirante auxiliar dos Correios e Telégrafos  .Entretanto o bichinho do teatro que o corroía, começou a desenvolver-se. Chaby já representava  e bem, nos Teatros Taborda, do Aljube e até no Teatro do Conde  de Farrobo, instalado no Palácio das Laranjeiras, como amador.
Na altura em que a família real passava a estação calmosa no  palácio da Pena, em Sintra, com eles seguiam também todos os Verões, três funcionários dos  Correios e, assim enquanto os soberanos lá permaneciam funcionava no Palácio da Pena uma Estação Telégrafo-Postal.
Por interferência do então Chefe da Estação dos Correios e Telégrafos das Necessidades. terá conseguido que Chaby Pinheiro fosse requisitado – depois de uma intervenção do Conde de Sabugosa, Mordomo-mór de D.Carlos, para o serviço  dos Correios no Palácio da Pena.
O Rei e Chaby depressa chegaram à fala e concretizaram um conhecimento bem estreitado pelo amor ao teatro que ambos possuiam. Eram pessoas cultas e de grande gentileza que se entendiam, sendo os três meses da deslocação dos melhores tempo de vida do genial actor.

Fonte:  "Estes Correios que eu amo" de Amândio Nunes Monteiro


009_ChabyPinheiro
Nasceu a 12 de Janeiro de 1873, em Lisboa, e faleceu no Algueirão a 6 de Dezembro de 1933.
Homem culto e de grande inteligência, começou desde cedo a privar com a intelectualidade do seu tempo. Nesse grupo de amigos destacavam-se Fialho de Almeida, Marcelino Mesquita, Rafael Bordalo Pinheiro, Júlio Dantas e Manuel Penteado entre outros, nas áreas da Arte, Literatura e Jornalismo.
No campo teatral, desdobrou-se nas áreas da representação, da encenação, da declamação e do professorado (foi professor do Conservatório Nacional), tendo ainda conhecido a actividade de empresário.
Em 1933, estando a convalescer na sua casa no Algueirão, o barbeiro de lá, seu amigo pessoal e que era da direcção do Clube de Mem Martins, pede-lhe para que ele  lá  vá, recitar algo, a fim de aumentar o público. E na verdade, tal aconteceu.
No dia da festa, lá estava Chaby Pinheiro. Recebido pela assistência, quando se iniciava para recitar, foi acometido pelos primeiros sintomas da congestão cerebral, que o vitimou.
Três dias depois o actor faleceu.
O clube acima citado, foi, desde há muito, baptizado com o nome de Cine-Teatro Chaby em memória deste grande actor sedeado em Mem Martins. A avenida onde o Cine-Teatro se encontra situado liga Mem Martins a Sintra e possui também o nome do actor.
('Para uma história do teatro no concelho de Sintra' REIS Luciano, 2001)