Fotos do "Arquivo Gráfico da Vida Portuguesa 1903 - 1918" publicação de Joshua Benoliel
Rio das Maçãs ou Rio de Colares, nasce no Lourel na freguesia de Santa Maria e São Miguel no concelho de Sintra durante o seu percurso até à foz na Praia das Maçãs é alimentado por diversos afluentes do Almagre, de Morelinho, de Nafarros e do Mucifal, da Mata, da Urca ou Valente e de Janas.
quarta-feira, abril 06, 2016
terça-feira, abril 05, 2016
"The Fascination of Plants Day" no Jardim da Condessa d'Edla

Foto:Varanda do Chalet da Condessa d'Edla no Parque da Pena
A 15 de maio, a Parques de Sintra associa-se ao “The Fascination of Plants Day” e promove uma visita ao Jardim da Condessa d’Edla, no Parque da Pena, conduzida por biólogos e que levará à descoberta das espécies mais emblemáticas deste jardim, explorando-se as particularidades climatéricas, ecológicas e geológicas, entre outras, que garantem o sucesso da coexistência de uma grande diversidade de plantas autóctones com plantas exóticas oriundas de todo o planeta. A iniciativa parte da European Plant Science Organization e tem como objectivo juntar o maior número de pessoas de todo o mundo em volta do fascínio por plantas
Fonte :PSML
segunda-feira, abril 04, 2016
Alfredo Roque Gameiro
Minde, 4 de Abril de 1864: Nasce o aguarelista Alfredo Roque Gameiro
*Gravura encontrada aqui
Sintra na obra de Roque Gameiro
Praia das Maçãs
Aguarela de Alfredo Roque Gameiro,com a foz do rio das Maçãs, na altura em que dividia a praia ao meio.
Almoçageme
«Entendíamo-nos muito bem. Aproveitávamos domingos ou feriados para percorrer arredores de Lisboa ou regiões do Alentejo, porquanto o pouco tempo livre que tínhamos e o meio individual de transporte de que dispúnhamos — que eram as bicicletas — não nos permitiam ir mais longe. Mas as nossas vidas prenderam-nos para sempre à capital e foi assim que o meu grande Companheiro acabou por ser o poeta que nas suas aguarelas melhor soube cantar e... cantarolar os encantos e os recantos da nossa amada Lisboa antiga.
Perdoe-se-me não ter sabido apagar mais a minha pessoa nos entrelaços desta pequena silva ditada pela saudade!»
in catálogo da exposição do 1.° centenário do nascimento do artista
Raul Lino
*Gravura encontrada aqui
Sintra na obra de Roque Gameiro
Aguarela de Alfredo Roque Gameiro,com a foz do rio das Maçãs, na altura em que dividia a praia ao meio.
Almoçageme
Alfredo Roque Gameiro 1864-1934
«Entendíamo-nos muito bem. Aproveitávamos domingos ou feriados para percorrer arredores de Lisboa ou regiões do Alentejo, porquanto o pouco tempo livre que tínhamos e o meio individual de transporte de que dispúnhamos — que eram as bicicletas — não nos permitiam ir mais longe. Mas as nossas vidas prenderam-nos para sempre à capital e foi assim que o meu grande Companheiro acabou por ser o poeta que nas suas aguarelas melhor soube cantar e... cantarolar os encantos e os recantos da nossa amada Lisboa antiga.
Perdoe-se-me não ter sabido apagar mais a minha pessoa nos entrelaços desta pequena silva ditada pela saudade!»
in catálogo da exposição do 1.° centenário do nascimento do artista
Raul Lino
Notas:
domingo, abril 03, 2016
Rebocadores "Sintrenses"
Vários locais do litoral Sintrense banhado em toda a sua extensão pelo Oceano atlântico, tem sido utilizados para atribuir nomes a embarcações que ao longo do tempo tem prestado grandes serviços marítimos ao país - hoje lembramos quatro:
O "Praia da Adraga", o"Praia Grande", o "Cintra"e o "Colares"
Rebocador Praia da Adraga
Rebocador Praia Grande
Os três rebocadores de alto-mar “CINTRA, PRAIA da ADRAGA e o PRAIA GRANDE” pertencentes à Sociedade Geral do Comércio, Indústria e Transportes, fizeram estação em Ponta Delgada, S.Miguel, Açores, nos anos 60. Os gémeos “PRAIA GRANDE” e “PRAIA da ADRAGA” foram construídos em Portugal, mais precisamente em Lisboa em 1951, no estaleiro da Administração Geral do Porto de Lisboa explorado pela CUF.O primeiro ainda existirá e estava à venda na Grécia...
Rebocador Cintra
Modelo do Rebocador "Cintra" (Proprietário:Jorge Serpa)
O "Colares"
O navio de classe C “Colares” de 1.300 toneladas terá sido construído no Quebec (Canadá)em 1945(?) E nos anos 60 foi vendido á empresa TRANSFRIO, para ser transformado em navio frigorífico.
O navio Colares
Notas sobre o rebocador "Cintra"
O rebocador de alto mar Enchanter foi construido em Selby na Inglaterra em 1944 para a Marinha Inglesa. Em 1947 foi vendido para a United Towing de Hull, passando então a chamar-se Englishman. Finalmente foi vendido à Sociedade Geral passando a chamar-se Cintra. O pai de Jorge Serpa, Luiz Santos Serpa foi imediato e mais tarde comandante deste rebocador.
O Cintra era o "porta-bandeira" da frota de rebocadores da SG. Dos 3 ( os outros 2 eram o Praia da Adraga e o Praia Grande), ele era o único que era verdadeiro rebocador salvadego de alto mar. Aliás, a SG tinha um contrato com a companhia holandesa Wijsmuller, uma das mais prestigiosas companhias de salvatagem e rebocagem dos seus tempos, segundo o qual o Cintra passava um periodo do ano vinculado aos holandeses.
O Cintra com o comandante Luis Santos Serpa, fez o salvamento de um navio misto (carga e passageiros) à entrada do mar do Norte.
Agradecimentos:
A prestimosa colaboração de Jorge Serpa, filho do comandante do rebocador Cintra
Fontes utilizadas para este post
Blogues:
Alerta 1143
Navios&Navegadores-Foto do reb.Cintra
Navios à Vista
Sites:
Navios Mercantes Portugueses-Fotos do P.Adraga,P.Grande,Colares
Bordo Livre
Rebocador Praia da Adraga
Rebocador Praia GrandeOs três rebocadores de alto-mar “CINTRA, PRAIA da ADRAGA e o PRAIA GRANDE” pertencentes à Sociedade Geral do Comércio, Indústria e Transportes, fizeram estação em Ponta Delgada, S.Miguel, Açores, nos anos 60. Os gémeos “PRAIA GRANDE” e “PRAIA da ADRAGA” foram construídos em Portugal, mais precisamente em Lisboa em 1951, no estaleiro da Administração Geral do Porto de Lisboa explorado pela CUF.O primeiro ainda existirá e estava à venda na Grécia...
Rebocador Cintra
Modelo do Rebocador "Cintra" (Proprietário:Jorge Serpa)
O "Colares"
O navio de classe C “Colares” de 1.300 toneladas terá sido construído no Quebec (Canadá)em 1945(?) E nos anos 60 foi vendido á empresa TRANSFRIO, para ser transformado em navio frigorífico.
O navio ColaresNotas sobre o rebocador "Cintra"
O rebocador de alto mar Enchanter foi construido em Selby na Inglaterra em 1944 para a Marinha Inglesa. Em 1947 foi vendido para a United Towing de Hull, passando então a chamar-se Englishman. Finalmente foi vendido à Sociedade Geral passando a chamar-se Cintra. O pai de Jorge Serpa, Luiz Santos Serpa foi imediato e mais tarde comandante deste rebocador.
O Cintra era o "porta-bandeira" da frota de rebocadores da SG. Dos 3 ( os outros 2 eram o Praia da Adraga e o Praia Grande), ele era o único que era verdadeiro rebocador salvadego de alto mar. Aliás, a SG tinha um contrato com a companhia holandesa Wijsmuller, uma das mais prestigiosas companhias de salvatagem e rebocagem dos seus tempos, segundo o qual o Cintra passava um periodo do ano vinculado aos holandeses.
O Cintra com o comandante Luis Santos Serpa, fez o salvamento de um navio misto (carga e passageiros) à entrada do mar do Norte.
Agradecimentos:
A prestimosa colaboração de Jorge Serpa, filho do comandante do rebocador Cintra
Fontes utilizadas para este post
Blogues:
Alerta 1143
Navios&Navegadores-Foto do reb.Cintra
Navios à Vista
Sites:
Navios Mercantes Portugueses-Fotos do P.Adraga,P.Grande,Colares
Bordo Livre
sábado, abril 02, 2016
Porque hoje (ainda) é Sábado...
Vicissitudes do esguicho manuelino na Vila Velha
Foto do esguicho da Vila de Sintra em Junho de1929, arquivo pessoal @riodasmaçãs
Post relacionado:
O esguicho manuelino da Vila Velha de Sintra
http://riodasmacas.blogspot.pt/2016/04/porque-hoje-e-sabado_2.html
O esguicho manuelino de Sintra, tem ao longo do tempo mudado de local, de forma e mesmo de denominação.Esguicho,pelourinho, fonte ou mesmo coluna ornamental. Desde 1935 está localizado no Jardim das Pretas junto ao palácio Nacional da Vila de Sintra.
Aqui fica um pequeno historial desta "coluna torsa de estilo manuelino":
Visconde de Juromenha em “Cintra Pinturesca” em 1838:
«...e no meio delle (a praça) está huma perene fonte de agoas clarissimas e saborosas, feita de finíssimo mármore, e de obra mui singular e perfeita»
José Alfredo Azevedo:
«Uma peça metálica que teve inicialmente no topo e por onde jorrava a água, desapareceu em 1882, por ocasião das festas de Nossa Senhora do Cabo»
O pelourinho de Cintra
" O que publicamos hoje reproduz o que ainda se vê na praça central de Cintra, logo á entrada da villa em frente ao palácio real. É uma bonita columna torcida rematada por um agrupamento de folhas, tudo muito bem trabalhado na pedra, parecendo obra do tempo de el-rei D.Manuel. Este pelourinho foi ha annos modificado na base, sendo substituido os degraus por um tanque que se construiu em volta, dando-lhe assim o aspecto de uma fonte elegante."
Revista Occidente de 1 de Julho de 1887.
Um dos desenhos da rainha D.Amélia que ilustram o livro “O Paço de Cintra”, cujo produto da venda foi destinado ao fundo de socorro aos tuberculosos. Neste mesmo livro o Conde de Sabugosa esclarece: «Antes de 1883 esta coluna tinha na base dois degraus. Mais tarde (1884), o conselheiro Nazareth trouxe um lago da Quinta de Queluz, pondo-lhe em volta, mas brigava de tal forma a coluna repuxo com o tanque de séc XVIII, em rocaille, que se mandou retirar de novo o tanque.Hoje tem terreno em volta ajardinado».
Revista “Occidente” de 10 de Janeiro de 1904

Fontes utilizadas:
«Cintra Pinturesca» Visconde de Juromenha 1838
Revista Occidente de 1/7/1887 e 10/1/1904
Obras de José Alfredo Azevedo-IV (1ª e 4ª imagem)
Foto do esguicho da Vila de Sintra em Junho de1929, arquivo pessoal @riodasmaçãs
Post relacionado:
O esguicho manuelino da Vila Velha de Sintra
http://riodasmacas.blogspot.pt/2016/04/porque-hoje-e-sabado_2.html
O esguicho manuelino de Sintra, tem ao longo do tempo mudado de local, de forma e mesmo de denominação.Esguicho,pelourinho, fonte ou mesmo coluna ornamental. Desde 1935 está localizado no Jardim das Pretas junto ao palácio Nacional da Vila de Sintra.Aqui fica um pequeno historial desta "coluna torsa de estilo manuelino":
Visconde de Juromenha em “Cintra Pinturesca” em 1838:
«...e no meio delle (a praça) está huma perene fonte de agoas clarissimas e saborosas, feita de finíssimo mármore, e de obra mui singular e perfeita»
José Alfredo Azevedo:
«Uma peça metálica que teve inicialmente no topo e por onde jorrava a água, desapareceu em 1882, por ocasião das festas de Nossa Senhora do Cabo»
O pelourinho de Cintra" O que publicamos hoje reproduz o que ainda se vê na praça central de Cintra, logo á entrada da villa em frente ao palácio real. É uma bonita columna torcida rematada por um agrupamento de folhas, tudo muito bem trabalhado na pedra, parecendo obra do tempo de el-rei D.Manuel. Este pelourinho foi ha annos modificado na base, sendo substituido os degraus por um tanque que se construiu em volta, dando-lhe assim o aspecto de uma fonte elegante."
Revista Occidente de 1 de Julho de 1887.
Um dos desenhos da rainha D.Amélia que ilustram o livro “O Paço de Cintra”, cujo produto da venda foi destinado ao fundo de socorro aos tuberculosos. Neste mesmo livro o Conde de Sabugosa esclarece: «Antes de 1883 esta coluna tinha na base dois degraus. Mais tarde (1884), o conselheiro Nazareth trouxe um lago da Quinta de Queluz, pondo-lhe em volta, mas brigava de tal forma a coluna repuxo com o tanque de séc XVIII, em rocaille, que se mandou retirar de novo o tanque.Hoje tem terreno em volta ajardinado».Revista “Occidente” de 10 de Janeiro de 1904

Fontes utilizadas:
«Cintra Pinturesca» Visconde de Juromenha 1838
Revista Occidente de 1/7/1887 e 10/1/1904
Obras de José Alfredo Azevedo-IV (1ª e 4ª imagem)
Porque hoje é Sábado...
"No Jardim da Preta, junto ao Palácio Nacional da Vila, está uma coluna torsa, de puro estilo manuelino, a que muita gente boa, erradamente, tem chamado pelourinho, quando, na realidade, não possui qualquer afinidade com tais símbolos de justiça municipal."
José de Alfredo da Costa Azevedo
Painel de azulejo que se encontra no Café Sintrense, na Portela de Sintra, reproduzindo uma gravura de William Burnett (1830-37), com o esguicho na sua primeira localização
Foto do esguicho, na sua segunda posição, (até 1928), com tanque, a meio do actual Terreiro da Rainha D.Amélia
Foto do esguicho no Jardim da Preta, local onde se encontra desde 1935 (inf. José Alfredo da Costa Azevedo)
Reedição do Post:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2013/04/o-esguicho-manuelino-da-vila-velha.html
José de Alfredo da Costa Azevedo
Painel de azulejo que se encontra no Café Sintrense, na Portela de Sintra, reproduzindo uma gravura de William Burnett (1830-37), com o esguicho na sua primeira localização
Foto do esguicho, na sua segunda posição, (até 1928), com tanque, a meio do actual Terreiro da Rainha D.Amélia
Foto do esguicho no Jardim da Preta, local onde se encontra desde 1935 (inf. José Alfredo da Costa Azevedo)Reedição do Post:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2013/04/o-esguicho-manuelino-da-vila-velha.html
quinta-feira, março 31, 2016
Contributo para o Diário da Garça de Colares - II Parte
Pescaria no rio das Maçãs
Hoje foi dia de lauto almoço na Várzea de Colares
Fotos em 31 de Março de 2016
Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2016/03/contributo-para-o-diario-da-garca-da.html
Hoje foi dia de lauto almoço na Várzea de Colares
Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2016/03/contributo-para-o-diario-da-garca-da.html
Contributo para o Diário da Garça da Várzea de Colares
Voo da Garça Real, após uma pescaria no rio das Maçãs, ontem de manhã
Foto de 30/03/2016
Foto da Garça da Várzea de Colares em 30/03/2016
Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2016/03/contributos-para-o-diario-da-garca-real.html
Foto de 30/03/2016
Foto da Garça da Várzea de Colares em 30/03/2016
Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2016/03/contributos-para-o-diario-da-garca-real.html
terça-feira, março 29, 2016
Notas sobre o jazigo de Carvalho Monteiro
Desenho de Luigi Manini para o jazigo de Carvalho Monteiro no Cemitério dos Prazeres
Desenho enviado por Maria Clara Gomes
legenda (tradução livre):
"Arte tumular ou arte funerária é um termo usado para designar obras feitas para permanecerem em cima das sepulturas nos cemitérios e igrejas. É uma forma de representação que está ligada à cosmovisão de determinado contexto histórico, ideológico, social e econômico, interpretando a vida e a morte. Essa interpretação pode ser feita através de um conjunto de símbolos ou de uma obra narrativa, utilizando-se materiais variados como o mármore, ogranito, o ferro fundido e o bronze.
Túmulo de Émile Zola em Montmartre
Desenho enviado por Maria Clara Gomes
legenda (tradução livre):
Descrição parcial do alçado principal, corte longitudinal do edifício e decoratições dos detalhes do segundo projecto para a capela funerária da família Carvalho Monteiro, no cemitério dos Prazeres em Lisboa
Autor: Luigi Manini (1848/1936), desenhador
Identificazione: Parziale di alzato principale, spaccato longitudinale dell'edificio e dattagli decorativi del secondo progetto per la Cappella funebre della famiglia di Calvalho Monteiro, nel cimitero dei Prazeres a Lisbona
Autore: Manini Luigi (1848/ 1936), disegnatore
Cronologia: 1908
Tipologia: disegno
Materia e tecnica: China nera su carta
Misure: 500 mm x 643 mm
Crédito:
Crédito:
http://www.lombardiabeniculturali.it/opere-arte/schede/U0170-00068/
Fotos de elementos laterais do jazigo de Carvalho Monteiro no cemitério dos Prazeres em Lisboa

Fotos de elementos laterais do jazigo de Carvalho Monteiro no cemitério dos Prazeres em Lisboa

Elemento decorativo do jazigo de Carvalho Monteiro no cemitério dos Prazeres em Lisboa (foto @riodasMaçãs)
Notas sobre Carvalho Monteiro (Monteiro dos Milhões)
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, filho de pais portugueses.
Notas sobre Carvalho Monteiro (Monteiro dos Milhões)
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, filho de pais portugueses.
"Carvalho Monteiro era conhecido pela imprensa da época pelo seu carácter simultaneamente altruísta e excêntrico, de que é exemplo o famoso Leroy 01, o relógio mais complicado do mundo. Tendo sido encomendado pelo próprio, este tinha 24 funções e cerca de 975 peças.
Carvalho Monteiro manda também construir o seu túmulo no Cemitério dos Prazeres ao mesmo arquitecto que construiu a Quinta da Regaleira, Luigi Manini. A porta do jazigo, também ele recheado de simbologia, era aberta com a mesma chave que abria a Quinta da Regaleira] e o seu palácio em Lisboa, na Rua do Alecrim. O jazigo, localizado do lado esquerdo na alameda de quem entra no Cemitério, ocupando uma área com o lugar, o tamanho e a forma do secretário num templomaçónico, referenciando a igreja como oriente, ostenta múltipla e variada simbologia. A porta tem uma abelha gravada na aldraba, carregando uma caveira. A abelha, diligente e trabalhadora, representa o maçom no seu esforço organizado. O gradeamento, que podemos ver nas traseiras do jazigo, ostenta a simbologia do vinho e do pão, o espírito e o corpo.Corujas, símbolo de sabedoria, ornamentam o jazigo, assim como as papoilas-dormideiras que simbolizam a morte"
in Wikipédia

Elemento decorativo do jazigo de Carvalho Monteiro no cemitério dos Prazeres (foto @riodasMaçãs)
http://riodasmacas.blogspot.pt/2016/03/a-ultima-morada-de-carvalho-monteiro-no.htmlin Wikipédia

Elemento decorativo do jazigo de Carvalho Monteiro no cemitério dos Prazeres (foto @riodasMaçãs)
"Arte tumular ou arte funerária é um termo usado para designar obras feitas para permanecerem em cima das sepulturas nos cemitérios e igrejas. É uma forma de representação que está ligada à cosmovisão de determinado contexto histórico, ideológico, social e econômico, interpretando a vida e a morte. Essa interpretação pode ser feita através de um conjunto de símbolos ou de uma obra narrativa, utilizando-se materiais variados como o mármore, ogranito, o ferro fundido e o bronze.
A arte tumular atingiu seu apogeu nos séculos XVIII e XIX, sendo hoje menos utilizada em virtude do avanço do cemitério-jardim."
in Wikipédia
Exemplos de arte tumular no Cemitério de Montmartre/Paris
Fotos de elementos decorativos no cemitério de Montmartre em ParisTúmulo de Émile Zola em Montmartre
domingo, março 27, 2016
A última morada de Carvalho Monteiro no cemitério dos Prazeres
Carvalho Monteiro faleceu em Sintra em 24 de Outubro de 1920, tem no cemitério dos Prazeres em Lisboa, um monumental jazigo, projectado por Luigi Manini, que também assinou o projecto da Quinta da Regaleira em Sintra.
António Augusto Carvalho Monteiro, nasceu no Rio de Janeiro, em 27 de Novembro de 1950.
Por ser herdeiro de uma enorme fortuna era conhecido por "Monteiro dos Milhões".
Em post anterior, estão indicadas as diversas característica simbólicas de todos os elementos que guarnecem o jazigo de Carvalho Monteiro.
"António Augusto Carvalho Monteiro, ele próprio, mandou construir o seu túmulo no Cemitério dos Prazeres por Luigi Manini, o mesmo arquiteto-cenógrafo que terá construído a Quinta da Regaleira, arquiteto com quem partilhava o mesmo ideal intelectual e artístico. O jazigo fica situado no lado esquerdo da alameda, à entrada do Cemitério.
Posts relacionados:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/04/imaginario-e-legado-de-carvalho.html
http://riodasmacas.blogspot.pt/2016/03/porque-hoje-e-sabado_26.html
António Augusto Carvalho Monteiro, nasceu no Rio de Janeiro, em 27 de Novembro de 1950.
Por ser herdeiro de uma enorme fortuna era conhecido por "Monteiro dos Milhões".
Em post anterior, estão indicadas as diversas característica simbólicas de todos os elementos que guarnecem o jazigo de Carvalho Monteiro.
"António Augusto Carvalho Monteiro, ele próprio, mandou construir o seu túmulo no Cemitério dos Prazeres por Luigi Manini, o mesmo arquiteto-cenógrafo que terá construído a Quinta da Regaleira, arquiteto com quem partilhava o mesmo ideal intelectual e artístico. O jazigo fica situado no lado esquerdo da alameda, à entrada do Cemitério.
Ocupa uma área com o lugar, o tamanho e a forma do secretário num templo maçónico. A igreja é referenciada como oriente, mostrando muita e diversa simbologia. Curioso é o facto de que a porta do jazigo ser aberta com a mesma chave que abria a Quinta da Regaleira, em Sintra, bem como o seu palácio na Rua do Alecrim, em Lisboa."
- See more at: http://www.historiadeportugal.info/antonio-augusto-carvalho-monteiro/#toc2Posts relacionados:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/04/imaginario-e-legado-de-carvalho.html
http://riodasmacas.blogspot.pt/2016/03/porque-hoje-e-sabado_26.html
sábado, março 26, 2016
Porque hoje é Sábado...
*"Carvalho Monteiro manda também construir o seu túmulo no Cemitério dos Prazeres ao mesmo arquitecto que construiu a Quinta da Regaleira, Luigi Manini. A porta do jazigo, também ele recheado de simbologia, era aberta com a mesma chave que abria a Quinta da Regaleira e o seu palácio em Lisboa, na Rua do Alecrim. O jazigo, localizado do lado esquerdo na alameda de quem entra no Cemitério, ocupando uma área com o lugar, o tamanho e a forma do secretário num templo maçónico, referenciando a igreja como oriente, ostenta múltipla e variada simbologia. A porta tem uma abelha gravada na aldraba, carregando uma caveira. A abelha, diligente e trabalhadora, representa o maçom no seu esforço organizado. O gradeamento, que podemos ver nas traseiras do jazigo, ostenta a simbologia do vinho e do pão, o espírito e o corpo.Corujas, símbolo de sabedoria, ornamentam o jazigo, assim como as papoilas-dormideiras que simbolizam a morte."
In Wikipédia
sexta-feira, março 25, 2016
A tradição da apanha do mexilhão na Sexta-feira Santa
Apanhar de mexilhão, durante a Páscoa tornou-se uma tradição familiar que ainda continua bastante viva em toda a costa sintrense - embora correndo alguns riscos.
Esta festividade comemora-se na altura do Equinócio de Primavera, que provoca marés muito baixas. Este facto, associado à crença cristã de não se comer carne na Páscoa, acabou por criar a tradição de, na manhã de Sexta-feira Santa, da apanha do mexilhão. Na zona do Mindelo /Praia das Maçãs a apanha iniciou-se cedo na manhã de hoje, conforme as fotos testemunham.
Em território do Oceano, é necessário estar atento e rápido nas fugas...
Foto no Mindelo/Praia das Maçãs

Mindelo/Praia das Maçãs
Apuro das técnicas e instrumentos adequados
O Mexilhão
Esta festividade comemora-se na altura do Equinócio de Primavera, que provoca marés muito baixas. Este facto, associado à crença cristã de não se comer carne na Páscoa, acabou por criar a tradição de, na manhã de Sexta-feira Santa, da apanha do mexilhão. Na zona do Mindelo /Praia das Maçãs a apanha iniciou-se cedo na manhã de hoje, conforme as fotos testemunham.
Em território do Oceano, é necessário estar atento e rápido nas fugas...
Foto no Mindelo/Praia das Maçãs

Mindelo/Praia das Maçãs
Apuro das técnicas e instrumentos adequados
O acervo da Condessa d'Edla
Após a reconstrução do Chalet da Condessa d'Edla no Parque da Pena, tem a Parques de Sintra - Monte da Lua (PS-ML), conseguido reunir algumas peças que lhe terão pertencido. A aquisição de um serviço de chá, foi agora acrescentado ao acervo do Chalet.
A peça de mobiliário combina madeira entalhada e painéis de cerâmica e é um exemplar do século XIX com detalhes da transição do século XVI para o XVII."Trata-se de uma peça bastante significativa no contexto do mobiliário oitocentista, constituindo um excelente exemplo da tendência de reaproveitamento de materiais escultóricos e elementos de móveis mais antigos que marcaram o gosto de D. Fernando II, o rei-artista", diz, em comunicado, a Parques de Sintra, empresa que gere o Palácio da Pena, Chalé da Condessa e Castelo dos Mouros, entre outros equipamentos. "É muito representativa do gosto dos primeiros proprietários", avança o conservador do Palácio da Pena, Hugo Xavier, em declarações ao DN.
(...)
O armário, verde, é de madeira de carvalho com "as portas e frentes de gavetas revestidas com baixos-relevos em cerâmica de fabrico germânico produzidos originalmente para um fogão de sala ou Kachelofen, com figuras bíblicas e elementos clássicos", detalha o comunicado da Parques de Sintra.
Fonte: D.N.
O cesto de piquenique da Condessa
Foi atribuído ao Chalet da Condessa d'Edla, o Prémio 2013 União Europeia - Europa Nostra, na categoria de Recuperação, evento que ocorreu no dia 10 de Outubro de 2014.
Na altura além do descerramento de uma placa alusiva, foram expostos vários objectos pessoais pertencentes a Elise Hensler.

O cesto de piquenique de Elise Hensler, Condessa d'Edla, segunda mulher de D.Fernando II, adquirido pela PSML.
Desenho de autoria de D. Fernando, representando-se como D.Quixote com o seu Sancho Pança. Assinado e datado, em Lisboa, 18 de Maio de 1872. - "Caderno de desenhos da autoria de D.Fernando".
Carta d'Armas da Condessa d'Edla concedido por Erneste II de Saxe-Coburgo-Gota a 10 de Junho de 1869, na altura do seu casamento com o Rei D.Fernando II.

"Albumina original da Condessa de Edla, mulher morganática de D. Fernando II. Cerca de 10x 6,5 cm, montada em cartão, fotógrafo Fritz, Rua do Almada , Porto. Dedicatória de Amélia Rangel , a seu irmão, no verso. ?? euros. Pouco comum."
- Informação que acompanhava a foto encontrada numa página do Facebook (grupo fechado) de partilha e venda de velharias...
Elise Hensler, segunda mulher de D.Fernando II, mais tarde Condessa d’Edla. De origem suíça-alemã, vai com a família muito jovem para os Estados Unidos onde adquire nacionalidade americana. Enquanto cantora lírica de carreira internacional Elise Hensler vai atuar, primeiro no Porto, em 1859, vindo depois para Lisboa onde conhece o rei viúvo com quem virá a casar em 1869. Unidos não só pelo amor à música como também pelo amor à natureza, D. Fernando e a condessa d’Edla serão os verdadeiros criadores do Parque da Pena.
Post relacionado
Visita ao Chalet da Condessa d'Edla
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/11/visita-ao-chalet-da-condessa-dedla.html
Créditos:
Foto da Condessa d'Edla encontrada aqui:
Marius Pinus
Fonte PS-ML
O armário verde da Condessa
«O armário pertencia aos descendentes da cantora lírica que se casou em segundas núpcias com o rei D. Fernando II. Foi comprado pela Parques de Sintra e reforça o acervo do Palácio da Pena.
Foto DNA peça de mobiliário combina madeira entalhada e painéis de cerâmica e é um exemplar do século XIX com detalhes da transição do século XVI para o XVII."Trata-se de uma peça bastante significativa no contexto do mobiliário oitocentista, constituindo um excelente exemplo da tendência de reaproveitamento de materiais escultóricos e elementos de móveis mais antigos que marcaram o gosto de D. Fernando II, o rei-artista", diz, em comunicado, a Parques de Sintra, empresa que gere o Palácio da Pena, Chalé da Condessa e Castelo dos Mouros, entre outros equipamentos. "É muito representativa do gosto dos primeiros proprietários", avança o conservador do Palácio da Pena, Hugo Xavier, em declarações ao DN.
O armário, verde, é de madeira de carvalho com "as portas e frentes de gavetas revestidas com baixos-relevos em cerâmica de fabrico germânico produzidos originalmente para um fogão de sala ou Kachelofen, com figuras bíblicas e elementos clássicos", detalha o comunicado da Parques de Sintra.
O cesto de piquenique da Condessa

O cesto de piquenique de Elise Hensler, Condessa d'Edla, segunda mulher de D.Fernando II, adquirido pela PSML.
Desenho de autoria de D. Fernando, representando-se como D.Quixote com o seu Sancho Pança. Assinado e datado, em Lisboa, 18 de Maio de 1872. - "Caderno de desenhos da autoria de D.Fernando".
Carta d'Armas da Condessa d'Edla concedido por Erneste II de Saxe-Coburgo-Gota a 10 de Junho de 1869, na altura do seu casamento com o Rei D.Fernando II.

"Albumina original da Condessa de Edla, mulher morganática de D. Fernando II. Cerca de 10x 6,5 cm, montada em cartão, fotógrafo Fritz, Rua do Almada , Porto. Dedicatória de Amélia Rangel , a seu irmão, no verso. ?? euros. Pouco comum."
- Informação que acompanhava a foto encontrada numa página do Facebook (grupo fechado) de partilha e venda de velharias...
Elise Hensler, segunda mulher de D.Fernando II, mais tarde Condessa d’Edla. De origem suíça-alemã, vai com a família muito jovem para os Estados Unidos onde adquire nacionalidade americana. Enquanto cantora lírica de carreira internacional Elise Hensler vai atuar, primeiro no Porto, em 1859, vindo depois para Lisboa onde conhece o rei viúvo com quem virá a casar em 1869. Unidos não só pelo amor à música como também pelo amor à natureza, D. Fernando e a condessa d’Edla serão os verdadeiros criadores do Parque da Pena.
Visita ao Chalet da Condessa d'Edla
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/11/visita-ao-chalet-da-condessa-dedla.html
Créditos:
Foto da Condessa d'Edla encontrada aqui:
Marius Pinus
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