Rio das Maçãs ou Rio de Colares, nasce no Lourel na freguesia de Santa Maria e São Miguel no concelho de Sintra durante o seu percurso até à foz na Praia das Maçãs é alimentado por diversos afluentes do Almagre, de Morelinho, de Nafarros e do Mucifal, da Mata, da Urca ou Valente e de Janas.
terça-feira, abril 19, 2016
Dia no Mar
Dia do mar no ar, construído /Com sombras de cavalos e de plumas/ Dia do mar no meu quarto – cubo /Onde os meus gestos sonâmbulos deslizam /Entre o animal e a flor como medusas./ Dia do mar no ar, dia alto/ Onde os meus gestos são gaivotas que se perdem Rolando sobre as ondas, sobre as nuvens.
Sophia de Mello Breyner Andresen In Coral - 1950
*Foto Mindelo/Praia das Maçãs
domingo, abril 17, 2016
sexta-feira, abril 15, 2016
Tributo aos Bombeiros de Sintra

*Texto transcrito da página de Facebook da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme
A fundação da Associação dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme
A PROTECÇÃO CIVIL E O PATRIMÓNIO HISTÓRICO - CULTURAL DE SINTRA
No ano em que comemoramos o vigésimo aniversário da aprovação pela UNESCO do Património Histórico – Cultural de Sintra, agora denominada Sítio Património Mundial, a primeira assim classificada em território europeu, todos os homens e mulheres que nas Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários do Município fazem parte dos dispositivos de Protecção Civil estão orgulhosos da missão que têm cumprido na protecç...ão desse Património.
No ano em que comemoramos o vigésimo aniversário da aprovação pela UNESCO do Património Histórico – Cultural de Sintra, agora denominada Sítio Património Mundial, a primeira assim classificada em território europeu, todos os homens e mulheres que nas Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários do Município fazem parte dos dispositivos de Protecção Civil estão orgulhosos da missão que têm cumprido na protecç...ão desse Património.
Usando os termos da UNESCO, Sintra e os seus Monumentos são “uma paisagem excepcional que é resultado do trabalho da natureza e da humanidade, exprimindo uma longa e íntima relação entre povos e o seu ambiente natural”, confirmando que o factor humano foi determinante na preservação da “ qualidade botânica, paisagística e florestal de uma área que, ainda por demais, se desenha em considerável dimensionamento e que vai resistindo às pressões do tempo, aos sinistros naturais ou provocados”. Sintra é referência e uma especificidade patrimonial inculcada numa unidade paisagística, é exemplo mundial da interligação entre o Património Natural e Construído. E Humano.
Sim, também Humano.
Citando o Professor Cardim Ribeiro, em Sintra no Património Mundial está lá a “complexa realidade humana que se traduziu na continuada fixação, mistura e convivência, num mesmo território, de gentes oriundas de diferentes países e climas, está lá uma romanidade onde se misturam populações provindas de quase todas as províncias do império romano, a Sintra visigótica, muçulmana, judaica e moçárabe”, a Sintra de todas as dinastias portuguesas, a Sintra das comunidades que sempre viveram em equilíbrio com uma serra que era fundamental preservar para garantir a sua vivência e segurança.
E está lá a acção do homem que socorre e protege.
Estão lá os que sempre se sacrificaram para preservar as comunidades e a serra que as acolhe.
Estão lá os Bombeiros que pereceram e se feriram a combater incêndios implacáveis.
Estão lá os 25 militares mortos do Regimento de Artilharia Antiaérea Fixa de Queluz ( RAAF ) a defender a serra de Sintra contra um incêndio inominável.
Estão lá os 120 anos dos Bombeiros de Almoçageme, os 125 anos dos Bombeiros de Colares, os 125 anos dos Bombeiros de Sintra, os 109 anos dos Bombeiros de São Pedro de Sintra, os 55 anos dos Bombeiros de Algueirão / Mem Martins, os 84 anos dos Bombeiros de Agualva / Cacém, os 94 anos dos Bombeiros de Queluz, os 90 anos dos Bombeiros de Belas, os 32 anos dos Bombeiros de Montelavar.
E estão lá os Bombeiros que hoje e todos os dias, sempre presentes, estão em permanente vigilância e estado de prontidão para garantir a protecção das pessoas e dos seus bens, e a preservação de um Património Mundial que tanto os orgulha.
Maurício Moraes Barra
Presidente AHBV Almoçageme
José Bento Marques
Presidente AHBV Sintra
Créditos :
Página de Facebook dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme
Maurício Moraes Barra Presidente da AHBV Almoçageme e José Bento Marques/Presidente da AHBV Sintra
https://www.facebook.com/Bombeiros-Voluntários-Almoçageme-120689524661308/?fref=ts
Sim, também Humano.
Citando o Professor Cardim Ribeiro, em Sintra no Património Mundial está lá a “complexa realidade humana que se traduziu na continuada fixação, mistura e convivência, num mesmo território, de gentes oriundas de diferentes países e climas, está lá uma romanidade onde se misturam populações provindas de quase todas as províncias do império romano, a Sintra visigótica, muçulmana, judaica e moçárabe”, a Sintra de todas as dinastias portuguesas, a Sintra das comunidades que sempre viveram em equilíbrio com uma serra que era fundamental preservar para garantir a sua vivência e segurança.
E está lá a acção do homem que socorre e protege.
Estão lá os que sempre se sacrificaram para preservar as comunidades e a serra que as acolhe.
Estão lá os Bombeiros que pereceram e se feriram a combater incêndios implacáveis.
Estão lá os 25 militares mortos do Regimento de Artilharia Antiaérea Fixa de Queluz ( RAAF ) a defender a serra de Sintra contra um incêndio inominável.
Estão lá os 120 anos dos Bombeiros de Almoçageme, os 125 anos dos Bombeiros de Colares, os 125 anos dos Bombeiros de Sintra, os 109 anos dos Bombeiros de São Pedro de Sintra, os 55 anos dos Bombeiros de Algueirão / Mem Martins, os 84 anos dos Bombeiros de Agualva / Cacém, os 94 anos dos Bombeiros de Queluz, os 90 anos dos Bombeiros de Belas, os 32 anos dos Bombeiros de Montelavar.
E estão lá os Bombeiros que hoje e todos os dias, sempre presentes, estão em permanente vigilância e estado de prontidão para garantir a protecção das pessoas e dos seus bens, e a preservação de um Património Mundial que tanto os orgulha.
Maurício Moraes Barra
Presidente AHBV Almoçageme
José Bento Marques
Presidente AHBV Sintra
Créditos :
Página de Facebook dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme
Maurício Moraes Barra Presidente da AHBV Almoçageme e José Bento Marques/Presidente da AHBV Sintra
https://www.facebook.com/Bombeiros-Voluntários-Almoçageme-120689524661308/?fref=ts
quinta-feira, abril 14, 2016
Visita de Eduardo VII a Sintra
No "Arquivo Gráfico da Vida Portuguesa 1903 -1918" Fascículo 1 (visita de Eduardo VII a Sintra em 3 de Abril de 1903)
quarta-feira, abril 13, 2016
PSML distinguida pelas boas práticas de inclusão de visitantes com deficiência
segunda-feira, abril 11, 2016
Faz pena a Peninha (Actualizado em 12/04/2016)
Desflorestação radical na Peninha
Informação da PSML de ontem (11/04/2016)
"Relativamente à questão que nos coloca, podemos informá-lo que intervenção em questão não é da responsabilidade da PSML. A área da Peninha está sob gestão do ICNF e a intervenção em causa é da responsabilidade do Parque Natural de Sintra-Cascais."
Desflorestação radical na Peninha
Na Peninha, em plena serra de Sintra, conforme as fotos deste fim de semana do leitor do blog, Ricardo Alves, testemunham, mais uma vez a mão do homem a esmagar a natureza - sinais de uma desflorestação que criou um autêntico cenário de terror.
Situação que nos faz lembrar o que aconteceu em 2007 na Tapada D.Fernando de má memória
Página do Facebook:
https://www.facebook.com/groups/defesaarvoressintra/
domingo, abril 10, 2016
Modelismo - Eléctrico da Praia das Maçãs
Modelo de Raul Alvelos Feio
O histórico Eléctrico da Praia das Maçãs,é uma imagem de marca da região sintrense. Nos nossos dias, continua a transportar passageiros, ligando a Vila de Sintra à Praia das Maçãs.O antigo eléctrico da Praia das Maçãs, e´ o alvo de muitas objectivas fotográficas, e também de trabalhos de modelismo em escala reduzida - hoje apresentamos dois extraordinários trabalhos de modelismo do eléctrico - o primeiro (as duas fotos iniciais) da autoria de Raul Alvelos Feio.
Modelo de Raul Alvelos Feio
https://www.facebook.com/raul.alvelosfeio?fref=ts
O segundo modelo da autoria de João Trigo, o Eléctrico amarelo da Praia das Maçãs - autor do blog Triganices.
http://triganices.blogspot.pt/2012/04/electrico-praia-das-macas.html
O Eléctrico da Praia das Maçãs, de João Trigo, em escala reduzida - modelo com grande realismo, um longo trabalho iniciado em 2011, e que agora cinco anos após, está dado como concluído.
Modelo de João Trigo
Modelo de João Trigo
Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2015/03/modelo-do-electrico-da-praia-das-macas.html
*Agradecimentos a Raul Alvelos Feio e João Trigo pela disponibilidade da publicação dos seus trabalhos.
O histórico Eléctrico da Praia das Maçãs,é uma imagem de marca da região sintrense. Nos nossos dias, continua a transportar passageiros, ligando a Vila de Sintra à Praia das Maçãs.O antigo eléctrico da Praia das Maçãs, e´ o alvo de muitas objectivas fotográficas, e também de trabalhos de modelismo em escala reduzida - hoje apresentamos dois extraordinários trabalhos de modelismo do eléctrico - o primeiro (as duas fotos iniciais) da autoria de Raul Alvelos Feio.
Modelo de Raul Alvelos Feio
https://www.facebook.com/raul.alvelosfeio?fref=ts
O segundo modelo da autoria de João Trigo, o Eléctrico amarelo da Praia das Maçãs - autor do blog Triganices.
http://triganices.blogspot.pt/2012/04/electrico-praia-das-macas.html
O Eléctrico da Praia das Maçãs, de João Trigo, em escala reduzida - modelo com grande realismo, um longo trabalho iniciado em 2011, e que agora cinco anos após, está dado como concluído.
Modelo de João Trigo
Modelo de João Trigo
Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2015/03/modelo-do-electrico-da-praia-das-macas.html
*Agradecimentos a Raul Alvelos Feio e João Trigo pela disponibilidade da publicação dos seus trabalhos.
sábado, abril 09, 2016
Porque hoje é Sábado...
Uma sexta -feira à tarde no rio das Maçãs
Fotos em 8 de Abril de 2016 na Várzea de Colares
Patos Reais no seu habitat sintrense
Fotos em 8 de Abril de 2016 na Várzea de Colares
sexta-feira, abril 08, 2016
Museu do Brinquedo já não mora aqui
O Museu do Brinquedo, encerrou as suas portas em 21 de Agosto de 2014 - por manifesta falta de boas vontades para dar continuidade a uma colecção de toda a vida de João Arbués Moreira. Este mês o edificío que já albergou um quartel dos Bombeiros e o saudoso Museu do Brinquedo -será agora o "News Museum", espaço museológico dedicado às notícias e à comunicação.
Publicamos algumas fotos do acervo que existiu no antigo Museu do Brinquedo ( na última visita efectuada em 22/05/2014).
Notas sobre o antigo Museu do Brinquedo:
-1987 data da criação da Fundação Arbués Moreira que recebeu por doação toda a colecção de 40.000 brinquedos.
-1989 mediante acordo com Câmara Municipal de Sintra foi cedido um primeiro espaço para a instalação do Museu, que logo se tornou exíguo.
-1997 a cedência pela CMS de novo local -antigo quartel de Bombeiros da Vila de Sintra, onde foi instalado o Museu que funcionou até agora, com um desejo expresso por Arbués Moreira: "Tentarei de entre os 40.000 brinquedos que fazem parte da minha colecção, mostrar-vos os que mais gosto e os mais raros, não só pelo seu valor e antiguidade, mas também pela sua simplicidade e engenho".
Fonte :Museu do Brinquedo
Fotos do antigo Museu do brinquedo de Sintra
Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/08/museu-do-brinquedo-de-sintra-encerrara.html
"Os brinquedos presentes neste Museu faziam parte de uma recolha feita ao longo de mais 50 anos pelo coleccionador João Arbués Moreira.
A colecção começou a ser constituída quando tinha 14 anos de idade com os brinquedos que lhe iam sendo oferecidos e outros pertença de pais e avós."
Publicamos algumas fotos do acervo que existiu no antigo Museu do Brinquedo ( na última visita efectuada em 22/05/2014).
Notas sobre o antigo Museu do Brinquedo:
-1987 data da criação da Fundação Arbués Moreira que recebeu por doação toda a colecção de 40.000 brinquedos.
-1989 mediante acordo com Câmara Municipal de Sintra foi cedido um primeiro espaço para a instalação do Museu, que logo se tornou exíguo.
-1997 a cedência pela CMS de novo local -antigo quartel de Bombeiros da Vila de Sintra, onde foi instalado o Museu que funcionou até agora, com um desejo expresso por Arbués Moreira: "Tentarei de entre os 40.000 brinquedos que fazem parte da minha colecção, mostrar-vos os que mais gosto e os mais raros, não só pelo seu valor e antiguidade, mas também pela sua simplicidade e engenho".
Fonte :Museu do Brinquedo
Fotos do antigo Museu do brinquedo de Sintra
Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/08/museu-do-brinquedo-de-sintra-encerrara.html
quinta-feira, abril 07, 2016
Os vestígios arqueológicos da Vila Velha
A propósito da recente notícia sobre os vestígios arqueológicos no centro histórico:
http://www.jn.pt/local/noticias/lisboa/sintra/interior/escavacoes-revelam-vestigios-arqueologicos-em-sintra-5113417.html
Publicamos as referências de uma interessante intervenção arqueológica no Hotel Netto - agora vendido em hasta pública pela CMS. A investigação da autoria de Catarina Coelho, do Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas e publicado na Revista da Associação dos Arqueólogos Portugueses "Arqueologia & História" Volume nº56/57-2004/2005
Algumas das conclusões finais:
"A especial relevância da intervenção efectuada na propriedade do Hotel Netto consistiu na caracterização do contraforte de pedra aparelhada, previamente identificado, como fazendo parte integrante das estruturas do perímetro urbano do Palácio de Sintra, tendo sido possível, inclusivamente, quer com o auxílio de fontes escritas, quer pela análise do tipo de aparelho pétreo, quer ainda pelas marcas de canteiro que exibe,aferir que o mesmo terá sido edificado em torno do século XVI.
Resta-nos, pois, concluir que se torna imprescindível a sua preservação e recuperação, uma vez que esta estrutura se apresenta instável e necessitar de uma intervenção célere de conservação e restauro. Defendemos, por isso e em sede própria , a salutar adaptação do novo projecto arquitectónico à realidade em causa, de modo a garantir a sua expressividade e monumentalidade."
Catarina Coelho
http://www.jn.pt/local/noticias/lisboa/sintra/interior/escavacoes-revelam-vestigios-arqueologicos-em-sintra-5113417.html
Publicamos as referências de uma interessante intervenção arqueológica no Hotel Netto - agora vendido em hasta pública pela CMS. A investigação da autoria de Catarina Coelho, do Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas e publicado na Revista da Associação dos Arqueólogos Portugueses "Arqueologia & História" Volume nº56/57-2004/2005
Algumas das conclusões finais:
"A especial relevância da intervenção efectuada na propriedade do Hotel Netto consistiu na caracterização do contraforte de pedra aparelhada, previamente identificado, como fazendo parte integrante das estruturas do perímetro urbano do Palácio de Sintra, tendo sido possível, inclusivamente, quer com o auxílio de fontes escritas, quer pela análise do tipo de aparelho pétreo, quer ainda pelas marcas de canteiro que exibe,aferir que o mesmo terá sido edificado em torno do século XVI.
Resta-nos, pois, concluir que se torna imprescindível a sua preservação e recuperação, uma vez que esta estrutura se apresenta instável e necessitar de uma intervenção célere de conservação e restauro. Defendemos, por isso e em sede própria , a salutar adaptação do novo projecto arquitectónico à realidade em causa, de modo a garantir a sua expressividade e monumentalidade."
Catarina Coelho
quarta-feira, abril 06, 2016
terça-feira, abril 05, 2016
"The Fascination of Plants Day" no Jardim da Condessa d'Edla

Foto:Varanda do Chalet da Condessa d'Edla no Parque da Pena
A 15 de maio, a Parques de Sintra associa-se ao “The Fascination of Plants Day” e promove uma visita ao Jardim da Condessa d’Edla, no Parque da Pena, conduzida por biólogos e que levará à descoberta das espécies mais emblemáticas deste jardim, explorando-se as particularidades climatéricas, ecológicas e geológicas, entre outras, que garantem o sucesso da coexistência de uma grande diversidade de plantas autóctones com plantas exóticas oriundas de todo o planeta. A iniciativa parte da European Plant Science Organization e tem como objectivo juntar o maior número de pessoas de todo o mundo em volta do fascínio por plantas
Fonte :PSML
segunda-feira, abril 04, 2016
Alfredo Roque Gameiro
Minde, 4 de Abril de 1864: Nasce o aguarelista Alfredo Roque Gameiro
*Gravura encontrada aqui
Sintra na obra de Roque Gameiro
Praia das Maçãs
Aguarela de Alfredo Roque Gameiro,com a foz do rio das Maçãs, na altura em que dividia a praia ao meio.
Almoçageme
«Entendíamo-nos muito bem. Aproveitávamos domingos ou feriados para percorrer arredores de Lisboa ou regiões do Alentejo, porquanto o pouco tempo livre que tínhamos e o meio individual de transporte de que dispúnhamos — que eram as bicicletas — não nos permitiam ir mais longe. Mas as nossas vidas prenderam-nos para sempre à capital e foi assim que o meu grande Companheiro acabou por ser o poeta que nas suas aguarelas melhor soube cantar e... cantarolar os encantos e os recantos da nossa amada Lisboa antiga.
Perdoe-se-me não ter sabido apagar mais a minha pessoa nos entrelaços desta pequena silva ditada pela saudade!»
in catálogo da exposição do 1.° centenário do nascimento do artista
Raul Lino
*Gravura encontrada aqui
Sintra na obra de Roque Gameiro
Aguarela de Alfredo Roque Gameiro,com a foz do rio das Maçãs, na altura em que dividia a praia ao meio.
Almoçageme
Alfredo Roque Gameiro 1864-1934
«Entendíamo-nos muito bem. Aproveitávamos domingos ou feriados para percorrer arredores de Lisboa ou regiões do Alentejo, porquanto o pouco tempo livre que tínhamos e o meio individual de transporte de que dispúnhamos — que eram as bicicletas — não nos permitiam ir mais longe. Mas as nossas vidas prenderam-nos para sempre à capital e foi assim que o meu grande Companheiro acabou por ser o poeta que nas suas aguarelas melhor soube cantar e... cantarolar os encantos e os recantos da nossa amada Lisboa antiga.
Perdoe-se-me não ter sabido apagar mais a minha pessoa nos entrelaços desta pequena silva ditada pela saudade!»
in catálogo da exposição do 1.° centenário do nascimento do artista
Raul Lino
Notas:
domingo, abril 03, 2016
Rebocadores "Sintrenses"
Vários locais do litoral Sintrense banhado em toda a sua extensão pelo Oceano atlântico, tem sido utilizados para atribuir nomes a embarcações que ao longo do tempo tem prestado grandes serviços marítimos ao país - hoje lembramos quatro:
O "Praia da Adraga", o"Praia Grande", o "Cintra"e o "Colares"
Rebocador Praia da Adraga
Rebocador Praia Grande
Os três rebocadores de alto-mar “CINTRA, PRAIA da ADRAGA e o PRAIA GRANDE” pertencentes à Sociedade Geral do Comércio, Indústria e Transportes, fizeram estação em Ponta Delgada, S.Miguel, Açores, nos anos 60. Os gémeos “PRAIA GRANDE” e “PRAIA da ADRAGA” foram construídos em Portugal, mais precisamente em Lisboa em 1951, no estaleiro da Administração Geral do Porto de Lisboa explorado pela CUF.O primeiro ainda existirá e estava à venda na Grécia...
Rebocador Cintra
Modelo do Rebocador "Cintra" (Proprietário:Jorge Serpa)
O "Colares"
O navio de classe C “Colares” de 1.300 toneladas terá sido construído no Quebec (Canadá)em 1945(?) E nos anos 60 foi vendido á empresa TRANSFRIO, para ser transformado em navio frigorífico.
O navio Colares
Notas sobre o rebocador "Cintra"
O rebocador de alto mar Enchanter foi construido em Selby na Inglaterra em 1944 para a Marinha Inglesa. Em 1947 foi vendido para a United Towing de Hull, passando então a chamar-se Englishman. Finalmente foi vendido à Sociedade Geral passando a chamar-se Cintra. O pai de Jorge Serpa, Luiz Santos Serpa foi imediato e mais tarde comandante deste rebocador.
O Cintra era o "porta-bandeira" da frota de rebocadores da SG. Dos 3 ( os outros 2 eram o Praia da Adraga e o Praia Grande), ele era o único que era verdadeiro rebocador salvadego de alto mar. Aliás, a SG tinha um contrato com a companhia holandesa Wijsmuller, uma das mais prestigiosas companhias de salvatagem e rebocagem dos seus tempos, segundo o qual o Cintra passava um periodo do ano vinculado aos holandeses.
O Cintra com o comandante Luis Santos Serpa, fez o salvamento de um navio misto (carga e passageiros) à entrada do mar do Norte.
Agradecimentos:
A prestimosa colaboração de Jorge Serpa, filho do comandante do rebocador Cintra
Fontes utilizadas para este post
Blogues:
Alerta 1143
Navios&Navegadores-Foto do reb.Cintra
Navios à Vista
Sites:
Navios Mercantes Portugueses-Fotos do P.Adraga,P.Grande,Colares
Bordo Livre
Rebocador Praia da Adraga
Rebocador Praia GrandeOs três rebocadores de alto-mar “CINTRA, PRAIA da ADRAGA e o PRAIA GRANDE” pertencentes à Sociedade Geral do Comércio, Indústria e Transportes, fizeram estação em Ponta Delgada, S.Miguel, Açores, nos anos 60. Os gémeos “PRAIA GRANDE” e “PRAIA da ADRAGA” foram construídos em Portugal, mais precisamente em Lisboa em 1951, no estaleiro da Administração Geral do Porto de Lisboa explorado pela CUF.O primeiro ainda existirá e estava à venda na Grécia...
Rebocador Cintra
Modelo do Rebocador "Cintra" (Proprietário:Jorge Serpa)
O "Colares"
O navio de classe C “Colares” de 1.300 toneladas terá sido construído no Quebec (Canadá)em 1945(?) E nos anos 60 foi vendido á empresa TRANSFRIO, para ser transformado em navio frigorífico.
O navio ColaresNotas sobre o rebocador "Cintra"
O rebocador de alto mar Enchanter foi construido em Selby na Inglaterra em 1944 para a Marinha Inglesa. Em 1947 foi vendido para a United Towing de Hull, passando então a chamar-se Englishman. Finalmente foi vendido à Sociedade Geral passando a chamar-se Cintra. O pai de Jorge Serpa, Luiz Santos Serpa foi imediato e mais tarde comandante deste rebocador.
O Cintra era o "porta-bandeira" da frota de rebocadores da SG. Dos 3 ( os outros 2 eram o Praia da Adraga e o Praia Grande), ele era o único que era verdadeiro rebocador salvadego de alto mar. Aliás, a SG tinha um contrato com a companhia holandesa Wijsmuller, uma das mais prestigiosas companhias de salvatagem e rebocagem dos seus tempos, segundo o qual o Cintra passava um periodo do ano vinculado aos holandeses.
O Cintra com o comandante Luis Santos Serpa, fez o salvamento de um navio misto (carga e passageiros) à entrada do mar do Norte.
Agradecimentos:
A prestimosa colaboração de Jorge Serpa, filho do comandante do rebocador Cintra
Fontes utilizadas para este post
Blogues:
Alerta 1143
Navios&Navegadores-Foto do reb.Cintra
Navios à Vista
Sites:
Navios Mercantes Portugueses-Fotos do P.Adraga,P.Grande,Colares
Bordo Livre
sábado, abril 02, 2016
Porque hoje (ainda) é Sábado...
Vicissitudes do esguicho manuelino na Vila Velha
Foto do esguicho da Vila de Sintra em Junho de1929, arquivo pessoal @riodasmaçãs
Post relacionado:
O esguicho manuelino da Vila Velha de Sintra
http://riodasmacas.blogspot.pt/2016/04/porque-hoje-e-sabado_2.html
O esguicho manuelino de Sintra, tem ao longo do tempo mudado de local, de forma e mesmo de denominação.Esguicho,pelourinho, fonte ou mesmo coluna ornamental. Desde 1935 está localizado no Jardim das Pretas junto ao palácio Nacional da Vila de Sintra.
Aqui fica um pequeno historial desta "coluna torsa de estilo manuelino":
Visconde de Juromenha em “Cintra Pinturesca” em 1838:
«...e no meio delle (a praça) está huma perene fonte de agoas clarissimas e saborosas, feita de finíssimo mármore, e de obra mui singular e perfeita»
José Alfredo Azevedo:
«Uma peça metálica que teve inicialmente no topo e por onde jorrava a água, desapareceu em 1882, por ocasião das festas de Nossa Senhora do Cabo»
O pelourinho de Cintra
" O que publicamos hoje reproduz o que ainda se vê na praça central de Cintra, logo á entrada da villa em frente ao palácio real. É uma bonita columna torcida rematada por um agrupamento de folhas, tudo muito bem trabalhado na pedra, parecendo obra do tempo de el-rei D.Manuel. Este pelourinho foi ha annos modificado na base, sendo substituido os degraus por um tanque que se construiu em volta, dando-lhe assim o aspecto de uma fonte elegante."
Revista Occidente de 1 de Julho de 1887.
Um dos desenhos da rainha D.Amélia que ilustram o livro “O Paço de Cintra”, cujo produto da venda foi destinado ao fundo de socorro aos tuberculosos. Neste mesmo livro o Conde de Sabugosa esclarece: «Antes de 1883 esta coluna tinha na base dois degraus. Mais tarde (1884), o conselheiro Nazareth trouxe um lago da Quinta de Queluz, pondo-lhe em volta, mas brigava de tal forma a coluna repuxo com o tanque de séc XVIII, em rocaille, que se mandou retirar de novo o tanque.Hoje tem terreno em volta ajardinado».
Revista “Occidente” de 10 de Janeiro de 1904

Fontes utilizadas:
«Cintra Pinturesca» Visconde de Juromenha 1838
Revista Occidente de 1/7/1887 e 10/1/1904
Obras de José Alfredo Azevedo-IV (1ª e 4ª imagem)
Foto do esguicho da Vila de Sintra em Junho de1929, arquivo pessoal @riodasmaçãs
Post relacionado:
O esguicho manuelino da Vila Velha de Sintra
http://riodasmacas.blogspot.pt/2016/04/porque-hoje-e-sabado_2.html
O esguicho manuelino de Sintra, tem ao longo do tempo mudado de local, de forma e mesmo de denominação.Esguicho,pelourinho, fonte ou mesmo coluna ornamental. Desde 1935 está localizado no Jardim das Pretas junto ao palácio Nacional da Vila de Sintra.Aqui fica um pequeno historial desta "coluna torsa de estilo manuelino":
Visconde de Juromenha em “Cintra Pinturesca” em 1838:
«...e no meio delle (a praça) está huma perene fonte de agoas clarissimas e saborosas, feita de finíssimo mármore, e de obra mui singular e perfeita»
José Alfredo Azevedo:
«Uma peça metálica que teve inicialmente no topo e por onde jorrava a água, desapareceu em 1882, por ocasião das festas de Nossa Senhora do Cabo»
O pelourinho de Cintra" O que publicamos hoje reproduz o que ainda se vê na praça central de Cintra, logo á entrada da villa em frente ao palácio real. É uma bonita columna torcida rematada por um agrupamento de folhas, tudo muito bem trabalhado na pedra, parecendo obra do tempo de el-rei D.Manuel. Este pelourinho foi ha annos modificado na base, sendo substituido os degraus por um tanque que se construiu em volta, dando-lhe assim o aspecto de uma fonte elegante."
Revista Occidente de 1 de Julho de 1887.
Um dos desenhos da rainha D.Amélia que ilustram o livro “O Paço de Cintra”, cujo produto da venda foi destinado ao fundo de socorro aos tuberculosos. Neste mesmo livro o Conde de Sabugosa esclarece: «Antes de 1883 esta coluna tinha na base dois degraus. Mais tarde (1884), o conselheiro Nazareth trouxe um lago da Quinta de Queluz, pondo-lhe em volta, mas brigava de tal forma a coluna repuxo com o tanque de séc XVIII, em rocaille, que se mandou retirar de novo o tanque.Hoje tem terreno em volta ajardinado».Revista “Occidente” de 10 de Janeiro de 1904

Fontes utilizadas:
«Cintra Pinturesca» Visconde de Juromenha 1838
Revista Occidente de 1/7/1887 e 10/1/1904
Obras de José Alfredo Azevedo-IV (1ª e 4ª imagem)
Porque hoje é Sábado...
"No Jardim da Preta, junto ao Palácio Nacional da Vila, está uma coluna torsa, de puro estilo manuelino, a que muita gente boa, erradamente, tem chamado pelourinho, quando, na realidade, não possui qualquer afinidade com tais símbolos de justiça municipal."
José de Alfredo da Costa Azevedo
Painel de azulejo que se encontra no Café Sintrense, na Portela de Sintra, reproduzindo uma gravura de William Burnett (1830-37), com o esguicho na sua primeira localização
Foto do esguicho, na sua segunda posição, (até 1928), com tanque, a meio do actual Terreiro da Rainha D.Amélia
Foto do esguicho no Jardim da Preta, local onde se encontra desde 1935 (inf. José Alfredo da Costa Azevedo)
Reedição do Post:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2013/04/o-esguicho-manuelino-da-vila-velha.html
José de Alfredo da Costa Azevedo
Painel de azulejo que se encontra no Café Sintrense, na Portela de Sintra, reproduzindo uma gravura de William Burnett (1830-37), com o esguicho na sua primeira localização
Foto do esguicho, na sua segunda posição, (até 1928), com tanque, a meio do actual Terreiro da Rainha D.Amélia
Foto do esguicho no Jardim da Preta, local onde se encontra desde 1935 (inf. José Alfredo da Costa Azevedo)Reedição do Post:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2013/04/o-esguicho-manuelino-da-vila-velha.html
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