sexta-feira, agosto 14, 2015

Observar as aves da vizinhança

Publicamos hoje mais duas fotos da Garça-real da Várzea de Sintra (fotos de 10/08/2015) com algumas notas sobre características desta bela ave.
GarçaP10082015blog.jpg
Quando em voo o pescoço encontra-se recolhido, sendo esta uma
característica que a separa da
cegonha-branca.

http://riodasmacas.blogspot.pt/2015/08/o-voo-da-garca-real.html

GarçaP210082015blog.jpg
"A Garça-real (Ardea cinerea), pertencente à família Ardeidae, é a maior das garças da Europa, com 90 cm de comprimento, entre 175 e 195 cm de envergadura e cerca de 2 kg de peso. É uma espécie conspícua, facilmente observável e reconhecível no campo, mesmo pelos observadores menos experientes. As garças apresentam um voo impetuoso, com o pescoço retraído formando um “s” e emitem frequentemente um grasnar rouco característico. A plumagem das aves adultas é idêntica para os dois sexos, dominando os tons de cinzento, preto e branco. A cabeça e pescoço são maioritariamente brancos, com excepção de uma nítida coroa preta prolongada, na plumagem nupcial, por duas ou três penas também negras. O dorso é cinzento, bem como parte das asas em que somente as penas de voo (primárias e secundárias) são pretas. O bico é amarelo e as patas cor de carne. Os juvenis apresentam uma maior uniformidade no cinzento da plumagem."
Texto encontrado aqui:

http://naturlink.sapo.pt/Natureza-e-Ambiente/Fichas-de-Especies/content/Garca-real-pescadora-elegante?bl=1&viewall=true

quinta-feira, agosto 13, 2015

Retomada a circulação em todo o percurso do Eléctrico da Praia das Maçãs

ElectricoGalamares2012Blogue

A CMS informa que "O centenário Eléctrico de Sintra está, a partir de hoje, a funcionar na totalidade do percurso, entre Sintra e a Praia das Maçãs, de quarta a domingo para o público em geral.
São quase 13 quilómetros entre a Vila Alda na Estefânia e a Praia das Maçãs, numa viagem com a duração de cerca 45 minutos, onde os passageiros podem usufruir de um singular passeio turístico entre a Serra de Sintra e o Oceano Atlântico."
 

quarta-feira, agosto 12, 2015

Olhar para Sintra II

PVila22052014blogjpg.jpg
"O velho alcaçar mourisco, esfumando o seu perfil de lenda  no azul claro do céu, lá fica recostado no fundo verde escuro do arvoredo circundante, como  uma jóia estranha sôbre o  seu escrínio de veludo secular."
 Oliva Guerra/Roteiro Lírico de Sintra/1940

Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2015/08/olhar-para-sintra.html

terça-feira, agosto 11, 2015

O voo da Garça-Real

Garça10082015blog.jpg
Foto 10/08/2015
Numa visita ontem à Várzea de Colares, voltámos a encontrar uma das Garças-Reais que fazem do rio das Maçãs o seu habitat. Desta vez tivemos a sorte de registar a sua arte de voar.
Garça210082015blog.jpg
Foto de 10/08/2015
 
Garça510082015blog.jpg
A dança da Garça-Real no rio das Maçãs(foto de 10/08/2015)

Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2015/08/reencontro-com-garca-real-na-varzea-de.html

segunda-feira, agosto 10, 2015

Olhar para Sintra

CamaraMunicipal22052014blog2015.jpg
"Sintra, lírica Sintra dos poetas e dos rouxinóis, sinfonia fantástica de verdes, onde os granitos erguem o poema austero da sua dura imobilidade entre os azuis serenos do céu e do mar, conto de fadas da minha infância, cuja romântica melopeia foi embalada  pela voz profética do vento que tanta vez sacudiu o laço das minhas tranças de menina, depois de roçar as asas inquietas por sôbre a rama verde e triste dos pinheiros...(...)"
in "Roteiro Lírico de Sintra"/1940/Oliva Guerra
casadoCipreste22062014blog2015.jpg
"Oh! Sintra de lendário encanto, princesa adormecida no bosque dos sortilégios, verde catedral de sombra onde tantos corações terão sofrido e onde tantos terão achado paz !..."
in "Roteiro Lírico de Sintra"/1940/Oliva Guerra

domingo, agosto 09, 2015

Reencontro com Garça-Real na Várzea de Colares

Garça07082015blog.jpg
Foto em 07/08/2015 na Várzea de Colares


Embora tivéssemos conhecimento há algum tempo da permanência  na Várzea de Colares de mais duas garças-reais, não tínhamos até agora a possibilidade de as fotografar. Na última sexta-feira a meio do dia, conseguimos a foto que hoje publicamos, perto do rio das Maçãs.

http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/10/as-garcas-reais-do-rio-das-macas.html

*A Garça-Real (Ardea cinerea) é a maior de todas as garças existentes no nosso país,com uma envergadura de 175 a 195 cm e com a característica típica de voar com o pescoço enfiado nos ombros e as patas esticadas para trás. A Garça-Real é uma espécie protegida com uma longevidade que chega ao 25 anos. As principais ameaças a esta espécie são a destruição do seu habitat, e a perseguição do homem.

Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2012/06/refeicao-da-garca-nocturnagoraz-no-rio.html

quinta-feira, agosto 06, 2015

Circulação do Eléctrico da Praia das Maçãs interrompida por descarrilamento

Electricodescarrilamento.jpg
Foto de Fernando Morais Gomes

No  jornal"Público":
 http://www.publico.pt/local/noticia/circulacao-do-electrico-de-sintra-interrompida-devido-a-acidente-1704284

"O eléctrico teve um pequeno evento no início de uma curva. O rodado do lado direito saiu do carril e o eléctrico encostou", explica o vice-presidente da Câmara de Sintra, segundo o qual o veículo ficou "meio inclinado", mas não tombou.
Na altura do acidente, que ocorreu junto à vila de Sintra, o eléctrico tinha vários passageiros a bordo. Rui Pereira garante que nenhum deles sofreu ferimentos : "Não houve problema nenhum. Seguiram noutro veículo para a Praia das Maçãs e estavam bem-dispostos", diz o autarca".

Queijadas de Sintra - 9ª Parte

Photobucket 
Casa Mathilde em S.Paulo - Brasil
CasaMathilde em São PauloMClaraGomesAdoroSintra.j
 A marca foi adquirida por um dos sócios da Casa Mathilde, actualmente fundada por quatro empresários portugueses empenhados em manter a qualidade da doçaria tradicional portuguesa no centro da cidade de São Paulo.
http://riodasmacas.blogspot.pt/2015/07/queijadas-de-sintra-5-parte.html

*A Fábrica de queijadas Mathilde  de Sintra, a seguir à Sapa, é a marca mais antiga, não se conhece exactamente a data em que terá surgido, mas em 1850, já existem provas da sua existência, a sua actividade terminou em 1974.

Créditos
*Informação e imagem da Casa Mathilde de S.Paulo enviada por M.Clara Gomes

https://www.facebook.com/AdoroSintra/photos/a.624556277580471.1073741847.426032290766205/651099641592801/?type=3&theater

http://casamathilde.com.br/pt/home

quarta-feira, agosto 05, 2015

Preparar a faina em Cascais

Numa breve passagem pela Baía de Cascais, na última segunda-feira, um registo da preparação e partida para a faina do "Mãe de Jesus".
TraineiraCascais0382015Bblog.jpg
Foto 1:Preparar os "aparelhos" e "artes" para mais um dia /noite de pesca
TraineiraCascais0382015Cblog.jpg
Foto 2:Soltar os cabos para  se fazer ao largo

TraineiraCascais0382015Dblog.jpgFoto 3: A traineira "Mãe de Deus" deixa o cais de abrigo temporário de Cascais
TraineiraCascais0382015EFainaAblog.jpg
Foto 4 (03/08/2015)

Porque a traineira "Mãe de Jesus" é  oriunda de Setúbal:

A importância da pesca para Setúbal
"A pesca e o sal, aliados às excepcionais condições do seu porto, foram, de início, a base do crescimento económico da vila de Setúbal que, em 1860, se fez cidade. Os pescadores que exploravam as águas do rio Sado, da costa marítima adjacente e do alto, residiam quase todos em Setúbal, e alguns viviam a bordo das embarcações, como acontecia com os pescadores "ílhavos" que haviam emigrado para esta cidade em grande número. A situação do aglomerado urbano, junto à foz do rio Sado, proporciona-lhe uma feição muito peculiar, mencionada no foral novo como parte nova.

Neste documento régio estabelecia-se que os pescadores que pescavam pelos esteiros (scanis) com redes a pé, pagassem um tributo (foro) dos peixes que "encontrassem mortos", isentando de tal imposto os mariscos (pinas) que trouxessem para a sua alimentação. Estas determinações são exclusivas do foral concedido a Setúbal, não se verificando referências deste tipo em alguns outros forais concedidos a outras povoações do litoral como, por exemplo, Sesimbra.(...)"

Excerto de um texto  de investigação sobre a pesca no território ocupado pelo aglomerado urbano de Setúbal,  aqui: http://mcquintas.paginas.sapo.pt/indexb2.html

terça-feira, agosto 04, 2015

Praia Grande - Em busca do Raio Verde

PraiaGrande15122014blog.jpg
Em busca do Raio Verde da Praia Grande
  "É aí (Praia Grande), enquanto que o mar se enrola na areia e a praia se esvazia, que Marçal Grilo gosta de reencontrar o que define como o mais belo pôr de Sol do mundo.Vezes sem conta por ali se perdeu do mundo na esperança de observar o “raio verde”, o fenómeno popularizado pelo romance de Julio Verne, que não é fácil de observar e lhe escapou até hoje. (...)"

  Raio verde
  “Quando o Sol se põe e a linha do horizonte está completamente limpa, há um instante quando o Sol desaparece, instante imediatamente a seguir, em que sobre a água, os raios vermelhos, alaranjados e amarelos desaparecem antes do verde, azul e violeta.É num momento fugaz, numa pequena fracção de tempo. É quando o limbo superior toca no horizonte que se dá o raio verde.”

Excertos do texto “O mar na Praia Grande parece maior que nas outras praias”de Marçal Grilo em PARQUE PARATE QUERO –ed.Pedra da Lua
  http://riodasmacas.blogspot.pt/2011/02/em-busca-do-raio-verde.html

segunda-feira, agosto 03, 2015

Queijadas de Sintra - 8ª Parte

Photobucket 
Publicámos recentemente um pequeno historial sobre sobre os tradicionais fabricantes de queijadas - hoje acrescentamos um  relançamento, de uma antiga marca ( Recordação de Sintra), da familia de Gregório Casimiro Ribeiro.



História da marca de queijadas "Recordação de Sintra"
Gregório Casimiro Ribeiro , iniciou-se como fabricante por volta de 1890 .Em 1911, associou-se a José Ambrósio, enteado de Josefa Neves da família “Sapa”,para fabricar as queijadas em Ranholas que eram vendidas no “Café Pérola de Sintra”, de João Cunha que segundo José Alfredo Azevedo; o mesmo local onde mais tarde foi a sede do Hockey Club de Sintra.


Em 1916 , depois de dissolvida a sociedade que entretanto tinha feito com José Ambrósio, estabeleceu-se por conta própria no Largo de Regedor em S.Pedro, denominando as queijadas que fabricava com a marca «Fábrica de Queijadas Recordação de Sintra».


Photobucket
Por morte de Gregório Casimiro Ribeiro, a fábrica passa a ser explorada pelo seu filho, Álvaro de Almeida Ribeiro, que associa à marca o já conhecido nome de Gregório, designação esta que se mantém actualmente. Tendo obviamente a marca "Recordação de Sintra" deixado de ser utilizada.

Recentemente um dos netos de Gregório Casimiro Ribeiro, Mário Jorge Lage d'Almeida Ribeiro, relançou a  antiga marca  de queijadas "Fábrica de Queijadas Recordação de Sintra".

Photobucket Verdadeiras Queijadas de Sintra de A.Ribeiro


Já anteriormente  Gregório Casimiro Ribeiro, utilizava outras marcas para a venda das queijadas que fabricava, como  as "Verdadeiras Queijadas de Sintra" da marca  registada "Castelo dos Mouros", conforme anúncio publicado no Jornal de Sintra em 1937. Photobucket
 Fabricantes tradicionais de Queijadas de Sintra
-Fábrica Queijadas da Piriquita -Aqui
-Fábrica Queijadas da Casa do Preto-Aqui
-Fábrica de Alfredo Januário Gomes -Aqui
-Fábrica de Queijadas Matilde -Aqui
-Fábrica de Queijadas da Sapa -Aqui e Aqui
_Fábrica de Queijadas Gregório -Aqui e Aqui

Fontes consultadas:
-Obras de José Alfredo da Costa Azevedo
-"Queijadas de Sintra "de Raquel Moreira
*Nota :Reedição de post publicado no blog em 10 Novembro de 2011

sábado, agosto 01, 2015

Um ALDI no Banzão?


Sobre Sintra Paisagem Natural - Património Mundial "A candidatura de uma paisagem cultural para inclusão no Património Mundial exige uma mistura excepcional de sítios naturais e culturais num quadro exemplar. A Serra de Sintra corresponde-lhe de uma forma convincente. Vista de longe (ou a partir de uma fotografia aérea) ela dá a impressão de uma paisagem muito mais natural que se distingue bem dos arredores: uma pequena cadeia montanhosa granítica coberta de florestas, elevando-se da região rural (também ela entrecortada por montes e vales) entre Lisboa e o litoral. Vista de mais perto e percorrendo-a, a Serra revela marcas culturais de uma riqueza surpreendente, cobrindo vários séculos da história de Portugal. "

In "Sintra Património da Humanidade"

Banzão314072015blog.jpg
A casa "Camacho" no Banzão, local onde se pretende fazer "nascer" um ALDI

A construção  da loja ALDI, pretendida implicará o abate de dezenas de árvores e a demolição de uma vivenda (Casa Camacho),com história - destruindo a harmonia de um local de grande importância paisagística e arquitectónica.

http://riodasmacas.blogspot.pt/2015/07/foi-voce-que-pediu-um-supermercado-aldi_44.html

Banzão714072015blog.jpg
Entrada da Casa Camacho o nºº40 da Avenida Atlântico



A possibilidade da construção de um supermercado  da cadeia alemã ALDI no Banzão, tem suscitado grandes preocupações no comércio tradicional local e em todos que se preocupam com  a preservação do património paisagístico de um local, em zona fronteira com o Pinhal da Nazaré  e com um conjunto de vivendas de veraneio emoldurado por muitos pinheiros - local de passagem da linha do histórico eléctrico da Praia das Maçãs. Hoje publicamos a posição do ICNF,  em 31/07/2015 sobre o assunto que não nos permite ficar tranquilos:

*Resposta do ICNF sobre a possibilidade de construção de um supermercado ALDI no Banzão

"Em resposta à questão que nos colocou sobre a construção de uma superfície comercial numa zona de pinhal , no Parque Natural de Sintra Cascais temos a informar o seguinte: - após esclarecimento junto da Câmara Municipal de Sintra, verificamos que existe um pedido de parecer junto desta entidade, para o qual a CMS ainda não se pronunciou; - no âmbito do regulamento do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra Cascais, Resolução de Conselho de Ministros nº 1-A/2004 de 8 de Janeiro, a área em questão encontra-se em Área não abrangida por regime de protecção, isto é em Área Urbana, de acordo com o seu artigo 29º . Pelo que não se encontram sujeitos a parecer da nossa entidade. Com os melhores cumprimentos Conceição Bernardes Engenheira Biofisica Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, IP Departamento de Conservação da Natureza e Florestas - Lisboa e Vale do Tejo Parque Natural de Sintra Cascais"

*Fonte oficial da Câmara de Sintra assegurou ao Jornal da Região,  em 14 de Junho de 2015, que a construção de um supermercado Aldi no Banzão ainda não tinha sido  autorizado.

 Via Jornal da Região em 14/07/2015
 
"Segundo fonte oficial da autarquia, "no início de abril" deu entrada um pedido de informação prévia sobre a viabilidade da instalação de uma pequena superfície comercial, com "cerca de 900 metros quadrados, num terreno do Banzão.
 
Atendendo a algumas questões de acessibilidades na zona, e das características de construção urbana do local, à partida vê-se ali fortes condicionantes para um equipamento daquele género", admitiu a fonte municipal, acrescentando que o pedido "está a ser apreciado", mas "não está autorizado".

O Jornal da Região também recolheu a posição da Junta de Freguesia de Colares:
"O presidente da Junta de Freguesia de Colares, Rui Santos, admitiu a sua "preocupação com os pequenos comerciantes, porque vai rebentar com tudo", mas a decisão não pertence à autarquia local."

Notícia integral no Jornal da Região:
http://jregiao-online.webnode.pt/products/populacao-preocupada-com-projeto-de-superficie-comercial-no-banzao-sintra/
 
 No Rio das Maçãs:
 

Inauguração do Centro Interpretativo Mitos e Lendas de Sintra


casteloMourosPrincipalb27072015blog.jpg
Ocorreu ontem a inauguração de um denominado "Centro Interpretativo Mitos e Lendas de Sintra", que ficará instalado no Posto de Turismo da Vila Velha, na Praça da República, n.º 23.

"A revelação dos "segredos" e do "romantismo e misticismo" de Sintra de forma interativa é a proposta do Centro Interpretativo Mitos e Lendas, após um investimento de 1,6 milhões de euros.

Saber mais (blog Tudo Sobre Sintra) aqui:
http://www.tudosobresintra.com/2015/07/museu-interactivo-abre-portas-em-sintra.html

quinta-feira, julho 30, 2015

Queijadas de Sintra - 7ª Parte

Fábrica de queijadas da Piriquita
A fábrica de queijadas da Piriquita, surge na segunda metade do século XIX, no centro da Vila de Sintra, na rua das Padarias, local onde ainda hoje se encontra.Fundada por Constância Gomes Piriquita, que nasceu em 8 de Agosto de 1846 e faleceu em 24 de Dezembro de 1934.Terá casado aos 16 anos com Amaro dos Santos que era padeiro,e nessa altura(1862) começou o fabrico das queijadas às quais deu o nome pela qual era conhecida-Piriquita.

O Nome Piriquita era a alcunha e não apelido, e deve a sua origem ao tratamento que D.Carlos deu a Constância Gomes.


A marca Piriquita continua na mesma familia desde sempre, sendo hoje a quinta geração a fabricar as queijadas e os famosos travesseiros.



Curiosidades

José Alfredo Azevedo que era vizinho da Pastelaria Piriquita, testemunha que nos seus tempos de rapaz ” quem estava ao balcão era o segundo marido da dona da fábrica, Joaquim Gomes que atendia os clientes envergando sempre uma blusa de quadrados azuis e brancos e de boné na cabeça.”

Travesseiros, um clássico da doçaria regional de Sintra
Terá sido a filha de Constância Gomes, Luisa dos Santos Cunha, quem terá primeiro experimentado a famosa receita dos travesseiros, na década de quarenta.
Nota:Fotogramas retirados de uma reportagem vídeo de Erica Macieira sobre a Piriquita.
Post relacionados:
-Queijadas de Sintra I-Queijadas da Sapa 1ª parte-pressionar
--Queijadas de Sintra II-Queijadas da Sapa 2ª parte-pressionar
-Queijadas de Sintra III-FÁBRICA de «QUEIJADAS DO GREGÓRIO» 1ªPARTE-pressionar
-Queijadas de Sintra IV-FÁBRICA de «QUEIJADAS DO GREGÓRIO» 2ª PARTE—pressionar
-Queijadas de Sintra V-Fábrica de queijadas finas «A Mathilde»-pressionar
 
Fontes consultadas:
-Queijadas de Sintra” de Raquel Moreira
-Obras de José Alfredo Azevedo

*Nota-Reedição de post do blog de 4 de Agosto de 2007






quarta-feira, julho 29, 2015

Queijadas de Sintra - 6ª Parte


Fábrica de Queijadas Finas - Casa do Preto

Na sequência dos posts publicados sobre as queijadas das marcas: Sapa,Gregório e Mathilde, retomamos hoje o tema com as queijadas da Casa do Preto.
Carlos Almeida, mais conhecido por Carlos Russo, mecânico de S.Pedro , abriu em Chão de Meninos, em 1933, um pequeno estabelecimento onde vendia queijadas do Gregório.O Carlos Russo começou a interessar-se pelo negócio, com a colaboração com a sua tia Maria Helena, que tinha sido empregada de uma queijadaria ,começou o fabrico por conta própria.
Em 1965 por motivos de saúde entregou o negócio a seu filho José Rodrigo Inácio de almeida.Carlos de almeida faleceu em 1972.
A história da marca “Casa do Preto”Carlos Almeida quando começou o fabrico das queijadas, comprou numa casa de móveis que existiu na Avenida D.Francisco de Almeida, uma figura de preto em madeira, que ali estava à venda. Por graça colocou-o à porta do estabelecimento.E assim começou a designação de “Casa do Preto”, cuja marca mais tarde, foi registada.
As queijadas do Preto são actualmente vendidas não só na casa do Preto em Chão de Meninos, como também em diversos locais onde tradicionalmente este tipo de doce não era vendido como os hipermercados

Actualmente a tradição desta marca conta com Francisco José Gato d’Almeida e o seu irmão á frente do negócio sendo ainda considerados a dupla de queijadeiros mais novos do mundo.

Posts relacionados sobre as Queijadas de Sintra:
-Queijadas de Sintra I-Queijadas da Sapa 1ª parte-pressionar
-Queijadas de Sintra II-Queijadas da Sapa 2ª parte-pressionar
-Queijadas de Sintra III-FÁBRICA de «QUEIJADAS DO GREGÓRIO» 1ªPARTE-pressionar
-Queijadas de Sintra IV-FÁBRICA de «QUEIJADAS DO GREGÓRIO» 2ª PARTE--pressionar
-Queijadas de Sintra V-Fábrica de queijadas finas «A Mathilde»-pressionar
 
Fontes consultadas
-Queijadas de Sintra” de Raquel Moreira
-Obras de José Alfredo Azevedo
-Parque paraQue TeQuero-Ed.Pedra da Lua
-Fotos:PedroMacieira
*Nota- Reedição de post do blog de 5  Junho de 2007
-





terça-feira, julho 28, 2015

Sintra com "Gold Award" da Quality Coast

PalacioVila27072015BPrincipalblogjpg.jpgLegenda:Vista de Sintra através do Jardim da Correnteza, no final do dia de segunda-feira 27/07/2015

Sintra foi distinguida com o “Gold Award” da Quality Coast, um galardão atribuído por um júri independente, nomeado pela Coastal & Marine Union – EUCC, uma associação financiada pela União Europeia que conta com mais de 2700 membros de mais de 40 países, e que reúne especialistas de várias áreas científicas. Legenda:Azenhas do Mar

domingo, julho 26, 2015

Queijadas de Sintra - 5ª Parte

FÁBRICA DE QUEIJADAS FINAS MATHILDE
A Fábrica de queijadas Mathilde a seguir à Sapa, é a marca mais antiga, não se conhece exactamente a data em que terá surgido, mas em 1850, já existem provas da sua existência, a sua actividade terminou em 1974.

Foto do edifício da antiga fábrica
 
Como a Sapa, esta marca começou também em Ranholas, foi fundada por Matilde Soares Ribeiro* , e aí continuou até à chegada do caminho de ferro a Sintra, nessa altura foi construído o prédio que ainda hoje existe, no nª6 da Avenida Miguel Bombarda, muito próximo das estação da CP.
Conta José Alfredo Azevedo , que “quando o Rei D.Fernando II passava em Ranholas, apeava-se com toda a comitiva e iam comer as deliciosas queijadas, acabando sempre, na retirada, por abraçar a já famosa Matilde.O mesmo acontecia com D.Manuel II..
A predilecção que o Rei-Artista tinha por esta marca era tal que ofereceu à fabricante um carimbo metálico com o nome «Mathilde», que era vincado na parte exterior do fundo de cada queijada.”

Anúncio publicado no "Jornal de Sintra" em 1942

Documento de 1953
 
Por morte de Matilde Soares Ribeiro, em 3 de Abril de 1925, o fabrico continuou com as filhas .Emília e Maria Vitória que já trabalhavam com a mãe.Após o falecimento de Maria Vitória em 30 de Agosto de 1958, a quota passou para seu sobrinho Manuel Soares Barreto, que continuou a fábrica com Emilia, sua mãe, até ao seu falecimento em 1968, a partir dessa data continuou sozinho o negócio de família até 1974, altura em que a fábrica encerrou definitivamente .

O edifício onde existiu a fábrica de queijadas Mathilde, numa visão diurna e nocturna (Foto:PedroMacieira)

*Matilde Soares Ribeiro, segundo José Alfredo Azevedo ou Matilde das Dores Ribeiro segundo Eduardo Frutuoso Gaio.

Post relacionados:-Queijadas de Sintra -Queijadas da Sapa 1ª parte-pressionar
-Queijadas de Sintra -Queijadas da Sapa 2ª parte-pressionar
-Queijadas de Sintra III-FÁBRICA de «QUEIJADAS DO GREGÓRIO» 1ªPARTE-pressionar
-Queijadas de Sintra IV-FÁBRICA de «QUEIJADAS DO GREGÓRIO» 2ªPARTE_pressionar
 
 Fontes consultadas:
-Queijadas de Sintra” de Raquel Moreira
-Obras de José Alfredo Azevedo
-Foto:PedroMacieira

*Nota- Reedição de post publicado no blog em 19 de Abril de 2007