domingo, agosto 21, 2016

Curiosidades de Sintra antiga (reedição)

Na sequência de um post sobre uma Praça de Touros demolida em 1910, depois da implantação da República pelo primeiro Presidente da Câmara de Sintra Fernando Formigal de Morais, acrescento alguns dados sobre a antiga Praça de Touros de Sintra:
-Fernando Formigal de Morais foi o primeiro Presidente da Câmara de Sintra depois da implantação da República presidindo à primeira comissão administrativa, nomeada no dia 11 de Outubro de 1910 para gerir os destinos do Concelho de Sintra .

Preços de 1907
O Semanário “Aurora de Sintra” de 2 de Julho de 1893, noticiava uma grande tourada na Praça de Sintra que se situava, no local onde funciona actualmente o Mercado da Estefânia.
Assistiram ao evento a Rainha D. Amélia o Príncipe D.Luis Filipe e Infante D.Manuel que mais tarde veio a ser e por pouco tempo , o Rei D.Manuel II. Actuou nessa corrida um cavaleiro famoso na época, Manuel Casimiro de Almeida.
Preços de 1907

Bilhete de eléctrico de 1904
A história da velha praça de touros, contada por José Alfredo da Costa Azevedo
“Entre as Ruas Barros Queirós, Ulisses Alves, Capitão Mário Pimentel e traseiras dos prédios da Avenida Heliodoro Salgado, onde foi construído o mercado actual da Estefânia existiu uma praça de touros, construída antes de 1878,(...).foi demolida após a implantação da República, por ordem do Presidente do Município, Fernando Formigal de Morais, com a intenção de fazer uma melhor.Mas, o Formigal de Morais, aborreceu-se com o cargo (e isso acontece a muita gente boa),abandonou-o e a praça de touros nunca mais se construiu.”
Obras de José Alfredo da Costa Azevedo-Bairros de Sintra.
Posts relacionados:
Curiosidades de Sintra antiga-pressionar
Curiosidades de Sintra antiga II-pressionar
Fontes:
-Obras de José Alfredo da Costa Azevedo
-Eléctricos de Sintra, de Júlio cardoso, e Valdemar Alves
-Guia do Viajante em Portugal e suas Colónias em Africa (1907)
- Google Earth

Local actual onde existiu a velha Praça de Touros de Sintra

sexta-feira, agosto 19, 2016

Aura Festival em Sintra

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O antigo Casino de Sintra, agora MU.SA, ontem no decorrer do denominado Festival Aura
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Segundo a organização:

"Co-organizado pela Criatividade Cósmica e pela Câmara Municipal de Sintra, o Aura Festival promove a convivência social no espaço público através de um percurso pedonal (do MU.SA ao Palácio Nacional) que oferece aos residentes, comerciantes, turistas e visitantes, a experiência de imersão na paisagem nocturna da vila e a fruição poética da iluminação artística nos meandros misteriosos de Sintra, proporcionando alternativas de vivência e apropriação dos espaços quotidianos."

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Jardim da Correnteza

A nossa opinião:
Este evento dá a noção de algum improviso na sua organização, as  instalações artísticas, estão separadas por grandes espaços em que a luz pública é reduzida com um efeito (?) que não atingimos - projecção de  efeitos  de luz em alguns edifícios de leitura estética algo duvidosa. E também a dificil ligação entre todos estas intervenções, passando por "animação de rua", com modelos vestidos de damas antigas - este foi o ambiente que encontrámos ontem no 1º dia do festival, numa primeira observação e que se irá prolongar até 21 de Agosto.
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Na Vila Velha acontece também a utilização de  projecção de efeitos  de luz sobre a fachada do palácio Nacional.
http://riodasmacas.blogspot.pt/2016/08/aura-festival-em-sintra-de-18-21-de.html

Efeméride do dia

Dia Mundial da Fotografia
Robert Doisneau (14 de abril de 1912 - 1 de abril de 1994) foi um famoso fotógrafo nascido na cidade de Gentilly, Val-de-Marne, na França. Era um apaixonado por fotografias de rua, registrando a vida social das pessoas que viviam em Paris e em seus arredores, mas também trabalhou em fotografias para publicações em revistas, assim como a famosa fotografia "O Beijo do Hotel de Ville" (Paris, 1950).
Fonte:Wikipédia

quinta-feira, agosto 18, 2016

Festas de Verão III

Momentos da Festa de S.Mamede/Janas
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A correr a tradicional Festa de S.Mamede
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Som musical tradicional
A vertente religiosa -post de uma visita do ano passado:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2011/08/festa-de-smamede-janas.html
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Os animais  em S.Mamede, uma presença sempre com grande destaque
 
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Alegria e sensações fortes

O Culto de Diana e a Festa de S.Mamede
Excerto do texto do Dr. Fernando Castelo-Branco," Vestígio do culto de Diana em Portugal" - já publicado aqui, no blogue, por nos parecer  para uma melhor interpretação da, da Festa de S.Mamede.
Festas de S.Mamede/Janas
(...) Uma das mais curiosas dessas festividades e que melhor evidencia a sobrevivência do culto da deusa é a de S. Mamede de Janas. Trata-se duma romaria que se realiza na ermida de S. Mamede, na povoação de Janas, a cerca de 3,5 k. ao norte de Colares, nos dias 15 e 16 de Agosto de cada ano. Os lavradores da região, e mesmo das zonas mais afastadas, como por exemplo de Torres Vedras, aparecem aí nesses dias, acompanhados do seu gado – bois, burros e cavalos – e até de animais domésticos. Chegam em geral pela manhã, dão três voltas à igreja no sentido inverso ao dos ponteiros do relógio e vão depois descansar. Antigamente entravam mesmo dentro da igreja com o gado.
À tarde fazem o pagamento das promessas e recebem então as fitas coloridas com que enfeitam o gado e o ex-voto que vão colocar junto da imagem de S. Mamede.
Estes pormenores coincidem extraordinariamente com as características do culto de Diana. Esta deusa, filha de Júpiter, recebeu de seu pai, juntamente com Febo, o domínio das florestas e dos bosques:

Phoebe, silvarumque potens Diana,
lucidum coeli decus,……………….

(Febo, e tu Diana, rainha das Florestas, glória brilhante do céu…)
Aparece-nos como uma divindade ligada às florestas, à caça e protectora dos animais .
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terça-feira, agosto 16, 2016

Imagens do Verão na Adraga

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Fotos dos últimos dias na Praia da Adraga
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A Praia da Adraga uma das mais bonitas praias da nossa região foi considerada em 2003 uma das 20 melhores praias europeias, na opinião dos leitores e jornalistas do The Sunday Times, jornal britânico de grande circulação. Mas a Praia da Adraga surgia citada num honroso terceiro lugar , sendo a única praia portuguesa a aparecer na lista dos leitores do jornal inglês.

Para esta classificação (Agreste, selvagem, de um azul intenso....simplesmente bela) dos visitantes britânicos, que terão a mesma opinião dos muitos utilizadores daquele magnifico local, terá contribuido a beleza envolvente, como o rochedo em forma de arco que mergulha no mar, as falésias e a gruta. Na maré baixa pode-se passar para a Praia do Cavalo e subindo a falésia pode-se admirar o Fojo, uma cratera natural que permite observar o mar daquele ponto elevado ou a Pedra de Alvidrar, local preferido de pescadores.
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Foto Agosto 2016

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Foto Agosto 2016
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Foto Agosto 2016
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Foto Agosto 2016
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Foto Agosto 2016
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segunda-feira, agosto 15, 2016

Aura Festival em Sintra de 18 a 21 de Agosto

"Co-organizado pela Criatividade Cósmica e pela Câmara Municipal de Sintra, o Aura Festival promove a convivência social no espaço público através de um percurso pedonal (do MU.SA ao Palácio Nacional) que oferece aos residentes, comerciantes, turistas e visitantes, a experiência de imersão na paisagem nocturna da vila e a fruição poética da iluminação artística nos meandros misteriosos de Sintra, proporcionando alternativas de vivência e apropriação dos espaços quotidianos."

"(..)
Da programação destacam-se as participações de Oskar&Gaspar (PT), vídeo mapping na fachada do Palácio Nacional; Pedro Palma (PT), instalação de vidro e luz na Fonte Mourisca (Volta do Duche); Luís Patrício (PT), instalação na zona pedonal da Av. Heliodoro Salgado; Rethorica Studio (PT), instalações de luz no Vale do Rio do Porto e no Miradouro da Correnteza; Luísa Alvarez (ESP), esculturas de luz nos Paços do Concelho, e Toolbox (PT), uma performance de circo e luz ao longo do percurso.
(...)
Durante as noites do festival é possível participar em workshops do Centro de Ciência Viva de Sintra e da Rede de Participação Juvenil de Sintra. Estará também patente ao público uma exposição de vários trabalhos de artistas que exploram o encontro entre o vidro e a luz. Concebida para as salas da antiga biblioteca do Palazzo Loredan, em Veneza, esta mostra de trabalhos irá ocupar o primeiro andar do nº 36 do Largo Afonso de Albuquerque.
Complementarmente, a população é convidada a assistir a documentários (Cartografias Emocionais) sobre Sintra, as histórias e as vivências dos actuais e antigos residentes da vila. Na primeira edição a Cartografia Emocional I foi dedicada à zona pedonal da Av. Heliodoro Salgado; este ano será apresentada a Cartografia Emocional II, que será dedicada à Correnteza e à rua Dr. Alfredo da Costa."

Mais informação pode ser consultada em www.aurafestival.pt .
Fonte :Aura Festival

domingo, agosto 14, 2016

Coisas do Vinho de Colares IV

Marketing da Adega Regional de Colares em 1938

Reprodução de página de"O Vinho de Colares"
Numa reimpressão de “O Vinho de Colares” edição da Adega Regional de Colares de 1938 , feita pela C.M.Sintra encontramos uma obra muito interessante e um grafismo da época, que demonstra o cuidado com a imagem que o vinho de Colares já teria para os produtores nessa altura.
Transcreve-se um texto publicitário sobre o vinho de Colares:


"O Vinho de Colares é vinho com corpo, alma e perfume.
É o vinho da mais linda cor rubi, quando novo, e de cor acastanhada, ou casca de cebola velha, quando antigo.
Antes de o beber deve, através do copo, contemplar-se a sua linda cor e asperar-se o seu rico perfume.
Num trago delicado é agradabilíssimo por toda a boca; o sabor e o perfume mixto de amêndoas e violetas dispersa-se estimulando o paladar.
O vinho de Colares é um vinho servido nas refeições não embota o gosto apurado para o vinho do Porto; o vinho branco servido com o peixe, o vinho tinto acompanhando entradas de carne, ou de caça, não estraga, não torna insensível, nem enfraquece a sublimidade receptiva daquele vinho fino do Douro.
Pela delicadeza da sua composição e perfume não convém deixá-lo na garrafa de um dia para o outro.
É finalmente um vinho para apreciadores, para os que sabem beber, para os que tem o sentido gustativo, refinado e distinto."



Rótulo Collares Burjacas de J.Gomes da Silva Júnior

Posts relacionados:Caves Visconde de Salreu-pressionar
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sábado, agosto 13, 2016

Coisas do Vinho de Colares III

Adegas Beira-Mar, nas Azenha do Mar
Texto publicado no Diário de Notícias, em 5 de Agosto de 2006, (autor desconhecido), que nos conta uma história (que eu gostaria de ter escrito) sobre como nos nossos dias, se vive e se produz o Vinho de Colares.

Deolinda olha a garrafa em contraluz. Procura vestígios de pé através da transparência verde do vidro e a cada olhar vai engordando o lote de garrafas de vinho branco que tem à sua frente e hão-de seguir para embalamento. Deolinda aprendeu a olhar o vinho em 34 anos de trabalho na adega de António Paulo da Silva. Sabe encontrar-lhe o defeito e pô-lo de parte quando não serve. Olha as garrafas uma a uma para depois as rotular à mão, num controlo tal qual se fazia quando ali chegou há muito tempo com a tarefa de "lavar o vasilhame". Vieram depois as máquinas e Deolinda mudou o gesto, passando a ter uma função em que a máquina ainda não substitui a eficácia da mão. Põe o rótulos e é a paciência a fazer o acerto com a ajuda da cola que o patrão traz e que dilui em água. O trabalho de Deolinda já poucos fazem. É quase um exclusivo, como é também único o vinho que vai catalogando.

António Paulo da Silva (Imagem RTP)
A adega onde Deolinda trabalha fica nas Azenhas do Mar, em plena Região Demarcada do Vinho Colares, uma das regiões vinícolas mais antigas do País. Criada em 1908, situa-se no concelho de Sintra, entre a serra e o oceano e ocupa os terrenos costeiros que vão de Colares a S. João das Lampas. De uma dessas vinhas, num caminho de terra que vai dar a Fontanelas, a aldeia em verso, avista-se o cabo da Roca coberto por um manto de neblina, prenúncio de um dia de calor, mesmo em Sintra.
É uma pequena parcela de terreno como são em regra as vinhas de Colares, protegidas do vento por paliçadas de canas e rodeadas de muros resultado de um puzzle de pedras, perfeitamente desmontáveis. Lá dentro, as cepas rastejam na areia a cerca de um mês e meio de serem vindimadas, como é costume "entre 20 e 24 de Setembro".
É assim há 98 anos, a idade da região demarcada. Já era assim antes. Os tonéis vizinhos de Deolinda são ainda mais antigos, do tempo em que as Adegas Beira Mar pertenciam ao avô do actual dono. A prova dessa antiguidade está esculpida em cada um dos depósitos de mogno: 28-8-86. "O 86 é do século XIX", esclarece Paulo da Silva que aproveita a deixa para desfiar a história do vinho que não sucumbiu à filoxera, como aconteceu com vinhedos no Douro "e por essa Europa fora.
Adega Visconde de Salreu em Colares

O colares resistiu e a explicação para a sobrevivência está na profundidade em que é plantada cada cepa de ramisco, a casta do colares. "Chega a ter um homem, dois homens e até três homens de fundo", diz António Paulo da Silva usando na explicação a medida que tradicionalmente se usava,
A filoxera não foi à raiz da cepa, a vinha sobreviveu e o colares tornou-se um dos vinhos mais populares em finais do século passado, início do século XX com honras de entrar na literatura feita por Eça. Paulo da Silva conta a história, encadeando a marca colares com o percurso da casa que dirige. Exibe prémios, diplomas, folheia livros de honra onde cada assinatura serve para provar um prestígio antigo. Não se perdeu, garante, embora não se venda tanto como antes. Depois de uns anos de crise, diz que o colares voltou a vender-se bem, em parte graças à acção da Adega Regional. Denuncia, no entanto, uma especulação no preço final que pode deitar muito a perder. Passa à frente. Afinal, da sua adega não sai apenas o colares que vende com o rótulo Colares Chitas. Há ainda o Casal da Azenha, vinho que já não é de areia, mas de chão rijo, mais de encosta, "um campeão em grandes concursos", com currículo invejável na Jugoslávia de Tito; e outro, mais corrente, o Beira Mar. Vinhos da casa a que se juntou o Carunchoso, que herdou do sogro.
António Paulo da Silva defende o colares apesar do travo. Isso que se estranha à primeira e que o distingue dos demais vinhos. "Tem um travinho próprio do ramisco." Gosta de o beber, garante. "É um vinho leve, de baixa graduação, na casa dos 11%, que deve ser servido entre os 20 e os 22º", ensina e quando fala tem por perto uma publicidade que se perdeu no tempo. "Na época das descobertas D. Manoel dictou: que a bordo não falte vinho de Collares. Há 400 anos que Collares não falta em parte alguma. Vende-se aqui." Foi quando Sintra se escrevia com C.
Texto DN

sexta-feira, agosto 12, 2016

Coisas do Vinho de Colares II

Imagem publicada em "O vinho de Colares" em 1938

transcrição de um texto publicado no "Jornal de Sintra "de 10/11/2006 da autoria José António Vicente Paulo –Presidente da Adega Regional de Colares, que aborda a temática do Vinho de Colares.
Colares-Região Demarcada há quase um Século!
 
“A região demarcada fundada pelo Rei D.Manuel II, através de Carta de lei de 18 de Setembro de 1908, a Região Demarcada de Colares é uma das mais antigas do País e, seguramente, aquela que corre maior risco de extinção no panorama vitivinícola nacional.Nos dias que correm a produção da região é basicamente dominada por duas entidades: a Adega Regional de Colares e a Fundação Oriente.Todavia subsistem ainda alguns produtores isolados que, a seu belo prazer, fazem nas suas adegas o “vinho ramisco” para consumo próprio.
 
 
Falamos de uma área total a rondar 20 hectares , onde o maior produtor isolado é sem margem de dúvidas,a Fundação Oriente.Quanto à Adega regional de Colares, como entidade cooperativa que é, congrega praticamente a totalidade dos pequenos produtores da região (cerca de 40) cuja produção varia entre os 20 e os 1000 quilos de uva da denominação de origem Colares, entregues por associado.

Na região existem ainda dois armazenistas engarrafadores que adquirem os vinhos aos produtores já referidos, finalizam-no, o seu estágio e comercializam-no, não só para o mercado nacional mas também para exportação.”

A adega Regional de Colares
 
O vinho ramisco, tem sido um dos assuntos mais abordados neste blog desde o seu início, vários post foram publicados sobre este importante tema, uma referência para a região de Colares.
Para um melhor conhecimento desta importante actividade, aqui ficam os posts relacionados já publicados  no Rio das Maçãs:
 
-O Mar e o vinho de Colares-pressionar
 
-Regiões Vinícolas-pressionar
-Vinhedos e Vinhos-pressionar
-Colares-pressionar
-Almoçageme e o vinho Ramisco-pressionar
-Ode ao Vinho Ramisco-pressionar
-Caves Visconde de Salreu-pressionar
-Fundação Oriente e o Vinho de Colares-pressionar
-Marketing da Adega Regional de Colares em 1938-pressionar
-Produção do Vinho de Colares em 2006 superior a 2005-pressionar
-O Rancho Folclórico de Colares-pressionar


 

quarta-feira, agosto 10, 2016

Coisas do Vinho de Colares (Reedição)

Adega Regional de Colares

“O genuíno Vinho de Colares é um vinho de mesa de previlegiada compleição, produzido com as uvas da casta Ramisco, cultivado exclusivamente nos terrenos de areia solta de origem terciária situados na região de Colares de cujo antigo concelho adoptou o nome.”O Vinho de Colares –1938


A Carta de lei, de 18 de Setembro de 1908, determinou que "os vinhos produzidos na freguesia colareja e nos terrenos areentos das freguesias de São Martinho e de São João das Lampas fossem tidos como vinho do tipo regional de Colares".

Legenda “A comissão de viticultores de Collares que entregou uma representação ao Sr. Ministro das Obras Públicas , solicitando uma marca privativa para os seus vinhos”. (Foto de Benoliel) Ilustração Portuguesa de 18 de Abril de 1910.

Anúncio publicado no Jornal “O Concelho de Sintra” em 1910

Em Agosto de 1931, é criada a Adega Regional de Colares.

Em 19 de Setembro de 1934, publicava-se o Estatuto da Região de Colares , outorgado no decreto lei nº24500, que se pode considerar como Carta-Magna do Vinho de Colares.

Actualmente a produção do Vinho de Colares é básicamente liderada por duas entidades:a Adega Regional de Colares e a Fundação Oriente.



sábado, agosto 06, 2016

Efeméride do dia

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A Ponte sobre o Tejo faz 50 anos

 O baptismo e inauguração aconteceu a 6 de Agosto de 1966.

quinta-feira, agosto 04, 2016

Postal da Praia Grande (Reedição)

Praia Grande, Sintra, Portugal Paisagem marítima. Fotografia reproduzida na obra "Lisboa e seus arredores", por Frédéric Marjay, de 1956. Fotografia sem data. Produzida durante a actividade do Estúdio Mário Novais: 1933-1983.

 *Foto da colecção da Biblioteca de Arte da Fundação Gulbenkian

 “È aí (Praia Grande), que o mar se enrola na areia e a praia se esvazia, que Marçal Grilo gosta de reencontrar o que define como o mais belo pôr de Sol do mundo.Vezes sem conta por ali se perdeu do mundo na esperança de observar o “raio verde”, o fenómeno popularizado pelo romance de Julio Verne, que não é fácil de observar e lhe escapou até hoje.” (...)

“Raio verde”

“Quando o Sol se põe e a linha do horizonte está completamente limpa, há um instante quando o Sol desaparece, instante imediatamente a seguir, em que sobre a água, os raios vermelhos, alaranjados e amarelos desaparecem antes do verde, azul e violeta.É num momento fugaz, numa pequena fracção de tempo. É quando o limbo superior toca no horizonte que se dá o raio verde.”

Excertos do texto “O mar na Praia Grande parece maior que nas outras praias”de Marçal Grilo em PARQUE PARATE QUERO –ed.Pedra da Lua

quarta-feira, agosto 03, 2016

A Sagres no Rio 2016

Esta quarta-feira a Sagres, chegou ao Rio de Janeiro - presente  no início dos jogos Olímpicos 2016. Motivo para a publicação da foto de hoje , (2012) em pleno Tejo.

* O Navio Escola Sagres, da Marinha portuguesa, será a 'Casa de Portugal' no Rio de Janeiro

terça-feira, agosto 02, 2016

Pois bem, vamos à luta!

LargoDFernando3f

Via, (texto) de João Cachado:
"LARGO DE SÃO PEDRO
 POIS BEM, VAMOS À LUTA!
Perante o desassossego que a Câmara Municipal de Sintra pretende causar com o seu abstruso plano para o local - entre outras malfeitorias tendo previsto a instalação de um parque de estacionamento permanente para mais de cem viaturas - alguns cidadãos já se começaram a mobilizar para a luta que, inevitavelmente, aí vem.
Há dois dias, a propósito deste assunto, escrevia eu:
"Se o plano da Câmara Municipal de Sintra vingasse, o terreiro de São Pedro seria tão desrespeitado, tão abastardado que, só muito dificilmente, depois se reconheceria o espaço que nos foi legado e que urge manter com o seu perfil, com todas aquelas características da vernaculidade local.
Enfim, é preciso lutar no sentido de que não haja factos consumados. (...) Claro que há coisas a beneficiar mas, nunca por nunca, como se pretende, transformar o recinto, ainda que apenas parcialmente, em parque de estacionamento permanente. Por outro lado, em que escolas terão aprendido os técnicos proponentes, sancionados pelos políticos que os avalizam, ser necessário nivelar aquilo tudo, padronizar um pavimento e não sei que mais? (...)"
LUGAR NO CORAÇÃO E NA MEMÓRIA DOS SINTRENSES
O recinto é extraordinário, a ele tendo coladas camadas e camadas de memórias, de vivências com muitas décadas, um lastro enorme de vidas cruzadas, de cenas repartidas entre gerações de residentes, de amigos, de famílias, com seus risos, gozos, gostos e também desgostos, horas mais e menos propícias.
Tal património tem os contornos pessoais e comunitários que cada um guarda e a própria comunidade assumiu porque, repito, foram precisamente as características do lugar, a vernaculidade a que já aludi noutro texto, que permitiu tivessem adquirido os matizes patrimoniais pessoais que carregam.
Haverá alguém que desconheça esta como componente indissociável da própria definição de Património que a UNESCO perfilha?
Aquele recinto que, de tão equilibrado, tem sábios desníveis, pedras calorosas e cordiais, não pode ser mexido, remexido à revelia da vontade dos cidadãos. É que nem pensar! Se, dos estiradores dos gabinetes de urbanismo e de planeamento da autarquia, não saíu coisa mais interessante e menos contundente, então há que saber responder, dando a entender como, afinal, TAIS PAPÉIS APENAS TROUXERAM À LUZ UM NADO MORTO, filho de uma atrevida ignorância.
Dificilmente, de facto, encontraria a Câmara Municipal de Sintra um local que mais pudesse «mexer» com a sensibilidade epidérmica dos sintrenses à possibilidade - ainda que tão remota! - de alteração tão radical como a proposta.
De facto, o lugar não poderia ser mais mobilizador da vontade dos cidadãos em fazerem-se ouvir sobre as suas razões de discordância. À partida, independentemente da necessidade de aprofundamento dos argumentos a dirimir, o desacordo não pode ser maior. Por isso, já há opiniões a circular, ideias que devem ser partilhadas, discutidas, bem debatidas.
ABAIXO ASSINADO CONTRA O PROJECTO, JÁ ACESSÍVEL
O meu amigo Guilherme Leite, o grande promotor da Saloia TV, que tanto e tão bom trabalho cívico tem feito em prol das gentes de Sintra, com a sua conhecida argúcia, naturalmente, apercebeu-se da pertinência da luta em perspectiva. E ontem lá esteve, num acolhedor cantinho do Largo de São Pedro, ouvindo os amigos que pretendem partilhar as suas razões de queixa.
Eis o primeiro momento, com o nosso companheiro João Diniz, da Canaferrim, Associação Cívica e Cultural. Nos próximos dias, outros se sucederão. Estejam atentos!
Bom visionamento!"
https://youtu.be/pFTVkgFEwBE
João  de Oliveira Cachado

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segunda-feira, agosto 01, 2016

Sobre a Escola Industrial e Comercial de Sintra (reedição)

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Pintura mural executada por António Soares em 1964, sobre um painel fixo à parede, no hall da Escola Ferreira Dias (ex.Escola Industrial e Comercial de Sintra). Encontra-se profundamente integrada na arquitectura da escola e no espírito da época.(fotomontagem RiodasMaçãs)

Sobre os 40 anos das Escolas Gama Barros e Ferreira Dias
O Decreto n.º 457 de 28 de Outubro de 1971 separou a Escola Industrial e Comercial de Sintra em duas escolas: a Escola Industrial Ferreira Dias e a Escola Comercial Gama Barros.
Sendo esta efeméride um marco importante no sistema escolar do Concelho de Sintra e porque o tronco principal da estrutura escolar da agora cidade de Agualva-Cacém, foi a antiga Escola Industrial e Comercial de Sintra – reeditamos um post publicado em 8 de Abril de 2008, com um pequeno historial da antiga Escola – e que de certo modo, pelos vários comentários ali deixados, tem sido um local de encontro de ex-alunos.

A Escola Industrial e Comercial de Sintra -Notas históricas

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Foto:a” Escola Velha”

Decorria o ano de 1959, quando o Concelho de Sintra teve a sua primeira escola Industrial e Comercial, ela visava o ensino Técnico como alternativa ao ensino liceal ministrado em Sintra no antigo liceu (Casino hoje Museu de arte Moderna), e também em Queluz. A Escola Industrial e Comercial de Sintra foi criada pelo Decreto-Lei n.º 42.368 de 4 de Julho de 1959 e veio a ser construída em Agualva-Cacém.

A Escola Técnica do Cacém, construída inicialmente num edifício inestético e pouco funcional, obrigou em 1963, devido ao aumento da população escolar, à construção de um novo e moderno estabelecimento no terreno adjacente - as instalações actuais da Escola Secundária Ferreira Dias. Photobucket

Foto: a “Escola Nova”





Na Escola Industrial e Comercial de Sintra foram criados os seguintes cursos: Ciclo Preparatório do Ensino Técnico; Curso Geral do Comércio; Curso de Formação Feminina; Curso de Formação de Serralheiro; Curso de Formação de Montador Electricista e três cursos em regime de aperfeiçoamento: Curso Geral de Comércio; Curso de Formação de Serralheiro e Curso de Formação de Montador Electricista, anos mais tarde a Secção Preparatória para o Instituto Comercial.

A população escolar* aumentou rapidamente. De 201 alunos, 7 turmas e 9 professores, no ano lectivo de 1959/60, passou para 4312 alunos, 137 turmas e 180 professores, no ano lectivo de 1967/68, atingindo o número recorde em Portugal, na década de 70, de 6000 alunos, tendo este número vindo a diminuir, gradualmente, nos últimos anos.Photobucket
Demonstração de ginástica em 1968






A população escolar desta nova escola no Concelho de Sintra era oriunda de todo o Concelho, e todos dias os jovens estudantes (10/11 anos, para o 1º ano do Ciclo preparatório), levantavam-se de madrugada dos limitrofes do Concelho - Pero Pinheiro, Vila verde, e mesmo de zonas do Concelho de Mafra, para se deslocarem durante várias horas nos poucos transportes colectivos que nos anos sessenta existiam,(autocarros e o comboio) para o Cacém, perdendo várias horas na ida e volta às suas casas ao fim do dia.
Em 2008, este cenário parece inacreditável , mas era assim, Portugal há 50 anos.
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Memórias da Escola- Carteira em plástico com logotipo, e cartões de identificação de aluno e da Mocidade Portuguesa





O ensino técnico, criado nessa altura, como alternativa ao ensino liceal, tinha em vista formar profissionais em diversas áreas, preparando-os para enfrentar o mercado de emprego. O denominado ensino técnico tinha também uma carga socialmente discriminatória, porque inevitavelmente as classes menos favorecidas economicamente colocavam os seus filhos no ensino técnico, enquanto a classe média/alta escolhia a via liceal , com o objectivo do acesso ao ensino superior.
Já não mencionando o facto de no ensino técnico existir fardamento , para rapazes - fato de macaco de ganga, e para as raparigas batas com diversas cores conforme o curso que frequentavam, coisa que não acontecia no ensino liceal.


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Memórias da Escola-Capa de Caderno

O Decreto n.º 457 de 28 de Outubro de 1971 separou a Escola Industrial e Comercial de Sintra em duas escolas: a Escola Industrial Ferreira Dias e a Escola Comercial Gama Barros. Estas escolas funcionaram no mesmo edifício enquanto a Escola Gama Barros não possuiu instalações próprias.

O processo de separação das instalações das escolas foi demorado, só se tornando definitivo em 1 Outubro de 1985.



*Dados que constam no livro "DEZ ANOS DE ACTIVIDADE DA ESCOLA INDUSTRIAL E COMERCIAL DE SINTRA"
(Publicação comemorativa do 10.º aniversário da E.I.C.S.)

Notas:
Fonte consultada:Site da Escola Secundária Ferreira Dias (Cacém)
Fotos: Escola Velha e Escola Nova-(Site Escola Ferreira Dias)