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terça-feira, outubro 09, 2018

Outubro e as Vindimas

Vindimas /foto em 09/10/2018
Vinha ramisco de Fontanelas (chão de areia)Foto em 09/10/2018
Malvasia (chão rijo) na chegada à adega Regional de Colares
Cachos da casta ramisco
"RAMISCO - Privilégio e maldição de Colares 
É a casta de Colares, a identidade da região, o espelho mágico da identidade e singularidade de uma região única. É simultaneamente o privilégio e a maldição de Colares. Será porventura uma das castas mais exóticas de Portugal, uma das mais mal compreendidas, uma das menos estudadas e aproveitadas… e, quem sabe, uma das mais promissoras. Pela forma como sempre foi cultivada em Colares, em solos de areia de profundidade extrema, nunca consentiu as amarguras da filoxera. Por isso sempre foi plantada em pé-franco, em produção directa, sem necessidade de recorrer a portaenxertos. Subsistem dezenas de cepas históricas, plantas com idade superior aos 100 anos, verdadeiros patrimónios genéticos de valor incalculável. Infelizmente, e por a casta se encontrar confinada à região de Colares, quase não existem experiências na utilização de porta-enxertos americanos. Desconhece-se pois a sua valência fora da região natural. Mas a casta encerra promessas interessantes, em parte pela elevada acidez natural, que a poderiam qualificar para uma utilização mais intensiva e profícua, nomeadamente nas regiões mais soalheiras de Portugal. No Alentejo poderia ser uma solução. A pressão urbanística e a ameaça directa da construção civil são hoje o principal entrave da casta, acenando com um eventual, e assustador, perigo de extinção. A sua migração dependerá do resultado dos estudos de adaptação com porta-enxertos americanos. Os taninos fortes e a acidez natural elevada são as características distintivas da casta. Estas insígnias inatas dão-lhe especial aptidão para criar vinhos extremes, vinhos com uma enorme capacidade de guarda, mas igualmente vinhos que necessitam de muito tempo de estágio. Vinhos difíceis enquanto jovens, e portanto, vinhos de espírito pouco comercial. Mas o tempo confere-lhe elegância, polimento, perfume e delicadeza, descritores pouco comuns nas castas portuguesas. O tempo encarrega-se também de evidenciar os discretos aromas florais, a cereja e os aromas terrosos, a resina e o cedro.O potencial de acidez poderá revelar-se precioso no loteamento com castas de baixa acidez natural, como a Aragonês.(...)"

De um texto de Rui Falcão publicado em Blue Wine 21

segunda-feira, setembro 29, 2014

Vindimas 2014

"Este é o tempo que todos esperam, o momento das grandes decisões, o epílogo de um ciclo frenético que teve início na Primavera, depois de um longo período de dormência que o Inverno induziu na vinha. Chegou a quadra das vindimas, o instante que marca o zénite do ano agrícola, a conclusão do ciclo normal do desenvolvimento da videira, a data em que a fruta tão desejada é finalmente colhida."
Rui Falcão /Fugas 09/10/2010

Vindimas em Colares
Uvas Ramisco em Fontanelas (Chão de Areia)

A vindima do ramisco
O Ramisco
"É uma casta tinta das mais notáveis de Portugal pelo sabor e perfume agradabilíssimo que imprime aos vinhos que origina"
O Vinho de Colares/1938

Malvasia (Chão de Areia)

Malvasia (Chão de Areia)
 
 Vindimas  das uvas  da casta Malvasia em Fontanelas

A Região demarcada de Colares foi criada por Carta de Lei a 18 de Setembro de 1908, integra-se na denominada zona da Estremadura e encontra-se localizada no Concelho de Sintra, nas freguesias de S,Martinho, São João das Lampas e Colares, sendo limitada a poente pelo Oceano Atlântico, a sul pela Serra de Sintra e a norte e a leste por uma linha sinuosa de areias.

Sobre o Vinho de Colares:
http://fugas.publico.pt/Vinhos/337661_colares-a-teoria-de-darwin-aplicada-ao-vinho