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sexta-feira, outubro 19, 2018

Carta enviada pelo Grupo das Árvores de Sintra ao presidente da CMS

*Foto no PNSC em Janeiro de 2018


Este foi o texto que o Grupo dos Amígos das Árvores de Sintra enviou ontem ao presidente da Câmara de Sintra:
Ex.mo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Sintra

Dr. Basílio Horta
Nós, Grupo dos Amigos das Árvores de Sintra temos vindo a assistir a sucessivos abates de árvores em Sintra, nomeadamente, na Estefânia, Avenida Barão de Almeida Santos, Avenida Dr. Miguel Bombarda, Jardim da Correnteza e Rua Dr. Alfredo da Costa; Rua D. João de Castro; na Portela na Avenida do Movimento das Forças Armadas; e em São Pedro no Adro da Igreja, Avenida Conde Sucena, Largo 1.º de Dezembro e Praça D. Fernando II (vulgo Largo da Feira); bem como noutros locais, a exemplo da Estrada de Chão de Meninos.
Estes cortes de árvores originaram várias queixas dos munícipes seja nas Juntas de Freguesia, página do munícipe e presencialmente junto de responsáveis ao longo destes anos. Contudo, pouco ou nada melhorou, pelo contrário, pois ultimamente assistimos também a abates de árvores classificadas (sobre proposta da Associação de Defesa do Património de Sintra) e que estavam sob protecção da Câmara Municipal de Sintra. A proposta de desqualificação destas árvores foi votada na Reunião de Câmara de 28 de Agosto de 2018, o que quer dizer que se optou pelo abate de árvores, face à evidência de podas mal feitas que esteve na origem dos problemas agora diagnosticados, e que muito provavelmente podiam ser tratadas e assegurada a sua manutenção através do escoramento das mesmas.
Mais recentemente ainda, um incêndio de grandes proporções atingiu o Parque Natural Sintra Cascais destruindo 600 hectares de mato e floresta e colocando em perigo o património edificado. Para além disso, este incêndio fez com que cerca de 300 pessoas tivessem de abandonar as suas casas. Ou seja, a comunidade e o património arbóreo estão estreitamente ligados e devem ser pensados em conjunto.
Por estamos muito preocupados com o que resta do património arbóreo de Sintra reunimos no passado dia 29 de Setembro no Jardim da Correnteza para encontrar alternativas e vimos por este meio pedir a V. Exª uma reunião urgente para podermos discutir algumas das questões que passamos a enumerar:
1. O Parque Natural Sintra-Cascais, tal como a Câmara Municipal de Sintra e a Parques de Sintra-Monte da Lua, S.A. deviam apresentar relatórios anuais detalhando o trabalho feito em termos de prevenção e vigilância de fogos, qual a despesa anual, qual o destino dessas verbas e qual o grau de eficácia alcançado. Face ao incêndio de há dias, cremos ser o momento certo para se repensar toda a estratégia de prevenção e vigilância do Parque e se implementar de facto o conjunto de medidas previstas no relatório apresentado por peritos da Comissão Europeia que visava reduzir drasticamente a presente vulnerabilidade da serra de Sintra a um incêndio que poderá reduzir a cinzas os seus vários patrimónios.
2. De acordo com o Decreto Lei 10/2018, está previsto que excepcionalmente, no caso de arvoredo de especial valor patrimonial ou paisagístico pode admitir-se uma distância inferior a 5 metros junto às estradas, assim apelamos a que esta excepção seja tida em conta no Parque Natural Sintra Cascais. A paisagem de Sintra, património nacional e mundial, apresenta como uma das suas características diferenciadoras, o seu atravessamento por ruas e estradas ladeadas de árvores frondosas, bem como por muros, muitas vezes rústicos, cobertos de musgo e fetos. E que essa excepcionalidade contemple a transmissão da gestão dessas mesmas estradas para a Câmara Municipal de Sintra.
3. A CMS deve promover a existência de um cadastro, fidedigno e em permanente actualização das árvores existentes na Vila de Sintra, nomeadamente das árvores por arruamento e alinhamento, e nos jardins e parques, relativo ao tipo de árvore, idade, estado fitossanitário, etc. E que desse cadastro fosse dado conhecimento público em contínuo, e do público fossem recolhidas sugestões e participações a vários níveis.
4. A CMS devia redigir e pôr em prática, após devida consulta pública, um Regulamento Municipal do Arvoredo de Sintra, e que dele emanassem directrizes claras aos serviços camarários e às empresas subcontratadas, quanto a boas-práticas na gestão e manutenção do arvoredo, de modo a Sintra apresentar árvores saudáveis, de porte considerável e com vida longa, e que com ele fosse realidade o primado da salvaguarda da árvore (por via do seu tratamento, escoramento, etc.) e não o do abate da árvore como primeira opção.
5. A CMS devia implementar um plano anual de podas, suportado em empresas devidamente certificadas para o efeito e com provas dadas em outros concelhos, num modelo de total transparência, e que por via dele se assegurasse um regime de podas consentâneo com cada espécie e feito no momento certo.
6. A CMS devia desenvolver um plano anual de combate às espécies invasoras, substituindo-as por espécies nativas ou mais adequadas ao espaço em que se integram.
7. A CMS devia recorrer a entidades e especialistas que a apoiem na gestão do arvoredo (por exemplo o Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo de Almeida, ao abrigo do protocolo existente com o Instituto Superior de Agronomia), a inclusão de uma disposição no sentido da presença semestral em Sintra de técnicos daquele Laboratório, que poderiam observar no local os exemplares (individuais ou maciços arbóreos) que, pela sua valia em termos de porte, historial e afectividade com os sintrenses, tenham necessidade de observação atenta e científica, a fim de se evitar males maiores num curto ou médio prazo.
8. Sobre o PMDCIF 2012-2019, gostaríamos de saber se as verbas em prevenção e vigilância de incêndios foram devidamente aplicadas, quais as metas para 2019, e ainda para o próximo decénio.
Por conseguinte, solicitamos reunião com V. Exa. ou com os serviços que achar por bem e estamos ao dispor de V. Exa. e da CMS para contribuirmos para estes desideratos, na medida das nossas possibilidades.
Com os melhores cumprimentos
Grupo dos Amigos das Árvores de Sintra que nos subscrevemos
Clara Gomes
Emília Reis
Fernando Castelo
Fernando Wintermantel
Florbela Veiga Frade
Horácio Silva
João Diniz
João Jesus
Madalena Martins
Maria Peres
Nuno Agostinho
Paulo Ferrero
Pedro Jordão
Pedro Macieira
Rosa Casimiro
Ricardo Duarte
Sandra Almeida
Susana Félix

quinta-feira, outubro 18, 2018

No dia em que os lenhadores invadiram o Parque Infantil II

Foto de ontem no Mucifal 17/10/2018

Durante a manhã de  hoje encontrei-me com o Presidente da Junta de Freguesia de Colares, Pedro Filipe – consequência dos dois abates de árvores de ontem num Parque Infantil no Mucifal.

A explicação das razões para aquela radical atitude da Junta de Freguesia de Colares, foi explicada pelo perigo de poder acontecer algum dano físico de utilizadores do espaço (crianças), por queda de ramadas, resolvendo dessa forma responsabilidades futuras.
Depois de obras de assentamento do piso irão ser plantadas novas árvores, estando a ser escolhida ainda a espécie.

!º As árvores não sofriam manutenção desde que foram plantadas.
2ºO motivo do abate não foi justificado pelo seu estado fitossanitário.
3ºO espaço de um parque infantil como é óbvio é utilizado por crianças –facto que não foi considerado ontem quando ontem foram abatidas as frondosas árvores –espectáculo  chocante com toda a visibilidade para os pequenos utentes.
4º Não foi considerado o aspecto antipedagógico das crianças sentirem que aquela destruição toda punha em causa as afirmações de pais e professores sobre a importância de defender  as árvores como seres vivos.Além de embelezar as ruas, absorvem a água da chuva, absorvem gás carbónico e libertam oxigénio e preservam a biodiversidade no meio urbano.
5º A falta no local para uma explicação oficial da intervenção, local e razão para destruição da paisagem de todos nós.
6º-ºNo local onde existe o parque infantil eram as únicas árvores existentes.
7º Não havia qualquer queixa de moradores de imóveis junto ao parque.




quarta-feira, setembro 19, 2018

Gostar de Árvores (reedição)


Nem todos os sintrense desejam uma Sintra sem árvores -Memória de 21 de Maio de 2010

Uma intervenção do Clube de Tricô "Conversa Fiada",  no Largo do Morais, em Sintra, um dos locais em que o Departamento de Parques e Jardins podou bárbaramente, Plátanos e Tílias. em 2010 e  também  em anos posteriores.

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*Foto em Maio de 2010
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*Foto em Maio de 2010

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*Fotos em Maio de 2010

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Clube de Tricô "Conversa Fiada"

A arte de envolver elementos do património público com tricô que, de algum modo, suscitam intervenção cívica, foi iniciada nos EUA em 2005, sendo conhecida por Yarnbombing.
Em Sintra, inspirado neste movimento que já se espalhou por todo o mundo, o Clube de Tricô “Conversa Fiada” vem fazer a sua primeira intervenção.

Foi no Largo do Morais que o Departamento de Parques e Jardins selvaticamente podou as árvores, há umas semanas atrás.
Por isso, decidiu o Clube de Tricô “Conversa Fiada” vestir simbolicamente estas nossas amigas.

O critério utilizado ronda o incompreensível.
Vejamos:

O jardim que ali se encontra, com bancos convidativos a uma pausa para quem sobe da Estefânia para S. Pedro, foi deixado sem uma única sombra. Todos os plátanos, foram decepados dos seus ramos.

As árvores da Rua D. João de Castro, foram objecto de intervenção absolutamente absurda, efectuada num lugar tão característico de Sintra.
Logo no início, temos várias tílias completamente decapitadas dos ramos que estavam já cobertos de folhas (este ano já não voltarão a rebentar), outras às quais foram cortados os ramos alguns metros acima do tronco e, pasme-se, logo a seguir, um conjunto de árvores exuberantes de folhagem bonita, onde a motosserra não tocou.

Que critério tão discriminatório foi utilizado no tratamento dado a estas árvores?

Onde estão os técnicos da Câmara a quem foi ministrada, em Abril de 2009, a formação adequada para que “(…) se as árvores de Sintra pudessem ver-se ao espelho, gostassem da imagem reflectida e louvassem o cuidado posto na sua fisionomia saúde e preservação(...)”? “Coisas d’Árvores,” Abril 2009

Até quando vamos assistir a estes atentados? Só pela simples razão de que, em anos anteriores as podas foram assim efectuadas?

Lamentamos profundamente a falta de cuidado que a Autarquia tem demonstrado em relação às nossas árvores, património natural fundamental para que Sintra esteja classificada pela UNESCO como Paisagem Cultural da Humanidade.

Clube de Tricô “Conversa Fiada”

*Texto fornecido pelo Clube de Tricô "Conversa Fiada

Outras Intervenções  da CMS neste local:
Posts relacionados publicados no blog sobre a mártire rua D.João de Castro, e das sua tílias e plátanos ao longo do tempo-ver aqui:
http://riodasmacas.blogspot.pt/search?q=rua+D.Jo%C3%A3o+de+Castro

sexta-feira, setembro 14, 2018

4º dia do Sintra Portugal 2018

O nevoeiro persiste  em estar presente no Sintra Portugal Pro 2018. Hoje no 4º dia da prova alguma dificuldade  em manter o normal  brilho nas prestações dos bodyboarders.
Praia Grande hoje.

A alegria  expressa da esquadra do País do Sol Nascente, em mais um dia de denso nevoeiro.
Foto de hoje durante a manhã
 A tarde não alterou as condições do tempo e as ondas também não ajudaram.
Amanhã decorrem os oitavos de final do open.

sábado, julho 07, 2018

Exposição fotográfica sobre a Garça-real da Várzea de Colares


Durante vários anos temos acompanhado a vivência de uma Garça-real, que fez da Várzea de Colares o seu habitat.
O acompanhamento ao longo do tempo permitiu fazer centenas de fotos e conhecer os seus hábitos.

A pedido do “Cantinho da Várzea”, temos agora a possibilidade de mostrar 12 fotos naquele espaço público – exposição que está desde agora  disponível para ser vista.


Criámos mesmo um capítulo no blog, denominado “Diário da Garça da Várzea de Colares”, onde fomos publicando as fotos que testemunhavam, sempre que possível o seu dia a dia nas margens do rio das Maçãs - sendo também uma prova da sua biodiversidade.



*Agradecimentos ao "Cantinho da Várzea" pela disponibilidade do espaço.


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quarta-feira, junho 06, 2018

Olhares para Colares e para a Casa Camacho nos dias que correm

Se uma imagem vale mais que mil palavras...


Casa Camacho, no Banzão/Colares,  hoje quarta-feira 6 de Junho 2018 às 12H00
Casa Camacho /Foto em 06/06/2018 às 12H00
Casa Camacho/Foto em 06/06/2018 às 12H00

Casa Camacho/Foto em 06/06/2018 às 12H00

Saber mais:
http://riodasmacas.blogspot.com/2018/06/foi-voce-que-pediu-um-aldi-para-o.html

http://riodasmacas.blogspot.com/2018/06/foi-voce-que-pediu-um-aldi-no-banzao-ii.html

sábado, maio 26, 2018

Porque hoje é Sábado...

Expo 98 vinte anos depois
Foto de projecção multimédia debaixo da pala de Siza Vieira

Até 2 de Junho no Parque  da Nações, a recriação de  alguns  momentos do tempo da Expo 98

Os Olharapos, de regresso ao local onde há 20 anos foram felizes, depois de uma viagem a Saragoça e muitos anos de inactividade
Um desfile seguido  com interesse por quem não esteve na Expo 98
O símbolo do momento que marcou a entrada de Portugal na Europa moderna.

segunda-feira, maio 21, 2018

Inauguração de Sala Museu de homenagem a José Fernandes Badajoz


Mucifal tem desde ontem um local de homenagem a José Fernandes Badajoz,  (16/08/1920-07/02/2000), o "Poeta Cavador", com inauguração de uma sala museu na Associação de Idosos Pensionistas e Reformados do Mucifal.


Um texto do amigo Fernando Louro:

JOSE FERNANDES BADAJOZ - Nasceu a 16 de Agosto de 1920 na pequena aldeia do Mucifal, que se tornou bem mais conhecida a partir da década de 40, graças á sua voz, aos seus versos e á popularidade alcançada pelo próprio poeta - O POETA CAVADOR.
Muitos dos teus amigos ainda hoje te recordam num constante "Elogio ao Campo". A muitos de nós ajudaste a descobrir através da "Bela Vista" que Sintra era uma "Terra de Encantos". A muitos ensinaste cantando, que o "Ramisquinho" era um vinho divinal com tanta pureza como não havia outro igual. Ainda hoje quando andamos pelas ruas do Mucifal sabemos que não encontraremos "A Pastorinha" mas que podemos estar junto á casa onde a "Maria Bela" se punha á janela ou onde morou "A santa velhinha" que tantas vezes junto á "Capelinha" contou "A Lenda cantarinha". Isto tudo e muito mais cantaste "Neste palco pequenino" chamado Mucifal.
Meu querido Poeta Cavador da minha terra, não te esqueceremos. Mesmo não havendo hoje, já muitos no campo a labutar como cantavas, não deixaremos de ter orgulho da tua vida atribulada, a puxar pela enxada desde manhã ao sol-pôr. Haverá para ti sempre um aplauso comovido para os muitos "versos singelos feitos á tua terra natal, um dos cantinhos mais belos de Portugal".
Obrigado José Fernandes.


Coro da Associação de Idosos Reformados e Pensionistas  do Mucifal, que interpretou composições de José Fernandes Badajoz,


“Falar de José Fernandes Badajoz é falar de alguém que tem dedicado toda a sua vida em prol dos outros, trocando o êxito pela agricultura mas que é um monstro de vitalidade na cultura popular de Sintra.

José Fernandes Badajoz natural da belíssima localidade do Mucifal é detentor de uma criatividade impar. Com 13 anos de idade, cria o mais célebre dos seus temas – O Cavador, que viria arrastar multidões de norte a sul do país, tal o impacto que o tema despertou nas décadas de 40, 50 e 60, pelo facto dos seus versos serem de uma simplicidade extraordinária.”

Luciano Reis
O Jornal “A Pena” nº18 de 04-04-1994


Momentos na AIPR do Mucifal
Graça Pedroso e Fernando Louro


Maestro  Paulo Taful
Coro da Associação de Idosos Reformados e Pensionistas  do Mucifal



Quem foi José Fernandes Badajoz?
Muita gente, não esquecida ainda das velhas emissões de J. O. Cosme, irá relembrar, com saudade, este jovem simpático e modesto, de voz límpida e bem timbrada. Nascido há 63 anos, de Pais campesinos, numa aldeia, ao tempo, essencialmente agrícola, José Fernandes deixa-se de tal modo seduzir pelo campo que nem a ARTE, com todo o fascínio, consegue arrancá-lo do seu MUCIFAL. Dá-se, integralmente, ao campo e à sua magia. Nos seus poemas e na melodia que os obriga e os embala como mãe, presente sempre a vida simples, pura e honrada do CAVADOR, o seu primeiro POEMA, o seu POEMA de sempre, a sua Bandeira, o seu Hino, o seu Sol até ao último dia.
Vive no campo, vive do campo, nos seus versos, na sua música, tudo é campo:
“PORQUE GOSTO DESTA LIDA NUNCA A PODEREI DEIXAR”

Texto de apresentação de José Fernandes, no seu disco (LP) editado em Janeiro de 1984

domingo, maio 13, 2018

Estado da Arte

Hotel Vila Galé, inaugurado hoje em Janas (foto em 13/05/2018)
Jornal Público de 13 de Maio de 2018 e Jornal Expresso de 5 de Maio de 2018

Transformar Sintra num  enorme resort turístico?

"Fernando Seara deferiu o processo  (hotel da Gandarinha) em 10 de Janeiro de 2011"
Expresso


Sobre  o hotel da Gandarinha: "Ninguém estaria contra fazer-se ali um hotel, pelo contrário, todos os sintrenses e os visitantes poderiam regozijar-se pela recuperação daquele sítio abandonado há tantos anos. Mas o projecto tem vindo a revelar-se uma enormidade, desfigurando irremediavelmente um caminho iconográfico do centro histórico de Sintra"cidadãos Q Sintra , no Expresso.

Vila Galé Sintra
"Este projecto da Vila Galé vem do tempo em que Edite Estrela presidia à Câmara. Já é o nosso quarto projecto em Sintra, e a certa altura até ardeu"
Expresso
-25milhões de Euros foi o investimento segundo o Expresso.

-184 unidades de alojamento integram o Vila Galé Sintra - o que, além dos 48 apartamentos T2 e T3 disponíveis para venda, também .inclui 77 quartos duplos, 44 apartamentos T0 e 15 apartamentos T1.
no Expresso

A Obra de Santa Engrácia Sintrense

Folhetim Hotel Netto -novo episódio (ver as estrelas a aumentar)

Novo episódio (2018)
Os trabalhos terão parado devido a um “desentendimento” entre o promotor e o empreiteiro. Com um novo responsável pela recuperação do hotel, a autarquia garante que as obras já recomeçaram - escreve Cristiana Faria Moreira, no jornal Público em 28/02/2018.


https://www.publico.pt/2018/02/27/local/noticia/depois-de-meses-paradas-camara-diz-que-obras-no-hotel-netto-ja-recomecaram-1804553

 Iniciou-se (?) mais um episódio da saga "Hotel Netto" e segundo descreve o PÚBLICO: "apesar da grua e dois andaimes ao que o PÚBLICO apurou, a recuperação do edifício está suspensa desde Junho" e adianta que questionada a CMS a "autarquia garante estarem a ser cumpridos os prazos legais da empreitada. Nos termos da adjudicação, em Julho de 2016, o promotor dispõe de 30 meses para concluir o hotel. Após emissão do alvará de construção ou licenciamento da operação urbanística"

http://riodasmacas.blogspot.pt/2018/03/folhetim-hotel-netto-novo-episodio-ver_2.html

sábado, maio 05, 2018

Porque hoje é Sábado...

(Reedição)
O último ferreiro do Mucifal
  Fernando Domingos Carioca foi o último ferreiro do Mucifal, associando ao seu oficio, uma capacidade para improvisar versos. Começou a trabalhar aos nove anos, em Almoçageme a olhar pelas ovelhas.O patrão Joaquim valentim dos Santos, era ferreiro e iniciou Fernando Carioca no ofício.Mais tarde já casado , instalou-se por conta própria, que na época havia trabalho que sobrava para vários ferreiros.Em entrevista dada ao Diário de Noticias em 1992, nessa altura já com 82 anos, escrevia Oscar Mascarenhas traçando um retrato com uma prosa também ela muito rica:

«Traz engatilhado, na memória 40 versos de pé-mais-que-quebrado que há-de recitar, inteirinhos , cantaroladamente, com o indicador e anelar meio estendidos a marcarem o compasso, antes de responder à pergunta de apresentação “O senhor é o ferreiro?” lá começou ele: “Por usar fato de ganga e boné/Todos olham para mim com certo desdenho/Mas o fato de ganga ainda é/Para quem o enverga bem”A gente entreolhou-se e ele foi seguindo a recitação: “...sou ferreiro, malho ferro/Mora à borda do rio/Não há coisa que mais custe/ Que malhar o ferro frio”.»
Era aqui que Fernando Carioca , tinha a sua oficina , ainda hoje no Mucifal esse espaço embora já em ruinas, faz com que as pessoas mais antigas ,mantenham ainda mais viva a imagem do homem que todos gostam de lembrar(Foto:Pedro Macieira)


«È uma oficina pequena, onde a dimensão do fole domina o compartimento.O chão se não é de terra batida, está pelo menos, recoberto de poeiras e limalhas acamadas pelos anos
A fornalha é pouco maior do que uma lareira, mas ao sopro do fole, é ai que a caruma seca pega fogo vivo ao carvão mineral.»
e era ele que recitava : “Ainda bem não amanhecer/A forja mando acender/ Somente para fazer/ as obras que me aparecem”... escreveu Oscar Mascarenhas.

O segredo de Fernando Carioca
Relata o D.N. « tem orgulho na rijeza do ferro que sai das suas mãos.Pegou num dos dentes de um sachão e zurziu o outro num lancil, fazendo saltar lascas da pedra, exibindo a ferida branca que o metal acabou por produzir na rocha: Vê? Isto é o que o meu tempero consegue fazer. O ferro fica rijo e não parte.
Voltou-se para a forja e veio de lá com dois objectos nas mãos uma lima grossa e ..., um pedaço de corno de carneiro.” meu tempero é este.” afiançou, sorrindo, já habituado ao espanto dos seus interlocutores. “Até esteve cá um mexicano que me disse.” Ah você tempera com óleo de corno ...”
A fornalha já estava acesa, o escopro ficou ao rubro em pouco tempo.Fernando Carioca trouxe, preso por uma tenaz, para a bigorna, martelou-o fortemente até o afiar a contento da vista e, já com o ferro enegrecido, passou-lhe demorada e fortemente com a base do corno de carneiro.logo fumegou um cheiro característico... a corno queimado.repetiu a operação no outro gume do escopro. E explica que “ o melhor é o corno de carneiro negro que deita mais óleo.” O óleo é tão- sómente o próprio corno derretido pelo calor.»

Aqui fica uma singela homenagem a um homem que durante muitos anos ajudou muita gente do Mucifal e seus arredores com a sua arte , para os pedidos mais variados desde fabrico de ferramentas para a lavoura até afiar canivetes.E que está presente ainda hoje na memória do Mucifal.



Fontes: Entrevista e foto de Marco Borga ,aut. Oscar Mascarenhas D.N. 9 de Agosto 1992
Entrevistas no local

quarta-feira, maio 02, 2018

Efeméride do dia

Efeméride:
Maio de 68 - Há 50 anos estudantes ocuparam a Universidade de Nanterre.

*Créditos da Foto:
Photo nº 128 Maio 1978;Maio e a crise da Civilização Burguesa-obras de António José Saraiva/1970;Jornal I de 2/05/2018


Foto de capa da "Photo" Nº128 Maio de 1978,de Patrice Habans Mai 1968:CRS au carrefour Saint-Germain-Saint-Michel.


“Maio de 1968: Uma data e um símbolo. O 3 de Maio: as primeiras manifestações estudantis; a 30: desfile Gaullista na Concórdia. Entre as duas datas, quatro semanas das maiores das agitações da nossa história (...)”Texto na revista "Photo" nº128 Maio, 1978


A Sorbonne uma das mais antigas universidades europeias, foi fechada pelas autoridades em 3 de Maio, na sequência de manifestações de apoio aos estudantes de Nanterre. Nesse dia a policia entrou na universidade, provocando como reacção, violentos confrontos e a primeira noite de barricadas no Quartier Latin.
Em 3 de Maio de 1968 (despacho da Agência France Press)


"La Fermeture de la Sorbonne: Déclaration du recteur

Paris, 3 mai (AFP)En annonçant la suspension des cours à la Sorbonne et au centre Censier, le recteur Jean Roche a fait le commentaire suivent :“L’agitation entretenue systématiquement par un petit groupe d’étudiants cherchant, de leur propre aveu, à paralyser, hier comme aujourd’hui les enseignements et, demain, les examens, a rendu cette mesure nécessaire. De toute manière, la liberté des examens sera assurée afin que l’immense majorité des étudiants puissent tirer le légitime profit de leur travail.”

C’est pourquoi, a conclu le recteur," je demande aux 160.000 étudiants de l’Université de Paris de prendre conscience des risques auxquels ils se trouvent involontairement exposés par les désordres que suscite un petit nombre d’entre eux.”

sábado, abril 28, 2018

Porque hoje é Sábado...

A propósito de um artigo de Rui Tavares  "Manuel Pinho e a casa que Garrett fez", no  jornal Público de ontem (27/04/2018):

"Manuel Pinho chegou à política. Foi sob a sombra de uma polémica que interessou apenas aos amantes de Lisboa e aos coca-bichinhos das coisas históricas: Manuel Pinho era o proprietário que se preparava para demolir uma casa onde Almeida Garrett viveu (e na qual morreu) e que estava devidamente assinalada com uma placa lembrando esse facto. O projeto foi (inacreditavelmente) aprovado pela Câmara de Lisboa de Santana Lopes, e depois também pela de Carmona Rodrigues. Quando Pinho chegou ao governo a casa de Garrett estava ainda de pé, mas nem o estado nem o governo impediram a demolição. E o primeiro-ministro de então, José Sócrates, tampouco fez sentir ao seu subordinado que ser ministro da República e demolir a casa de Garrett era coisa que não se podia permitir."


https://www.publico.pt/2018/04/27/politica/opiniao/manuel-pinho-e-a-casa-que-garrett-fez-1815454

Post do Rio das Maçãs de 2007

A Casa de Almeida Garret recentemente demolida , provocou um grande movimento de constestação. Em 2003 Santana Lopes autorizou a destruição desta casa, para depois recuar na decisão. Carmona Rodrigues, no dia 6 de Janeiro de 2006, autorizou de novo a destruição da casa.O proprietário da casa não recuou nos seus objectivos de construir naquele local um novo imóvel.O proprietário em questão  é o actual   Ministro da Indústria do Governo de José Socrates, Manuel Pinho.
Fotos da casa de Almeida Garret que foi demolida (Imagem retirada do site "Coisas da Cultura"

.http://riodasmacas.blogspot.pt/2007/03/blog-post_28.html

quinta-feira, abril 26, 2018

Celebração da Liberdade na Avenida

Ontem, 44 anos depois, a celebração da revolução do 25 de Abril. Milhares  desfilaram  na Av.da Liberdade em Lisboa, em simultâneo com manifestações por todo o País.
Com participação de gerações nascidas depois de 74, garantia que os valores de Abril irão permanecer, Sempre!
Av da Liberdade 25/04/2018
Chaimite da Associação 25 de Abril, uma tradição.
Yanis Varoufakis, ex-ministro das Finanças da Grécia no tumultuoso momento da Troika, presente na Avenida da Liberdade,
Momentos
Fotos em 25/04/2018 Lisboa

sexta-feira, abril 06, 2018

Como ajudar a combater a extinção das abelhas

COMO AJUDAR A COMBATER A EXTINÇÃO DAS ABELHAS:
Texto via A Senhora do Monte


Como certamente já ouviu falar, nos últimos anos tem-se registado uma perda significativa dos enxames de Abelhas naquilo a que se chama o síndrome de colapso da colónia. Apesar de não se saber a razão exacta muitas hipóteses são apontadas: utilização extensiva de pesticidas, perda de habitats naturais, redes electromagnéticas, um vírus ou doença ainda não detectada, as próprias práticas apículas convencionais, etc.

Em todo o caso, a perda da biodiversidade e dos habitats naturais é uma realidade que afecta todas as espécies vivas no planeta, sendo as Abelhas um caso especial pela sua importância no equilíbrio dos ecossistemas – devido ao seu grande papel de polinizador natural.

Mais que adoptar um enxame pode participar num planeta com mais biodiversidade, ajudando os restantes seres vivos – neste caso as Abelhas – a sobreviver e a prosperar. Basta equacionar no seu jardim ou na sua horta plantas que são especialmente atractivas para Abelhas pela qualidade do seu pólen, a sua sazonabilidade, etc. Estas são algumas plantas que recomendamos, sendo que as pode conciliar com utilização em medicina herbal, tempêros, arranjos florais, ou mesmo em consociação na sua horta.

Fonte : A Senhora do Monte

Texto  A Senhora do Monte, um blog e uma página: do Facebook   www.facebook.com/asenhoradomonte


sexta-feira, março 23, 2018

Aviso à navegação


O Centro Histórico de Sintra e os seus acessos vão estar condicionados  por alteração de sentido de trânsito a partir das 22h00 do dia 26 de Março.

Foi decidido pela CMS, implementar um conjunto de medidas que vai alterar os circuitos tradicionais de acesso à Vila Velha.
O período da Páscoa é sem dúvida um dos momentos mais caóticos nos acessos a Sintra e especialmente ao Centro Histórico e  visita aos Palácios da Vila,  da Pena, e ao Castelo dos Mouros – com visitantes espanhóis e de outras origens inclusive, portugueses neste período Pascal, mas  é o momento decidido para arranque das medidas de alteração dos sentidos do trânsito.

No plano radical das mudanças, considera  CMS, a existência de parques periféricos e transportes públicos para fazer chegar os visitantes e não só à Vila Velha. O mapa das alterações destribuído no site da CMS, é confuso, e será ainda mais  para quem seja visitante e não conheça Sintra.


O Eléctrico e a Av. Heliodoro Salgado 
Prometeu Fernando Seara, fazer chegar o eléctrico à Estação da CP, coisa que não aconteceu –anteriormente Edite Estrela, com a alteração para circuito “pedonal” na Av. Heliodoro Salgado –cortou Sintra ao meio, e como eucalipto, secou todo o comércio tradicional na zona nobre da Estefânia -também  no plano a implementar, não considerado qualquer alteração neste percurso.


O Eléctrico uma marca de Sintra, autêntico Museu vivo e dos únicos no Mundo com circuíto não urbano, transporte histórico centenário e ecológico, não é sequer considerado no novo plano.

Segundo a CMS: ” Nesta primeira fase, com início a 26 de Março (22h), serão apenas alterados alguns sentidos de circulação e limitado o acesso a alguns arruamentos. As alterações vão também permitir aumentar a atratividade dos parques de estacionamento dissuasores. “

Transporte individual alternativo, mas não para todos

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