quarta-feira, junho 06, 2018

Olhares para Colares e para a Casa Camacho nos dias que correm

Se uma imagem vale mais que mil palavras...


Casa Camacho, no Banzão/Colares,  hoje quarta-feira 6 de Junho 2018 às 12H00
Casa Camacho /Foto em 06/06/2018 às 12H00
Casa Camacho/Foto em 06/06/2018 às 12H00

Casa Camacho/Foto em 06/06/2018 às 12H00

Saber mais:
http://riodasmacas.blogspot.com/2018/06/foi-voce-que-pediu-um-aldi-para-o.html

http://riodasmacas.blogspot.com/2018/06/foi-voce-que-pediu-um-aldi-no-banzao-ii.html

Sessão de esclarecimento sobre o Plano Director Municipal (PDM) em Colares

A Câmara Municipal de Sintra vai realizar uma sessão de esclarecimento sobre o Plano Diretor Municipal (PDM) na Junta de Freguesia de Colares, no próximo dia 7 de junho, quinta-feira, pelas 19h00.



segunda-feira, junho 04, 2018

O F-84 G Thunderjet do Museu do Ar

O Museu do Ar foi distinguido pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM) na categoria de Intervenção em Conservação e Restauro. A associação atribuiu uma Menção Honrosa ao trabalho de restauro da aeronave F-84 G Thunderjet, da Força Aérea Portuguesa, no âmbito do Prémios APOM 2018, cuja cerimónia que se realizou no dia 25 de maio.
Notícia completa em: https://goo.gl/i6oZnx

F-84 G Thunsderjet da FAP/Fotos em 01/06/2018
Museu do Ar /Sintra
No dia 23 de Junho de 2016 decorreu, no Aeródromo de Manobra N.º 1 (AM1) em Maceda/Ovar, a cerimónia de entrega do F-84G Thunderjet - número de cauda 5131 - ao Museu do Ar.
Ao longo de cerca de três anos e meio diversos militares do AM1reconstruíram um F-84G Thunderjet, que foi  entregue ao Museu do Arpara ocupar o lugar que lhe pertence na galeria dos aviões a reacção.
Esta aeronave teve um longo e valioso contributo para a aeronáutica militar, entre 1953 a 1973. Contribuiu largamente para a capacidade operacional da Força Aérea e para a prontidão para o combate de inúmeros pilotos.

domingo, junho 03, 2018

Foi você que pediu um ALDI para o Banzão? III

Como estava anunciado desde 2015 - iniciou-se nos últimos dias a destruição de uma propriedade no Banzão/Colares. Local onde no inicío do Séc XX , foi construida uma vivenda a "Casa Camacho"que detinha referências históricas, começando pelo abate de todo património arbóreo envolvente - numa área do Parque Natural Sintra Cascais.
Não sabemos se a vivenda  amanhã já terá sido demolida - esta demolição e o abate  da totalidade das árvores da Casa Camacho, que o Prof. Inocêncio Camacho Rodrigues, Ex-Governador do Banco de Portugal construiu, na Avenida do Atlântico nº40, tem como objectivo a construção de um hipermercado ALDI.
Imagem  Google Earth, para memória futura de um local onde havia árvores - neste momento nem uma.
http://riodasmacas.blogspot.com/2018/06/foi-voce-que-pediu-um-aldi-no-banzao-ii.html
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A casa "Camacho" no Banzão, local onde se pretende fazer "nascer" um ALDI (foto de 2015) antes da intervenção de abate de todas as árvores.

Foto em 3 de Junho de 2018

A  notícia da construção de uma loja da cadeia ALDI, no Banzão, local de paisagem protegida na área do Parque Natural Sintra-Cascais, surpreendeu e preocupou todos que consideram que aquela zona deveria ser preservada - embora a constante indiferença da comunidade sobre o seu património , e o olhar para o lado da  autarquia sobre mais este caso, fez-nos chegar à triste situação que hoje temos no Banzão.
A "Casa Camacho", embora actualmente não estivesse ocupada, faz(ia) ainda parte integrante da paisagem daquela zona, fronteira com o Pinhal da Nazaré - com arquitectura datada dos meados do séc XX,  envolvida por muitos pinheiros  centenários que não mereciam o destino, que lhes foi destinado.A construção  da loja ALDI,  implicou o abate de dezenas de árvores e a demolição de uma vivenda com história, destruíndo a harmonia de um local de grande importância paisagística e arquitectónica.

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Nº40 da Avenida Atlântico (foto de 2015)

O nº40 ,agora -foto de 2 de Junho de 2018

A "Casa Camacho", do Banzão foi mandada construir pelo Professor Inocêncio Camacho Rodrigues, Governador do Banco de Portugal, 2 de Abril de 1911 – 30 de Junho de 1936, (Moura, São João Baptista, 23 de Maio de 1867 — Lisboa, Santos-o-Velho, 11 de Setembro de 1943.

O proprietário da "Casa Camacho", também explorava uma nascente de água minero-medicinal que possuía no Monte  Banzão, com origem numa nascente  do pinhal da Nazaré e canalizada para uma fonte (Fonte Maria), que  nos nossos dias  se encontra em ruínas. A água minero-medicinal,  do Monte - Banzão, era publicitada como a melhor água de mesa do país.

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A linha do eléctrico, a avenida Atlântico, os pinheiros a harmonia do Banzão, local escolhido para a loja ALDI(Foto de 2015)
Foto de 3 de Junho 2018

Sobre às Águas minerais do Monte-Banzão de  Inocêncio Joaquim Camacho Rodrigues

"Em Colares existiram pelo menos três empresas de comércio de águas.
(...)
Quanto a esta última (Monte-Banzão), sabemos que em 19o5, foi pedida, por Joaquim Camacho Rodrigues, a concessão da água Mineral "Monte-Banzão". Esta água era engarrafada num anexo da casa do proprietário do Monte Banzão , através de um cano de ferro que ligava esse anexo ao poço. A água deixou de ser comercializada em 1913, por diminuição do caudal que se deveu a aluimentos de terras resultantes dos fortes abalos sísmicos de 1908"

De um texto do Prof. António Miranda

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Padaria Flor - Monte Banzão -Actualmente o início da Avenida Atlântico no Alto Banzão

As Águas do Monte-Banzão, nas vésperas da Revolução de 1910
"A morte de Miguel Bombarda, dada a conhecer pela notícia afixadas em O Século, foi como chama que se espalha por Lisboa inteira e a incendeia. Espelhava-se nos rostos a máscara das horas graves, de quem espera um acontecimento grande. Vultos atarefados passavam, cosendo-se com as parede, transmintindo ordens. Os dirigentes republicanos não se vêem. Na manhã de 3 tinham reunido os oficiais comprometidos na Rua dos Correeiros, na Empresa das Águas do Monte Banzão, de Inocêncio Camacho."

Excerto de um texto de José Brandão -aqui

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Anúncio publicado na rev. "Occidente" 1022 de 20 de Maio de 1907

Águas Minerais do Monte-Banzão Identificação -Monte-Banzão Indicações - Aparelho digestivo e rins (Contreiras,1951) Instalações
  - A emergência da água é no fundo de um poço que atravessa as areias (Acciaiuoli,1944) Fracamente mineralizada, radioactiva (Contreiras,1951) Sintra/Colares Alvará de concessão de 30/11/1906, abandonadas em 4/8/1937Bibliografia:Acciauioli 1944, Andrade 1906,Contreiras 1937, Contreiras 1951, Machado 1904,Pestana 1905.

A exploração é suspensa em 1913,  e em 12 de Maio de 1937, é requerido o abandono da exploração.

http://riodasmacas.blogspot.pt/2015/07/foi-voce-que-pediu-um-supermercado-aldi.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Inoc%C3%AAncio_Camacho

sábado, junho 02, 2018

Foi você que pediu um ALDI no Banzão? II

Foto de hoje, 2 de Junho de 2018

A história de Colares ficou mais pobre com a destruição de um património arbóreo centenário ,   seguindo-se  a destruição da casa Camacho, na Avenida Atlântico 40 , no Banzão - destruição anunciada, para a construção de um hipermercado ALDI - ontem foi o dia  em que  a economia e  a chegada aos "tempos modernos" apagaram deste local  uma parte da sua história.
Antes
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A casa "Camacho" no Banzão, local onde se pretende fazer "nascer" um ALDI

A  notícia da construção de uma loja da cadeia ALDI, no Banzão, local de paisagem protegida na área do Parque Natural Sintra-Cascais, surpreendeu em 2015, e preocupou todos que consideram que aquela zona deveria ser preservada. A "Casa Camacho", embora  não esteja ocupada, fazia parte integrante da paisagem daquela zona, fronteira com o Pinhal da Nazaré - com arquitectura datada dos meados do séc XX,  envolvida por muitos pinheiros que não mereciam o destino, que lhes foi destinado.

A construção  da loja ALDI, implica o abate de dezenas de árvores e a demolição de uma vivenda com história, destruíndo a harmonia de um local de grande importância paisagística e arquitectónica.

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Nº40 da Avenida Atlântico

A "Casa Camacho", do Banzão foi mandada construir pelo Professor Inocêncio Camacho Rodrigues, Governador do Banco de Portugal, 2 de Abril de 1911 – 30 de Junho de 1936, (Moura, São João Baptista, 23 de Maio de 1867 — Lisboa, Santos-o-Velho, 11 de Setembro de 1943.

O proprietário da "Casa Camacho", também explorava uma nascente de água minero-medicinal que possuía no Monte  Banzão, com origem numa nascente  do pinhal da Nazaré e canalizada para uma fonte (Fonte Maria), que  nos nossos dias  se encontra em ruínas. A água minero-medicinal,  do Monte - Banzão, era publicitada como a melhor água de mesa do país.

Agora

Foto de hoje 2 de Junho de 2018
Foto de hoje 2 de Junho de 2018
Foto em 2 de Junho de 2018 

Posts relacionados:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2015/07/foi-voce-que-pediu-um-supermercado-aldi.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Inoc%C3%AAncio_Camacho
Fotos de Ana Vellez Miller

sexta-feira, junho 01, 2018

Porque hoje é dia Mundial da Criança

O Dia Mundial da Criança em Portugal é celebrado a 1 de junho.
Nesta data, onde as crianças são o centro das atenções, organizam-se diversos eventos e actividades para as crianças, de forma a celebrar o Dia Mundial da Criança - mas nem todas as crianças no nosso Mundo têm a possibilidade de comemorar este dia.

Foto retirada daqui
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Depus a máscara e vi-me ao espelho.
Era a criança de há quantos anos.
Não tinha mudado nada...
É essa a vantagem de saber tirar a máscara.
É-se sempre a criança,
O passado que foi
A criança.
Depus a máscara, e tornei a pô-la.
Assim é melhor,
Assim sem a máscara.
E volto à personalidade como a um términus de linha.
Álvaro de Campos

quarta-feira, maio 30, 2018

José da Fonseca, escultor 1884 -1956

José da Fonseca nasceu em Coimbra a 20 de Fevereiro de 1884 e faleceu com 72 anos em 13 Dezembro de 1956.
Em artigo publicado em 18/04/1997 no "Jornal de Sintra" da autoria de Adriana Jones, é traçado o percurso artístico de um homem que deixou em Sintra registos importantes da sua arte.

“A Obra escultórica do artista está espalhada em várias colecções particulares e por espaços públicos em todo o país.
Aqui em Sintra , entre outros temos o Monumento aos Mortos da Grande Guerra, o Medalhão de D.Fernando II no Parque da Pena, na Volta do Duche a homenagem do povo de Sintra ao Dr. Gregório de Almeida, estatuária religiosa e fúnebre em S.Marçal e na Regaleira onde a cada passo deparamos com a belísima pedra de Outil (Coimbra) , trabalhada primorosamente por José da Fonseca.
Carvalho Monteiro encontrou na família Fonseca artistas que muito contribuiram para que o projecto de Manini fosse devidamente executado, a talha da Capela é de Júlio da Fonseca e muita da cantaria foi cinzelada por Luis da Fonseca, ambos irmãos do escultor, que acompanhou até à sua conclusão as obras da Regaleira.”

Também a sua filha, Josélia Fonseca que faleceu com a mais de oitenta anos, seguiu as pisadas artísticas de seu pai, participando com as suas pinturas em exposições colectivas.Os desenhos dos marcadores com imagens de Sintra que publicamos são da sua autoria , e foram cedidos amávelmente por Emília Reis.


segunda-feira, maio 28, 2018

Pela estrada de Sintra

Galamares, Estrada Nacional  247 - 28 de Maio 14H00


No regresso 16h00
Desde Novembro de 2017 à espera de obras - prometidas pela Infraestruturas de Portugal para este mês de Maio, que tem ainda 2 dias úteis, para terminar...

sábado, maio 26, 2018

Porque hoje é Sábado...

Expo 98 vinte anos depois
Foto de projecção multimédia debaixo da pala de Siza Vieira

Até 2 de Junho no Parque  da Nações, a recriação de  alguns  momentos do tempo da Expo 98

Os Olharapos, de regresso ao local onde há 20 anos foram felizes, depois de uma viagem a Saragoça e muitos anos de inactividade
Um desfile seguido  com interesse por quem não esteve na Expo 98
O símbolo do momento que marcou a entrada de Portugal na Europa moderna.

quinta-feira, maio 24, 2018

Rodrigues Lobo e Cintra

Foto do Arq.Fotog.da CML

“ Perto da cidade principal da Lusitânia está uma graciosa aldeia que com igual distância, fica situada à vista do Mar Oceano, fresca no Verão com muitos favores da natureza e rica no Estio e no inverno com os frutos e comodidades que ajudam a passar a vida saborosamente porque, com a vizinhança dos portos de mar, por uma parte e da outra com a comunicação de uma ribeira que enche os seus vales e outeiros de arvoredos e verdura, tem, em todos os tempos do ano, o que em diferentes lugares costuma buscar a necessidade dos homens, e, por este respeito foi sempre o sítio escolhido para desvio da corte e voluntário desterro do tráfego dela, dos cortesãos que ali tinham quintas, amigos ou heranças que costumam ser velha couto dos excessivos gastos da cidade.»
Rodrigues Lobo (1579-1621)
Extracto, de “Corte na Aldeia” de Rodrigues Lobo, encontrado no “Sintra Guia” ed. CMS

quarta-feira, maio 23, 2018

Hoje houve mais um Pequeno Almoço de protesto em Galamares

Foto da página de Facebook
https://www.facebook.com/events/320489351813569/permalink/327098337819337/

Um grupo de utilizadores da estrada Nacional 247, organizou mais um pequeno almoço de protesto por falta de obra , seis meses depois da derrocada  de um muro e parte da faixa da estrada que liga Galamares a Sintra, criando graves congestionamentos de trânsito - sem que haja vestígios de começo de obras. (prometidas para este mês de Maio...)

Foto de hoje às 15h00

Desde Novembro de 2017, que  existe condicionamento de  trânsito  na EN247,na zona de Galamares, devido a queda de um muro, fazendo-se a circulação por uma única via. A circulação é orientada por semáforos, que provoca filas de kilómetros aos fins de semana e afecta diáriamente centenas de automobilistas que  utilizam aquele percurso.

A noite na EN247...

Post relacionado:
http://riodasmacas.blogspot.pt/2018/04/autarcas-exigem-inicio-de-obras-nas.html

terça-feira, maio 22, 2018

Efeméride do dia

Faz hoje 20 anos que foi inaugurada a Expo 98 - um evento que terá marcado um início de um ciclo de  modernidade, neste quintal à beira mar plantado.

Olhares

Estação do Oriente
Gare
Pala de Siza Vieira
Oceanário

segunda-feira, maio 21, 2018

Inauguração de Sala Museu de homenagem a José Fernandes Badajoz


Mucifal tem desde ontem um local de homenagem a José Fernandes Badajoz,  (16/08/1920-07/02/2000), o "Poeta Cavador", com inauguração de uma sala museu na Associação de Idosos Pensionistas e Reformados do Mucifal.


Um texto do amigo Fernando Louro:

JOSE FERNANDES BADAJOZ - Nasceu a 16 de Agosto de 1920 na pequena aldeia do Mucifal, que se tornou bem mais conhecida a partir da década de 40, graças á sua voz, aos seus versos e á popularidade alcançada pelo próprio poeta - O POETA CAVADOR.
Muitos dos teus amigos ainda hoje te recordam num constante "Elogio ao Campo". A muitos de nós ajudaste a descobrir através da "Bela Vista" que Sintra era uma "Terra de Encantos". A muitos ensinaste cantando, que o "Ramisquinho" era um vinho divinal com tanta pureza como não havia outro igual. Ainda hoje quando andamos pelas ruas do Mucifal sabemos que não encontraremos "A Pastorinha" mas que podemos estar junto á casa onde a "Maria Bela" se punha á janela ou onde morou "A santa velhinha" que tantas vezes junto á "Capelinha" contou "A Lenda cantarinha". Isto tudo e muito mais cantaste "Neste palco pequenino" chamado Mucifal.
Meu querido Poeta Cavador da minha terra, não te esqueceremos. Mesmo não havendo hoje, já muitos no campo a labutar como cantavas, não deixaremos de ter orgulho da tua vida atribulada, a puxar pela enxada desde manhã ao sol-pôr. Haverá para ti sempre um aplauso comovido para os muitos "versos singelos feitos á tua terra natal, um dos cantinhos mais belos de Portugal".
Obrigado José Fernandes.


Coro da Associação de Idosos Reformados e Pensionistas  do Mucifal, que interpretou composições de José Fernandes Badajoz,


“Falar de José Fernandes Badajoz é falar de alguém que tem dedicado toda a sua vida em prol dos outros, trocando o êxito pela agricultura mas que é um monstro de vitalidade na cultura popular de Sintra.

José Fernandes Badajoz natural da belíssima localidade do Mucifal é detentor de uma criatividade impar. Com 13 anos de idade, cria o mais célebre dos seus temas – O Cavador, que viria arrastar multidões de norte a sul do país, tal o impacto que o tema despertou nas décadas de 40, 50 e 60, pelo facto dos seus versos serem de uma simplicidade extraordinária.”

Luciano Reis
O Jornal “A Pena” nº18 de 04-04-1994


Momentos na AIPR do Mucifal
Graça Pedroso e Fernando Louro


Maestro  Paulo Taful
Coro da Associação de Idosos Reformados e Pensionistas  do Mucifal



Quem foi José Fernandes Badajoz?
Muita gente, não esquecida ainda das velhas emissões de J. O. Cosme, irá relembrar, com saudade, este jovem simpático e modesto, de voz límpida e bem timbrada. Nascido há 63 anos, de Pais campesinos, numa aldeia, ao tempo, essencialmente agrícola, José Fernandes deixa-se de tal modo seduzir pelo campo que nem a ARTE, com todo o fascínio, consegue arrancá-lo do seu MUCIFAL. Dá-se, integralmente, ao campo e à sua magia. Nos seus poemas e na melodia que os obriga e os embala como mãe, presente sempre a vida simples, pura e honrada do CAVADOR, o seu primeiro POEMA, o seu POEMA de sempre, a sua Bandeira, o seu Hino, o seu Sol até ao último dia.
Vive no campo, vive do campo, nos seus versos, na sua música, tudo é campo:
“PORQUE GOSTO DESTA LIDA NUNCA A PODEREI DEIXAR”

Texto de apresentação de José Fernandes, no seu disco (LP) editado em Janeiro de 1984