Desafio literário


O amigo José Matias do blogue Trans-atlântico indicou-me para um desafio literário ,que consiste em em indicar 5 livros que tenham sido referências de alguma forma e ainda, qual ou quais estão em leitura actual.

Havendo muitos livros que para mim são grandes referências , o desafio parece-me de grande dificuldade.Depois de algum tempo de reflexão a olhar para a estante, escolhi estes que me tem acompanhado, ao longo do meu percurso, e que ainda hoje continuam a ser uma grande companhia.

Os meus livros de estimação:

Praça da Canção- Manuel Alegre
Contos do Gin-Tónico-/Novos Contos do Gin-Tonic-Mário Henrique Leiria
Poemas –Bertolt Brecht
O Triunfo dos Porcos –George Orwell
O valente soldado Chveik-Jaroslav Hasek


As últimas leituras:

Um cão como nós –Manuel Alegre
Os poemas da minha vida-Mário Soares
A Guerra em directo-Carlos Fino
Aquilo que nunca se pode esquecer-Luciano Alvarez
Os dias da Unamet-Hernâni Carvalho


Como aconteceu em anteriores nomeações, pedindo desculpa de eventualmente estar a ser injusto por quebrar esta cadeia, não irei nomear ninguém.Mais uma vez o obrigado ao José Matias pela nomeação.




Comentários

Anónimo disse…
Boas escolhas.
Um abraço
Zé (Transatlântico )
Anónimo disse…
Há cerca de três anos, quando morreu, já velhinho, o meu cão (o "Pablo"), por sugestão de uma amiga li "Um cão como nós" de Manuel Alegre. Apesar de triste,gostei tanto, que ofereci nessa altura o livro a todos os meus amigos, tal como tinha feito, há muitos anos, com o "Platero e Eu" de Ramon Jimenez.
Agradou-me vê-lo hoje entre as suas escolhas.
e.r.
pedro macieira disse…
Zé (transatlântico);
Mais uma vez obrigado, pela nomeação, que me obrigou a um exercício, dificil, que foi escolher entre muitos livros que li ao longo dos anos, aqueles que eram as minhas maiores referências
não foi fácil, porque os títulos mais importantes para mim não foram os "best sellers", de alguma época ,mas estes que escolhi, porque aprendi alguma coisa com eles que nunca mais esqueci e, hoje ainda é com prazer que os releio.
Um abraço
pedro macieira disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
pedro macieira disse…
e.r,
Gosto muito de cães,e este livro embora triste, como diz,foi feito por uma pessoa que muito anos antes do 25 de Abril, já admirava ;o Manuel Alegre, e aí está a escolha da "Praça da Canção" um dos meus primeiros livros proibidos, e que guardei religiosamente.A minha história com os cães é longa, e tenho grandes memórias de todos eles, pois são uns grandes e fiéis companheiros.Portanto este livro junta dois elementos de grande referência para mim.
Um abraço
greentea disse…
tanbém tenho gdes histórias de cães e os cães fazem parte do cerco familiar; nunca li nenhum desses livros nem o do Manuel Alegre nem Platero e Eu nem um outro q saiu mais recentemente. Sei q entre mim e eles há uma enorme empatia e que já não saberia estar sem um cão por perto.

Um abraço
Anónimo disse…
Embora por lá também apareça "Diana a linda cadela branca" eu só citei "Platero e Eu" porque é também um livro que relata, de uma forma muito poética e sensível, a relação entre um animal (um burro) e o seu dono.
e.r.
pedro macieira disse…
e.r,
Não conheço "Platero e Eu",e neste caso o que valorizei mais foi o autor utilizar a sua reconhecida capacidade literária, para fazer uma homenagem ao seu fiel amigo,talvez mais fiel que os seus companheiros de bancada...

greentea,
Quem gosta de cães e trata bem deles é de certeza um ser humano melhor...
Abraços
Anónimo disse…
Só como achega devo dizer que Juan Ramón Jiménez, o poeta espanhol que escreveu "PLATERO E EU" (publicado em 1914),foi Prémio Nobel da Literatura em 1956, faleceu em 1958 em Porto Rico para onde tinha partido exilado anos antes, e os seus restos mortais foram transladados para Espanha, MOGUER, onde repousa também, PLATERO, o seu pequeno burro que era "terno e mimoso como um menino, como uma menina...;mas forte e seco como de pedra".
É também uma história verdadeira muito comovente.
e.r.

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