sexta-feira, março 09, 2018

Rebocadores "Sintrenses" (reedição)

Vários locais do litoral Sintrense banhado em toda a sua extensão pelo Oceano atlântico, tem sido utilizados para atribuir nomes a embarcações que ao longo do tempo tem prestado grandes serviços marítimos ao país - hoje lembramos quatro: O "Praia da Adraga", o"Praia Grande", o "Cintra"e  o "Colares"

Rebocador Praia da Adraga


Rebocador Praia Grande

Os três rebocadores de alto-mar “CINTRA, PRAIA da ADRAGA e o PRAIA GRANDE” pertencentes à Sociedade Geral do Comércio, Indústria e Transportes, fizeram estação em Ponta Delgada, S.Miguel, Açores, nos anos 60. Os gémeos “PRAIA GRANDE” e “PRAIA da ADRAGA” foram construídos em Portugal, mais precisamente em Lisboa em 1951, no estaleiro da Administração Geral do Porto de Lisboa explorado pela CUF.O primeiro ainda existirá e estava à venda na Grécia...


Rebocador Cintra

Modelo do Rebocador "Cintra" (Proprietário:Jorge Serpa)

O "Colares"
O navio de classe C “Colares” de 1.300 toneladas terá sido construído no Quebec (Canadá)em 1945(?) E nos anos 60 foi vendido á empresa TRANSFRIO, para ser transformado em navio frigorífico.
O navio Colares

Notas sobre o rebocador "Cintra"
O rebocador de alto mar Enchanter foi construido em Selby na Inglaterra em 1944 para a Marinha Inglesa. Em 1947 foi vendido para a United Towing de Hull, passando então a chamar-se Englishman. Finalmente foi vendido à Sociedade Geral passando a chamar-se Cintra. O pai de Jorge Serpa, Luiz Santos Serpa foi imediato e mais tarde comandante deste rebocador.

O Cintra era o "porta-bandeira" da frota de rebocadores da SG. Dos 3 ( os outros 2 eram o Praia da Adraga e o Praia Grande), ele era o único que era verdadeiro rebocador salvadego de alto mar. Aliás, a SG tinha um contrato com a companhia holandesa Wijsmuller, uma das mais prestigiosas companhias de salvatagem e rebocagem dos seus tempos, segundo o qual o Cintra passava um periodo do ano vinculado aos holandeses.

O Cintra com o comandante Luis Santos Serpa, fez o salvamento de um navio misto (carga e passageiros) à entrada do mar do Norte.


Agradecimentos:
A  prestimosa colaboração de Jorge Serpa, filho do comandante do rebocador Cintra

Fontes utilizadas para este post
Blogues:
Alerta 1143
Navios&Navegadores-Foto do reb.Cintra
Navios à Vista

Sites:
Navios Mercantes Portugueses-Fotos do P.Adraga,P.Grande,Colares
Bordo Livre

quarta-feira, março 07, 2018

Exposição «Agricultores e Pastores da Pré-história - Testemunhos da Região de Sintra» em Odrinhas

«Agricultores e Pastores da Pré-história - testemunhos da Região de Sintra» a designação da exposição que hoje foi inaugurada pelo Presidente da República, no Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas.
Dr.Cardim Ribeiro fez a apresentação do seu Museu, que  o Prof.Marcelo Rebelo de Sousa não sabia da existência até hoje.
Esta exposição com mais de 500 objectos que testemunham a densa ocupação humana de Sintra durante a Pré-.história, e inauguram uma nova secção expositiva do museu designada como «Claustro do Tempo».
As numerosas peças exibidas documentam quer as actividades quotidianas vivenciadas nos sítios de habitat -entre os quais assumem especial destaque os do Neolitico antigo de S.Pedro de Canaferrim e do Lapiás das Lameiras, também peças dos notáveis espólios, descobertos na Anta das Pedras da Granja, e no Monumento Pré-histórico da Praia das Maçãs, e na Tholos da Várzea de Sintra.
A exposição temporária estará patente a partir de 8 de Março
Para terminar a visita a tradicional selfie.


Exposição de Camélias e Orquídeas em Sintra

O terreiro do Palácio Nacional de Sintra vai receber, no fim de semana de 10 e 11 de março, a “Exposição de Camélias e Orquídeas”, organizada pela Parques de Sintra, em colaboração com a Associação Portuguesa de Camélias (APC) e o Clube dos Orquidófilos de Portugal (COP). A mostra tem entrada gratuita e decorre anualmente para promover o valor botânico associado às camélias e orquídeas em Sintra.

Este é o oitavo ano em que decorre a exposição de camélias em Sintra e o quarto ano de exposição de orquídeas.

Programa completo e mais informações em www.parquesdesintra.pt/noticias/palacio-nacional-de-sintra-recebe-exposicao-de-camelias-e-orquideas/


*Fotos da Exposição de Camélias no Palácio da Vila de Sintra em 2013

 Camélias2013 Camelia2013Blogue2 Camelias2013Blogue7

terça-feira, março 06, 2018

O jantar dos aspirantes da corveta alemã «Charlotte» no Hotel Netto (reedição)

Legenda-No regresso da Pena(clicar na gravura para ampliar)

A visita dos aspirantes da corveta alemã «Charlotte» a Sintra em 1905
"– Cintra atrae todos os estranjeiros que nos visitam e é certo que, pelos seus naturaes encantos pela belleza dos seus arvoredos, pelo pittoresco dos seus panoramas, pela surpresa das suas vistas, tem fama universal. Os aspirantes da corveta allemã «Charlotte» em numero de sessenta, vestindo as suas fardas brancas foram visitar a soberba e gracil villa em terça-feira 22 de Agosto, tendo janttado no Hotel Netto e indo em digressão até á Pena.

Era d´um bello efeito a caravana dos touristes que destacavam com os seus uniformes por entre a verdura, montados em burros e seguindo alguns em carruagens, conservando-se sempre no maior enthusiasmo, trocando impressões com uma jovialidade meridional, dados os seus espíritos positivos de allemães, por essa grandeza de panoramas, pela suavidade da aragem, pelo communicativo bem estar que vem d’ essas arvores e d´esses penhascos colliocados ali pela natureza, d´uma surprehendente maneira que encanta a visita e delicia o espírito.
O jantar correu animadissimo, retirando os aspirantes da «Charlotte» pela noite e saindo a corveta no dia seguinte, tendo havido dois dias antes da partida um jantar, a bordo do qual assistiu grande numero de pessoas da colonia allemã."

Illustração Portugueza de 28 de Agosto de 1905

Legenda- S.A.R. o principe de Hessen, official alemão, à volta da Pena com os aspirantes
-Fotos da"Illustração Portugueza" de 4 de Setembro de 1905 (clicar na foto para ampliar)
Notas sobre antigos hotéis de Sintra:
Dois antigos hotéis de Sintra são referenciados nestes artigos da "Illustração Portugueza":

O Grand Hotel Costa, ao fundo na 1ª gravura e que pertenceu a José Pedro Costa , já não existe há muito tempo,foi na época um hotel de referência na Vila de Sintra . O edifício onde existiu este antigo hotel, é ocupado desde 1982 pelos serviços de Turismo de Sintra.

O Hotel Netto, local preferido por Ferreira de Castro, para os seus tempos de escrita. Edifício infelizmente votado ao abandono ao longo dos anos, encontra-se agora, após ser vendido em hasta pública, pelo mais recente proprietário (CMS), com projecto de reconstrução(?). Imóvel bastante degradado no local turístico mais visitado de uma Sintra, elevada a Paisagem Cultural da Humanidade pelo comité da UNESCO em 1995.

Postal antigo Publicidade da época (sem data)

 O edifício onde existiu este antigo hotel, é ocupado desde 1982 pelos serviços de Turismo de Sintra.A publicidade da época denota a qualidade dos serviços do extinto hotel.

Ao fundo o Grand Hotel Costa (Postal ilustrado de 1928)
Preçário dos hotéis de Sintra de 1907
                                                                   
In "Guia do viajante da Empresa Nacional de Navegação" de 1907

Posts relacionados:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2013/11/sobre-o-hotel-netto-da-vila-velha-dxe.html
http://riodasmacas.blogspot.pt/2015/10/cms-coloca-o-hotel-netto-em-hasta.html

http://riodasmacas.blogspot.pt/2018/03/folhetim-hotel-netto-novo-episodio-ver_2.html

segunda-feira, março 05, 2018

Exposição "Agricultores e Pastores da Pré-História" no Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas

A exposição "Agricultores e Pastores da Pré-História - Testemunhos da Região de Sintra" abre ao público na próxima quinta-feira, dia 8 de Março. 

domingo, março 04, 2018

Visita de Marguerite Yourcenar a Sintra (reedição)


SeteaisBlogue2011


"Minha senhora,

Não tenho por hábito escrever prefácios ou introduções. É o que vos explicará a minha hesitação em fazê-lo para o texto que se propõe publicar na RAIZ E UTOPIA. E porquê? Um texto diz o que tem a dizer, a menos que seja um falhanço, e arriscamo-nos a diluir ou a sobrecarregar a mensagem adicionando-lhe uma explicação em notas.

Que fazer, então? Talvez começar por lembrar que estas páginas foram escritas no vosso país, Portugal, mais precisamente em Sintra. O que escrevemos raramente guarda a marca do lugar onde o escrevemos, a menos que o objetivo seja descrever esse lugar ou se trate de literatura de viagem.

Mas o autor sabe: o texto mantém para ele o odor e a cor do lugar onde foi criado. Nunca  poderei relê-lo sem rever, da janela do meu quarto em Seteais, as nuvens a passar e repassar no alto das colinas, cobrindo e descobrindo o estranho e absurdo castelo de estilo pseudo-manuelino-germânico, oferecido por um príncipe alemão, no Século XIX,  que teve porém a sensibilidade de reconhecer um lugar de encantamento e magia.

A exuberância vegetal e a extravagância humana dominavam, vistas da minha janela, o primeiro plano do requintado pátio e dos pórticos de Seteais, como um cenário de Wagner sobreposto a um cenário de Mozart. Foi ali, por acaso, nesse quartinho levemente rococó que escrevi estas páginas dedicadas ao sofrimento animal – que não é mais que uma das piores formas do sofrimento universal. Levantava a cabeça, de tempos a tempos, para ver se o nevoeiro, no seu jogo, não tinha levado o castelo de Drácula. Mas não: lá continuava e pelo anoitecer acendia o seu olho vermelho. O Mal, que faz do homem o carrasco das outras espécies e também da sua, é, receio bem, igualmente imutável.

Mas não se passam cinco dias num lugar qualquer apenas a escrever um ensaio, mesmo quando se trata de um tema que nos toca o coração.

Fica-se exposto, como sempre, a essa mistura de pequenas e grandes alegrias, de pequenos e grandes males, de leves preocupações e ansiedades profundas que enchem cada dia das nossas vidas. Os meus pulmões e os meus brônquios (tinha chegado doente), indispostos por essas neblinas e chuva caprichosa, desempenhavam o seu papel, é preciso dizê-lo, tal como o voo dos pombos-torcaz e o perfume das glicínias de Seteais. Os jogos fascinantes do tempo também interferiam nisso. No livro de visitas do hotel, encontrei a marca de uma das minhas primeiras passagens, há cerca de vinte anos, com uma amiga já falecida. No livro, ela expressava o seu entusiasmo por este belo lugar. Quantas coisas mudaram, entretanto, em Portugal e em mim! E quanto, no fundo, ficou igual. Nós formamo-nos, deformamo-nos, reformamo-nos com o pano de fundo dos nossos sempiternos instintos, dos nossos desejos, das nossas vontades, das nossas fraquezas e das nossas forças, como as nuvens sobre a serra de Sintra”.


Marguerite Yourcenar

(RAIZ E UTOPIA - Número Triplo, 17/18/19 - 1981)
Tradução de Maria Cristina Guerra

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 Palácio da Pena envolto nas brumas do Monte da Lua
Texto original ler aqui:
http://blogteste-pmacieira.blogspot.pt/2016/08/texto-original-de-marguerite-yourcenar.html
Créditos:
-Agradecimentos a Emilia Reis pela disponibilização do texto

Informação adicional de Emilia Reis:
"A carta de Marguerite Yourcenar. Foi enviada a Helena Vaz da Silva, então directora da revista Raiz e Utopia, em Abril de 1981, e respondia a um pedido da jornalista para que escrevesse um ‘prefácio’ introdutório ao texto, para publicação na revista, da Conferência que a escritora tinha lido na Fundação Calouste Gulbenkian, em 8 de Abril, portanto dias antes, sobre “A Declaração dos Direitos do Animal” - admirável texto ainda tão actual, aquele a que Marguerite Yourcenar se refere na sua carta, escrito no Hotel de Seteais, e que HVS resume assim: “… sobre a unidade do universo, a responsabilidade de todos por tudo e a premência de afinarmos a qualidade da nossa compaixão começando pelos mais pequenos de entre os animais e as plantas”. Este texto, tal como a carta, foi publicado na revista Raiz e Utopia nºs.17/18/19."

sábado, março 03, 2018

Porque hoje é Sábado...

ZimborioPPena1930blogue

Apeeie-me no Parque, mandei  esperar o cocheiro, e subi com um grupo de turistas a repetir a visita ao castelo.
(...)
Saimos por fim lá em cima, no zimbório e eu respirei fundo, reanimado. Ah, aquilo sim, aquilo é que era realeza, e da sempre-viva! Dedos apontados, os turistas esburacavam a tela da paisagem: Mafra, o Cabo da Roca, a barra do Tejo...
(...)
Nisto, resolvi trepar até ao cimo do zimbório, pela escadinha exterior, que é de dar vertigens. O cicerone opôs-se, declarou que não assumia a responsabilidade. Os outros visitantes ofereceram-me conselhos sensatos, que era um perigo, um pé em falso e zás...
Subi assim mesmo, quase de gatas.Era preciso ter unhas.E já não era a primeira vez.
Cheguei quase ao alto, sentei-me num degrau e fiquei  só.Ficar só, aqui não é ficar desacompanhado: é ficar recolhido, mergulhando raízes em alguma coisa mais do que o panorama que realmente me rodeava.(...)

Excerto do conto. "Regresso à cúpula da Pena" de José Rodrigues Miguéis

Foto: No zimbório do Palácio da Pena. em Setembro de 1930

sexta-feira, março 02, 2018

Folhetim Hotel Netto -novo episódio (ver as estrelas a aumentar)

Novo episódio (2018)
Os trabalhos terão parado devido a um “desentendimento” entre o promotor e o empreiteiro. Com um novo responsável pela recuperação do hotel, a autarquia garante que as obras já recomeçaram - escreve Cristiana Faria Moreira, no jornal Público em 28/02/2018.


https://www.publico.pt/2018/02/27/local/noticia/depois-de-meses-paradas-camara-diz-que-obras-no-hotel-netto-ja-recomecaram-1804553

 Iniciou-se (?) mais um episódio da saga "Hotel Netto" e segundo descreve o PÚBLICO: "apesar da grua e dois andaimes ao que o PÚBLICO apurou, a recuperação do edifício está suspensa desde Junho" e adianta que questionada a CMS a "autarquia garante estarem a ser cumpridos os prazos legais da empreitada. Nos termos da adjudicação, em Julho de 2016, o promotor dispõe de 30 meses para concluir o hotel. Após emissão do alvará de construção ou licenciamento da operação urbanística"

 Agora o actual projecto prevê segundo o PÚBLICO "a instalação de uma unidade hoteleira com 34 quartos".Inicialmente um hostal depois um hotel, que seria de quatro estrelas, "será agora de uma unidade de cinco estrelas," segundo informação da CMS...

*Foto anterior às intervenções 20/10/2015
Resumo dos episódios anteriores
O presidente da autarquia, Basílio Horta, revelou à Lusa  (2015) que a proposta relativa ao degradado Hotel Netto, a submeter ao executivo e à assembleia municipal, "passa pela venda do imóvel, com projecto aprovado, para que quem comprar, se quiser, comece a construir no dia seguinte"

A proposta com facilidades...
O montante base da proposta será de um milhão de euros, que se for pago a pronto terá um desconto de 10% do valor, ou seja, ficará por 900.000 euros, explicou o autarca.

"Se não for a pronto, [o comprador] tem três momentos para pagar: 20% com a adjudicação, 30% com a abertura das portas, e depois duas fases de 25%, aos seis meses e após um ano, com a assinatura da escritura no fim", adiantou  ainda Basílio Horta,  que a escritura "pode ser feita antes se houver garantia bancária do valor em dívida".
A aquisição foi aprovada pelo PS, PSD e CDU, com a oposição dos vereadores da lista de Marco Almeida, mas o presidente da autarquia justificou a aquisição por ser "um bom negócio" e dar um sinal do empenho na câmara na reabilitação do centro histórico.
"A proposta acaba por preencher requisitos essenciais, nomeadamente a sua integração arquitectónica na malha histórica de Sintra", afirmou hoje à Lusa o vereador Pedro Ventura (CDU).
Fonte:


O estado do interior  do Hotel Netto  em 20/02/2015- local  eleito por Ferreira de Castro

Foto em 20/02/2015

Um pequeno apontamento em 3 episódios, sobre um antigo hotel de Sintra.

Episódio 1(A ultrapassagem)
No início de  2013, constou que a Parque de Sintra Monte da Lua (PSML), teria intenção de comprar o antigo Hotel Netto em Sintra. Abordando o assunto mais tarde, com um responsável da PSML – foi-me respondido que a proposta tinha sido feita, mas os acionistas não teriam aceitado.
*A CMS é acionista da PSML
No mês de Novembro de 2013, surgiu a notícia que a PSML, teria comprado o Hotel Netto, para instalar um Hostel.


No mesmo mês e após a   Assembleia Municipal  da CMS, foi deliberado utilizar o direito de preferência e comprar o Hotel Netto para  a instalação de um Hostal!!!

http://riodasmacas.blogspot.pt/2013/11/o-estranho-caso-do-hotel-netto.html


Episódio 2 (A conformidade)
Notícia no "Diário de Notícias"
20 Dezembro 2013

"O Tribunal de Contas (TC) declarou a conformidade da aquisição das ruínas do Hotel Netto por parte do município de Sintra, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara, Basílio Horta.

"A aquisição do Hotel Netto revela que a Câmara Municipal vai assumir as suas responsabilidades na requalificação do centro histórico da vila de Sintra e em todo o concelho", disse o autarca à agência Lusa.
Basílio Horta acrescentou que o município pretende instalar um hostel naquele edifício.
A Câmara e a Assembleia Municipal aprovaram a aquisição do imóvel.
A declaração de conformidade é o ato em que se consubstancia juridicamente a fiscalização prévia do Tribunal de Contas, inserida nos seus poderes de controlo financeiro."
Episódio 3 (a fachada?)
No Jornal da Região
"Basílio Horta reconhece que a recuperação do edifício está num impasse pelos seus elevados custos"

No Blog Sintra Deambulada, escreve João Rodil:
Outubro 28 de Outubro 2014

 "A Câmara adquiriu o Hotel Netto e agora diz-se que o problema é o dinheiro que custa manter a sua fachada! Mas poderia ser de modo diferente? Não se sabia, de um saber obrigatório, que a fachada era para manter? É a Câmara que deve obrigar a manter todas as fachadas e, obviamente, obrigar-se a si própria. (...)"

quinta-feira, março 01, 2018

Quadro do restaurante de Júlio Grego na Praia das Maçãs

Uma  foto de uma pintura de Adriano Costa, que não conheciamos e que  nos chegou às mãos, por gentileza de João Pedro Norton. Pintura que permite actualizar um post  do blogue, de 2015, sobre o restaurante de Júlio Grego - local escolhido por José Malhoa  para pintar  em 1926, o famoso óleo sobre madeira,  uma imagem forte daquele local e  da Praia das Maçãs, ao longo do tempo.

*Adriano Costa nasceu em  em 20 de Outubro de 1890 e viveu em Sintra

Restaurante Flôr da Praia de Júlio Grego

  José Malhoa. «O Caminho do Grego (Praia das Maçãs)», 1922. Óleo sobre tela, 23x32. Colecção particular.

 



O Restaurante do Grego na Praia das Maçãs

"O semanário Correio de Sintra, de  2 de Abril de 1899, noticiava:

" sr, Júlio Grego, laborioso e activo proprietário do novo Restaurante Flôr da Praia das Maçãs, instalado  na casa que pertence ao nosso amigo Sr. Matias del  Campo, vai dotá-lo com novos melhoramentos e já concluiu uns frescos e aprazíveis caramanchões, donde  se disfruta vista sobre o mar. Já um mês antes desta notícia se anunciava que o estabelecimento do Grego tinha bons terraços, abrigo para carros e gado, aceio e boa cozinha."

Também José Alfredo da Costa Azevedo, relata nas suas obras aspectos do restaurante do Grego:
"Foi neste restaurante que se serviu o primeiro banquete que houve na Praia das Maçãs - um almoço de homenagem ao Visconde de Tojal, João Vicente de Oliveira, moço fidalgo que residiu em S.Pedro de Sintra e faleceu em Lisboa com 74 anos, em 16 de Maio de 1939. Entre os muitos convivas, estavam elementos da família Cabournac, ainda hoje muito considerada em Sintra, e o nosso famoso padre António  Matias del Campo.
O interior da esplanada do Grego, debruçada sobre a praia, plena  de mesas sempre cheia de clientes , foi motivo  para uma tela do grande pintor José Malhoa."

José Malhoa. «À Beira-Mar (Praia das Maçãs)», c.1926.Óleo s/ madeira, 69x87. MNAC-MChiado, inv.584, pintado no Restaurante Flôr da Praia,  e cujo cenário é o mesmo da foto da filha de Júlio Grego, o que não deixa qualquer dúvida do local onde José Malhoa pintou este óleo s/ madeira, que se encontra exposto no Museu do Chiado



Foto de Elisa de Jesus Grego, no restaurante onde José Malhoa pintou o quadro a óleo sobre madeira.(publicada na Ilustração Portuguesa nº340 de 26 de Agosto de 1912).


Actualmente, o que resta do restaurante Flôr da Praia, foto de 2014, mas que se mantém actual


quarta-feira, fevereiro 28, 2018

Sobre as Queijadas Alfredo Januário Gomes

FÁBRICA DAS QUEIJADAS FINAS ALFREDO JANUÁRIO GOMES
A fábrica das queijadas Alfredo Januário Gomes ,situava-se num edifício mais ou menos a meio da Volta do Duche (nº 22) e que foi demolido por altura do alargamento desta artéria em 1959.

Alfredo Januário Gomes faleceu a 16-3-1935 tendo o negócio continuado sob administração da viúva por mais alguns anos.

Em 17-7-1949 nesta antiga fabrica, abriu um novo estabelecimento comercial, o Bar-Restaurante "Sintra-Parque" que depois fechou passado alguns anos.

Com nova gerência abriu novamente com o nome de Pensão-Restaurante "Nova Lisboa", que durou até 1958/59.

O edifício da direita na foto, onde existiu a fábrica de queijadas "Alfredo Januário Gomes ", demolido em 1959.





Nota de José Alfredo Azevedo, relativamente ao local da fábrica:
-Na Volta do Duche, na loja do prédio junto à Azinhaga da Sardinha (primitivo traçado)e que foi demolida em 1960 para alargamento da artéria.

-Créditos : Contribuição do saudoso Valdemar Alves  em 2007, com o seu conhecimento e arquivo.

Post relacionados:
-Queijadas de Sintra I-Queijadas da Sapa 1ª parte-pressionar
-Queijadas de Sintra II-Queijadas da Sapa 2ª parte-pressionar
-Queijadas de Sintra III-FÁBRICA de «QUEIJADAS DO GREGÓRIO» 1ªPARTE-pressionar
-Queijadas de Sintra IV-FÁBRICA de «QUEIJADAS DO GREGÓRIO» 2ª PARTE--pressionar
-Queijadas de Sintra V-Fábrica de queijadas finas «A Mathilde»-pressionar

terça-feira, fevereiro 27, 2018

Aviso sobre a lagarta do pinheiro (processionária)

Foto retirada daqui

Via CMS
Começou já o período de infestação dos pinheiros pela processionária, vulgarmente conhecida como lagarta do pinheiro, a qual pode levar ao aparecimento de urticárias agudas de contacto, sobretudo em ambientes escolares. Como forma de prevenção, recomenda-se à população que evite passear em locais onde existam pinheiros, durante os meses janeiro a maio, ou levar a passear animais de estimação durante este período. O contacto com a processionária do pinheiro (bravo e manso) causa diversas alergias, tais como: irritação na pele, nos olhos e no aparelho respiratório, com gravidade dependendo de cada pessoa. Em caso de aparecimento de sintomas de alergia, a Câmara Municipal de Sintra recomenda que seja consultado de imediato o posto médico mais próximo ou através do telefone do SNS 800 24 24 24.


segunda-feira, fevereiro 26, 2018

Serões Musicais no Palácio da Pena

A quarta edição dos Serões Musicais no Palácio da Pena, ciclo de música dedicado ao repertório do período romântico, irá transportar-nos para diferentes paragens: Brasil, França e Espanha, mas sempre com Portugal no núcleo. Os primeiros concertos acontecem já nos dias 2 e 3 de março

domingo, fevereiro 25, 2018

Preferências por Monserrate

O Parque e o Palácio de Monserrate, em Sintra, foram  distinguidos pelo "The Guardian" como sendo uma das dez melhores atracções excêntricas da Europa.O ano passado o australiano "The Sidney Morning Herald", já tinha elogiado o Palácio e Jardins de Monserrate.
O jornal realça o “impressionante” jardim e as suas cataratas, arcos góticos e a “enorme coleção de plantas” onde mora o próprio palácio, cujo traço foi “inspirado no Brighton Pavillion”.

Janeiro de 2016
O Parque de Monserrate em destaque no "The Sydney Morning Herald" Monserrate07092011f
Foto no Parque de Monserrate em Set.2011-publicada no @Rio das Maçãs aqui

Monserrate gardens in Portugal has buzz of botanical familiarity for Australians


"Uma batalha no jardim entre a ordem e  o caos foi jogada ao longo dos séculos nos jardins de Monserrate na Vila da Serra de Sintra, a meia hora de Lisboa, em Portugal. Quando Lord Byron visitou em 1809 o palácio neo-gótico já era uma ruína, permitindo que o poeta usasse seu estado abandonado como uma metáfora moral no seu poema Peregrinação de Childe Harold. Isso fez de Monserrate um destino preferencial para todos os  turistas românticos.(...)"

In The Sydney Morning Herald/Trad. do blog

Ler aqui: http://www.smh.com.au/entertainment/monserrate-gardens-in-portugal-has-buzz-of-botanical-familiarity-for-australians-20151231-glxcc4.html#ixzz3xJnfjJCN

*Fotos Rio das Maçãs

sábado, fevereiro 24, 2018

Porque hoje é Sábado...

EstradaPeninhaBlog.jpg

"Na estrada e Sintra, perto da meia-noite, ao luar, ao volante,
 Na estrada de Sintra, que cansaço da própria imaginação,
 Na estrada de Sintra, cada vez mais perto de Sintra,
 Na estrada de Sintra, cada vez menos perto de mim..."

*Ao Volante de Chevrolet pela estrada de Sintra
Poesias de Alvaro de Campos -Fernando Pessoa.1944
,
RibeiradeSintra7.blogjpg.jpg
Ao volante de um Chevrolet pela estrada de Sintra
  http://riodasmacas.blogspot.pt/2012/06/porque-hoje-e-sabado_30.html

*Foto1 estrada da Peninha
*Foto2 Ribeira de Sintra

quinta-feira, fevereiro 22, 2018

Patos - Reais de Colares

Pato - real no rio das Maçãs na Vázea de Colares

"Apesar dos Patos-Reais não serem uma das espécies em vias de extinção, os seus habitats têm vindo a ser destruídos quer pela poluição quer pelo aquecimento global, e isso deverá ser uma das nossas preocupações. A protecção desta espécie passa pela conservação dos seus habitats."

Renovação  do bando garantido. Foto de 10 de Abril de 2017
"O habitat dos Patos-Reais são normalmente habitats aquáticos como, lagoas, barragens, valas, rios, arrozais, parques urbanos entre outros.
A dieta destes patos consiste essencialmente em alimentar-se de vegetações, plantas aquáticas, e pequenos invertebrados. Também já houve relatos de que se alimentam de pequenos anfíbios como os sapos.
Apesar de terem uma dieta bastante definida, nada os impede de se alimentarem dos alimentos que os seres humanos lhes fornecem, como por exemplo pão.
Em Portugal, o Pato-Real é uma ave não migratória, isto deve-se essencialmente ao clima e às condições que se mantêm estáveis ao longo do ano, não havendo assim necessidade de migrar para outras regiões à procura de melhores condições. O período de acasalamento desta espécie ocorre entre Março e Junho.
O macho abandona a fêmea assim que a fêmea comece a produzir ovos.
A fêmea após o acasalamento é capaz de produzir entre oito a treze ovos e o período de incubação dura aproximadamente vinte e oito dias.
As crias assim que nascem não precisam de ser alimentadas pela progenitora, eles alimentam-se de insectos intuitivamente, no entanto gostam de estar próximos da progenitora pois esta fornece-lhes protecção.
Por mais incrível que pareça, os Patos-Reais têm uma elevada taxa de acasalamento macho-macho.
Grande parte dos machos acasalam-se com outros machos, para ser mais preciso 19% da população de Patos-Reais é homossexual.
Apesar dos Patos-Reais não serem uma das espécies em vias de extinção, os seus habitats têm vindo a ser destruídos quer pela poluição quer pelo aquecimento global, e isso deverá ser uma das nossas preocupações.
A protecção desta espécie passa pela conservação dos seus habitats."
Texto retirado daqui:
http://www.maisnatureza.com/animais/aves/pato-real/#toc0


"O Pato-Real mede entre 56 a 65cm de comprimento, e pesa entre 0.9 a 1.2kg. Não é difícil realizar distinção de sexos, isto porque cada sexo possui características distintas, e durante o período de acasalamento essas características são acentuadas. Os machos têm uma cabeça verde, um anel branco no pescoço, o dorso é acinzentado e o peito de um tom de castanho-escuro, estas cores tornam-se mais fortes a quando o período de acasalamento, para chamar a atenção de um parceiro."

Texto retirado daqui
 

Um casal de patos reais na chegada ao seu habitat,  no  rio das Maçãs/Várzea de Colares